{"id":31246,"date":"2025-04-24T04:15:04","date_gmt":"2025-04-24T04:15:04","guid":{"rendered":"https:\/\/christianpure.com\/?p=31246"},"modified":"2025-05-26T19:21:29","modified_gmt":"2025-05-26T19:21:29","slug":"council-of-trent-session-6-justification","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-6-justification\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria Crist\u00e3: O Conc\u00edlio de Trento na \u00edntegra: Sess\u00e3o VI (6)"},"content":{"rendered":"<div class=\"pps-series-post-details pps-series-post-details-variant-classic pps-series-post-details-67899\" data-series-id=\"335\"><div class=\"pps-series-meta-content\"><div class=\"pps-series-meta-text\">Esta entrada \u00e9 a parte 22 de 27 na s\u00e9rie <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/series\/the-council-of-trent-in-full\/\">O Conc\u00edlio de Trento na \u00edntegra<\/a><\/div><\/div><\/div><h2>Sess\u00e3o 6: SOBRE A JUSTIFICA\u00c7\u00c3O<\/h2>\n<p>PRIMEIRO DECRETO<\/p>\n<p>Celebrado no d\u00e9cimo terceiro dia do m\u00eas de janeiro de 1547.<\/p>\n<p>Pr\u00f3logo.<\/p>\n<p>Visto que, neste tempo, n\u00e3o sem o naufr\u00e1gio de muitas almas e grave detrimento para a unidade da Igreja, uma certa doutrina err\u00f4nea tem sido disseminada acerca da Justifica\u00e7\u00e3o; o sagrado, santo, ecum\u00eanico e geral Conc\u00edlio de Trento, legitimamente reunido no Esp\u00edrito Santo \u2014 presidido pelos reverend\u00edssimos senhores Giammaria del Monte, bispo de Palestrina, e Marcelo, do t\u00edtulo da Santa Cruz em Jerusal\u00e9m, presb\u00edtero, cardeais da santa Igreja Romana e legados apost\u00f3licos a latere, em nome de nosso sant\u00edssimo pai e senhor em Cristo, Paulo III, pela provid\u00eancia de Deus, Papa \u2014 prop\u00f5e, para louvor e gl\u00f3ria de Deus Todo-Poderoso, para a tranquiliza\u00e7\u00e3o da Igreja e para a salva\u00e7\u00e3o das almas, expor a todos os fi\u00e9is de Cristo a verdadeira e s\u00e3 doutrina acerca da referida Justifica\u00e7\u00e3o; doutrina esta que o sol da justi\u00e7a, Cristo Jesus, autor e consumador da nossa f\u00e9, ensinou, que os ap\u00f3stolos transmitiram e que a Igreja Cat\u00f3lica, lembrada pelo Esp\u00edrito Santo, sempre reteve; proibindo estritamente que qualquer um, de agora em diante, presuma acreditar, pregar ou ensinar de modo diferente do que \u00e9 definido e declarado pelo presente decreto.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO I. Sobre a incapacidade da natureza e da Lei para justificar o homem.<\/h2>\n<p>O santo Conc\u00edlio declara, primeiramente, que, para a correta e s\u00e3 compreens\u00e3o da doutrina da Justifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que cada um reconhe\u00e7a e confesse que, visto que todos os homens perderam a sua inoc\u00eancia na prevarica\u00e7\u00e3o de Ad\u00e3o \u2014 tornando-se impuros e, como diz o ap\u00f3stolo, por natureza filhos da ira, conforme (este Conc\u00edlio) exp\u00f4s no decreto sobre o pecado original \u2014, eles eram de tal modo servos do pecado e estavam sob o poder do diabo e da morte, que n\u00e3o apenas os gentios, pela for\u00e7a da natureza, mas nem mesmo os judeus, pela pr\u00f3pria letra da lei de Mois\u00e9s, podiam ser libertados ou erguer-se dela; embora o livre-arb\u00edtrio, atenuado como estava nas suas for\u00e7as e inclinado, n\u00e3o estivesse de modo algum extinto neles.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO II. Sobre a dispensa\u00e7\u00e3o e o mist\u00e9rio do advento de Cristo.<\/h2>\n<p>Da\u00ed aconteceu que o Pai celestial, pai das miseric\u00f3rdias e Deus de toda consola\u00e7\u00e3o, quando chegou aquela bendita plenitude dos tempos, enviou aos homens Jesus Cristo, Seu pr\u00f3prio Filho \u2014 que tinha sido anunciado e prometido a muitos dos santos padres, tanto antes da Lei quanto durante o tempo da Lei \u2014, para que Ele pudesse redimir os judeus que estavam sob a Lei, e para que os gentios, que n\u00e3o buscavam a justi\u00e7a, pudessem alcan\u00e7\u00e1-la, e para que todos os homens pudessem receber a ado\u00e7\u00e3o de filhos. A Ele, Deus prop\u00f4s como propiciador, pela f\u00e9 no seu sangue, pelos nossos pecados, e n\u00e3o apenas pelos nossos, mas tamb\u00e9m pelos de todo o mundo.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO III. Quem s\u00e3o os justificados por meio de Cristo.<\/h2>\n<p>Mas, embora Ele tenha morrido por todos, nem todos recebem o benef\u00edcio da Sua morte, mas apenas aqueles a quem o m\u00e9rito da Sua paix\u00e3o \u00e9 comunicado. Pois, assim como, na verdade, os homens, se n\u00e3o nascessem propagados da semente de Ad\u00e3o, n\u00e3o nasceriam injustos \u2014 visto que, por essa propaga\u00e7\u00e3o, contraem atrav\u00e9s dele, quando s\u00e3o concebidos, a injusti\u00e7a como sua pr\u00f3pria \u2014, assim, se n\u00e3o nascessem de novo em Cristo, nunca seriam justificados; visto que, nesse novo nascimento, \u00e9-lhes concedida, atrav\u00e9s do m\u00e9rito da Sua paix\u00e3o, a gra\u00e7a pela qual s\u00e3o feitos justos. Por este benef\u00edcio, o ap\u00f3stolo exorta-nos a dar sempre gra\u00e7as ao Pai, que nos tornou dignos de participar da sorte dos santos na luz, e nos libertou do poder das trevas, e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor, em quem temos a reden\u00e7\u00e3o e a remiss\u00e3o dos pecados.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO IV. Introduz-se uma descri\u00e7\u00e3o da Justifica\u00e7\u00e3o do \u00edmpio e do seu modo sob a lei da gra\u00e7a.<\/h2>\n<p>Por estas palavras, indica-se uma descri\u00e7\u00e3o da Justifica\u00e7\u00e3o do \u00edmpio \u2014 como sendo uma transla\u00e7\u00e3o, daquele estado em que o homem nasce filho do primeiro Ad\u00e3o, para o estado de gra\u00e7a e de ado\u00e7\u00e3o dos filhos de Deus, atrav\u00e9s do segundo Ad\u00e3o, Jesus Cristo, nosso Salvador. E esta transla\u00e7\u00e3o, desde a promulga\u00e7\u00e3o do Evangelho, n\u00e3o pode ser efetuada sem o banho da regenera\u00e7\u00e3o ou o desejo dele, como est\u00e1 escrito: a menos que um homem nas\u00e7a de novo da \u00e1gua e do Esp\u00edrito Santo, n\u00e3o pode entrar no Reino de Deus.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO V. Sobre a necessidade, nos adultos, da prepara\u00e7\u00e3o para a Justifica\u00e7\u00e3o, e de onde ela procede.<\/h2>\n<p>O Conc\u00edlio declara, al\u00e9m disso, que, nos adultos, o in\u00edcio da referida Justifica\u00e7\u00e3o deve ser derivado da gra\u00e7a preveniente de Deus, atrav\u00e9s de Jesus Cristo, isto \u00e9, da Sua voca\u00e7\u00e3o, pela qual, sem qualquer m\u00e9rito da parte deles, s\u00e3o chamados; para que assim eles, que pelos pecados estavam alienados de Deus, possam ser dispostos, atrav\u00e9s da Sua gra\u00e7a vivificante e auxiliadora, a converterem-se para a sua pr\u00f3pria justifica\u00e7\u00e3o, assentindo livremente e cooperando com essa dita gra\u00e7a: de tal modo que, enquanto Deus toca o cora\u00e7\u00e3o do homem pela ilumina\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, nem o pr\u00f3prio homem fica totalmente sem fazer nada enquanto recebe essa inspira\u00e7\u00e3o, visto que ele tamb\u00e9m \u00e9 capaz de rejeit\u00e1-la; contudo, n\u00e3o \u00e9 capaz, pelo seu pr\u00f3prio livre-arb\u00edtrio, sem a gra\u00e7a de Deus, de mover-se para a justi\u00e7a aos Seus olhos. Da\u00ed que, quando \u00e9 dito nas escrituras sagradas: Convertei-vos a mim e eu me converterei a v\u00f3s, somos admoestados da nossa liberdade; e quando respondemos: Converte-nos, \u00f3 Senhor, a ti, e seremos convertidos, confessamos que somos prevenidos pela gra\u00e7a de Deus.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO VI. O modo da Prepara\u00e7\u00e3o.<\/h2>\n<p>Now they (adults) are disposed unto the said justice, when, excited and assisted by divine grace, conceiving faith by hearing, they are freely moved towards God, believing those things to be true which God has revealed and promised,-and this especially, that God justifies the impious by His grace, through the redemption that is in Christ Jesus; and when, understanding themselves to be sinners, they, by turning themselves, from the fear of divine justice whereby they are profitably agitated, to consider the mercy of God, are raised unto hope, confiding that God will be propitious to them for Christ's sake; and they begin to love Him as the fountain of all justice; and are therefore moved against sins by a certain hatred and detestation, to wit, by that penitence which must be performed before baptism: lastly, when they purpose to receive baptism, to begin a new life, and to keep the commandments of God. Concerning this disposition it is written; He that cometh to God, must believe that he is, and is a rewarder to them that seek him; and, Be of good faith, son, thy sins are forgiven thee; and, The fear of the Lord driveth out sin; and, Do penance, and be baptized every one of you in the name of Jesus Christ, for the remission of your sins, and you shall receive the gift of the Holy Ghost; and, Going, therefore, teach ye all nations, baptizing them in the name of the Father, and of the Son, and of the Holy Ghost; finally, Prepare your hearts unto the Lord.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO VII. O que \u00e9 a justifica\u00e7\u00e3o do \u00edmpio e quais s\u00e3o as suas causas.<\/h2>\n<p>A esta disposi\u00e7\u00e3o, ou prepara\u00e7\u00e3o, segue-se a pr\u00f3pria Justifica\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 apenas a remiss\u00e3o dos pecados, mas tamb\u00e9m a santifica\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o do homem interior, atrav\u00e9s da recep\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gra\u00e7a e dos dons, pelos quais o homem de injusto se torna justo, e de inimigo, amigo, para que assim possa ser herdeiro segundo a esperan\u00e7a da vida eterna.<\/p>\n<p>Of this Justification the causes are these: the final cause indeed is the glory of God and of Jesus Christ, and life everlasting; while the efficient cause is a merciful God who washes and sanctifies gratuitously, signing, and anointing with the holy Spirit of promise, who is the pledge of our inheritance; but the meritorious cause is His most beloved only-begotten, our Lord Jesus Christ, who, when we were enemies, for the exceeding charity wherewith he loved us, merited Justification for us by His most holy Passion on the wood of the cross, and made satisfaction for us unto God the Father; the instrumental cause is the sacrament of baptism, which is the sacrament of faith, without which (faith) no man was ever justified; lastly, the alone formal cause is the justice of God, not that whereby He Himself is just, but that whereby He maketh us just, that, to wit, with which we being endowed by Him, are renewed in the spirit of our mind, and we are not only reputed, but are truly called, and are, just, receiving justice within us, each one according to his own measure, which the Holy Ghost distributes to every one as He wills, and according to each one's proper disposition and co-operation.<\/p>\n<p>For, although no one can be just, but he to whom the merits of the Passion of our Lord Jesus Christ are communicated, yet is this done in the said justification of the impious, when by the merit of that same most holy Passion, the charity of God is poured forth, by the Holy Spirit, in the hearts of those that are justified, and is inherent therein: whence, man, through Jesus Christ, in whom he is ingrafted, receives, in the said justification, together with the remission of sins, all these (gifts) infused at once, faith, hope, and charity. For faith, unless hope and charity be added thereto, neither unites man perfectly with Christ, nor makes him a living member of His body. For which reason it is most truly said, that Faith without works is dead and profitless; and, In Christ Jesus neither circumcision, availeth anything, nor uncircumcision, but faith which worketh by charity. This faith, Catechumen's beg of the Church-agreeably to a tradition of the apostles-previously to the sacrament of Baptism; when they beg for the faith which bestows life everlasting, which, without hope and charity, faith cannot bestow: whence also do they immediately hear that word of Christ; If thou wilt enter into life, keep the commandments. Wherefore, when receiving true and Christian justice, they are bidden, immediately on being born again, to preserve it pure and spotless, as the first robe given them through Jesus Christ in lieu of that which Adam, by his disobedience, lost for himself and for us, that so they may bear it before the judgment-seat of our Lord Jesus Christ, and may have life everlasting.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO VIII. De que modo se deve entender que o \u00edmpio \u00e9 justificado pela f\u00e9 e gratuitamente.<\/h2>\n<p>E visto que o Ap\u00f3stolo diz que o homem \u00e9 justificado pela f\u00e9 e gratuitamente, essas palavras devem ser entendidas no sentido que o consentimento perp\u00e9tuo da Igreja Cat\u00f3lica manteve e expressou; isto \u00e9, que somos, portanto, ditos ser justificados pela f\u00e9, porque a f\u00e9 \u00e9 o in\u00edcio da salva\u00e7\u00e3o humana, o fundamento e a raiz de toda a Justifica\u00e7\u00e3o; sem a qual \u00e9 imposs\u00edvel agradar a Deus e chegar \u00e0 comunh\u00e3o dos Seus filhos: mas somos, portanto, ditos ser justificados gratuitamente, porque nenhuma daquelas coisas que precedem a justifica\u00e7\u00e3o \u2014 seja f\u00e9 ou obras \u2014 merece a pr\u00f3pria gra\u00e7a da justifica\u00e7\u00e3o. Pois, se \u00e9 uma gra\u00e7a, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 pelas obras, de outra forma, como diz o mesmo Ap\u00f3stolo, a gra\u00e7a j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 gra\u00e7a.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO IX. Contra a v\u00e3 confian\u00e7a dos Hereges.<\/h2>\n<p>But, although it is necessary to believe that sins neither are remitted, nor ever were remitted save gratuitously by the mercy of God for Christ's sake; yet is it not to be said, that sins are forgiven, or have been forgiven, to any one who boasts of his confidence and certainty of the remission of his sins, and rests on that alone; seeing that it may exist, yea does in our day exist, amongst heretics and schismatics; and with great vehemence is this vain confidence, and one alien from all godliness, preached up in opposition to the Catholic Church. But neither is this to be asserted,-that they who are truly justified must needs, without any doubting whatever, settle within themselves that they are justified, and that no one is absolved from sins and justified, but he that believes for certain that he is absolved and justified; and that absolution and justification are effected by this faith alone: as though whoso has not this belief, doubts of the promises of God, and of the efficacy of the death and resurrection of Christ. For even as no pious person ought to doubt of the mercy of God, of the merit of Christ, and of the virtue and efficacy of the sacraments, even so each one, when he regards himself, and his own weakness and indisposition, may have fear and apprehension touching his own grace; seeing that no one can know with a certainty of faith, which cannot be subject to error, that he has obtained the grace of God.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO X. Sobre o aumento da Justifica\u00e7\u00e3o recebida.<\/h2>\n<p>Having, therefore, been thus justified, and made the friends and domestics of God, advancing from virtue to virtue, they are renewed, as the Apostle says, day by day; that is, by mortifying the members of their own flesh, and by presenting them as instruments of justice unto sanctification, they, through the observance of the commandments of God and of the Church, faith co-operating with good works, increase in that justice which they have received through the grace of Christ, and are still further justified, as it is written; He that is just, let him be justified still; and again, Be not afraid to be justified even to death; and also, Do you see that by works a man is justified, and not by faith only. And this increase of justification holy Church begs, when she prays, \"Give unto us, O Lord, increase of faith, hope, and charity.\"<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO XI. Sobre a observ\u00e2ncia dos Mandamentos, e sobre a sua necessidade e possibilidade.<\/h2>\n<p>Mas ningu\u00e9m, por mais justificado que seja, deve pensar que est\u00e1 isento da observ\u00e2ncia dos mandamentos; ningu\u00e9m deve fazer uso daquele dito temer\u00e1rio, proibido pelos Padres sob an\u00e1tema \u2014 que a observ\u00e2ncia dos mandamentos de Deus \u00e9 imposs\u00edvel para algu\u00e9m que est\u00e1 justificado. Pois Deus n\u00e3o ordena impossibilidades, mas, ao ordenar, admoesta-te tanto a fazer o que \u00e9s capaz, quanto a rezar pelo que n\u00e3o \u00e9s capaz (de fazer), e ajuda-te para que sejas capaz; cujos mandamentos n\u00e3o s\u00e3o pesados; cujo jugo \u00e9 suave e cujo fardo \u00e9 leve. Pois, quem s\u00e3o os filhos de Deus, amam a Cristo; mas aqueles que o amam, guardam os seus mandamentos, como Ele mesmo testifica; o que, certamente, com o aux\u00edlio divino, eles podem fazer. Pois, embora, durante esta vida mortal, os homens, por mais santos e justos que sejam, por vezes caiam em pecados pelo menos leves e di\u00e1rios, que tamb\u00e9m s\u00e3o chamados veniais, n\u00e3o deixam por isso de ser justos. Pois aquele clamor dos justos, Perdoa-nos as nossas ofensas, \u00e9 humilde e verdadeiro. E por esta causa, os pr\u00f3prios justos devem sentir-se mais obrigados a caminhar no caminho da justi\u00e7a, na medida em que, estando j\u00e1 libertados dos pecados, mas feitos servos de Deus, s\u00e3o capazes, vivendo s\u00f3bria, justa e piedosamente, de prosseguir atrav\u00e9s de Jesus Cristo, por quem tiveram acesso a esta gra\u00e7a.<\/p>\n<p>Pois Deus n\u00e3o abandona aqueles que foram uma vez justificados pela Sua gra\u00e7a, a menos que seja primeiro abandonado por eles. Por isso, ningu\u00e9m deve lisonjear-se apenas com a f\u00e9, imaginando que s\u00f3 pela f\u00e9 \u00e9 feito herdeiro e obter\u00e1 a heran\u00e7a, ainda que n\u00e3o sofra com Cristo, para que tamb\u00e9m possa ser glorificado com Ele. Pois o pr\u00f3prio Cristo, como diz o Ap\u00f3stolo, embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obedi\u00eancia pelas coisas que sofreu e, sendo consumado, tornou-se, para todos os que lhe obedecem, a causa da salva\u00e7\u00e3o eterna. Por esta causa, o mesmo Ap\u00f3stolo admoesta os justificados, dizendo: N\u00e3o sabeis v\u00f3s que os que correm no est\u00e1dio, todos na verdade correm, mas um s\u00f3 recebe o pr\u00e9mio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Eu, pois, corro assim, n\u00e3o como a incerto; assim combato, n\u00e3o como batendo no ar, mas castigo o meu corpo e o reduzo \u00e0 servid\u00e3o; para que, pregando aos outros, n\u00e3o venha eu mesmo a ser reprovado. Assim tamb\u00e9m o pr\u00edncipe dos ap\u00f3stolos, Pedro: Procurai fazer cada vez mais firme a vossa voca\u00e7\u00e3o e elei\u00e7\u00e3o por meio de boas obras. Fazendo isto, nunca pecareis. Disto \u00e9 evidente que se op\u00f5em \u00e0 doutrina ortodoxa da religi\u00e3o aqueles que afirmam que o homem justo peca, ao menos venialmente, em toda boa obra; ou, o que \u00e9 ainda mais insuport\u00e1vel, que ele merece castigos eternos; assim como aqueles que afirmam que os justos pecam em todas as suas obras, se, nelas, al\u00e9m de terem como objetivo principal que Deus seja glorificado, t\u00eam tamb\u00e9m em vista a recompensa eterna, a fim de excitar a sua pregui\u00e7a e encorajarem-se a correr na carreira: enquanto est\u00e1 escrito: Inclinei o meu cora\u00e7\u00e3o a cumprir todas as tuas justifica\u00e7\u00f5es pela recompensa: e, acerca de Mois\u00e9s, diz o Ap\u00f3stolo que ele olhava para a recompensa.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO XII. Que se deve evitar uma presun\u00e7\u00e3o temer\u00e1ria na quest\u00e3o da Predestina\u00e7\u00e3o.<\/h2>\n<p>Ningu\u00e9m, al\u00e9m disso, enquanto estiver nesta vida mortal, deve presumir tanto a respeito do mist\u00e9rio secreto da predestina\u00e7\u00e3o divina, a ponto de determinar com certeza que est\u00e1 asseguradamente no n\u00famero dos predestinados; como se fosse verdade que aquele que \u00e9 justificado n\u00e3o pode mais pecar, ou, se pecar, que deve prometer a si mesmo um arrependimento assegurado; pois, exceto por revela\u00e7\u00e3o especial, n\u00e3o se pode saber a quem Deus escolheu para Si.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO XIII. Sobre o dom da Perseveran\u00e7a.<\/h2>\n<p>So also as regards the gift of perseverance, of which it is written, He that shall persevere to the end, he shall be saved:-which gift cannot be derived from any other but Him, who is able to establish him who standeth that he stand perseveringly, and to restore him who falleth:-let no one herein promise himself any thing as certain with an absolute certainty; though all ought to place and repose a most firm hope in God's help. For God, unless men be themselves wanting to His grace, as he has begun the good work, so will he perfect it, working (in them) to will and to accomplish. Nevertheless, let those who think themselves to stand, take heed lest they fall, and, with fear and trembling work out their salvation, in labours, in watchings, in almsdeeds, in prayers and oblations, in fastings and chastity: for, knowing that they are born again unto a hope of glory, but not as yet unto glory, they ought to fear for the combat which yet remains with the flesh, with the world, with the devil, wherein they cannot be victorious, unless they be with God's grace, obedient to the Apostle, who says; We are debtors, not to the flesh, to live according to the flesh; for if you live according to the flesh, you shall die; but if by the spirit you mortify the deeds of the flesh, you shall live.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO XIV. Sobre os ca\u00eddos e a sua restaura\u00e7\u00e3o.<\/h2>\n<p>Quanto \u00e0queles que, pelo pecado, ca\u00edram da gra\u00e7a da Justifica\u00e7\u00e3o recebida, podem ser novamente justificados quando, movendo-os Deus, atrav\u00e9s do sacramento da Penit\u00eancia, tiverem alcan\u00e7ado a recupera\u00e7\u00e3o, pelo m\u00e9rito de Cristo, da gra\u00e7a perdida: pois este modo de Justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a repara\u00e7\u00e3o dos ca\u00eddos, a que os santos Padres chamaram aptamente uma segunda t\u00e1bua ap\u00f3s o naufr\u00e1gio da gra\u00e7a perdida. Pois, em favor daqueles que caem em pecados ap\u00f3s o batismo, Cristo Jesus instituiu o sacramento da Penit\u00eancia, quando disse: Recebei o Esp\u00edrito Santo; \u00e0queles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-\u00e3o perdoados, e \u00e0queles a quem os retiverdes, ser-lhes-\u00e3o retidos. Donde se deve ensinar que a penit\u00eancia de um crist\u00e3o, ap\u00f3s a sua queda, \u00e9 muito diferente daquela do (seu) batismo; e que nela est\u00e3o inclu\u00eddos n\u00e3o apenas a cessa\u00e7\u00e3o dos pecados e a detesta\u00e7\u00e3o deles, ou um cora\u00e7\u00e3o contrito e humilde, mas tamb\u00e9m a confiss\u00e3o sacramental dos ditos pecados \u2014 ao menos em desejo, e a ser feita no seu tempo \u2014 e a absolvi\u00e7\u00e3o sacerdotal; e igualmente a satisfa\u00e7\u00e3o por jejuns, esmolas, ora\u00e7\u00f5es e os outros exerc\u00edcios piedosos de uma vida espiritual; n\u00e3o, na verdade, pela puni\u00e7\u00e3o eterna \u2014 que \u00e9, juntamente com a culpa, remida, seja pelo sacramento, seja pelo desejo do sacramento \u2014 mas pela puni\u00e7\u00e3o temporal, que, como ensinam as sagradas escrituras, nem sempre \u00e9 totalmente remida, como se faz no batismo, \u00e0queles que, ingratos \u00e0 gra\u00e7a de Deus que receberam, contristaram o Esp\u00edrito Santo e n\u00e3o temeram violar o templo de Deus. Acerca da qual penit\u00eancia est\u00e1 escrito: Lembra-te de onde ca\u00edste; faze penit\u00eancia e pratica as primeiras obras. E novamente: A tristeza segundo Deus opera uma penit\u00eancia firme para a salva\u00e7\u00e3o. E novamente: Fazei penit\u00eancia e produzi frutos dignos de penit\u00eancia.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO XV. Que, por todo pecado mortal, perde-se a gra\u00e7a, mas n\u00e3o a f\u00e9.<\/h2>\n<p>Em oposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aos engenhos sutis de certos homens, que, por discursos agrad\u00e1veis e boas palavras, seduzem os cora\u00e7\u00f5es dos inocentes, deve-se manter que a gra\u00e7a da Justifica\u00e7\u00e3o recebida \u00e9 perdida, n\u00e3o apenas pela infidelidade, pela qual a pr\u00f3pria f\u00e9 \u00e9 perdida, mas tamb\u00e9m por qualquer outro pecado mortal, ainda que a f\u00e9 n\u00e3o seja perdida; defendendo assim a doutrina da lei divina, que exclui do reino de Deus n\u00e3o apenas os incr\u00e9dulos, mas tamb\u00e9m os fi\u00e9is (que s\u00e3o) fornicadores, ad\u00falteros, efeminados, sodomitas, ladr\u00f5es, avarentos, b\u00eabados, maldizentes, extorsores e todos os outros que cometem pecados mortais; dos quais, com a ajuda da gra\u00e7a divina, podem abster-se e por causa dos quais s\u00e3o separados da gra\u00e7a de Cristo.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO XVI. Sobre o fruto da Justifica\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, sobre o m\u00e9rito das boas obras e sobre a natureza desse m\u00e9rito.<\/h2>\n<p>Diante dos homens, portanto, que foram justificados desta maneira \u2014 quer tenham preservado ininterruptamente a gra\u00e7a recebida, quer a tenham recuperado quando perdida \u2014 devem ser postas as palavras do Ap\u00f3stolo: Abundai em toda boa obra, sabendo que o vosso trabalho n\u00e3o \u00e9 v\u00e3o no Senhor; porque Deus n\u00e3o \u00e9 injusto para se esquecer da vossa obra e do amor que mostrastes em seu nome; e n\u00e3o percais a vossa confian\u00e7a, que tem uma grande recompensa. E, por esta causa, a vida eterna deve ser proposta \u00e0queles que trabalham bem at\u00e9 ao fim e esperam em Deus, tanto como uma gra\u00e7a misericordiosamente prometida aos filhos de Deus por meio de Jesus Cristo, quanto como uma recompensa que \u00e9 segundo a promessa do pr\u00f3prio Deus, a ser fielmente rendida \u00e0s suas boas obras e m\u00e9ritos. Pois esta \u00e9 aquela coroa de justi\u00e7a que o Ap\u00f3stolo declarou estar, ap\u00f3s o seu combate e carreira, guardada para ele, para lhe ser rendida pelo justo juiz, e n\u00e3o apenas a ele, mas tamb\u00e9m a todos os que amam a sua vinda. Pois, visto que o pr\u00f3prio Jesus Cristo infunde continuamente a sua virtude nos ditos justificados \u2014 como a cabe\u00e7a nos membros e a videira nos ramos \u2014 e esta virtude sempre precede, acompanha e segue as suas boas obras, as quais sem ela n\u00e3o poderiam de modo algum ser agrad\u00e1veis e merit\u00f3rias diante de Deus, devemos crer que nada mais falta aos justificados para evitar que sejam considerados como tendo, por essas mesmas obras que foram feitas em Deus, satisfeito plenamente a lei divina segundo o estado desta vida, e como tendo verdadeiramente merecido a vida eterna, a ser obtida tamb\u00e9m no seu (devido) tempo, se, contudo, partirem em gra\u00e7a: vendo que Cristo, nosso Salvador, diz: Se algu\u00e9m beber da \u00e1gua que eu lhe der, n\u00e3o ter\u00e1 sede para sempre; mas ela se tornar\u00e1 nele uma fonte de \u00e1gua que salta para a vida eterna.<\/p>\n<p>Assim, nem a nossa pr\u00f3pria justi\u00e7a \u00e9 estabelecida como nossa, como se viesse de n\u00f3s mesmos; nem a justi\u00e7a de Deus \u00e9 ignorada ou repudiada: pois aquela justi\u00e7a que \u00e9 chamada nossa, porque somos justificados por ela ser inerente em n\u00f3s, essa mesma \u00e9 (a justi\u00e7a) de Deus, porque \u00e9 infundida em n\u00f3s por Deus, atrav\u00e9s do m\u00e9rito de Cristo. Nem se deve omitir que, embora, nas sagradas escrituras, tanto seja atribu\u00eddo \u00e0s boas obras, que Cristo promete que at\u00e9 aquele que der um copo de \u00e1gua fria a um dos seus pequeninos n\u00e3o perder\u00e1 a sua recompensa; e o Ap\u00f3stolo testifica que: A nossa presente tribula\u00e7\u00e3o, moment\u00e2nea e leve, produz para n\u00f3s um peso eterno de gl\u00f3ria acima de toda medida; contudo, Deus nos livre de que um crist\u00e3o confie ou se glorie em si mesmo, e n\u00e3o no Senhor, cuja bondade para com todos os homens \u00e9 t\u00e3o grande, que Ele quer que as coisas que s\u00e3o Seus dons sejam os seus m\u00e9ritos. E, visto que em muitas coisas todos ofendemos, cada um deve ter diante dos olhos tanto a severidade e o ju\u00edzo, quanto a miseric\u00f3rdia e a bondade (de Deus); nem ningu\u00e9m deve julgar-se a si mesmo, ainda que n\u00e3o tenha consci\u00eancia de nada; porque toda a vida do homem deve ser examinada e julgada, n\u00e3o pelo ju\u00edzo do homem, mas de Deus, que trar\u00e1 \u00e0 luz as coisas ocultas das trevas e manifestar\u00e1 os conselhos dos cora\u00e7\u00f5es, e ent\u00e3o cada um receber\u00e1 o louvor de Deus, que, como est\u00e1 escrito, retribuir\u00e1 a cada um segundo as suas obras. Ap\u00f3s esta doutrina cat\u00f3lica sobre a Justifica\u00e7\u00e3o, que quem n\u00e3o recebe fiel e firmemente n\u00e3o pode ser justificado, pareceu bem ao santo S\u00ednodo acrescentar estes c\u00e2nones, para que todos saibam n\u00e3o apenas o que devem manter e seguir, mas tamb\u00e9m o que evitar e fugir.<\/p>\n<h2>SOBRE A JUSTIFICA\u00c7\u00c3O<\/h2>\n<p>C\u00c2NONES<\/p>\n<p>C\u00c2NON I. \u2014 Se algu\u00e9m disser que o homem pode ser justificado diante de Deus pelas suas pr\u00f3prias obras, quer feitas pelo ensino da natureza humana, quer pelo da lei, sem a gra\u00e7a de Deus por Jesus Cristo; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON II. \u2014 Se algu\u00e9m disser que a gra\u00e7a de Deus, por Jesus Cristo, \u00e9 dada apenas para isto, que o homem possa mais facilmente viver justamente e merecer a vida eterna, como se, pelo livre arb\u00edtrio sem a gra\u00e7a, ele fosse capaz de fazer ambas as coisas, embora dificilmente e com dificuldade; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON III. \u2014 Se algu\u00e9m disser que, sem a inspira\u00e7\u00e3o preveniente do Esp\u00edrito Santo e sem o seu aux\u00edlio, o homem pode crer, esperar, amar ou arrepender-se como deve, de modo que a gra\u00e7a da Justifica\u00e7\u00e3o lhe possa ser conferida; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>CANON IV.-If any one saith, that man's free will moved and excited by God, by assenting to God exciting and calling, nowise co-operates towards disposing and preparing itself for obtaining the grace of Justification; that it cannot refuse its consent, if it would, but that, as something inanimate, it does nothing whatever and is merely passive; let him be anathema.<\/p>\n<p>CANON V.-If any one saith, that, since Adam's sin, the free will of man is lost and extinguished; or, that it is a thing with only a name, yea a name without a reality, a figment, in fine, introduced into the Church by Satan; let him be anathema.<\/p>\n<p>CANON VI.-If any one saith, that it is not in man's power to make his ways evil, but that the works that are evil God worketh as well as those that are good, not permissively only, but properly, and of Himself, in such wise that the treason of Judas is no less His own proper work than the vocation of Paul; let him be anathema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON VII. \u2014 Se algu\u00e9m disser que todas as obras feitas antes da Justifica\u00e7\u00e3o, de qualquer modo que sejam feitas, s\u00e3o verdadeiramente pecados, ou merecem o \u00f3dio de Deus; ou que, quanto mais seriamente algu\u00e9m se esfor\u00e7a para dispor-se para a gra\u00e7a, mais gravemente peca: seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON VIII. \u2014 Se algu\u00e9m disser que o temor do inferno \u2014 pelo qual, lamentando os nossos pecados, fugimos para a miseric\u00f3rdia de Deus, ou nos abstemos de pecar \u2014 \u00e9 um pecado, ou torna os pecadores piores; seja an\u00e1tema. C\u00c2NON IX. \u2014 Se algu\u00e9m disser que s\u00f3 pela f\u00e9 o \u00edmpio \u00e9 justificado; de tal modo que signifique que nada mais \u00e9 necess\u00e1rio cooperar para a obten\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a da Justifica\u00e7\u00e3o, e que n\u00e3o \u00e9 de modo algum necess\u00e1rio que ele seja preparado e disposto pelo movimento da sua pr\u00f3pria vontade; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON X. \u2014 Se algu\u00e9m disser que os homens s\u00e3o justos sem a justi\u00e7a de Cristo, pela qual Ele mereceu para n\u00f3s sermos justificados; ou que \u00e9 por essa mesma justi\u00e7a que eles s\u00e3o formalmente justos; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XI. \u2014 Se algu\u00e9m disser que os homens s\u00e3o justificados, seja pela imputa\u00e7\u00e3o exclusiva da justi\u00e7a de Cristo, seja pela remiss\u00e3o exclusiva dos pecados, com exclus\u00e3o da gra\u00e7a e da caridade que \u00e9 derramada nos seus cora\u00e7\u00f5es pelo Esp\u00edrito Santo e \u00e9 inerente neles; ou mesmo que a gra\u00e7a, pela qual somos justificados, \u00e9 apenas o favor de Deus; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>CANON XII.-If any one saith, that justifying faith is nothing else but confidence in the divine mercy which remits sins for Christ's sake; or, that this confidence alone is that whereby we are justified; let him be anathema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XIII. \u2014 Se algu\u00e9m disser que \u00e9 necess\u00e1rio para todos, para a obten\u00e7\u00e3o da remiss\u00e3o dos pecados, que creia com certeza, e sem qualquer hesita\u00e7\u00e3o nascida da sua pr\u00f3pria enfermidade e disposi\u00e7\u00e3o, que os seus pecados lhe s\u00e3o perdoados; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XIV. \u2014 Se algu\u00e9m disser que o homem \u00e9 verdadeiramente absolvido dos seus pecados e justificado, porque creu asseguradamente que estava absolvido e justificado; ou que ningu\u00e9m \u00e9 verdadeiramente justificado sen\u00e3o aquele que cr\u00ea que est\u00e1 justificado; e que, por esta f\u00e9 apenas, a absolvi\u00e7\u00e3o e a justifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o efetuadas; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XV. \u2014 Se algu\u00e9m disser que um homem, que nasceu de novo e foi justificado, est\u00e1 obrigado pela f\u00e9 a crer que est\u00e1 asseguradamente no n\u00famero dos predestinados; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XVI. \u2014 Se algu\u00e9m disser que ter\u00e1 com certeza, de uma certeza absoluta e infal\u00edvel, aquele grande dom da perseveran\u00e7a at\u00e9 ao fim \u2014 a menos que tenha aprendido isto por revela\u00e7\u00e3o especial; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XVII. \u2014 Se algu\u00e9m disser que a gra\u00e7a da Justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ada apenas por aqueles que est\u00e3o predestinados para a vida; mas que todos os outros que s\u00e3o chamados, s\u00e3o chamados na verdade, mas n\u00e3o recebem a gra\u00e7a, como sendo, pelo poder divino, predestinados para o mal; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XVIII. \u2014 Se algu\u00e9m disser que os mandamentos de Deus s\u00e3o, mesmo para algu\u00e9m que \u00e9 justificado e constitu\u00eddo em gra\u00e7a, imposs\u00edveis de guardar; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XIX. \u2014 Se algu\u00e9m disser que nada al\u00e9m da f\u00e9 \u00e9 ordenado no Evangelho; que outras coisas s\u00e3o indiferentes, nem ordenadas nem proibidas, mas livres; ou que os dez mandamentos de modo algum pertencem aos crist\u00e3os; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XX. \u2014 Se algu\u00e9m disser que o homem que \u00e9 justificado, e por mais perfeito que seja, n\u00e3o est\u00e1 obrigado a observar os mandamentos de Deus e da Igreja, mas apenas a crer; como se, na verdade, o Evangelho fosse uma promessa nua e absoluta de vida eterna, sem a condi\u00e7\u00e3o de observar os mandamentos; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XXI. \u2014 Se algu\u00e9m disser que Cristo Jesus foi dado por Deus aos homens como um redentor em quem confiar, e n\u00e3o tamb\u00e9m como um legislador a quem obedecer; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XXII. \u2014 Se algu\u00e9m disser que o justificado, ou \u00e9 capaz de perseverar, sem o aux\u00edlio especial de Deus, na justi\u00e7a recebida; ou que, com esse aux\u00edlio, n\u00e3o \u00e9 capaz; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XXIII. \u2014 Se algu\u00e9m disser que um homem uma vez justificado n\u00e3o pode mais pecar, nem perder a gra\u00e7a, e que, portanto, aquele que cai e peca nunca foi verdadeiramente justificado; ou, por outro lado, que ele \u00e9 capaz, durante toda a sua vida, de evitar todos os pecados, mesmo aqueles que s\u00e3o veniais \u2014 exceto por um privil\u00e9gio especial de Deus, como a Igreja sustenta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Bem-aventurada Virgem; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XXIV. \u2014 Se algu\u00e9m disser que a justi\u00e7a recebida n\u00e3o \u00e9 preservada e tamb\u00e9m aumentada diante de Deus atrav\u00e9s das boas obras; mas que as ditas obras s\u00e3o meramente os frutos e sinais da Justifica\u00e7\u00e3o obtida, mas n\u00e3o uma causa do aumento dela; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XXV. \u2014 Se algu\u00e9m disser que, em toda boa obra, o justo peca ao menos venialmente, ou \u2014 o que \u00e9 ainda mais intoler\u00e1vel \u2014 mortalmente, e consequentemente merece castigos eternos; e que, por esta causa apenas, ele n\u00e3o \u00e9 condenado, porque Deus n\u00e3o imputa essas obras para a condena\u00e7\u00e3o; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XXVI. \u2014 Se algu\u00e9m disser que os justos n\u00e3o devem, pelas suas boas obras feitas em Deus, esperar e desejar uma recompensa eterna de Deus, atrav\u00e9s da Sua miseric\u00f3rdia e do m\u00e9rito de Jesus Cristo, se perseverarem at\u00e9 ao fim no bem fazer e na guarda dos mandamentos divinos; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XXVII. \u2014 Se algu\u00e9m disser que n\u00e3o h\u00e1 pecado mortal sen\u00e3o o da infidelidade; ou que a gra\u00e7a uma vez recebida n\u00e3o \u00e9 perdida por qualquer outro pecado, por mais grave e enorme que seja, salvo pelo da infidelidade; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XXVIII. \u2014 Se algu\u00e9m disser que, perdida a gra\u00e7a pelo pecado, a f\u00e9 tamb\u00e9m \u00e9 sempre perdida com ela; ou que a f\u00e9 que permanece, ainda que n\u00e3o seja uma f\u00e9 viva, n\u00e3o \u00e9 uma f\u00e9 verdadeira; ou que aquele que tem f\u00e9 sem caridade n\u00e3o \u00e9 um crist\u00e3o; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XXIX.-Se algu\u00e9m disser que aquele que caiu ap\u00f3s o batismo n\u00e3o \u00e9 capaz, pela gra\u00e7a de Deus, de se levantar novamente; ou que ele \u00e9 capaz de recuperar a justi\u00e7a que perdeu, mas apenas pela f\u00e9, sem o sacramento da Penit\u00eancia, contrariando o que a santa Igreja Romana e universal - instru\u00edda por Cristo e seus Ap\u00f3stolos - at\u00e9 agora professou, observou e ensinou; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XXX.-Se algu\u00e9m disser que, ap\u00f3s a gra\u00e7a da Justifica\u00e7\u00e3o ter sido recebida, a culpa \u00e9 remetida a todo pecador penitente e a d\u00edvida da pena eterna \u00e9 apagada de tal modo que n\u00e3o resta qualquer d\u00edvida de pena temporal a ser cumprida, seja neste mundo ou no pr\u00f3ximo, no Purgat\u00f3rio, antes que a entrada para o reino dos c\u00e9us possa ser aberta (para ele); seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XXXI.-Se algu\u00e9m disser que o justificado peca quando realiza boas obras com vista a uma recompensa eterna; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XXXII.-Se algu\u00e9m disser que as boas obras de algu\u00e9m que \u00e9 justificado s\u00e3o dons de Deus de tal maneira que n\u00e3o s\u00e3o tamb\u00e9m os bons m\u00e9ritos daquele que \u00e9 justificado; ou que o referido justificado, pelas boas obras que realiza atrav\u00e9s da gra\u00e7a de Deus e do m\u00e9rito de Jesus Cristo, de quem \u00e9 membro vivo, n\u00e3o merece verdadeiramente o aumento da gra\u00e7a, a vida eterna e a obten\u00e7\u00e3o dessa vida eterna - se, contudo, ele partir na gra\u00e7a - e tamb\u00e9m um aumento de gl\u00f3ria; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>C\u00c2NON XXXIII.-Se algu\u00e9m disser que, pela doutrina cat\u00f3lica referente \u00e0 Justifica\u00e7\u00e3o, estabelecida por este santo S\u00ednodo no presente decreto, a gl\u00f3ria de Deus ou os m\u00e9ritos de nosso Senhor Jesus Cristo s\u00e3o de alguma forma diminu\u00eddos, e n\u00e3o que a verdade da nossa f\u00e9 e a gl\u00f3ria, enfim, de Deus e de Jesus Cristo s\u00e3o tornadas (mais) ilustres; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<h2>DECRETO SOBRE A REFORMA<\/h2>\n<h2>SEGUNDO DECRETO<\/h2>\n<h2>CHAPTER I.<\/h2>\n<p>\u00c9 conveniente que os prelados residam nas suas pr\u00f3prias igrejas; se agirem de outra forma, as penas da lei antiga s\u00e3o renovadas contra eles e novas penas s\u00e3o decretadas.<\/p>\n<p>The same sacred and holy Synod,-the same legates of the Apostolic See presiding,-wishing to apply itself to restore ecclesiastical discipline, which is exceedingly relaxed, and to amend the depraved manners of the clergy and Christian people, has thought it fit to begin with those who preside over the greater churches; for the integrity of those who govern, is the safety of the governed. Trusting, therefore, that by the mercy of our Lord and God, and the provident vigilance of His own vicar on earth, it will surely for the future happen, that those who are most worthy,-and whose previous life, in every stage thereof, from their infancy to their riper years, having been laudably passed in the exercises of ecclesiastical discipline, bears testimony in their favour,-will be assumed unto the government of churches, in accordance with the venerable ordinances of the Fathers, for that it is a burthen whose weight would be formidable even unto angels: (the Synod) admonishes all those who, under whatsoever name and title, are set over any patriarchal, primatial, metropolitan, and cathedral churches, and hereby accounts all such admonished, that, taking heed to themselves, and to the whole flock, wherein the Holy Ghost hath placed them to rule the Church of God which he hath purchased with his own blood, they be vigilant, as the Apostle enjoins, that they labour in all things, and fulfil their ministry: but let them know, that fulfil it they cannot, if like hirelings they abandon the flocks committed to them, and apply not themselves to the keeping of their own sheep, whose blood will be required at their hands, by the Supreme Judge; seeing that it is most certain that, if the wolf have devoured the sheep, the shepherd's excuse will not be admitted, that he knew not thereof. In light of these grave responsibilities, the <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-8-translation-council\/\">Conc\u00edlio de Trento, oitava sess\u00e3o<\/a> enfatiza a necessidade de um compromisso sincero com a vigil\u00e2ncia espiritual e o cuidado pastoral entre aqueles a quem foi confiado o pastoreio das suas congrega\u00e7\u00f5es. O S\u00ednodo exorta os l\u00edderes a envolverem-se ativamente na vida das suas comunidades, garantindo que os seus ensinamentos e a\u00e7\u00f5es se alinhem com a verdadeira doutrina da Igreja. O n\u00e3o cumprimento disto n\u00e3o s\u00f3 compromete a sua pr\u00f3pria salva\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m coloca em perigo as almas daqueles sob os seus cuidados. Este apelo \u00e0 vigil\u00e2ncia \u00e9 ecoado no <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-9-prorogation\/\">conc\u00edlio de trento sess\u00e3o nove<\/a>, onde a gravidade das responsabilidades pastorais \u00e9 ainda mais iluminada. Todos os cl\u00e9rigos s\u00e3o lembrados de que o seu compromisso com os fi\u00e9is n\u00e3o \u00e9 apenas um dever, mas uma obriga\u00e7\u00e3o sagrada que requer dedica\u00e7\u00e3o inabal\u00e1vel e integridade moral. Ao faz\u00ea-lo, n\u00e3o s\u00f3 cumprem os seus pap\u00e9is como pastores, mas tamb\u00e9m protegem a santidade da Igreja e mant\u00eam a confian\u00e7a neles depositada por Deus e pela comunidade que servem. O S\u00ednodo enfatiza a import\u00e2ncia da vigil\u00e2ncia e do compromisso entre os l\u00edderes da igreja, uma vez que a sua responsabilidade perante Deus acarreta consequ\u00eancias profundas. \u00c0 medida que a igreja procura restaurar a integridade e a disciplina, a necessidade de uma hierarquia forte e moralmente reta torna-se cada vez mais evidente, ecoando temas encontrados dentro do <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/session-25-concerning-purgatory\/\">vis\u00e3o geral do conc\u00edlio de Trento<\/a>. Em \u00faltima an\u00e1lise, a preserva\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e o bem-estar espiritual da comunidade dependem da dilig\u00eancia e da determina\u00e7\u00e3o daqueles a quem foi confiado o seu cuidado. Al\u00e9m disso, o <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-7-sacraments\/\">sess\u00e3o vii do conc\u00edlio de trento<\/a> reafirma a necessidade de vigil\u00e2ncia e responsabilidade entre os l\u00edderes da igreja, exortando-os a incorporar as virtudes de Cristo nos seus deveres pastorais. \u00c9 imperativo que n\u00e3o s\u00f3 pastoreiem com dilig\u00eancia, mas tamb\u00e9m se esforcem pela eleva\u00e7\u00e3o espiritual das suas comunidades, para que n\u00e3o sejam encontrados em falta aos olhos de Deus. Ao faz\u00ea-lo, n\u00e3o s\u00f3 cumprir\u00e3o as suas obriga\u00e7\u00f5es sagradas, mas tamb\u00e9m garantir\u00e3o a santidade e a unidade da Igreja que foram chamados a liderar.<\/p>\n<p>And yet, for as much as some are to be found at this time, who-as is grievously to be lamented-forgetful even of their own salvation, and preferring earthly things to heavenly, and things human before divine, wander about in various courts, or, their fold forsaken, and the care of the sheep committed to them neglected, keep themselves occupied with the solicitudes of temporal affairs; it hath seemed good to the sacred and holy Synod to renew, as by virtue of the present decree It doth renew, the ancient canons promulgated against non-residents, which (canons) have, through the disorders of the times and of men, well nigh fallen into desuetude; and furthermore, in order to the more fixed residence of the same, and for the reforming of manners in the church, it hath seemed good to appoint and ordain in the manner following:-If any one, by whatsoever dignity, degree, and pre-eminence distinguished, shall, by remaining six months together out of his own diocese, all lawful impediment, or just and reasonable causes ceasing, be absent from a patriarchal, primatial, metropolitan, or cathedral church, under what title soever, cause, name, or right committed to him, he shall ipso jure incur the penalty of the forfeiture of a fourth part of one year's fruits, to be applied, by an ecclesiastical superior, to the fabric of the church and to the poor of the place. And if he continue absent in this way during six other months, he shall thereupon forfeit another fourth part of the fruits to be applied in like manner. But if the contumacy proceed yet further, the metropolitan shall, for the subjecting him to a severer censure of the sacred canons, be obliged to denounce his absent suffragan bishops, and the oldest resident suffragan bishop to denounce his absent metropolitan, to the Roman pontiff, either by letter or by messenger, within the space of three months, under the penalty, to be ipso facto incurred, of being interdicted from entering into the church; that he, by the authority of his own supreme See, may proceed against the said non-resident prelates, according as the greater or less contumacy of each may require, and provide the said churches with more useful pastors, as he shall know in the Lord to be salutary and expedient.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO II.<\/h2>\n<p>N\u00e3o \u00e9 l\u00edcito a ningu\u00e9m que detenha um benef\u00edcio que exija resid\u00eancia pessoal ausentar-se, salvo por uma causa justa a ser aprovada pelo bispo, que mesmo assim dever\u00e1, para a cura das almas, substituir um vig\u00e1rio no seu lugar, retirando uma parte dos frutos.<\/p>\n<p>Aqueles inferiores aos bispos, que det\u00eam por t\u00edtulo, ou in commendam, quaisquer benef\u00edcios eclesi\u00e1sticos que exijam resid\u00eancia pessoal, seja por lei ou costume, ser\u00e3o compelidos, pelos seus Ordin\u00e1rios, a residir, por meios legais adequados; como lhes parecer conveniente para o bom governo das igrejas e o avan\u00e7o do servi\u00e7o de Deus, levando em conta o car\u00e1ter dos lugares e das pessoas; e a ningu\u00e9m ser\u00e3o v\u00e1lidos quaisquer privil\u00e9gios perp\u00e9tuos, ou indultos, em favor da n\u00e3o resid\u00eancia, ou de receber os frutos durante a aus\u00eancia: as indulg\u00eancias e dispensas tempor\u00e1rias, contudo, concedidas apenas por causas verdadeiras e razo\u00e1veis, e que devem ser legitimamente provadas perante o Ordin\u00e1rio, permanecer\u00e3o em vigor; nos quais casos, no entanto, ser\u00e1 dever dos bispos, como delegados nesta mat\u00e9ria pela S\u00e9 Apost\u00f3lica, providenciar que, ao deputar vig\u00e1rios competentes, e ao atribuir-lhes uma parte adequada dos frutos, a cura das almas n\u00e3o seja de forma alguma negligenciada; n\u00e3o sendo v\u00e1lido qualquer privil\u00e9gio ou isen\u00e7\u00e3o a ningu\u00e9m a este respeito.<\/p>\n<h2>CHAPTER III.<\/h2>\n<p>Os excessos dos cl\u00e9rigos Seculares e dos Regulares que vivem fora dos seus mosteiros ser\u00e3o corrigidos pelo Ordin\u00e1rio do lugar.<\/p>\n<p>Os prelados das igrejas aplicar-se-\u00e3o prudente e diligentemente a corrigir os excessos dos seus s\u00fabditos; e nenhum cl\u00e9rigo Secular, sob pretexto de um privil\u00e9gio pessoal, ou qualquer Regular, vivendo fora do seu mosteiro, ser\u00e1, sob pretexto de um privil\u00e9gio da sua ordem, considerado, se transgredir, isento de ser visitado, punido e corrigido, de acordo com as ordenan\u00e7as dos c\u00e2nones, pelo Ordin\u00e1rio do lugar, como sendo delegado para tal pela S\u00e9 Apost\u00f3lica.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO IV.<\/h2>\n<p>Os bispos e outros prelados maiores visitar\u00e3o quaisquer igrejas, t\u00e3o frequentemente quanto houver necessidade; sendo revogado tudo o que pudesse impedir este decreto.<\/p>\n<p>Os ## CAP\u00cdTULOS das igrejas catedrais e de outras igrejas maiores, e os seus membros, n\u00e3o poder\u00e3o - por quaisquer isen\u00e7\u00f5es, costumes, julgamentos, juramentos, concordatas, que apenas vinculam os seus autores e n\u00e3o tamb\u00e9m os seus sucessores - proteger-se de serem capazes de ser, de acordo com as ordenan\u00e7as dos c\u00e2nones, visitados, corrigidos e emendados, t\u00e3o frequentemente quanto for necess\u00e1rio, mesmo com autoridade apost\u00f3lica, pelos seus pr\u00f3prios bispos e outros prelados maiores, por si s\u00f3s, ou com aqueles que considerarem adequado que os acompanhem.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO V.<\/h2>\n<p>Os bispos n\u00e3o exercer\u00e3o qualquer fun\u00e7\u00e3o pontifical, nem ordenar\u00e3o, em outra diocese.<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 l\u00edcito a qualquer bispo, sob o pretexto de qualquer privil\u00e9gio, exercer fun\u00e7\u00f5es pontificais na diocese de outro, salvo com a permiss\u00e3o expressa do Ordin\u00e1rio do lugar, e apenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quelas pessoas que est\u00e3o sujeitas a esse mesmo Ordin\u00e1rio: se o contr\u00e1rio tiver sido feito, o bispo ser\u00e1 ipso facto suspenso do exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es episcopais, e aqueles assim ordenados (ser\u00e3o similarmente suspensos) do exerc\u00edcio das suas ordens.<\/p>\n<h2>INDICA\u00c7\u00c3O DA PR\u00d3XIMA SESS\u00c3O<\/h2>\n<p>Apraz-vos que a pr\u00f3xima Sess\u00e3o seja celebrada na quinta-feira, o quinto dia ap\u00f3s o primeiro domingo da Quaresma que se aproxima, que (quinta-feira) ser\u00e1 o terceiro dia do m\u00eas de mar\u00e7o?<\/p>\n<p>Eles responderam: Apraz-nos.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pps-series-post-details 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