{"id":31241,"date":"2025-04-27T03:13:02","date_gmt":"2025-04-27T03:13:02","guid":{"rendered":"https:\/\/christianpure.com\/?p=31241"},"modified":"2025-05-26T19:35:00","modified_gmt":"2025-05-26T19:35:00","slug":"council-of-trent-session-13-holy-eucharist","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-13-holy-eucharist\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria Crist\u00e3: O Conc\u00edlio de Trento na \u00edntegra: Sess\u00e3o XIII (13)"},"content":{"rendered":"<div class=\"pps-series-post-details pps-series-post-details-variant-classic pps-series-post-details-67899\" data-series-id=\"335\"><div class=\"pps-series-meta-content\"><div class=\"pps-series-meta-text\">Esta entrada \u00e9 a parte 24 de 27 na s\u00e9rie <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/series\/the-council-of-trent-in-full\/\">O Conc\u00edlio de Trento na \u00edntegra<\/a><\/div><\/div><\/div><h2>Sess\u00e3o 13: SOBRE O SANT\u00cdSSIMO SACRAMENTO DA EUCARISTIA<\/h2>\n<p>PRIMEIRO DECRETO<\/p>\n<p>Sendo o terceiro sob o Sumo Pont\u00edfice, J\u00falio III, celebrado no d\u00e9cimo primeiro dia de outubro de 1551.<\/p>\n<p>O sagrado e santo, ecum\u00eanico e geral S\u00ednodo de Trento, legitimamente reunido no Esp\u00edrito Santo, presidido pelo mesmo Legado e n\u00fancios da S\u00e9 Apost\u00f3lica, embora o fim para o qual se reuniu, n\u00e3o sem a orienta\u00e7\u00e3o e governo especiais do Esp\u00edrito Santo, fosse expor a verdadeira e antiga doutrina sobre a f\u00e9 e os sacramentos, e aplicar um rem\u00e9dio a todas as heresias e aos outros problemas grav\u00edssimos com os quais a Igreja de Deus est\u00e1 agora miseravelmente agitada e dividida em muitas e v\u00e1rias partes; contudo, desde o in\u00edcio, este tem sido especialmente o objeto dos seus desejos: arrancar pela raiz aquele joio de erros execr\u00e1veis e cismas com os quais o inimigo, nestes nossos tempos calamitosos, semeou a doutrina da f\u00e9 no uso e culto da sagrada e santa Eucaristia, que nosso Salvador, n\u00e3o obstante, deixou em Sua Igreja como um s\u00edmbolo daquela unidade e caridade com a qual Ele gostaria que todos os crist\u00e3os estivessem mentalmente unidos e ligados. Portanto, este sagrado e santo S\u00ednodo, entregando aqui, sobre este vener\u00e1vel e divino sacramento da Eucaristia, aquela doutrina s\u00e3 e genu\u00edna que a Igreja Cat\u00f3lica \u2014 instru\u00edda pelo pr\u00f3prio nosso Senhor Jesus Cristo e pelos Seus ap\u00f3stolos, e ensinada pelo Esp\u00edrito Santo, que dia ap\u00f3s dia traz \u00e0 sua mente toda a verdade \u2014 sempre reteve e preservar\u00e1 at\u00e9 o fim do mundo, pro\u00edbe a todos os fi\u00e9is de Cristo que presumam acreditar, ensinar ou pregar doravante sobre a santa Eucaristia de outra forma que n\u00e3o a explicada e definida neste presente decreto. Esta firme declara\u00e7\u00e3o de doutrina \u00e9 uma salvaguarda contra a mir\u00edade de falsos ensinamentos que amea\u00e7am minar as verdades fundamentais da f\u00e9. Portanto, com a autoridade que lhe foi conferida por Cristo, o <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-7-sacraments\/\">conc\u00edlio de trento sess\u00e3o sete<\/a> enfatiza a necessidade de ades\u00e3o a estes ensinamentos para o bem-estar espiritual de todos os crentes. Ao faz\u00ea-lo, apela aos fi\u00e9is para que defendam e propaguem a mensagem aut\u00eantica da Eucaristia, promovendo a unidade entre os crist\u00e3os em meio a um tempo de divis\u00e3o. \u00c0 luz deste profundo compromisso com a salvaguarda da integridade da f\u00e9, o <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-21-on-communion\/\">conc\u00edlio de trento sess\u00e3o 21<\/a> reitera a necessidade de unidade entre os crentes. Apela aos pastores da Igreja para que guiem as suas congrega\u00e7\u00f5es num esp\u00edrito de harmonia e fidelidade aos ensinamentos transmitidos ao longo dos s\u00e9culos. Assim, o S\u00ednodo enfatiza que a ades\u00e3o aos decretos aqui estabelecidos \u00e9 essencial para o alimento espiritual dos fi\u00e9is e para a sa\u00fade geral da Igreja. Este decreto serve n\u00e3o apenas como um refor\u00e7o da clareza doutrin\u00e1ria, mas tamb\u00e9m como uma salvaguarda contra a fragmenta\u00e7\u00e3o da unidade crist\u00e3. O <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-17-council-trent\/\">significado do conc\u00edlio de trento<\/a> reside na sua determina\u00e7\u00e3o resoluta de defender os ensinamentos sacrossantos da f\u00e9 em meio ao tumulto dos desafios her\u00e9ticos. Ao estabelecer diretrizes definitivas para a compreens\u00e3o e celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, procura restaurar uma frente unificada entre os crentes, garantindo que os princ\u00edpios fundamentais do Catolicismo perdurem atrav\u00e9s dos tempos. \u00c0 luz destes decretos, os fi\u00e9is s\u00e3o exortados a permanecer firmes na sua f\u00e9 e a envolver-se profundamente na vida sacramental, reconhecendo a Eucaristia como o verdadeiro corpo e sangue de Cristo. Como afirmado na <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-23-sacrament-of-order\/\">conc\u00edlio de trento sess\u00e3o xxiii<\/a>, este profundo mist\u00e9rio n\u00e3o s\u00f3 nutre a alma, mas tamb\u00e9m serve como fonte de unidade entre os fi\u00e9is, promovendo um amor mais profundo a Deus e uns aos outros. Portanto, \u00e9 imperativo que todos os ensinamentos seguidos pela Igreja reflitam esta verdade, guiando os fi\u00e9is para longe das divis\u00f5es e em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 verdade singular incorporada na Eucaristia. O <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-24-doctrine-sacrament-matrimony\/\">conc\u00edlio de trento sess\u00e3o vinte e quatro<\/a> enfatiza a necessidade de aderir a esta doutrina estabelecida para manter a integridade da f\u00e9 contra os erros generalizados da \u00e9poca. Apela a todas as autoridades eclesi\u00e1sticas para que defendam e disseminem diligentemente este ensinamento, garantindo que as verdades da Eucaristia ressoem nos cora\u00e7\u00f5es dos fi\u00e9is. Em compromisso inabal\u00e1vel com esta miss\u00e3o, o S\u00ednodo implora o apoio do Esp\u00edrito Santo, guiando a Igreja em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 unidade e clareza nas suas pr\u00e1ticas sagradas.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO I. Da presen\u00e7a real de nosso Senhor Jesus Cristo no sant\u00edssimo sacramento da Eucaristia.<\/h2>\n<p>Em primeiro lugar, o santo S\u00ednodo ensina, e aberta e simplesmente professa, que, no augusto sacramento da santa Eucaristia, ap\u00f3s a consagra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o e do vinho, nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e homem, est\u00e1 verdadeira, real e substancialmente contido sob as esp\u00e9cies daquelas coisas sens\u00edveis. Pois nem estas coisas s\u00e3o mutuamente repugnantes \u2014 que o pr\u00f3prio nosso Salvador esteja sempre sentado \u00e0 direita do Pai no c\u00e9u, segundo o modo natural de existir, e que, contudo, Ele esteja, em muitos outros lugares, sacramentalmente presente para n\u00f3s em sua pr\u00f3pria subst\u00e2ncia, por um modo de existir que, embora mal possamos expressar em palavras, podemos, contudo, pela compreens\u00e3o iluminada pela f\u00e9, conceber, e devemos acreditar firmemente ser poss\u00edvel a Deus: pois assim todos os nossos antepassados, tantos quantos estavam na verdadeira Igreja de Cristo, que trataram deste sant\u00edssimo Sacramento, professaram mais abertamente que nosso Redentor instituiu este sacramento t\u00e3o admir\u00e1vel na \u00faltima ceia, quando, ap\u00f3s a b\u00ean\u00e7\u00e3o do p\u00e3o e do vinho, Ele testificou, em palavras expressas e claras, que lhes dava o Seu pr\u00f3prio Corpo e o Seu pr\u00f3prio Sangue; palavras que \u2014 registradas pelos santos Evangelistas, e depois repetidas por S\u00e3o Paulo, uma vez que carregam consigo aquele significado pr\u00f3prio e mais manifesto em que foram compreendidas pelos Padres \u2014 \u00e9 de fato um crime indigno que sejam distorcidas, por certas contendas e homens \u00edmpios, para tropos fict\u00edcios e imagin\u00e1rios, pelos quais a veracidade da carne e do sangue de Cristo \u00e9 negada, contrariamente ao sentido universal da Igreja, que, como pilar e fundamento da verdade, detestou, como sat\u00e2nicas, estas inven\u00e7\u00f5es criadas por homens \u00edmpios; ela reconhecendo, com uma mente sempre grata e sem esquecimento, este benef\u00edcio mais excelente de Cristo.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO II. Da raz\u00e3o da Institui\u00e7\u00e3o deste sant\u00edssimo Sacramento.<\/h2>\n<p>Portanto, nosso Salvador, ao partir deste mundo para o Pai, instituiu este Sacramento, no qual derramou como que as riquezas do Seu amor divino para com o homem, fazendo mem\u00f3ria das suas obras maravilhosas; e ordenou-nos, na participa\u00e7\u00e3o dele, que vener\u00e1ssemos a Sua mem\u00f3ria e anunci\u00e1ssemos a Sua morte at\u00e9 que Ele venha julgar o mundo. E Ele quis tamb\u00e9m que este sacramento fosse recebido como o alimento espiritual das almas, pelo qual possam ser alimentados e fortalecidos aqueles que vivem com a Sua vida, que disse: Aquele que me come, esse mesmo viver\u00e1 por mim; e como um ant\u00eddoto, pelo qual possamos ser libertados das faltas di\u00e1rias e preservados dos pecados mortais. Ele quis, al\u00e9m disso, que fosse um penhor da nossa gl\u00f3ria futura e felicidade eterna, e assim fosse um s\u00edmbolo daquele corpo \u00fanico do qual Ele \u00e9 a cabe\u00e7a, e ao qual Ele gostaria que n\u00f3s, como membros, estiv\u00e9ssemos unidos pelo v\u00ednculo mais estreito da f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade, para que todos pud\u00e9ssemos dizer as mesmas coisas e n\u00e3o houvesse cismas entre n\u00f3s.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO III. Da excel\u00eancia da sant\u00edssima Eucaristia sobre os demais Sacramentos.<\/h2>\n<p>A sant\u00edssima Eucaristia tem, de fato, isto em comum com os demais sacramentos, que \u00e9 um s\u00edmbolo de uma coisa sagrada e \u00e9 uma forma vis\u00edvel de uma gra\u00e7a invis\u00edvel; mas encontra-se na Eucaristia esta coisa excelente e peculiar, que os outros sacramentos t\u00eam ent\u00e3o primeiro o poder de santificar quando algu\u00e9m os usa, enquanto na Eucaristia, antes de ser usada, est\u00e1 o pr\u00f3prio Autor da santidade. Pois os ap\u00f3stolos ainda n\u00e3o tinham recebido a Eucaristia da m\u00e3o do Senhor, quando, contudo, Ele mesmo afirmou com verdade ser o Seu pr\u00f3prio corpo o que Ele lhes apresentou. E esta f\u00e9 sempre existiu na Igreja de Deus, que, imediatamente ap\u00f3s a consagra\u00e7\u00e3o, o verdadeiro Corpo de nosso Senhor, e o Seu verdadeiro Sangue, juntamente com a Sua alma e divindade, est\u00e3o sob as esp\u00e9cies do p\u00e3o e do vinho; mas o Corpo, de fato, sob as esp\u00e9cies do p\u00e3o, e o Sangue sob as esp\u00e9cies do vinho, pela for\u00e7a das palavras; mas o pr\u00f3prio corpo sob as esp\u00e9cies do vinho, e o sangue sob as esp\u00e9cies do p\u00e3o, e a alma sob ambos, pela for\u00e7a daquela conex\u00e3o natural e concomit\u00e2ncia pela qual as partes de Cristo nosso Senhor, que agora ressuscitou dos mortos, para n\u00e3o mais morrer, est\u00e3o unidas; e a divindade, al\u00e9m disso, por causa da admir\u00e1vel uni\u00e3o hipost\u00e1tica dela com o Seu corpo e alma. Portanto, \u00e9 verdadeir\u00edssimo que tanto est\u00e1 contido sob uma esp\u00e9cie quanto sob ambas; pois Cristo, todo e inteiro, est\u00e1 sob a esp\u00e9cie do p\u00e3o, e sob qualquer parte que seja dessa esp\u00e9cie; da mesma forma, o todo (Cristo) est\u00e1 sob a esp\u00e9cie do vinho, e sob as partes dela.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO IV. Da Transubstancia\u00e7\u00e3o.<\/h2>\n<p>E porque Cristo, nosso Redentor, declarou que aquilo que Ele ofereceu sob as esp\u00e9cies do p\u00e3o era verdadeiramente o Seu pr\u00f3prio corpo, por isso sempre foi uma cren\u00e7a firme na Igreja de Deus, e este santo S\u00ednodo declara-o agora de novo, que, pela consagra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o e do vinho, faz-se uma convers\u00e3o de toda a subst\u00e2ncia do p\u00e3o na subst\u00e2ncia do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a subst\u00e2ncia do vinho na subst\u00e2ncia do Seu sangue; cuja convers\u00e3o \u00e9, pela santa Igreja Cat\u00f3lica, adequada e propriamente chamada Transubstancia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO V. Do culto e venera\u00e7\u00e3o a ser prestado a este sant\u00edssimo Sacramento.<\/h2>\n<p>Portanto, n\u00e3o resta margem para d\u00favida de que todos os fi\u00e9is de Cristo podem, segundo o costume sempre recebido na Igreja Cat\u00f3lica, prestar em venera\u00e7\u00e3o o culto de latria, que \u00e9 devido ao verdadeiro Deus, a este sant\u00edssimo sacramento. Pois n\u00e3o \u00e9 por isso menos ador\u00e1vel pelo fato de ter sido institu\u00eddo por Cristo, o Senhor, para ser recebido: pois acreditamos que o mesmo Deus est\u00e1 presente nele, de quem o Pai eterno, ao introduzi-lo no mundo, diz: E que todos os anjos de Deus o adorem; a quem os Magos, prostrando-se, adoraram; que, enfim, como a Escritura testifica, foi adorado pelos ap\u00f3stolos na Galileia.<\/p>\n<p>O santo S\u00ednodo declara, al\u00e9m disso, que muito piedosa e religiosamente foi introduzido na Igreja este costume, de que este sublime e vener\u00e1vel sacramento seja, com especial venera\u00e7\u00e3o e solenidade, celebrado, todos os anos, em um certo dia, e que seja um festival; e que seja levado reverentemente e com honra em prociss\u00f5es pelas ruas e lugares p\u00fablicos. Pois \u00e9 muito justo que haja certos dias santos designados, nos quais todos os crist\u00e3os possam, com uma demonstra\u00e7\u00e3o especial e incomum, testificar que as suas mentes s\u00e3o gratas e agradecidas ao seu comum Senhor e Redentor por um benef\u00edcio t\u00e3o inef\u00e1vel e verdadeiramente divino, pelo qual a vit\u00f3ria e o triunfo da Sua morte s\u00e3o representados. E assim, de fato, convinha \u00e0 verdade vitoriosa celebrar um triunfo sobre a falsidade e a heresia, para que assim os seus advers\u00e1rios, \u00e0 vista de tanto esplendor, e no meio de tanta alegria da Igreja universal, possam ou definhar enfraquecidos e quebrados; ou, tocados pela vergonha e confundidos, finalmente se arrependam.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO VI. Da reserva do Sacramento da sagrada Eucaristia e de lev\u00e1-lo aos Enfermos.<\/h2>\n<p>O costume de reservar a santa Eucaristia no sacr\u00e1rio \u00e9 t\u00e3o antigo que at\u00e9 a \u00e9poca do Conc\u00edlio de Niceia reconhecia esse uso. Al\u00e9m disso, quanto a levar a sagrada Eucaristia aos enfermos, e reserv\u00e1-la cuidadosamente para este fim nas igrejas, al\u00e9m de ser extremamente conforme \u00e0 equidade e \u00e0 raz\u00e3o, tamb\u00e9m se encontra ordenado em numerosos conc\u00edlios, e \u00e9 uma observ\u00e2ncia muito antiga da Igreja Cat\u00f3lica. Portanto, este santo S\u00ednodo ordena que este costume salutar e necess\u00e1rio seja de todas as formas mantido.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO VII. Da prepara\u00e7\u00e3o que deve ser dada para que se possa receber dignamente a sagrada Eucaristia.<\/h2>\n<p>Se \u00e9 impr\u00f3prio para qualquer um aproximar-se de qualquer das fun\u00e7\u00f5es sagradas, a menos que se aproxime santamente; certamente, quanto mais a santidade e a divindade deste sacramento celestial s\u00e3o compreendidas por um crist\u00e3o, mais diligentemente ele deve cuidar para que n\u00e3o se aproxime para receb\u00ea-lo sen\u00e3o com grande rever\u00eancia e santidade, especialmente porque lemos no Ap\u00f3stolo aquelas palavras cheias de terror: Aquele que come e bebe indignamente, come e bebe para si mesmo a condena\u00e7\u00e3o. Portanto, aquele que deseja comungar deve recordar o preceito do Ap\u00f3stolo: Que o homem se prove a si mesmo. Ora, o uso eclesi\u00e1stico declara que essa prova necess\u00e1ria \u00e9 que ningu\u00e9m, consciente de pecado mortal, por mais contrito que possa parecer a si mesmo, deve aproximar-se da sagrada Eucaristia sem pr\u00e9via confiss\u00e3o sacramental. Isto o santo S\u00ednodo decretou que deve ser invariavelmente observado por todos os crist\u00e3os, mesmo por aqueles sacerdotes a quem possa incumbir pelo seu of\u00edcio celebrar, desde que a oportunidade de um confessor n\u00e3o lhes falte; mas se, em uma necessidade urgente, um sacerdote celebrar sem confiss\u00e3o pr\u00e9via, que se confesse o mais cedo poss\u00edvel.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO VIII. Do uso deste admir\u00e1vel Sacramento.<\/h2>\n<p>Ora, quanto ao uso deste santo sacramento, nossos Padres distinguiram justa e sabiamente tr\u00eas maneiras de receb\u00ea-lo. Pois ensinaram que alguns o recebem apenas sacramentalmente, a saber, os pecadores: outros apenas espiritualmente, a saber, aqueles que, comendo no desejo aquele p\u00e3o celestial que lhes \u00e9 proposto, s\u00e3o, por uma f\u00e9 viva que opera pela caridade, feitos sens\u00edveis ao fruto e utilidade dele: enquanto a terceira (classe) recebe-o tanto sacramentalmente quanto espiritualmente, e estes s\u00e3o aqueles que se provam e se preparam de antem\u00e3o, de modo a aproximar-se desta mesa divina vestidos com a veste nupcial. Ora, quanto \u00e0 recep\u00e7\u00e3o do sacramento, sempre foi o costume na Igreja de Deus que os leigos recebessem a comunh\u00e3o dos sacerdotes; mas que os sacerdotes, ao celebrar, comungassem a si mesmos; cujo costume, como vindo de uma tradi\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica, deve com justi\u00e7a e raz\u00e3o ser mantido. E finalmente, este santo S\u00ednodo, com verdadeiro afeto paternal, admoesta, exorta, pede e suplica, pelas entranhas da miseric\u00f3rdia do nosso Deus, que todos e cada um daqueles que carregam o nome crist\u00e3o concordem agora finalmente e sejam de uma s\u00f3 mente neste sinal de unidade, neste v\u00ednculo de caridade, neste s\u00edmbolo de conc\u00f3rdia; e que, atentos a t\u00e3o grande majestade e ao amor t\u00e3o excedente de nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a Sua pr\u00f3pria alma amada como pre\u00e7o da nossa salva\u00e7\u00e3o, e nos deu a Sua pr\u00f3pria carne para comer, acreditem e venerem estes sagrados mist\u00e9rios do Seu corpo e sangue com tal const\u00e2ncia e firmeza de f\u00e9, com tal devo\u00e7\u00e3o de alma, com tal piedade e culto, a ponto de poderem receber frequentemente aquele p\u00e3o supersubstancial, e que ele possa ser para eles verdadeiramente a vida da alma e a sa\u00fade perp\u00e9tua da sua mente; que, revigorados pela for\u00e7a dele, possam, ap\u00f3s a jornada desta peregrina\u00e7\u00e3o miser\u00e1vel, chegar \u00e0 sua p\u00e1tria celestial, para ali comer, sem qualquer v\u00e9u, aquele mesmo p\u00e3o dos anjos que agora comem sob os v\u00e9us sagrados.<\/p>\n<p>Mas, visto que n\u00e3o basta declarar a verdade, se os erros n\u00e3o forem expostos e repudiados, pareceu bem ao santo S\u00ednodo acrescentar estes c\u00e2nones, para que todos, -j\u00e1 reconhecida a doutrina cat\u00f3lica,- possam agora tamb\u00e9m compreender quais s\u00e3o as heresias contra as quais devem precaver-se e evitar.<\/p>\n<h2>SOBRE O SANT\u00cdSSIMO SACRAMENTO DA EUCARISTIA<\/h2>\n<p>C\u00c2NONES<\/p>\n<p>C\u00c2NON I.-Se algu\u00e9m negar que, no sacramento da sant\u00edssima Eucaristia, est\u00e3o contidos verdadeira, real e substancialmente o corpo e o sangue, juntamente com a alma e a divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, e, consequentemente, o Cristo todo; mas disser que Ele est\u00e1 ali apenas como em um sinal, ou em figura, ou virtude; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON II.-Se algu\u00e9m disser que, no sagrado e santo sacramento da Eucaristia, a subst\u00e2ncia do p\u00e3o e do vinho permanece juntamente com o corpo e o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, e negar aquela maravilhosa e singular convers\u00e3o de toda a subst\u00e2ncia do p\u00e3o no Corpo, e de toda a subst\u00e2ncia do vinho no Sangue - permanecendo apenas as esp\u00e9cies do p\u00e3o e do vinho -, convers\u00e3o esta que a Igreja Cat\u00f3lica chama muito apropriadamente de Transubstancia\u00e7\u00e3o; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON III.-Se algu\u00e9m negar que, no vener\u00e1vel sacramento da Eucaristia, o Cristo todo est\u00e1 contido sob cada esp\u00e9cie, e sob cada parte de cada esp\u00e9cie, quando separadas; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON IV.-Se algu\u00e9m disser que, ap\u00f3s a consagra\u00e7\u00e3o estar completa, o corpo e o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo n\u00e3o est\u00e3o no admir\u00e1vel sacramento da Eucaristia, mas (est\u00e3o l\u00e1) apenas durante o uso, enquanto est\u00e1 sendo tomado, e n\u00e3o antes ou depois; e que, nas h\u00f3stias, ou part\u00edculas consagradas, que s\u00e3o reservadas ou que permanecem ap\u00f3s a comunh\u00e3o, o verdadeiro Corpo do Senhor n\u00e3o permanece; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON V.-Se algu\u00e9m disser, ou que o fruto principal da sant\u00edssima Eucaristia \u00e9 a remiss\u00e3o dos pecados, ou que outros efeitos n\u00e3o resultam dela; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON VI.-Se algu\u00e9m disser que, no santo sacramento da Eucaristia, Cristo, o Filho unig\u00eanito de Deus, n\u00e3o deve ser adorado com o culto, mesmo externo, de latria; e, consequentemente, n\u00e3o deve ser venerado com uma solenidade festiva especial, nem ser levado solenemente em prociss\u00f5es, de acordo com o louv\u00e1vel e universal rito e costume da santa Igreja; ou que n\u00e3o deve ser proposto publicamente ao povo para ser adorado, e que os seus adoradores s\u00e3o id\u00f3latras; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON VII.-Se algu\u00e9m disser que n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito que a sagrada Eucaristia seja reservada no sacr\u00e1rio, mas que, imediatamente ap\u00f3s a consagra\u00e7\u00e3o, deve necessariamente ser distribu\u00edda entre os presentes; ou que n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito que seja levada com honra aos enfermos; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON VIII.-Se algu\u00e9m disser que Cristo, dado na Eucaristia, \u00e9 comido apenas espiritualmente, e n\u00e3o tamb\u00e9m sacramental e realmente; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>CANON IX.-If any one denieth, that all and each of Christ's faithful of both sexes are bound, when they have attained to years of discretion, to communicate every year, at least at Easter, in accordance with the precept of holy Mother Church; let him be anathema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON X.-Se algu\u00e9m disser que n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito ao sacerdote celebrante comungar a si mesmo; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XI.-Se algu\u00e9m disser que a f\u00e9 sozinha \u00e9 uma prepara\u00e7\u00e3o suficiente para receber o sacramento da sant\u00edssima Eucaristia; seja an\u00e1tema. E, por medo de que um sacramento t\u00e3o grande possa ser recebido indignamente, e assim para a morte e condena\u00e7\u00e3o, este santo S\u00ednodo ordena e declara que a confiss\u00e3o sacramental, quando um confessor puder ser encontrado, deve ser feita necessariamente de antem\u00e3o, por aqueles cuja consci\u00eancia est\u00e1 sobrecarregada com pecado mortal, por mais contritos que pensem estar. Mas se algu\u00e9m presumir ensinar, pregar ou obstinadamente afirmar, ou mesmo em disputa p\u00fablica defender o contr\u00e1rio, ser\u00e1 imediatamente excomungado.<\/p>\n<h2>SOBRE A REFORMA<\/h2>\n<p>SEGUNDO DECRETO<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO I. Os bispos aplicar-se-\u00e3o com prud\u00eancia para reformar os costumes dos seus s\u00fabditos: da corre\u00e7\u00e3o desses bispos haver\u00e1 recurso.<\/h2>\n<p>O mesmo sagrado e santo S\u00ednodo, legitimamente reunido no Esp\u00edrito Santo, presidido pelos mesmos legados e n\u00fancios da S\u00e9 Apost\u00f3lica, propondo-se a ordenar certas coisas relativas \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o dos bispos, a fim de que eles possam, de acordo com o decreto da \u00faltima Sess\u00e3o, residir com tanto mais vontade nas igrejas que lhes foram confiadas, quanto maior for a facilidade e conveni\u00eancia com que possam governar e manter na retid\u00e3o de vida e conduta aqueles que lhes est\u00e3o sujeitos, julga conveniente que os bispos sejam antes de tudo admoestados a ter em mente que s\u00e3o pastores e n\u00e3o opressores, e que devem presidir sobre aqueles que lhes est\u00e3o sujeitos n\u00e3o para domin\u00e1-los, mas para am\u00e1-los como filhos e irm\u00e3os; e esfor\u00e7ar-se, por exorta\u00e7\u00e3o e admoesta\u00e7\u00e3o, para dissuadi-los do que \u00e9 il\u00edcito, para que n\u00e3o sejam obrigados, caso transgridam, a coag\u00ed-los com as devidas puni\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para com eles, contudo, caso venham a pecar de alguma forma por fragilidade humana, deve ser observado pelos bispos aquele preceito do ap\u00f3stolo, de que os repreendam, roguem e censurem com toda a bondade e doutrina; vendo que a benevol\u00eancia para com aqueles que devem ser corrigidos muitas vezes surte mais efeito do que a austeridade; a exorta\u00e7\u00e3o mais do que a amea\u00e7a; a caridade mais do que o poder. Mas se, devido \u00e0 gravidade da transgress\u00e3o, houver necessidade da vara, ent\u00e3o o rigor deve ser temperado com a do\u00e7ura, o julgamento com a miseric\u00f3rdia, a severidade com a clem\u00eancia; para que assim a disciplina, t\u00e3o salutar e necess\u00e1ria para o povo, possa ser preservada sem aspereza; e aqueles que s\u00e3o castigados possam ser emendados, ou, se n\u00e3o quiserem se arrepender, que outros, pelo exemplo salutar de sua puni\u00e7\u00e3o, possam ser dissuadidos dos v\u00edcios; uma vez que \u00e9 of\u00edcio de um pastor, ao mesmo tempo vigilante e bondoso, aplicar primeiro fomentos suaves \u00e0s desordens de suas ovelhas, e depois proceder a rem\u00e9dios mais agudos e violentos, quando a gravidade das doen\u00e7as os exigir; mas se nem mesmo estes forem eficazes na remo\u00e7\u00e3o dessas desordens, ent\u00e3o ele deve livrar as outras ovelhas, pelo menos, do perigo de cont\u00e1gio.<\/p>\n<p>Visto, portanto, que aqueles culpados de crimes, ordinariamente, para evitar a puni\u00e7\u00e3o e evadir os julgamentos de seus bispos, fingem ter motivos de queixa e agravos, e, sob o subterf\u00fagio de um apelo, impedem o processo do juiz, (este S\u00ednodo), a fim de evitar que um rem\u00e9dio institu\u00eddo para a prote\u00e7\u00e3o da inoc\u00eancia seja abusado para a defesa da maldade, e para que esta sua ast\u00facia e tergiversa\u00e7\u00e3o possa ser enfrentada, ordenou e decretou que: Nas causas relativas \u00e0 visita\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o, ou \u00e0 compet\u00eancia ou incompet\u00eancia, bem como nas causas criminais, n\u00e3o haver\u00e1 apela\u00e7\u00e3o, antes da senten\u00e7a definitiva, do bispo ou de seu vig\u00e1rio geral em assuntos espirituais, contra qualquer senten\u00e7a interlocut\u00f3ria, ou outro agravo (alegado), qualquer que seja; nem o bispo, nem seu vig\u00e1rio, ser\u00e3o obrigados a deferir a tal apela\u00e7\u00e3o, por ser fr\u00edvola; mas podem proceder a medidas ulteriores, n\u00e3o obstante essa apela\u00e7\u00e3o, ou qualquer inibi\u00e7\u00e3o emanada de um juiz de apela\u00e7\u00e3o, bem como qualquer uso e costume, mesmo imemorial, em contr\u00e1rio; exceto se o referido agravo n\u00e3o puder ser reparado pela senten\u00e7a definitiva, ou se n\u00e3o houver apela\u00e7\u00e3o da referida senten\u00e7a definitiva; casos em que os estatutos dos antigos c\u00e2nones permanecer\u00e3o intocados.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO II. Recurso contra o bispo em causas criminais, quando deve ser cometido ao Metropolita ou a um dos bispos mais pr\u00f3ximos.<\/h2>\n<p>A case of appeal-where there is room for such appeal-from the sentence of the bishop, or that of his vicar general, shall, if it happen to be a case committed by apostolic authority to judges on the spot, be referred to the metropolitan, or even to his vicar general in spirituals; or if that metropolitan be for some cause suspected, or be distant more than two days' journey as settled by law, or if it be from him that the appeal is made, the case shall be committed to one of the nearest bishops, or to the vicars thereof, but not to inferior judges.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO III. Os atos da primeira inst\u00e2ncia ser\u00e3o, no prazo de trinta dias, entregues gratuitamente ao apelante acusado.<\/h2>\n<p>O acusado que, em causa criminal, for apelante do bispo, ou de seu vig\u00e1rio geral em assuntos espirituais, dever\u00e1 absolutamente produzir, perante o juiz a quem apelou, os atos da primeira inst\u00e2ncia; e o juiz n\u00e3o dever\u00e1, de forma alguma, proceder, sem t\u00ea-los visto, \u00e0 absolvi\u00e7\u00e3o do acusado. E aquele de quem a apela\u00e7\u00e3o \u00e9 feita dever\u00e1 fornecer, mediante solicita\u00e7\u00e3o (do apelante), os referidos atos gratuitamente dentro de trinta dias; caso contr\u00e1rio, o referido caso de apela\u00e7\u00e3o ser\u00e1 encerrado sem eles, da maneira que a justi\u00e7a exigir.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO IV. De que maneira os cl\u00e9rigos devem, por causa de crimes graves, ser degradados das Ordens sagradas.<\/h2>\n<p>E visto que crimes t\u00e3o graves s\u00e3o por vezes cometidos por eclesi\u00e1sticos que, devido \u00e0 sua atrocidade, devem ser depostos das ordens sagradas e entregues a um tribunal secular; caso em que um certo n\u00famero de bispos \u00e9, de acordo com os C\u00e2nones, exigido; e visto que, caso haja dificuldade em reuni-los todos, a devida execu\u00e7\u00e3o da lei seria retardada; enquanto, se pudessem em alguma ocasi\u00e3o estar presentes, sua resid\u00eancia seria interrompida; portanto, o S\u00ednodo resolveu e decretou que ser\u00e1 l\u00edcito a um bispo, por si mesmo ou por seu vig\u00e1rio geral em assuntos espirituais, sem a presen\u00e7a mesmo de outros bispos, proceder contra um cl\u00e9rigo, mesmo contra aquele que foi elevado \u00e0 ordem sagrada do sacerd\u00f3cio, at\u00e9 a sua condena\u00e7\u00e3o, bem como \u00e0 sua deposi\u00e7\u00e3o verbal; e ele poder\u00e1, por si mesmo, proceder at\u00e9 a degrada\u00e7\u00e3o real e solene das referidas ordens e graus eclesi\u00e1sticos, nos casos em que a presen\u00e7a de outros bispos, em n\u00famero espec\u00edfico, \u00e9 exigida pelos C\u00e2nones; tomando, contudo, para si, e sendo assistido nisso por, um n\u00famero igual de abades, que t\u00eam o direito de usar a mitra e o b\u00e1culo por privil\u00e9gio apost\u00f3lico, se porventura puderem ser encontrados na cidade ou diocese, e puderem convenientemente estar presentes; ou, na falta deles, (sendo assistido) por (um n\u00famero igual de) outras pessoas constitu\u00eddas em dignidade eclesi\u00e1stica, que sejam de peso pela sua idade e recomendadas pelo seu conhecimento da lei.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO V. O bispo tomar\u00e1 conhecimento sum\u00e1rio das gra\u00e7as pelas quais um pecado ou uma puni\u00e7\u00e3o \u00e9 remetido.<\/h2>\n<p>E porque acontece por vezes que, sob falsas alega\u00e7\u00f5es, que no entanto parecem bastante prov\u00e1veis, certas pessoas obt\u00eam fraudulentamente gra\u00e7as, pelas quais as puni\u00e7\u00f5es infligidas a elas pela justa severidade de seus bispos s\u00e3o total ou parcialmente remetidas ou mitigadas; e visto que \u00e9 uma coisa insuport\u00e1vel que uma mentira, que \u00e9 t\u00e3o extremamente desagrad\u00e1vel a Deus, n\u00e3o s\u00f3 fique impune, mas at\u00e9 obtenha para aquele que a conta o perd\u00e3o de outro crime; o S\u00ednodo, por esta causa, ordenou e decretou o seguinte: Que um bispo, residente em sua pr\u00f3pria igreja, dever\u00e1, por si mesmo, como delegado da S\u00e9 Apost\u00f3lica, tomar conhecimento, mesmo sumariamente, da surrep\u00e7\u00e3o ou obrep\u00e7\u00e3o de qualquer gra\u00e7a, obtida sob falsos pretextos, para a absolvi\u00e7\u00e3o de qualquer crime ou delito p\u00fablico, sobre o qual ele mesmo tenha instaurado um inqu\u00e9rito; ou para a remiss\u00e3o de uma puni\u00e7\u00e3o \u00e0 qual ele mesmo condenou o criminoso; e ele n\u00e3o admitir\u00e1 a referida gra\u00e7a, depois de ter sido legalmente constatado que foi obtida pela declara\u00e7\u00e3o do que \u00e9 falso, ou pela supress\u00e3o da verdade.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO VI. Um bispo n\u00e3o ser\u00e1 citado pessoalmente, salvo em caso que envolva deposi\u00e7\u00e3o ou priva\u00e7\u00e3o.<\/h2>\n<p>E visto que os s\u00faditos de um bispo, mesmo que tenham sido justamente castigados, muitas vezes nutrem contra ele um \u00f3dio violento e, como se tivessem sofrido algum mal por suas m\u00e3os, objetam falsas acusa\u00e7\u00f5es contra ele, a fim de que possam incomod\u00e1-lo por quaisquer meios que estejam ao seu alcance - o medo de tal inc\u00f4modo torna, na maioria das vezes, o bispo mais relutante em investigar e punir delitos; portanto, para que um bispo n\u00e3o seja compelido - tanto para seu pr\u00f3prio grande inconveniente quanto para o de sua Igreja - a abandonar o rebanho que lhe foi confiado, e para que n\u00e3o seja for\u00e7ado - n\u00e3o sem a diminui\u00e7\u00e3o da dignidade episcopal - a vagar de lugar em lugar, (o S\u00ednodo) assim ordenou e decretou: Que um bispo, mesmo que se proceda contra ele ex officio, ou por via de inqu\u00e9rito, ou den\u00fancia, ou acusa\u00e7\u00e3o, ou de qualquer outra forma, n\u00e3o ser\u00e1 citado ou advertido a comparecer pessoalmente, exceto por uma causa pela qual ele possa ter que ser deposto ou privado de seu cargo.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO VII. As qualifica\u00e7\u00f5es das testemunhas contra um bispo s\u00e3o descritas.<\/h2>\n<p>Em causa criminal, testemunhas n\u00e3o ser\u00e3o recebidas contra um bispo, seja quanto \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, ou provas, ou outro processo que afete o ponto principal do caso, a menos que seu testemunho concorde, e sejam de boa vida, em boa estima e reputa\u00e7\u00e3o; e se tiverem feito qualquer deposi\u00e7\u00e3o por \u00f3dio, imprud\u00eancia ou interesse, ser\u00e3o submetidas a graves puni\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO VIII. As causas episcopais importantes ser\u00e3o conhecidas pelo Sumo Pont\u00edfice.<\/h2>\n<p>As causas dos bispos, quando, devido \u00e0 qualidade do crime objetado, tiverem que comparecer (pessoalmente), ser\u00e3o levadas perante o Soberano Pont\u00edfice e por ele decididas.<\/p>\n<p>DECRETO PARA ADIAR A DEFINI\u00c7\u00c3O DE QUATRO ARTIGOS TOCANTES AO SACRAMENTO DA EUCARISTIA, E PARA DAR UM SALVO-CONDUTO AOS PROTESTANTES<\/p>\n<p>O mesmo santo S\u00ednodo, desejando arrancar do campo do Senhor todos os erros que, como espinhos, brotaram novamente sobre o assunto deste sant\u00edssimo sacramento, e desejando prover a salva\u00e7\u00e3o de todos os fi\u00e9is, sendo suas ora\u00e7\u00f5es di\u00e1rias devotamente oferecidas a Deus Todo-Poderoso para este fim - entre os outros artigos relativos a este sacramento, que foram tratados com a mais diligente investiga\u00e7\u00e3o sobre a verdade cat\u00f3lica; tendo sido realizadas muitas e muito precisas confer\u00eancias, de acordo com a import\u00e2ncia dos assuntos, e tendo sido tamb\u00e9m constatados os sentimentos dos mais eminentes te\u00f3logos; tratou igualmente destes seguintes: se \u00e9 necess\u00e1rio para a salva\u00e7\u00e3o, e prescrito por direito divino, que todos os fi\u00e9is de Cristo recebam o referido vener\u00e1vel sacramento sob ambas as esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>E; se aquele que comunga sob uma ou outra esp\u00e9cie recebe menos do que aquele que comunga sob ambas. E; se a santa M\u00e3e Igreja errou ao comunicar, sob a esp\u00e9cie de p\u00e3o apenas, os leigos e os sacerdotes quando n\u00e3o est\u00e3o celebrando. E; se as criancinhas tamb\u00e9m devem ser comunicadas. Mas visto que aqueles, da nobil\u00edssima prov\u00edncia da Alemanha, que se autodenominam Protestantes, desejam ser ouvidos pelo santo S\u00ednodo sobre estes referidos artigos antes que sejam definidos, e para este fim pediram a f\u00e9 p\u00fablica do S\u00ednodo, para que lhes seja permitido vir aqui em seguran\u00e7a, habitar nesta cidade, falar livremente e expor seus sentimentos perante o S\u00ednodo, e depois partir quando quiserem; este santo S\u00ednodo - embora tenha aguardado com grande seriedade por muitos meses passados a sua vinda, no entanto, como uma m\u00e3e afetuosa que geme e sofre, desejando e trabalhando ardentemente por isso, que, entre aqueles que levam o nome crist\u00e3o, n\u00e3o haja cismas, mas que, assim como todos reconhecem o mesmo Deus e Redentor, assim todos possam dizer a mesma coisa, acreditar no mesmo, pensar o mesmo - confiando na miseric\u00f3rdia de Deus, e esperando que o resultado seja que eles possam ser trazidos de volta \u00e0 sant\u00edssima e salutar conc\u00f3rdia de uma s\u00f3 f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade, (e) cedendo-lhes nisto, deu e concedeu, no que diz respeito ao referido S\u00ednodo, conforme o seu pedido; uma garantia p\u00fablica e f\u00e9, que chamam de salvo-conduto, do teor que ser\u00e1 estabelecido abaixo; e por causa deles adiou a defini\u00e7\u00e3o desses artigos para a segunda Sess\u00e3o seguinte, a qual, para que possam estar convenientemente presentes, indicou para a festa da convers\u00e3o de S\u00e3o Paulo, que ser\u00e1 no vig\u00e9simo quinto dia do m\u00eas de janeiro do ano seguinte.<\/p>\n<p>E ordena ainda que o sacrif\u00edcio da missa, devido \u00e0 estreita conex\u00e3o entre os dois assuntos, seja tratado na mesma Sess\u00e3o; e que, entretanto, tratar\u00e1 dos sacramentos da Penit\u00eancia e da Extrema-Un\u00e7\u00e3o na pr\u00f3xima Sess\u00e3o, que decretou ser realizada na festa de Santa Catarina, virgem e m\u00e1rtir, que ser\u00e1 o dia vinte e cinco de novembro; e que, ao mesmo tempo, em ambas as Sess\u00f5es, a quest\u00e3o da reforma ser\u00e1 levada adiante.<\/p>\n<h2>SALVO-CONDUTO CONCEDIDO AOS PROTESTANTES<\/h2>\n<p>O sagrado e santo S\u00ednodo geral de Trento, legalmente reunido no Esp\u00edrito Santo, presidindo nele o mesmo Legado e N\u00fancios da santa S\u00e9 Apost\u00f3lica, concede, no que diz respeito ao pr\u00f3prio santo S\u00ednodo, a todos e a cada um em toda a Alemanha, sejam eclesi\u00e1sticos ou seculares, de qualquer grau, estado, condi\u00e7\u00e3o ou qualidade que sejam, que desejem dirigir-se a este Conc\u00edlio ecum\u00e9nico e geral, a f\u00e9 p\u00fablica e plena seguran\u00e7a, a que chamam salvo-conduto, com todas e cada uma das cl\u00e1usulas e decretos necess\u00e1rios e adequados, ainda que devessem ser expressos especificamente e n\u00e3o em termos gerais, e que \u00e9 seu desejo que sejam considerados como expressos, de modo a que possam e devam ter o poder, com toda a liberdade, de conferir, fazer propostas e tratar das coisas que devem ser tratadas no referido S\u00ednodo; de vir livre e seguramente ao referido Conc\u00edlio ecum\u00e9nico, e a\u00ed permanecer e habitar, e propor nele, tanto por escrito como de viva voz, tantos artigos quantos lhes parecerem bem, e conferir e disputar, sem qualquer abuso ou contum\u00e9lia, com os Padres, ou com aqueles que tenham sido selecionados pelo referido santo S\u00ednodo; bem como retirar-se quando bem entenderem. Al\u00e9m disso, pareceu bem ao santo S\u00ednodo que, se, para sua maior liberdade e seguran\u00e7a, desejarem que certos ju\u00edzes sejam deputados em seu nome, no que diz respeito a crimes cometidos, ou que possam ser cometidos por eles, eles pr\u00f3prios nomear\u00e3o aqueles que lhes sejam favor\u00e1veis, ainda que os referidos crimes sejam t\u00e3o enormes e cheirem a heresia.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pps-series-post-details pps-series-post-details-variant-classic pps-series-post-details-67899 pps-series-meta-excerpt\" data-series-id=\"335\"><div class=\"pps-series-meta-content\"><div class=\"pps-series-meta-text\">Esta entrada \u00e9 a parte 24 de 27 na s\u00e9rie <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/series\/the-council-of-trent-in-full\/\">O Conc\u00edlio de Trento na \u00edntegra<\/a><\/div><\/div><\/div><p>Explore os ensinamentos do Conc\u00edlio de Trento sobre a Eucaristia, enfatizando o seu significado, 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