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Argumentar com amor: Um Guia Bíblico para Resolver Conflitos na sua Relação




  • Compreender como discutir com o seu parceiro é uma habilidade importante em qualquer relação. Trata-se de expressar seus pensamentos e sentimentos sem recorrer a ataques pessoais ou insultos.
  • Lidar com argumentos numa relação envolve comunicação eficaz, escuta ativa e empatia. É essencial manter a calma, concentrar-se na questão em questão e evitar a defensiva ou agressão.
  • Resolver um argumento com o seu parceiro requer encontrar um terreno comum e comprometer-se. Isto pode ser conseguido discutindo calmamente o problema, procurando compreender e trabalhando em conjunto para encontrar uma solução que satisfaça ambas as partes.
  • Lembre-se, o objetivo de resolver um argumento não é ganhar, mas manter uma relação saudável e forte. Trata-se de encontrar um equilíbrio entre expressar as suas necessidades e as necessidades do seu parceiro, promover a confiança e o respeito.

O que a Bíblia diz sobre lidar com desentendimentos no casamento?

O vínculo sagrado do matrimónio é um dom de Deus, mas não está isento de desafios. A Bíblia oferece-nos sabedoria poderosa sobre como lidar com desentendimentos com amor, paciência e graça.

Somos chamados a aproximar-nos do nosso cônjuge com uma atitude de humildade e altruísmo. Como São Paulo belamente expressa na sua carta aos Filipenses, «Não faças nada por ambição egoísta ou vaidade. Pelo contrário, na humildade valorizai os outros acima de vós mesmos, não olhando para os vossos próprios interesses, mas cada um de vós para os interesses dos outros" (Filipenses 2:3-4). Quando deixamos de lado o nosso ego e procuramos verdadeiramente compreender a perspetiva do nosso parceiro, abrimos a porta à reconciliação.

O livro de Provérbios nos lembra do poder das palavras gentis: "Uma resposta suave afasta a ira, mas uma palavra dura desperta a ira" (Provérbios 15:1). Mesmo em momentos de frustração, devemos esforçar-nos para falar com o nosso cônjuge com bondade e respeito. Palavras duras só geram mais conflito, enquanto a gentileza pode suavizar os corações.

Encontramos também orientação na carta de Tiago, que nos exorta a sermos «rápidos em ouvir, lentos em falar e lentos em ficarmos zangados» (Tiago 1:19). Tomar tempo para ouvir verdadeiramente o nosso cônjuge, ponderar as suas palavras antes de responder, pode evitar muitos mal-entendidos e ferir sentimentos.

Acima de tudo, devemos aproximar-nos de nossas discordâncias com um espírito de perdão e graça, assim como Cristo nos mostrou. Como Paulo escreve aos Colossenses: «Levai-vos uns aos outros e perdoai-vos uns aos outros, se algum de vós tiver alguma queixa contra alguém. Perdoai como o Senhor vos perdoou" (Colossenses 3:13). Isto não significa que ignoremos questões genuínas, mas que as tratemos com compaixão, procurando sempre a reconciliação.

Lembremo-nos de que no casamento somos chamados a ser uma só carne. O nosso objetivo na resolução de conflitos deve ser a unidade e a compreensão mútua, não provar que estamos certos. Com a ajuda de Deus, mesmo os nossos desacordos podem tornar-se oportunidades para aprofundar o nosso amor e compromisso mútuos. Reconhecer Sinais de abuso emocional, como a manipulação, a depreciação e o controlo, podem ajudar-nos a abordar quaisquer padrões pouco saudáveis na nossa relação. Ao dar prioridade à comunicação aberta e ao respeito pelos sentimentos uns dos outros, podemos criar um ambiente seguro e de apoio para ambos os parceiros. Em última análise, o nosso compromisso uns com os outros deve estar enraizado no amor, na confiança e num desejo partilhado de bem-estar emocional.

Como podemos evitar deixar a raiva nos controlar durante os desentendimentos?

Em primeiro lugar, temos de reconhecer a raiva pelo que é frequentemente – uma emoção secundária que esconde sentimentos mais profundos de mágoa, medo ou insegurança. Quando sentirmos a raiva a elevar-se dentro de nós, façamos uma pausa e perguntemo-nos: «O que estou realmente a sentir por baixo desta raiva?» Este momento de autorreflexão pode ajudar-nos a abordar a raiz da nossa angústia, em vez de atacar de formas que mais tarde poderemos arrepender-nos.

As Escrituras nos dizem: "Na tua ira não peques: Não deixes o sol se pôr enquanto ainda estás irado, e não ponhas o diabo em pé" (Efésios 4:26-27). Esta passagem reconhece que a raiva em si não é pecaminosa, mas a forma como lidamos com ela pode ser. Devemos estar vigilantes para não deixar a raiva apodrecer ou controlar nossas ações.

Uma abordagem prática consiste em chegar a acordo com o seu cônjuge sobre um sinal de «tempo limite». Quando as emoções estão a aumentar, qualquer um dos parceiros pode usar este sinal para pausar a discussão. Use este tempo para orar, respirar profundamente e recuperar a compostura. Lembrem-se das palavras de Provérbios: "Quem é tardio em irar-se tem grande entendimento, mas quem tem temperamento precipitado exalta a loucura" (Provérbios 14:29).

Também pode ser útil canalizar a nossa energia para a atividade física – talvez caminhar juntos ou participar numa tarefa doméstica. Isso pode ajudar a dissipar os efeitos fisiológicos da raiva, enquanto permite tempo para a reflexão.

Esforcemo-nos sobretudo por ver o nosso esposo não como um adversário, mas como um filho amado de Deus, merecedor da nossa paciência e compreensão. Mesmo em momentos de desacordo, podemos optar por responder com amor. Como nos recorda São Paulo, «o amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não desonra os outros, não procura a si mesmo, não se irrita facilmente, não regista erros» (1 Coríntios 13:4-5).

Pela graça de Deus e com a prática, podemos aprender a lidar com as nossas divergências com corações calmos e mentes límpidas, procurando sempre construir em vez de destruir a nossa preciosa união.

Quais são as formas saudáveis de expressar frustração ou mágoa ao meu parceiro?

Devemos abordar esta tarefa com amor como nosso princípio orientador. Como bem diz São Paulo: «Falando a verdade com amor, tornar-nos-emos em todos os aspectos o corpo maduro d'Aquele que é a cabeça, isto é, Cristo» (Efésios 4:15). Isso significa expressar-nos honestamente, mas sempre com o objetivo de construir nossa relação, não derrubá-la.

Quando precisares de expressar mágoa ou frustração, escolhe um momento em que tu e o teu cônjuge estejam calmos e receptivos. Evite abordar temas delicados quando qualquer um de vocês estiver cansado, estressado ou distraído. Criar um espaço seguro para a comunicação aberta, talvez começando pela oração para convidar a presença e a orientação de Deus.

Utilize as declarações «Eu» para expressar os seus sentimentos sem culpar ninguém. Por exemplo, em vez de dizer «Ignora-me sempre», tente «Sinto-me magoado quando não me sinto ouvido». Esta abordagem ajuda o seu parceiro a compreender a sua experiência sem se sentir atacado.

Seja específico sobre a situação ou o comportamento que está a causar-lhe angústia, em vez de fazer generalizações amplas. Isto permite uma resolução de problemas mais produtiva. Lembrem-se da sabedoria de Provérbios: "O coração dos justos pesa as suas respostas, mas a boca dos ímpios jorra mal" (Provérbios 15:28).

Ao expressar os seus sentimentos, esteja também aberto a ouvir a perspetiva do seu cônjuge. Pratique a escuta ativa, procurando compreender o seu ponto de vista, mesmo que discorde. Este intercâmbio mútuo pode conduzir a uma empatia e resolução mais profundas.

É igualmente importante expressar apreço pelas qualidades e ações positivas do seu cônjuge, mesmo quando aborda domínios que suscitam preocupação. Esta abordagem equilibrada ajuda a manter uma base de amor e respeito.

Se tiver dificuldade em expressar-se calmamente, considere escrever seus pensamentos primeiro. Isto pode ajudá-lo a organizar os seus sentimentos e a escolher as suas palavras com cuidado. Pode até partilhar a carta com o seu cônjuge como ponto de partida para a discussão.

Acima de tudo, lembre-se de que o objetivo não é «ganhar» um argumento, mas promover a compreensão e aproximar-se enquanto casal. Ao expressardes os vossos sentimentos, permanecei abertos ao perdão e à reconciliação, seguindo o exemplo de amor e misericórdia sem limites de Cristo. Parte deste processo pode envolver o reconhecimento e a abordagem de qualquer ressentimento persistente ou sentimentos feridos e a busca ativa de maneiras de ultrapassá-los. Trabalhando activamente em Passar o ressentimento, ambos os parceiros podem criar uma relação mais saudável e amorosa, assente numa base de respeito e compreensão mútuos. Isso requer paciência, empatia e vontade de priorizar o bem-estar da relação acima do orgulho pessoal. Lembra-te que Os insights bíblicos sobre o amor salientam a importância de colocar as necessidades dos outros à frente das nossas e de praticar a humildade e a compaixão. Ao abordar a resolução de conflitos com esta mentalidade, os casais podem fortalecer seu vínculo e crescer em sua fé juntos. É igualmente importante procurar orientação de um líder espiritual ou mentor de confiança, que possa oferecer sabedoria e apoio à medida que navega pelas complexidades das relações interpessoais. Em última análise, seguindo estes princípios e procurando a orientação de Deus, os casais podem superar desafios e construir uma parceria duradoura e centrada em Cristo.

Como podemos garantir que estamos realmente a ouvir-nos uns aos outros durante os conflitos?

Primeiro, devemos reconhecer que ouvir é um processo ativo, não passivo. Envolve toda a nossa atenção e envolvimento. Como James nos exorta, «toma nota disto: Todos devem ser rápidos a ouvir, lentos a falar e lentos a irritar-se» (Tiago 1:19). Isso significa resistir ao impulso de formular nossas respostas enquanto nosso parceiro fala e, em vez disso, concentrar-se inteiramente na compreensão de suas palavras e sentimentos.

Pratique a arte de estar plenamente presente. Evite distrações, como telemóveis ou outros dispositivos. Faça contacto visual com o seu cônjuge e use sinais não-verbais como acenar com a cabeça para mostrar que está noivo. Estes pequenos atos podem fazer uma grande diferença na criação de uma atmosfera de atenção e cuidado.

Procure ouvir não apenas com os ouvidos, mas com o coração. Tente compreender as emoções por detrás das palavras do seu cônjuge. Estão a expressar medo, tristeza ou necessidade de tranquilização? Como nos recorda Provérbios, «os propósitos do coração de uma pessoa são águas profundas, mas quem tem discernimento as extrai» (Provérbios 20:5).

Uma ferramenta poderosa para garantir a compreensão é praticar a audição reflexiva. Depois de o seu cônjuge falar, tente resumir o que ouviu nas suas próprias palavras. Por exemplo, «O que estou a ouvir-te dizer é...», o que dá ao teu parceiro a oportunidade de esclarecer se entendeste mal e demonstra o teu esforço sincero para compreender a sua perspetiva.

Resista à tentação de interromper ou defender-se, mesmo que discorde do que está sendo dito. Permita que o seu cônjuge expresse plenamente os seus pensamentos e sentimentos antes de responder. Lembrem-se da sabedoria de Provérbios: "Responder antes de ouvir - isto é loucura e vergonha" (Provérbios 18:13).

Faça perguntas abertas para aprofundar a sua compreensão. Em vez de fazer suposições, procure esclarecimentos. Isto mostra ao seu cônjuge que valoriza os seus pensamentos e que está empenhado em compreender verdadeiramente o seu ponto de vista.

Finalmente, abordem a escuta com um coração humilde e aberto, reconhecendo que todos temos espaço para o crescimento e a aprendizagem. Mesmo que, em última análise, discorde, ainda pode honrar o seu cônjuge, dando-lhe uma perspetiva séria.

Ao cultivar estas capacidades de escuta, criamos uma base de respeito e compreensão mútuos nos nossos casamentos, mesmo em meio a desentendimentos. Ao ouvirmo-nos verdadeiramente uns aos outros, abrimos a porta ao amor e à sabedoria de Deus para nos guiar rumo à resolução e a uma unidade mais profunda.

Que limites devemos estabelecer à volta da forma como discutimos?

Estabelecer limites saudáveis em torno da forma como nos envolvemos em desacordos é um aspeto vital para nutrir um casamento forte e amoroso. Estes limites não servem para nos restringir, mas para criar um espaço seguro e respeitoso onde ambos os parceiros possam expressar-se e trabalhar para a resolução. Consideremos algumas diretrizes importantes a serem estabelecidas em vossos conflitos conjugais.

Devemos nos comprometer a tratar uns aos outros com respeito em todos os momentos, mesmo no calor do desacordo. O apóstolo Pedro recorda-nos: «Finalmente, todos vós tendes a mesma mentalidade, sede compreensivos, amai-vos uns aos outros, sede compassivos e humildes» (1 Pedro 3:8). Isto significa evitar qualquer forma de agressão verbal, emocional ou física. Insultos, insultos e ameaças não têm lugar num casamento centrado em Cristo.

Concordo em manter as tuas discussões privadas. A intimidade dos desafios conjugais deve ser protegida de interferências externas ou fofocas. Como Provérbios sabiamente afirma: "Quem cobre uma ofensa procura o amor, mas aquele que repete uma questão separa os amigos íntimos" (Provérbios 17:9).

Estabelecer uma regra de «tempo limite». Quando as emoções se tornam muito intensas, qualquer um dos parceiros deve ser capaz de pedir uma pausa na discussão. Use este tempo para orar, refletir e acalmar-se antes de voltar a se envolver. Lembre-se: "Uma pessoa temperamental provoca conflitos, mas quem é paciente acalma uma briga" (Provérbios 15:18).

Defina limites para quando e onde irá debater temas sensíveis. Evite abordar questões controversas em público, imediatamente antes de dormir, ou quando qualquer um de vós estiver particularmente stressado ou cansado. Escolha as alturas em que pode dar ao assunto a sua atenção total e indivisa.

Concordam em concentrar-se na presente questão em apreço, em vez de desenterrar queixas passadas. Como Paulo aconselha: «Levai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente se algum de vós tiver alguma queixa contra alguém. Perdoai como o Senhor vos perdoou" (Colossenses 3:13).

Estabelecer uma regra contra a utilização de linguagem absoluta, como «sempre» ou «nunca». Estas generalizações conduzem frequentemente à defensiva e raramente refletem a verdade completa de uma situação. Em vez disso, concentre-se em comportamentos ou incidentes específicos.

Comprometa-se com a honestidade, mas entregue com bondade. Como Efésios instrui: "Portanto, cada um de vós deve despojar-se da falsidade e falar fielmente ao seu próximo, pois somos todos membros de um só corpo" (Efésios 4:25). Honestidade sem compaixão pode ser cruel. Esforçai-vos pela verdade e pelo amor nas vossas comunicações.

Finalmente, concorde que procurar ajuda exterior não é um sinal de fracasso, mas de sabedoria. Se vocês se encontrarem incapazes de resolver os conflitos de uma forma saudável, estejam abertos ao aconselhamento de um pastor de confiança ou conselheiro matrimonial cristão.

Ao estabelecer e respeitar estes limites, criais um ambiente em que os conflitos podem ser enfrentados de forma construtiva, sempre com o objetivo de fortalecer o vosso vínculo e glorificar a Deus através da vossa união. Lembre-se: "Assim como o ferro afia o ferro, assim também uma pessoa afia a outra" (Provérbios 27:17). Mesmo os nossos desentendimentos, quando tratados com amor e sabedoria, podem refinar e fortalecer os nossos casamentos.

Como a oração pode nos ajudar a resolver os argumentos?

A oração pode ser uma ferramenta poderosa para resolver argumentos e conflitos nas relações, uma vez que nos permite afastar-nos do calor do momento e reconectar-nos com o que realmente importa (McBrien, 1994). Quando oramos, abrimos os nossos corações à graça e à sabedoria de Deus, que podem suavizar a nossa posição e ajudar-nos a ver as coisas de uma nova perspetiva.

Como nos recorda o Papa Francisco, «a oração é uma resposta ao início do diálogo de Deus connosco» (McBrien, 1994). Em tempos de conflito, este diálogo torna-se especialmente crucial. Voltando-nos para a oração, reconhecemos que precisamos da assistência divina para superar nossas diferenças. A oração ajuda-nos a reconhecer as nossas próprias limitações e falhas, fomentando a humildade que é essencial para a reconciliação.

A oração pode ajudar a acalmar nossas emoções e reduzir a tensão. À medida que oramos, podemos nos encontrar mais capazes de ouvir nosso parceiro com empatia e compreensão. O acto de rezar juntos pode também criar uma experiência espiritual partilhada que reforce o vínculo entre os parceiros, mesmo em meio a desacordos (McBrien, 1994).

A oração recorda-nos também o nosso propósito mais elevado no casamento: amar-nos e apoiar-nos uns aos outros como Deus nos ama. Esta perspetiva pode ajudar-nos a ir além das pequenas queixas e a concentrarmo-nos no que realmente importa na nossa relação. À medida que oramos, podemos nos encontrar mais dispostos a perdoar, buscar compromissos e trabalhar para soluções que beneficiem ambos os parceiros.

Mas é importante abordar a oração com as intenções certas. Devemos ser cautelosos sobre orar de forma a simplesmente reforçar a nossa própria posição ou procurar mudar o nosso parceiro sem estarmos abertos a mudar a nós mesmos (Stanley et al., 2013). Em vez disso, devemos rezar pela sabedoria, pela paciência e pela capacidade de ver as coisas do ponto de vista do nosso parceiro. Podemos pedir a Deus que nos ajude a comunicar de forma mais eficaz e nos guie para uma resolução que fortaleça nossa relação.

A oração pode ajudar a resolver os argumentos centrando-nos, acalmando as nossas emoções, fomentando a empatia, recordando-nos o nosso fundamento espiritual comum e abrindo os nossos corações à orientação de Deus para encontrarmos juntos um caminho a seguir.

E se não conseguirmos chegar a acordo sobre questões importantes?

Quando os casais encontram-se incapazes de concordar em questões importantes, pode ser uma fonte de grande estresse e conflito na relação. Mas é fundamental recordar que o desacordo em si não é necessariamente um sinal de uma relação doentia. Como observou o Papa Francisco, «onde quer que dois se reúnam, haverá conflito. Mas isto não é mau. Conflito significa apenas que duas coisas se unem que se opõem uma à outra e não concordam imediatamente. The fun part is working it through» (Cloud & Townsend, 2009).

A chave está na forma como abordamos e lidamos com estes desentendimentos. Aqui estão algumas estratégias que podem ajudar:

Procure compreender antes de ser compreendido: Muitas vezes, os conflitos aumentam porque cada parceiro está mais focado em fazer o seu ponto de vista do que verdadeiramente ouvir o outro. Aproveite o tempo para ouvir verdadeiramente a perspetiva do seu parceiro, fazendo perguntas para clarificar os seus pensamentos e sentimentos (Grenny et al., 2021).

Procure um terreno comum: Mesmo em áreas de desacordo, pode haver valores ou objetivos partilhados. A sua identificação pode constituir uma base para encontrar soluções de compromisso ou alternativas (Grenny et al., 2021).

Pratique a empatia: Tente colocar-se no lugar do seu parceiro. Compreender as suas motivações e preocupações pode ajudar a suavizar a sua posição e a abrir novas possibilidades de resolução (Grenny et al., 2021).

Utilizar as menções «I»: Expresse os seus próprios sentimentos e necessidades sem culpar ou atacar o seu parceiro. Isto pode ajudar a reduzir a defensiva e manter a comunicação aberta (Grenny et al., 2021).

Faça pausas quando necessário: Se as discussões se aquecerem, não há problema em fazer uma pausa para se acalmar antes de continuar a conversa (Stanley et al., 2013).

Procure ajuda exterior: Se for consistentemente incapaz de resolver questões importantes, considere aconselhar casais ou falar com um conselheiro espiritual de confiança que possa oferecer orientação e mediação.

Concentre-se no seu compromisso comum: Lembre-se de que está na mesma equipa, trabalhando para um objetivo comum de uma relação forte e amorosa (Grenny et al., 2021).

Esteja disposto a comprometer-se: Por vezes, encontrar um meio termo ou uma solução alternativa que dê resposta às preocupações de ambos os parceiros é o melhor caminho a seguir.

Rezem juntos: Como discutido anteriormente, a oração compartilhada pode ajudá-lo a concentrar-se em ambos e lembrá-lo de seu propósito mais elevado no casamento (Stanley et al., 2013).

Aceitar que algumas diferenças podem persistir: Nem todas as divergências precisam ser totalmente resolvidas. Às vezes, concordar em discordar respeitosamente em certas questões enquanto se concentra em seu amor e compromisso compartilhados pode ser uma abordagem saudável (Stanley et al., 2013).

Lembre-se, o objetivo não é eliminar todas as discordâncias, mas aprender a navegar pelas diferenças de uma forma que fortaleça, em vez de enfraquecer, a sua relação. Como o Papa Francisco nos encoraja: «Faça do conflito o seu aliado, não o seu inimigo. É o ferro que aguça o vosso casamento» (Cloud & Townsend, 2009). Ao abordar os desentendimentos com amor, respeito e compromisso com a compreensão, os casais podem se aproximar, mesmo através de suas diferenças.

Como podemos reparar a confiança depois que palavras nocivas são ditas?

Reparar a confiança depois que palavras prejudiciais foram trocadas é um processo delicado, mas crucial, para manter uma relação saudável. Como o Papa Francisco nos recorda, «a misericórdia não significa justificar o pecado, mas os pecadores». Esta perspetiva é essencial à medida que navegamos pelo caminho da cura e da reconciliação.

O primeiro passo para reparar a confiança é reconhecer o dano que foi feito. Ambos os parceiros têm de reconhecer o impacto das suas palavras e ações. Isso requer humildade e vontade de pôr de lado a defensividade. Como as Escrituras nos dizem, «Uma resposta suave afasta a ira, mas uma palavra dura desperta a ira» (Provérbios 15:1) (Sandford & Sandford, 2009). 

Pedir desculpas genuínas é fundamental. Isto vai além da simples expressão «desculpa» e implica expressar um verdadeiro remorso pela dor causada. É importante ser específico sobre o que está a pedir desculpa e evitar desculpas ou transferir a culpa. Um pedido de desculpas sincero pode parecer: «Sinto muito pelas coisas nocivas que disse. Enganei-me ao falar-te dessa forma e compreendo o quanto te magoou.»

O perdão é igualmente importante. Como cristãos, somos chamados a perdoar como fomos perdoados por Deus. Mas é importante compreender que o perdão é um processo e não um acontecimento único. Como sugere o investigador Frank Fincham, pode ser útil dizer: «Estou a trabalhar no sentido de vos perdoar», em vez de declarar imediatamente o perdão total (Hoffman, 2018). Isso reconhece a natureza contínua da cura enquanto ainda se compromete com o processo.

Reconstruir a confiança requer tempo e esforço consistente. O parceiro que falou dolorosamente tem de demonstrar através das suas ações que está empenhado em mudar. Isso pode envolver a aprendizagem de novas habilidades de comunicação, abordar questões subjacentes que levaram às palavras nocivas ou procurar aconselhamento, se necessário.

Para o parceiro ferido, é importante permitir espaço para a cura e, ao mesmo tempo, estar aberto à reconstrução da relação. Tal não significa esquecer o que aconteceu, mas optar por não se opor à outra pessoa enquanto esta trabalha para fazer as pazes (Stanley et al., 2013).

Ambos os parceiros devem concentrar-se em melhorar a sua comunicação. Isso inclui aprender a expressar sentimentos e necessidades de forma clara e respeitosa, ouvir ativamente uns aos outros e evitar linguagem defensiva ou acusatória. Praticar a empatia e procurar compreender as perspetivas uns dos outros pode contribuir significativamente para evitar futuras trocas prejudiciais.

A oração pode desempenhar um papel importante neste processo de cura. Orar juntos por orientação, força e capacidade de perdoar pode ajudá-lo a reconectar-se espiritual e emocionalmente. Recorde-se, como diz o Papa Francisco, que «o amor de Deus não é genérico. Olha com amor para cada homem e mulher, chamando-os pelo nome». Trazer esta abordagem personalizada e amorosa para a sua relação pode ajudar a restaurar a intimidade e a confiança.

Quais são os sinais de que os nossos argumentos estão a tornar-se insalubres ou abusivos?

Um dos principais indicadores de argumentos pouco saudáveis é a presença dos «Quatro Cavaleiros» identificados pelo investigador John Gottman: crítica, o desprezo, a defensividade, e o stonewalling. As críticas envolvem atacar o caráter do seu parceiro em vez de abordar comportamentos específicos. O desprezo vai mais longe, tratando o outro com desrespeito, zombaria ou nojo. A defesa desvia a responsabilidade, enquanto o bloqueio envolve o fechamento e a retirada da interação.

Outra bandeira vermelha é a utilização de táticas de «isca». Trata-se de provocar deliberadamente o seu parceiro a provocar uma reação negativa, muitas vezes como forma de obter controlo ou justificar a sua própria raiva (Baiting — Out of the FOG ⁇ Personality Disorders, Narcissism, NPD, BPD, n.d.). Se se vir a si próprio ou ao seu parceiro a pressionar intencionalmente os botões uns dos outros para intensificar os conflitos, trata-se de um sinal de padrões de comunicação pouco saudáveis.

A violência física ou as ameaças de violência nunca são aceitáveis em uma relação. Como Gary Thomas enfatiza fortemente, mesmo um único caso de abuso físico deve ser levado extremamente a sério (Thomas, 2013). Isso inclui não apenas bater, mas também qualquer forma de intimidação física ou danos à propriedade causados pela raiva.

O abuso emocional pode ser mais subtil, mas é igualmente prejudicial. Os sinais incluem críticas constantes, humilhação, comportamentos controladores, ciúme excessivo e tentativas de isolá-lo de amigos e familiares. Se sentir que está constantemente a andar sobre cascas de ovos para evitar a raiva do seu parceiro, este é um sinal de alerta sério (Hoffman, 2018).

Os argumentos pouco saudáveis envolvem frequentemente um padrão de invalidação, em que um dos parceiros rejeita ou deprecia sistematicamente os sentimentos e as experiências do outro. Isto pode levar a um colapso da intimidade emocional e confiança na relação (McBrien, 1994).

Outro sinal preocupante é quando os conflitos se intensificam constantemente rapidamente, com os parceiros a recorrerem rapidamente à chamada de nomes, a evocarem queixas passadas ou a fazerem afirmações extremas como «Vocês sempre...» ou «Vocês nunca...» (Stanley et al., 2013). Estes padrões tornam impossível abordar o problema real em questão e muitas vezes deixam ambos os parceiros se sentirem magoados e incompreendidos.

Se descobrir que os argumentos frequentemente levam um parceiro a ameaçar sair da relação ou a fazer outros ultimatos dramáticos, isso também é um sinal de uma dinâmica doentia. Embora ocupar espaço durante momentos aquecidos possa ser saudável, ameaçar repetidamente a estabilidade da relação como uma tática de manipulação não é.

É igualmente importante prestar atenção à forma como se sente após os argumentos. Se se sentir constantemente humilhado, sem esperança ou emocionalmente esgotado após conflitos, isto pode indicar que os seus argumentos estão a ter um impacto negativo no seu bem-estar (Hoffman, 2018).

Lembre-se, os desacordos saudáveis concentram-se na questão em questão, mantêm o respeito por ambos os parceiros e trabalham para uma resolução. Se os seus argumentos carecerem sistematicamente destes elementos e, em vez disso, o deixarem com medo, sem valor ou preso, é crucial procurar ajuda. Isto pode envolver aconselhamento de casais, terapia individual ou contacto com amigos de confiança, familiares ou líderes religiosos para apoio e orientação.

Como podemos nos aproximar através do conflito em vez de deixá-lo dividir-nos?

O conflito, quando abordado com sabedoria e amor, pode tornar-se um caminho para uma intimidade e compreensão mais profundas em um relacionamento. Como o Papa Francisco belamente expressa, «Os conflitos não têm de nos dividir. Com efeito, as divisões podem gerar polarizações estéreis, mas dão novos frutos valiosos» (Francis & Ivereigh, 2020). Esta perspectiva convida-nos a ver o conflito não como uma ameaça à nossa relação, mas como uma oportunidade de crescimento e ligação mais profunda.

O primeiro passo para usar o conflito como uma ferramenta para o crescimento é mudar a nossa mentalidade sobre os desentendimentos. Em vez de vê-los como batalhas a serem vencidas, podemos vê-los como oportunidades para compreender melhor uns aos outros. Esta mudança de perspetiva permite-nos abordar os conflitos com curiosidade e não com defensividade (Grenny et al., 2021).

A comunicação é fundamental para transformar os conflitos em oportunidades de proximidade. Pratique a escuta ativa, procurando verdadeiramente compreender a perspetiva do seu parceiro antes de responder. Utilize as declarações «Eu» para expressar os seus próprios sentimentos e necessidades sem culpa nem acusação. Por exemplo, em vez de dizer «nunca me ouves», tente «Sinto-me inaudito quando discutimos esta questão» (Grenny et al., 2021).

É importante manter o respeito e o carinho mesmo em meio a desacordos. Pequenos gestos de amor – um toque, uma palavra amável ou um momento de humor – podem ajudar a manter a sua ligação emocional forte, mesmo quando está a lidar com problemas difíceis.

Lembre-se de que o objetivo não é evitar todos os conflitos, mas aprender a navegar de forma saudável. Como aconselha o apóstolo Paulo, «Se é possível, na medida em que depende de vós, vivei em paz com todos» (Romanos 12:18) (Stanley et al., 2013). Tal não significa estar sempre de acordo, mas sim comprometer-se a encontrar formas pacíficas de resolver as suas diferenças.

Pratique o perdão e a graça. Todos cometemos erros e dizemos coisas que lamentamos no calor do momento. Ser rápido a perdoar e lento a ofender-se pode ajudar a evitar que pequenos conflitos se transformem em grandes divisões (Sandford & Sandford, 2009).

Procure as necessidades e desejos subjacentes à posição do seu parceiro. Muitas vezes, o que parece ser um desacordo acerca de uma questão específica é realmente acerca de necessidades emocionais mais profundas de segurança, respeito ou validação. Ao abordar estas necessidades subjacentes, pode frequentemente encontrar soluções que satisfazem ambos os parceiros (Voss & Raz, 2016).

Usar os conflitos como oportunidades para resolver problemas em conjunto. Quando enfrentar um desentendimento, aproxime-se dele como uma equipa que trabalha para encontrar uma solução, e não como adversários. Esta abordagem colaborativa pode fortalecer a sua ligação e melhorar a sua capacidade de trabalhar em conjunto em todas as áreas da sua relação (Stanley et al., 2013).

Não tenha medo de procurar ajuda quando necessário. Às vezes, uma perspetiva externa de um conselheiro ou conselheiro espiritual pode fornecer informações valiosas e ferramentas para navegar em conflitos difíceis.

Finalmente, lembre-se de que crescer através do conflito é um processo que requer tempo e prática. Sejam pacientes consigo mesmos e uns com os outros à medida que aprendem novas formas de comunicar e resolver as diferenças. Comemore pequenas vitórias e melhorias ao longo do caminho.

Como o Papa Francisco nos recorda, «o amor é uma viagem, uma peregrinação. Nem sempre é fácil, mas vale sempre a pena». Ao abordar os conflitos com amor, respeito e compromisso com a compreensão, os casais podem se aproximar através de seus desafios, emergindo com uma relação mais forte e resiliente.

Que papel deve desempenhar a ajuda externa (como o aconselhamento) na resolução de conflitos em curso?

O caminho do matrimónio é de grande alegria, mas também de desafios que põem à prova a nossa paciência, compreensão e amor. Quando os conflitos persistem e parecem intransponíveis, não devemos ter medo de buscar a sabedoria e a orientação de outros que possam ajudar a iluminar o caminho a seguir. Como já disse muitas vezes, não estamos destinados a andar sozinhos, mas a apoiar uns aos outros em comunidade.

A ajuda externa, como o aconselhamento, pode desempenhar um papel vital na resolução de conflitos em curso dentro de um casamento. Proporciona um espaço seguro para os casais expressarem as suas lutas abertamente, com um profissional treinado para mediar e oferecer novas perspetivas. Como as Escrituras nos dizem: "Onde não há orientação, cai um povo, mas em abundância de conselheiros há segurança" (Provérbios 11:14). 

O aconselhamento pode ajudar os casais a desenvolver melhores competências de comunicação, permitindo-lhes ouvir e compreender verdadeiramente as necessidades e preocupações uns dos outros. Ele pode lançar luz sobre padrões insalubres de interação que podem ter se desenvolvido ao longo do tempo, e fornecer ferramentas para libertar-se desses ciclos. Um conselheiro também pode ajudar os cônjuges a reconhecerem as suas próprias contribuições para os conflitos, promovendo a humildade e a vontade de mudar.

Mas devemos recordar que procurar ajuda não é um sinal de fraqueza, mas de força e compromisso com o matrimónio. Demonstra o desejo de um casal de crescer em conjunto e superar obstáculos, em vez de permitir que o ressentimento apodreça. Tal como lemos nos documentos conexos, «Se forem sinceros quanto ao aumento da vossa capacidade de «servir uns aos outros no amor», o que partilhamos convosco será muito mais fácil de pôr em prática» (Stanley et al., 2013).

Ao mesmo tempo, a ajuda externa não deve substituir o trabalho fundamental que deve ser feito pelo próprio casal. É um apoio, não uma solução. A verdadeira cura e reconciliação devem vir de dentro do casamento, através da oração, do perdão e de um renovado compromisso de amar e servir uns aos outros. Como Papa, encorajo os casais a verem o aconselhamento como um recurso valioso no seu caminho para uma maior unidade e compreensão.

Como podemos cultivar a unidade e a unidade em nossa relação, mesmo quando discordamos?

A procura da unidade no casamento é um reflexo da própria unidade de Deus – a Trindade, três Pessoas em perfeita comunhão. Mesmo em nossa imperfeição humana, somos chamados a lutar por este ideal de unidade em nossos casamentos. Mas como podemos conseguir isso, especialmente diante de desentendimentos?

Devemos enraizar a nossa relação na oração e numa vida espiritual partilhada. Tal como lemos nos documentos conexos, «A intimidade espiritual pode ser alimentada de tantas formas diferentes. Orar juntos. A servir em conjunto. Partilhar entre si o que aprenderam nos vossos tempos de silêncio» (Jennifer Konzen, 2019). Quando convidamos Deus para a nossa relação, Ele torna-se o fundamento sobre o qual construímos a nossa unidade.

Em segundo lugar, devemos cultivar uma amizade profunda dentro do nosso casamento. Isso significa criar tempo para a alegria, o riso e as experiências compartilhadas. Como as Escrituras nos recordam, «Dois são melhores do que um... Se dois se deitarem juntos, aquecer-se-ão» (Eclesiastes 4:9-11). Esta amizade fornece um reservatório de boa vontade que pode sustentar-nos através de desentendimentos.

Quando surgem conflitos, devemos abordá-los com humildade e vontade de compreender a perspetiva do nosso cônjuge. Isto requer escuta activa e empatia. Como lemos, «esforçar-se por ver a perspetiva uns dos outros em meio a conflitos pode ajudar os casais a obter essa ligação mais estreita» (Jennifer Konzen, 2019). Lembrem-se, o objetivo não é ganhar um argumento, mas encontrar uma solução que fortaleça a vossa unidade.

Também é fundamental manter o respeito e a bondade, mesmo em desacordo. Palavras ou ações duras podem criar feridas profundas que minam a unidade. Como São Paulo nos exorta: "Sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como Deus vos perdoou em Cristo" (Efésios 4:32).

Temos que aprender a perdoar rápida e completamente. Manter rancores ou mágoas passadas cria barreiras à unidade. Em vez disso, sigamos o exemplo de Cristo de perdão e misericórdia sem limites.

Finalmente, lembre-se de que a unidade não é a uniformidade. Tu e o teu cônjuge são indivíduos únicos, e é natural ter opiniões e preferências diferentes. A verdadeira unidade abraça estas diferenças, reconhecendo que podem enriquecer a vossa relação. Como lemos, «as próprias diferenças que fazem parte da nossa atração, para começar, acabam por se tornar a base da nossa fricção e frustração» (Stanley et al., 2013). Em vez de permitir que estas diferenças os dividam, veja-as como oportunidades de crescimento e compreensão mútua.

Cultivar a unidade no casamento é uma viagem ao longo da vida. Requer paciência, perseverança e, sobretudo, amor. Mas com a graça de Deus e o vosso compromisso mútuo, podem construir um casamento que reflita verdadeiramente a bela unidade a que todos somos chamados.

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