
O Cardeal Pietro Parolin fala numa conferência de imprensa da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) em Roma, Itália, no dia 28 de setembro de 2017. / Daniel Ibáñez/CNA.
Cidade do Vaticano, 16 de outubro de 2025 / 07:00 am (CNA).
A organização católica internacional sem fins lucrativos Aid to the Church in Need (ACN) divulgará o seu relatório mundial sobre a liberdade religiosa em Roma, na próxima semana, com uma conferência de 21 de outubro em que participará o secretário de Estado do Vaticano e as vítimas de perseguição religiosa.
O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, apresentará o «Religious Freedom in the World Report 2025» com um discurso no centro de conferências do Pontifício Instituto Patristico Augustinianum, perto do Vaticano.
O relatório, publicado a cada dois anos desde 1999, é um estudo global sobre a liberdade religiosa e a perseguição em todos os países e grupos religiosos.
«Desde a primeira edição do RFR, a situação tem vindo a agravar-se de forma constante e, infelizmente, espera-se que esta tendência negativa continue», afirmou Marta Petrosillo, chefe de redação do relatório, num comunicado de imprensa publicado antes do seu lançamento.
Segundo a ACN, o relatório deste ano destaca o continente africano, em especial a propagação da violência jiadista nos países de Moçambique e da República Democrática do Congo.
A conferência de um dia contará com as vozes de especialistas em liberdade religiosa e cristãos perseguidos da Nigéria, Síria, Índia, Sudão e Paquistão.
A segunda metade do dia também incluirá um painel de oradores sobre as crescentes restrições à liberdade religiosa nas sociedades democráticas no Ocidente, incluindo a pressão legal e cultural, a intolerância secularista e os desafios ao testemunho público.
Em 2024, a ACN gastou mais de $150 milhões em milhares de projetos em 137 países.
Em uma audiência com membros da organização sem fins lucrativos no Vaticano em 10 de outubro, O Papa Leão XIV enfatizou a importância do seu trabalho, especialmente num mundo que continua a «testemunhar uma hostilidade e violência crescentes contra aqueles que têm crenças diferentes, incluindo muitos cristãos».
