Como posso alinhar meus desejos de relação com os princípios bíblicos?
Alinhar os nossos anseios mais profundos com a vontade de Deus é simultaneamente um grande desafio e uma poderosa fonte de alegria. À medida que procuramos companhia amorosa, devemos lembrar-nos de que somos, antes de tudo, criados à Sua imagem e semelhança. A nossa relação primária é com o nosso Pai Celestial, e todos os laços terrenos fluem desta fonte divina de amor.
As Escrituras nos oferecem rica orientação sobre o cultivo de relações centradas em Cristo. Somos chamados a «amar-nos uns aos outros como eu vos amei» (João 15:12), com altruísmo, compaixão e devoção sacrificial. Este amor é paciente e bondoso, não invejoso ou arrogante, não arrogante ou rude (1 Coríntios 13:4-7). Procura o bem do outro e regozija-se na verdade.
Para alinhar os nossos desejos com os princípios bíblicos, devemos primeiro examinar os nossos próprios corações. Estamos procurando uma relação primariamente para satisfazer nossas próprias necessidades, ou para glorificar a Deus e servir aos outros? Vemos potenciais parceiros como objetos de gratificação, ou como companheiros peregrinos no caminho da fé? Oremos pela graça de purificar nossas intenções e ver os outros como Deus os vê.
A Bíblia também salienta a importância de estarmos «em igual jugo» (2 Coríntios 6:14) com aqueles que partilham a nossa fé e os nossos valores. Embora isso não signifique isolar-nos das crenças diferentes, sugere que nossas relações mais próximas devem apoiar e fortalecer nossa caminhada com Cristo. Procure um parceiro que incentive o seu crescimento espiritual e se junte a si para servir o reino de Deus.
Finalmente, lembre-se de que o verdadeiro amor é um fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23), não algo que podemos fabricar através de nossos próprios esforços. Ao alinhar os seus desejos com a vontade de Deus, confie no seu momento e providência perfeitos. Abri vosso coração à Sua orientação, e Ele vos conduzirá às relações que vos ajudarão a florescer na fé e no amor (Freeks, 2023; Jambrek, 2009, pp. 135-152).
Que papel deve a fé desempenhar na definição dos meus objetivos de relacionamento?
A fé não deve ser apenas um aspecto de nossas relações, mas o próprio fundamento sobre o qual são construídas. Como nos recorda São Paulo, «tudo o que fizerdes, por palavras ou obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças a Deus Pai por meio dele» (Colossenses 3:17). Isto inclui a nossa procura de amor romântico e companheirismo.
A fé deve informar todas as facetas de nossos objetivos de relacionamento, desde as qualidades que procuramos em um parceiro até a forma como nos comportamos no namoro. Deve moldar a nossa visão de como é uma relação piedosa e guiar-nos na tomada de decisões que honram a Deus e respeitam a dignidade do nosso amado.
Ao definir os objetivos da sua relação, comece por refletir sobre o propósito de Deus para o casamento e a parceria. A Bíblia apresenta o casamento como uma relação de aliança que reflete o amor de Cristo pela Igreja (Efésios 5:25-33). Destina-se a ser uma fonte de apoio mútuo, crescimento espiritual e um testemunho do amor de Deus no mundo. Pergunte a si mesmo: Como meu futuro relacionamento pode glorificar a Deus e servir a seu reino?
A fé também deve desempenhar um papel central no discernimento da compatibilidade com um parceiro potencial. Além da atração de nível superficial ou interesses compartilhados, procure alguém que compartilhe o seu compromisso com Cristo e cujos valores estejam alinhados com os seus. Ore por sabedoria para reconhecer um parceiro que irá incentivar o seu crescimento espiritual e desafiá-lo a tornar-se mais semelhante a Cristo.
Deixe a fé guiar o ritmo e os limites da sua relação. Em uma cultura que muitas vezes promove a gratificação instantânea e a intimidade casual, opte por honrar a Deus com seu corpo e seu coração. Defina metas que reflitam os princípios bíblicos da pureza, do respeito e do amor sacrificial.
Lembrai-vos também de que a fé não é estática, mas um caminho de crescimento e transformação. Os seus objetivos de relacionamento devem incluir o compromisso de crescer juntos na fé, apoiar as disciplinas espirituais uns dos outros e servir no ministério como uma equipa. Imaginem uma parceria onde possam orar juntos, estudar as Escrituras e encorajar uns aos outros em tempos de dúvida ou dificuldade.
A fé recorda-nos que as nossas relações terrenas, por mais preciosas que sejam, são reflexos temporários da nossa relação eterna com Deus. Ao definir os seus objetivos, mantenha os olhos fixos no prémio final – crescer em santidade e aproximar-se de Cristo. Uma relação verdadeiramente centrada em Deus ajudará ambos os parceiros nesta viagem rumo ao céu (Adeoye, 2024; Jambrek, 2009, pp. 135-152).
Como equilibrar considerações espirituais e práticas num parceiro potencial?
A jornada de encontrar um parceiro de vida é um delicado equilíbrio entre o espiritual e o prático. Somos chamados a ser "tão astutos como as cobras e tão inocentes como as pombas" (Mateus 10:16), aplicando tanto a sabedoria celestial como o discernimento terreno nas nossas escolhas.
Temos de reconhecer que as considerações espirituais não estão separadas das práticas – estão profundamente interligadas. A fé de uma pessoa molda o seu caráter, os seus valores e as suas escolhas de vida. Portanto, ao avaliar um parceiro potencial, procure provas de como suas crenças espirituais se manifestam de maneiras práticas.
Ponderar a forma como gerem os seus recursos – tempo, dinheiro e talentos. Eles usam estes dons em serviço a Deus e aos outros? São responsáveis e diligentes em seu trabalho, vendo-o como uma forma de adoração? Estas questões práticas reflectem a maturidade espiritual e podem indicar como poderão abordar a vida familiar e as responsabilidades partilhadas no futuro.
Observe as suas relações com a família, amigos e comunidade. Mostram os frutos do Espírito – amor, alegria, paz, paciência, bondade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5:22-23)? Estas qualidades, embora de natureza espiritual, têm implicações muito práticas para a vida diária e resolução de conflitos em uma relação.
Ao mesmo tempo, não negligencie a compatibilidade prática. Embora a fé partilhada seja crucial, fatores como estilos de comunicação, hábitos financeiros e objetivos de vida também desempenham papéis importantes numa parceria de sucesso. Ore por discernimento para ver de que forma a fé do seu potencial parceiro influencia estas áreas práticas da vida.
É igualmente importante ter em conta a forma como complementam os pontos fortes e fracos uns dos outros, tanto a nível espiritual como prático. Talvez um de vós seja mais dotado em hospitalidade, enquanto o outro se destaca no planeamento financeiro. Um pode ter um profundo conhecimento das Escrituras, enquanto o outro tem um talento para aplicar os princípios bíblicos às situações cotidianas. Estas diferenças podem criar um belo equilíbrio quando unidas em um propósito comum de servir a Deus.
Lembre-se de que ninguém é perfeito, e o crescimento é um processo ao longo da vida. Procure um parceiro que esteja empenhado no desenvolvimento espiritual e pessoal contínuo. Estão abertos a comentários e dispostos a trabalhar em áreas de fraqueza? Também incentivam o seu crescimento?
Procure a orientação de Deus através da oração, do estudo das Escrituras e de conselhos sábios de mentores de confiança ou líderes espirituais. O Espírito Santo pode fornecer insights que vão além da nossa compreensão humana, ajudando-nos a discernir se um parceiro em potencial é realmente um bom ajuste, tanto espiritual como praticamente.
Ao navegar neste equilíbrio, lembre-se das palavras de Provérbios 3:5-6: Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento; Sujeitai-vos a ele em todos os vossos caminhos, e ele endireitará os vossos caminhos.» Com fé e sabedoria, podeis encontrar um parceiro que caminhará ao vosso lado, tanto no vosso caminho espiritual como nas realidades práticas da vida (Doss, 2015; Freeks, 2023; Jambrek, 2009, pp. 135-152).
Quais são algumas qualidades piedosas que devo priorizar numa relação?
À medida que procura um parceiro para partilhar o seu percurso de vida e de fé, é sensato refletir sobre as qualidades que refletem o caráter de Deus e contribuem para uma relação florescente e centrada em Cristo. Consideremos alguns destes atributos piedosos com o coração e a mente abertos.
Procure um parceiro que demonstre um amor genuíno por Deus e um compromisso de crescer na fé. Esta qualidade fundamental irá moldar todos os outros aspetos do seu caráter e da sua vida partilhada. Procure alguém que priorize sua relação com Cristo, se envolva regularmente na oração e no estudo das Escrituras e participe ativamente de uma comunidade de fé.
A humildade é outra qualidade essencial, uma vez que reflete a mente de Cristo (Filipenses 2:5-8). Um parceiro humilde estará aberto à aprendizagem, será rápido a admitir falhas e estará disposto a colocar as necessidades dos outros à frente das suas. Esta humildade favorece um ambiente de crescimento mútuo e de graça no interior da relação.
A compaixão e a empatia, que refletem o coração de Deus para com os seus filhos, são cruciais. Um parceiro piedoso demonstrará cuidado e compreensão não só por si, mas também pelos outros, especialmente os vulneráveis e marginalizados. Esta qualidade estende-se ao perdão – procure alguém que seja rápido a perdoar e lento a guardar rancor, uma vez que todos somos chamados a perdoar tal como fomos perdoados (Colossenses 3:13).
Integridade e honestidade não devem ser negociáveis. Uma pessoa de carácter piedoso será verdadeira em todos os seus negócios, mantendo a sua palavra e vivendo com consistência entre as suas crenças e acções professadas. Esta integridade constrói a confiança, a base de qualquer relação forte.
A paciência e o autocontrole, frutos do Espírito, são inestimáveis para percorrer juntos os desafios da vida. Um parceiro que possa manter-se calmo sob pressão e responder às dificuldades com graça será uma fonte de força e estabilidade.
A generosidade, tanto nas coisas materiais como no espírito, reflete a abundância do amor de Deus. Procure alguém que dê livremente o seu tempo, recursos e afecto – não só a si, mas também a outras pessoas necessitadas.
Sabedoria e discernimento são qualidades que lhe servirão bem ao tomar decisões de vida em conjunto. Um parceiro que procure a orientação de Deus em todas as coisas e aplique os princípios bíblicos à vida quotidiana será um companheiro valioso na sua viagem.
A alegria e o sentido de humor, embora talvez não sejam tipicamente considerados qualidades «piedosas», são reflexos da vida abundante que Cristo promete. Um parceiro que possa encontrar alegria no Senhor e riso no caminho da vida ajudará a aliviar os seus fardos e a celebrar as bênçãos de Deus.
Por fim, procure o coração de um servo. Cristo não veio para ser servido, mas para servir (Marcos 10:45), e somos chamados a seguir o seu exemplo. Um parceiro que serve de bom grado os outros – na sua relação, na igreja e na comunidade em geral – demonstra um caráter semelhante ao de Cristo que enriquecerá a sua vida e o seu ministério em conjunto.
Lembre-se, ninguém encarna perfeitamente todas estas qualidades o tempo todo. Todos somos obras em curso, transformadas pela graça de Deus. A chave é procurar alguém que está ativamente perseguindo estes atributos piedosos e aberto ao crescimento. Juntos, vocês podem encorajar-se uns aos outros para uma maior semelhança com Cristo, "estimulando-se uns aos outros para o amor e as boas ações" (Hebreus 10:24) (Doss, 2015; Freeks, 2023; Jambrek, 2009, pp. 135-152).
Como posso comunicar meus valores cristãos sem parecer crítico?
Comunicar a nossa fé e os nossos valores é um privilégio e uma responsabilidade delicada. Somos chamados a ser "sal e luz" no mundo (Mateus 5:13-16), mas devemos fazê-lo com gentileza e respeito, sempre prontos a dar uma resposta para a esperança que temos (1 Pedro 3:15-16). Pensemos em como partilhar os nossos valores cristãos de uma forma que convida à compreensão, em vez de criar barreiras.
Lembrem-se de que o nosso principal testemunho é através das nossas acções, não apenas através das nossas palavras. São Francisco de Assis disse sabiamente: «Prega o Evangelho em todos os momentos e, quando necessário, usa palavras.» Que a tua vida seja um testemunho vivo do amor e da graça de Cristo. Quando outros virem os frutos da vossa fé – amor, alegria, paz, paciência, bondade, bondade, fidelidade, mansidão e autocontrolo (Gálatas 5:22-23) – ficarão naturalmente curiosos sobre a origem destas qualidades.
Quando falar dos seus valores, faça-o a partir de um lugar de humildade e experiência pessoal. Partilhe como a sua fé transformou a sua própria vida, em vez de prescrever o que os outros devem fazer. Utilize as declarações «Eu» para expressar as suas convicções e escolhas: «Descobri que a minha fé me dá paz em tempos difíceis» ou «escolhi viver assim devido à minha relação com Deus.» Esta abordagem é menos suscetível de ser vista como um juízo de valor do que fazer declarações gerais sobre o que é certo ou errado para todos.
Estar aberto a um diálogo genuíno e ouvir ativamente as perspetivas dos outros. Demonstre interesse nas suas crenças e experiências, fazendo-lhes perguntas ponderadas que demonstrem o seu respeito pela sua viagem. Isto cria uma atmosfera de compreensão mútua onde pode partilhar de forma mais eficaz os seus próprios valores.
Ao discutir temas sensíveis, reconheça a complexidade das questões e a diversidade de pontos de vista, mesmo dentro dos círculos cristãos. Evite simplificações excessivas ou afirmações genéricas que possam alienar os outros. Em vez disso, expresse seus valores em termos de suas convicções pessoais, enquanto reconhece que os outros podem ver as coisas de forma diferente.
Utilize uma linguagem inclusiva que convide em vez de excluir. Em vez de dizer «Os cristãos acreditam...» ou «A Bíblia diz...», que podem criar uma mentalidade de «nós contra eles», experimente frases como «Na minha compreensão...» ou «Achei que...». Esta abordagem deixa espaço para discussão e mostra que também está aberto a aprender com os outros.
Esteja preparado para explicar o raciocínio por trás de seus valores, não apenas declará-los como regras. Ajude os outros a compreender o amor, a sabedoria e a liberdade que encontrou ao seguir a Cristo, em vez de apresentar o cristianismo como uma lista de proibições. Concentre-se nos aspetos positivos da sua fé – a alegria, o propósito e a esperança que isso traz – em vez de enfatizar o que é contra.
Quando confrontados com desentendimentos ou críticas, respondam com graça e paciência. Lembre-se de que o seu objetivo não é ganhar argumentos, mas refletir o amor de Cristo. Às vezes, a testemunha mais poderosa é a forma como lidamos com o conflito e a diferença com bondade e respeito.
O tempo e o contexto são fundamentais. Seja sensível a quando os outros estão abertos a conversas mais profundas sobre a fé e os valores. Forçar discussões em ambientes inadequados ou quando alguém não é receptivo pode ser contraproducente. Ore por discernimento e procure oportunidades naturais para partilhar.
Por fim, fale sempre de um local de amor. O apóstolo Paulo nos lembra que, sem amor, mesmo as palavras mais eloquentes não têm sentido (1 Coríntios 13:1). Deixe a sua preocupação com o bem-estar dos outros transparecer nas suas conversas. Quando as pessoas sentem que sua motivação é um cuidado genuíno, em vez de julgamento ou um desejo de provar-se certo, eles são mais propensos a estar abertos a ouvir sobre seus valores.
Lembrem-se, é o Espírito Santo que, em última análise, muda os corações e as mentes. O nosso papel é partilhar fiel e amorosamente a verdade, plantando sementes que Deus irá nutrir no seu tempo perfeito. Confiai no Seu trabalho e deixai que as vossas palavras e acções sejam um canal da Sua graça e amor para com aqueles que vos rodeiam (Doss, 2015; Freeks, 2023; Jambrek, 2009, pp. 135-152).
Devo mencionar o casamento como um objetivo final ao responder a esta pergunta?
Ao discutir o que procura numa relação, é sensato abordar o tema com honestidade e prudência. O casamento é uma bela vocação e um sacramento na nossa fé, que reflete o amor de Cristo pela Igreja. Mas temos de ter o cuidado de não colocar demasiadamente depressa pressões ou expectativas indevidas numa relação nascente.
Nas fases iniciais de conhecer alguém, pode ser mais fecundo concentrar-se em seu desejo de uma parceria significativa, centrada em Cristo, em vez de explicitamente afirmar o casamento como o objetivo final. Isto permite espaço para o discernimento e para o desdobramento natural do plano de Deus. Como nos recorda São Paulo, «o amor é paciente, o amor é bondoso» (1 Coríntios 13:4).
Dito isto, se sente um verdadeiro chamado ao casamento e à vida familiar, não há nada de errado em expressar que esta é a direção em que espera que uma relação séria acabaria por levar. A chave é comunicar isto de uma forma que convida ao discernimento mútuo, em vez de impor expectativas.
Considere dizer algo do género: «Procuro uma relação enraizada na fé, em que possamos crescer juntos no amor a Deus e uns aos outros. Embora um dia me sinta chamado a casar, acredito em dar as coisas um passo de cada vez e ver como Deus guia o nosso caminho juntos.»
Esta abordagem reconhece as suas esperanças, mantendo-se aberta à vontade de Deus. Lembre-se, uma boa relação deve aproximá-lo de Cristo, quer conduza ou não ao casamento. Confia no tempo e no plano do Senhor para a tua vida, pois, como lemos em Jeremias 29:11, «Porque sei os planos que tenho para ti», declara o Senhor, «planos para te prosperar e não para te prejudicar, planos para te dar esperança e um futuro.» (Acker, 2016, pp. 36-50, 2016, pp. 36-50)
Quão específico devo ser acerca das minhas expectativas de relacionamento como cristão?
Ao discutir as expectativas da vossa relação como cristãos, é importante encontrar um equilíbrio entre clareza e abertura. A nossa fé exige que sejamos verdadeiros e transparentes, mas também devemos permanecer humildes e receptivos à orientação de Deus nas nossas vidas e relações.
É benéfico ser claro sobre os valores e princípios fundamentais que não são negociáveis para si numa relação. Estes podem incluir a fé compartilhada em Cristo, o compromisso de crescer juntos espiritualmente e o alinhamento em questões morais e éticas fundamentais. Como Amós 3:3 pergunta: "Será que dois andam juntos, a menos que tenham concordado em fazê-lo?"
Poderia exprimir estas expectativas dizendo algo do género: «Procuro um parceiro que partilhe a minha fé em Cristo e esteja empenhado em crescer nessa fé em conjunto. É importante para mim que possamos rezar juntos, apoiar o caminho espiritual uns dos outros e tomar decisões com base nos nossos valores cristãos comuns.»
Mas tenha cuidado ao ser excessivamente prescritivo ou rígido nas suas expetativas. Lembre-se de que cada pessoa está em seu próprio caminho único com Deus, e parte da beleza de uma relação centrada em Cristo é descobrir como seus caminhos individuais se entrelaçam e complementam uns aos outros.
Também é sensato ser aberto sobre o seu desejo de intimidade emocional e espiritual, mantendo simultaneamente limites adequados. Pode dizer-se: «Procuro uma relação em que possamos ser abertos e vulneráveis uns com os outros, partilhando as nossas alegrias, lutas e conhecimentos espirituais.»
Ao mesmo tempo, evite enumerar demasiadas características ou qualidades específicas que procura, uma vez que tal pode ser considerado exigente ou irrealista. Em vez disso, concentre-se no tipo de dinâmica de relacionamento que espera cultivar – uma dinâmica de respeito mútuo, apoio e crescimento na fé. Isto irá mostrar aos potenciais parceiros que está aberto a uma variedade de tipos de personalidade e que está mais interessado na ligação global do que em características específicas. É igualmente importante estabelecer uma relação com a mentalidade de Compreender os desafios das relações e estar disposto a trabalhar através deles juntos. Esta abordagem pode criar uma base sólida para uma parceria saudável e gratificante.
Lembrem-se das palavras de Provérbios 16:9: «Nos seus corações, os seres humanos planeiam o seu curso, mas o Senhor estabelece os seus passos.» Seja específico em relação aos seus valores e desejos fundamentais, mas permaneça aberto à forma como Deus pode surpreendê-lo nos pormenores. Confiai que, se buscardes primeiro o Seu reino e a Sua justiça, Ele vos guiará para a relação correta no Seu tempo perfeito.(Gala & Kapadia, 2014, pp. 115-141; Garrett-Peters & Burton, 2015, pp. 242-264)
Quais são algumas bandeiras vermelhas que devo estar ciente ao discutir os objetivos da relação?
Tenha cuidado se alguém parecer demasiado focado em aspetos físicos ou materiais da relação, negligenciando a ligação espiritual e emocional. Nosso Senhor ensina-nos que «a carne não conta para nada» (João 6:63). Uma relação que não se baseie na fé e nos valores partilhados pode ter dificuldade em resistir às provações da vida.
Tenha cuidado se a pessoa demonstrar falta de respeito pelos seus limites ou o pressionar a comprometer os seus valores. Tal como Paulo aconselha em 2 Coríntios 6:14, «Não vos junteis aos incrédulos.» Isto não significa que só podeis namorar cristãos, mas sugere a importância de crenças fundamentais partilhadas e do respeito mútuo pelo caminho de fé.
Cuidado com os sinais de comportamento controlador ou tentativas de isolá-lo dos amigos, da família ou da comunidade da igreja. Uma relação saudável, centrada em Cristo, deve melhorar, não diminuir, suas outras relações importantes e seu andar com Deus.
Tenha cuidado se a pessoa não estiver disposta a discutir planos futuros ou parecer evasiva em relação aos seus próprios objectivos e expectativas. Embora tenhamos de confiar no calendário de Deus, evitar completamente estes temas pode indicar falta de seriedade ou de empenho.
Preste atenção se houver um padrão consistente de desonestidade, mesmo em pequenas questões. A confiança é fundamental para qualquer relação, como nos recorda Provérbios 12:22: «O Senhor detesta os lábios mentirosos, mas deleita-se com pessoas de confiança.»
Esteja atento se a pessoa demonstrar falta de empatia ou consideração pelos outros, incluindo a forma como trata o pessoal de serviço ou fala sobre ex-parceiros. Isso pode indicar uma falta do amor e da compaixão semelhantes a Cristo que somos chamados a encarnar.
Por último, seja cauteloso se houver relutância em envolver Deus na relação através da oração, de frequentar a igreja em conjunto ou de discutir questões de fé. Uma relação verdadeiramente centrada em Cristo deve naturalmente incluir estes elementos.
Lembrem-se de que nenhum de nós é perfeito e que todos ficamos aquém da glória de Deus (Romanos 3:23). Estas bandeiras vermelhas não são destinadas a julgar ou condenar, mas para ajudá-lo a discernir e fazer escolhas sábias. Abordar sempre estas questões com oração, procurando a sabedoria e a orientação de Deus. Como Tiago 1:5 nos encoraja, "Se algum de vós carece de sabedoria, peça a Deus, que generosamente dá a todos sem encontrar culpa, e ela vos será dada." (Moultrie, 2011, pp. 237-253; Watson, 2006, pp. 109-111)
Como posso exprimir autenticamente o meu desejo de uma relação centrada em Cristo?
Expressar o seu desejo de uma relação centrada em Cristo é um belo testemunho da sua fé e do seu empenho em viver o amor de Deus em todos os aspetos da sua vida. Para fazê-lo autenticamente requer coragem e humildade, bem como uma profunda compreensão do que significa colocar Cristo no centro de suas relações.
Comece por refletir sobre o que uma relação centrada em Cristo significa para si pessoalmente. Considere como a sua fé molda os seus valores, objetivos e a forma como interage com os outros. Esta autorreflexão irá ajudá-lo a articular os seus desejos de forma mais clara e autêntica.
Ao expressar o seu desejo de uma relação centrada em Cristo, fale com o coração e partilhe o seu caminho pessoal de fé. Pode dizer-se algo do género: «A minha relação com Cristo é a base de quem sou e procuro um parceiro que partilhe deste compromisso. Acredito que, ao colocar Deus em primeiro lugar na nossa relação, podemos crescer juntos no amor, na fé e no serviço aos outros.»
Seja específico sobre a forma como vê a fé desempenhar um papel na sua relação. Por exemplo, vocês podem expressar seu desejo de orar juntos, frequentar a igreja como um casal, ou envolver-se em atividades de ministério ou serviço lado a lado. Isto dá uma imagem concreta de como uma relação centrada em Cristo se parece consigo.
É igualmente importante expressar a sua abertura ao crescimento e à aprendizagem. Pode dizer-se: «Não sou perfeito e continuo a crescer na minha fé. Procuro alguém que possa ser um companheiro espiritual, desafiando-me e incentivando-me a aprofundar a minha relação com Cristo.»
Lembrem-se de enfatizar que o vosso desejo de uma relação centrada em Cristo decorre do vosso amor por Deus e da vossa crença no Seu plano para as relações. Como diz belamente Eclesiastes 4:12, «Não se quebra rapidamente um cordão de três vertentes.» Expressa a tua convicção de que, com Cristo como terceira vertente da tua relação, podes construir algo forte e significativo.
Esteja preparado para explicar por que isto é importante para si. Partilhe como a sua fé teve um impacto positivo na sua vida e como espera partilhar essa viagem com um parceiro. Pode dizer-se: «A minha fé em Cristo dá-me propósito, paz e alegria. Quero partilhá-lo com alguém especial e construir uma relação que glorifique a Deus.»
Por fim, expressai este desejo com mansidão e respeito, reconhecendo que os outros podem encontrar-se em diferentes pontos do seu caminho de fé. Como Pedro aconselha em 1 Pedro 3:15, «Estai sempre preparados para dar uma resposta a todos os que vos pedirem para dar a razão da esperança que tendes. Mas faça-o com gentileza e respeito.»
Ao expressar autenticamente o seu desejo de uma relação centrada em Cristo, abre a porta a conversas significativas sobre a fé, os valores e os objetivos partilhados. Confiai que Deus honrará o vosso compromisso de O colocar em primeiro lugar nas vossas relações.(Gui-fen, 2007; ì¤ì ̧ì§“, 2005, pp. 191-243)
Que exemplos bíblicos podem guiar a minha abordagem para definir metas de relacionamento?
Nossas Sagradas Escrituras fornecem-nos uma vasta teia de relações que podem orientar nossa abordagem para definir metas de relacionamento piedoso. Estes exemplos, tecidos ao longo do Antigo e Novo Testamentos, oferecem sabedoria e inspiração para aqueles que procuram parcerias centradas em Cristo.
Vejamos primeiro o belo exemplo de Rute e Boaz. A sua história ensina-nos sobre a lealdade, a bondade e a confiança na providência de Deus. Declaração de Rute a Noemi: «Para onde vais, eu vou, e para onde tu ficas, eu fico. O teu povo será o meu povo e o teu Deus, o meu Deus» (Rute 1:16), exemplifica o tipo de compromisso e de fé partilhada que devemos procurar numa relação. O caráter de Boaz como homem de integridade e compaixão mostra-nos a importância de escolher um parceiro que demonstre qualidades piedosas.
O Cântico dos Cânticos proporciona uma celebração poética do amor romântico no contexto de uma relação comprometida. Lembra-nos que a atração física e a intimidade emocional são dons de Deus para serem acarinhados dentro dos limites de uma parceria amorosa e comprometida. Como está escrito, «Eu sou da minha amada e a minha amada é minha» (Cântico de Salomão 6:3), destacando a pertença mútua e a devoção numa relação que honra a Deus.
No Novo Testamento, encontramos orientação na relação entre Priscila e Áquila. Este casal trabalhou em conjunto no seu ofício e no ministério, apoiando Paulo e ensinando outros acerca de Cristo (Atos 18:2-3, 18, 26). A sua parceria demonstra como um casal pode servir a Deus em conjunto, usando os seus dons únicos para promover o seu reino.
As cartas de Paulo oferecem valiosas instruções sobre a natureza das relações cristãs. Em Efésios 5:21-33, ele descreve um modelo de submissão mútua e amor sacrificial, espelhando o amor de Cristo pela Igreja. Esta passagem recorda-nos que as nossas relações devem refletir o amor de Deus e dar-Lhe glória.
Podemos também aprender com Maria e José, cuja confiança em Deus e obediência à sua vontade permitiu-lhes navegar os desafios de uma gravidez inesperada e criar o filho de Cristo. O seu exemplo ensina-nos a importância da fé, da paciência e da unidade para enfrentarmos juntos as provações da vida.
Mesmo em exemplos de relações imperfeitas, como Abraão e Sara, encontramos lições sobre a confiança, o perdão e a fidelidade de Deus. A sua história lembra-nos que Deus pode trabalhar através das nossas fraquezas e erros para cumprir os Seus propósitos.
Ao definir seus objetivos de relacionamento, considere incorporar estes princípios bíblicos:
- Fé e compromisso com Deus (2 Coríntios 6:14)
- Respeito mútuo e submissão (Efésios 5:21)
- O amor sacrificial (1 Coríntios 13:4-7)
- O perdão e a graça (Colossenses 3:13)
- Apoio ao crescimento espiritual uns dos outros (1 Tessalonicenses 5:11)
- Parceria no serviço a Deus e aos outros (1 Pedro 4:10)
Lembre-se de que, embora estes exemplos forneçam orientação, cada relação é única. Rezem por sabedoria e discernimento enquanto procuram honrar a Deus em suas relações. Provérbios 3:5-6 nos encoraja: "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento; Sujeitai-vos a ele em todos os vossos caminhos, e ele endireitará as vossas veredas" (Freeks, 2023; Jambrek, 2009, pp. 135-152)
Bibliografia:
UMA CAMPANHA DE ORIENTAÇÃO PARA UMA COMPREENSÃO EM MATÉRIA DE S
