O papel de uma mãe cristã: Informações da Bíblia




  • A Bíblia fornece uma definição divina da maternidade, enfatizando o significado e o valor das mães na vida de seus filhos e famílias.
  • Os deveres de uma mãe na Bíblia incluem nutrir, instruir e guiar seus filhos nos caminhos do Senhor, bem como prover cuidados, amor e apoio.
  • A Bíblia destaca as características de uma mãe piedosa, como sabedoria, paciência, bondade e fidelidade. Estas qualidades capacitam as mães a criar seus filhos de uma forma que honra a Deus.
  • Ser mãe de acordo com a Bíblia envolve assumir o papel de um cuidador, professor e líder espiritual dentro da família, criando um ambiente que promove o crescimento, o amor e a piedade.

Como a Bíblia define a maternidade?

A Bíblia apresenta a maternidade como uma vocação sagrada e uma benção de Deus. Desde o início, no livro do Génesis, vemos que Deus criou a mulher com a capacidade de suportar e nutrir a vida. Deus abençoou-os e disse-lhes: «Sede fecundos e multiplicai-vos; encher a terra e subjugá-la» (Génesis 1:28). Este mandato divino estabelece a maternidade como parte do plano de Deus para a humanidade.

Ao longo das Escrituras, a maternidade é retratada como um papel multifacetado que abrange dimensões físicas, emocionais e espirituais. Começa com o milagre da conceção e do parto, como vemos nas palavras do salmista: «Juntas-me no ventre da minha mãe» (Salmo 139:13). Mas a maternidade estende-se muito além do ato biológico de dar à luz. Envolve a educação, a proteção e a orientação contínuas das crianças.

A Bíblia apresenta as mães como professoras de fé e sabedoria. Em Provérbios, lemos as belas palavras do rei Lemuel, partilhando a instrução que sua mãe lhe deu (Provérbios 31:1-9). Esta passagem destaca o papel vital que as mães desempenham na formação do caráter e dos valores de seus filhos. Do mesmo modo, a fé de Timóteo é atribuída à influência da sua mãe e da sua avó (2 Timóteo 1:5).

A maternidade nas Escrituras também é caracterizada pelo amor sacrificial e devoção. Vemos isto exemplificado em muitas narrativas bíblicas, desde a dedicação de Samuel ao Senhor por Ana (1 Samuel 1:27-28) até à vontade de Maria de dar à luz o Filho de Deus (Lucas 1:38). Estas histórias revelam que a maternidade envolve frequentemente a entrega e a confiança no plano de Deus.

No entanto, a definição bíblica de maternidade não se limita às mães biológicas. Vemos exemplos de mães adotivas, como a filha de Faraó que criou Moisés (Êxodo 2:10), e mães espirituais, como Noemi a Rute (Rute 1:16-17). Esta compreensão mais ampla lembra-nos que a maternidade é, em última análise, sobre nutrir e orientar os outros no amor, independentemente dos laços biológicos.

A Bíblia define a maternidade como um papel dado por Deus de imensa importância, caracterizado pelo amor, sacrifício, sabedoria e fé. Trata-se de um chamado que reflete a natureza nutritiva de Deus e desempenha um papel crucial no seu plano para o florescimento da humanidade (Brittain & Carroll, n.d.; Igreja, 2000)

Quais são os principais deveres e responsabilidades das mães de acordo com as Escrituras?

As Escrituras descrevem vários deveres e responsabilidades fundamentais para as mães piedosas, todas enraizadas no amor e no serviço a Deus e à família. Pensemos nestas tarefas sagradas que moldam os corações e as almas das gerações futuras.

As mães são chamadas a nutrir e cuidar dos filhos. Tal começa por satisfazer as suas necessidades físicas, como vemos nas belas imagens de Isaías: «Pode uma mãe esquecer o bebé ao peito e não ter compaixão pelo filho que deu à luz?» (Isaías 49:15). Esta nutrição estende-se também aos cuidados emocionais, proporcionando conforto e segurança. O apóstolo Paulo compara o seu próprio cuidado pastoral ao de uma mãe: «Fomos gentis entre vós, como uma mãe que amamenta os seus próprios filhos» (1 Tessalonicenses 2:7).

Em segundo lugar, a Escritura sublinha o papel da mãe no ensino e na instrução dos filhos, nomeadamente em matéria de fé. Vemos isso em Deuteronómio 6:6-7: «Estes mandamentos que hoje vos dou devem estar nos vossos corações. As mães devem ser exemplos vivos de fé, transmitindo o conhecimento e o amor de Deus à próxima geração. Esta responsabilidade é belamente ilustrada na vida de Timóteo, cuja fé sincera viveu pela primeira vez em sua avó Lois e sua mãe Eunice (2 Timóteo 1:5). As mães desempenham um papel fundamental não só para alimentar a fé, mas também para incutir valores que moldam o caráter dos seus filhos. Ensinamentos Bíblicos Sobre a Criação de Filhos destacar a importância da orientação, da disciplina e da partilha intencional de lições de vida. À medida que modelam uma base espiritual forte, as mães capacitam seus filhos a crescerem em homens de integridade e fé.

Em terceiro lugar, as mães são chamadas a disciplinar e orientar os filhos. Provérbios repetidamente enfatiza a importância da disciplina parental: "Não retenhas a disciplina a uma criança" (Provérbios 23:13). Esta disciplina, mas deve ser administrada com amor e sabedoria, não com aspereza. Faz parte da responsabilidade geral criar os filhos "na formação e instrução do Senhor" (Efésios 6:4).

Em quarto lugar, as mães têm o dever de criar um ambiente familiar piedoso. A mulher virtuosa de Provérbios 31 "vigia os negócios de sua casa" (Provérbios 31:27). Isto envolve não só a gestão de assuntos práticos, mas também a promoção de uma atmosfera de amor, paz e crescimento espiritual.

Por fim, a Escritura chama as mães a orar por seus filhos. Vemos exemplos poderosos disto na oração de Ana por Samuel (1 Samuel 1:27) e no Magnificat de Maria (Lucas 1:46-55). Através da oração, as mães confiam os seus filhos aos cuidados e à orientação de Deus.

Estas responsabilidades não devem ser pesadas, mas devem ser desempenhadas com alegria e em parceria com os pais e a comunidade mais ampla da fé. Ao refletirmos sobre estes deveres, lembremo-nos de que são, em última análise, um reflexo do próprio amor nutridor de Deus pelos Seus filhos (Cox, Francis Augustus, 2006; Douglass, 1997; Dzubinski & Stasson, 2021; (III) & Witherington, 1990)

Como a Bíblia descreve a importância e o valor das mães?

A Bíblia fala com reverência poderosa sobre a importância e o valor das mães piedosas. Desde o início da criação até ao culminar do plano de Deus em Jesus Cristo, as mães desempenham um papel indispensável no desígnio de Deus para a humanidade. As mães são honradas por seu amor nutritivo e sacrificial e por sua capacidade de moldar os corações e as mentes de seus filhos. Em muitas tradições religiosas e espirituais, há também uma rica tradição de Explorar a energia da Mãe Divina, Reconhecer os aspectos maternos do divino e a natureza nutritiva e compassiva de Deus. Deste modo, as mães são celebradas não só pelo seu papel terreno, mas também veneradas como reflexo do amor e do cuidado divinos. As mães encarnam as qualidades do altruísmo, da sabedoria e da força, dando-lhes um poderoso exemplo da Significado da paternidade piedosa. A sua influência vai muito além do lar, afetando as gerações futuras e moldando o tecido da sociedade. Os ensinamentos da Bíblia sobre o valor das mães piedosas servem para recordar o profundo impacto que uma mãe nutritiva e fiel pode ter no mundo.

No Génesis, vemos que Eva é chamada «a mãe de todos os vivos» (Génesis 3:20), salientando a importância fundamental da maternidade na existência humana. Este tema das mães como doadoras de vida e cuidadoras percorre toda a Escritura, salientando o seu valor insubstituível no plano de Deus.

A Bíblia utiliza frequentemente imagens maternas para descrever o amor e o cuidado de Deus pelo seu povo. Em Isaías 66:13, Deus diz: «Assim como uma mãe consola o seu filho, também eu o consolarei a si.» Esta comparação eleva o papel das mães, sugerindo que o seu amor reflete algo da própria natureza de Deus.

Os Dez Mandamentos instruem-nos especificamente a honrar nosso pai e nossa mãe (Êxodo 20:12), o único mandamento com uma promessa anexada: «para que vivas muito tempo na terra que o Senhor teu Deus te dá.» Este mandato divino sublinha o elevado valor que Deus atribui às mães e ao seu papel na sociedade.

Ao longo do Antigo Testamento, vemos o papel crucial que as mães desempenharam na preservação da linhagem da fé. Sara, Rebeca, Raquel e outros são retratados não apenas como portadores de filhos, mas como participantes ativos nas promessas do pacto de Deus. A fé e as ações destas mães moldaram o curso da história de Israel.

No Novo Testamento, vemos a afirmação última da maternidade em Maria, a mãe de Jesus. A sua disponibilidade para levar o Filho de Deus e a sua presença fiel durante toda a sua vida e ministério realçam o poderoso impacto que uma mãe pode ter. O próprio Jesus, mesmo em seus momentos de morte na cruz, assegurou-se de que sua mãe seria cuidada (João 19:26-27), demonstrando a importância duradoura do vínculo mãe-filho.

O apóstolo Paulo, nas suas cartas, utiliza frequentemente metáforas maternas para descrever o seu próprio ministério e o papel da Igreja, salientando ainda mais o valor da maternidade. Escreve: «Fomos gentis entre vós, como uma mãe que cuida dos seus filhos pequenos» (1 Tessalonicenses 2:7).

A Bíblia reconhece a influência única que as mães têm na formação da fé das gerações futuras. A fé sincera de Timóteo é atribuída à influência de sua mãe e avó (2 Timóteo 1:5), destacando o papel vital que as mães desempenham na formação espiritual.

De todas estas formas, as Escrituras afirmam que as mães não são apenas importantes, mas essenciais no plano de Deus para o florescimento humano. O seu valor reside não só no seu papel biológico, mas também na sua capacidade de nutrir, ensinar e moldar os corações e as mentes dos seus filhos e, por extensão, o futuro da sociedade e da Igreja.

Vamos, portanto, valorizar e honrar as mães entre nós, reconhecendo no seu amor e sacrifício um reflexo do próprio coração de Deus pelos Seus filhos (Douglass, 1997; Dzubinski & Stasson, 2021; Laporte, 1982)

Que qualidades e características devem as mães cristãs esforçar-se para encarnar?

Ao contemplarmos a nobre vocação da maternidade, reflitamos sobre as qualidades e características que as mães cristãs devem esforçar-se por encarnar, iluminadas pela Sagrada Escritura e pelos ensinamentos da nossa fé.

Uma mãe cristã deve estar enraizada na fé e no amor a Deus. Esta característica fundamental molda todas as outras. Como o salmista declara: «O encanto é enganoso, e a beleza é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor deve ser louvada" (Provérbios 31:30). Este temor do Senhor não é de terror, mas de reverência e confiança, que orienta as ações e decisões de uma mãe.

Em segundo lugar, as mães cristãs devem encarnar o amor altruísta. Este amor reflete o próprio amor ágape de Deus – incondicional, sacrificial e duradouro. Como São Paulo descreve lindamente em 1 Coríntios 13, este amor é paciente, gentil, não egoísta e sempre persevera. Vemos isto exemplificado em Maria, a mãe de Jesus, que disse «sim» ao plano de Deus apesar do custo pessoal e permaneceu fiel através da alegria e da tristeza.

A sabedoria e o discernimento também são qualidades cruciais para as mães cristãs. O livro de Provérbios muitas vezes fala da mulher sábia que constrói sua casa (Provérbios 14:1) e cujos ensinamentos são uma fonte de vida (Provérbios 13:14). Esta sabedoria não é apenas um conhecimento intelectual, mas a aplicação prática da verdade de Deus na vida quotidiana e na orientação das crianças.

Paciência e mansidão são características que as mães cristãs devem cultivar. Criar filhos exige imensa paciência, como nos recordam em Colossenses 3:12, para nos vestirmos de «compaixão, bondade, humildade, gentileza e paciência». Estas qualidades criam um ambiente de graça em que as crianças podem crescer e florescer.

A força e a coragem também são vitais. A mulher virtuosa de Provérbios 31 é descrita como vestindo-se com força e dignidade (Provérbios 31:25). Muitas vezes, as mães cristãs precisam de ser fortes defensoras dos seus filhos e corajosas para enfrentar os desafios da vida.

Integridade e autenticidade são características importantes. As crianças aprendem não apenas com o que as mães dizem, mas com o que fazem. Uma mãe que vive autenticamente a sua fé, admite as suas faltas e procura o perdão, constitui um poderoso exemplo de vida cristã.

A alegria é outra qualidade pela qual as mães cristãs devem esforçar-se. Esta alegria não depende das circunstâncias, mas está enraizada na esperança que temos em Cristo. Como Neemias 8:10 nos recorda: «A alegria do Senhor é a vossa força.»

Por fim, as mães cristãs devem encarnar um espírito de serviço e hospitalidade. Tal reflete o próprio exemplo de liderança servidora de Cristo e cria um ambiente doméstico acolhedor e nutritivo.

É importante recordar, queridos irmãos e irmãs, que estas qualidades não são alcançadas apenas através da nossa própria força, mas através da graça de Deus e do poder do Espírito Santo que opera em nós. À medida que nos esforçamos para encarnar estas características, fazemo-lo sabendo que somos obras em progresso, crescendo sempre na nossa fé e na nossa vocação de mães.(Cooper, 2013; Laporte, 1982; Upson-Saia, 2014; Wojciechowski, 2022)

Como as Escrituras abordam os desafios e as lutas da maternidade?

A maternidade, embora seja uma grande benção, não está isenta de desafios e lutas. A Bíblia, em sua sabedoria e honestidade, não evita retratar estas dificuldades. Em vez disso, oferece conforto, orientação e esperança às mães que enfrentam várias provas.

Primeiro, as Escrituras reconhecem os desafios físicos e emocionais da maternidade. Em Génesis 3:16, vemos que a própria gravidez envolveria dor como consequência da queda. No entanto, esta mesma passagem contém a promessa de redenção através da semente da mulher, apontando para o objectivo último e a esperança no meio da luta. O salmista também reconhece a intensidade emocional da maternidade, comparando o amor de Deus com o de uma criança desmamada com a sua mãe (Salmo 131:2).

A Bíblia também aborda a ansiedade e a preocupação que muitas vezes acompanham a maternidade. O próprio Jesus fala a este respeito quando diz: «Pode uma mãe esquecer o bebé no seu peito e não ter compaixão pelo filho que deu à luz? Embora ela se esqueça, eu não vos esquecerei!" (Isaías 49:15). Esta passagem tranquiliza as mães de que o cuidado de Deus pelos seus filhos ultrapassa mesmo o vínculo materno mais forte, oferecendo conforto em tempos de preocupação.

As Escrituras fornecem exemplos de mães que enfrentam várias provações. Vemos a luta de Ana contra a infertilidade e a sua fervorosa oração por uma criança (1 Samuel 1). A sua história oferece esperança àqueles que enfrentam desafios semelhantes e demonstra o poder de levar os nossos mais profundos anseios a Deus. Vemos também a angústia de mães como Maria, que teve de ver o seu filho sofrer (Lucas 2:35), recordando-nos que a maternidade implica muitas vezes suportar a dor dos nossos filhos, bem como a nossa própria.

A Bíblia também aborda o desafio de equilibrar diferentes responsabilidades. A mulher de Provérbios 31, muitas vezes apresentada como um ideal, é retratada como gerenciar sua casa, envolver-se em negócios e cuidar dos pobres. Esta passagem reconhece a natureza multifacetada do papel da mãe e a necessidade de sabedoria para equilibrar vários deveres.

Para as mães solteiras ou as que enfrentam circunstâncias difíceis, as Escrituras oferecem exemplos do cuidado especial de Deus. Vemos isso na história de Agar, a quem Deus consola e providencia no deserto (Gênesis 21:17-19). Isto recorda-nos que Deus vê e cuida das mães nos seus momentos de maior necessidade.

O Novo Testamento também fala sobre os desafios de criar os filhos na fé. Paulo encoraja Timóteo, lembrando-lhe a fé sincera de sua mãe e avó (2 Timóteo 1:5). Esta passagem reconhece a natureza contínua da influência espiritual de uma mãe e os desafios da transmissão da fé num mundo por vezes hostil.

Ao longo destes exemplos, vemos um fio condutor: O convite para levarmos as nossas lutas a Deus. Como nos recorda São Pedro, devemos «lançar sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele cuida de vós» (1 Pedro 5:7). Isso inclui as ansiedades e os desafios da maternidade.

Queridas mães, sabei que nas vossas lutas não estais sozinhas. O Deus que vos chamou para esta vocação caminha convosco, oferecendo força, sabedoria e conforto. Que possais encontrar nas Escrituras não só o reconhecimento dos vossos desafios, mas também a esperança e a graça para enfrentá-los.(Cooper, 2013; Dzubinski & Stasson, 2021; Kienzle & Walker, 2023; MacDonald, 2009; Morrow, 2016)

Pensemos juntos na grande importância das mães no desígnio de Deus e na vida da Igreja. Farei o meu melhor para abordar cada uma das vossas questões com cuidado e discernimento, baseando-me na sabedoria das Escrituras, no ensino da Igreja e nos primeiros Padres da Igreja.

Que promessas e encorajamento a Bíblia oferece às mães?

As Sagradas Escrituras oferecem abundantes promessas e palavras de encorajamento às mães piedosas, reconhecendo o seu papel vital no plano de Deus para a humanidade. Desde o início, no livro do Génesis, vemos a maternidade honrada como uma bênção divina. O primeiro mandamento de Deus à humanidade era «ser fecundos e multiplicar-se» (Génesis 1:28), confiando às mulheres a sagrada tarefa de trazer nova vida ao mundo (Cox, Francis Augustus, 2006).

Ao longo do Antigo Testamento, encontramos numerosas histórias de mães fiéis que desempenharam papéis cruciais na história da salvação. Pensai em Sara, cuja fé foi recompensada com o nascimento milagroso de Isaque na sua velhice. Ou considere Ana, cujas orações fervorosas por uma criança levaram ao nascimento do profeta Samuel. Estes relatos recordam-nos que Deus ouve os gritos das mães e abençoa a sua devoção.(Cox, Francisco Augusto, 2006)

Nos Salmos, encontramos belas imagens que comparam o amor de Deus com o de uma mãe: «Como uma mãe consola o seu filho, assim eu vos consolarei» (Isaías 66:13). Esta metáfora poderosa assegura às mães que o seu amor reflecte algo da própria natureza de Deus e que Ele as compreende e apoia na sua vocação (Sandford & Sandford, 2009).

O Novo Testamento encoraja ainda mais as mães. Vemos isso mais profundamente no exemplo de Maria, a Mãe de Jesus. O seu «sim» ao plano de Deus, apesar dos desafios e incertezas que apresentou, serve de modelo inspirador de fé e confiança para todas as mães. O Magnificat, canção de louvor de Maria, expressa lindamente a alegria e a maravilha da maternidade no plano de Deus (Lucas 1:46-55). (Cox, Francis Augustus, 2006)

O próprio Jesus demonstrava grande respeito e preocupação pelas mães. Mesmo a partir da cruz, assegurou-se de que sua própria mãe seria cuidada (João 19:26-27). Isto demonstra a importância duradoura do vínculo mãe-filho aos olhos de Deus. (Sandford & Sandford, 2009)

O apóstolo Paulo, nas suas cartas, utiliza frequentemente metáforas maternas para descrever o seu próprio ministério e o papel da Igreja, salientando ainda mais o valor da maternidade. Escreve: «Fomos gentis entre vós, como uma mãe que cuida dos seus filhos pequenos» (1 Tessalonicenses 2:7). (Sandford & Sandford, 2009)

Queridas mães, sejam encorajadas por estas garantias bíblicas. O seu papel não é apenas importante, mas sagrado aos olhos de Deus. O Senhor promete estar convosco, fortalecer-vos e abençoar os vossos esforços enquanto alimentais e guiais as preciosas vidas confiadas aos vossos cuidados. Lembre-se sempre de que «os filhos são uma herança do Senhor, os filhos uma recompensa da parte dele» (Salmo 127:3).

Em tempos de cansaço ou dúvida, lembre-se das palavras de São Paulo: "Não nos cansemos de fazer o bem, porque no momento oportuno colheremos uma colheita se não desistirmos" (Gálatas 6:9). O vosso serviço amoroso como mães, embora muitas vezes invisível e não apreciado pelo mundo, é profundamente valioso aos olhos de Deus e dará frutos eternos.

Como é que o papel das mães se enquadra no desígnio de Deus para a família?

O papel das mães na conceção de Deus para a família é verdadeiramente fundamental e insubstituível. Desde o início da criação, vemos que Deus quis que homens e mulheres se unissem numa união complementar, abençoada com o dom da procriação. Dentro deste plano divino, as mães piedosas desempenham um papel único e vital na nutrição da vida física e espiritual da família.

Às mães é confiado o precioso dom da nova vida. O Catecismo da Igreja Católica recorda-nos que «o próprio Deus que diz a cada mãe: «Foi eu que te dei o fruto do teu ventre» (CCC 2378). (Wheat & Wheat, 2010) Esta forte ligação entre o poder criativo de Deus e o papel de uma mãe na produção da vida sublinha a natureza sagrada da maternidade.

No desígnio de Deus, as mães são chamadas a ser as principais cuidadoras e cuidadoras dos seus filhos, especialmente nos primeiros anos de vida. Este papel estende-se muito além da mera satisfação das necessidades físicas. As mães são encarregadas da tarefa de criar um ambiente amoroso e seguro em que as crianças possam crescer e florescer. Como o Papa João Paulo II belamente expressou, «A mãe é quem acolhe a vida em nome de Deus e por amor de Deus».

As mães desempenham um papel crucial na formação espiritual de seus filhos. A Bíblia oferece numerosos exemplos de mães piedosas que moldaram a fé das gerações futuras. Pensamos em Timóteo, cuja «fé sincera» é atribuída à influência da sua mãe e da sua avó (2 Timóteo 1:5). (Sandford & Sandford, 2009) Na casa cristã, as mães servem frequentemente como as primeiras e mais influentes professoras da fé, transmitindo o conhecimento e o amor de Deus aos seus filhos através da palavra e do exemplo.

O desígnio de Deus para a família também inclui as mães como parceiras dos pais na importante obra de criar os filhos. Embora os seus papéis possam diferir, as mães e os pais são chamados a trabalhar em conjunto em harmonia, complementando os pontos fortes uns dos outros e apoiando-se mutuamente na difícil tarefa da parentalidade. Como Provérbios 31:10-31 ilustra, uma mulher e uma mãe piedosas são uma fonte de força e sabedoria para toda a sua casa. (Sandford & Sandford, 2009)

O desígnio de Deus para a maternidade não se limita apenas às mães biológicas. A Igreja reconhece as valiosas contribuições das mães adotivas, madrastas e mães espirituais que abraçam o chamado para nutrir e guiar as crianças com amor altruísta. Todas as formas de maternidade autêntica refletem o amor que Deus nutre pelos seus filhos.

No plano de Deus, as mães também desempenham um papel crucial no testemunho da fé no seio das suas famílias e comunidades. O exemplo silencioso da devoção e do serviço de uma mãe pode ser um testemunho poderoso, mesmo em circunstâncias difíceis. Vemos isto maravilhosamente ilustrado em 1 Pedro 3:1-2, onde as esposas são encorajadas a conquistar maridos incrédulos «pela sua conduta» sem palavras.(III) & Witherington, 1990)

Queridas mães, o vosso papel na conceção de Deus para a família é de imensa importância e dignidade. Através do vosso amor, sacrifício e orientação, cooperais com Deus na formação dos corações e das almas das gerações futuras. Ao cumprirdes esta sagrada vocação, lembrai-vos de que nunca estais sozinhos. O Senhor que vos chamou para esta tarefa promete estar sempre convosco, oferecendo a Sua força, sabedoria e graça para o caminho.

Vamos todos agradecer o dom das mães e apoiá-las no seu papel insubstituível no belo desígnio de Deus para a família.

Como podem as mães solteiras ou aquelas em circunstâncias difíceis encontrar esperança e orientação nas Escrituras?

O coração do nosso Deus amoroso estende-se de modo especial às mães solteiras e às que enfrentam circunstâncias difíceis. As Escrituras oferecem abundante esperança e orientação para estas mulheres corajosas que muitas vezes carregam pesadas cargas sozinhas. Pensemos nas palavras de conforto e de força que a nossa fé oferece às mães em situações difíceis.

As mães solteiras e as que se encontram em circunstâncias difíceis podem encontrar esperança ao saber que são profundamente amadas e valorizadas por Deus. O salmista recorda-nos: «O Senhor está próximo dos quebrantados de coração e salva os que são esmagados em espírito» (Salmo 34:18). Esta garantia da presença e dos cuidados de Deus é uma poderosa fonte de conforto para as mães que podem sentir-se sobrecarregadas ou sozinhas.

As Escrituras fornecem exemplos inspiradores de mulheres que enfrentaram enormes desafios em seu papel de mães, mas encontraram força e esperança em Deus. Considere a história de Agar, uma mãe solteira que foi expulsa para o deserto com seu filho pequeno. No seu momento de mais profundo desespero, Deus ouviu os seus gritos e proveu-lhe as necessidades (Génesis 21:14-19). Este relato recorda às mães solteiras que Deus vê as suas lutas e promete ser o seu ajudante e fornecedor. (Sandford & Sandford, 2009)

A Bíblia também oferece sabedoria prática para aqueles que criam os filhos em circunstâncias difíceis. Provérbios, em particular, está cheio de orientação sobre a paternidade com sabedoria e integridade. Por exemplo, «Iniciar as crianças no caminho que devem seguir e, mesmo quando forem velhas, não se desviarão dele» (Provérbios 22:6). Estas palavras encorajam as mães a perseverar nos seus esforços para educar bem os filhos, confiantes de que o seu trabalho no Senhor não é em vão.

As mães solteiras podem inspirar-se na fé e determinação de mulheres bíblicas como Rute e Naomi. Embora viúvas e enfrentando futuros incertos, estas mulheres apoiaram-se umas às outras e permaneceram fiéis a Deus. A sua história lembra-nos a importância da comunidade e do apoio mútuo em tempos de dificuldades. (Sandford & Sandford, 2009)

Para as mães que se debatem com sentimentos de inadequação ou culpa, as Escrituras oferecem garantias da graça e do perdão de Deus. As palavras de São Paulo em 2 Coríntios 12:9 são particularmente reconfortantes: «A minha graça é suficiente para vós, pois o meu poder é aperfeiçoado na fraqueza.» Isto recorda-nos que a força de Deus está à nossa disposição precisamente nos nossos momentos de maior necessidade e vulnerabilidade.

A Bíblia também encoraja as mães a buscarem a sabedoria e o apoio de sua comunidade de fé. Provérbios 15:22 nos diz: "Os planos falham por falta de conselho, mas com muitos conselheiros conseguem." A Igreja, seguindo esta sabedoria bíblica, deve esforçar-se por ser uma fonte de apoio prático e espiritual para as mães solteiras e aquelas em circunstâncias difíceis. (Sandford & Sandford, 2009)

É importante recordar que o próprio Jesus demonstrou grande compaixão pelas mulheres em situações difíceis. A sua interação com a mulher samaritana no poço (João 4) e a sua defesa da mulher apanhada em adultério (João 8) demonstram o amor e a aceitação de Deus por aqueles que a sociedade frequentemente marginaliza. Estes relatos oferecem esperança e dignidade às mães que podem sentir-se julgadas ou excluídas.

Queridas mães que enfrentam circunstâncias difíceis, tenham o coração nas palavras de Isaías 41:10: «Portanto, não temais, porque eu estou convosco; Não vos assusteis, porque eu sou o vosso Deus. Eu vos fortalecerei e vos ajudarei; Eu vos sustentarei com a minha justa mão direita.» As vossas lutas são vistas por Deus, e Ele promete ser a vossa força e apoio.

Lembrem-se também das palavras encorajadoras de São Paulo em Filipenses 4:13: «Posso fazer todas as coisas através de Cristo que me fortalece.» Não se trata de um apelo ao esforço sobre-humano, mas de um convite a apoiar-se na graça e no poder de Deus nos seus desafios diários.

À comunidade eclesial mais ampla, atendamos ao chamado de Tiago 1:27 para cuidar das viúvas e dos órfãos na sua angústia. Devemos esforçar-nos por ser as mãos e os pés de Cristo, oferecendo apoio prático, encorajamento e amor às mães solteiras e às que enfrentam circunstâncias difíceis no seu papel de mães.

Que todas as mães, em situações difíceis, encontrem esperança, força e orientação nos ricos tesouros da Escritura e no abraço amoroso da nossa comunidade eclesial.

O que a Igreja Católica ensina sobre a importância e o valor das mães?

A Igreja Católica sempre teve a maior estima pelas mães, reconhecendo o seu papel insubstituível no plano de Deus para a humanidade e na vida da Igreja. Pensemos nos ricos ensinamentos da nossa fé sobre a importância e o valor das mães.

No cerne da compreensão da maternidade por parte da Igreja está a poderosa dignidade da pessoa humana criada à imagem e semelhança de Deus. O Catecismo da Igreja Católica afirma que «Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou» (CCC 355). Esta igualdade e dignidade fundamentais estendem-se às vocações únicas do homem e da mulher, incluindo o sagrado apelo à maternidade (Igreja, 2000).

A Igreja ensina que a maternidade não é apenas uma função biológica, mas uma vocação divina que participa do próprio poder criativo de Deus. O Papa São João Paulo II, na sua Carta às Mulheres, expressou belamente esta verdade: «Ao dar à luz crianças, as mulheres contribuem de forma única para o apelo da humanidade a ser frutíferas e a multiplicar-se. Fazem-no com um amor e uma devoção abnegados que nos inspiram a todos a maiores alturas de realização humana e de preocupação com os outros.»

A maternidade é vista como uma poderosa expressão do génio feminino, um termo cunhado por João Paulo II para descrever os dons únicos que as mulheres trazem ao mundo. A Igreja reconhece que as mães têm uma capacidade especial para nutrir a vida, promover as relações e cultivar uma civilização do amor. Isto não é para limitar as mulheres a um único papel, mas para celebrar as formas únicas em que as mães contribuem para o florescimento da humanidade.

O Concílio Vaticano II, na sua Constituição pastoral Gaudium et Spes, sublinhou a importância das mães na formação da sociedade: «O bem-estar da pessoa e da sociedade humana e cristã está intimamente ligado ao estado de saúde dessa comunidade, produzido pelo matrimónio e pela família» (GS 47). As mães desempenham um papel crucial nesta «igreja doméstica», onde a fé é primeiro alimentada e vivida (McBrien, 1994).

A Igreja reconhece também a natureza sacrificial da maternidade, vendo nela um reflexo do próprio amor doador de Cristo. O Papa Francisco falou muitas vezes do «heroísmo» das mães que se entregam incansavelmente pelos filhos. Este amor sacrificial é visto como um poderoso testemunho do Evangelho num mundo muitas vezes marcado pelo egoísmo e pelo individualismo.

A Igreja Católica ensina que as mães têm um papel único e insubstituível na formação moral e espiritual dos filhos. O Catecismo afirma que «os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos filhos» (CIC 2223). As mães, em particular, servem frequentemente como catequistas primárias na família, transmitindo a fé através da palavra e do exemplo. (Sandford & Sandford, 2009)

A elevada consideração da Igreja pelas mães é talvez mais evidente na sua veneração a Maria, a Mãe de Deus. Em Maria, vemos o modelo perfeito de maternidade – um modelo de fé, obediência e amor altruísta. A Igreja ensina que todas as mães podem olhar para Maria como exemplo e intercessora na sua vocação.(Gambero, 2019; Mary’s & St. Mary’s College Jesuit Fathers Staff, 1994)

O apreço da Igreja pela maternidade vai além das mães biológicas. A Igreja reconhece e valoriza as contribuições das mães adotivas, das madrastas e daqueles que exercem a maternidade espiritual através do cuidado pelos outros.

Ao mesmo tempo, a Igreja está profundamente consciente dos desafios enfrentados por muitas mães no mundo de hoje. Apela a um maior apoio societal às mães, incluindo condições de trabalho justas, cuidados de saúde adequados e o reconhecimento do valor do seu trabalho em casa. O Papa Francisco tem sido particularmente vocal ao pedir uma reavaliação de como a sociedade valoriza e apoia as mães. (Sandford & Sandford, 2009)

Queridas mães, sabei que a Igreja vê na vossa vocação um reflexo do amor e da criatividade de Deus. O vosso papel não é apenas importante, mas essencial para o florescimento das famílias, da Igreja e da sociedade em geral. Ao enfrentardes as alegrias e os desafios da maternidade, estejais sempre conscientes da grande dignidade e valor que a Igreja atribui à vossa vocação.

Esforcemo-nos todos por criar uma cultura que valorize e apoie verdadeiramente as mães, reconhecendo no seu serviço um ícone vivo do amor de Deus pela humanidade.

O que os Padres da Igreja ensinam sobre a importância e o valor das mães?

Os primeiros Padres da Igreja, aqueles grandes teólogos e pastores dos primeiros séculos do cristianismo, oferecem-nos poderosas intuições sobre a importância e o valor das mães. Os seus ensinamentos, enraizados nas Escrituras e na Tradição viva da Igreja, continuam a iluminar a nossa compreensão da maternidade hoje.

Os Padres da Igreja reconheceram a maternidade como uma participação na obra criativa de Deus. São João Crisóstomo, nas suas homilias sobre o Génesis, maravilha-se com o milagre da maternidade: «Que coisa estranha e maravilhosa! A fonte da nossa vida é transferida para outra! Uma mulher dá à luz a sua própria imagem, um retrato vivo de si mesma!» (Gambero, 2019) Este sentimento ecoa em toda a literatura patrística, salientando a natureza sagrada do papel de uma mãe na criação de uma nova vida no mundo.

Os Padres sublinharam também o papel crucial das mães na formação espiritual dos filhos. Santo Agostinho, nas suas Confissões, presta uma bela homenagem à sua mãe Mónica, cujas orações e exemplos foram fundamentais para a sua conversão. Escreve: «Ela esperava em ti, não em si mesma. Pois, embora fosse, eu sei, casta e sóbria, mais pronta a aprender do que a ensinar, mais pronta a ser ensinada por todos do que a pretender ensinar a alguém, não tinha medo de discordar mesmo dos seus superiores por zelo pela minha salvação.» (Dzubinski & Stasson, 2021)

São Jerónimo, nas suas cartas, louva frequentemente a dedicação das mães cristãs. Encoraja-os a desempenhar um papel ativo na educação dos seus filhos, em especial em matéria de fé. A uma mãe escreve: «Deixe-a aprender primeiro o Saltério e encontre a sua recreação nas suas canções; Que ela aprenda com os Provérbios de Salomão as lições da vida, com Eclesiastes como pisar o mundo, com a paciência e a fortaleza de Jó.» (Sandford & Sandford, 2009)

Os Padres da Igreja também reconheceram o poder do exemplo de uma mãe. São Basílio Magno, refletindo sobre a sua própria educação, escreve: «O que aprendemos ao joelho da nossa mãe e por hábito prolongado tem um poder maravilhoso para ficar connosco.» Isto sublinha a influência duradoura da fé e da virtude de uma mãe nos seus filhos. (Dzubinski & Stasson, 2021)

É importante ressaltar que os Padres viram na maternidade um reflexo do próprio papel nutritivo da Igreja. São Cipriano de Cartago expressa lindamente este paralelo: «A Igreja é uma só mãe, abundante nos resultados da fecundidade: nascemos do seu ventre, alimentamo-nos do seu leite, animamo-nos do seu espírito.» (Willis, 2002) Esta analogia eleva a dignidade da maternidade, vendo nela um ícone vivo do cuidado materno da Igreja pelos seus filhos.

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