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Equipa da ACI Prensa, 23 de jul. de 2025 / 16:43 (CNA).
A Igreja Católica no México apelou à sociedade e às autoridades latino-americanas para que cuidem da família, enfatizando que “proteger a família é proteger o futuro da nossa sociedade”.
No um editorial recente na sua publicação semanal Desde la Fe (Da Fé), a Arquidiocese Primaz da Cidade do México observou que a região enfrenta “uma profunda e silenciosa transformação demográfica, mas a um ritmo acelerado, e as suas consequências já se fazem sentir no tecido social”.
A reflexão baseia-se no estudo “Mudanças nas Estruturas Demográficas”, elaborado pela Rede de Institutos Universitários Latino-Americanos sobre a Família, que examina novas formas de organização familiar na região.
Segundo o editorial, as conclusões do relatório mostram que “as taxas de natalidade estão a diminuir constantemente, os casamentos estão a diminuir, os divórcios estão a aumentar, os agregados familiares unipessoais estão a multiplicar-se e o envelhecimento da população deixou de ser uma ameaça distante para se tornar uma realidade palpável”.
Perante este cenário, a arquidiocese apelou a que as pessoas encarem o fenómeno não apenas como uma questão de números, mas como uma realidade “que transforma profundamente a vida quotidiana, as relações humanas e os próprios fundamentos da convivência”.
“A família, entendida como o núcleo primário da sociedade, é a grande protagonista — e também a maior vítima — desta transição. Quando os laços se enfraquecem, quando a solidão substitui a pertença e quando o envelhecimento não é acompanhado por estruturas de apoio e afeto, o resultado é uma sociedade mais fragmentada, mais vulnerável e menos resiliente”, afirmou o editorial.
A arquidiocese destacou também que os dados retratam uma região onde “o envelhecimento está a ocorrer sem uma compensação geracional suficiente e com laços familiares cada vez mais frágeis” e alertou que “o número de mortes excede agora o número de nascimentos”.
A publicação arquidiocesana alertou ainda que “sem estruturas familiares fortes — baseadas no amor, no compromisso, na corresponsabilidade e no cuidado mútuo — toda a sociedade se deteriora” e instou as autoridades a garantirem que as políticas públicas “devem tratar a família como uma prioridade social”.
Entre as propostas, o editorial apontou políticas que “valorizem a vida, que apoiem a maternidade e a paternidade responsáveis, que protejam os idosos sem os isolar, que promovam a reconciliação familiar e que fortaleçam os laços entre gerações. A prevenção da pobreza, a saúde mental, a educação integral e a inclusão digital não podem ser concebidas fora da família: devem ser nutridas por ela”.
A Arquidiocese do México enfatizou que a transição demográfica não é apenas um desafio técnico, mas “um apelo a cuidar da família como uma visão de futuro. Hoje, mais do que nunca, proteger a família significa proteger o futuro da nossa sociedade”.
Esta história foi publicada pela primeira vez por ACI Prensa, parceiro de notícias em espanhol da CNA. Foi traduzido e adaptado pela CNA.
