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Ao ser questionado sobre o que os cristãos podem fazer fora da Terra Santa, o Cardeal Pierbattista Pizzaballa respondeu: “Rezar e apoiar. Apoiar a comunidade cristã tanto quanto puderem.” / Crédito: EWTN News
Redação de Roma, 6 de dezembro de 2024 / 17:20 (CNA).
O Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, OFM, disse na sexta-feira que o Papa Francisco é conhecido pelas crianças da Igreja da Sagrada Família em Gaza como “o avô”.
Durante uma conferência de imprensa a 6 de dezembro, organizada pela Ajuda à Igreja que Sofre Internacional, o patriarca latino de Jerusalém disse aos jornalistas que “o papa liga todos os dias às 19h”.
“Tornou-se uma espécie de status quo”, disse Pizzaballa com uma risada. “Talvez meio minuto, 30 segundos, talvez mais, talvez menos. E agora ele tornou-se o avô das crianças, o papa, porque ele está a falar. Elas agora sabem que ele está a ligar.”
“Para a comunidade de Gaza, é um apoio muito grande — psicológico, emocional e espiritual”, acrescentou.
Neste Natal, apesar da guerra e das más condições, Pizzaballa disse que a Igreja da Sagrada Família em Gaza está a preparar algo especial.
“O Natal é a festa das crianças”, disse ele. “O que tentaremos fazer, se pudermos, é introduzir não apenas comida, mas também alguns brinquedos. Algo que fará a diferença no dia a dia das crianças.”

A esperança é a capacidade de ver ‘além da realidade sombria’
Segundo Pizzaballa, a esperança na Terra Santa no Natal é uma realidade, apesar dos múltiplos e complexos desafios da guerra em curso no Médio Oriente.
Tendo vivido na Terra Santa por mais de 25 anos, o prelado franciscano está bem ciente do impacto complicado e devastador da guerra e das tensões políticas sobre os cristãos e outras comunidades religiosas na região.
“Onde existem estes atos de amor — amor gratuito — há esperança”, disse ele aos jornalistas na conferência de imprensa.
“Temos de dizer muito claramente que não confundimos esperança com solução”, disse ele. “Se identificarmos a esperança para o futuro com a solução política [e] social para a Terra Santa, não haverá esperança porque não há solução — não a curto prazo.”
Descrevendo a esperança como a “filha da fé”, Pizzaballa disse que é apenas pela fé num Deus transcendente que se tem a capacidade de ver “além da realidade sombria que estamos a viver”.
“Sei que muitas pessoas não acreditam em mim”, disse ele. “[Mas] é uma realidade. É real.”
“Encontro em toda a parte, desde Gaza, à Cisjordânia, a Jerusalém, a Israel — em toda a parte — encontro pessoas maravilhosas que estão prontas para se comprometer, para se envolver [a si mesmas] em fazer algo pelo outro”, continuou.

O poder da oração
Enfatizando a primazia da oração, Pizzaballa disse: “Antes de tudo, é preciso rezar. Acredito no poder da oração, não porque a oração vá mudar a situação, mas porque a oração mudará o nosso coração.”
“E uma vez que somos mudados, também nos tornamos protagonistas de mudanças para o futuro”, acrescentou o patriarca latino de Jerusalém.

Um apelo pelo regresso dos peregrinos à Terra Santa
Pizzaballa expressou a sua tristeza pelo facto de as pessoas não terem vindo em peregrinação à Terra Santa devido à escalada da guerra Israel-Hamas desde 7 de outubro de 2023.
“Está na hora de voltar à Terra Santa”, disse Pizzaballa na sexta-feira. “Neste último ano, não vimos peregrinos e isso arruinou a vida da Terra Santa.”
“A presença dos cristãos é parte da nossa identidade, a identidade da Igreja”, acrescentou. “Tenham a coragem de vir porque uma peregrinação é segura. Belém está aberta. Nazaré, Jerusalém — a nossa cidade é totalmente segura!”
“Há esperança para o futuro”, disse ele. “Não somos uma Igreja moribunda, somos uma Igreja viva.”
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