O que a Bíblia diz sobre a paixão versus o amor genuíno?
A Bíblia fala profundamente sobre a natureza do amor verdadeiro, distinguindo-o da paixão passageira. Embora a Escritura não utilize a palavra «apaixonamento» diretamente, descreve as qualidades do amor genuíno que contrastam com a atração superficial.
Em 1 Coríntios 13, o apóstolo Paulo pinta um belo retrato do amor que resiste e sacrifica. Diz-nos: «O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não desonra os outros, não procura a si mesmo, não se irrita facilmente, não regista erros» (1 Coríntios 13:4-5). Esta descrição revela que o verdadeiro amor está enraizado no altruísmo e no compromisso, em vez de nas emoções passageiras ou na atração física.
A paixão, por outro lado, muitas vezes se alinha mais estreitamente com o que a Bíblia chama de "concupiscência dos olhos" ou "concupiscência da carne" (1 João 2:16). Caracteriza-se por uma paixão intensa, mas de curta duração, muitas vezes baseada em percepções idealizadas, em vez de uma compreensão profunda da outra pessoa. Embora a paixão possa parecer emocionante, falta-lhe a profundidade e o poder de permanência do amor genuíno.
O Cântico dos Cânticos, ao celebrar o amor romântico, também enfatiza a importância do tempo e da maturidade nas relações. Adverte: «Não despertes nem despertes o amor até que assim o deseje» (Cântico de Salomão 2:7), sugerindo que o verdadeiro amor se desenvolve no tempo de Deus, não através da paixão impulsiva.
O próprio Jesus ensina-nos que o amor é fundamentalmente sacrifício e serviço, não apenas sentimentos. Ele diz: «Um amor maior não tem ninguém mais do que isto: dar a vida pelos amigos» (João 15:13). Este amor sacrificial contrasta fortemente com a natureza egocêntrica da paixão.
Lembrem-se de que o amor de Deus por nós é o último exemplo de amor genuíno. É inabalável, incondicional e perpétuo. À medida que crescemos na nossa compreensão do Seu amor, tornamo-nos mais bem equipados para distinguir entre a paixão superficial e o amor profundo e permanente que reflete o coração de Deus.
Como posso distinguir entre a paixão e o plano de Deus para as minhas relações?
O discernimento entre a paixão e o plano de Deus para as nossas relações exige sabedoria, paciência e uma ligação profunda com o nosso Pai Celestial. Vamos explorar como podemos navegar nesta importante distinção com graça e compreensão.
Devemos enraizar-nos na oração e nas Escrituras. Como nos lembra Provérbios 3:5-6: "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento; Sujeitai-vos a Ele em todos os vossos caminhos, e Ele endireitará as vossas veredas.» Procurando a orientação de Deus, abrimo-nos à Sua sabedoria e orientação.
A paixão muitas vezes se manifesta como uma atração intensa e imediata que pode obscurecer nosso julgamento. Tende a se concentrar na aparência física ou nas qualidades idealizadas, em vez de toda a pessoa. O plano de Deus para as nossas relações, mas baseia-se no respeito mútuo, nos valores partilhados e no crescimento espiritual.
Considere os frutos do Espírito descritos em Gálatas 5:22-23: «Mas o fruto do Espírito é o amor, a alegria, a paz, a tolerância, a bondade, a bondade, a fidelidade, a gentileza e o autocontrolo.» Uma relação alinhada com o plano de Deus alimentará estas qualidades em ambos os indivíduos. Ele irá encorajá-lo a se aproximar de Deus, não distraí-lo de sua fé.
A paixão pode levar a decisões precipitadas e a um desrespeito pelo conselho piedoso. Em contrapartida, uma relação no plano de Deus resistirá ao teste do tempo e ao escrutínio de conselheiros sábios. Provérbios 15:22 nos diz: "Os planos falham por falta de conselho, mas com muitos conselheiros eles são bem-sucedidos." Procure o conselho de cristãos maduros que possam oferecer insights objetivos sobre a sua relação.
O plano de Deus para as nossas relações está em consonância com o seu objetivo global para as nossas vidas. Apoia o nosso chamado e ministério, em vez de afastar-nos deles. Como Jesus nos ensinou a buscar primeiro o reino de Deus (Mateus 6:33), uma relação que faz parte de seu plano nos ajudará a fazer exatamente isso.
Lembrem-se de que o tempo de Deus é perfeito. A paixão muitas vezes corre, exigindo gratificação imediata. Mas uma relação no plano de Deus desenvolve-se a um ritmo que permite um verdadeiro crescimento e compreensão. Eclesiastes 3:1 nos lembra: "Há um tempo para tudo, e um tempo para todas as atividades debaixo dos céus."
Por fim, preste atenção à paz em seu coração. Filipenses 4:7 fala da «paz de Deus, que transcende toda a compreensão». Embora a paixão possa trazer excitação e ansiedade, uma relação que faz parte do plano de Deus acabará por trazer uma sensação de paz e retidão, mesmo no meio de desafios.
Que práticas espirituais podem ajudar-me a superar a paixão inapropriada?
Superar a paixão inapropriada requer disciplina espiritual e um compromisso firme em aproximar-se de nosso Senhor. Vamos explorar algumas práticas espirituais que podem nos ajudar nesta viagem do coração.
Devemos mergulhar na oração. Como nosso Senhor Jesus nos ensinou, devemos «orar continuamente» (1 Tessalonicenses 5:17). Quando sentirmos a atração da paixão, voltemos nossos corações para Deus, à procura de Sua força e orientação. Derramai a Ele os vossos sentimentos, pois Ele compreende as profundezas dos nossos corações. Peçam a graça de redirecionar as vossas afeições para Ele e para a Sua vontade para a vossa vida.
Deleitemo-nos com a Palavra de Deus. O salmista declara: «Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti» (Salmo 119:11). Ao estudar e meditar regularmente sobre as Escrituras, enchemos as nossas mentes com a verdade de Deus, que pode contrariar os pensamentos enganosos que muitas vezes acompanham a paixão. Centrar-se especialmente em passagens que falam do amor de Deus, da natureza das verdadeiras relações e da renovação das nossas mentes.
O jejum é outra prática espiritual poderosa que pode ajudar-nos a superar a paixão inapropriada. Ao negar-nos confortos físicos, aprendemos a confiar mais plenamente na força de Deus. Como Jesus disse: «Quando jejuares, põe óleo sobre a cabeça e lava o rosto, para que não seja manifesto aos outros que estás a jejuar, mas apenas a teu Pai, que é invisível» (Mateus 6:17-18). O jejum pode ajudar-nos a quebrar o domínio dos desejos físicos e a reorientar os nossos corações para assuntos espirituais.
Envolver-se em atos de serviço e caridade também pode ser transformador. Quando nos concentramos nas necessidades dos outros, afastamos nossa atenção de nossos próprios desejos. À medida que servimos, verificamos frequentemente que a nossa perspetiva muda e o que antes parecia tão importante desaparece em comparação com a alegria de viver o amor de Cristo. Lembrai-vos das palavras de nosso Senhor: "É mais bendito dar do que receber" (Atos 20:35).
Cultive amizades espirituais e procure responsabilizar-se. Rodeie-se de outros crentes que possam oferecer apoio, sabedoria e correção suave quando necessário. Como nos diz Provérbios 27:17, «Assim como o ferro afia o ferro, assim também uma pessoa afia a outra.» Seja honesto sobre as suas lutas com amigos de confiança que podem orar consigo e encorajá-lo na sua caminhada com Cristo.
Pratique a gratidão e o contentamento. Muitas vezes, a paixão decorre de uma sensação de falta ou insatisfação em nossas vidas. Ao agradecermos regularmente as bênçãos de Deus e ao cultivarmos o contentamento nas nossas circunstâncias atuais, podemos combater a inquietação que, por vezes, conduz a ligações inadequadas. Como Paulo escreveu, «Aprendi a contentar-me com quaisquer circunstâncias» (Filipenses 4:11).
Por fim, engaje-se na adoração. Quando concentramos nossos corações e mentes em louvar a Deus, lembramo-nos de Sua grandeza e de nosso lugar em Seu grande desígnio. A verdadeira adoração realinha as nossas afeições, ajudando-nos a «pensar nas coisas do alto, não nas coisas terrenas» (Colossenses 3:2).
Superar a paixão é um processo que requer paciência e perseverança. Seja gentil consigo mesmo, sabendo que a graça de Deus é suficiente para si. À medida que praticais estas disciplinas espirituais, que possais encontrar o vosso coração cada vez mais cheio de amor por Deus e de uma compreensão mais profunda do Seu perfeito amor por vós.
Como honro meus votos de casamento ao lidar com sentimentos de paixão por outra pessoa?
O desafio de honrar os votos matrimoniais, ao mesmo tempo que se debate com sentimentos de paixão por outrem, é difícil. No entanto, com a graça de Deus e o compromisso com a santidade do casamento, é possível navegar nestas águas turbulentas com integridade e amor.
Devemos lembrar-nos da natureza sagrada do pacto matrimonial. No livro de Malaquias, somos lembrados de que Deus é testemunha do pacto entre marido e mulher (Malaquias 2:14). Os teus votos não foram feitos apenas ao teu cônjuge, mas também ao próprio Deus. Esta compreensão deve ser a base da nossa abordagem a qualquer desafio no casamento.
Quando surgem sentimentos de paixão, é crucial reconhecê-los honestamente perante Deus. Trazei-Lhe estes sentimentos em oração, pedindo-Lhe orientação e força. Como o salmista escreveu: «Procura-me, ó Deus, e conhece o meu coração; põe-me à prova e conhece os meus pensamentos ansiosos" (Salmo 139:23). Ao trazermos as nossas lutas à luz da presença de Deus, abrimo-nos ao Seu poder transformador.
Também é importante reconhecer que os sentimentos, embora reais, não precisam ditar nossas ações. O apóstolo Paulo encoraja-nos a «tomar em cativeiro todos os pensamentos para torná-los obedientes a Cristo» (2 Coríntios 10:5). Isso significa optar ativamente por redirecionar nossos pensamentos para longe do objeto da paixão e para o nosso cônjuge e nosso compromisso com eles.
Passos práticos também podem ser úteis para honrar os votos. Limite o contacto com a pessoa por quem desenvolveu sentimentos, se possível. Se a interação for necessária, certifique-se de que está em ambientes públicos ou profissionais. Lembrem-se da sabedoria de Provérbios: "Acima de tudo, guarda o teu coração, porque tudo o que fazes flui dele" (Provérbios 4:23).
Invista energias renovadas no seu casamento. Lembrai-vos do amor que vos uniu e trabalhai activamente para o reacender. Como diz o Cântico dos Cânticos: «Põe-me como um selo sobre o teu coração, como um selo sobre o teu braço; Porque o amor é tão forte como a morte, e o seu ciúme inflexível como a sepultura. Queima-se como fogo ardente, como uma chama poderosa" (Cântico dos Cânticos 8:6). Planear momentos especiais juntos, envolver-se em conversas profundas, e orar juntos como um casal.
Sê honesto com o teu cônjuge sobre as tuas lutas, de uma forma apropriada e sensível. Esta vulnerabilidade, embora difícil, pode levar a uma intimidade e compreensão mais profundas. Lembrai-vos: «Confessai os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sejais curados» (Tiago 5:16).
Procure o apoio de conselheiros espirituais confiáveis ou de um conselheiro cristão. Podem fornecer orientação, responsabilização e estratégias para fortalecer o seu casamento. Como nos diz Provérbios, "os planos falham por falta de conselho, mas com muitos conselheiros conseguem" (Provérbios 15:22).
Por fim, concentre-se em crescer em sua relação com Deus. Muitas vezes, nossos corações se desviam quando não estamos totalmente satisfeitos em Cristo. Como dizia famosamente Santo Agostinho: «Tu nos fizeste para ti, Senhor, e os nossos corações estão inquietos até que descansem em ti.» Ao aprofundar a tua vida espiritual, podes descobrir que o fascínio da paixão diminui à luz do amor perfeito de Deus.
Recorde-se que o casamento é um reflexo do amor de Cristo pela Igreja. Ao honrar os seus votos mesmo perante a tentação, testemunha o poder duradouro do amor de Deus. Que o Senhor vos fortaleça, vos guie e encha o vosso coração com a Sua paz enquanto navegais por este desafio.
Que papel a oração desempenha na superação da paixão?
A oração é uma ferramenta poderosa e indispensável para superar a paixão. É através da oração que abrimos os nossos corações à graça transformadora de Deus e alinhamos a nossa vontade com o seu propósito divino. Vamos explorar o poderoso papel que a oração pode desempenhar nesta jornada espiritual.
A oração nos fornece uma ligação direta com nosso Pai Celestial. Como Jesus nos ensinou: «Mas quando orardes, entrai no vosso quarto, fechai a porta e orai a vosso Pai, que é invisível. Então teu Pai, que vê o que se faz em secreto, te recompensará" (Mateus 6:6). Nos momentos tranquilos da oração, podemos derramar nossos corações a Deus, confessar nossas lutas com paixão e procurar a sua orientação.
A oração também nos ajuda a realinhar nosso foco. Quando fixamos nossos olhos em Deus, o objeto de nossa paixão começa a perder seu poder sobre nós. Como o salmista declara: «Tenho sempre os olhos postos no Senhor. Com ele, à minha direita, não serei abalado" (Salmo 16:8). Através da oração consistente, podemos treinar nossos corações a desejar a Deus acima de tudo, permitindo que seu amor preencha os vazios que podemos ser tentados a preencher com apegos inadequados.
A oração é um meio de receber a força de Deus para resistir à tentação. Nosso Senhor Jesus, no seu momento de maior provação, exortou os seus discípulos: «Vigiai e orai para que não caiais em tentação. O espírito está disposto, mas a carne é fraca" (Mateus 26:41). Quando nos sentimos fracos face à paixão, a oração torna-se a nossa tábua de salvação para a presença capacitadora de Deus.
A oração de intercessão pelo objeto de nossa paixão também pode ser transformadora. Ao orar pelo bem-estar e pelo crescimento espiritual desta pessoa, começamos a vê-los através dos olhos de Deus e não através das lentes dos nossos próprios desejos. Esta mudança de perspectiva pode ajudar a quebrar o feitiço da paixão e promover um amor mais semelhante ao de Cristo.
A oração também nos abre à orientação do Espírito Santo. À medida que procuramos a vontade de Deus, o Espírito pode iluminar o nosso caminho e dar-nos sabedoria para além da nossa própria compreensão. Como Tiago escreve: «Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá generosamente, sem culpa, e ela vos será dada» (Tiago 1:5).
A oração pode ser uma ferramenta poderosa para a cura emocional. Muitas vezes, a paixão está enraizada em necessidades emocionais mais profundas ou feridas. À medida que trazemos estes diante de Deus em oração, Ele pode começar a obra de cura e restauração em nossos corações. O profeta Jeremias recorda-nos a promessa de Deus: "Invoca-me, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e insondáveis que não sabes" (Jeremias 33:3).
Por fim, a oração nos ajuda a cultivar a gratidão e o contentamento. Ao agradecer regularmente a Deus por suas bênçãos e as relações que Ele já estabeleceu em nossas vidas, podemos combater a inquietação que muitas vezes alimenta a paixão. Como Paulo nos exorta: "Não andeis ansiosos por coisa alguma, mas em todas as situações, pela oração e pela súplica, com ação de graças, apresentai os vossos pedidos a Deus" (Filipenses 4:6).
Lembremo-nos de que a oração não é uma fórmula mágica, mas um meio de aprofundar nossa relação com Deus. É através desta comunhão íntima que encontramos a força, a sabedoria e o amor para superar a paixão e viver de acordo com a vontade de Deus. Que a vossa vida de oração seja rica e fecunda, aproximando-vos cada vez mais do coração do nosso Pai amoroso.
Como posso renovar a intimidade com o meu cônjuge para combater a paixão pelos outros?
A renovação da intimidade no matrimónio é um caminho belo e sagrado que exige dedicação, paciência e, sobretudo, amor. Para combater as tentações da paixão com os outros, devemos primeiro voltar nossos corações e mentes para aquele com quem fizemos nossos votos solenes perante Deus.
Comece por reacender a chama da comunicação. Abri vossos corações uns aos outros, partilhando vossos pensamentos, medos e sonhos mais profundos. Lembrem-se das palavras de São Paulo: «Seja completamente humilde e gentil; Sede pacientes, suportando-vos uns aos outros em amor" (Efésios 4:2). Esta abordagem suave cria um espaço seguro para a vulnerabilidade e a ligação.
Priorizem o tempo de qualidade juntos, livres das distracções do nosso mundo moderno. Envolva-se em atividades que lhe tragam alegria e riso, lembrando os primeiros dias de seu namoro. Redescubra os prazeres simples de dar as mãos, partilhar uma refeição ou passear juntos.
A intimidade física também desempenha um papel crucial na renovação de seu vínculo. Abordai este aspecto da vossa relação com reverência e ternura, lembrando-vos de que os vossos corpos são templos do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19-20). Deixem que as vossas expressões físicas de amor sejam um reflexo da vossa unidade espiritual.
Acima de tudo, concentre a sua relação em Cristo. Rezem em conjunto, estudem as Escrituras em conjunto e procurem a orientação de Deus em todos os aspetos do seu casamento. À medida que vos aproximais de Deus, ireis inevitavelmente aproximar-vos uns dos outros. «Embora um possa ser dominado, dois podem defender-se. Não se quebra rapidamente um cordão de três fios» (Eclesiastes 4:12).
Lembre-se de que o amor não é apenas um sentimento, mas uma escolha que fazemos a cada dia. Escolha ver o seu cônjuge através dos olhos de Deus, apreciando as suas qualidades únicas e a forma como refletem o seu amor. Ao nutrir esta intimidade profunda e centrada em Cristo com o seu cônjuge, cria uma fortaleza de amor que pode resistir ao fascínio fugaz da paixão pelos outros.
O que o aconselhamento cristão oferece para aqueles que lutam contra a paixão?
A jornada de superar a paixão pode ser desafiadora, e é um testemunho da vossa fé e compromisso que procurem orientação nesta matéria. O aconselhamento cristão oferece uma abordagem compassiva e centrada em Cristo para abordar as lutas do coração, fornecendo ferramentas valiosas e insights enraizados na sabedoria bíblica.
O aconselhamento cristão oferece um espaço seguro e sem julgamentos para explorar os teus sentimentos e experiências. Um conselheiro qualificado pode ajudá-lo a compreender as causas profundas da sua paixão, muitas vezes descobrindo questões mais profundas, como necessidades emocionais não satisfeitas, traumas passados ou áreas de crescimento pessoal que exigem atenção. Esta autoconsciência é crucial, uma vez que se alinha com o apelo das Escrituras para «examinar-se» (2 Coríntios 13:5).
Os conselheiros cristãos podem guiá-lo no desenvolvimento de estratégias práticas para redirecionar seus pensamentos e emoções. Eles podem introduzir técnicas cognitivo-comportamentais que ajudam a identificar e desafiar padrões de pensamento insalubres, substituindo-os por perspectivas que honram a Deus. Este processo ecoa o princípio bíblico de renovar a nossa mente (Romanos 12:2).
O aconselhamento cristão enfatiza o poder da oração e das Escrituras na cura e na transformação. O seu conselheiro pode incorporar ensinamentos e princípios bíblicos diretamente nas suas sessões, ajudando-o a ver a sua situação através das lentes da fé. Eles podem ajudá-lo a desenvolver uma relação mais profunda com Deus, o que é essencial para superar qualquer luta, incluindo a paixão.
Para os indivíduos casados, o aconselhamento cristão muitas vezes inclui um foco no fortalecimento do vínculo conjugal. Os conselheiros podem fornecer ferramentas para melhorar a comunicação, resolver conflitos e reacender a intimidade no contexto de um casamento centrado em Deus. Isto está alinhado com a visão bíblica do casamento como uma relação de aliança que reflete o amor de Cristo pela Igreja (Efésios 5:25-33).
O aconselhamento cristão reconhece a importância da comunidade em nosso caminho espiritual. O seu conselheiro pode encorajá-lo a envolver-se mais profundamente com a sua família da igreja, procurando apoio e responsabilidade de outros crentes. Esta abordagem reflete o modelo bíblico de carregar os fardos uns dos outros (Gálatas 6:2).
Lembrai-vos de que procurar ajuda não é um sinal de fraqueza, mas de sabedoria e coragem. "Os planos falham por falta de conselho, mas com muitos conselheiros conseguem" (Provérbios 15:22). O aconselhamento cristão oferece um caminho para a cura e o crescimento que honra a sua fé enquanto aborda as complexidades das emoções e relações humanas.
Ao envolver-se neste processo, aproxime-se dele com o coração e a mente abertos, confiando que Deus está atuando em sua vida. «Confiai nisto, que aquele que começou uma boa obra em vós a cumprirá até ao dia de Cristo Jesus» (Filipenses 1:6). Através do aconselhamento cristão, podeis encontrar a força, a sabedoria e a graça para superar a paixão e crescer mais profundamente na vossa fé e nas vossas relações.
Como posso proteger meu coração contra a paixão como cristão casado?
Guardar o coração contra a paixão é uma busca nobre e necessária para os cristãos casados. Requer vigilância, autoconsciência e um profundo compromisso com a sua fé e o seu cônjuge. Pensemos em como podemos fortalecer nossos corações contra o fascínio da paixão.
Devemos reconhecer que guardar os nossos corações começa com nutrir a nossa relação com Deus. Como o salmista escreve: «Tu és o meu esconderijo; Tu me protegerás da angústia e me cercarás de cânticos de libertação" (Salmo 32:7). Ao aprofundarmos a nossa ligação com o Divino, enchemos os nossos corações com o Seu amor, deixando menos espaço para as tentações mundanas.
Desenvolver um hábito de oração diária e meditação nas Escrituras. Quando mergulhamos na Palavra de Deus, armamo-nos com a verdade que pode combater a natureza enganosa da paixão. Como Jesus nos ensinou: «Se vos apegardes ao meu ensinamento, sois realmente meus discípulos. Então conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:31-32).
Fique atento à empresa que mantém e aos meios de comunicação que consome. Os nossos ambientes e influências moldam os nossos pensamentos e desejos. Rodeie-se de pessoas e conteúdos que elevem o seu espírito e reforcem o seu compromisso com o seu casamento. Como aconselha São Paulo, «Não vos deixeis enganar: «A má companhia corrompe o bom caráter» (1 Coríntios 15:33).
Pratique a gratidão pelo seu marido e pelo seu casamento. Reflita regularmente sobre as bênçãos da sua união e as qualidades únicas do seu parceiro. Quando cultivamos a gratidão, somos menos propensos a ser influenciados por atrações fugazes. «Agradecer em todas as circunstâncias; porque esta é a vontade de Deus para vós em Cristo Jesus» (1 Tessalonicenses 5:18).
Seja honesto consigo mesmo e com o seu marido acerca das suas vulnerabilidades. Se te sentires atraído por outra pessoa, reconhece estes sentimentos e traze-os para a luz. Confie no seu cônjuge ou num conselheiro espiritual de confiança. Lembrem-se: «Quem oculta os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e renuncia encontra misericórdia» (Provérbios 28:13).
Estabelecer limites saudáveis nas suas interações com os outros, especialmente aqueles a quem pode sentir-se atraído. Isso pode incluir limitar o tempo um-a-um, evitar conversas íntimas ou ser cauteloso com o toque físico. Estes limites não são restrições, mas salvaguardas para o seu casamento.
Investir tempo e energia no casamento. Comunique-se regularmente com o seu cônjuge, partilhe experiências e trabalhe em conjunto no seu crescimento espiritual. Um forte vínculo conjugal é uma poderosa defesa contra a paixão. «Embora um possa ser dominado, dois podem defender-se. Não se quebra rapidamente um cordão de três fios» (Eclesiastes 4:12).
Quando a tentação surgir, volte-se imediatamente para a oração. Peça a força e a orientação de Deus. Lembrem-se das palavras de São Paulo: «Nenhuma tentação vos sobreveio, a não ser o que é comum à humanidade. Deus é fiel, Ele não vos deixará ser tentados além do que podeis suportar. Mas, quando fordes tentados, ele também vos dará uma saída, para que a possais suportar" (1 Coríntios 10:13).
Finalmente, lembre-se de que guardar o coração é um processo contínuo. Requer compromisso diário e a graça de Deus. Confiai no Seu amor e orientação, pois «o Senhor é fiel, e ele vos fortalecerá e vos protegerá do maligno» (2 Tessalonicenses 3:3).
Ao aplicar estas práticas e ao manter o foco em Cristo, pode construir uma forte defesa contra a paixão e fomentar um casamento que reflita o amor e a fidelidade de Deus.
Que exemplos bíblicos podem me guiar na superação da paixão?
As Sagradas Escrituras nos fornecem uma riqueza de sabedoria e exemplos para nos guiar na superação dos desafios da paixão. Voltemo-nos para estas histórias sagradas para inspiração e instrução, recordando que a Palavra de Deus é «uma lâmpada para os meus pés, uma luz no meu caminho» (Salmo 119:105).
Podemos olhar para a história de José no livro de Gênesis. Quando tentado pela esposa de Potifar, José demonstrou uma força e uma fidelidade notáveis. Recusou-lhe os avanços, dizendo: «Como poderia eu fazer uma coisa tão má e pecar contra Deus?» (Génesis 39:9). O exemplo de José ensina-nos a importância de manter uma perspetiva centrada em Deus face à tentação. Reconheceu que ceder à paixão não só trairia a confiança de Potifar, mas, mais importante ainda, seria um pecado contra Deus.
A vida do Rei Davi oferece-lhe lições de advertência e de redenção. A sua paixão por Bate-Seba levou-o a um pecado grave e a consequências dolorosas (2 Samuel 11-12). Mas o arrependimento e a restauração subsequentes de Davi demonstram o perdão de Deus e a possibilidade de renovação mesmo depois de termos caído. A sua oração sincera no Salmo 51 fornece um modelo para procurar a limpeza e renovação de Deus: «Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito firme» (Salmo 51:10).
No Novo Testamento, encontramos orientação nos ensinos de Jesus. No Sermão da Montanha, Ele aborda a raiz da paixão: «Mas digo-vos que todo aquele que olhar para uma mulher com luxúria já cometeu adultério com ela no seu coração» (Mateus 5:28). Este ensinamento lembra-nos da importância de guardar os nossos pensamentos e intenções, não apenas as nossas ações.
Os escritos do apóstolo Paulo oferecem conselhos práticos para vencer a tentação. Em sua carta aos Filipenses, ele encoraja-nos a concentrar nossas mentes no que é puro e nobre: «Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é admirável — se alguma coisa é excelente ou louvável — pensem em tais coisas» (Filipenses 4:8). Esta prática de redirecionamento intencional do pensamento pode ser uma ferramenta poderosa na superação da paixão.
Podemos também inspirar-nos na fidelidade de Rute. Apesar da oportunidade de perseguir homens mais jovens após a morte do seu marido, Rute manteve-se leal à sua sogra Noemi e a Deus. A sua fidelidade acabou por ser recompensada com um novo casamento com Boaz, demonstrando que Deus honra aqueles que permanecem fiéis aos seus compromissos (Rute 1-4).
O Cântico de Salomão, ao celebrar a beleza do amor conjugal, também adverte contra o despertar prematuro do amor: "Não despertes nem despertes o amor até que assim o deseje" (Cântico dos Cânticos 2:7). Isso nos lembra da importância de nutrir e proteger o amor dentro do casamento, em vez de procurar excitação na paixão fora dele.
Por fim, recordemos o exemplo do próprio Cristo, que, «pela alegria que lhe foi apresentada, suportou a cruz, desprezando a sua vergonha» (Hebreus 12, 2). O seu compromisso inabalável com a vontade de Deus, mesmo perante a tentação e o sofrimento, constitui o modelo último de fidelidade e de autossacrifício.
Ao enfrentar o desafio de superar a paixão, tire força destes exemplos bíblicos. Recordam-nos que, com a ajuda de Deus, podemos vencer a tentação, encontrar o perdão quando caímos e crescer em fidelidade aos nossos compromissos. «Nenhuma tentação vos sobreveio, a não ser o que é comum à humanidade. Deus é fiel, Ele não vos deixará ser tentados além do que podeis suportar. Mas, quando fordes tentados, ele também vos dará uma saída, para que a possais suportar" (1 Coríntios 10:13).
Como pode a minha comunidade eclesial apoiar-me na manutenção da fidelidade e na superação da paixão?
A comunidade eclesial desempenha um papel vital no apoio aos seus membros através dos desafios da vida, incluindo a luta para manter a fidelidade e superar a paixão. Como corpo de Cristo, somos chamados a «carregar as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo» (Gálatas 6:2). Vamos explorar como a sua família da igreja pode ser uma fonte de força, orientação e responsabilidade nesta viagem.
A vossa comunidade eclesial pode proporcionar um ambiente nutritivo de oração e crescimento espiritual. Envolver-se em cultos regulares de adoração, estudos bíblicos e grupos de oração pode fortalecer sua fé e aprofundar seu relacionamento com Deus. Este alimento espiritual é essencial para combater o fascínio da paixão. À medida que vos aproximais de Cristo na vossa comunidade eclesial, descobrireis que «a paz de Deus, que transcende todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus» (Filipenses 4:7).
Procure a orientação dentro da sua igreja. Muitas congregações têm programas que combinam casais mais jovens com os mais experientes, ou indivíduos com crentes maduros. Estes mentores podem oferecer sabedoria, partilhar as suas próprias experiências e fornecer orientação com base em princípios bíblicos. "Andai com os sábios e tornai-vos sábios, porque um companheiro de tolos sofre o mal" (Provérbios 13:20).
A vossa Igreja também pode oferecer apoio através de pequenos grupos ou programas de enriquecimento matrimonial. Estes ambientes proporcionam espaços seguros para discutir desafios, partilhar lutas e receber encorajamento de outros que possam ter enfrentado tentações semelhantes. A honestidade e a vulnerabilidade promovidas nestes grupos podem ser ferramentas poderosas para a cura e o crescimento. «Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sejais curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz» (Tiago 5:16).
Considere procurar conselho de seu pastor ou de um conselheiro cristão treinado dentro de sua igreja. Muitas igrejas oferecem aconselhamento pastoral ou podem encaminhá-lo para terapeutas cristãos confiáveis. Estes profissionais podem fornecer orientação especializada que combina insights psicológicos com a sabedoria bíblica. "Por falta de orientação, uma nação cai, mas a vitória é conquistada através de muitos conselheiros" (Provérbios 11:14).
Envolva-se em oportunidades de serviço dentro de sua igreja. Ao concentrar-se em servir os outros e contribuir para a comunidade, redireciona sua energia e atenção para longe das tentações pessoais e para as necessidades dos outros. Este foco exterior pode ajudar a colocar a paixão em perspectiva e reforçar o vosso compromisso com a vossa fé e família. «Cada um de vós deve usar qualquer dom que tenha recebido para servir os outros, como fiel mordomo da graça de Deus nas suas várias formas» (1 Pedro 4:10).
A Igreja também pode prestar contas. Considere confiar em um amigo ou casal de confiança de sua congregação, pedindo-lhes para verificar-se com você regularmente e orar por seu casamento. Este nível de responsabilização pode ser um poderoso dissuasor da paixão e uma fonte de força em momentos de fraqueza. «Dois são melhores do que um, porque têm um bom retorno pelo seu trabalho: Se um deles cair, um pode ajudar o outro a subir» (Eclesiastes 4:9-10).
Participar de eventos e actividades da igreja como um casal. Esta experiência partilhada pode fortalecer o vosso vínculo e rodear-vos de uma comunidade solidária que valoriza e defende a santidade do matrimónio. Também oferece oportunidades para testemunhar e aprender com outros casamentos fortes, centrados em Cristo.
Por fim, lembrem-se de que a vossa igreja é um lugar de graça e perdão. Se tropeçarem, saibam que podem encontrar aceitação, apoio e orientação para a restauração dentro de sua comunidade de fé. «Irmãos e irmãs, se alguém for apanhado num pecado, vós, que viveis pelo Espírito, deveis restaurá-lo suavemente. Mas vigiai vós mesmos, para que também vós sejais tentados" (Gálatas 6:1).
A vossa comunidade eclesial é um dom de Deus, destinado a apoiar-vos e fortalecer-vos em todos os aspectos da vossa vida, incluindo o vosso casamento. Abraçai este apoio, estai abertos à orientação e deixai que os vossos irmãos e irmãs em Cristo caminhem ao vosso lado enquanto lutais pela fidelidade e superais os desafios da paixão. Juntos, unidos no amor de Cristo, podemos construir casamentos e comunidades que reflitam a fidelidade e a graça de Deus.
Bibliografia:
Adeyemi, J. (2023). Criar embaixadores do mercado na sociedade pluralista nigeriana. Global Journal
