{"id":31234,"date":"2025-04-13T06:02:00","date_gmt":"2025-04-13T06:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/christianpure.com\/?p=31234"},"modified":"2025-05-12T18:04:59","modified_gmt":"2025-05-12T18:04:59","slug":"council-of-trent-session-23-sacrament-of-order","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-23-sacrament-of-order\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria Crist\u00e3: O Conc\u00edlio de Trento na \u00edntegra: Sess\u00e3o XXIII (23)"},"content":{"rendered":"<div class=\"pps-series-post-details pps-series-post-details-variant-classic pps-series-post-details-67899\" data-series-id=\"335\"><div class=\"pps-series-meta-content\"><div class=\"pps-series-meta-text\">Esta entrada \u00e9 a parte 12 de 27 na s\u00e9rie <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/series\/the-council-of-trent-in-full\/\">O Conc\u00edlio de Trento na \u00edntegra<\/a><\/div><\/div><\/div><h2>Sess\u00e3o 23: A VERDADEIRA E CAT\u00d3LICA DOUTRINA, REFERENTE AO SACRAMENTO DA ORDEM, DECRETADA E PUBLICADA PELO SANTO S\u00cdNODO DE TRENTO, NA S\u00c9TIMA SESS\u00c3O, EM CONDENA\u00c7\u00c3O AOS ERROS DO NOSSO TEMPO<\/h2>\n<p>DOUTRINA &amp; C\u00c2NONES<\/p>\n<p>Sendo a s\u00e9tima sob o Soberano Pont\u00edfice, Pio IV, celebrada no d\u00e9cimo quinto dia de julho, MDLXIII.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO I. Sobre a institui\u00e7\u00e3o do Sacerd\u00f3cio da Nova Lei.<\/h2>\n<p>O sacrif\u00edcio e o sacerd\u00f3cio est\u00e3o, por ordena\u00e7\u00e3o de Deus, de tal modo unidos, que ambos existiram em toda lei. Visto, portanto, que no Novo Testamento, a Igreja Cat\u00f3lica recebeu, da institui\u00e7\u00e3o de Cristo, o santo sacrif\u00edcio vis\u00edvel da Eucaristia; deve-se tamb\u00e9m confessar que h\u00e1, nessa Igreja, um sacerd\u00f3cio novo, vis\u00edvel e externo, para o qual o antigo foi transladado. E as sagradas Escrituras mostram, e a tradi\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica sempre ensinou, que este sacerd\u00f3cio foi institu\u00eddo pelo mesmo Senhor nosso Salvador, e que aos ap\u00f3stolos, e aos seus sucessores no sacerd\u00f3cio, foi entregue o poder de consagrar, oferecer e administrar o Seu Corpo e Sangue, bem como de perdoar e reter pecados.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO II. Sobre as Sete Ordens.<\/h2>\n<p>E visto que o minist\u00e9rio de t\u00e3o santo sacerd\u00f3cio \u00e9 uma coisa divina; para que pudesse ser exercido de maneira mais digna, e com maior venera\u00e7\u00e3o, era adequado que, na organiza\u00e7\u00e3o mais bem ordenada da igreja, houvesse v\u00e1rias e diversas ordens de ministros, para servir ao sacerd\u00f3cio, em virtude de seu of\u00edcio; ordens t\u00e3o distribu\u00eddas que aqueles j\u00e1 marcados com a tonsura clerical devessem ascender atrav\u00e9s das ordens menores para as maiores. Pois as sagradas Escrituras fazem men\u00e7\u00e3o aberta n\u00e3o apenas aos sacerdotes, mas tamb\u00e9m aos di\u00e1conos; e ensinam, em palavras do maior peso, que coisas devem ser especialmente atendidas na Ordena\u00e7\u00e3o deles; e, desde o in\u00edcio da igreja, os nomes das seguintes ordens, e as ministra\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias a cada uma delas, s\u00e3o conhecidos por terem estado em uso; a saber, as de subdi\u00e1cono, ac\u00f3lito, exorcista, leitor e porteiro; embora estas n\u00e3o fossem de igual categoria: pois o subdiaconato \u00e9 classificado entre as ordens maiores pelos Padres e sagrados Conc\u00edlios, nos quais tamb\u00e9m lemos muito frequentemente sobre as outras ordens inferiores.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO III. Que a Ordem \u00e9 verdadeira e propriamente um Sacramento.<\/h2>\n<p>Visto que, pelo testemunho da Escritura, pela tradi\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica e pelo consentimento un\u00e2nime dos Padres, \u00e9 claro que a gra\u00e7a \u00e9 conferida pela sagrada ordena\u00e7\u00e3o, que \u00e9 realizada por palavras e sinais externos, ningu\u00e9m deve duvidar que a Ordem \u00e9 verdadeira e propriamente um dos sete sacramentos da santa Igreja. Pois o ap\u00f3stolo diz: Admoesto-te a que despertes a gra\u00e7a de Deus, que est\u00e1 em ti pela imposi\u00e7\u00e3o das minhas m\u00e3os. Pois Deus n\u00e3o nos deu o esp\u00edrito de medo, mas de poder e de amor de sobriedade.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO IV. Sobre a hierarquia eclesi\u00e1stica e sobre a Ordena\u00e7\u00e3o.<\/h2>\n<p>Mas, visto que no sacramento da Ordem, assim como no Batismo e na Confirma\u00e7\u00e3o, um car\u00e1ter \u00e9 impresso, que n\u00e3o pode ser apagado nem retirado; o santo S\u00ednodo com raz\u00e3o condena a opini\u00e3o daqueles que afirmam que os sacerdotes do Novo Testamento t\u00eam apenas um poder tempor\u00e1rio; e que aqueles que foram uma vez ordenados corretamente, podem novamente tornar-se leigos, se n\u00e3o exercerem o minist\u00e9rio da palavra de Deus. E se algu\u00e9m afirmar que todos os crist\u00e3os indiscriminadamente s\u00e3o sacerdotes do Novo Testamento, ou que todos s\u00e3o mutuamente dotados de um poder espiritual igual, ele claramente n\u00e3o faz nada al\u00e9m de confundir a hierarquia eclesi\u00e1stica, que \u00e9 como um ex\u00e9rcito em ordem de batalha; como se, contrariamente \u00e0 doutrina do bem-aventurado Paulo, todos fossem ap\u00f3stolos, todos profetas, todos evangelistas, todos pastores, todos doutores.<\/p>\n<p>Portanto, o santo S\u00ednodo declara que, al\u00e9m dos outros graus eclesi\u00e1sticos, os bispos, que sucederam ao lugar dos ap\u00f3stolos, pertencem principalmente a esta ordem hier\u00e1rquica; que eles s\u00e3o colocados, como diz o mesmo ap\u00f3stolo, pelo Esp\u00edrito Santo, para governar a Igreja de Deus; que eles s\u00e3o superiores aos sacerdotes; administram o sacramento da Confirma\u00e7\u00e3o; ordenam os ministros da Igreja; e que podem realizar muitas outras coisas; sobre cujas fun\u00e7\u00f5es outros de uma ordem inferior n\u00e3o t\u00eam poder. Al\u00e9m disso, o sagrado e santo S\u00ednodo ensina que, na ordena\u00e7\u00e3o de bispos, sacerdotes e das outras ordens, nem o consentimento, nem a voca\u00e7\u00e3o, nem a autoridade, seja do povo, ou de qualquer poder civil ou magistrado, \u00e9 exigida de tal maneira que, sem isso, a ordena\u00e7\u00e3o seja inv\u00e1lida: sim, antes decreta que todos aqueles que, sendo apenas chamados e institu\u00eddos pelo povo, ou pelo poder civil e magistrado, ascendem ao exerc\u00edcio dessas ministra\u00e7\u00f5es, e aqueles que por sua pr\u00f3pria temeridade as assumem para si mesmos, n\u00e3o s\u00e3o ministros da igreja, mas devem ser vistos como ladr\u00f5es e salteadores, que n\u00e3o entraram pela porta.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o as coisas que pareceu bem ao sagrado S\u00ednodo ensinar aos fi\u00e9is em Cristo, em termos gerais, sobre o sacramento da Ordem. Mas resolveu condenar todas as coisas que s\u00e3o contr\u00e1rias a isso, em c\u00e2nones expressos e espec\u00edficos, da seguinte maneira; para que todos os homens, com a ajuda de Cristo, usando a regra da f\u00e9, possam, em meio \u00e0s escuras de tantos erros, mais facilmente ser capazes de reconhecer e manter a verdade Cat\u00f3lica.<\/p>\n<h2>SOBRE O SACRAMENTO DA ORDEM.<\/h2>\n<p>C\u00c2NON I.\u2013Se algu\u00e9m disser que n\u00e3o h\u00e1 no Novo Testamento um sacerd\u00f3cio vis\u00edvel e externo; ou que n\u00e3o h\u00e1 qualquer poder de consagrar e oferecer o verdadeiro corpo e sangue do Senhor, e de perdoar e reter pecados; mas apenas um of\u00edcio e puro minist\u00e9rio de pregar o Evangelho, ou que aqueles que n\u00e3o pregam n\u00e3o s\u00e3o sacerdotes de forma alguma; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON II.\u2013Se algu\u00e9m disser que a ordem, ou sagrada ordena\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 verdadeira e propriamente um sacramento institu\u00eddo por Cristo o Senhor; ou que \u00e9 uma esp\u00e9cie de inven\u00e7\u00e3o humana concebida por homens in\u00e1beis em assuntos eclesi\u00e1sticos; ou que \u00e9 apenas uma esp\u00e9cie de rito para escolher ministros da palavra de Deus e dos sacramentos; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON III.\u2013Se algu\u00e9m disser que, pela sagrada ordena\u00e7\u00e3o, o Esp\u00edrito Santo n\u00e3o \u00e9 dado; e que em v\u00e3o, portanto, os bispos dizem: Recebei o Esp\u00edrito Santo; ou que um car\u00e1ter n\u00e3o \u00e9 impresso por essa ordena\u00e7\u00e3o; ou que aquele que foi uma vez sacerdote, pode novamente tornar-se leigo; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON IV.\u2013Se algu\u00e9m disser que a sagrada un\u00e7\u00e3o que a Igreja usa na santa ordena\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria, mas deve ser desprezada e \u00e9 perniciosa, assim como as outras cerim\u00f4nias da Ordem; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON V.\u2013Se algu\u00e9m disser que, na Igreja Cat\u00f3lica n\u00e3o h\u00e1 uma hierarquia por ordena\u00e7\u00e3o divina institu\u00edda, consistindo de bispos, sacerdotes e ministros; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON VI.\u2013Se algu\u00e9m disser que os bispos n\u00e3o s\u00e3o superiores aos sacerdotes; ou que n\u00e3o t\u00eam o poder de confirmar e ordenar; ou que o poder que possuem \u00e9 comum a eles e aos sacerdotes; ou que as ordens, conferidas por eles, sem o consentimento, ou voca\u00e7\u00e3o do povo, ou do poder secular, s\u00e3o inv\u00e1lidas; ou que aqueles que n\u00e3o foram corretamente ordenados, nem enviados, pelo poder eclesi\u00e1stico e can\u00f4nico, mas v\u00eam de outro lugar, s\u00e3o ministros leg\u00edtimos da palavra e dos sacramentos; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON VII.\u2013Se algu\u00e9m disser que os bispos, que s\u00e3o assumidos pela autoridade do Pont\u00edfice Romano, n\u00e3o s\u00e3o bispos leg\u00edtimos e verdadeiros, mas s\u00e3o uma inven\u00e7\u00e3o humana; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<h2>DECRETO SOBRE A REFORMA<\/h2>\n<h2>CAP\u00cdTULO I<\/h2>\n<p>A forma prescrita no Conc\u00edlio de Latr\u00e3o para contrair solenemente o casamento \u00e9 renovada.-Os bispos podem dispensar os proclamas.-Quem contrai casamento, de outra forma que n\u00e3o na presen\u00e7a do P\u00e1roco e de duas ou tr\u00eas testemunhas, contrai-o invalidamente.<\/p>\n<p>Although it is not to be doubted, that clandestine marriages, made with the free consent of the contracting parties, are valid and true marriages, so long as the Church has not rendered them invalid; and consequently, that those persons are justly to be condemned, as the holy Synod doth condemn them with anathema, who deny that such marriages are true and valid; as also those who falsely affirm that marriages contracted by the children of a family, without the consent of their parents, are invalid, and that parents can make such marriages either valid or invalid; nevertheless, the holy Church of God has, for reasons most just, at all times detested and prohibited such marriages. But whereas the holy Synod perceives that those prohibitions, by reason of man's disobedience, are no longer of avail; and whereas it takes into account the grievous sins which arise from the said clandestine marriages, and especially the sins of those parties who live on in a state of damnation, when, having left their former wife, with whom they had contracted marriage secretly, they publicly marry another, and with her live in perpetual adultery; an evil which the Church, which judges not of what is hidden, cannot rectify, unless some more efficacious remedy be applied; wherefore, treading in the steps of the sacred Council of Lateran celebrated under Innocent III., it ordains that, for the future, before a marriage is contracted, the proper parish priest of the contracting parties shall three times announce publicly in the Church, during the solemnization of mass, on three continuous festival days, between whom marriage is to be celebrated; after which publication of banns, if there be no lawful impediment opposed, the marriage shall be proceeded with in the face of the church; where the parish priest, after having interrogated the man and the woman, and heard their mutual consent, shall either say, \"I join you together in matrimony, in the name of the Father, and of the Son, and of the Holy Ghost;\" or, he shall use other words, according to the received rite of each province.<\/p>\n<p>Mas se por ocasi\u00e3o, houver uma suspeita prov\u00e1vel de que o casamento possa ser maliciosamente impedido, se tantas publica\u00e7\u00f5es de proclamas o precederem; neste caso, apenas uma publica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita; ou pelo menos o casamento ser\u00e1 celebrado na presen\u00e7a do p\u00e1roco, e de duas ou tr\u00eas testemunhas: Ent\u00e3o, antes da consuma\u00e7\u00e3o do mesmo, os proclamas ser\u00e3o publicados na igreja; para que, se houver algum impedimento secreto, eles possam ser mais facilmente descobertos: a menos que o Ordin\u00e1rio julgue por si mesmo conveniente que as publica\u00e7\u00f5es supracitadas sejam dispensadas, o que o santo S\u00ednodo deixa \u00e0 sua prud\u00eancia e julgamento. Aqueles que tentarem contrair casamento de outra forma que n\u00e3o na presen\u00e7a do p\u00e1roco, ou de algum outro sacerdote com permiss\u00e3o do dito p\u00e1roco, ou do Ordin\u00e1rio, e na presen\u00e7a de duas ou tr\u00eas testemunhas; o santo S\u00ednodo torna tais pessoas totalmente incapazes de contrair dessa forma e declara tais contratos inv\u00e1lidos e nulos, como pelo presente decreto Ele os invalida e anula. Al\u00e9m disso, ordena que o p\u00e1roco, ou qualquer outro sacerdote, que tenha estado presente em qualquer contrato desse tipo com um n\u00famero menor de testemunhas (do que o supracitado); assim como as testemunhas que estiveram presentes nele sem o p\u00e1roco, ou algum outro sacerdote; e tamb\u00e9m as pr\u00f3prias partes contratantes; ser\u00e3o severamente punidos, a crit\u00e9rio do Ordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o mesmo santo S\u00ednodo exorta o noivo e a noiva a n\u00e3o viverem juntos na mesma casa at\u00e9 que tenham recebido a b\u00ean\u00e7\u00e3o sacerdotal, que deve ser dada na igreja; e ordena que a b\u00ean\u00e7\u00e3o seja dada pelo seu pr\u00f3prio p\u00e1roco, e que a permiss\u00e3o para dar a supracitada b\u00ean\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser concedida por ningu\u00e9m al\u00e9m do pr\u00f3prio p\u00e1roco, ou do Ordin\u00e1rio; qualquer costume, mesmo que imemorial, que deveria ser chamado antes de corrup\u00e7\u00e3o, ou qualquer privil\u00e9gio em contr\u00e1rio, n\u00e3o obstante. E se qualquer p\u00e1roco, ou qualquer outro sacerdote, seja Regular ou Secular, presumir unir em casamento os noivos de outra par\u00f3quia, ou aben\u00e7o\u00e1-los quando casados, sem a permiss\u00e3o de seu p\u00e1roco, ele dever\u00e1 - mesmo que possa alegar que lhe \u00e9 permitido fazer isso por um privil\u00e9gio, ou um costume imemorial - permanecer ipso jure suspenso, at\u00e9 ser absolvido pelo Ordin\u00e1rio daquele p\u00e1roco que deveria ter estado presente no casamento, ou de quem a b\u00ean\u00e7\u00e3o deveria ter sido recebida.<\/p>\n<p>O p\u00e1roco ter\u00e1 um livro, que manter\u00e1 cuidadosamente consigo, no qual registrar\u00e1 os nomes das pessoas casadas, e das testemunhas, e o dia em que, e o lugar onde, o casamento foi contra\u00eddo.<\/p>\n<p>Finalmente, o santo S\u00ednodo exorta aqueles que se casam, que antes de contra\u00edrem casamento, ou, em todo caso, tr\u00eas dias antes da consuma\u00e7\u00e3o do mesmo, confessem cuidadosamente seus pecados, e aproximem-se devotamente do sant\u00edssimo sacramento da Eucaristia.<\/p>\n<p>Se alguma prov\u00edncia tiver aqui em uso quaisquer costumes e cerim\u00f4nias louv\u00e1veis, al\u00e9m dos supracitados, o santo S\u00ednodo deseja sinceramente que sejam de todas as formas mantidos.<\/p>\n<p>E para que essas injun\u00e7\u00f5es t\u00e3o salutares n\u00e3o sejam desconhecidas por ningu\u00e9m, ordena a todos os Ordin\u00e1rios que, o mais cedo poss\u00edvel, cuidem para que este decreto seja publicado e explicado ao povo em cada igreja paroquial de suas respectivas dioceses; e que isso seja feito tantas vezes quantas for poss\u00edvel durante o primeiro ano; e depois tantas vezes quantas julgarem conveniente. Ordena, al\u00e9m disso, que este decreto comece a vigorar em cada par\u00f3quia, ao expirar trinta dias, a serem contados a partir do dia de sua primeira publica\u00e7\u00e3o feita na dita par\u00f3quia.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO II. Entre quem se contrai o Parentesco Espiritual.<\/h2>\n<p>A experi\u00eancia ensina que, devido \u00e0 multid\u00e3o de proibi\u00e7\u00f5es, os casamentos s\u00e3o muitas vezes contra\u00eddos sem querer em casos proibidos, nos quais casamentos as partes continuam a viver, n\u00e3o sem grande pecado, ou s\u00e3o dissolvidos, n\u00e3o sem grande esc\u00e2ndalo. Portanto, o santo S\u00ednodo, desejando prevenir esse inconveniente, e come\u00e7ando com o impedimento decorrente do parentesco espiritual, ordena que, de acordo com as nomea\u00e7\u00f5es dos sagrados c\u00e2nones, uma pessoa apenas, seja homem ou mulher, ou no m\u00e1ximo um homem e uma mulher, receber\u00e1 no batismo o indiv\u00edduo batizado; entre quem e o batizado, e o pai e a m\u00e3e dele; assim como entre a pessoa que batiza e o batizado, e o pai e a m\u00e3e do batizado; e apenas estes; ser\u00e1 contra\u00eddo parentesco espiritual.<\/p>\n<p>O p\u00e1roco, antes de proceder a conferir o batismo, indagar\u00e1 cuidadosamente daqueles a quem possa interessar, que pessoa ou pessoas escolheram para receber da sagrada fonte o indiv\u00edduo batizado, e ele permitir\u00e1 que apenas ele ou eles recebam o batizado; registrar\u00e1 seus nomes no livro, e ensinar\u00e1 a eles que parentesco contra\u00edram, para que n\u00e3o tenham qualquer desculpa por ignor\u00e2ncia. E se quaisquer outros, al\u00e9m dos designados, tocarem o batizado, n\u00e3o contrair\u00e3o de forma alguma um parentesco espiritual; quaisquer constitui\u00e7\u00f5es que tendam ao contr\u00e1rio, n\u00e3o obstante. Se por culpa ou neglig\u00eancia do p\u00e1roco algo for feito contrariamente a isto, ele ser\u00e1 punido, a crit\u00e9rio do Ordin\u00e1rio. Esse parentesco, da mesma maneira, que \u00e9 contra\u00eddo pela confirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o passar\u00e1 al\u00e9m daquele que confirma a pessoa confirmada, seu pai e m\u00e3e, e aquele que coloca sua m\u00e3o sobre ele; todos os impedimentos decorrentes deste tipo de parentesco espiritual entre outras pessoas sendo totalmente postos de lado.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO III. O impedimento de honestidade p\u00fablica \u00e9 confinado dentro de certos limites.<\/h2>\n<p>O santo S\u00ednodo remove inteiramente o impedimento de justi\u00e7a decorrente da honestidade p\u00fablica, sempre que os esponsais forem, por qualquer causa, n\u00e3o v\u00e1lidos; mas, quando forem v\u00e1lidos, o impedimento n\u00e3o se estender\u00e1 al\u00e9m do primeiro grau; visto que qualquer proibi\u00e7\u00e3o desse tipo n\u00e3o pode mais ser observada, sem preju\u00edzo, em graus mais remotos.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO IV. A afinidade decorrente da fornica\u00e7\u00e3o \u00e9 limitada ao segundo grau.<\/h2>\n<p>Al\u00e9m disso, o santo S\u00ednodo, movido pelas mesmas e outras raz\u00f5es de maior peso, limita, apenas \u00e0queles que est\u00e3o ligados no primeiro e segundo grau, o impedimento contra\u00eddo por afinidade decorrente de fornica\u00e7\u00e3o, e que dissolve o matrim\u00f3nio que possa ter sido posteriormente contra\u00eddo. Ordena que, no que diz respeito a graus mais remotos, este tipo de afinidade n\u00e3o dissolve o matrim\u00f3nio que possa ter sido posteriormente contra\u00eddo.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO V. Ningu\u00e9m deve casar-se dentro dos graus proibidos: de que maneira a dispensa deve ser concedida neles.<\/h2>\n<p>Se algu\u00e9m presumir conscientemente contrair matrim\u00f3nio dentro dos graus proibidos, ser\u00e1 separado e ficar\u00e1 sem esperan\u00e7a de obter uma dispensa; e isto ter\u00e1 efeito muito mais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quele que tiver ousado n\u00e3o apenas contrair tal matrim\u00f3nio, mas tamb\u00e9m consum\u00e1-lo. Mas se o tiver feito por ignor\u00e2ncia, mas ainda assim tiver negligenciado as solenidades exigidas na contra\u00e7\u00e3o do matrim\u00f3nio, ser\u00e1 sujeito \u00e0s mesmas penas. Pois aquele que desprezou precipitadamente os preceitos salutares da Igreja n\u00e3o \u00e9 digno de experimentar sem dificuldade a sua generosidade. Mas se, tendo observado essas solenidades, algum impedimento secreto for posteriormente descoberto, do qual n\u00e3o seria improv\u00e1vel que ele ignorasse, ele pode, neste caso, obter mais facilmente uma dispensa, e isso gratuitamente. No que diz respeito aos matrim\u00f3nios a serem contra\u00eddos, ou n\u00e3o ser\u00e1 concedida nenhuma dispensa, ou raramente, e ent\u00e3o por uma causa, e gratuitamente. Uma dispensa nunca ser\u00e1 concedida no segundo grau, exceto entre grandes pr\u00edncipes e por uma causa p\u00fablica.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO VI. Puni\u00e7\u00f5es infligidas aos Sequestradores.<\/h2>\n<p>O santo S\u00ednodo ordena que nenhum matrim\u00f3nio pode subsistir entre o raptor e a raptada, enquanto ela permanecer sob o poder do raptor. Mas se aquela que foi raptada, sendo separada do raptor e estando num lugar seguro e livre, consentir em t\u00ea-lo como seu marido, o raptor pode t\u00ea-la como sua esposa; mas, n\u00e3o obstante, o pr\u00f3prio raptor e todos os que lhe prestaram conselho, ajuda e apoio, ser\u00e3o ipso jure excomungados, para sempre infames e incapazes de todas as dignidades; e se forem cl\u00e9rigos, perder\u00e3o o seu posto. O raptor ser\u00e1, al\u00e9m disso, obrigado, quer se case com a pessoa raptada, quer n\u00e3o, a estabelecer para ela um dote generoso, a crit\u00e9rio do juiz.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO VII. Os vagantes devem ser casados com cautela.<\/h2>\n<p>Existem muitas pessoas que s\u00e3o vagabundos, sem lares fixos; e, sendo de car\u00e1ter devasso, depois de abandonarem a sua primeira esposa, casam-se com outra, e muitas vezes com v\u00e1rias em lugares diferentes, durante a vida da primeira. O santo S\u00ednodo, desejando obviar esta desordem, d\u00e1 esta admoesta\u00e7\u00e3o paternal a todos a quem possa interessar, para n\u00e3o admitirem facilmente esta classe de vagabundos ao matrim\u00f3nio; e exorta tamb\u00e9m os magistrados civis a punirem severamente tais pessoas. Mas ordena aos p\u00e1rocos que n\u00e3o estejam presentes nos matrim\u00f3nios de tais pessoas, a menos que tenham feito primeiro uma investiga\u00e7\u00e3o cuidadosa e, tendo relatado a circunst\u00e2ncia ao Ordin\u00e1rio, tenham obtido permiss\u00e3o dele para o fazer.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO VIII. O concubinato \u00e9 severamente punido.<\/h2>\n<p>\u00c9 um pecado grave para homens solteiros terem concubinas; mas \u00e9 um pecado grav\u00edssimo, e cometido em especial desprezo por este grande sacramento, para homens casados tamb\u00e9m viverem neste estado de dana\u00e7\u00e3o, e terem a aud\u00e1cia, por vezes, de as manter e conservar nas suas pr\u00f3prias casas, mesmo com as suas pr\u00f3prias esposas. Por isso, o santo S\u00ednodo, para que possa, por rem\u00e9dios adequados, prover contra este mal excessivo, ordena que estes concubin\u00e1rios, quer solteiros quer casados, de qualquer estado, dignidade e condi\u00e7\u00e3o que sejam, se, ap\u00f3s terem sido tr\u00eas vezes admoestados sobre este assunto pelo Ordin\u00e1rio, mesmo ex officio, n\u00e3o tiverem afastado as suas concubinas e se tiverem separado de toda a conex\u00e3o com elas, ser\u00e3o atingidos pela excomunh\u00e3o; da qual n\u00e3o ser\u00e3o absolvidos at\u00e9 que tenham realmente obedecido \u00e0 admoesta\u00e7\u00e3o que lhes foi dada. Mas se, ignorando esta censura, continuarem em concubinato durante um ano, ser\u00e3o processados com severidade pelo Ordin\u00e1rio, de acordo com a natureza do crime. As mulheres, casadas ou solteiras, que vivem publicamente com ad\u00falteros ou com concubin\u00e1rios, se, ap\u00f3s terem sido tr\u00eas vezes admoestadas, n\u00e3o obedecerem, ser\u00e3o rigorosamente punidas, de acordo com a medida da sua culpa, pelos Ordin\u00e1rios dos lugares, ex officio, mesmo que n\u00e3o chamadas a faz\u00ea-lo por ningu\u00e9m; e ser\u00e3o expulsas da cidade ou diocese, se os Ordin\u00e1rios assim o entenderem, invocando a ajuda do bra\u00e7o secular, se necess\u00e1rio; permanecendo em pleno vigor as outras penas infligidas aos ad\u00falteros e concubin\u00e1rios.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO IX. Senhores temporais, ou magistrados, n\u00e3o tentar\u00e3o nada contr\u00e1rio \u00e0 liberdade de casamento.<\/h2>\n<p>As afei\u00e7\u00f5es e desejos terrenos cegam, na maior parte, os olhos do entendimento dos senhores temporais e magistrados, de tal modo que, por amea\u00e7as e maus-tratos, obrigam tanto homens como mulheres, que vivem sob a sua jurisdi\u00e7\u00e3o \u2014 especialmente aqueles que s\u00e3o ricos, ou que t\u00eam expectativas de uma grande heran\u00e7a \u2014 a contrair matrim\u00f3nio contra a sua inclina\u00e7\u00e3o com aqueles que os referidos senhores ou magistrados lhes possam prescrever. Por isso, vendo que \u00e9 uma coisa especialmente execr\u00e1vel violar a liberdade do matrim\u00f3nio, e que o erro vem daqueles de quem se espera o direito, o santo S\u00ednodo ordena a todos, de qualquer grau, dignidade e condi\u00e7\u00e3o que sejam, sob pena de an\u00e1tema a ser incorrido ipso facto, que n\u00e3o imponham qualquer restri\u00e7\u00e3o, de qualquer forma que seja, direta ou indiretamente, \u00e0queles que lhes est\u00e3o sujeitos, ou a quaisquer outros, de modo a impedi-los de contrair matrim\u00f3nio livremente.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO X. As solenidades do casamento s\u00e3o proibidas em certos momentos.<\/h2>\n<p>O santo S\u00ednodo ordena que as antigas proibi\u00e7\u00f5es de n\u00fapcias solenes sejam cuidadosamente observadas por todos, desde o Advento de nosso Senhor Jesus Cristo at\u00e9 ao dia da Epifania, e desde a Quarta-feira de Cinzas at\u00e9 \u00e0 oitava da P\u00e1scoa inclusive; mas noutras \u00e9pocas permite que o matrim\u00f3nio seja celebrado solenemente; e os bispos cuidar\u00e3o de que sejam conduzidos com a mod\u00e9stia e propriedade devidas: pois o matrim\u00f3nio \u00e9 uma coisa santa e deve ser tratado de maneira santa.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO XI. M\u00e9todo de estabelecer Semin\u00e1rios para Cl\u00e9rigos, e de educar os mesmos neles.<\/h2>\n<p>Visto que a idade da juventude, a menos que seja corretamente formada, \u00e9 propensa a seguir os prazeres do mundo; e a menos que seja formada, desde os seus tenros anos, para a piedade e a religi\u00e3o, antes que os h\u00e1bitos do v\u00edcio tenham tomado posse de todo o homem, nunca perseverar\u00e1 perfeitamente, e sem a maior, e quase especial, ajuda de Deus Todo-Poderoso, na disciplina eclesi\u00e1stica; o santo S\u00ednodo ordena que todas as igrejas catedrais, metropolitanas e outras maiores do que estas, sejam obrigadas, cada uma de acordo com os seus meios e a extens\u00e3o da diocese, a manter, a educar religiosamente e a formar na disciplina eclesi\u00e1stica, um certo n\u00famero de jovens da sua cidade e diocese, ou, se esse n\u00famero n\u00e3o puder ser encontrado l\u00e1, daquela prov\u00edncia, num col\u00e9gio a ser escolhido pelo bispo para este fim perto das referidas igrejas, ou em algum outro lugar adequado. Neste col\u00e9gio ser\u00e3o recebidos aqueles que tenham pelo menos doze anos de idade, nascidos de matrim\u00f3nio leg\u00edtimo, e que saibam ler e escrever competentemente, e cujo car\u00e1ter e inclina\u00e7\u00e3o ofere\u00e7am uma esperan\u00e7a de que servir\u00e3o sempre no minist\u00e9rio eclesi\u00e1stico.<\/p>\n<p>E deseja que os filhos dos pobres sejam selecionados principalmente; embora n\u00e3o exclua, contudo, os dos mais abastados, desde que sejam mantidos \u00e0s suas pr\u00f3prias custas e manifestem o desejo de servir a Deus e \u00e0 Igreja. O bispo, tendo dividido estes jovens em tantas classes quantas julgar conveniente, de acordo com o seu n\u00famero, idade e progresso na disciplina eclesi\u00e1stica, dever\u00e1, quando lhe parecer oportuno, designar alguns deles para o minist\u00e9rio das igrejas, os outros manter\u00e1 no col\u00e9gio para serem instru\u00eddos; e suprir\u00e1 o lugar daqueles que foram retirados, por outros; para que assim este col\u00e9gio possa ser um semin\u00e1rio perp\u00e9tuo de ministros de Deus. E para que os jovens possam ser mais vantajosamente formados na referida disciplina eclesi\u00e1stica, usar\u00e3o sempre desde logo a tonsura e o h\u00e1bito clerical; aprender\u00e3o gram\u00e1tica, canto, computa\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica e as outras artes liberais; ser\u00e3o instru\u00eddos na Sagrada Escritura, nas obras eclesi\u00e1sticas, nas homilias dos santos, na maneira de administrar os sacramentos, especialmente naquelas coisas que parecerem adaptadas para os habilitar a ouvir confiss\u00f5es, e nas formas dos ritos e cerim\u00f3nias. O bispo cuidar\u00e1 de que estejam presentes todos os dias ao sacrif\u00edcio da missa, e que confessem os seus pecados pelo menos uma vez por m\u00eas; e recebam o corpo de nosso Senhor Jesus Cristo conforme o ju\u00edzo do seu confessor determinar; e nas festividades sirvam na catedral e noutras igrejas do lugar.<\/p>\n<p>Tudo o que, e outras coisas vantajosas e necess\u00e1rias para este objetivo, todos os bispos ordenar\u00e3o \u2014 com o conselho de dois dos c\u00f3negos mais velhos e experientes escolhidos por ele mesmo \u2014 conforme o Esp\u00edrito Santo sugerir; e far\u00e3o com que seja o seu cuidado, por frequentes visitas, que o mesmo seja sempre observado. Os obstinados, e incorrig\u00edveis, e os disseminadores de maus costumes, punir\u00e3o severamente, mesmo com a expuls\u00e3o se necess\u00e1rio; e, removendo todos os obst\u00e1culos, fomentar\u00e3o cuidadosamente tudo o que pare\u00e7a tender a preservar e promover uma institui\u00e7\u00e3o t\u00e3o piedosa e santa.<\/p>\n<p>E visto que ser\u00e3o necess\u00e1rias certas receitas para levantar a constru\u00e7\u00e3o do col\u00e9gio, para pagar os sal\u00e1rios aos professores e servos, para a manuten\u00e7\u00e3o dos jovens e para outras despesas; al\u00e9m daqueles fundos que est\u00e3o, em algumas igrejas e lugares, reservados para formar ou manter jovens, e que devem ser por este meio considerados como aplicados a este semin\u00e1rio sob o referido encargo do bispo; os bispos, como referido, com o conselho de dois do ## CABIDO \u2014 dos quais um ser\u00e1 escolhido pelo bispo e o outro pelo pr\u00f3prio ## CABIDO, e tamb\u00e9m de dois do clero da cidade, a elei\u00e7\u00e3o de um dos quais ser\u00e1 da mesma forma com o bispo, e a do outro com o clero \u2014 tomar\u00e3o uma certa parte ou por\u00e7\u00e3o, de todos os frutos da receita episcopal, e do ## CABIDO, e de todas as dignidades quaisquer que sejam, personatos, of\u00edcios, prebendas, por\u00e7\u00f5es, abadias e priorados, de qualquer ordem, mesmo que Regular, ou de qualquer qualidade ou condi\u00e7\u00e3o que sejam, e de hospitais que s\u00e3o conferidos sob t\u00edtulo ou administra\u00e7\u00e3o, em conformidade com a constitui\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio de Viena, que come\u00e7a Quia contingit; e de todos os benef\u00edcios quaisquer que sejam, mesmo aqueles pertencentes a Regulares, mesmo aqueles que est\u00e3o sob qualquer direito de padroado, mesmo aqueles que est\u00e3o isentos, que n\u00e3o s\u00e3o de nenhuma diocese, ou est\u00e3o anexados a outras igrejas, mosteiros, hospitais ou a quaisquer outros lugares piedosos, mesmo aqueles que est\u00e3o isentos; assim como das receitas dedicadas \u00e0s f\u00e1bricas das igrejas, e de outros lugares, e igualmente de todas as outras receitas e rendimentos eclesi\u00e1sticos quaisquer que sejam, mesmo aqueles de outros col\u00e9gios \u2014 nos quais, contudo, n\u00e3o existem atualmente semin\u00e1rios de estudantes, ou de professores, para promover o bem comum da Igreja; pois o S\u00ednodo quer que esses lugares sejam isentos, exceto no que diz respeito a tais receitas que possam restar acima do suporte adequado dos referidos semin\u00e1rios \u2014 ou de corpos, ou confrarias, que em alguns lugares s\u00e3o chamados de escolas, igualmente de todos os mosteiros, com exce\u00e7\u00e3o dos Mendicantes; tamb\u00e9m dos d\u00edzimos de qualquer forma pertencentes a leigos, dos quais subs\u00eddios eclesi\u00e1sticos costumam ser pagos; e aqueles pertencentes aos soldados de qualquer corpo militar, ou ordem, excetuando-se apenas os irm\u00e3os de S\u00e3o Jo\u00e3o de Jerusal\u00e9m; e aplicar\u00e3o a, e incorporar\u00e3o com, o referido col\u00e9gio esta por\u00e7\u00e3o assim deduzida, assim como um certo n\u00famero de benef\u00edcios simples, de qualquer qualidade e dignidade que sejam, ou mesmo prestim\u00f3nios, ou por\u00e7\u00f5es prestimonais como s\u00e3o chamadas, mesmo antes de ficarem vagos, sem preju\u00edzo contudo para o servi\u00e7o divino, ou para aqueles que os det\u00eam. E isto ter\u00e1 efeito, mesmo que os benef\u00edcios estejam reservados ou apropriados para outros usos; nem esta uni\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o dos referidos benef\u00edcios ser\u00e1 suspensa, ou de qualquer forma impedida, por qualquer ren\u00fancia dos mesmos, mas ainda assim ter\u00e1 efeito em qualquer caso, n\u00e3o obstante qualquer forma que seja pela qual possam ser vagados, mesmo que seja na corte romana, e n\u00e3o obstante qualquer constitui\u00e7\u00e3o que seja em contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>O bispo do lugar, por censuras eclesi\u00e1sticas e outros meios legais, mesmo invocando para este fim, se assim o entender, a ajuda do bra\u00e7o secular, obrigar\u00e1 os possuidores de benef\u00edcios, dignidades, personatos e de todas e cada uma das acima nomeadas (receitas), a pagar esta por\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas por sua pr\u00f3pria conta, mas tamb\u00e9m por conta de quaisquer pens\u00f5es que possam ter de pagar a outros, das referidas receitas \u2014 retendo contudo uma soma equivalente \u00e0quela que t\u00eam de pagar por conta dessas pens\u00f5es: n\u00e3o obstante, no que diz respeito a todas e cada uma das premissas acima mencionadas, quaisquer privil\u00e9gios, isen\u00e7\u00f5es \u2014 mesmo aqueles que poderiam exigir uma derroga\u00e7\u00e3o especial \u2014 qualquer costume, mesmo imemorial, ou qualquer apela\u00e7\u00e3o e alega\u00e7\u00e3o, que pudesse impedir a execu\u00e7\u00e3o disto.<\/p>\n<p>Mas no caso de acontecer que, por meio das referidas uni\u00f5es serem levadas a efeito, ou de alguma outra causa, o referido semin\u00e1rio seja encontrado como estando total ou parcialmente dotado, ent\u00e3o a por\u00e7\u00e3o, deduzida como acima de todos os benef\u00edcios e incorporada pelo bispo, ser\u00e1 remetida, total ou parcialmente, conforme as circunst\u00e2ncias reais exigirem. Mas se os prelados das catedrais, e das outras igrejas maiores, forem negligentes em erigir o referido semin\u00e1rio, e em preservar o mesmo, e se recusarem a pagar a sua parte; ser\u00e1 dever do arcebispo repreender severamente o bispo, e obrig\u00e1-lo a cumprir todos os assuntos acima referidos, e do S\u00ednodo provincial repreender e obrigar da mesma forma o arcebispo, e zelosamente providenciar que esta obra santa e piedosa seja o mais cedo poss\u00edvel levada a cabo, onde quer que seja poss\u00edvel. O bispo receber\u00e1 anualmente as contas das receitas do referido semin\u00e1rio, na presen\u00e7a de dois deputados do ## CABIDO, e do mesmo n\u00famero deputado do clero da cidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, para que o ensino em escolas desta natureza possa ser providenciado com menos despesa, o santo S\u00ednodo ordena que bispos, arcebispos, primazes e outros Ordin\u00e1rios de lugares, constranjam e obriguem, mesmo pela subtra\u00e7\u00e3o dos seus frutos, aqueles que possuem quaisquer dignidades como professores de teologia, e todos os outros a quem est\u00e1 ligado o of\u00edcio de lecionar, ou de ensinar, a ensinar aqueles que devem ser educados nas referidas escolas, pessoalmente, se forem competentes, caso contr\u00e1rio por substitutos competentes a serem escolhidos por eles mesmos, e a serem aprovados pelo Ordin\u00e1rio. E se, no ju\u00edzo do bispo, aqueles escolhidos n\u00e3o forem aptos, nomear\u00e3o outro que seja apto, sem que seja permitida qualquer apela\u00e7\u00e3o; mas caso negligenciem fazer isto, o pr\u00f3prio bispo deputar\u00e1 um. E os referidos mestres ensinar\u00e3o aquelas coisas que o bispo julgar conveniente. E, doravante, aqueles of\u00edcios, ou dignidades, que s\u00e3o chamados de c\u00e1tedras de teologia, n\u00e3o ser\u00e3o conferidos a ningu\u00e9m sen\u00e3o a doutores, ou mestres, ou licenciados em divindade, ou direito can\u00f3nico, ou a outras pessoas competentes, e tais que possam pessoalmente desempenhar esse of\u00edcio; e qualquer provis\u00e3o feita de outra forma ser\u00e1 nula e sem efeito: n\u00e3o obstante todos os privil\u00e9gios e costumes quaisquer que sejam, mesmo que imemoriais.<\/p>\n<p>Mas se as igrejas em qualquer prov\u00edncia sofrerem de t\u00e3o grande pobreza, que um col\u00e9gio n\u00e3o possa ser estabelecido em certas (igrejas) dela; o S\u00ednodo provincial, ou o metropolitano, auxiliado pelos dois sufrag\u00e2neos mais antigos, cuidar\u00e1 de estabelecer um ou mais col\u00e9gios, conforme for julgado conveniente, na metropolitana, ou em alguma outra igreja mais conveniente da prov\u00edncia, das receitas de duas ou mais igrejas, nas quais isoladamente um col\u00e9gio n\u00e3o possa ser convenientemente estabelecido, e l\u00e1 ser\u00e3o educados os jovens daquelas igrejas.<\/p>\n<p>Mas nas igrejas que t\u00eam dioceses extensas, o bispo pode ter um ou mais semin\u00e1rios na diocese, conforme lhe parecer conveniente; os quais semin\u00e1rios ser\u00e3o contudo inteiramente dependentes em todas as coisas daquele erigido e estabelecido na cidade (episcopal).<\/p>\n<p>Finalmente, se, quer por ocasi\u00e3o das referidas uni\u00f5es, ou da tributa\u00e7\u00e3o, ou atribui\u00e7\u00e3o, e incorpora\u00e7\u00e3o das por\u00e7\u00f5es acima nomeadas, ou de alguma outra causa, acontecer surgir alguma dificuldade, pela qual a institui\u00e7\u00e3o, ou manuten\u00e7\u00e3o do referido semin\u00e1rio possa ser impedida ou perturbada, o bispo com os deputados como acima, ou o S\u00ednodo provincial de acordo com o costume do pa\u00eds, ter\u00e1 poder, tendo em conta o car\u00e1ter das igrejas e benef\u00edcios, de regular e ordenar todos e cada um dos assuntos que parecerem necess\u00e1rios e convenientes para o feliz avan\u00e7o do referido semin\u00e1rio, mesmo de modo a modificar ou ampliar, se necess\u00e1rio, o conte\u00fado deste.<\/p>\n<h2>INDI\u00c7\u00c3O DA PR\u00d3XIMA SESS\u00c3O.<\/h2>\n<p>Al\u00e9m disso, o mesmo sagrado e santo S\u00ednodo de Trento convoca a pr\u00f3xima Sess\u00e3o para o d\u00e9cimo sexto dia do m\u00eas de setembro; na qual tratar\u00e1 do sacramento do Matrim\u00f3nio, e de outros assuntos, se houver, relativos \u00e0 doutrina da f\u00e9 que possam ser expedidos, assim como sobre provis\u00f5es para bispados, dignidades e outros benef\u00edcios eclesi\u00e1sticos, e diversos artigos de Reforma. Adicionalmente, prev\u00ea-se que esta sess\u00e3o esclare\u00e7a ainda mais os ensinamentos da Igreja sobre a santidade do matrim\u00f3nio em resposta aos desafios contempor\u00e2neos. A agenda incluir\u00e1 tamb\u00e9m discuss\u00f5es sobre os pap\u00e9is e responsabilidades do clero para garantir a ades\u00e3o \u00e0s reformas iniciadas no <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-7-sacraments\/\">conc\u00edlio de trento sess\u00e3o sete<\/a>. Como tal, a sess\u00e3o visa fortalecer a estrutura eclesi\u00e1stica e promover a unidade dentro da Igreja. Este encontro fortalecer\u00e1 ainda mais a posi\u00e7\u00e3o da Igreja sobre quest\u00f5es matrimoniais, garantindo uma compreens\u00e3o clara do significado do sacramento. Al\u00e9m disso, abordar\u00e1 as reformas necess\u00e1rias para aumentar a integridade das nomea\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas. \u00c9 vital lembrar as resolu\u00e7\u00f5es tomadas durante o <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-4-canonical-scriptures\/\">quarta sess\u00e3o do conc\u00edlio de trento<\/a>, que lan\u00e7ou as bases para estas discuss\u00f5es e reformas. A <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-3-symbol-of-faith\/\">vis\u00e3o geral da terceira sess\u00e3o do conc\u00edlio de trento<\/a> destacar\u00e1 a import\u00e2ncia do Matrim\u00f3nio dentro da Igreja e delinear\u00e1 os fundamentos teol\u00f3gicos necess\u00e1rios que apoiam a sua santidade. Al\u00e9m disso, o S\u00ednodo visa abordar a necessidade urgente de reforma na administra\u00e7\u00e3o dos cargos eclesi\u00e1sticos para garantir que reflitam a integridade moral e espiritual esperada dos l\u00edderes da igreja. Esta sess\u00e3o \u00e9 fundamental para refor\u00e7ar o compromisso da Igreja tanto com a doutrina quanto com a governan\u00e7a em um momento de desafios significativos. Esta sess\u00e3o visa esclarecer os ensinamentos da Igreja sobre o Matrim\u00f3nio, abordando a import\u00e2ncia deste sacramento na vida dos fi\u00e9is. Al\u00e9m disso, servir\u00e1 para refor\u00e7ar o <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/session-25-concerning-purgatory\/\">vis\u00e3o geral do conc\u00edlio de Trento<\/a> ao abordar v\u00e1rias reformas necess\u00e1rias dentro do clero para garantir a ades\u00e3o \u00e0 doutrina estabelecida. O S\u00ednodo reconhece que estas discuss\u00f5es s\u00e3o vitais para manter a integridade e a autoridade moral da Igreja em um momento de desafio e mudan\u00e7a significativos. Esta sess\u00e3o visa abordar n\u00e3o apenas os aspectos sacramentais do Matrim\u00f3nio, mas tamb\u00e9m os temas abrangentes de conduta moral dentro do clero e dos leigos. Espera-se que as discuss\u00f5es tenham um impacto significativo no quadro legislativo da Igreja, moldando, em \u00faltima an\u00e1lise, futuras pol\u00edticas eclesi\u00e1sticas. Como observado nos procedimentos da <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-24-doctrine-sacrament-matrimony\/\">Vig\u00e9sima Quarta Sess\u00e3o do Conc\u00edlio de Trento<\/a>, as bases lan\u00e7adas nesta sess\u00e3o ser\u00e3o cruciais para a implementa\u00e7\u00e3o de medidas reformadoras em todas as dioceses.<\/p>\n<p>A Sess\u00e3o foi prorrogada para o d\u00e9cimo primeiro dia de novembro, MDLXIII.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pps-series-post-details pps-series-post-details-variant-classic pps-series-post-details-67899 pps-series-meta-excerpt\" data-series-id=\"335\"><div class=\"pps-series-meta-content\"><div class=\"pps-series-meta-text\">Esta entrada \u00e9 a parte 12 de 27 na s\u00e9rie <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/series\/the-council-of-trent-in-full\/\">O Conc\u00edlio de Trento na \u00edntegra<\/a><\/div><\/div><\/div><p>Explore a verdadeira e Cat\u00f3lica doutrina sobre o Sacramento da Ordem, estabelecida pelo Santo S\u00ednodo de Trento.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":31277,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"{title}\n\n{excerpt}\n\n{url}","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"_wpas_customize_per_network":false,"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[79],"tags":[],"series":[335],"class_list":["post-31234","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-christian-history","series-the-council-of-trent-in-full"],"mb":[],"acf":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/api.robolly.com\/templates\/656df2bd6a094828c339896d\/render.jpg?dl&scale=1&image=https%3A%2F%2Fchristianpure.com%2Fwp-content%2Fuploads%2Fblogimg%2Fpainting_of_a_serene_angel_in_flight_in_the_style_51a47_01109.webp&titleBG=%23137300E6&title=The%20Council%20Of%20Trent%20in%20full%3A%20Session%20XXIII%20%2823%29","jetpack-related-posts":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"mfb_rest_fields":["title","jetpack_publicize_connections","jetpack_featured_media_url","jetpack-related-posts","jetpack_sharing_enabled"],"fifu_image_url":"https:\/\/api.robolly.com\/templates\/656df2bd6a094828c339896d\/render.jpg?dl&scale=1&image=https%3A%2F%2Fchristianpure.com%2Fwp-content%2Fuploads%2Fblogimg%2Fpainting_of_a_serene_angel_in_flight_in_the_style_51a47_01109.webp&titleBG=%23137300E6&title=The%20Council%20Of%20Trent%20in%20full%3A%20Session%20XXIII%20%2823%29","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31234","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31234"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31234\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31277"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31234"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31234"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31234"},{"taxonomy":"series","embeddable":true,"href":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/series?post=31234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}