{"id":31248,"date":"2025-04-20T15:37:06","date_gmt":"2025-04-20T15:37:06","guid":{"rendered":"https:\/\/christianpure.com\/?p=31248"},"modified":"2025-05-26T19:30:36","modified_gmt":"2025-05-26T19:30:36","slug":"council-of-trent-session-5-original-sin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-5-original-sin\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria Crist\u00e3: O Conc\u00edlio de Trento na \u00edntegra: Sess\u00e3o V (5)"},"content":{"rendered":"<div class=\"pps-series-post-details pps-series-post-details-variant-classic pps-series-post-details-67899\" data-series-id=\"335\"><div class=\"pps-series-meta-content\"><div class=\"pps-series-meta-text\">Esta entrada \u00e9 a parte 18 de 27 na s\u00e9rie <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/series\/the-council-of-trent-in-full\/\">O Conc\u00edlio de Trento na \u00edntegra<\/a><\/div><\/div><\/div><h2>Sess\u00e3o 5: SOBRE O PECADO ORIGINAL<\/h2>\n<h2>PRIMEIRO DECRETO<\/h2>\n<p>Celebrado no d\u00e9cimo s\u00e9timo dia do m\u00eas de junho, no ano de 1546.<\/p>\n<p>Para que a nossa f\u00e9 cat\u00f3lica, sem a qual \u00e9 imposs\u00edvel agradar a Deus, possa, uma vez expurgados os erros, continuar na sua pr\u00f3pria integridade perfeita e imaculada, e para que o povo crist\u00e3o n\u00e3o seja levado por todo vento de doutrina; visto que aquela antiga serpente, o inimigo perp\u00e9tuo da humanidade, entre os muitos males com que a Igreja de Deus \u00e9 nestes nossos tempos perturbada, tamb\u00e9m suscitou n\u00e3o apenas novas, mas at\u00e9 antigas dissens\u00f5es sobre o pecado original e o rem\u00e9dio para ele; o sagrado e santo, ecum\u00eanico e geral S\u00ednodo de Trento \u2013 legitimamente reunido no Esp\u00edrito Santo, presidido pelos tr\u00eas mesmos legados da S\u00e9 Apost\u00f3lica \u2013 desejando agora chegar \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o dos que erram e \u00e0 confirma\u00e7\u00e3o dos vacilantes \u2013 seguindo os testemunhos das Sagradas Escrituras, dos santos Padres, dos conc\u00edlios mais aprovados, e o julgamento e consentimento da pr\u00f3pria Igreja, ordena, confessa e declara estas coisas sobre o referido pecado original: Portanto, no esp\u00edrito de verdade e unidade, o <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-7-sacraments\/\">conc\u00edlio de trento sess\u00e3o sete<\/a> enfatiza a necessidade de aderir aos ensinamentos de Cristo e dos ap\u00f3stolos, protegendo os fi\u00e9is de interpreta\u00e7\u00f5es enganosas. Reafirmou que, pela gra\u00e7a de Deus, recebida atrav\u00e9s dos sacramentos, os crentes podem superar as consequ\u00eancias do pecado original e alcan\u00e7ar a salva\u00e7\u00e3o. O S\u00ednodo apela ao clero e aos leigos para que aprofundem a sua compreens\u00e3o destas doutrinas, garantindo a preserva\u00e7\u00e3o da sua f\u00e9 contra as tempestades da heresia. \u00c0 luz destas preocupa\u00e7\u00f5es, o Conc\u00edlio de Trento, na sua resolu\u00e7\u00e3o de defender a verdade da f\u00e9, delineia a natureza do pecado original e as suas consequ\u00eancias para a humanidade. Este ensinamento essencial serve como pedra angular para a compreens\u00e3o da salva\u00e7\u00e3o e da gra\u00e7a concedida atrav\u00e9s de Cristo. Um exame minucioso dos decretos do Conc\u00edlio, especialmente no contexto do <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/session-25-concerning-purgatory\/\">vis\u00e3o geral da sess\u00e3o 25 do conc\u00edlio de trento<\/a>, proporciona clareza sobre a posi\u00e7\u00e3o da Igreja contra as heresias que amea\u00e7am a sua unidade e integridade doutrin\u00e1ria. Neste contexto, o <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-9-prorogation\/\">conc\u00edlio de trento sess\u00e3o nove<\/a> enfatiza a necessidade da gra\u00e7a para a salva\u00e7\u00e3o, afirmando que o pecado original requer, de fato, um rem\u00e9dio divino atrav\u00e9s de Jesus Cristo. Al\u00e9m disso, procura fornecer uma orienta\u00e7\u00e3o clara para os fi\u00e9is, garantindo que permane\u00e7am firmes nas suas cren\u00e7as em meio aos desafios colocados por ensinamentos conflitantes. Assim, o S\u00ednodo proclama a import\u00e2ncia da unidade na f\u00e9 como essencial para a edifica\u00e7\u00e3o espiritual e a salva\u00e7\u00e3o. \u00c0 luz destas considera\u00e7\u00f5es, o S\u00ednodo afirma que a doutrina do pecado original \u00e9 fundamental para a f\u00e9 crist\u00e3, enfatizando que este pecado \u00e9 transmitido a toda a humanidade atrav\u00e9s de Ad\u00e3o. Al\u00e9m disso, afirma que a gra\u00e7a de Deus, dispensada atrav\u00e9s de Cristo, \u00e9 necess\u00e1ria para a salva\u00e7\u00e3o e que os sacramentos servem como meios vitais para os crentes receberem esta gra\u00e7a. As defini\u00e7\u00f5es e an\u00e1temas estabelecidos no <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-8-translation-council\/\">Conc\u00edlio de Trento, oitava sess\u00e3o<\/a> encapsulam a posi\u00e7\u00e3o inabal\u00e1vel da Igreja sobre estas quest\u00f5es teol\u00f3gicas cruciais. Al\u00e9m disso, a import\u00e2ncia dos sacramentos na vida do crente \u00e9 refor\u00e7ada, como destacado no <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/council-of-trent-session-6-justification\/\">sess\u00e3o seis do conc\u00edlio de trento<\/a>, que estabelece que estes ritos sagrados s\u00e3o canais essenciais da gra\u00e7a divina. O S\u00ednodo incentiva a educa\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e o cuidado pastoral para ajudar a comunidade crist\u00e3 a compreender as complexidades do pecado original e as suas implica\u00e7\u00f5es para a sua jornada espiritual. Ao promover um compromisso partilhado com estes ensinamentos, a Igreja visa cultivar um sentido mais profundo de f\u00e9 comunit\u00e1ria e resili\u00eancia contra ideologias divisivas.<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m n\u00e3o confessar que o primeiro homem, Ad\u00e3o, quando transgrediu o mandamento de Deus no Para\u00edso, perdeu imediatamente a santidade e a justi\u00e7a em que fora constitu\u00eddo; e que incorreu, pela ofensa daquela prevarica\u00e7\u00e3o, na ira e indigna\u00e7\u00e3o de Deus, e consequentemente na morte, com a qual Deus o amea\u00e7ara anteriormente, e, juntamente com a morte, na escravid\u00e3o sob o poder daquele que desde ent\u00e3o teve o imp\u00e9rio da morte, isto \u00e9, o diabo, e que todo o Ad\u00e3o, atrav\u00e9s daquela ofensa de prevarica\u00e7\u00e3o, foi mudado, em corpo e alma, para pior; seja an\u00e1tema.<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m afirmar que a prevarica\u00e7\u00e3o de Ad\u00e3o prejudicou apenas a ele mesmo, e n\u00e3o \u00e0 sua posteridade; e que a santidade e a justi\u00e7a, recebidas de Deus, que ele perdeu, ele perdeu apenas para si mesmo, e n\u00e3o tamb\u00e9m para n\u00f3s; ou que ele, estando manchado pelo pecado da desobedi\u00eancia, apenas transmitiu a morte e as dores do corpo a todo o g\u00eanero humano, mas n\u00e3o tamb\u00e9m o pecado, que \u00e9 a morte da alma; seja an\u00e1tema: \u2013 visto que contradiz o ap\u00f3stolo que diz: Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, e assim a morte passou a todos os homens, nos quais todos pecaram.<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m afirmar que este pecado de Ad\u00e3o \u2013 que em sua origem \u00e9 um s\u00f3, e sendo transmitido a todos por propaga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o por imita\u00e7\u00e3o, est\u00e1 em cada um como seu pr\u00f3prio \u2013 \u00e9 removido seja pelos poderes da natureza humana, seja por qualquer outro rem\u00e9dio que n\u00e3o o m\u00e9rito do \u00fanico mediador, nosso Senhor Jesus Cristo, que nos reconciliou com Deus em seu pr\u00f3prio sangue, feito para n\u00f3s justi\u00e7a, santifica\u00e7\u00e3o e reden\u00e7\u00e3o; ou se nega que o referido m\u00e9rito de Jesus Cristo seja aplicado, tanto aos adultos quanto \u00e0s crian\u00e7as, pelo sacramento do batismo corretamente administrado na forma da igreja; seja an\u00e1tema: Pois n\u00e3o h\u00e1 outro nome debaixo do c\u00e9u dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos. Da\u00ed aquela voz: Eis o cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo; e aquela outra: Todos quantos fostes batizados, vos revestistes de Cristo.<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m negar que as crian\u00e7as rec\u00e9m-nascidas do ventre de suas m\u00e3es, ainda que nascidas de pais batizados, devam ser batizadas; ou disser que elas s\u00e3o batizadas para a remiss\u00e3o dos pecados, mas que n\u00e3o contraem de Ad\u00e3o nada do pecado original que precise ser expiado pelo banho da regenera\u00e7\u00e3o para a obten\u00e7\u00e3o da vida eterna \u2013 de onde se segue, como consequ\u00eancia, que nelas a forma do batismo para a remiss\u00e3o dos pecados n\u00e3o \u00e9 entendida como verdadeira, mas falsa \u2013 seja an\u00e1tema. Pois aquilo que o ap\u00f3stolo disse: Por um s\u00f3 homem o pecado entrou no mundo, e pelo pecado a morte, e assim a morte passou a todos os homens, nos quais todos pecaram, n\u00e3o deve ser entendido de outra forma sen\u00e3o como a Igreja Cat\u00f3lica, espalhada por toda parte, sempre o entendeu. Pois, em raz\u00e3o desta regra de f\u00e9, por uma tradi\u00e7\u00e3o dos ap\u00f3stolos, at\u00e9 mesmo as crian\u00e7as, que ainda n\u00e3o podiam cometer qualquer pecado por si mesmas, s\u00e3o por esta causa verdadeiramente batizadas para a remiss\u00e3o dos pecados, para que nelas seja purificado pela regenera\u00e7\u00e3o o que contra\u00edram pela gera\u00e7\u00e3o. Pois, se um homem n\u00e3o nascer de novo da \u00e1gua e do Esp\u00edrito Santo, n\u00e3o pode entrar no reino de Deus.<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m negar que, pela gra\u00e7a de nosso Senhor Jesus Cristo, que \u00e9 conferida no batismo, a culpa do pecado original \u00e9 remetida; ou mesmo afirmar que tudo o que tem a verdadeira e pr\u00f3pria natureza de pecado n\u00e3o \u00e9 removido; mas disser que \u00e9 apenas apagado, ou n\u00e3o imputado; seja an\u00e1tema. Pois, naqueles que nascem de novo, n\u00e3o h\u00e1 nada que Deus odeie; porque: N\u00e3o h\u00e1 condena\u00e7\u00e3o para aqueles que est\u00e3o verdadeiramente sepultados com Cristo pelo batismo na morte; que n\u00e3o andam segundo a carne, mas, despindo-se do velho homem, e vestindo-se do novo que \u00e9 criado segundo Deus, tornam-se inocentes, imaculados, puros, inofensivos e amados de Deus, herdeiros de fato de Deus, mas co-herdeiros com Cristo; de modo que n\u00e3o h\u00e1 absolutamente nada que retarde a sua entrada no c\u00e9u. Mas este santo s\u00ednodo confessa e sente que nos batizados permanece a concupisc\u00eancia, ou um incentivo (ao pecado); o qual, visto que \u00e9 deixado para o nosso exerc\u00edcio, n\u00e3o pode prejudicar aqueles que n\u00e3o consentem, mas resistem varonilmente pela gra\u00e7a de Jesus Cristo; sim, aquele que tiver lutado legitimamente ser\u00e1 coroado. Esta concupisc\u00eancia, que o ap\u00f3stolo \u00e0s vezes chama de pecado, o santo S\u00ednodo declara que a Igreja Cat\u00f3lica nunca entendeu ser chamada de pecado, como sendo verdadeira e propriamente pecado naqueles que nascem de novo, mas porque \u00e9 do pecado, e inclina ao pecado.<\/p>\n<p>Este mesmo santo S\u00ednodo declara, contudo, que n\u00e3o \u00e9 sua inten\u00e7\u00e3o incluir neste decreto, onde se trata do pecado original, a bem-aventurada e imaculada Virgem Maria, m\u00e3e de Deus; mas que as constitui\u00e7\u00f5es do Papa Sisto IV, de feliz mem\u00f3ria, devem ser observadas, sob as penas contidas nas referidas constitui\u00e7\u00f5es, as quais renova.<\/p>\n<h2>SOBRE A REFORMA<\/h2>\n<h2>SEGUNDO DECRETO<\/h2>\n<h2>CAP\u00cdTULO I: Sobre a institui\u00e7\u00e3o de uma c\u00e1tedra de Sagrada Escritura e das artes liberais.<\/h2>\n<p>O mesmo sagrado e santo S\u00ednodo, aderindo \u00e0s piedosas constitui\u00e7\u00f5es dos Soberanos Pont\u00edfices e dos conc\u00edlios aprovados, e abra\u00e7ando-as e acrescentando-as; para que o tesouro celestial dos livros sagrados, que o Esp\u00edrito Santo entregou aos homens com a maior liberalidade, n\u00e3o fique negligenciado, ordenou e decretou que \u2013 naquelas igrejas onde se verificar a exist\u00eancia de uma prebenda, prestim\u00f4nio ou outro estip\u00eandio sob qualquer nome, destinado a conferencistas em sagrada teologia \u2013 os bispos, arcebispos, primazes e outros Ordin\u00e1rios desses lugares for\u00e7ar\u00e3o e compelir\u00e3o, at\u00e9 mesmo pela subtra\u00e7\u00e3o dos frutos, aqueles que det\u00eam tal prebenda, prestim\u00f4nio ou estip\u00eandio, a expor e interpretar a referida Sagrada Escritura, pessoalmente, se forem competentes, ou de outra forma por um substituto competente, a ser escolhido pelos referidos bispos, arcebispos, primazes e outros Ordin\u00e1rios desses lugares. Mas, para o futuro, que tal prebenda, prestim\u00f4nio ou estip\u00eandio n\u00e3o seja concedido sen\u00e3o a pessoas competentes, e \u00e0quelas que possam elas mesmas exercer esse of\u00edcio; e, de outra forma, que a provis\u00e3o feita seja nula e sem efeito.<\/p>\n<p>Mas nas igrejas metropolitanas ou catedrais, se a cidade for distinta e populosa \u2013 e tamb\u00e9m nas igrejas colegiadas que est\u00e3o em qualquer cidade grande, ainda que n\u00e3o perten\u00e7am a qualquer diocese, desde que o clero seja numeroso ali \u2013 onde n\u00e3o haja tal prebenda, prestim\u00f4nio ou estip\u00eandio reservado para este fim, que a primeira prebenda que ficar vaga de qualquer maneira, exceto por ren\u00fancia, e \u00e0 qual n\u00e3o esteja ligado algum outro dever incompat\u00edvel, seja entendida como ipso facto separada e dedicada a esse prop\u00f3sito para sempre. E no caso de que nas referidas igrejas n\u00e3o haja qualquer, ou n\u00e3o haja suficiente prebenda, que o metropolita, ou o pr\u00f3prio bispo, atribuindo a ela os frutos de algum benef\u00edcio simples \u2013 sendo as obriga\u00e7\u00f5es a ele pertencentes, contudo, cumpridas \u2013 ou pelas contribui\u00e7\u00f5es dos benefici\u00e1rios de sua cidade e diocese, ou de outra forma, como for mais conveniente, providencie de tal maneira, com o conselho de seu cap\u00edtulo, que a referida prele\u00e7\u00e3o da Sagrada Escritura seja realizada; ainda que de tal modo que quaisquer outras prele\u00e7\u00f5es que possa haver, quer estabelecidas por costume, quer de qualquer outra forma, n\u00e3o sejam de modo algum por isso omitidas.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s igrejas cujas rendas anuais s\u00e3o pequenas, e onde o n\u00famero de cl\u00e9rigos e leigos \u00e9 t\u00e3o reduzido que n\u00e3o se pode ter convenientemente uma c\u00e1tedra de Teologia, que tenham pelo menos um mestre \u2013 a ser escolhido pelo bispo, com o conselho do cabido \u2013 para ensinar gram\u00e1tica gratuitamente aos cl\u00e9rigos e outros estudantes pobres, para que assim possam depois, com a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus, passar ao referido estudo da Sagrada Escritura. E para este fim, que os frutos de algum benef\u00edcio simples sejam atribu\u00eddos a esse mestre de gram\u00e1tica \u2013 cujos frutos ele receber\u00e1 enquanto continuar ensinando, contanto que o referido benef\u00edcio n\u00e3o seja privado do dever que lhe \u00e9 devido \u2013 ou que lhe seja paga uma remunera\u00e7\u00e3o adequada das rendas episcopais ou capitulares; ou, enfim, que o pr\u00f3prio bispo conceba algum outro m\u00e9todo adequado \u00e0 sua igreja e diocese; para que esta provis\u00e3o piedosa, \u00fatil e proveitosa n\u00e3o seja, sob qualquer pretexto, negligenciada.<\/p>\n<p>Nos mosteiros tamb\u00e9m dos monges, que haja da mesma forma uma prele\u00e7\u00e3o sobre a Sagrada Escritura, onde isso possa ser convenientemente feito: onde os abades forem negligentes, que os bispos dos lugares, como delegados aqui da S\u00e9 Apost\u00f3lica, os obriguem a isso por rem\u00e9dios adequados. E nos conventos de outros Regulares, nos quais os estudos possam convenientemente florescer, que haja da mesma forma uma c\u00e1tedra de Sagrada Escritura; a qual ser\u00e1 atribu\u00edda, pelos cap\u00edtulos gerais ou provinciais, aos mestres mais capazes.<\/p>\n<p>Nos col\u00e9gios p\u00fablicos tamb\u00e9m, onde uma c\u00e1tedra t\u00e3o honrosa, e a mais necess\u00e1ria de todas, n\u00e3o tenha sido at\u00e9 agora institu\u00edda, que seja estabelecida pela piedade e caridade dos pr\u00edncipes e governos mais religiosos, para a defesa e aumento da f\u00e9 Cat\u00f3lica, e a preserva\u00e7\u00e3o e propaga\u00e7\u00e3o da s\u00e3 doutrina; e onde tal c\u00e1tedra, depois de uma vez institu\u00edda, tenha sido negligenciada, que seja restaurada. E para que a impiedade n\u00e3o seja disseminada sob a apar\u00eancia de piedade, o mesmo santo S\u00ednodo ordena que ningu\u00e9m seja admitido a este of\u00edcio de lecionar, seja em p\u00fablico ou em privado, sem ter sido previamente examinado e aprovado pelo bispo do lugar, quanto \u00e0 sua vida, conversa\u00e7\u00e3o e conhecimento: o que, contudo, n\u00e3o deve ser entendido dos conferencistas em conventos de monges. Al\u00e9m disso, aqueles que est\u00e3o ensinando a referida Sagrada Escritura, enquanto ensinarem publicamente nas escolas, assim como os estudantes que est\u00e3o estudando nessas escolas, gozar\u00e3o e possuir\u00e3o plenamente, embora ausentes, todos os privil\u00e9gios concedidos pelo direito comum, no que diz respeito ao recebimento dos frutos de suas prebendas e benef\u00edcios.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO II: Sobre os pregadores da palavra de Deus e sobre os questores de esmolas.<\/h2>\n<p>Mas vendo que a prega\u00e7\u00e3o do Evangelho n\u00e3o \u00e9 menos necess\u00e1ria \u00e0 comunidade crist\u00e3 do que a leitura do mesmo; e visto que este \u00e9 o dever principal dos bispos; o mesmo santo S\u00ednodo resolveu e decretou que todos os bispos, arcebispos, primazes e todos os outros prelados das igrejas sejam obrigados pessoalmente \u2013 se n\u00e3o forem legitimamente impedidos \u2013 a pregar o santo Evangelho de Jesus Cristo. Mas se acontecer que os bispos, e os outros supracitados, sejam impedidos por qualquer impedimento legal, eles ser\u00e3o obrigados, de acordo com a forma prescrita pelo Conc\u00edlio geral (de Latr\u00e3o), a nomear pessoas aptas para exercer salutarmente este of\u00edcio de prega\u00e7\u00e3o. Mas se algu\u00e9m por desprezo n\u00e3o executar isto, que seja submetido a rigorosa puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os arciprestes, curas e todos aqueles que de qualquer modo possuam igrejas paroquiais ou outras que tenham cura de almas, dever\u00e3o, pelo menos nos dias do Senhor e nas festas solenes, pessoalmente ou, se estiverem legitimamente impedidos, por outros que sejam competentes, alimentar o povo a eles confiado com palavras salutares, de acordo com a sua pr\u00f3pria capacidade e a do seu povo; ensinando-lhes as coisas que \u00e9 necess\u00e1rio que todos saibam para a salva\u00e7\u00e3o, e anunciando-lhes, com brevidade e clareza de discurso, os v\u00edcios que devem evitar e as virtudes que devem seguir, para que possam escapar do castigo eterno e obter a gl\u00f3ria do c\u00e9u. E se algum dos acima mencionados negligenciar o cumprimento deste dever \u2013 ainda que alegue, por qualquer motivo, estar isento da jurisdi\u00e7\u00e3o do bispo, e ainda que as igrejas possam, de qualquer forma, ser ditas isentas, ou talvez anexadas ou unidas a um mosteiro que esteja at\u00e9 mesmo fora da diocese \u2013 que n\u00e3o falte a vigilante solicitude pastoral dos bispos, desde que essas igrejas estejam realmente dentro de sua diocese; para que n\u00e3o se cumpra aquela palavra: Os pequeninos pediram p\u00e3o, e n\u00e3o havia quem o partisse para eles. Portanto, se, ap\u00f3s terem sido admoestados pelo bispo, negligenciarem este seu dever pelo espa\u00e7o de tr\u00eas meses, que sejam compelidos por censuras eclesi\u00e1sticas, ou de outra forma, a crit\u00e9rio do referido bispo; de tal modo que \u2013 mesmo que isso lhe pare\u00e7a conveniente \u2013 uma remunera\u00e7\u00e3o justa seja paga, dos frutos dos benef\u00edcios, a alguma outra pessoa para desempenhar esse of\u00edcio, at\u00e9 que o pr\u00f3prio principal, arrependendo-se, cumpra o seu dever.<\/p>\n<p>Mas se houver alguma igreja paroquial sujeita a mosteiros que n\u00e3o est\u00e3o em qualquer diocese, se os abades e prelados Regulares forem negligentes nas quest\u00f5es supracitadas, que sejam compelidos a isso pelos metropolitas, em cujas prov\u00edncias as referidas dioceses est\u00e3o situadas, como delegados para esse fim da S\u00e9 Apost\u00f3lica; nem que o costume, ou isen\u00e7\u00e3o, ou apela\u00e7\u00e3o, ou reclama\u00e7\u00e3o, ou a\u00e7\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o tenha efeito para impedir a execu\u00e7\u00e3o deste decreto; at\u00e9 que por um juiz competente \u2013 que proceder\u00e1 sumariamente, e examinar\u00e1 apenas a verdade do (assunto de) fato \u2013 o caso tenha sido tomado conhecimento e decidido.<\/p>\n<p>Os regulares, de qualquer ordem que sejam, n\u00e3o podem pregar nem mesmo nas igrejas das suas pr\u00f3prias ordens, a menos que tenham sido examinados e aprovados quanto \u00e0 sua vida, costumes e conhecimentos pelos seus pr\u00f3prios superiores, e com a sua licen\u00e7a; com a qual licen\u00e7a ser\u00e3o obrigados a apresentar-se pessoalmente perante os bispos e pedir-lhes a b\u00ean\u00e7\u00e3o antes de come\u00e7arem a pregar. Mas, (para pregar) em igrejas que n\u00e3o sejam as das suas pr\u00f3prias ordens, al\u00e9m da licen\u00e7a dos seus pr\u00f3prios superiores, ser\u00e3o obrigados a ter tamb\u00e9m a licen\u00e7a do bispo, sem a qual n\u00e3o podem, de forma alguma, pregar nas referidas igrejas que n\u00e3o pertencem \u00e0s suas pr\u00f3prias ordens: mas os bispos conceder\u00e3o a referida licen\u00e7a gratuitamente.<\/p>\n<p>Mas se, o que Deus n\u00e3o permita, um pregador espalhar erros ou esc\u00e2ndalos entre o povo, que o bispo interdite a sua prega\u00e7\u00e3o, mesmo que pregue num mosteiro da sua pr\u00f3pria ordem ou de outra: contudo, se pregar heresias, que proceda contra ele de acordo com a determina\u00e7\u00e3o da lei ou o costume do lugar, mesmo que o referido pregador alegue estar isento por um privil\u00e9gio geral ou especial: caso em que o bispo proceder\u00e1 por autoridade apost\u00f3lica e como delegado da S\u00e9 Apost\u00f3lica. Mas que os bispos tenham cuidado para que um pregador n\u00e3o seja incomodado, seja por falsas acusa\u00e7\u00f5es ou de qualquer outra forma caluniosa; ou que tenha qualquer causa justa de queixa contra eles.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, que os bispos estejam atentos para n\u00e3o permitir que ningu\u00e9m \u2013 seja daqueles que, sendo regulares de nome, vivem contudo fora dos seus mosteiros e da obedi\u00eancia do seu instituto religioso, ou sacerdotes seculares, a menos que lhes sejam conhecidos e sejam de moral e doutrina aprovadas \u2013 pregue na sua pr\u00f3pria cidade e diocese, mesmo sob o pretexto de qualquer privil\u00e9gio que seja; at\u00e9 que a santa S\u00e9 Apost\u00f3lica tenha sido consultada pelos referidos bispos a esse respeito; da qual S\u00e9 n\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que pessoas indignas possam extorquir tais privil\u00e9gios, exceto suprimindo a verdade ou dizendo o que \u00e9 falso.<\/p>\n<p>Aqueles que pedem esmolas \u2013 que tamb\u00e9m s\u00e3o comumente chamados de Questores \u2013 de qualquer condi\u00e7\u00e3o que sejam, n\u00e3o devem de forma alguma presumir, pessoalmente ou por interm\u00e9dio de outrem, pregar; e os infratores devem, n\u00e3o obstante quaisquer privil\u00e9gios, ser totalmente contidos por rem\u00e9dios adequados, pelo bispo e pelos Ordin\u00e1rios dos lugares.<\/p>\n<h2>INDICA\u00c7\u00c3O DA PR\u00d3XIMA SESS\u00c3O<\/h2>\n<p>A Sess\u00e3o foi posteriormente prorrogada para o dia treze de janeiro de 1547.<\/p>\n<p>O sagrado e santo S\u00ednodo tamb\u00e9m ordena e decreta que a primeira Sess\u00e3o seguinte seja realizada e celebrada na quinta-feira ap\u00f3s a festa do bem-aventurado ap\u00f3stolo Tiago. <\/p>\n<p>&#8212;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pps-series-post-details pps-series-post-details-variant-classic pps-series-post-details-67899 pps-series-meta-excerpt\" data-series-id=\"335\"><div class=\"pps-series-meta-content\"><div class=\"pps-series-meta-text\">Esta entrada \u00e9 a parte 18 de 27 na s\u00e9rie <a href=\"https:\/\/christianpure.com\/pt\/learn\/series\/the-council-of-trent-in-full\/\">O Conc\u00edlio de Trento na \u00edntegra<\/a><\/div><\/div><\/div><p>Explore os decretos do Conc\u00edlio de Trento sobre o pecado original e a import\u00e2ncia do batismo na f\u00e9 cat\u00f3lica. 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