Os cristãos solteiros são chamados a submeter-se?




  • Submeter-se a Deus implica alinhar a vontade com a orientação e os padrões morais de Deus, tomar decisões de vida com base na sua sabedoria e confiar nos seus planos, incluindo nas relações e no casamento.
  • A prática da submissão bíblica inclui a oração diária, o estudo das Escrituras, a obediência nas pequenas coisas, a gratidão, a responsabilidade, a submissão mútua nas relações e a entrega de planos futuros a Deus.
  • A submissão bíblica aplica-se além do casamento, estendendo-se às relações na família, no trabalho, na igreja e na sociedade, ao mesmo tempo em que reconhece Cristo como o último exemplo de submissão.
  • A submissão saudável caracteriza-se pelo respeito mútuo e amor sacrificial, enquanto a submissão doentia envolve medo, manipulação ou abuso. Os solteiros devem discernir a diferença para se prepararem para o potencial casamento.

O que a submissão bíblica significa para os cristãos solteiros?

A submissão bíblica para cristãos solteiros consiste fundamentalmente em colocar-nos humildemente sob a autoridade e orientação amorosa de Deus em todas as áreas da vida. Não se trata de subserviência ou de perder a nossa identidade individual, mas sim de alinhar a nossa vontade com a vontade perfeita de Deus para nós.

Para o único cristão, a submissão começa com a entrega de nossos corações, mentes e planos futuros ao Senhor. Significa procurar a sua sabedoria e orientação para as principais decisões da vida, em vez de confiar apenas na nossa própria compreensão. Isto pode aplicar-se a escolhas sobre educação, percursos profissionais, onde viver ou como usar o nosso tempo e recursos.

A submissão bíblica envolve também a submissão aos padrões e mandamentos morais de Deus, mesmo quando estes possam entrar em conflito com os nossos desejos pessoais ou pressões culturais. Por exemplo, isso pode significar abraçar a castidade e a pureza sexual, apesar das mensagens sociais que promovem a intimidade casual. Pode exigir perdoar aqueles que nos magoaram, mesmo quando nossas emoções clamam por vingança.

A submissão para solteiros inclui estar aberto ao calendário e aos planos de Deus em relação às relações e ao casamento. Embora seja natural e bom desejar um cônjuge, devemos precaver-nos contra fazer do casamento um ídolo ou precipitar-nos em parcerias imprudentes por impaciência ou medo de estar sozinhos. A verdadeira submissão significa confiar que os planos de Deus para nós – quer incluam ou não o casamento – são, em última análise, para o nosso bem e para a Sua glória.

É importante ressaltar que a submissão bíblica não é passiva ou fraca. Requer compromisso ativo com Deus através da oração, estudo das Escrituras e comunhão com outros crentes. Chama-nos a viver corajosamente a nossa fé, mesmo diante da oposição ou do ridículo. E habilita-nos a utilizar os nossos dons e talentos ao serviço dos outros e da promoção do reino de Deus.

Como os solteiros podem praticar a submissão a Deus em suas vidas diárias?

Praticar a submissão a Deus em nossas vidas diárias como cristãos solteiros é uma bela jornada de aproximar-se de nosso Pai Celestial. Não é um fardo, mas um caminho para a verdadeira liberdade e alegria. Deixem-me partilhar convosco algumas formas práticas de cultivar este espírito de submissão nas vossas experiências diárias.

Comece cada dia colocando-se conscientemente na presença de Deus através da oração. Oferecei-Lhe as horas vindouras, pedindo-Lhe orientação e força. Podeis orar: «Senhor, submeto-me hoje a Ti. Que a Tua vontade seja feita na minha vida.» Este simples ato dá o tom para um dia vivido em submissão aos propósitos de Deus.

Mergulhe diariamente nas Escrituras, permitindo que a Palavra de Deus molde os seus pensamentos e ações. Ao ler, peça ao Espírito Santo que ilumine passagens que falam de suas circunstâncias atuais. Esteja aberto a como Deus pode chamá-lo a mudar ou crescer através de sua Palavra. Lembrem-se das palavras do salmista: "A tua palavra é lâmpada para os meus pés, luz no meu caminho" (Salmo 119:105).

Pratique a obediência nas pequenas coisas. A submissão é frequentemente testada em momentos mundanos: optar por falar gentilmente com um colega de trabalho difícil, resistir à tentação de fofocar ou reservar tempo para a oração quando se está cansado. Cada pequeno ato de obediência fortalece nossa capacidade de submeter-nos em assuntos maiores.

Cultivem um coração de gratidão e contentamento na vossa atual estação de solteiros. Graças a Deus pelas oportunidades e liberdades únicas que este tempo lhe oferece. Resista à tentação de ansiar constantemente por uma fase diferente da vida, confiando que o calendário de Deus é perfeito.

Busque a responsabilidade e a orientação dos crentes maduros. Submeta-se à sabedoria de mentores piedosos que podem oferecer perspectiva e correção quando necessário. Participar ativamente de uma comunidade da igreja local, servir os outros e permitir-se ser pastoreado por líderes da igreja.

Em suas relações com os outros, pratique a submissão mútua, como descrito em Efésios 5:21: «Sujeitai-vos uns aos outros por reverência a Cristo.» Isto pode significar ouvir mais do que falar, considerar as necessidades dos outros antes das vossas, ou aceitar humildemente críticas construtivas.

Por fim, entregue os seus planos e desejos futuros a Deus. Embora seja bom definir objetivos e trabalhar diligentemente, mantenha estes planos de forma frouxa. Rezai regularmente sobre as vossas esperanças para o futuro – relacionadas com a carreira, as relações ou o crescimento pessoal – pedindo a Deus que alinhe os vossos desejos com a Sua vontade. Estejam abertos a caminhos inesperados que Ele pode conduzir-vos para baixo.

Lembrem-se, que a submissão a Deus não se trata de suprimir a vossa personalidade ou sonhos. Pelo contrário, trata-se de encontrar o seu verdadeiro eu e o seu propósito mais elevado na relação com o seu Criador amoroso. Ao praticardes a submissão diariamente, que experimenteis a paz e a realização que vem de caminhardes de perto com o Senhor.

A submissão só é relevante no casamento, ou também se aplica a outras relações?

É importante compreender que a submissão bíblica não se limita apenas ao contexto do casamento. Pelo contrário, é um princípio que permeia todos os aspetos da nossa vida como seguidores de Jesus, tocando todas as relações que temos.

Todos somos chamados a submeter-nos a Deus. Esta é a relação fundamental da qual fluem todas as outras formas de submissão piedosa. Como Tiago 4:7 nos instrui: "Sujeitai-vos, pois, a Deus. Resista ao diabo e ele fugirá de si.» Esta submissão primária ao nosso Pai Celestial molda o nosso caráter e orienta as nossas interações com os outros.

Em nossas famílias, os filhos são chamados a obedecer aos pais (Efésios 6:1-3). Esta é uma forma de submissão que honra a Deus e contribui para uma dinâmica familiar saudável. Mesmo como adultos, devemos respeitar e honrar nossos pais, embora a natureza da submissão possa mudar à medida que amadurecemos.

No local de trabalho, os trabalhadores são instruídos a submeterem-se aos seus empregadores, trabalhando «como se servissem ao Senhor, não às pessoas» (Efésios 6:7). Tal não significa tolerar abusos ou práticas antiéticas, mas exige que respeitemos a autoridade e desempenhemos os nossos deveres com integridade e excelência.

Na comunidade eclesial, somos chamados a "submeter-nos uns aos outros por reverência a Cristo" (Efésios 5:21). Esta submissão mútua cria uma atmosfera de humildade, serviço e unidade no corpo de Cristo. os crentes são instruídos a submeter-se aos seus líderes espirituais (Hebreus 13:17), reconhecendo a autoridade dada por Deus e a responsabilidade que esses líderes carregam.

Em nossa relação com as autoridades governamentais, Romanos 13:1 nos diz: "Que todos estejam sujeitos às autoridades governamentais, pois não há autoridade exceto aquela que Deus estabeleceu." Embora isso não exija obediência cega a leis injustas, ele nos chama a ser bons cidadãos e a respeitar as estruturas da autoridade civil.

Mesmo em nossas amizades e relações de pares, um espírito de submissão pode estar presente. Tal pode parecer colocar as necessidades dos outros à frente das nossas, ser rápido a ouvir e lento a falar, ou receber humildemente conselhos ou correções de quem se preocupa connosco.

É crucial compreender que a submissão bíblica nestes vários contextos não se trata de criar hierarquias de valor ou valor humano. Pelo contrário, trata-se de reconhecer os diferentes papéis e responsabilidades que Deus atribuiu nas relações humanas e de lhes responder com humildade e graça.

Todas as formas de submissão terrena devem ser vistas através das lentes de nossa lealdade primária a Deus. Se alguma autoridade humana nos pede que violemos os mandamentos de Deus ou a nossa consciência, temos de recusar respeitosamente, seguindo o exemplo dos apóstolos que declararam: «Temos de obedecer a Deus e não aos seres humanos!» (Atos 5:29).

Em todas estas relações, o nosso modelo de submissão é o próprio Jesus Cristo, que se submeteu à vontade do Pai até à morte numa cruz (Filipenses 2:5-8). Sua submissão não era fraca ou passiva, mas forte, intencional e, finalmente, triunfante.

Portanto, vamos abraçar uma compreensão bíblica da submissão que se estende muito além do casamento. Cultivemos corações rendidos a Deus e humildemente comprometidos com os outros, sabendo que desta forma refletimos o caráter de Cristo e participamos no bom desígnio de Deus para as relações humanas.

O que são formas saudáveis vs. insalubres de submissão nas relações de namoro?

Ao navegar pelas águas delicadas das relações de namoro, é crucial compreender a diferença entre formas saudáveis e não saudáveis de submissão. Este discernimento é vital para promover relações que honrem a Deus e respeitem a dignidade de cada pessoa envolvida.

A submissão saudável em uma relação de namoro está enraizada no respeito mútuo, no amor e num compromisso compartilhado de seguir a Cristo. Reflete o princípio bíblico mais amplo de "submeter-se uns aos outros por reverência a Cristo" (Efésios 5:21). Na prática, isto pode parecer:

  • Ouvir atentamente as perspetivas uns dos outros e valorizar o contributo do seu parceiro para as decisões que o afetam a ambos.
  • Estar disposto a comprometer-se em assuntos não essenciais para o bem da relação.
  • Encorajar o crescimento espiritual uns dos outros e apoiar os sonhos e os chamados dados por Deus uns aos outros.
  • Respeitar os limites uns dos outros, em especial nos domínios da intimidade física e emocional.
  • Aceitar humildemente o feedback construtivo do teu parceiro quando oferecido no amor.

Submissão saudável não significa que uma pessoa se dedique sempre à outra. Em vez disso, envolve uma dança de dar e receber, em que ambos os parceiros procuram colocar as necessidades do outro e a saúde da relação antes dos seus próprios desejos.

Por outro lado, a submissão doentia nas relações de namoro muitas vezes decorre do medo, insegurança ou mal-entendidos sobre o ensino bíblico. Alguns sinais de aviso de submissão insalubre incluem:

  • Um dos parceiros toma sistematicamente todas as decisões sem ter em conta os contributos ou os sentimentos do outro.
  • Sentir-se pressionado a comprometer seus valores, fé ou limites pessoais para agradar seu parceiro.
  • Tolerar os abusos emocionais, verbais ou físicos com base num sentido errado de «apresentação».
  • Negligenciar as suas próprias necessidades, amizades ou crescimento pessoal para satisfazer todos os caprichos do seu parceiro.
  • Usar conceitos bíblicos de submissão para manipular ou controlar o seu parceiro.

É importante recordar que, numa relação de namoro, nenhum dos parceiros tem autoridade sobre o outro que existe num pacto matrimonial. Portanto, o tipo de submissão descrita para as esposas em Efésios 5 não se aplica diretamente aos casais que namoram.

A verdadeira submissão bíblica é sempre voluntária, nunca coagida. O próprio Jesus, nosso exemplo perfeito de submissão ao Pai, escolheu livremente este caminho por amor. Nas suas relações de namoro, qualquer pedido de submissão deve ser visto com cuidado.

Para aqueles que estão em relacionamentos de namoro, eu os encorajo a se concentrarem no desenvolvimento do respeito mútuo, da comunicação aberta e de um compromisso compartilhado de seguir a Cristo. Estes elementos estabelecerão uma base sólida para compreender e praticar a submissão saudável se o casamento estiver no seu futuro.

Lembre-se, que o objetivo final de uma relação de namoro cristão é discernir se Deus está chamando-o para o casamento com esta pessoa. Aproveite este tempo para observar como você e o seu parceiro lidam com as diferenças, tomam decisões em conjunto e apoiam-se mutuamente na caminhada com Cristo. Estes padrões lhe darão uma visão valiosa de como a submissão e a liderança podem funcionar em um casamento em potencial.

Acima de tudo, mantenham os olhos fixos em Jesus, submetendo-se antes de tudo a Ele. À medida que ambos procuram honrar a Cristo em seu relacionamento, encontrarão a sabedoria e a graça para navegar nestas águas complexas de submissão no namoro.

Como a submissão difere para homens e mulheres nas relações cristãs?

A questão de como a submissão difere entre homens e mulheres nas relações cristãs exige uma análise cuidadosa e um coração sintonizado com a plenitude da Palavra de Deus. Devemos abordar este tópico com humildade, reconhecendo que os preconceitos culturais e as experiências pessoais às vezes podem obscurecer nossa compreensão dos princípios bíblicos.

É essencial afirmar que, aos olhos de Deus, os homens e as mulheres têm igual valor e dignidade. Como Gálatas 3:28 nos lembra, "Não há judeu nem gentio, nem escravo nem livre, nem há homem e mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus." Esta igualdade fundamental é o fundamento sobre o qual todas as relações cristãs devem ser construídas.

Mas a igualdade no valor não significa necessariamente a igualdade nos papéis ou nas responsabilidades. A Bíblia fala de algumas distinções na forma como homens e mulheres devem se relacionar uns com os outros, particularmente no contexto do casamento e da liderança da igreja. Estas distinções não dizem respeito à superioridade ou à inferioridade, mas a funções complementares que refletem diferentes aspetos da natureza de Deus e da sua relação com a Igreja.

No casamento, Efésios 5:22-33 descreve um modelo em que as esposas são chamadas a submeter-se a seus maridos como a Igreja se submete a Cristo, enquanto os maridos são instruídos a amar suas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Esta passagem tem sido objecto de muito debate e, infelizmente, por vezes de má utilização. É fundamental compreender que o papel do marido não é de dominação, mas de amor sacrificial e liderança servidora. A submissão da esposa não é uma obediência cega, mas uma entrega voluntária à liderança amorosa do marido.

Fora do casamento, o chamado bíblico à submissão aplica-se a homens e mulheres em vários contextos. Somos todos chamados a nos submeter a Deus (Tiago 4:7), às autoridades governantes (Romanos 13:1), aos líderes da igreja (Hebreus 13:17) e uns aos outros no corpo de Cristo (Efésios 5:21). Nestas áreas, não há distinção entre como homens e mulheres devem praticar a submissão.

Na igreja, há diferentes interpretações entre os cristãos fiéis sobre os papéis dos homens e das mulheres na liderança. Algumas tradições entendem certas passagens (como 1 Timóteo 2:11-12) para limitar o papel das mulheres no ensino e na autoridade sobre os homens, enquanto outras interpretam estas passagens de forma diferente à luz do contexto cultural e de outros exemplos bíblicos de mulheres em liderança.

Independentemente da sua posição sobre estas questões específicas, é evidente que tanto os homens como as mulheres são chamados a servir na igreja, utilizando os seus dons para a edificação do corpo de Cristo. Submissão neste contexto significa usar humildemente os dons sob a autoridade da liderança da igreja e para o bem da comunidade.

Em todas as relações - sejam amizades, parcerias de trabalho ou colaborações ministeriais - homens e mulheres são chamados a praticar a submissão mútua por reverência a Cristo (Efésios 5:21). Tal implica colocar as necessidades dos outros à frente das nossas, ouvir com humildade e estar disposto a ceder às nossas preferências em prol da unidade e do amor.

As expressões culturais de submissão podem variar, mas os princípios subjacentes de respeito mútuo, amor sacrificial e unidade em Cristo devem guiar todas as relações cristãs.

Enquanto navegais nestas questões complexas, exorto-vos a abordá-las com oração, estudo cuidadoso das Escrituras e abertura à orientação do Espírito Santo. Procure compreender o coração do desígnio de Deus para as relações, que está sempre enraizado no amor, no respeito mútuo e no florescimento de todos os seus filhos. Lembre-se de que o nosso último exemplo é o próprio Cristo, que se submeteu à vontade do Pai e se entregou a si mesmo por todos nós. Que o seu amor e humildade sejam o modelo para todas as nossas relações, transcendendo as distinções de género e refletindo a beleza do reino de Deus para um mundo observador.

Que papel desempenha a submissão na preparação de solteiros para potenciais futuros casamentos?

A submissão desempenha um papel vital, mas muitas vezes incompreendido, na preparação dos solteiros para o vínculo sagrado do casamento. Devemos abordar este tema com grande cuidado, pois toca os aspectos mais profundos das relações humanas e a nossa ligação com o divino.

A submissão, devidamente compreendida, não é sobre dominação ou perda de si mesmo, mas sim sobre cultivar a humildade, o altruísmo e um espírito de cooperação. Para os solteiros que contemplam o casamento, aprender a submeter-se – primeiro a Deus e depois, de forma adequada, aos outros – pode ser um poderoso exercício espiritual que prepara o coração para a intimidade e a doação mútua da vida conjugal.

Ao praticar a submissão à vontade de Deus, os solteiros desenvolvem os músculos espirituais necessários para um dia se submeterem a um cônjuge por amor, não por medo ou obrigação. Esta submissão ao divino ajuda-nos a reconhecer os nossos próprios limites e necessidade de graça, fomentando a humildade essencial para relações harmoniosas.

A submissão nos ensina a ouvir profundamente, a deixar de lado nossos próprios desejos às vezes para o bem do outro e a confiar em uma sabedoria maior do que a nossa. Todas estas são competências cruciais para a construção de um casamento forte, fundado no respeito mútuo e num propósito partilhado.

Mas temos de ser claros: a submissão em preparação para o casamento nunca deve significar tolerar o abuso, suprimir os dons dados por Deus ou perder o sentido de dignidade inerente como filho amado de Deus. Em vez disso, trata-se de aprender a dançar com o outro em um espírito de amor generoso, às vezes liderando e às vezes seguindo como a música da vida exige.

Para os solteiros, praticar a submissão pode envolver servir os outros na sua comunidade, estar aberto à orientação de mentores ou entregar planos pessoais à visão mais ampla de Deus. De todas estas maneiras, cultivam um coração pronto para um dia se juntar a outro na bela e desafiadora dança da vida conjugal.

Como os solteiros podem equilibrar a independência com a submissão bíblica?

A questão de equilibrar a independência com a submissão bíblica é uma questão que fala ao próprio coração da nossa condição humana. Somos criados tanto para a autonomia como para a comunhão, chamados a ser plenamente nós mesmos, ao mesmo tempo que vivemos numa relação de amor com Deus e com o próximo.

Para os solteiros que procuram honrar a Deus, este equilíbrio requer grande sabedoria e discernimento. A independência é um presente, permitindo-nos desenvolver nossos talentos únicos, perseguir nossos chamados e crescer em maturidade. No entanto, sem controlo, pode levar ao isolamento e ao orgulho. A submissão bíblica, por outro lado, nos liga a Deus e à comunidade, mas incompreendido pode levar a uma perda prejudicial de si mesmo.

A chave, creio eu, está em reconhecer que a verdadeira independência e submissão piedosa não são opostos, mas virtudes complementares que sustentam nosso pleno florescimento como filhos de Deus.

Considere como Cristo modelou este equilíbrio perfeitamente. Foi totalmente submetido à vontade do Pai, mas também plenamente capacitado na sua missão e identidade. Retirou-se para orar sozinho, mas derramou-se em serviço aos outros. Sua independência fluiu de sua submissão, e sua submissão melhorou em vez de diminuir sua personalidade única.

Para os solteiros, cultivar este equilíbrio semelhante ao de Cristo pode parecer:

  • Desenvolver os próprios dons e perseguir objetivos pessoais, mantendo-se simultaneamente aberto à orientação de Deus e à sabedoria da comunidade.
  • Construir uma vida de autossuficiência e responsabilidade, ao mesmo tempo que cria espaço para a interdependência e a vulnerabilidade com os outros.
  • Formar fortes convicções pessoais, ao mesmo tempo que considera humildemente outras perspectivas e está disposto a ceder quando a consciência o permitir.
  • Abraçar estações de solidão para o crescimento e a reflexão, equilibradas com um profundo empenho na vida da Igreja e da comunidade.
  • Tomar decisões autónomas sobre o seu caminho na vida, ao mesmo tempo que submete essas decisões a Deus em oração e procura aconselhamento de mentores de confiança.

Lembremo-nos de que a submissão a Deus realmente aumenta nossa verdadeira liberdade. Como observou sabiamente Santo Agostinho, «servir a Deus é uma liberdade perfeita». Quando alinhamos as nossas vontades com o amor perfeito de Deus, tornamo-nos mais plenamente nós próprios.

Para os solteiros, isso pode significar seguir corajosamente uma carreira ou um ministério, enquanto permanece aberto a Deus redirecionar esses planos. Pode envolver o estabelecimento de limites saudáveis nas relações, ao mesmo tempo em que pratica a hospitalidade e o serviço radicais. As possibilidades são tão únicas como cada filho amado de Deus.

Quais são os equívocos comuns sobre a submissão que os solteiros devem estar cientes?

Devemos rejeitar a noção de que a submissão significa subserviência ou uma perda da dignidade pessoal. Deus, que criou cada um de nós à sua imagem, nunca nos chama a diminuir os dons únicos e a personalidade que Ele nos deu. Submissão, devidamente compreendida, não é tornar-se menos, mas tornar-se mais plenamente quem estamos destinados a ser em relação com Deus e com os outros.

Outro equívoco perigoso é que a submissão é apenas da responsabilidade das mulheres. Isso distorce o ensino bíblico e pode levar a dinâmicas insalubres nas relações. Todos os cristãos, independentemente do sexo, são chamados a submeter-se a Deus e a praticar a submissão mútua em nossas relações, como vemos em Efésios 5:21: "Sujeitai-vos uns aos outros por reverência a Cristo."

Devemos também ser cautelosos com a ideia de que a submissão significa nunca discordar ou sempre adiar os desejos dos outros. A verdadeira submissão envolve a comunicação honesta, a partilha de perspetivas e, por vezes, até o desafio respeitoso de ideias ou decisões. Não se trata de suprimir a própria voz, mas de a utilizar de formas que se acumulem em vez de a deitar abaixo.

Alguns acreditam erroneamente que a submissão é primariamente sobre o comportamento exterior, em vez de uma disposição do coração. Mas Deus olha para o coração, e a verdadeira submissão flui do amor, da confiança e do desejo de unidade, não da mera obediência ou do medo.

Há também um equívoco de que a submissão significa tolerar o abuso ou permanecer em situações prejudiciais. Isto é categoricamente falso. Deus chama-nos a amar e respeitar-nos como Seus filhos amados e, por vezes, o ato mais submisso à vontade de Deus é afastar-nos de relacionamentos ou ambientes destrutivos.

Finalmente, devemos desafiar a noção de que a submissão é de alguma forma oposta à força ou à liderança. Na verdade, muitas vezes requer grande força para se submeter, e a capacidade de se submeter graciosamente é uma qualidade crucial para qualquer bom líder.

Para os solteiros que navegam nestes equívocos, é importante:

  • Estude exemplos bíblicos de submissão em seu contexto completo, não versículos isolados.
  • Busque a sabedoria dos cristãos maduros que modelam relações saudáveis e vivificantes.
  • Refletir sobre a forma como a submissão de Cristo à vontade do Pai foi um ato de imensa força e amor, e não de fraqueza.
  • Pratique a submissão de formas apropriadas dentro das amizades, da comunidade eclesial e das relações de trabalho.
  • Esteja atento aos ensinamentos ou à dinâmica das relações que utilizam a «submissão» como instrumento de controlo ou manipulação.

Lembre-se de que o desígnio de Deus para a submissão é sempre vivificante, sempre enraizado no amor e sempre orientado para o nosso florescimento e o florescimento das nossas relações. Que possamos crescer em sabedoria para discernir a verdade sobre a submissão, rejeitar as distorções prejudiciais e abraçar a bela e desafiadora realidade das vidas submetidas ao amor perfeito de Deus.

Como a submissão se relaciona com os limites pessoais dos solteiros cristãos?

A relação entre submissão e fronteiras pessoais é uma questão delicada, mas crucial, especialmente para os cristãos solteiros que navegam nas complexidades da fé e das relações no mundo de hoje. Vamos abordar este tópico com a sabedoria das serpentes e a inocência das pombas, como nosso Senhor Jesus aconselha.

Devemos compreender que a submissão piedosa e os limites pessoais saudáveis não são opostos, mas sim aspectos complementares da vida cristã madura. Assim como Cristo, na sua perfeita submissão ao Pai, sabia quando empenhar-se e quando retirar-se, quando falar e quando permanecer em silêncio, assim também devemos discernir os limites apropriados em nossas vidas e relacionamentos.

Submissão a Deus e uns aos outros no amor não significa apagar todos os limites pessoais. Pelo contrário, significa alinhar os nossos limites com a vontade de Deus e com o verdadeiro bem dos outros. Limites saudáveis protegem nossa dignidade dada por Deus, gerem nossos recursos sabiamente e criam espaço para que as relações autênticas floresçam.

Para solteiros cristãos, isto pode parecer:

  • Dizer «não» a exigências excessivas de tempo ou energia, mesmo das atividades da igreja ou do ministério, para manter um ritmo sustentável de trabalho, descanso e culto.
  • Definir expectativas claras nas relações de namoro acerca da intimidade física e emocional, guiadas por princípios bíblicos e convicções pessoais.
  • Comunicar abertamente com os amigos e a família sobre as necessidades e os limites de cada um, mantendo-se aberto a servir sacrificialmente quando verdadeiramente chamado a fazê-lo.
  • Proteger o coração e a mente contra influências que comprometem a fé ou os valores, mantendo-se simultaneamente empenhados na cultura mais ampla como o sal e a luz.

Lembre-se de que o próprio Jesus modelou a perfeita submissão à vontade do Pai, mantendo simultaneamente limites claros. Retirou-se para orar sozinho, às vezes recusava pedidos de cura ou ensino para permanecer focado em sua missão, e falava a verdade ao poder quando necessário.

Ao praticar a submissão, abrimo-nos à orientação de Deus e à sabedoria da comunidade. No entanto, esta abertura exige o discernimento para reconhecer quais as influências que se alinham com a vontade de Deus para as nossas vidas. As fronteiras saudáveis ajudam-nos a permanecer enraizados na nossa identidade em Cristo, impedindo-nos de sermos "atirados para lá e para cá pelas ondas e levados por todo vento de doutrina" (Efésios 4:14).

Ao manter limites apropriados, os solteiros cristãos aumentam a sua capacidade de submissão e serviço genuínos. Quando estamos seguros em nossa identidade e claros sobre nossos limites, podemos dar-nos mais livre e autenticamente de nós mesmos sem medo de sermos esgotados ou aproveitados.

É igualmente importante notar que os limites podem mudar ao longo do tempo à medida que crescemos na maturidade e que as nossas circunstâncias de vida mudam. O que é um limite apropriado para um novo crente ou um jovem adulto pode ser diferente do que é adequado para um cristão mais maduro ou alguém numa fase diferente da vida. A chave é procurar continuamente a sabedoria de Deus e o conselho de mentores de confiança para discernir onde traçar estas linhas.

Que exemplos bíblicos podem os solteiros procurar orientação sobre a submissão piedosa?

As Escrituras oferecem-nos uma vasta teia de exemplos que iluminam o caminho da submissão piedosa para todos os crentes, incluindo aqueles que são solteiros. Voltemo-nos para estas histórias sagradas com o coração aberto, procurando a sabedoria que elas oferecem para os nossos próprios caminhos de fé.

Devemos olhar para o próprio Cristo, o modelo perfeito de submissão. Embora divino, ele "não considerou a igualdade com Deus uma coisa a ser agarrada, mas esvaziou-se, assumindo a forma de um servo" (Filipenses 2:6-7). A submissão de Jesus à vontade do Pai levou-o à cruz, mas também à glória da ressurreição. Para os solteiros, o exemplo de Cristo ensina que a verdadeira submissão, longe de nos diminuir, cumpre efetivamente o nosso propósito e identidade mais profundos.

Considerai também Maria, a Mãe de nosso Senhor. Quando jovem, solteira, submeteu-se ao plano espantoso de Deus com as palavras: «Eis que eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lucas 1:38). O decreto de Maria demonstra como a submissão à vontade de Deus pode levar-nos a aventuras que ultrapassam a nossa imaginação, mesmo quando perturbam os nossos planos cuidadosamente estabelecidos.

O profeta Jeremias fornece outro exemplo poderoso. Chamado por Deus quando jovem, submeteu-se a um ministério profético difícil, apesar de seus sentimentos de inadequação. A sua obediência levava muitas vezes à rejeição e ao sofrimento, mas mantinha-se fiel. A vida de Jeremias recorda aos solteiros que a submissão ao chamado de Deus pode ser um desafio, mas é, em última análise, o caminho para uma vida de significado e impacto poderosos.

Podemos também aprender com Rute, que, como jovem viúva, se submeteu à liderança de Deus ao seguir a sogra para uma terra estrangeira. As suas famosas palavras, «O teu povo será o meu povo, e o teu Deus o meu Deus» (Rute 1:16), exemplificam uma submissão que ultrapassa fronteiras culturais e conduz a bênçãos inesperadas.

O apóstolo Paulo, que permaneceu solteiro para dedicar-se plenamente ao ministério, modela uma vida de submissão radical a Cristo. A sua conversão dramática na estrada para Damasco começou com a questão submissa: «Que hei-de fazer, Senhor?» (Atos 22:10). A vida subsequente de serviço, sofrimento e alegria de Paulo fornece um poderoso exemplo de como a submissão a Deus pode alimentar uma vida de propósito e impacto.

Para aqueles que lutam com a submissão, a história de Jonas oferece advertência e esperança. A sua recusa inicial de se submeter ao chamado de Deus levou a turbulências, mas o amor persistente de Deus acabou por levá-lo de volta a um lugar de obediência e ministério poderoso.

Não devemos esquecer Daniel e seus amigos, que, como jovens no exílio, submeteram-se a Deus mesmo quando isso significava desafiar as autoridades terrenas. A sua fé corajosa perante fornos de fogo e covis de leões recorda aos solteiros que a submissão piedosa exige muitas vezes grande coragem e pode colocar-nos em desacordo com a cultura circundante.

Por fim, consideremos João Batista, que se submeteu ao seu papel de precursor de Cristo com humildade e alegria. As suas palavras, «Ele tem de aumentar, mas eu tenho de diminuir» (João 3:30), captam o âmago da verdadeira submissão – uma diminuição voluntária do eu que permite que Cristo seja magnificado nas nossas vidas.

Queridos solteiros, ao contemplardes estes exemplos, recordai-vos de que cada uma destas figuras bíblicas foi uma vez solteira, percorrendo o seu próprio caminho de fé e de submissão. As suas histórias recordam-nos que a submissão não tem a ver com passividade, mas sim com alinhar ativamente as nossas vontades com o plano perfeito de Deus. Pode levar-nos por caminhos inesperados, exigir grandes sacrifícios, ou chamar-nos a permanecer firmes contra as pressões culturais. No entanto, é sempre, sempre, o caminho para a nossa realização mais verdadeira e para uma vida que produz frutos duradouros para o reino de Deus.

Que possais encontrar nestes exemplos a inspiração e a coragem para submeterdes plenamente a vossa própria vida a Cristo, confiando que ao perderdes a vossa vida por Ele a encontrareis verdadeiramente (Mateus 16:25). E que o vosso caminho de submissão como uma única pessoa vos prepare para qualquer chamado que Deus tenha para o vosso futuro, seja o casamento ou uma vida contínua de devoção única a Cristo e à Sua Igreja.

Bibliografia:

Adams, N. (2022). Corte de salame: clarificar o erro comum

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