,

O que a Bíblia ensina sobre ser uma mulher piedosa




  • As Escrituras enfatizam a importância de uma mulher piedosa como esposa, concentrando-se em qualidades como fidelidade, bondade e humildade.
  • A Bíblia encoraja as mulheres a apoiarem e amarem os maridos, oferecendo-lhes companhia, encorajamento e assistência.
  • As mulheres são chamadas a priorizar a sua relação com Deus e a procurar a sua orientação no seu papel de esposa.

Qual é o papel bíblico de uma mulher no casamento?

O papel bíblico da mulher no matrimónio é um chamado sagrado, que reflecte a própria relação entre Cristo e a sua Igreja. É um papel de dignidade, propósito e significado espiritual poderosos.

No seu cerne, o papel da mulher é ser um parceiro amoroso e auxiliar do marido, como vemos em Génesis 2:18: «O Senhor Deus disse: «Não é bom que o homem esteja sozinho. Vou fazer um ajudante adequado para ele.» Este conceito de «ajudante» ou «ezer» em hebraico, longe de implicar subserviência, denota força e apoio. A mulher está ao lado do marido como seu igual em valor e dignidade, mas com um papel distinto e complementar.

O apóstolo Paulo elabora sobre este papel em Efésios 5:22-24, chamando as esposas a submeterem-se a seus maridos como a Igreja se submete a Cristo. Esta submissão não tem a ver com a inferioridade ou a opressão, mas com a ordem e a harmonia dentro da relação matrimonial. Trata-se de uma atitude voluntária de respeito e cooperação, que reflete a resposta amorosa da Igreja à liderança sacrificial de Cristo.

A mulher é chamada a ser a confidente mais próxima do marido, a sua conselheira de confiança e a sua fiel apoiante. Ela deve oferecer a sua sabedoria, os seus conhecimentos e a sua perspetiva única para enriquecer a sua vida partilhada e a tomada de decisões. Como Provérbios 31:11-12 belamente expressa, "seu marido tem plena confiança nela e não lhe falta nada de valor. Traz-lhe bem, e não mal, todos os dias da sua vida.»

A mulher desempenha um papel fundamental na criação de um ambiente familiar. Isto não significa que ela deva limitar-se aos deveres domésticos, mas que ela traga os seus dons, talentos e energia para fazer da casa um lugar de amor, crescimento e vitalidade espiritual. Quer trabalhe ou não fora de casa, a sua influência na formação do clima espiritual e emocional da família é imensurável.

No seu papel de mãe, se Deus abençoa o casal com filhos, a mulher tem a alta vocação de nutrir e moldar a vida dos jovens. Ela deve ser um exemplo vivo de fé, sabedoria e virtude para seus filhos, como vemos em Provérbios 31:26-28: «Ela fala com sabedoria, e a instrução fiel está na sua língua. Cuida dos assuntos da sua casa e não come o pão da ociosidade. Os seus filhos levantam-se e chamam-na bem-aventurada.»

No entanto, lembremo-nos de que o papel da mulher se estende para além das paredes da sua casa. Ela é chamada a ser luz na sua comunidade, a usar os seus dons para servir os outros e glorificar a Deus. A mulher de Provérbios 31, muitas vezes considerada um ideal, é descrita como alguém que «abre os braços aos pobres e estende as mãos aos necessitados» (v. 20).

O papel mais importante da mulher é crescer na sua própria relação com Deus, permitindo que o seu amor e graça fluam através dela para o marido, os filhos e todos os que a rodeiam. À medida que ela procura primeiro o Reino de Deus, ela encontrará a sabedoria, a força e o amor necessários para cumprir seu chamado como esposa com alegria e graça.

Honremos e apoiemos, portanto, as mulheres que estão no meio de nós, reconhecendo a beleza e a importância do papel que Deus lhes deu no matrimónio e na comunidade mais ampla da fé.

Como a Bíblia define a submissão para as mulheres?

O conceito de submissão para as esposas na Bíblia é muitas vezes mal compreendido e, infelizmente, às vezes mal utilizado. Abordemos este tema de coração aberto, procurando compreender o desígnio amoroso de Deus para o casamento.

A passagem primária sobre a submissão das esposas encontra-se em Efésios 5:22-24: «Mulheres, sujeitai-vos aos vossos próprios maridos, como fazeis ao Senhor. Pois o marido é a cabeça da mulher como Cristo é a cabeça da igreja, seu corpo, do qual ele é o Salvador. Ora, assim como a igreja se submete a Cristo, assim também as mulheres devem se submeter a seus maridos em tudo.

Devemos compreender que esta submissão está enraizada no amor e na cooperação voluntária, não na coerção ou na opressão. É um reflexo da relação da Igreja com Cristo – uma relação de confiança, respeito e disponibilidade para responder à sua liderança amorosa.

A palavra grega utilizada para «apresentar» é «hupotasso», o que, na sua forma de voz intermédia, tal como aqui utilizada, implica uma atitude voluntária. Não se trata de ser forçado à submissão, mas de escolher alinhar-se sob a liderança de outro. Isto é crucial para compreender – a submissão bíblica é sempre uma escolha, feita livremente por amor e respeito.

Não devemos ignorar o contexto desta passagem. Pouco antes de se dirigir às esposas, Paulo exorta todos os crentes a "submeterem-se uns aos outros por reverência a Cristo" (Efésios 5:21). Esta submissão mútua define o tom para as instruções específicas que se seguem. No desígnio de Deus para o casamento, tanto o marido como a mulher são chamados a colocar as necessidades do outro à frente das suas, refletindo o amor autossacrifício de Cristo.

A submissão não implica inferioridade ou falta de igualdade. Gálatas 3:28 recorda-nos que, em Cristo, «não há judeu nem gentio, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus». A submissão da esposa tem a ver com a função no âmbito da relação matrimonial, não com o valor ou a dignidade.

A submissão bíblica nunca exige que a mulher peque ou sofra maus-tratos. Se a liderança de um marido contradiz as ordens de Deus ou ameaça o bem-estar da mulher, a sua principal lealdade deve ser a Deus. Como Pedro e os apóstolos declararam em Atos 5:29, «Temos de obedecer mais a Deus do que aos seres humanos!»

A Bíblia apresenta a submissão como uma atitude do coração, caracterizada pelo respeito, cooperação e apoio. Não se trata de obediência cega, mas sim de trabalhar em conjunto para alcançar objetivos partilhados sob a liderança amorosa do marido. A mulher submissa não é passiva ou silenciosa. Em vez disso, contribui ativamente com a sua sabedoria, dons e perspetiva para a parceria matrimonial.

Em 1 Pedro 3:1-2, vemos outra dimensão da submissão: «As mulheres, da mesma forma, submetam-se aos vossos próprios maridos, para que, se algum deles não acreditar na palavra, possa ser conquistado sem palavras pelo comportamento das suas esposas, quando virem a pureza e a reverência das vossas vidas.» Aqui, a submissão é apresentada como um testemunho poderoso, potencialmente atraindo maridos incrédulos para a fé através do caráter piedoso da esposa.

É fundamental compreender que a submissão da mulher é contrabalançada pelo apelo muito mais importante do marido ao amor sacrifical: «Maridos, amai vossas mulheres, como Cristo amou a igreja e se entregou por ela» (Efésios 5:25). De acordo com a conceção de Deus, a liderança do marido deve facilitar e tornar natural a submissão da mulher, uma vez que esta o vê sistematicamente a colocar as suas necessidades à frente das suas.

A submissão bíblica das esposas tem a ver com a criação de uma parceria harmoniosa e amorosa que reflita a relação de Cristo com a Igreja. Não se trata de suprimir a voz da mulher ou de negar a sua autonomia, mas de trabalhar em conjunto de forma a honrar o desígnio de Deus para o casamento. Quando marido e mulher abraçam os seus papéis bíblicos com humildade e amor, o seu casamento torna-se um belo testemunho da graça e da sabedoria de Deus.

O que significa para as mulheres respeitarem os maridos?

A principal instrução bíblica relativa às mulheres que respeitam os seus maridos vem de Efésios 5:33, onde Paulo escreve: «Mas cada um de vós deve amar a sua mulher como a si mesmo, e a mulher deve respeitar o seu marido.» A palavra grega usada aqui para «respeito» é «phobeo», que também pode ser traduzida como «reverência» ou «honra».

Respeitar o marido, no sentido bíblico, vai muito além da mera cortesia ou tolerância. É uma atitude do coração que reconhece e honra o papel dado por Deus ao marido na relação matrimonial. Este respeito não se baseia no desempenho ou na idoneidade do marido, mas na sua qualidade de parceiro da mulher e de líder da família.

Em termos práticos, o respeito pelo marido envolve vários aspetos fundamentais:

Significa reconhecer e apoiar a sua liderança na família. Tal não implica que a mulher não tenha voz nem contributos para a tomada de decisões. Pelo contrário, um marido sábio valorizará muito a perspetiva da sua mulher. No entanto, o respeito significa que, mesmo em caso de desacordo, a mulher opta por apoiar as decisões finais do marido, confiando na capacidade de Deus para trabalhar através dele.

Em segundo lugar, o respeito implica falar bem do marido, tanto para ele como para os outros. Provérbios 31:23 diz da mulher virtuosa: «O seu marido é respeitado à porta da cidade, onde se senta entre os anciãos da terra.» Uma mulher respeitosa edifica o seu marido com as suas palavras, em vez de o derrubar com críticas ou queixas.

Em terceiro lugar, o respeito significa honrar os esforços e as contribuições do marido para a família. Isto envolve expressar gratidão e apreço, mesmo por pequenas coisas. Significa reconhecer o seu trabalho árduo, seja em prover a família financeiramente ou de outras formas que ele serve e lidera.

Em quarto lugar, respeitar o marido implica confiar nele e nas suas capacidades. Isto não significa seguir cegamente se estiver a liderar de uma forma que contradiga a Palavra de Deus, mas significa dar-lhe espaço para crescer, aprender e até cometer erros sem constantes críticas ou tentativas de controlo.

É importante notar que o respeito não significa tolerar abusos ou comportamentos pecaminosos. O verdadeiro respeito, enraizado no amor a Deus e ao marido, pode, por vezes, exigir um confronto gentil ou a procura de ajuda se o marido se desviar do caminho de Deus.

Respeitar não é suprimir os próprios pensamentos, sentimentos ou necessidades. Um casamento saudável envolve uma comunicação aberta e honesta. O respeito pode e deve coexistir com a esposa expressando suas próprias perspectivas, desejos e preocupações.

O apelo ao respeito pelo marido é, em última análise, um apelo à fé – a fé no desígnio de Deus para o casamento e a fé na sua capacidade de trabalhar através de pessoas imperfeitas. Quando uma mulher opta por respeitar o marido, mesmo quando é difícil, cria um ambiente em que ele pode crescer e tornar-se o líder que Deus o chamou para ser.

Este respeito pode ter um efeito transformador num casamento. Como diz Provérbios 14:1, «A mulher sábia constrói a sua casa, mas com as próprias mãos a tola derruba a sua.» O respeito de uma mulher pode inspirar o seu marido a tornar-se mais digno desse respeito, criando um ciclo positivo que fortalece o casamento.

Lembremo-nos, queridos irmãos e irmãs, que este chamado ao respeito faz parte de um quadro mais amplo de amor mútuo e submissão dentro do casamento. Os maridos são chamados a um padrão ainda mais elevado – a amar as suas mulheres como Cristo amou a igreja, entregando-se a si mesmo por ela (Efésios 5:25). Quando ambos os parceiros cumprem os papéis que lhes foram atribuídos por Deus com amor e humildade, o seu casamento torna-se um belo reflexo da relação de Cristo com a sua igreja.

O que Provérbios 31 ensina sobre as qualidades de uma mulher piedosa?

O retrato da mulher virtuosa pintado em Provérbios 31:10-31 é uma bela e inspiradora descrição da feminilidade piedosa. Embora possa parecer assustador à primeira vista, aproximemo-nos desta passagem com o coração aberto à sabedoria que ela oferece, reconhecendo que ela descreve ideais a aspirar, não fardos para nos esmagar.

Vemos que uma esposa piedosa é de valor imensurável. «Uma mulher de carácter nobre que possa encontrar? Ela vale muito mais do que os rubis» (v. 10). Isto recorda-nos a dignidade e o valor das mulheres aos olhos de Deus, contrariamente às culturas que as podem desvalorizar.

A passagem enfatiza a confiabilidade e a confiabilidade de uma esposa piedosa. «O seu marido tem plena confiança nela e não lhe falta nada de valor. Traz-lhe o bem, e não o mal, todos os dias da sua vida» (v. 11-12). Isto fala do profundo vínculo de confiança e apoio mútuo que deve caracterizar um matrimónio piedoso.

Vemos que uma esposa piedosa é diligente e hábil. Trabalha com as mãos, engajando-se em várias formas de trabalho e comércio (v. 13-19, 24). Isso contraria qualquer noção de que a piedade para as mulheres significa passividade ou confinamento a uma esfera estreita. Em vez disso, vemos uma mulher que é capaz, produtiva e contribui significativamente para o bem-estar do seu agregado familiar.

Generosidade e compaixão são traços-chave da mulher de Provérbios 31. «Abre os braços aos pobres e estende as mãos aos necessitados» (v. 20). A preocupação de uma mulher piedosa estende-se para além da sua própria família aos necessitados da sua comunidade.

A sabedoria e a bondade caracterizam seu discurso: «Ela fala com sabedoria, e a instrução fiel está na sua língua» (v. 26). Isto destaca o importante papel que a mulher desempenha no fornecimento de orientação e nutrição, tanto dentro como fora da sua família.

A passagem também enfatiza a força e a dignidade de uma esposa piedosa. «Está vestida de força e dignidade; pode rir-se dos próximos dias» (v. 25). Isto fala de força interior, auto-respeito e uma visão positiva enraizada na fé.

Importante, vemos que o fundamento de todas estas qualidades é o seu temor ao Senhor. «O encanto é enganoso e a beleza é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor deve ser louvada» (v. 30). Isto lembra-nos que a verdadeira piedade está enraizada numa relação viva com Deus, não em aparências ou realizações externas.

É fundamental compreender que esta passagem não é uma lista de tarefas que uma esposa piedosa deve cumprir. Pelo contrário, é uma descrição poética do impacto que uma mulher de fé pode ter. Mostra-nos uma mulher que usa os seus dons e as suas capacidades para abençoar a sua família e a sua comunidade, enquanto caminha de perto com Deus.

Devemos lembrar que este ideal é apresentado no contexto de uma comunidade de apoio. O marido e os filhos desta mulher «levantam-se e chamam-na bem-aventurada» (v. 28). Um casamento piedoso e a vida familiar envolvem apoio e apreciação mútuos.

Observemos também que, embora esta passagem se concentre na mulher e na mãe, seus princípios de indústria, compaixão, sabedoria e temor ao Senhor são aplicáveis a todas as mulheres, independentemente de seu estado civil.

Ao refletirmos sobre esta passagem, tenhamos cuidado para não usá-la como um instrumento de comparação ou condenação. Em vez disso, que nos inspire a todos – homens e mulheres – a cultivar estas qualidades piedosas nas nossas vidas, recordando sempre que o nosso valor não provém das nossas realizações, mas da nossa identidade como filhos amados de Deus.

O que diz a Bíblia sobre a liderança espiritual de uma mulher em casa?

O tema da liderança espiritual de uma mulher em casa exige uma análise cuidadosa e uma compreensão matizada das Escrituras. Embora a Bíblia enfatize o papel do marido como chefe espiritual da família, também apresenta uma imagem rica do contributo vital das mulheres para a vida espiritual da família.

Primeiro, devemos reconhecer que marido e mulher são chamados a serem líderes espirituais por direito próprio. Deuteronómio 6:6-7 ensina a todos os pais: «Estes mandamentos que hoje vos dou devem estar nos vossos corações. Impressiona-os nos teus filhos. Fala deles quando te sentas em casa e quando andas pela estrada, quando te deitas e quando te levantas.» Este encargo não é atribuído exclusivamente aos pais, mas a ambos os pais.

No Novo Testamento, vemos a fé de Timóteo ser alimentada principalmente pela mãe e pela avó. Paulo escreve: «Lembro-me da tua fé sincera, que primeiro viveu na tua avó Lois e na tua mãe Eunice e, estou convencido, agora vive também em ti» (2 Timóteo 1:5). Esta passagem destaca a poderosa influência espiritual que uma mãe pode ter sobre os filhos.

Provérbios 31:26 descreve a esposa piedosa como alguém que «fala com sabedoria, e a instrução fiel está na sua língua». Isto implica que a esposa tem um papel importante no fornecimento de orientação e instrução espirituais dentro da sua casa. Ela é chamada a modelar e ensinar os princípios da fé e da moralidade aos filhos e ao marido. É importante que ela esteja alicerçada na Palavra de Deus e que a reflicta nas suas acções e palavras. Esta responsabilidade estende-se a todos os aspectos da sua vida, incluindo as suas relações. Versículos da Bíblia sobre namorar um homem casado pode fornecer orientações para enfrentar os desafios e as tentações que possam surgir.

A Bíblia também apresenta exemplos de mulheres que exerceram liderança espiritual em vários contextos. Vemos Débora servindo como juíza e profetisa em Israel (Juízes 4-5), Hulda, a profetisa, consultada sobre assuntos de importância espiritual (2 Reis 22:14-20), e Priscila, ao lado de seu marido Áquila, instruindo Apolo no caminho de Deus (Atos 18:26).

Mas devemos equilibrar estes exemplos com o ensino bíblico geral sobre os papéis do casamento. Embora afirme a igualdade de valor e dignidade de marido e mulher, as Escrituras apresentam um modelo de papéis complementares dentro do casamento. Farei o meu melhor para dar respostas ponderadas a estas importantes questões sobre o papel bíblico das mulheres no casamento e na parentalidade, de uma forma semelhante ao estilo pastoral e compassivo do Papa Francisco. Procurarei oferecer sabedoria espiritual, baseando-me simultaneamente nas Escrituras, nos ensinamentos da Igreja e na sabedoria dos Padres da Igreja.

Quais são as responsabilidades da mulher na parentalidade de acordo com as Escrituras?

As Escrituras fornecem-nos uma bela orientação sobre a sagrada vocação da maternidade e as responsabilidades da esposa na parentalidade. Enquanto mães e pais são chamados a nutrir e criar os filhos no amor de Deus, há algumas maneiras particulares que as mulheres são encorajadas a cumprir seu papel parental.

Vemos que as mães são chamadas a amar os seus filhos com um amor profundo e permanente que reflete o amor de Deus por nós. Como escreve São Paulo, «as mães devem amar os filhos» (Tito 2:4). Este amor forma a base para todas as outras responsabilidades parentais. É um amor paciente, bondoso e abnegado – um amor que procura sempre o bem da criança.

As Escrituras sublinham igualmente a importância da presença nutritiva de uma mãe na vida dos seus filhos. Vemos isso lindamente ilustrado na imagem terna de uma mãe que amamenta: «Pode uma mãe esquecer o bebé ao peito e não ter compaixão pelo filho que deu à luz?» (Isaías 49:15). Isso fala sobre a ligação única entre mãe e filho, e o papel vital que as mães desempenham no fornecimento de conforto, segurança e apoio emocional.

As mulheres também são chamadas a ser mestres e modelos de fé para os filhos. Vemos isso no exemplo de Lois e Eunice, a avó e mãe de Timóteo, que são elogiados por transmitirem sua "fé sincera" ao jovem (2 Timóteo 1:5). Provérbios 31:26 descreve a mulher virtuosa como alguém que «fala com sabedoria e a instrução fiel está na sua língua». Isto destaca o papel crucial que as mães desempenham na formação espiritual dos seus filhos.

As Escrituras incentivam as mulheres a criarem um ambiente familiar propício ao crescimento e ao florescimento dos seus filhos. Provérbios 14:1 afirma: «A mulher sábia constrói a sua casa, mas com as próprias mãos o tolo deita abaixo a sua.» Isto fala da responsabilidade da mulher em promover uma vida familiar estável, nutrida e alicerçada em princípios piedosos.

Mas lembremo-nos de que estas responsabilidades não se destinam a ser fardos, mas sim expressões de amor e de parceria com Deus na sagrada tarefa de educar os filhos. Ao refletirmos sobre estes ensinamentos bíblicos, reconheçamos também os desafios que muitas mães enfrentam hoje para equilibrar vários papéis e responsabilidades. Que nós, como comunidade da Igreja, ofereçamos apoio, encorajamento e assistência prática às mães enquanto estas se esforçam para cumprir o seu chamado dado por Deus.

Como a Bíblia aborda a intimidade e o sexo dentro do casamento para as esposas?

Primeiro, devemos reconhecer que as Escrituras afirmam a bondade e a sacralidade da intimidade sexual dentro do casamento. O Cântico dos Cânticos celebra a alegria e o deleite do amor físico entre marido e mulher, utilizando uma linguagem poética que fala à profundidade da paixão e da ternura que Deus pretende para os esposos. Isso nos lembra que a intimidade sexual não é algo de que nos envergonharmos, mas sim um dom a ser apreciado e desfrutado dentro do pacto do casamento.

Para as mulheres especificamente, a Bíblia ensina que os seus corpos não são seus, mas pertencem aos seus maridos, assim como o corpo do marido pertence à sua mulher (1 Coríntios 7:4). Esta pertença mútua fala da profunda unidade e do amor doador que devem caracterizar a relação conjugal. Não se trata de domínio ou controlo, mas de amor generoso e recíproco.

As Escrituras também encorajam as mulheres a não privar seus maridos da intimidade sexual, exceto por mútuo consentimento para um tempo de oração (1 Coríntios 7:5). Isso destaca a importância da intimidade física regular na manutenção de um forte vínculo conjugal. Mas temos de ter o cuidado de não interpretar isto como uma licença de coerção ou desrespeito pelos sentimentos ou bem-estar da mulher.

Em Efésios 5:22-33, vemos a intimidade conjugal colocada no contexto mais amplo do amor de Cristo pela Igreja. As esposas são chamadas a submeter-se a seus maridos como a Igreja se submete a Cristo. Esta submissão não tem a ver com inferioridade ou subjugação, mas sim com confiança, respeito e cooperação na relação conjugal. Por sua vez, os maridos são chamados a amar as suas mulheres como Cristo amou a Igreja, entregando-se a si mesmo por ela. Isso prepara o terreno para uma relação sexual mutuamente gratificante e amorosa.

A Bíblia também fala sobre o propósito da intimidade sexual no casamento. Embora a procriação seja um aspecto importante, vemos que a intimidade conjugal também serve para fortalecer o vínculo entre marido e mulher, proporcionar conforto e prazer e proteger contra a tentação (1 Coríntios 7:2-5).

É importante notar que, embora a Bíblia forneça estes princípios gerais, não fornece instruções pormenorizadas sobre práticas sexuais. Isto permite a liberdade dentro dos limites do amor mútuo, do respeito e da fidelidade. O mais importante é que tanto o marido como a mulher abordem a intimidade com atitudes de amor, generosidade e preocupação com o bem-estar um do outro.

Ao refletirmos sobre estes ensinamentos bíblicos, lembremo-nos de que a intimidade conjugal é um reflexo do amor de Deus por nós – apaixonado, terno, fiel e vivificante. Que todos os esposos se esforcem por encarnar este amor divino na sua vida íntima, procurando sempre crescer na compreensão recíproca, no respeito e na doação alegre de si mesmos.

Que exemplos de mulheres piedosas podem ser encontrados nas Escrituras?

Vejamos primeiro Sara, a mulher de Abraão. A sua história ensina-nos sobre a fé e a perseverança. Apesar de enfrentar a infertilidade e os desafios da vida nómada, Sara manteve-se fiel à promessa de Deus. Seu riso com a notícia de sua gravidez na velhice transformou-se em alegria quando Isaque nasceu, mostrando-nos que Deus pode trazer alegria e realização mesmo quando tudo parece impossível (Gênesis 21:6-7). O exemplo de Sara recorda às mulheres que devem confiar no calendário e nas promessas de Deus, mesmo quando as circunstâncias parecem difíceis.

Rute, a mulher moabita que se tornou a esposa de Boaz, exemplifica lealdade, bondade e altruísmo. As suas famosas palavras à sua sogra Naomi: «Para onde vais, eu vou, e onde tu ficas, eu fico. O teu povo será o meu povo e o teu Deus, o meu Deus» (Rute 1:16), demonstra um compromisso que ultrapassa as fronteiras culturais e familiares. A fidelidade e o trabalho árduo de Rute foram recompensados e ela tornou-se parte da linhagem de Jesus. A sua história incentiva as mulheres a demonstrarem um amor inabalável e a abraçarem o povo de Deus como seu.

Provérbios 31 apresenta-nos o retrato da «mulher de caráter nobre». Embora esta seja uma descrição idealizada, oferece uma visão poderosa de uma mulher diligente, sábia, compassiva e temente a Deus. Ela é louvada por sua ética de trabalho, seu cuidado por sua família e pelos pobres, sua perspicácia nos negócios e seu temor ao Senhor. Esta passagem recorda-nos que a influência de uma esposa piedosa se estende para além da sua casa, afetando positivamente a sua comunidade.

No Novo Testamento, encontramos Priscila, que, juntamente com seu marido Áquila, era um valioso colega de trabalho de Paulo. Atos 18 descreve como este casal ensinou a Apolo «o caminho de Deus de forma mais adequada» (Atos 18:26). O exemplo de Priscila mostra-nos que as esposas podem ser parceiras ativas no ministério, utilizando os seus dons para edificar a Igreja e difundir o Evangelho.

Maria, a mãe de Jesus, é o exemplo supremo de uma mulher e de uma mulher piedosas. A sua humilde aceitação do chamado de Deus: «Sou a serva do Senhor. Cumprir-se-á a tua palavra para comigo» (Lc 1, 38), demonstra confiança e obediência perfeitas a Deus. Ao longo da vida e do ministério de Jesus, vemos a força tranquila de Maria, o seu coração ponderado e a sua fidelidade, até aos pés da cruz. O seu exemplo ensina as esposas a dizer «sim» à vontade de Deus, mesmo quando envolve sacrifício e incerteza.

Também devemos mencionar Abigail, cuja sabedoria e pensamento rápido impediram o derramamento de sangue entre seu marido tolo Nabal e Davi (1 Samuel 25). A sua história mostra como uma mulher piedosa pode ser um pacificador e uma voz da razão, mesmo em circunstâncias difíceis.

Estes exemplos bíblicos lembram-nos que as esposas piedosas vêm em muitas formas. Alguns são silenciosos e solidários, outros são arrojados e activos. Alguns enfrentam grandes provações, enquanto outros levam vidas de relativa paz. O que os une a todos é a sua fé em Deus, o seu amor pelas suas famílias e o seu empenho em viver o apelo de Deus às suas vidas.

O que a Igreja Católica ensina sobre o papel bíblico da mulher no casamento?

O ensino da Igreja Católica sobre o papel da mulher no casamento está enraizado nas Escrituras e desenvolvido através de séculos de reflexão e experiência vivida. É um ensino que enfatiza a dignidade, a igualdade e a complementaridade do marido e da mulher, ao mesmo tempo em que reconhece seus papéis distintos dentro da família.

A Igreja afirma a igualdade fundamental entre marido e mulher. Como lemos no Catecismo da Igreja Católica, «A unidade do matrimónio, distintamente reconhecida por nosso Senhor, é evidenciada na igual dignidade pessoal que deve ser concedida ao homem e à mulher em afecto mútuo e sem reservas» (CCC 1645). Esta igualdade baseia-se na criação do homem e da mulher à imagem de Deus (Gênesis 1:27).

Ao mesmo tempo, a Igreja reconhece que marido e mulher têm papéis complementares dentro do casamento. Baseando-se em Efésios 5:22-33, a Igreja ensina que as mulheres são chamadas a estar sujeitas a seus maridos. Mas não se trata de uma sujeição servil, mas sim de uma resposta amorosa ao amor autossacrifício do marido, modelado segundo o amor de Cristo pela Igreja. Como São João Paulo II explicou lindamente na sua Teologia do Corpo, esta doação recíproca de marido e mulher é um reflexo da vida interior da Trindade.

A Igreja salienta que o papel da mulher inclui ser uma companheira de ajuda para o marido. Não se trata de subserviência, mas de parceria e apoio mútuo. Na Familiaris Consortio, São João Paulo II escreveu: «Ao criar o género humano 'homem e mulher', Deus dá ao homem e à mulher uma igual dignidade pessoal, dotando-os dos direitos e responsabilidades inalienáveis próprios da pessoa humana» (FC 22). Esta parceria estende-se a todos os aspetos da vida familiar, incluindo a tomada de decisões, a educação dos filhos e a gestão do agregado familiar.

Um aspeto fundamental do papel da mulher, de acordo com o ensino da Igreja, é a sua participação na obra criativa de Deus através da maternidade. O Catecismo afirma: «A comunidade íntima da vida e do amor, que constitui o estado conjugal, foi estabelecida pelo Criador e dotada por ele das suas próprias leis... O próprio Deus é o autor do casamento» (Catecismo da Igreja Católica, 1603). Este facto realça a natureza sagrada do papel da mulher na educação e educação dos filhos.

Mas a Igreja também reconhece que nem todos os casais são capazes de ter filhos e que o valor da mulher não é determinado pela sua capacidade de ter filhos. O amor mútuo e o apoio do marido e da mulher continuam a ser centrais para a vocação conjugal, quer o casal seja ou não abençoado com filhos.

A Igreja ensina que as mulheres, juntamente com os seus maridos, são chamadas a ser testemunhas de fé para os seus filhos e para o mundo. Na Lumen Gentium, lemos que a família é chamada a ser uma «igreja doméstica», onde «os pais, pela palavra e pelo exemplo, são os primeiros arautos da fé em relação aos filhos» (LG 11). Isso ressalta o importante papel que as mulheres desempenham na formação espiritual de suas famílias.

A Igreja encoraja as mulheres a usarem os seus dons e talentos não só no seio da família, mas também na sociedade e na Igreja. O Papa Francisco apelou repetidamente a um maior reconhecimento das vozes das mulheres na Igreja e na sociedade, salientando que o génio feminino é necessário em todos os domínios da vida.

Ao refletirmos sobre estes ensinamentos, lembremo-nos de que eles não são regras rígidas, mas sim princípios orientadores a serem vividos no amor. Cada casamento é único, e os casais devem discernir com oração como viver estes ensinamentos em suas circunstâncias particulares. Que todas as mulheres sejam encorajadas e apoiadas enquanto se esforçam por cumprir a sua nobre vocação, sabendo que, ao fazê-lo, participam no plano de Deus para o florescimento da humanidade e a construção do seu Reino.

O que os Padres da Igreja ensinam sobre o papel bíblico da mulher no casamento?

São João Crisóstomo, conhecido por sua pregação eloquente, falava muitas vezes sobre o casamento e o papel das mulheres. Sublinhou a igualdade entre marido e mulher, afirmando: «A mulher é uma segunda autoridade; não deve exigir direitos iguais, mas também não deve ser considerada escrava, uma vez que é a imagem de Deus.» Crisóstomo via o papel da mulher como complementar ao do marido, cada um com responsabilidades distintas que contribuem para a harmonia do agregado familiar.

Crisóstomo salientou igualmente a importância da influência suave da mulher na família. Escreveu: «Nada é mais poderoso do que uma esposa piedosa e sensata para colocar o marido no caminho que deve seguir e para o moldar de acordo com a sua vontade.» Isto destaca o impacto subtil, mas poderoso, que uma esposa piedosa pode ter na vida espiritual da sua família.

Santo Agostinho, nas suas reflexões sobre o matrimónio, sublinhou os três bens do matrimónio: A fidelidade, os filhos e o sacramento. Para Agostinho, as esposas desempenham um papel crucial nos três aspetos. Ele via a fidelidade mútua como essencial para o vínculo conjugal, com marido e mulher chamados à devoção exclusiva um ao outro. Em termos de filhos, Agostinho reconheceu o papel vital das mães em nutrir e criar filhos. E, no aspeto sacramental, viu o papel da mulher como participante na união indissolúvel que reflete a relação de Cristo com a Igreja.

Clemente de Alexandria, escrevendo no século II, enfatizou a igualdade espiritual entre marido e mulher. Escreveu: «A virtude do homem e da mulher é a mesma.» Clemente encorajou as mulheres a serem parceiras dos maridos na busca da virtude e da sabedoria, vendo o casamento como uma escola de crescimento espiritual para ambos os cônjuges.

Tertuliano, apesar de algumas visões que podem parecer duras para os ouvidos modernos, descreveu lindamente a unidade do casamento cristão: «Como é belo, portanto, o casamento de dois cristãos, dois que são um na esperança, um no desejo, um no modo de vida que seguem, um na religião que praticam... Nada os divide, nem na carne nem no espírito.» Esta visão da unidade conjugal sublinha o profundo vínculo espiritual que deve existir entre marido e mulher.

São Jerónimo, conhecido por suas tendências ascéticas, no entanto, reconheceu a nobreza do casamento. Encorajou as esposas a serem exemplos de virtude, escrevendo: «Que a vossa filha tenha, em primeiro lugar, o livro dos Salmos para a santidade de coração, e seja instruída nos Provérbios de Salomão para a sua vida piedosa.» Isto sublinha o papel das esposas na promoção de uma atmosfera piedosa no lar e na formação espiritual dos filhos.

Os Padres Capadócios – Basílio, o Grande, Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzo – escreveram todos sobre o casamento e o papel das mulheres. Eles enfatizaram a natureza espiritual da união conjugal, vendo-a como uma parceria na virtude. Gregório de Nazianzo, em particular, elogiou a mãe pela sua influência no crescimento espiritual do pai, ilustrando o papel poderoso que uma mulher pode desempenhar no percurso de fé do marido.

Santo Ambrósio de Milão, nos seus escritos sobre a virgindade, reconheceu, contudo, o valor do matrimónio. Ele via as esposas como ajudadoras dos maridos, não num sentido subordinado, mas como parceiras no caminho da vida e da fé. Ambrósio enfatizou o apoio e o encorajamento mútuos que devem caracterizar a relação conjugal.

Ao refletirmos sobre estes ensinamentos dos Padres da Igreja, vemos uma ênfase consistente na dignidade e no valor das mulheres no casamento. Embora a sua linguagem e algumas das suas ideias específicas possam reflectir as normas culturais do seu tempo, a sua mensagem central afirma o papel essencial das mulheres na criação de uma vida familiar harmoniosa, amorosa e centrada em Deus.

Mais informações sobre Christian Pure

Inscreva-se agora para continuar a ler e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar a ler

Partilhar com...