Qual é a definição bíblica de piedade?
Quando falamos de piedade no sentido bíblico, estamos nos referindo a uma poderosa reverência a Deus que se manifesta em nossas vidas e ações diárias. Não é apenas uma demonstração exterior de piedade, mas uma profunda transformação interior que alinha nossos corações e mentes com a vontade do nosso Criador amoroso.
Nas Escrituras, a piedade é frequentemente expressa através da palavra grega «eusebeia», que transmite a ideia de devoção, reverência e uma vida orientada para Deus («Piedade/Godliness in Early Christianity and the Roman World», 2022). Este conceito vai além da mera observância religiosa; engloba um modo de vida que reflete o caráter e os valores de Deus em todos os aspetos da nossa existência.
A piedade, em sua essência, trata-se de cultivar uma relação íntima com Deus. Trata-se de procurar conhecê-lo mais profundamente, compreender seu coração e viver de uma maneira que lhe agrada. Como lemos em 2 Pedro 1:3, o poder divino de Deus deu-nos tudo o que precisamos para uma vida piedosa através do nosso conhecimento daquele que nos chamou pela sua própria glória e bondade.
Esta piedade não é algo que conseguimos apenas com os nossos próprios esforços, mas é um dom de Deus, alimentado pela sua graça e pela nossa cooperação com o Espírito Santo. Envolve um processo contínuo de transformação, onde gradualmente tornamo-nos mais semelhantes a Cristo em nossos pensamentos, atitudes e ações.
Em termos práticos, a piedade se manifesta na forma como tratamos os outros, como lidamos com nossas responsabilidades e como respondemos aos desafios da vida. Trata-se de viver com integridade, compaixão e amor, mesmo quando é difícil fazê-lo. Como o apóstolo Paulo nos recorda em 1 Timóteo 4:8, "Pois o treino físico tem algum valor, mas a piedade tem valor para todas as coisas, mantendo a promessa tanto para a vida presente como para a vida futura."
Como a Bíblia distingue entre piedade e religiosidade?
É crucial que compreendamos a distinção entre a verdadeira piedade e a mera religiosidade como apresentada nas Sagradas Escrituras. Esta compreensão é vital para o nosso crescimento espiritual e para viver a nossa fé autenticamente.
A piedade, como discutimos, é uma devoção genuína e sincera a Deus que transforma todo o nosso ser. Caracteriza-se por um profundo amor a Deus e um desejo sincero de viver de acordo com sua vontade. Por outro lado, a religiosidade muitas vezes se refere à observância externa das práticas religiosas sem a transformação interior do coração.
O próprio nosso Senhor Jesus Cristo abordou esta distinção nos seus ensinamentos. Em Mateus 23:27-28, ele falou aos líderes religiosos de seu tempo, dizendo: "Ai de vós, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como túmulos caiados de branco, que parecem belos por fora, mas por dentro estão cheios dos ossos dos mortos e de tudo o que é impuro. Do mesmo modo, por fora pareceis justos às pessoas, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e maldade.» Estas palavras fortes realçam o perigo de nos concentrarmos unicamente nas observâncias religiosas exteriores, negligenciando simultaneamente a transformação interior do coração.
O apóstolo Paulo também salienta esta distinção em 2 Timóteo 3:5, alertando para aqueles que têm «uma forma de piedade, mas negando o seu poder». Esta passagem adverte-nos contra a armadilha do formalismo religioso que carece da verdadeira essência da piedade («Piedade/Deusia no Cristianismo Primitivo e no Mundo Romano», 2022).
A verdadeira piedade, como a Bíblia ensina, não é sobre seguir um conjunto de regras ou rituais, mas sobre uma relação viva com Deus que afeta todos os aspectos de nossas vidas. Trata-se de permitir que o Espírito Santo trabalhe dentro de nós, transformando nosso caráter para refletir o amor e a compaixão de Cristo.
A Bíblia nos encoraja a cultivar uma piedade que vai além da mera observância religiosa. Em Tiago 1:27, lemos: «A religião que Deus, nosso Pai, aceita como pura e irrepreensível é esta: Cuidar dos órfãos e das viúvas na sua angústia e evitar que o mundo os polua.» Este versículo sublinha que a verdadeira piedade se exprime através de atos de amor e compaixão e de uma vida de integridade.
Quais são as principais características ou atributos de uma pessoa piedosa de acordo com as Escrituras?
Uma pessoa piedosa é caracterizada por um profundo amor por Deus e um desejo sincero de conhecê-Lo mais intimamente. Este amor é a base de todos os outros atributos divinos. Como nosso Senhor Jesus nos ensinou em Mateus 22:37-38, «Ama o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento.»
Fluir deste amor a Deus é um amor poderoso pelos outros. Uma pessoa piedosa esforça-se para encarnar o segundo grande mandamento: «Ama o teu próximo como a ti mesmo» (Mateus 22:39). Este amor não é apenas um sentimento, mas um compromisso ativo para procurar o bem-estar dos outros, mesmo a custo pessoal.
A humildade é outro atributo fundamental de uma pessoa piedosa. Como lemos em Miquéias 6:8: «Ele mostrou-te, ó mortal, o que é bom. E o que o Senhor exige de vós? Agir com justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com o teu Deus.» Uma pessoa piedosa reconhece a sua dependência da graça de Deus e não se exalta acima dos outros.
Integridade e retidão também são características essenciais. Uma pessoa piedosa procura viver de acordo com os padrões morais de Deus, não por obrigação legalista, mas por desejo de agradar a Deus e refletir o seu caráter. Como Provérbios 10:9 afirma, «Quem anda em integridade anda em segurança, mas quem toma caminhos tortuosos será descoberto.» Estes princípios enfatizam que a verdadeira integridade está enraizada numa relação profunda com Deus, orientando as pessoas a fazerem escolhas que se alinham com a Sua vontade. Além disso, o Ensinamentos Bíblicos Sobre a Integridade Recordar aos crentes que a transparência e a honestidade são vitais, uma vez que promovem a confiança e reforçam os laços comunitários. Em última análise, viver com integridade não só honra a Deus, mas também inspira os outros a seguirem um caminho semelhante de justiça.
Paciência e autocontrole são frutos do Espírito que marcam uma vida piedosa. Estas qualidades permitem que uma pessoa responda aos desafios da vida com graça e resista à tentação. Como lemos em Gálatas 5:22-23, «Mas o fruto do Espírito é o amor, a alegria, a paz, a tolerância, a bondade, a bondade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio».
Uma pessoa piedosa também é caracterizada por um espírito de perdão e misericórdia. Seguindo o exemplo de Cristo, estendem a graça aos outros, mesmo diante da ofensa ou da injustiça. Como Colossenses 3:13 nos instrui: "Levai-vos uns aos outros e perdoai-vos uns aos outros, se algum de vós tiver alguma queixa contra alguém. Perdoai como o Senhor vos perdoou.»
Finalmente, uma pessoa piedosa é marcada por uma profunda confiança em Deus e uma vontade de entregar a vida à sua vontade. Esta fé não é passiva, mas ativa – conduz à obediência e à disponibilidade para seguir a orientação de Deus, mesmo quando o caminho é difícil ou pouco claro.
Como a piedade está relacionada à santificação e ao crescimento espiritual?
A santificação, na sua essência, é o processo de santificação, separado para os propósitos de Deus. É uma viagem ao longo da vida que começa no momento da nossa salvação e continua durante toda a nossa vida terrena. Como escreve o apóstolo Paulo em 2 Coríntios 3:18, «E todos nós, que contemplamos a glória do Senhor com rostos desvelados, somos transformados à sua imagem com glória cada vez maior, que vem do Senhor, que é o Espírito».
A piedade, como discutimos, é o resultado prático deste processo de santificação em nossa vida diária. É a manifestação visível da nossa crescente relação com Deus e da nossa crescente conformidade com o seu carácter (Rai, 2022). Neste sentido, a piedade pode ser vista como um objetivo e um resultado da santificação.
O crescimento espiritual, portanto, é o desenvolvimento progressivo da piedade em nossas vidas à medida que cooperamos com a obra santificadora do Espírito Santo. Implica um aprofundamento da compreensão da verdade de Deus, uma sensibilidade crescente à sua liderança e uma capacidade crescente de refletir o seu amor e caráter nas nossas interações com os outros.
O apóstolo Pedro ilustra lindamente esta ligação em 2 Pedro 1:5-7, onde encoraja os crentes a «envidarem todos os esforços para acrescentar à vossa fé bondade; e à bondade, ao conhecimento, e ao conhecimento, ao autocontrolo; e ao autocontrole, à perseverança; e à perseverança, à piedade, e à piedade, à afeição mútua; Esta passagem mostra-nos que a piedade é um elemento crucial no processo de crescimento espiritual, interligado com outras virtudes que caracterizam uma fé madura.
É importante compreender que este processo de santificação e crescimento na piedade não é algo que alcançamos apenas com os nossos próprios esforços. Pelo contrário, é principalmente a obra de Deus em nós, como Paulo nos recorda em Filipenses 2:13, «porque é Deus quem trabalha em vós para querer e agir a fim de cumprir o seu bom propósito». O nosso papel é cooperar com a graça de Deus, abrindo os nossos corações ao Seu poder transformador e participando ativamente nos meios de graça que Ele proporcionou – oração, estudo das Escrituras, comunhão com outros crentes e atos de serviço e amor.
Que papel desempenha o Espírito Santo no desenvolvimento da piedade?
É o Espírito Santo que inicia o processo de piedade em nossas vidas. No momento da nossa salvação, o Espírito instala-se nos nossos corações, iniciando a obra da santificação. Como Paulo escreve em 1 Coríntios 6:19, «Não sabeis que os vossos corpos são templos do Espírito Santo, que está em vós, e que recebestes de Deus?» Esta presença interior do Espírito é o fundamento de todo o crescimento na piedade.
O Espírito Santo trabalha para iluminar as nossas mentes e corações para a verdade da Palavra de Deus. Jesus prometeu este papel do Espírito em João 16:13, dizendo: «Mas quando ele, o Espírito da verdade, vier, ele vos guiará a toda a verdade.» Ao estudarmos as Escrituras, é o Espírito que nos ajuda a compreender o seu significado e a aplicá-lo às nossas vidas, promovendo a sabedoria e o discernimento piedosos (Rai, 2022).
O Espírito Santo nos capacita a viver vidas piedosas. Em nossa própria força, somos incapazes da verdadeira piedade, mas o Espírito fornece o poder sobrenatural de que precisamos para vencer o pecado e viver de uma forma agradável a Deus. Como Paulo exorta em Gálatas 5:16, "Assim digo: Andai pelo Espírito, e não satisfareis os desejos da carne."
O Espírito também desempenha um papel crucial na formação de nosso caráter para refletir a imagem de Cristo. Gálatas 5:22-23 descreve o fruto do Espírito – amor, alegria, paz, paciência, bondade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Estas qualidades, que são aspetos essenciais da piedade, são cultivadas nas nossas vidas através da obra do Espírito.
Em nossos momentos de fraqueza e luta, o Espírito Santo intercede por nós e proporciona-nos conforto e força. Romanos 8:26 diz-nos: «Da mesma forma, o Espírito ajuda-nos na nossa fraqueza. Não sabemos por que devemos orar, mas o próprio Espírito intercede por nós através de gemidos sem palavras.» Esta obra intercessória do Espírito é um apoio vital no nosso caminho rumo à piedade.
O Espírito Santo também nos guia nas nossas decisões diárias, ajudando-nos a discernir a vontade de Deus e conduzindo-nos por caminhos de justiça. À medida que aprendemos a ser sensíveis aos impulsos do Espírito, crescemos em nossa capacidade de fazer escolhas piedosas e viver em alinhamento com os propósitos de Deus.
Finalmente, o Espírito Santo trabalha para criar a unidade entre os crentes, promovendo um ambiente de amor e apoio mútuo que é conducente ao crescimento espiritual. Como lemos em Efésios 4:3, somos chamados a «fazer todos os esforços para manter a unidade do Espírito através do vínculo da paz».
Lembremo-nos de que, embora tenhamos a responsabilidade de cooperar com a obra do Espírito em nossas vidas, o desenvolvimento da piedade é, em última análise, uma operação divina. À medida que nos entregamos à influência do Espírito, abrindo os nossos corações ao Seu poder transformador, encontrar-nos-emos a crescer em piedade e a tornar-nos mais semelhantes a Cristo.
Que estejamos sempre atentos à voz do Espírito, receptivos à sua liderança e dependentes do seu poder à medida que procuramos crescer na piedade. Rezemos por um maior derramamento do Espírito Santo em nossas vidas e em nossas comunidades, para que possamos refletir mais plenamente o caráter de nosso Senhor Jesus Cristo a um mundo necessitado de seu amor e graça.
Como os cristãos podem cultivar a piedade em sua vida diária?
Cultivar a piedade não é sobre a perfeição, mas sobre aproximar-se cada vez mais de Deus através de pequenos atos de amor e fé a cada dia. Trata-se de um caminho que empreendemos com paciência e perseverança, apoiando-nos sempre na graça de Deus.
Devemos enraizar-nos na oração e nas Escrituras. Arranjem tempo todos os dias, mesmo que apenas por alguns momentos, para falar com Deus de coração e ouvir a Sua voz nas palavras sagradas da Bíblia. Deixai que a Sua sabedoria e amor vos lavem e orientem os vossos passos. (Sucursal, 2024)
Pratique o auto-exame e o arrependimento. Todas as noites, reflita sobre o seu dia – onde ficou aquém? Onde demonstrou o amor de Deus? Confessa as tuas falhas ao nosso Pai misericordioso e resolve fazer melhor amanhã. Isso constrói a humildade e mantém-nos focados no crescimento.
Servir os outros com compaixão e altruísmo. Procure oportunidades, grandes e pequenas, para ser as mãos e os pés de Cristo no mundo. Uma palavra amável a um estranho, paciência com um colega de trabalho difícil, voluntariado numa instituição de caridade local – todos estes elementos cultivam o caráter piedoso. (Sucursal, 2024)
Rodeie-se de uma comunidade de crentes que possam encorajá-lo e desafiá-lo. Não estamos destinados a percorrer este caminho sozinhos. Junte-se a um estudo bíblico, participe activamente na sua paróquia, encontre um mentor espiritual. O ferro aguça o ferro, como nos dizem os Provérbios.
Por fim, pratique a gratidão e o contentamento. Agradeça a Deus diariamente por suas bençãos, grandes e pequenas. Aprenda a ficar satisfeito com o que tem, em vez de sempre desejar mais. Isso protege contra a ganância e o materialismo que podem nos afastar de Deus.
Cultivar a piedade é um processo ao longo da vida. Seja paciente consigo mesmo, regozije-se em pequenas vitórias e mantenha sempre os olhos fixos em Cristo, o autor e aperfeiçoador da nossa fé. Com a sua ajuda, podemos crescer cada vez mais à sua semelhança.
Quais são alguns exemplos bíblicos de homens e mulheres piedosos?
A Bíblia está cheia de exemplos inspiradores de homens e mulheres que andaram de perto com Deus, demonstrando piedade em suas vidas, apesar de suas fragilidades humanas. Olhemos para eles como modelos de fé, não colocando-os em pedestais, mas vendo como a graça de Deus funcionava através das pessoas comuns.
Considere-se José, um homem que manteve a sua integridade e fé mesmo quando vendido como escravo e injustamente preso. Sua sabedoria e caráter piedoso, eventualmente, fez-lhe o segundo apenas para Faraó no Egito. A capacidade de José para perdoar os seus irmãos e ver a mão de Deus em ação nas suas provações é um poderoso exemplo de piedade. (Sucursal, 2024)
A Sábia Mulher de Abel Beth Maacah mostra-nos piedade através de sua coragem e discernimento. Numa época de conflito, usou a sua sabedoria para negociar a paz e salvar a sua cidade, demonstrando como a piedade pode manifestar-se na resolução prática de problemas e na pacificação. (Sucursal, 2024)
O rei Salomão, apesar de suas falhas posteriores, dá-nos um exemplo de piedade em seu humilde pedido a Deus para que a sabedoria conduza bem, em vez de pedir riquezas ou poder. Isto mostra como a piedade está ligada à procura da vontade de Deus acima dos nossos próprios desejos. (Sucursal, 2024)
Daniel, exilado na Babilónia, permaneceu fiel a Deus mesmo quando isso pôs a sua vida em risco. Sua vida de oração consistente e compromisso inabalável com os princípios piedosos, mesmo em uma cultura pagã, inspiram-nos a permanecer firmes em nossa fé. (Sucursal, 2024)
No Novo Testamento, vemos Maria, a mãe de Jesus, como um modelo de piedade na sua humilde obediência ao chamado de Deus, apesar do custo pessoal e do potencial escândalo. O seu «sim» a Deus mudou o curso da história.
O apóstolo Paulo, outrora perseguidor da Igreja, tornou-se um poderoso exemplo de piedade através da sua incansável obra de difusão do Evangelho, das suas profundas intuições teológicas e da sua disponibilidade para sofrer por Cristo.
Lydia, uma empresária de sucesso, mostrou piedade através de sua hospitalidade e apoio à igreja primitiva. A sua abertura ao Evangelho e a sua fé prática recordam-nos que a piedade pode ser vivida no mercado.
Estes exemplos, e muitos outros, recordam-nos que a piedade não tem a ver com a perfeição, mas sim com um coração voltado para Deus, uma vontade de O obedecer mesmo quando é difícil e uma vida que reflete o Seu amor e verdade para o mundo. Incentivam-nos a que, com a ajuda de Deus, também nós possamos viver vidas piedosas que afetam aqueles que nos rodeiam.
Como a piedade afeta a relação com Deus e com os outros?
A piedade não é apenas um conceito abstrato, mas uma força transformadora que afeta profundamente as nossas relações – tanto com o nosso Criador como com os nossos semelhantes. É fruto de uma vida vivida em íntima comunhão com Deus, e naturalmente transborda para tocar todos os aspetos da nossa existência.
Na nossa relação com Deus, a piedade aproxima-nos cada vez mais d'Ele. À medida que cultivamos hábitos e atitudes piedosos, tornamo-nos mais sintonizados com Sua voz, mais sensíveis à Sua liderança. Começamos a ver o mundo através de Seus olhos, a amar o que Ele ama e a entristecer-nos com o que O entristece. Este aprofundamento da intimidade com Deus traz um poderoso sentimento de paz, propósito e alegria que nos sustenta através dos desafios da vida. (Sucursal, 2024)
A piedade também promove um espírito de humildade e dependência de Deus. Reconhecemos mais claramente nossas próprias limitações e fraquezas, levando-nos a confiar mais plenamente em Sua força e sabedoria. Isto aprofunda a nossa confiança n'Ele e abre-nos para experimentarmos mais da Sua graça e poder nas nossas vidas.
Em nossas relações com os outros, a piedade se manifesta como amor, compaixão e serviço semelhantes a Cristo. À medida que crescemos em piedade, tornamo-nos mais pacientes, mais perdoadores, mais dispostos a colocar as necessidades dos outros à frente das nossas. Começamos a ver cada pessoa como um filho amado de Deus, digno de respeito e dignidade, independentemente de sua origem ou crenças. (Sucursal, 2024)
A piedade nos ajuda a navegar pelos conflitos com a graça e a sabedoria. Em vez de reagir com raiva ou procurar vingança, aprendemos a responder com amor e buscar a reconciliação. Tornamo-nos pacificadores em nossas famílias, locais de trabalho e comunidades.
A santidade dá autenticidade e poder ao nosso testemunho. Quando os outros veem a verdadeira transformação nas nossas vidas – a alegria, a paz e o amor que fluem de uma vida vivida perto de Deus – são atraídos para a fonte dessa mudança. As nossas vidas piedosas tornam-se um testemunho vivo da realidade e da bondade de Deus.
Em nossas famílias, a piedade fortalece os laços de amor e cria uma atmosfera de graça. Ajuda os pais a guiar os filhos com sabedoria e compaixão, e os filhos a honrar os pais com respeito e obediência. Nos casamentos, promove uma intimidade mais profunda, a submissão mútua e o amor sacrificial.
No trabalho, a piedade é expressa através da integridade, diligência e respeito pelos outros. Influencia a forma como tratamos os nossos colegas, como lidamos com as responsabilidades e como tomamos decisões éticas.
De todas estas maneiras, a piedade age como uma força poderosa para o bem em nossas relações. Alinha os nossos corações mais estreitamente com o coração de Deus, permitindo-nos amar os outros mais plenamente e ser canais da sua graça e verdade no mundo. À medida que crescemos em piedade, tornamo-nos mais plenamente as pessoas que Deus nos criou para ser, refletindo seu caráter e trazendo sua luz para todos os cantos de nossas vidas.
Quais são as promessas ou recompensas associadas à piedade na Bíblia?
A piedade traz a promessa de uma relação profunda e íntima com o próprio Deus. À medida que cultivamos o caráter piedoso, aproximamo-nos do coração do nosso Criador. Jesus diz-nos: «Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus» (Mateus 5:8). Esta promessa de comunhão divina é a maior recompensa que alguma vez podíamos esperar. (Sucursal, 2024)
A Bíblia também nos assegura que a piedade leva ao contentamento, que é em si um grande ganho. Como escreve o apóstolo Paulo, «Mas a piedade com contentamento é um grande ganho» (1 Timóteo 6:6). Em um mundo que constantemente nos diz que precisamos de mais para sermos felizes, a piedade nos ensina a encontrar alegria e satisfação apenas em Deus. Este contentamento liberta-nos da busca sem fim das coisas materiais e permite-nos experimentar a verdadeira paz.
A piedade também está associada à proteção e ao cuidado divinos. O salmista declara: «O Senhor vela pelo caminho dos justos» (Salmo 1:6). Embora tal não signifique que não enfrentaremos dificuldades, assegura-nos que Deus está sempre connosco, orientando-nos e protegendo-nos à medida que procuramos viver vidas piedosas.
A Bíblia promete que a vida piedosa conduz a uma vida de propósito e fecundidade. Jesus diz-nos: «Eu sou a videira; vós sois os ramos. Se permanecerdes em mim e eu em vós, dareis muito fruto" (João 15:5). À medida que permanecemos em Cristo e crescemos em piedade, nossas vidas produzirão naturalmente boas obras que glorificam a Deus e abençoam os outros.
As Escrituras também falam de recompensas eternas para aqueles que perseguem a piedade. Paulo escreve a Timóteo: «... a piedade tem valor para todas as coisas, mantendo a promessa tanto para a vida presente como para a vida futura» (1 Timóteo 4:8). Embora os detalhes destas recompensas eternas não sejam totalmente revelados a nós, podemos confiar que Deus honrará aqueles que O serviram fielmente.
Além disso, a piedade está ligada à oração respondida. O salmista escreve: «O Senhor está longe dos ímpios, mas ouve a oração dos justos» (Provérbios 15:29). À medida que alinhamos os nossos corações com os de Deus através de uma vida piedosa, constatamos que as nossas orações se tornam mais eficazes e poderosas.
Finalmente, a piedade traz a recompensa de uma consciência limpa e paz interior. Quando vivemos de acordo com a vontade de Deus, experimentamos a «paz de Deus, que transcende todo o entendimento» (Filipenses 4:7). Esta tranquilidade interior é um presente inestimável no nosso mundo muitas vezes turbulento.
Como a piedade difere dos conceitos mundanos de moralidade ou bondade?
É crucial compreender que a piedade, embora possa partilhar algumas semelhanças exteriores com conceitos mundanos de moralidade ou bondade, é fundamentalmente diferente na sua fonte, motivação e objectivo final.
A piedade decorre de uma relação com o Deus vivo, enquanto a moralidade mundana é muitas vezes baseada no raciocínio humano ou nas normas sociais. A piedade não é apenas seguir um conjunto de regras, mas ser transformado de dentro para fora através de nossa conexão com Deus. Como Paulo escreve: «Porque apareceu a graça de Deus que oferece salvação a todas as pessoas. Ensina-nos a dizer "não" à impiedade e às paixões mundanas, e a viver vidas autocontroladas, retas e piedosas nesta era presente" (Tito 2:11-12). (Sucursal, 2024)
A motivação para a piedade é o amor a Deus e o desejo de agradá-Lo, em vez de procurar aprovação social ou evitar o castigo. Jesus ensinou que o maior mandamento é amar a Deus de todo o nosso coração, alma e mente (Mateus 22:37-38). Esta obediência guiada pelo amor é o coração da verdadeira piedade.
A piedade também difere no seu reconhecimento da incapacidade humana de alcançar a verdadeira bondade à parte da graça de Deus. Embora a moralidade mundana assuma frequentemente que as pessoas podem ser «suficientemente boas» através dos seus próprios esforços, a piedade reconhece a nossa total dependência do poder transformador de Deus. Como Isaías nos recorda, «Todos nós nos tornámos como aquele que é imundo, e todos os nossos atos justos são como trapos imundos» (Isaías 64:6).
A piedade é holística, afetando todos os aspetos da vida de uma pessoa, ao passo que a moralidade mundana pode ser compartimentada. Uma pessoa piedosa procura honrar a Deus em seus pensamentos, palavras e ações, tanto na vida pública como na privada. Há uma integridade e consistência que vem de viver a vida perante a face de Deus.
A piedade também tem uma perspetiva eterna que falta à moralidade mundana. Embora ser uma "boa pessoa" pelos padrões sociais possa trazer benefícios temporários, a piedade está preocupada em agradar a Deus e armazenar tesouros no céu (Mateus 6:19-21). Este foco eterno dá profundidade e significado até mesmo aos mais pequenos actos de obediência e amor.
A piedade caracteriza-se pela humildade e pelo reconhecimento da própria pecaminosidade, ao passo que os conceitos mundanos de bondade podem conduzir ao orgulho e à justiça própria. A pessoa piedosa está sempre consciente da sua necessidade da graça e do perdão de Deus, o que fomenta um espírito de misericórdia e compaixão para com os outros.
Por fim, a piedade leva à verdadeira liberdade, enquanto a moralidade mundana pode tornar-se uma forma de escravidão. Jesus disse: «Se vos apegais aos meus ensinamentos, sois realmente meus discípulos. Então conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:31-32). A piedade, enraizada na verdade de Deus, liberta-nos para nos tornarmos as pessoas para as quais fomos criados.
Embora a piedade possa partilhar alguns comportamentos exteriores com conceitos mundanos de moralidade, o seu coração é fundamentalmente diferente. É uma vida vivida em resposta amorosa à graça de Deus, capacitada pelo seu Espírito e centrada na sua glória. Persigamos esta verdadeira piedade, não contentando-nos com a mera conformidade exterior com as normas sociais, mas procurando uma relação profunda e transformadora com o nosso Criador amoroso.
