A atração física é necessária para um casamento que honra a Deus?
A atração física, na sua forma mais pura, é um reflexo do prazer de Deus na sua criação. Vemos no Génesis que Deus olhou para tudo o que tinha feito e declarou-o «muito bom» (Génesis 1:31). Os nossos corpos são feitos com medo e maravilhosamente, e é natural apreciar a beleza nos outros. Mas temos também de reconhecer que a aparência física é apenas uma pequena parte do verdadeiro valor e identidade de uma pessoa em Cristo.
Um casamento que honra a Deus é construído sobre o fundamento do amor mútuo, do respeito, do compromisso e da fé partilhada. Estes elementos são muito mais essenciais do que a atração física sozinha. Como nos recorda São Paulo, «o amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha» (1 Coríntios 13:4). Observe que ele não menciona a atração física nesta bela descrição do amor.
Dito isto, a intimidade física é um aspecto importante do casamento, uma vez que permite aos esposos expressar o seu amor e compromisso de uma forma única e dada por Deus. O Cântico dos Cânticos celebra a beleza do amor físico no casamento. Mas essa intimidade pode crescer e aprofundar-se ao longo do tempo, mesmo que a atração física inicial não seja esmagadora.
O mais importante é o empenho do casal em amar-se e servir-se mutuamente, uma vez que Cristo ama a Igreja. Um casamento que honra a Deus é aquele em que ambos os cônjuges se esforçam para crescer em santidade juntos, apoiando-se e encorajando-se mutuamente em seu caminho espiritual. A atração física pode ser uma bênção em tal união, mas não é uma necessidade para um casamento ser agradável a Deus e profundamente gratificante para ambos os parceiros.
Como a ligação emocional e espiritual se relaciona com a atração física?
Ligações emocionais e espirituais formam a base de uma relação verdadeiramente íntima. Quando duas pessoas compartilham um vínculo emocional profundo, caracterizado pela confiança, compreensão e apoio mútuo, cria-se um terreno fértil para o amor florescer. Esta intimidade emocional permite que os indivíduos sejam vulneráveis uns com os outros, partilhem as suas alegrias e tristezas, as suas esperanças e medos. Como o salmista escreve, «Chamados profundos ao profundo» (Salmo 42:7), assim como os nossos corações se chamam uns aos outros em ressonância emocional.
A ligação espiritual, enraizada numa fé e compromisso partilhados com Deus, acrescenta outra dimensão poderosa a uma relação. Quando os casais rezam juntos, estudam as Escrituras juntos e apoiam o crescimento espiritual um do outro, criam um vínculo que transcende o reino físico. Esta intimidade espiritual permite-lhes ver uns aos outros como companheiros peregrinos no caminho da fé, reconhecendo a centelha divina dentro de cada um.
Como é que estas ligações emocionais e espirituais se relacionam com a atracção física? De uma forma bela e misteriosa, eles podem realmente aumentar e aprofundar a atração física. Quando conhecemos e amamos verdadeiramente alguém pelo que é – o seu caráter, os seus valores, a sua alma – começamos a ver a sua aparência física através de novos olhos. O seu sorriso torna-se mais radiante porque compreendemos a alegria por trás dele. Os seus olhos tornam-se mais bonitos porque vimos a profundidade da emoção que contêm.
A intimidade emocional e espiritual pode criar uma sensação de segurança e confiança que permite que a atração física floresça. O Cântico dos Cânticos ilustra lindamente esta interação, descrevendo não só a beleza física, mas também a ligação emocional e espiritual entre os amantes: «O meu amado é meu e eu sou dele» (Cântico dos Cânticos 2:16).
A atração física também pode influenciar as ligações emocionais e espirituais. A centelha inicial de atração pode atrair duas pessoas, dando-lhes a oportunidade de descobrir laços emocionais e espirituais mais profundos. Mas para uma relação prosperar verdadeiramente, ela deve crescer além da mera atração física para abranger todos os aspetos da intimidade.
A oração e a fé podem ajudar a cultivar a atração física por um cônjuge?
A oração, na sua essência, é a comunicação íntima com o nosso Criador. Quando levamos nossos casamentos diante de Deus em oração, abrimo-nos à Sua orientação, sabedoria e graça transformadora. O apóstolo Paulo encoraja-nos a «orar sem cessar» (1 Tessalonicenses 5:17), o que também se aplica às nossas relações conjugais.
Através de uma oração sincera, podemos pedir a Deus que nos ajude a ver o nosso cônjuge através dos seus olhos – como um filho amado de Deus, temível e maravilhosamente criado. Esta mudança de perspetiva pode ter um impacto profundo na forma como percebemos a aparência física do nosso cônjuge. À medida que crescemos na apreciação da sua beleza interior – a sua bondade, a sua fé, o seu caráter – podemos constatar que a nossa perceção da sua beleza exterior também é reforçada.
A fé também desempenha um papel crucial na formação das nossas atitudes e percepções. Quando temos fé no desígnio de Deus para o casamento e confiamos na sua sabedoria, podemos mais facilmente abraçar e apreciar o nosso cônjuge tal como ele é. Esta fé pode ajudar-nos a olhar para além dos padrões superficiais de beleza promovidos pela nossa cultura e, em vez disso, valorizar as qualidades únicas que fazem do nosso cônjuge quem ele é.
À medida que crescemos na fé juntos como casal, partilhando experiências espirituais e apoiando o percurso espiritual um do outro, desenvolvemos frequentemente uma ligação emocional e espiritual mais profunda. Esta intimidade pode, por sua vez, fomentar uma maior sensação de atracção física. A alegria e a paz que advêm de uma fé partilhada podem iluminar o rosto do nosso cônjuge de forma a torná-lo ainda mais belo para nós.
É importante notar, mas que a oração e a fé não são soluções mágicas que criarão instantaneamente atração física onde nenhuma existe. Pelo contrário, são ferramentas poderosas que podem ajudar-nos a cultivar uma visão mais holística e centrada em Deus do nosso cônjuge e do nosso casamento.
Ao orar por nossos casamentos, podemos pedir a Deus para:
- Ajude-nos a ver o nosso esposo como Ele os vê
- Aprofundar o nosso apreço por todos os aspetos do ser do nosso cônjuge
- Cultive um espírito de gratidão pelo dom do nosso esposo
- Fortalecer a nossa ligação emocional e espiritual
- Guia-nos a expressar amor e carinho de maneiras que honram a Deus e ao nosso cônjuge
O que a Bíblia diz sobre a atração física nas relações?
A Bíblia, em sua vasta teia de experiências humanas e ensinamentos divinos, fala sobre a questão da atração física, embora talvez nem sempre da forma direta que podemos esperar. Vamos explorar isto com o coração e a mente abertos.
Devemos reconhecer que Deus é o autor da beleza e o criador de nossos corpos. No Génesis, depois de criar Adão e Eva, «Deus viu tudo o que tinha feito, e foi muito bom» (Génesis 1:31). Esta afirmação da bondade da criação inclui o corpo humano e a atração entre o homem e a mulher.
O Cântico dos Cânticos, um livro poético que celebra o amor entre um homem e uma mulher, fala aberta e alegremente sobre a atração física. Os amantes deste livro admiram a beleza física uns dos outros em detalhes vívidos. Por exemplo, «Quão bonita és, minha querida! Oh, que belo! Os teus olhos são pombas" (Cantares de Salomão 1:15). Isto sugere que apreciar a beleza física no contexto de uma relação de amor não só é admissível como pode ser uma forma de honrar a criação de Deus.
Mas a Bíblia também adverte consistentemente contra colocar demasiada ênfase na aparência exterior. Em 1 Samuel 16:7, quando Deus orienta Samuel a escolher o próximo rei de Israel, Ele diz: «O Senhor não olha para as coisas que as pessoas olham. As pessoas olham para a aparência exterior, mas o Senhor olha para o coração.» Isto lembra-nos que, embora a atração física possa ter o seu lugar, não é o fator mais importante numa relação.
O Novo Testamento enfatiza ainda mais a importância da beleza interior sobre a aparência exterior. Peter escreve: «A tua beleza não deve provir de adornos exteriores, tais como penteados elaborados e o uso de jóias de ouro ou de roupas finas. Pelo contrário, deve ser a do teu eu interior, a beleza inabalável de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor aos olhos de Deus» (1 Pedro 3:3-4).
Paulo, em sua carta aos Coríntios, fala do corpo como um templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19-20). Isto ensina-nos a respeitar e honrar os nossos corpos e os dos outros, não apenas como objetos de atração, mas como vasos sagrados da presença de Deus.
Em matéria de casamento e relações, a Bíblia enfatiza qualidades como o amor, a fidelidade, o respeito mútuo e a fé partilhada muito mais do que a atração física. A bela descrição de amor de Paulo em 1 Coríntios 13 não menciona atributos físicos, mas concentra-se no caráter e nas ações.
No entanto, devemos também lembrar-nos de que Deus criou o casamento como uma união de corpo, mente e espírito. O aspeto físico do casamento, incluindo a atração e a intimidade, é afirmado como parte do bom desígnio de Deus. Como Paulo escreve, «O marido deve cumprir o seu dever conjugal para com a mulher, e também a mulher para com o marido» (1 Coríntios 7:3).
A Bíblia apresenta uma visão equilibrada da atração física. Reconhece a sua realidade e até a sua beleza quando expressa dentro dos limites de uma relação amorosa e comprometida. Mas, consistentemente, nos aponta para a valorização da beleza interior, do caráter e das qualidades espirituais acima da aparência exterior. À medida que navegamos nas relações, podemos procurar ver os outros como Deus os vê, apreciando toda a pessoa – corpo, mente e espírito – como uma bela criação do nosso Pai amoroso.
Como os casais podem manter a atração física à medida que envelhecem juntos?
Temos de reconhecer que o envelhecimento é uma parte natural e bela do plano de Deus para as nossas vidas. Cada ruga, cada cabelo grisalho, é um testemunho de uma vida vivida, experiências partilhadas e sabedoria adquirida. Como o salmista escreve: «O cabelo grisalho é uma coroa de esplendor; é alcançado no caminho da justiça" (Provérbios 16:31). Abracemos estas mudanças com graça e gratidão.
Dito isto, há maneiras de os casais nutrirem e manterem a atração física enquanto viajam pela vida juntos:
- Cultive a beleza interior: À medida que envelhecemos, a beleza do nosso caráter torna-se cada vez mais importante. Ao crescer continuamente em virtudes como bondade, paciência e compaixão, tornamo-nos mais atraentes para o nosso cônjuge de maneiras que transcendem o físico. Como nos recorda São Pedro, a beleza inabalável de um espírito manso e tranquilo é de grande valor aos olhos de Deus (1 Pedro 3:4).
- Manter a saúde física: Embora não possamos parar o processo de envelhecimento, podemos honrar nossos corpos como templos do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19-20) ao cuidar de nossa saúde. O exercício regular, uma dieta equilibrada e um descanso adequado não só contribuem para o nosso bem-estar geral, mas também podem ajudar a manter a vitalidade física e a atração.
- Pratique a gratidão: Expressar regularmente apreço pelo seu cônjuge – tanto pelos seus atributos físicos como pelas suas qualidades interiores – pode ajudar a manter uma perspetiva positiva e a promover a atração contínua. Como Paulo nos exorta, «Dá graças em todas as circunstâncias» (1 Tessalonicenses 5:18).
- Investir na intimidade emocional e espiritual: À medida que as mudanças físicas ocorrem, o aprofundamento da sua ligação emocional e espiritual pode melhorar a intimidade geral, o que, por sua vez, pode aumentar a atração física. Rezem juntos, partilhem os vossos pensamentos e sentimentos e apoiem o crescimento pessoal uns dos outros.
- Mantém viva a faísca do romance: Pequenos gestos de amor e carinho, noites de namoro e novas experiências compartilhadas podem ajudar a manter uma sensação de excitação e atração no seu relacionamento. A Canção de Salomão fornece belos exemplos de linguagem romântica e gestos que podem inspirar casais.
- Pratique a aceitação e o amor incondicional: Abrace as mudanças na aparência do seu cônjuge com amor e aceitação, tal como Cristo nos ama incondicionalmente. Esta atitude pode fomentar um profundo sentimento de segurança e atracção que vai além do físico.
- Manter uma boa higiene e autocuidado: Cuidar da aparência, não por vaidade, mas como forma de honrar o cônjuge e a si mesmo, pode contribuir para manter a atração.
Procure ajuda profissional, se necessário: Se a intimidade física se tornar um desafio devido a problemas de saúde ou outros fatores, não hesite em procurar aconselhamento médico ou aconselhamento. Lembre-se: "Os planos falham por falta de conselho, mas com muitos conselheiros conseguem" (Provérbios 15:22).
Acima de tudo, lembre-se de que a verdadeira beleza e atração num casamento estão enraizadas no amor – um amor que «sempre protege, sempre confia, sempre espera, sempre persevera» (1 Coríntios 13:7). À medida que envelhecem juntos, possam ver uns nos outros não apenas as mudanças trazidas pelo tempo, mas a beleza acumulada de uma vida compartilhada, os desafios superados e a fé aprofundada.
Que o vosso amor uns pelos outros seja um reflexo do amor duradouro de Deus por nós, que não diminui com a idade, mas se torna cada vez mais forte. Desta forma, descobrirá uma beleza e uma atração que desafiam o tempo e refletem a natureza eterna do amor de Deus.
É pecaminoso casar-se com alguém por quem inicialmente não se sente fisicamente atraído?
Esta é uma questão complexa que toca a própria natureza do amor e do matrimónio. Devemos abordá-la com grande cuidado e nuance, pois o coração humano é uma coisa misteriosa, moldada pela graça de Deus de formas que nem sempre podemos compreender.
Lembremo-nos de que o pecado é aquilo que nos separa de Deus e de nosso verdadeiro eu como feito à Sua imagem. O matrimónio, quando entramos com intenções puras e corações abertos, é um santo sacramento que nos aproxima de Deus. Portanto, as razões por trás de nossa escolha de cônjuge são o que devemos examinar, em vez de julgar com base apenas na atração física inicial.
Não é pecado casar-se com alguém com quem não sinta uma atração física imediata, desde que suas motivações estejam enraizadas no amor, no respeito e num desejo genuíno de companheirismo e crescimento espiritual juntos. , existem muitas formas de atração – intelectual, emocional e espiritual – que podem constituir uma base sólida para um casamento.
Mas também devemos ser cautelosos ao entrar em casamento sem qualquer faísca de atração física. O nosso corpo é uma criação de Deus e o aspeto físico do casamento é um dom Dele. Desconsiderar completamente este aspecto pode levar a dificuldades e frustrações dentro do casamento.
O mais importante é a honestidade – consigo mesmo, com o seu potencial cônjuge e com Deus. Se estás a pensar em casar com alguém que não achas fisicamente atraente, examina o teu coração. És atraído pela sua beleza interior, pela sua fé, pela sua bondade? Percebe o potencial de um amor profundo e duradouro para crescer? Ou és talvez motivado pelo medo, pela pressão dos outros ou por um senso de dever equivocado?
Lembre-se também de que a atração física pode crescer ao longo do tempo à medida que passa a conhecer e amar uma pessoa mais profundamente. O que não pode inicialmente chamar a sua atenção pode tornar-se belo para si ao reconhecer a alma interior.
Meus filhos, o matrimónio deve ser celebrado com alegria, amor e a orientação do Espírito Santo. Rezem por sabedoria e discernimento. Procure conselhos de conselheiros espirituais confiáveis. E sobretudo, escutai a voz tranquila de Deus no vosso coração, pois Ele conhece os planos que tem para vós, os planos para vos dar esperança e um futuro.
Quão importante é a atração física em comparação com outras qualidades num potencial cônjuge?
Meus amados filhos e filhas, ao contemplarmos a importância da atração física na escolha de um parceiro de vida, lembremo-nos primeiro de que todos somos criados à imagem e semelhança de Deus. Cada um de nós possui uma beleza única que reflecte o divino, tanto na nossa forma física como nas profundezas das nossas almas.
A atração física, enquanto um aspecto natural e dado por Deus das relações humanas, não deve ser elevada acima de outras qualidades essenciais num cônjuge em potencial. É apenas um fio na vasta teia de um casamento amoroso, centrado em Cristo. Devemos ter cuidado para não deixar que a natureza fugaz da beleza física ofusque as qualidades duradouras que verdadeiramente sustentam uma parceria ao longo da vida. Compreender a dinâmica das relações saudáveis implica apreciar a importância da comunicação, do compromisso e do respeito mútuo. Estas qualidades são muito mais cruciais para o sucesso de um casamento do que apenas a aparência física. Embora a atração física possa inicialmente unir duas pessoas, é a ligação emocional mais profunda e os valores partilhados que, em última análise, sustentam uma relação duradoura.
Considere, as virtudes que o próprio Cristo exemplificou e chamou-nos a imitar: A compaixão, a bondade, a humildade, a gentileza e a paciência. Estas são as qualidades que irão apoiá-lo através das provações e alegrias da vida conjugal. Uma fé partilhada, o respeito mútuo e a capacidade de crescer juntos no amor a Deus e uns aos outros – estes são os fundamentos sobre os quais se constrói um casamento forte.
Dito isto, não devemos descartar totalmente a atração física. É um dom de Deus que pode trazer alegria e intimidade a um casamento. Mas a sua importância deve ser encarada numa perspetiva adequada. A beleza física desaparece com o tempo, mas a beleza de um coração bondoso e de um espírito fiel só cresce mais forte.
Ao discernir um potencial esposo, exorto-o a olhar para além da superfície. Procure alguém cujos valores estejam alinhados com os seus, cuja fé o inspire e cujo caráter admire. Procura um parceiro que te desafie a crescer, que apoie os teus sonhos e que ande ao teu lado na tua jornada espiritual.
Lembrem-se das palavras da Escritura: «O encanto é enganoso e a beleza é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor deve ser louvada" (Provérbios 31:30). Esta sabedoria aplica-se igualmente a homens e mulheres. O temor do Senhor – ou seja, uma profunda reverência e amor a Deus – deve ser a principal qualidade que procuramos num cônjuge.
Ao mesmo tempo, não se sinta culpado se for atraído pela aparência física de alguém. Isto também faz parte do desígnio de Deus. Mas que seja o início de sua atração, não a totalidade dela. Permita-se descobrir as muitas camadas de beleza de outra pessoa – o seu riso, a sua compaixão, a sua devoção a Deus e aos outros.
No final, meus filhos, a qualidade mais importante de um potencial cônjuge é a sua capacidade de amor – amor a Deus, amor a si e amor a toda a criação de Deus. Este é o amor que vos sustentará ao longo de todas as estações da vida, que vos ajudará a crescer juntos em santidade e que refletirá ao mundo o belo mistério do amor de Cristo pela Sua Igreja.
Concentrar-se na beleza interior pode levar ao aumento da atração física?
Esta pergunta toca uma verdade poderosa acerca da natureza do amor e da pessoa humana. , considero que a concentração na beleza interior pode não só conduzir a uma maior atração física, mas também aprofundar a nossa compreensão da verdadeira beleza como reflexo do amor de Deus.
Pensemos primeiro no que queremos dizer com beleza interior. Isto engloba as virtudes e qualidades que tornam uma pessoa verdadeiramente radiante a partir de dentro – bondade, compaixão, integridade, fé e amor. Estes são os atributos que refletem a imagem de Deus na qual todos somos criados. Quando nos concentramos nestas qualidades em outra pessoa, começamos a vê-las como Deus as vê, em toda a sua dignidade e valor inerentes.
À medida que crescemos na apreciação da beleza interior de alguém, ocorre frequentemente uma transformação notável. A aparência física da pessoa começa a transfigurar-se em nossos olhos. Características que podemos não ter encontrado inicialmente atraente assumir uma nova luz. Um sorriso gentil torna-se mais bonito do que qualquer conjunto perfeito de dentes. Os olhos que brilham com compaixão tornam-se mais cativantes do que qualquer cor ou forma particular.
Este fenómeno não é apenas uma noção poética, mas uma realidade vivida por muitos. É um testemunho da interligação do corpo e da alma, e do poder do amor para transformar nossas percepções. Como nos recorda São Paulo, «o amor é paciente, o amor é bondoso... não desonra os outros, não é egoísta» (1 Coríntios 13:4-5). Quando amamos verdadeiramente alguém por quem ele é no seu âmago, este amor tem o poder de mudar a forma como o vemos fisicamente.
Concentrar-se na beleza interior pode nos levar a uma forma mais autêntica e duradoura de atração. As aparências físicas mudam ao longo do tempo, mas a beleza interior pode crescer e aprofundar-se ao longo da vida. Ao cultivar uma apreciação por essas qualidades duradouras, construímos uma base para o amor que pode resistir aos testes do tempo e da tribulação.
Mas, meus filhos, sejamos claros: Isto não significa que devemos ignorar ou suprimir as nossas respostas naturais à beleza física. Deus nos criou como seres integrados de corpo e alma, e a atração física pode ser um dom por si só. Pelo contrário, somos chamados a ampliar e aprofundar a nossa compreensão da beleza, para vê-la como um reflexo do divino em cada pessoa que encontramos.
Em seus relacionamentos, encorajo-o a tomar o tempo para conhecer verdadeiramente a outra pessoa. Escutai as suas esperanças e sonhos, testemunhai os seus gestos de bondade, observai como tratam os outros, sobretudo aqueles que nada lhes podem oferecer em troca. Ao fazerem isto, podem descobrir que a vossa percepção da sua aparência física começa a mudar, iluminada pela luz da sua beleza interior.
Lembre-se também de que cultivar a sua própria beleza interior – através da oração, de atos de serviço e do crescimento da virtude – pode torná-lo mais atraente para os outros. Pois a verdadeira beleza irradia de dentro, tocando todos aqueles que a encontram.
No final, concentrando-nos na beleza interior, não só nos abrimos a uma forma de atração mais profunda e duradoura, mas também nos aproximamos de ver os outros e a nós mesmos, como Deus nos vê – filhos amados, criados à sua imagem, infinitamente preciosos e dignos de amor.
Que papel a atração física deve desempenhar no namoro cristão?
A atração física, como parte natural da experiência humana, tem um lugar no namoro cristão. É, afinal, uma das maneiras pelas quais Deus nos designou para sermos atraídos uns pelos outros. O Cântico dos Cânticos nas Escrituras celebra lindamente a atração física entre os amantes, lembrando-nos que nossos corpos, criados por Deus, são bons e que a atração em si não é inerentemente pecaminosa.
Mas, como seguidores de Cristo, somos chamados a uma maior compreensão do amor e das relações. A atração física deve ser vista como apenas um elemento no contexto mais amplo do namoro cristão, que é, em última análise, um processo de discernimento. Este processo deve centrar-se em descobrir se duas pessoas são chamadas a caminhar juntas no casamento, apoiando-se mutuamente no crescimento da santidade e do amor a Deus.
Nesta perspetiva, a atração física deve desempenhar um papel equilibrado – não deve ser ignorada nem sobrevalorizada. Pode servir como uma faísca inicial que atrai duas pessoas, abrindo-lhes a porta para explorarem uma ligação mais profunda. Mas não deve ser o principal fator na decisão de prosseguir ou continuar uma relação.
Enquanto navega pelas águas do namoro, encorajo-o a ver a atração física como um ponto de partida para descobrir toda a pessoa. Deixe-o levar-lhe à curiosidade sobre o seu caráter, a sua fé, os seus sonhos e valores. Pergunte a si mesmo: A beleza interior desta pessoa brilha ainda mais intensamente do que a sua aparência exterior? Inspiram-me a aproximar-me de Deus? Partilhamos uma visão para servir os outros e edificar o Reino de Deus?
Ao mesmo tempo, seja cauteloso ao permitir que a atração física obscureça seu julgamento ou o leve à tentação. Lembrai-vos das palavras de Jesus: «Mas digo-vos que todo aquele que olhar para uma mulher com luxúria já cometeu adultério com ela no seu coração» (Mateus 5:28). Isto ensina-nos a guardar os nossos corações e as nossas mentes, tratando cada pessoa que encontramos com respeito e dignidade.
Em termos práticos, isto significa definir limites apropriados nas suas relações de namoro. Discuta os seus valores e expectativas abertamente com o seu parceiro. Procure ambientes e atividades que lhe permitam conhecer as mentes e os corações uns dos outros, e não apenas as aparências físicas. Envolvam-se no serviço juntos, rezem juntos, tenham conversas significativas sobre sua fé e suas esperanças para o futuro.
Lembre-se também que a verdadeira atração cresce à medida que passa a conhecer uma pessoa mais profundamente. O que começa como uma faísca física pode aprofundar-se numa apreciação poderosa por toda a pessoa – corpo, mente e alma. Esta atração holística é muito mais duradoura e significativa do que uma baseada apenas na aparência física.
O papel da atração física no namoro cristão deve ser abrir a porta para descobrir uma ligação mais profunda e poderosa. Nunca deve ofuscar os aspetos mais importantes da compatibilidade na fé, nos valores e nos objetivos da vida. À medida que namorarem, mantenham os olhos fixos em Cristo, buscando-Lhe orientação e sabedoria. Pois é ao alinharmos nossos corações com os Dele que encontramos o amor mais verdadeiro e mais gratificante.
Como os cristãos podem equilibrar a atração física com a pureza antes do casamento?
A viagem de equilibrar a atração física com a pureza antes do casamento é um caminho desafiador, mas nobre. Exige sabedoria, autodisciplina e, acima de tudo, uma confiança profunda na graça de Deus. Abordemos esta questão com honestidade e compaixão, reconhecendo tanto a beleza do dom de atração de Deus como o apelo à santidade em todas as nossas relações.
Devemos lembrar-nos de que nossos corpos são templos do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19-20). Esta poderosa verdade deve guiar todas as nossas acções e decisões em matéria de intimidade física. A atração física é uma parte natural e boa do desígnio de Deus, mas, como todas as coisas boas, deve ser gerida com cuidado e respeito.
Para manter a pureza antes do casamento, reconhecendo a atração física, ofereço-lhe estas reflexões:
- Cultive uma vida de oração profunda. Uma conversa regular e honesta com Deus irá fortalecê-lo contra a tentação e ajudá-lo a ver o seu parceiro através dos olhos de Deus. Orem juntos como um casal, pedindo orientação e força para honrar uns aos outros e a Deus em seu relacionamento.
- Definam limites claros em conjunto. Tenham discussões abertas e honestas acerca dos vossos limites físicos. Estes devem ser decididos em oração e mutuamente, sempre errando do lado da precaução. Lembre-se, estes limites não são restrições, mas salvaguardas para o seu amor e compromisso uns com os outros e com Deus.
- Concentre-se na construção da intimidade emocional e espiritual. Envolva-se em atividades que lhe permitam crescer juntos em fé e compreensão. Estudem as Escrituras juntos, sirvam na vossa comunidade, tenham conversas profundas sobre os vossos valores e sonhos. Isto irá fortalecer a sua relação de formas que duram muito mais do que a atração física.
- Pratique a virtude da castidade. Não se trata apenas de abster-se da atividade sexual, mas de uma adesão positiva ao plano de Deus para a sexualidade. Trata-se de tratar a si mesmo e aos outros com respeito e dignidade, reconhecer a natureza sagrada de nossos corpos e nossa sexualidade.
- Cuidado com as situações que podem levar à tentação. Evite passar tempo sozinho em ambientes privados que possam facilitar a travessia de fronteiras. Em vez disso, aproveitem a empresa uns dos outros em locais públicos ou em ambientes de grupo.
- A pureza é mais do que física. Guarda os teus pensamentos e o teu coração. Evite os meios de comunicação ou conversas que possam levar a sua mente à impureza. Em vez disso, encha sua mente com "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é certo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é admirável" (Filipenses 4:8).
- Se tu tropeçares, pede perdão e começa de novo. A misericórdia de Deus é infinita. Se cruzar uma linha que definiu, não se desespere. Busquem o perdão de Deus e uns dos outros, reafirmem seu compromisso com a pureza e, se necessário, ajustem seus limites.
- Apoiem-se uns aos outros nesta jornada. Encoraje uns aos outros em seu compromisso com a pureza. Sejam a força uns dos outros quando surgir a tentação. Lembrai-vos de que estais juntos neste caminho, apoiando-vos uns aos outros rumo a um matrimónio santo e alegre.
Mantém os olhos fixos na beleza do plano de Deus para o casamento. O prazer temporário de ultrapassar fronteiras desvanece-se em comparação com a alegria profunda e permanente de um casamento construído sobre o respeito mútuo, a confiança e o compromisso compartilhado com Deus.
Este equilíbrio não é fácil de alcançar, mas é possível com a graça de Deus e o vosso esforço sincero. Lembrem-se de que a pureza antes do casamento não se trata de negar a bondade da atração física, mas de acariciá-la tão profundamente que a honrem esperando a sua plena expressão no pacto do casamento.
Que Deus vos abençoe e fortaleça nesta jornada. Que possam encontrar um no outro não só a beleza física, mas a poderosa beleza de uma alma que luta pela santidade. E que o vosso amor um pelo outro vos aproxime sempre da fonte de todo o amor, nosso Senhor Jesus Cristo.
Bibliografia:
Armanios, F., & Amstutz, A. (2013). EMERGING CHRISTIAN MEDIA IN EGYPT: AUTORIDADE CLERICAL E A VISUALIZAÇÃO DAS MULHERES NO CÓPICO
