Relações cristãs: Ter uma namorada é um pecado?




  • A Bíblia não usa explicitamente o termo «namorada», mas enfatiza que a conduta nas relações românticas deve honrar a Deus, como se vê nos exemplos de Jacó e Raquel, ou Rute e Boaz.
  • Ao procurar uma namorada cristã, procure alguém dedicado ao Senhor, demonstre os frutos do Espírito, esteja comprometido com o crescimento da fé, tenha caráter forte, trate bem os outros, compartilhe seus valores, lide com o conflito de forma madura e inspire-o a ser um melhor seguidor de Cristo.
  • Os sentimentos românticos são naturais e não pecaminosos. devem ser navegadas com a sabedoria e a orientação de Deus, assegurando que os pensamentos e as ações honram a Deus e respeitam os outros.
  • O namoro cristão e o namoro diferem em intencionalidade, envolvimento familiar, abordagem à intimidade e cronogramas, mas ambos devem honrar a Deus e seguir os princípios bíblicos.

Ter uma namorada antes do casamento é biblicamente aceitável?

Esta pergunta toca o coração de muitos jovens fiéis que procuram honrar a Deus nas suas relações. Embora a Bíblia não utilize explicitamente o termo «namorada», fornece princípios para orientar a nossa conduta nas relações românticas antes do casamento.

Primeiro, devemos lembrar que Deus nos criou como seres relacionais, com a capacidade de ligações emocionais e espirituais profundas. O desejo de companheirismo e amor romântico é um belo presente do nosso Criador. Mas, como todos os dons, deve ser gerido com sabedoria e reverência pelo desígnio de Deus.

Nas Escrituras, vemos exemplos de casais que formaram relações antes do casamento, como Jacó e Raquel, ou Rute e Boaz. Estas histórias nos mostram que é possível seguir uma relação romântica de uma forma que honra a Deus. A chave não está em ter uma namorada, mas em como se conduz dentro dessa relação.

O apóstolo Paulo oferece orientação que pode aplicar-se a relacionamentos românticos: «Não repreendas severamente um homem mais velho, mas exorta-o como se fosse teu pai. Trate os homens mais jovens como irmãos, as mulheres mais velhas como mães e as mulheres mais jovens como irmãs, com pureza absoluta" (1 Timóteo 5:1-2). Este apelo à pureza e ao respeito deve moldar a nossa abordagem às relações românticas.

Ter a Namorada cristã antes de casar-se pode ser aceitável se a relação está enraizada na fé mútua, no respeito e no compromisso de honrar a Deus. Deve ser uma relação que incentive o crescimento espiritual, apoie a caminhada mútua com Cristo e mantenha limites físicos e emocionais que protejam a pureza de ambas as pessoas.

Mas temos de ser cautelosos. A tentação de comprometer os nossos valores ou de colocar a relação acima da nossa relação com Deus está sempre presente. Como o Cântico dos Cânticos aconselha sabiamente, «Não despertes nem despertes o amor até que assim o deseje» (Cântico dos Cânticos 2:7). Isto lembra-nos para guardar nossos corações e não correr para a intimidade emocional ou física antes do momento apropriado.

Ter uma namorada não deve ser visto como um fim em si mesmo, mas como um passo potencial para discernir a vontade de Deus para o casamento. É um tempo de conhecer uns aos outros, crescer juntos na fé e considerar em oração se Deus está chamando-os a um compromisso para toda a vida.

Se optar por entrar numa relação, faça-o com intencionalidade e oração. Buscai a sabedoria dos crentes maduros e mantende a vossa relação fundamentada na vossa fé partilhada. Recorde-se que o objetivo não é apenas encontrar um parceiro, mas crescer em santidade e refletir o amor de Cristo uns pelos outros e pelo mundo.

Em todas as coisas, deixe que o amor seja o seu guia – primeiro o amor a Deus e depois o amor aos outros. Ao percorrer o caminho dos relacionamentos românticos, procure sempre honrar o Senhor e tratar a sua namorada com o respeito e a dignidade próprios de uma filha de Deus.

O que devo procurar em uma namorada cristã?

Procure uma mulher cujo coração é verdadeiramente dedicado ao Senhor. Esta é a base sobre a qual repousam todas as outras qualidades. Como as Escrituras nos dizem: «O encanto é enganoso e a beleza é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor deve ser louvada" (Provérbios 31:30). Um verdadeiro amor a Deus manifestar-se-á em vários aspetos da sua vida – o seu caráter, as suas prioridades e as suas relações com os outros.

Procure alguém que demonstre os frutos do Espírito em sua vida diária: «o amor, a alegria, a paz, a tolerância, a bondade, a bondade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio» (Gálatas 5:22-23). Estas qualidades são a prova de uma vida transformada por Cristo e contribuirão para uma relação saudável e que honra a Deus.

Procure uma mulher que está empenhada em crescer em sua fé. Tal significa que deve participar ativamente numa comunidade eclesial, estudar regularmente a Palavra de Deus e procurar aplicar os princípios bíblicos na sua vida. À medida que o ferro aguça o ferro, sua relação deve ser aquela em que vocês incentivam e desafiam uns aos outros a se aproximarem de Cristo.

Considere o seu carácter e a sua integridade. Demonstra honestidade, fiabilidade e coerência nas suas palavras e acções? É alguém que mantém os seus compromissos e assume a responsabilidade pelos seus erros? Estas qualidades são cruciais para construir a confiança e uma base sólida para um futuro potencial em conjunto.

Observe como ela trata os outros, especialmente aqueles que não podem beneficiá-la. Jesus ensinou-nos a amar o próximo como a nós mesmos, e uma mulher que verdadeiramente segue a Cristo mostrará compaixão, bondade e respeito a todas as pessoas, independentemente de seu status ou do que possam oferecer em troca.

Procure alguém que partilhe os seus valores e visão para a vida. Embora não seja necessário chegar a acordo sobre tudo, o alinhamento em questões fundamentais como a fé, a família e os objetivos de vida é importante para a compatibilidade a longo prazo. Conseguem imaginar servir a Deus em conjunto e apoiar os chamados uns dos outros?

Preste atenção à forma como lida com conflitos e dificuldades. Um cristão maduro abordará os desafios com graça, humildade e vontade de procurar a reconciliação. A capacidade de se comunicar abertamente, perdoar prontamente e trabalhar com problemas juntos é essencial para uma relação saudável.

Considere a sua maturidade emocional e espiritual. É autoconsciente e capaz de refletir sobre as suas próprias áreas de crescimento? Assume a responsabilidade pelas suas emoções e acções em vez de culpar os outros? Uma namorada que é emocionalmente madura contribuirá para uma relação mais estável e gratificante com a intimidade genuína.

Finalmente, procure alguém que o inspire a ser um melhor seguidor de Cristo. A vossa relação deve edificar-se mutuamente, encorajando-vos a crescer na vossa fé e a viver mais plenamente o vosso chamado.

Lembre-se, que nenhuma pessoa é perfeita, e a viagem da fé está em andamento para todos nós. O que mais importa é um coração que está genuinamente à procura de seguir a Cristo e uma vontade de crescer juntos em amor e fé.

É pecaminoso ter sentimentos românticos por alguém com quem não estás casado?

Primeiro, devemos reconhecer que os sentimentos românticos são uma parte natural da experiência humana. Deus nos criou com a capacidade de amor, atração e ligação emocional. Estes sentimentos, em si mesmos, não são pecaminosos. De facto, podem ser um reflexo do amor que Deus tem por nós e do amor que somos chamados a ter uns pelos outros.

O Cântico dos Cânticos, um livro do Antigo Testamento, celebra o amor romântico e a atração entre duas pessoas solteiras. Retrata estes sentimentos como belos e dados por Deus, mostrando-nos que o amor romântico tem um lugar no plano de Deus para as relações humanas.

Mas, como todos os aspetos das nossas vidas, os nossos sentimentos românticos devem estar sujeitos à sabedoria e orientação de Deus. A chave não está na existência desses sentimentos, mas na forma como escolhemos agir de acordo com eles. Como o apóstolo Paulo nos recorda, «Tudo me é permitido, mas nem tudo é benéfico» (1 Coríntios 6:12).

É quando permitimos que nossos sentimentos românticos nos levem a pensamentos ou ações que desonram a Deus ou desrespeitem os outros que entramos no reino do pecado. Jesus nos ensina que mesmo olhar para alguém com intenção luxuriosa é uma forma de adultério no coração (Mateus 5:28). Isto ensina-nos que devemos estar atentos não só às nossas ações, mas também aos nossos pensamentos e intenções.

Então, como podemos navegar estes sentimentos de uma forma que honra a Deus? Primeiro, devemos reconhecê-los perante Deus. Levai a Ele os vossos sentimentos em oração, procurando a Sua orientação e sabedoria. Deus conhece os nossos corações e compreende as nossas lutas. Ele não está surpreso ou chocado com os nossos sentimentos, e Ele deseja ajudar-nos a navegá-los de uma forma que leve ao nosso crescimento e à Sua glória.

Em segundo lugar, devemos exercer autocontrole, que é um fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23). Isto significa sermos intencionais acerca dos nossos pensamentos e ações, estabelecermos limites apropriados nas nossas relações e sermos responsáveis perante amigos ou mentores de confiança.

Se está a sentir sentimentos românticos por alguém com quem não é casado, pondere se manter uma relação com essa pessoa pode ser adequado e honrar a Deus. Se assim for, aproxime-se da situação com oração, sabedoria e respeito pela outra pessoa. Se uma relação não for apropriada ou possível, peça a Deus a força para redirecionar seus sentimentos e concentrar-se em outros aspectos de sua vida e fé.

Lembre-se de que o plano de Deus para as nossas vidas, incluindo as nossas relações românticas, é, em última análise, para o nosso bem e para a Sua glória. Ele deseja que experimentemos o amor e a companhia, mas de maneiras que reflitam seu caráter e tempo.

Não esqueçamos também a importância de cultivar o amor ágape – o amor altruísta e sacrificial que Cristo demonstrou por nós. À medida que crescemos neste tipo de amor, ele pode nos ajudar a colocar nossos sentimentos românticos em perspectiva e guiar-nos no tratamento dos outros com respeito e dignidade, independentemente de nossos apegos emocionais.

Em todas as coisas, procuremos honrar a Deus com nossos corações, mentes e corpos. Que nossos sentimentos românticos, quando surgirem, sejam uma oportunidade para nos aproximarmos de Deus, crescermos em autocontrole e sabedoria e tratarmos os outros com o amor e respeito que convém aos filhos de Deus.

Qual é a diferença entre namoro e namoro no cristianismo?

O namoro, como é comumente compreendido na nossa cultura moderna, normalmente envolve duas pessoas que passam tempo juntas para explorar sentimentos românticos e compatibilidade. Pode ser de natureza mais casual, especialmente nas suas fases iniciais, e pode nem sempre ter uma intenção clara em relação ao casamento desde o início. Em contextos cristãos, o namoro ainda pode ser praticado com a intenção de honrar a Deus, manter a pureza e buscar a vontade Dele para um potencial parceiro matrimonial.

O namoro, por outro lado, é muitas vezes visto como uma abordagem mais intencional e estruturada para as relações pré-maritais. Geralmente começa com a clara intenção de explorar a possibilidade do casamento. O namoro muitas vezes envolve as famílias de ambos os indivíduos e coloca uma forte ênfase na compatibilidade espiritual e nos valores de fé compartilhados.

As principais diferenças entre namoro e namoro em contextos cristãos muitas vezes encontram-se nas áreas de intencionalidade, envolvimento da família e da comunidade, e a abordagem à intimidade física e emocional.

Intencionalidade: Normalmente, o namoro começa com um objetivo claro de avaliar um potencial parceiro matrimonial. Muitas vezes, há um entendimento desde o início de que, se o casal não for compatível com o casamento, a relação terminará. O namoro, embora possa ser praticado com intencionalidade, às vezes pode começar com objetivos menos definidos.

Envolvimento familiar e comunitário: No namoro, as famílias de ambos os indivíduos geralmente estão ativamente envolvidas desde o início. Isso pode incluir datas acompanhadas, reuniões familiares e a procura da bênção dos pais. No namoro, enquanto a entrada da família pode ser valorizada, o casal muitas vezes tem mais autonomia nas fases iniciais do relacionamento.

Abordagem à Intimidade: O namoro muitas vezes enfatiza limites mais rigorosos quando se trata de intimidade física e emocional. O foco está em conhecer o caráter, os valores e a vida espiritual uns dos outros, com o afeto físico muitas vezes limitado para evitar o apego emocional prematuro. O namoro pode permitir mais flexibilidade nesta área, embora o namoro cristão ainda deva priorizar a pureza e o respeito.

Quadro temporal: O namoro é muitas vezes visto como um caminho mais curto para o casamento, com o período de namoro normalmente durando meses em vez de anos. As relações de namoro podem estender-se por períodos mais longos sem um cronograma claro para o casamento.

Estas são distinções gerais, e na prática, muitas relações cristãs podem cair em algum lugar entre estas duas abordagens ou incorporar elementos de ambos.

Independentemente de escolhermos namoro ou namoro, o fator mais importante é que a relação honra a Deus e segue os princípios bíblicos. Ambas as abordagens podem ser praticadas de maneiras que glorificam a Deus ou de maneiras que se afastam de seu desígnio.

O mais importante não é o rótulo que damos às nossas relações pré-matrimoniais, mas o coração e a intenção por trás delas. Procuramos honrar a Deus nas nossas escolhas? Estamos a tratar a outra pessoa com respeito e dignidade? Estamos crescendo em nossa fé e encorajando-nos uns aos outros em direção à semelhança de Cristo?

Lembrem-se das palavras do apóstolo Paulo: "Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (1 Coríntios 10:31). Isto também se aplica às nossas relações românticas. Quer opte por lhe chamar namoro ou namoro, deixe que a sua relação se caracterize pelo amor, respeito, pureza e um desejo sincero de seguir a vontade de Deus.

Como podem os cristãos discernir se uma relação de namoro é a vontade de Deus?

Discernir a vontade de Deus para uma relação de namoro requer paciência, oração e reflexão cuidadosa. Embora não haja uma fórmula simples, há vários princípios-chave que podem nos guiar.

Devemos entregar nossos desejos a Deus. Como São Paulo nos recorda, devemos estar «preocupados com os assuntos do Senhor — como podemos agradar ao Senhor» (1 Coríntios 7:32). Isto significa colocar a nossa relação com Deus em primeiro lugar, acima de qualquer relação humana. Quando alinhamos os nossos corações com a vontade de Deus, tornamo-nos mais sintonizados com a Sua orientação.

Em seguida, devemos examinar a base espiritual da relação. Ambas as pessoas estão empenhadas em crescer em sua fé? Encorajam o desenvolvimento espiritual uns dos outros? Uma relação que o aproxima de Deus é mais provável de estar de acordo com a sua vontade. Como as Escrituras nos dizem: "Não vos junteis aos incrédulos" (2 Coríntios 6:14). Isto não significa que deva chegar a acordo sobre todos os pontos teológicos, mas deve haver um compromisso comum de seguir a Cristo.

Também devemos olhar para os frutos da relação. É o que há de melhor em ambas as pessoas? Reflecte as virtudes do amor, da alegria, da paz, da paciência, da bondade, da fidelidade, da mansidão e do domínio próprio (Gálatas 5:22-23)? Uma relação cristã alinhada com a vontade de Deus deve ajudar ambas as pessoas a crescer em santidade e amor pelos outros.

Procurar conselhos sábios é outro passo importante. Provérbios 15:22 diz-nos: «Os planos falham por falta de aconselhamento, mas, com muitos conselheiros, são bem-sucedidos.» Fale com mentores de confiança, membros da família ou líderes espirituais que possam oferecer uma perspetiva externa sobre a sua relação.

Preste atenção à paz no seu coração. Embora as emoções possam induzir em erro, um profundo sentimento de paz acompanha frequentemente decisões que se alinham com a vontade de Deus. Como diz Colossenses 3:15: "Que a paz de Cristo domine em vossos corações."

Por fim, seja paciente e conceda-lhe tempo para o discernimento. Correr para um compromisso por medo ou impaciência pode nos desviar. Confia no calendário de Deus e no seu plano para a tua vida.

Lembrem-se, meus filhos, que a vontade de Deus não é um mistério a ser resolvido, mas uma relação a ser vivida. À medida que vos aproximardes Dele, tornar-vos-eis naturalmente mais sintonizados com a Sua orientação em todas as áreas da vida, incluindo as vossas relações.

Quais são os sinais de que uma relação de namoro está a tornar-se um ídolo?

Primeiro, analise as suas prioridades. Se a sua relação consistentemente tem precedência sobre o seu tempo com Deus, este é um sinal claro de advertência. Está a negligenciar a oração, a leitura das Escrituras ou a frequência à igreja por causa do seu parceiro? Lembrai-vos das palavras de Jesus: "Buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas" (Mateus 6:33).

Considere a sua dependência emocional. Embora seja normal cuidar profundamente do seu parceiro, uma dependência pouco saudável dele para a sua felicidade e senso de valor pode indicar idolatria. Sentes-te perdido ou incompleto sem eles? O verdadeiro cumprimento vem apenas de Deus, como o salmista nos recorda: «Quem tenho eu no céu senão tu? E a terra não tem nada que eu deseje além de vós" (Salmo 73:25).

Refletir sobre o seu processo de tomada de decisões. Está a fazer escolhas baseadas principalmente em agradar ao seu parceiro, mesmo que isso signifique comprometer os seus valores ou os ensinamentos de Deus? Esta pode ser uma forma subtil de idolatria, colocando a vossa relação acima da vossa obediência a Deus.

Preste atenção às suas reações quando a relação está ameaçada. O medo, a ansiedade ou a raiva excessivos com a ideia de perder o seu parceiro podem indicar que colocou demasiada segurança na relação e não em Deus.

Sejam honestos com as vossas motivações. Estais a perseguir esta relação por um desejo genuíno de honrar a Deus e servir aos outros, ou estais a procurar preencher um vazio que só Deus pode verdadeiramente satisfazer? Como dizia Santo Agostinho: «Os nossos corações estão inquietos até que descansem em Ti.»

Considera como a tua relação afeta outras áreas importantes da tua vida. Isso o levou a negligenciar a família, os amigos ou as responsabilidades? Uma relação centrada em Deus deve aumentar, não diminuir, a sua capacidade de amar e servir aos outros.

Finalmente, examine a sua vontade de acabar com a relação, se necessário. Se não se pode imaginar a vida sem esta pessoa, mesmo que continuar a relação signifique desobedecer a Deus, isso é um sinal claro de idolatria.

Lembrem-se, meus filhos, que o nosso objectivo final é amar a Deus com todo o nosso coração, alma, mente e força (Marcos 12:30). Uma relação saudável e que honra a Deus irá aproximá-lo dele, não competir pelo seu lugar na sua vida. Se reconheceres sinais de idolatria na tua relação, não te desesperes. Em vez disso, aproveite esta oportunidade para realinhar o seu coração com a vontade de Deus e procurar a sua orientação em todos os aspetos da sua vida, incluindo as suas relações românticas.

Quais são os princípios bíblicos para romper-se em uma relação de namoro cristão?

Terminar uma relação de namoro pode ser uma experiência dolorosa e desafiadora. Mas, como seguidores de Cristo, somos chamados a nos conduzir com amor, integridade e respeito, mesmo em circunstâncias difíceis. Vamos considerar alguns princípios bíblicos para guiar-nos através deste processo.

Devemos abordar a situação com oração e discernimento. Como Tiago 1:5 nos diz: «Se algum de vós carece de sabedoria, peça a Deus, que dá generosamente a todos sem encontrar culpa, e isso lhe será dado.» Procure a orientação e a paz de Deus antes de tomar qualquer ação.

A honestidade é fundamental. Efésios 4:15 encoraja-nos a «falar a verdade em amor». Seja claro e verdadeiro sobre as suas razões para terminar a relação, mas faça-o com bondade e compaixão. Evite culpas ou palavras duras que possam causar mágoas desnecessárias.

O tempo e a configuração são considerações importantes. Escolha um local privado e uma altura em que ambos possam falar sem interrupção. Como nos recorda Eclesiastes 3:1, «há tempo para tudo e tempo para todas as atividades debaixo dos céus.» Seja sensível às circunstâncias do seu parceiro e, se possível, evite separar-se em momentos particularmente stressantes.

Demonstrar respeito e empatia. Lembre-se de que o seu parceiro é feito à imagem de Deus e merece ser tratado com dignidade. Ponha-se no lugar deles e considere como gostaria de ser tratado nesta situação. Isto reflete o ensinamento de Cristo em Mateus 7:12, «Assim, em tudo, faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti.»

Assuma a responsabilidade por seus próprios sentimentos e decisões. Evite utilizar frases como «Deus disse-me para acabar contigo», que podem ser prejudiciais e manipuladoras. Em vez disso, expresse as suas próprias convicções e sentimentos de forma clara e assuma a sua decisão.

Esteja preparado para oferecer o perdão e buscá-lo, se necessário. Se houve mágoas ou erros na relação, siga o exemplo do perdão de Cristo. Como Colossenses 3:13 instrui: "Levai-vos uns aos outros e perdoai-vos uns aos outros, se algum de vós tiver alguma queixa contra alguém. Perdoai como o Senhor vos perdoou.»

Definir limites claros para o futuro. Isto pode incluir limitar o contacto por um tempo para permitir a cura. Seja claro sobre as suas expetativas de avançar, quer isso signifique manter-se amigo ou manter a distância.

Reze pelo bem-estar e pela cura do seu antigo parceiro. Jesus chama-nos a amar o próximo como a nós mesmos (Marcos 12:31), e isto inclui aqueles que namoramos. Peça a Deus para abençoá-los e guiá-los, mesmo que se movam em direções separadas.

Por último, confie no plano de Deus para a sua vida. Lembrem-se da promessa em Jeremias 29:11, «Porque eu sei os planos que tenho para vós», declara o Senhor, «planos para vos prosperar e não para vos prejudicar, planos para vos dar esperança e um futuro.» Tenham fé de que Deus pode tirar o bem desta situação, mesmo que seja difícil de ver no momento.

Quebrar-se nunca é fácil, mas seguindo estes princípios bíblicos, podemos navegar neste processo desafiador com graça e integridade. Que possais encontrar conforto no amor e na orientação de Deus, enquanto procurais honrá-Lo em todas as vossas relações.

Como os solteiros podem honrar a Deus enquanto desejam o casamento?

O desejo de um futuro matrimónio é um desejo belo e natural que Deus colocou em muitos corações. No entanto, como solteiros, somos chamados a viver plena e alegremente em nossas circunstâncias presentes, honrando a Deus em tudo o que fazemos. Vamos refletir sobre como podemos abraçar esta época da vida enquanto alimentamos a nossa esperança de casamento.

Primeiro, devemos reconhecer que nossa identidade primária não está em nosso estado civil, mas em nossa relação com Cristo. Como São Paulo nos recorda, «Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão têm qualquer valor. A única coisa que conta é a fé expressar-se através do amor» (Gálatas 5:6). Cultive uma relação profunda e pessoal com Deus. Que este seja o fundamento da tua vida, solteira ou casada.

Use este tempo para crescer em santidade e carácter. Desenvolva as virtudes que o tornarão um bom cônjuge e pai se o casamento estiver no seu futuro. Pratique a paciência, a bondade, o altruísmo e o perdão. Como 1 Coríntios 13:4-7 descreve o amor, esforçai-vos por incorporar essas qualidades em todas as vossas relações.

Servir os outros com a liberdade que a unicidade proporciona. São Paulo fala da devoção indivisa que as pessoas solteiras podem oferecer ao Senhor (1 Coríntios 7:32-35). Envolver-se no ministério, trabalho voluntário ou atos de serviço que os indivíduos casados podem encontrar mais desafiador. A vossa unicidade pode ser um dom para a Igreja e para o mundo.

Construa amizades fortes e piedosas. Rodeie-se de pessoas que encorajam a sua fé e compartilham os seus valores. Estas relações podem fornecer apoio, responsabilização e oportunidades de crescimento. Como Provérbios 27:17 diz: "Assim como o ferro afia o ferro, assim também uma pessoa afia a outra."

Prosseguir o crescimento e desenvolvimento pessoal. Utilize este tempo para continuar a sua educação, desenvolver novas competências ou explorar interesses que possam enriquecer a sua vida e potencialmente beneficiar a sua futura família. Lembrem-se, estão a preparar-se para uma pessoa, não apenas para um papel.

Pratique o contentamento enquanto mantém a esperança. Como São Paulo escreveu: "Aprendi a contentar-me com quaisquer circunstâncias" (Filipenses 4:11). Tal não significa suprimir o seu desejo de casamento, mas sim encontrar alegria e propósito na sua situação atual, confiando simultaneamente no calendário e no plano de Deus.

Guarda o teu coração e a tua mente. Tenha cuidado com os meios de comunicação social que consome e com as mensagens culturais que interioriza sobre as relações e o casamento. Em vez disso, encha a sua mente com a verdade de Deus sobre o amor, as relações e o seu valor como seu filho amado.

Se escolher datar, faça-o com intenção e integridade. Defina limites claros que honrem a Deus e respeitem a outra pessoa. Lembra-te que namoro não é apenas sobre encontrar um cônjuge, mas sobre discernir a vontade de Deus e crescer na sua capacidade de amar.

Reza pelo teu futuro cônjuge, se o casamento é o plano de Deus para ti. Esta prática pode ajudá-lo a manter a esperança enquanto também cultiva um espírito de amor e altruísmo. Rezai pelo seu crescimento, proteção e preparação, assim como rezais pelos vossos.

Por último, confiar na bondade de Deus e na oportunidade perfeita. Como Isaías 40:31 promete: «Aqueles que esperam no Senhor renovarão as suas forças.» O vosso valor não é determinado pela vossa relação, mas pela vossa identidade como filhos amados de Deus.

Lembremo-nos de que, seja solteiro ou casado, nosso último chamado é amar a Deus e amar os outros. Vivendo fielmente este chamado nas vossas circunstâncias actuais, honrais a Deus e preparais o vosso coração para qualquer futuro que Ele tenha planeado para vós.

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