Um coração iluminado: 10 Verdades que Mudam a Vida Sobre o Espírito Santo
Para muitos que seguem a Cristo, o Espírito Santo pode se sentir como um mistério. Estamos confortáveis em falar de Deus Pai, nosso amoroso Criador, e apreciamos a história de Jesus, nosso Salvador e Amigo. Mas a terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo, é muitas vezes a mais esquecida e menos compreendida.1 Ele pode parecer mais um conceito do que um companheiro, uma força divina em vez de um amigo pessoal. Ouvimo-Lo descrito com imagens poderosas, mas impessoais - vento, fogo, um rio - e podemos ficar a pensar: quem é Ele, realmente? E o que é que Ele quer dizer para a minha vida, aqui mesmo, agora?
Se alguma vez se sentiu assim, não está sozinho. Mas a bela verdade é que o Espírito Santo não é uma doutrina distante a ser debatida como um amigo querido a ser conhecido. Ele é o Ajudador que Jesus prometeu que nunca nos deixaria, o Consolador que caminha connosco através de todas as provações, e o Guia que anseia por nos levar a uma relação mais profunda e vibrante com Deus.
Esta viagem que estamos prestes a fazer é um convite. É um convite para mover a confusão do passado e para a clareza, para trocar a distância pela intimidade. É uma oportunidade de descobrir as verdades que mudam a vida sobre o Espírito Santo que podem iluminar o seu coração, fortalecer a sua fé e atraí-lo para a incrível comunhão que Ele tão livremente oferece. Vamos entrar no calor da sua presença e conhecer a magnífica Pessoa do Espírito Santo.
Parte I: Compreender quem ele é
Quem é o Espírito Santo, e ele é verdadeiramente uma pessoa?
No nosso mundo moderno, podemos ser tentados a pensar no Espírito Santo como uma espécie de energia cósmica ou um poder impessoal, uma "força" espiritual que podemos explorar. Embora Ele seja inegavelmente poderoso, a Bíblia pinta um quadro que é infinitamente mais íntimo e relacional. O Espírito Santo não é um «isto»; Ele é um «Ele». É uma Pessoa divina com todos os atributos da personalidade, e compreender esta verdade é o primeiro passo para uma relação real com Ele.4
As Escrituras descrevem consistentemente o Espírito Santo realizando ações que só uma pessoa pode realizar. Ele tem uma mente e ensina-nos, lembrando-nos de tudo o que Jesus disse (João 14:26).5 Ele tem uma vontade, distribuindo dons espirituais aos crentes como lhe aprouver (1 Coríntios 12:11).6 Ele também tem emoções. O apóstolo Paulo exorta-nos a não "entristecer" o Espírito Santo, uma instrução que não teria sentido se o Espírito fosse apenas uma força impessoal (Efésios 4:30).6 Só podes entristecer alguém que te ama e está pessoalmente investido na tua vida.
O Espírito fala e dá orientação à igreja e aos indivíduos.7 No livro de Atos, lemos que o Espírito Santo disse aos líderes da igreja em Antioquia para separarem Barnabé e Saulo para uma obra especial (Atos 13:2).6 Em outro exemplo, os primeiros crentes Ananias e Safira foram julgados por não mentirem aos homens diretamente ao Espírito Santo (Atos 5:3-4).8 Só se pode mentir a um ser que possua consciência e compreensão - uma pessoa.
Talvez a prova mais comovente da sua personalidade venha do próprio Jesus. Nas horas que antecederam a sua crucificação, Jesus prometeu aos seus discípulos que enviaria «outro Advogado» para estar com eles para sempre (João 14:16-17).3 A palavra «outro» aqui significa «outro da mesma espécie». Jesus estava a prometer um Ajudador que seria tão pessoal, atencioso e presente como tinha sido. Não estava a prometer uma vaga influência espiritual; Prometeu uma pessoa.
Esta distinção não é apenas uma questão de teologia. É a própria base para uma fé viva e respiradora. Não podemos ter uma relação com uma força. Não podemos ser confortados por uma energia. Não podemos ser guiados por um «isto». Mas podemos amar, confiar, obedecer e andar em comunhão com uma Pessoa. Quando compreendemos que o Espírito Santo é um ser pessoal, nossa visão da vida cristã é transformada. O pecado já não está apenas a infringir uma regra; É o luto de um amigo querido. A oração não é mais um monólogo. É uma conversa com um conselheiro divino. E o nosso caminho de fé já não é uma luta solitária. é uma caminhada em constante companhia com o nosso sempre-presente Ajudador.1
Como pode o Espírito Santo ser totalmente Deus, mas distinto do Pai e do Filho?
Um dos mistérios mais poderosos da nossa fé é a doutrina da Trindade: que o nosso Deus é um, mas existe eternamente como três Pessoas distintas - o Pai, o Filho e o Espírito Santo.3 É uma verdade que estende as nossas mentes, porque não temos um paralelo perfeito no nosso mundo criado. Qualquer analogia que usemos, como um homem ser pai, marido e empregado de uma só vez, em última análise, fica aquém de captar a realidade divina.3 No entanto, a Bíblia apresenta clara e consistentemente esta bela verdade.
O Espírito Santo não é um deus menor, um terço de Deus, ou um ser criado. Ele é totalmente e igualmente Deus. As Escrituras testemunham a sua divindade de muitas formas. Como vimos, mentir ao Espírito Santo é equiparado a mentir ao próprio Deus (Atos 5:3-4).6 Ele possui os atributos que pertencem a Deus sozinho. Ele é eterno, como o escritor de Hebreus o chama de "Espírito eterno" (Hebreus 9:14).3 Ele está todo presente, pois o salmista pergunta: "Para onde posso ir do teu Espírito? Para onde fugirei da tua presença?" (Salmo 139:7). Ele é omnisciente e omnipotente, possuidor da plena natureza de Deus.8
A sua divindade também é evidente na obra que faz. Na aurora dos tempos, era o «Espírito de Deus» que pairava sobre as águas, participando no ato divino da criação (Génesis 1:2).5 Esta é uma obra que só Deus pode realizar. Mais importante ainda, o Espírito Santo está incluído no nome singular do único Deus. Na Grande Comissão, Jesus ordena aos Seus seguidores que batizem os novos discípulos «em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo» (Mateus 28:19).9 A palavra «nome» é singular, revelando uma unidade profunda, mas três Pessoas distintas são listadas como o único Deus em cuja comunhão somos trazidos.
Embora o Pai, o Filho e o Espírito Santo sejam um só Deus, eles têm papéis distintos na grande história da salvação. Em termos simples, o Pai é o arquiteto divino que planejou a nossa redenção, o Filho é aquele que realizou a nossa redenção através da sua vida, morte e ressurreição, e o Espírito Santo é aquele que aplica essa redenção aos nossos corações, atraindo-nos para a fé e transformando-nos.
Curiosamente, o papel primordial do Espírito Santo muitas vezes torna-o o membro menos visível da Trindade. A sua missão é fazer brilhar o centro das atenções, não sobre Si mesmo, no Pai e no Filho. Jesus disse que o Espírito iria "testemunhar sobre mim" e "glorificar-me" (João 15:26, João 16:14). Ele é como o divino director de palco, trabalhando incansavelmente nos bastidores para que toda a nossa atenção e adoração sejam dirigidas a Jesus. Alguns descreveram-no lindamente como a «modéstia de Deus».10 Ele é poderoso e glorioso, «prefere não ser notado».10
Esta perspectiva pode transformar a nossa compreensão. Se alguma vez sentiu que o Espírito Santo é difícil de «ver» ou de se ligar, tome o coração. Não é um sinal do vosso fracasso um sinal do Seu sucesso. Cada vez que o vosso coração se aquece de amor por Jesus, cada vez que sentis um profundo sentimento de pertença como filho de Deus Pai, estais a experimentar o ministério directo, poderoso e bem sucedido do Espírito Santo. Ele está a trabalhar perfeitamente, apontando-vos para a glória do Filho e o amor do Pai.
Parte II: A obra do Espírito em toda a Escritura
O Espírito Santo estava ativo no Antigo Testamento?
É um equívoco comum pensar que o Espírito Santo chegou à cena apenas no Novo Testamento, no dramático evento de Pentecostes. A realidade é que o Espírito de Deus tem atuado poderosamente desde a primeira página da Bíblia. Ele não é uma novidade do Novo Testamento, mas uma Pessoa eterna que tem estado activa ao longo de toda a história da salvação.
Desde o início, o Espírito esteve presente e ativo na criação, «sobre a superfície das águas» (Génesis 1:2).3 O livro de Jó afirma que o «Espírito de Deus fez-me, e o sopro do Todo-Poderoso dá-me vida» (Jó 33:4).5 Foi também o autor divino por detrás dos autores humanos das Escrituras. O apóstolo Pedro diz-nos que os profetas da antiguidade «falavam da parte de Deus, quando eram levados pelo Espírito Santo» (2 Pedro 1:21).3
Mas a maneira primária que vemos o Espírito operar no Antigo Testamento foi de uma forma seletiva e muitas vezes temporária. Ele iria "encontrar" indivíduos específicos para capacitá-los para uma tarefa ou ofício particular.12 Por exemplo, o Espírito veio poderosamente sobre Sansão, dando-lhe força sobrenatural para derrotar seus inimigos (Juízes 14:6).3 Ele veio sobre os artesãos Bezalel e Oholiab, enchendo-os de habilidade e sabedoria para construir o Tabernáculo (Êxodo 31:1-6). Ungiu reis como Saul e Davi para a liderança, e inspirou os profetas a falarem a palavra de Deus.11
Esta delegação de poderes poderia ser retirada. Foi por isso que o Rei Davi, depois do seu grande pecado, orou angustiado: «Não tires de mim o teu Espírito Santo» (Salmo 51:11). Ele sabia que a presença capacitadora que tinha experimentado como rei podia ser removida, como tinha sido de seu antecessor, o rei Saul (1 Samuel 16:14).
Isto prepara o terreno para a mudança revolucionária que aconteceu no Pentecostes. O Antigo Testamento ansiava por um dia em que Deus fizesse algo novo. Através do profeta Joel, Deus prometeu: «Derramarei o meu Espírito sobre toda a carne» (Joel 2:28).6 Esta promessa foi cumprida após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus. No Pentecostes, o Espírito Santo foi derramado não apenas sobre uns poucos selecionados em todos os que acreditavam em Jesus.
A diferença crucial é a mudança de uma capacitação externa temporária para uma capacitação interna permanente. habitação. No Antigo Testamento, o Espírito veio em pessoas. No Novo Testamento, o Espírito vem para viver em 12 Jesus prometeu aos seus discípulos que o Advogado «viverá convosco e estará em vós» (João 14:17). Esta habitação é um selo permanente, uma garantia de nossa herança eterna que nunca será tirada (Efésios 1:13).
Esta mudança representa uma poderosa «democratização» da presença de Deus. No Antigo Testamento, a presença especial e poderosa de Deus era reservada para profetas, sacerdotes e reis. Depois de Pentecostes, essa mesma presença capacitadora é dada a cada crente. Cada cristão torna-se um "templo do Espírito Santo" (1 Coríntios 6:19).5 O mesmo Espírito que capacitou Moisés a liderar, Davi a governar e Isaías a profetizar agora vive no coração de cada pessoa que confia em Cristo. Esta é uma verdade espantosa e profundamente poderosa para o nosso dia-a-dia.
O que os símbolos bíblicos do Espírito (pomba, fogo, vento) nos ensinam?
Deus, na sua sabedoria, sabe que as nossas mentes humanas finitas lutam para compreender a sua natureza infinita. Para nos ajudar, Ele teceu belos e poderosos símbolos ao longo das Escrituras que revelam as diferentes facetas do caráter e da obra do Espírito Santo. Estas não são apenas imagens poéticas; São lições divinas, cada uma mostrando-nos algo verdadeiro e vital sobre o nosso Ajudador.16
Dove (Gentleness & Paz)
No batismo de Jesus, o Espírito Santo desceu sobre Ele «em forma corporal como uma pomba» (Lucas 3:22).18 Este é talvez o símbolo mais reconhecido do Espírito. A pomba representa a sua mansidão, pureza e a paz que traz. Significa o prazer e a bênção de Deus.19 O Espírito não força o seu caminho para as nossas vidas; Ele conduz suavemente, como uma pomba que vem repousar pacificamente sobre nós.17 Ele é o nosso Consolador, trazendo-nos uma paz que excede todo o entendimento.
Fogo (Purificação & Potência)
Em contraste com a gentileza da pomba, o Espírito também é simbolizado pelo fogo. João Batista declarou que Jesus batizaria «com o Espírito Santo e fogo» (Mateus 3:11).19 O fogo representa o poder intenso e a presença purificadora de Deus. Assim como o fogo de um refinador queima as impurezas do metal precioso, o Espírito Santo trabalha em nossas vidas para queimar o pecado, purificar nossos motivos e conformar-nos à imagem de Cristo.18 No Pentecostes, as "línguas de fogo" repousavam sobre os crentes, simbolizando a energia divina e o zelo apaixonado que eles recebiam por sua missão (Atos 2:3).17
Vento/Respiração (Vida & Poder Invisível)
As palavras hebraicas e gregas originais para «espírito» (ruach e pneuma) também podem ser traduzidas como «vento» ou «respiração».19 Jesus usou esta imagem ao falar com Nicodemos sobre nascer de novo: «O vento sopra onde lhe apraz... Assim é com todos os nascidos do Espírito» (João 3:8).18 Não podemos ver o vento em si mesmo, podemos ver e sentir os seus efeitos. Da mesma forma, a obra do Espírito Santo é muitas vezes invisível e misteriosa, mas seu poder de trazer nova vida e transformar uma pessoa de dentro para fora é inegável.21 Ele é o próprio sopro de Deus, dando vida espiritual a todos os que creem.
Água (limpeza & nova vida)
A água é um poderoso símbolo de limpeza e vida. Jesus disse a Nicodemos que é preciso «nascer da água e do Espírito» para entrar no reino de Deus (João 3:5).19 Isto aponta para a limpeza espiritual do pecado que o Espírito realiza no novo nascimento. Jesus também descreveu o Espírito como "rios de água viva" que fluiriam de dentro daqueles que crêem n'Ele, saciando a nossa sede espiritual mais profunda e transbordando para dar vida aos outros (João 7:37-39).18
Óleo (Unção & Consagração)
No Antigo Testamento, o azeite era utilizado para ungir sacerdotes e reis, distinguindo-os e consagrando-os para o serviço de Deus. Este ato simbolizava o Espírito Santo vindo sobre eles para capacitação.18 No Novo Testamento, esta unção é para cada crente. O Espírito nos unge, separando-nos como pertencentes a Deus e capacitando-nos para a vida e o ministério para os quais Ele nos chamou. Esta unção traz cura, conforto e sensibilidade espiritual à liderança de Deus (1 João 2:20).17
Estes símbolos, quando unidos, revelam um belo e necessário paradoxo no caráter do Espírito. Ele é tão gentil como uma pomba e tão poderoso como um fogo. É tão calmo como a água parada e imparável como um vento impetuoso. Precisamos desta tensão divina em nossas vidas. Precisamos do suave consolo da Pomba nas nossas dores e do poder purificador do Fogo para vencer o nosso pecado. Precisamos da segurança silenciosa do Petróleo e da força soberana do Vento para sermos testemunhas eficazes de Cristo. Abraçar apenas um dos lados de sua natureza é ter um quadro incompleto. Uma vida cristã saudável e vibrante abraça a plenitude de quem Ele é: nosso gentil Consolador e nosso poderoso Advogado.
Parte III: O papel do Espírito na sua vida de hoje
Qual é a diferença entre os «dons» e as «frutas» do Espírito?
Uma das áreas mais comuns de curiosidade — e, por vezes, de confusão — para os cristãos é a distinção entre os «dons do Espírito» e o «fruto do Espírito». Ambos provêm do mesmo Deus amoroso e servem propósitos diferentes, embora complementares, nas nossas vidas e na igreja. Uma maneira simples de compreender a diferença é esta: Os dons são sobre o que faça, enquanto a fruta é sobre quem nós são.23
Os dons do Espírito, descritos em passagens como 1 Coríntios 12 e Romanos 12, são habilidades divinas ou capacitações dadas aos crentes para servirem aos outros e edificarem o corpo de Cristo.24 Estes podem incluir dons como ensino, administração, misericórdia, cura, sabedoria ou profecia.5 O Espírito Santo distribui esses dons soberanamente, o que significa que Ele decide quem recebe o dom. Nenhuma pessoa recebe todos os dons e estes não são dados para nosso próprio benefício para o "bem comum" da comunidade eclesial (1 Coríntios 12:7).24 São os instrumentos que Deus nos dá para fazermos a Sua obra no mundo.
O fruto do Espírito, por outro lado, é descrito em Gálatas 5:22-23 como «amor, alegria, paz, tolerância, bondade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio».5 Ao contrário dos dons, que são dadas, o fruto é cultivados. É o resultado inevitável de uma vida vivida em ligação com Jesus, um processo de transformação lenta do nosso caráter para refletir o seu caráter.24 Embora ninguém tenha todos os dons, cada crente é chamado a cultivar todos os aspetos do fruto do Espírito. Este fruto é a verdadeira prova da nossa maturidade espiritual e da nossa relação com Cristo.
A tabela a seguir ajuda a resumir estas principais distinções:
| Base | Os dons do Espírito (1 Cor. 12) | Fruto do Espírito (Gal. 5) |
|---|---|---|
| O que é | Empoderamentos divinos para o serviço. A nossa habilidades. | Atributos divinos do caráter de Cristo. A nossa ser. |
| Finalidade | Para edificar a igreja e servir aos outros. Focado no exterior. | Para refletir o caráter de Cristo. Transformação interior com provas exteriores. |
| Como obtê-lo | Dado soberanamente pelo Espírito num momento no tempo. | Cultivado continuamente através de uma vida de rendição e de caminhar com o Espírito. |
| Quem obtê-lo | distribuídos de forma diversa. Ninguém tem todos os dons. | Cultivado universalmente. Todos os crentes são chamados a dar todos os frutos. |
| Exemplos | Ensino, cura, sabedoria, administração, profecia. | Amor, alegria, paz, paciência, bondade, bondade, fidelidade, gentileza, autocontrole. |
É fundamental que estes dois não estejam em concorrência; destinam-se a trabalhar em conjunto. A Bíblia dá prioridade aos frutos. A igreja de Corinto era um exemplo perfeito de uma comunidade que era incrivelmente dotada, mas espiritualmente imatura. Exerceram dons espetaculares, mas foram atormentados pela divisão, arrogância e falta de amor.
Não é por acaso que o apóstolo Paulo, depois de discutir os dons espirituais em 1 Coríntios 12, insere o famoso "capítulo do amor" em 1 Coríntios 13 antes de voltar às instruções práticas sobre os dons no capítulo 14. Ele está a fazer um ponto poderoso: Os dons sem fruta são inúteis. Uma pessoa pode profetizar, ter grande fé ou realizar milagres se não tiver amor, não passam de «um gongo retumbante ou um címbalo retumbante» (1 Coríntios 13:1).
O amor, o primeiro e mais importante fruto do Espírito, é o contexto que dá a todos os dons o seu significado e eficácia.23 Um dom espiritual nas mãos de alguém que não tem paciência, bondade ou autocontrole pode fazer mais mal do que bem. Portanto, embora devamos desejar que o Espírito nos use de maneiras poderosas através de Seus dons, nosso foco principal deve ser o cultivo de Seu fruto. O nosso caráter é a base sobre a qual o nosso ministério é construído.
O que significa ser «cheio do Espírito Santo»?
A frase «cheia do Espírito Santo» pode soar mística e talvez até intimidante. Para alguns, isto traz à mente experiências emocionais dramáticas, enquanto para outros, é uma fonte de confusão.15 O que significa realmente, e é algo para cada crente? O ensino bíblico sobre esta matéria é poderoso e maravilhosamente prático.
É importante distinguir entre o habitação do Espírito e do enchimento do Espírito. No momento em que colocais a vossa fé em Jesus Cristo, o Espírito Santo vem viver dentro de vós. Esta é a habitação. Vós estais "selados" com o Espírito, e Ele nunca vos deixará.15 Na salvação, recebeis todo o Espírito Santo; não há "mais" Dele para obter mais tarde.27
O «enchimento» do Espírito é diferente. Não se trata de obtermos mais d'Ele, mas de obtermos mais d'Ele. nós28 Em Efésios 5:18, Paulo dá uma ordem: «Não te embriagues com vinho... Em vez disso, enche-te do Espírito.» O tempo verbal aqui utilizado na língua grega original implica uma ação contínua e contínua. Não é um acontecimento único, mas um modo de vida diário.15
O contraste de Paulo com a embriaguez é a chave para compreender o que ele quer dizer. O que acontece quando uma pessoa está embriagada? O álcool influencia e controla os seus pensamentos, a sua fala e as suas acções. Estão "sob a influência". Do mesmo modo, estar "cheios do Espírito" significa estar continuamente sob a Sua influência e controlo divinos.27 Significa entregar consciente e voluntariamente cada parte das nossas vidas - cada pensamento, cada decisão, cada relação, cada "quarto" do nosso coração - à Sua liderança.15
Não se trata de perseguir um sentimento ou uma experiência dramática. É uma opção prática, momento-a-momento de rendição. A ideia comum de que somos como tanques de gás espirituais que precisam de um «complemento» do Espírito é enganosa.29 Uma imagem melhor é que o Espírito já vive em todas as divisões da nossa casa e mantivemos algumas portas fechadas. Ser cheio é abrir progressivamente cada porta e dar-Lhe alegremente o senhorio sobre toda a casa do nosso coração.
Os resultados deste preenchimento não são necessariamente altos ou sensacionais. De acordo com os versículos que se seguem em Efésios, uma vida cheia do Espírito é caracterizada por uma adoração alegre, um coração de gratidão e relações humildes e amorosas com os outros (Efésios 5:19-21).15 Ela nos capacita a compreender a profundidade do amor de Cristo e nos dá coragem para compartilhar nossa fé com os outros.28
Portanto, estar cheio do Espírito não é uma experiência especial reservada para uma elite espiritual. É a ordem e o privilégio de cada cristão. É o caminho contínuo de entregar nossa vontade à Dele, de permitir que aquele que já habita em nós nos influencie plenamente, conduzindo-nos dia a dia a uma vida que reflete a beleza e o caráter de Jesus.
Como é que o Espírito Santo nos ajuda quando não sabemos rezar?
Se alguma vez te ajoelhaste para orar e sentiste que as palavras simplesmente não viriam, ou sentiste-te tão sobrecarregado pela tristeza ou confusão que nem sequer sabias o que pedir, estás em boa companhia. A própria Bíblia reconhece esta luta humana universal com uma compaixão incrível. O apóstolo Paulo escreve: «Da mesma forma, o Espírito ajuda-nos na nossa fraqueza. Não sabemos por que orar como devíamos...» (Romanos 8:26).31 Este único versículo é uma fonte de imenso conforto, normalizando os nossos sentimentos de inadequação e apontando-nos para o nosso divino Ajudador.
A ajuda do Espírito Santo na oração é um dos seus ministérios mais íntimos e encorajadores. Quando estamos no nosso ponto mais fraco, Ele está no seu ponto mais forte em nosso favor. A passagem continua, «... mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos demasiado profundos para palavras» (Romanos 8:26).33 Quando a nossa dor, medo ou anseio é tão poderoso que existe apenas como uma dor profunda na nossa alma, o Espírito Santo toma esse gemido cru e pré-verbal e comunica-o perfeitamente ao Pai.
Pensa no Espírito como o tradutor perfeito do coração humano. A nossa perspetiva é limitada. Os nossos desejos podem ser misturados. A nossa compreensão do que realmente precisamos é muitas vezes falha. Podemos orar por consolo quando o que realmente precisamos é força, ou por uma fuga de uma prova quando Deus pretende usá-la para produzir resistência. O Espírito Santo conhece os nossos corações e o coração do Pai. Ele aceita as orações confusas, fracas e às vezes equivocadas que oferecemos e refina-as. Traduz o grito mais profundo do nosso coração num pedido perfeito que está sempre em total alinhamento com a vontade de Deus.
Isto é confirmado no versículo seguinte: «E quem sonda os nossos corações conhece a mente do Espírito, porque o Espírito intercede pelo povo de Deus de acordo com a vontade de Deus» (Romanos 8:27).31 Esta é uma garantia incrível. Significa que nunca podes verdadeiramente «orar mal». Mesmo quando as tuas palavras são desajeitadas, os teus pensamentos estão dispersos ou as tuas emoções são uma confusão, o Espírito age como um filtro divino e defensor. Assegura que as vossas orações cheguem ao trono do Pai na sua forma mais pura e perfeita.
Além desta poderosa intercessão, o Espírito também guia ativamente a nossa vida de oração. É o Espírito que desperta em nós o grito autêntico de uma criança a um pai amoroso, permitindo-nos orar: «Abba, Pai!» (Romanos 8:15).33 Ele incita-nos a orar quando, de outro modo, poderíamos negligenciá-lo. Além disso, protege-nos de orar com motivos errados, afastando-nos suavemente dos pedidos egoístas e dirigindo-nos para orações que dão prioridade à glória de Deus, como «santificado seja o teu nome»33.
Esta verdade deve libertar-nos da pressão para agir em oração. Não precisamos de encontrar as palavras «certas» nem de atingir um certo estado emocional. Podemos chegar a Deus tal como somos, com toda a nossa fraqueza e confusão, confiando que o nosso Ajudador perfeito está lá para tomar as nossas tentativas débeis e transformá-las em orações poderosas e eficazes que são ouvidas e acarinhadas por nosso Pai no céu.
Parte IV: Diversas Experiências do Espírito
O que a Igreja Católica ensina sobre o Espírito Santo?
Embora o Espírito Santo às vezes seja visto como um ponto de divisão entre as denominações cristãs, há um vasto e belo terreno comum, particularmente com a Igreja Católica. Para os católicos, o Espírito Santo não é uma reflexão tardia, mas a própria vida e alma da Igreja e do crente individual.
No seu cerne, a doutrina da Igreja Católica sobre o Espírito Santo está enraizada no mistério da Trindade. O Credo Niceno, recitado na Missa, afirma que o Espírito Santo é «o Senhor, o doador da vida, que procede do Pai e do Filho, que com o Pai e o Filho é adorado e glorificado».38 Esta confissão estabelece a sua plena divindade e co-igualdade dentro da Divindade, uma crença fundamental partilhada com os cristãos protestantes e ortodoxos.
Uma característica distintiva do ensino católico é a ênfase na obra do Espírito Santo através dos sacramentos. Os sacramentos são entendidos como sinais visíveis e tangíveis através dos quais Cristo comunica a graça invisível do seu Espírito40. Isto começa no Batismo, que é visto como o momento em que uma pessoa nasce de novo da «água e do Espírito» e recebe inicialmente o Espírito Santo e todos os seus dons36. Mais tarde, o sacramento da Confirmação «sela» e reforça a graça do Batismo, enriquecendo o crente com uma «força especial do Espírito Santo» para ser um testemunho corajoso e verdadeiro de Cristo no mundo37.
Esta compreensão sacramental não limita a obra do Espírito, mas proporciona momentos tangíveis de segurança. Para a nossa natureza humana, que é física e espiritual, compreender uma realidade puramente invisível pode ser difícil. Os elementos físicos dos sacramentos - a água do Batismo, a unção com óleo (crismo) na Confirmação - servem como a forma graciosa de Deus tornar concreta e certa a realidade espiritual da presença do Espírito.22 São sinais exteriores que confirmam uma poderosa graça interior.
O Espírito Santo é também visto como a «alma da Igreja».36 É ele quem constrói, anima e santifica a união de todos os seus membros numa unidade espiritual.40 O Papa Francisco ensinou que, sem o Espírito, mesmo os programas e comunidades eclesiais mais bem organizados permanecem «sem alma».36
Finalmente, o ensino católico encoraja fortemente uma relação profunda e pessoal com o Espírito Santo. Santos e papas há muito exortam os fiéis a orar ao Espírito intencionalmente todos os dias, pedindo-Lhe orientação, conforto e proteção.36 Este é um chamado a ir além de uma compreensão puramente intelectual para uma comunhão íntima, momento a momento. Como reconheceu o Papa Bento XVI, o Espírito pode, por vezes, ser a «pessoa negligenciada da Santíssima Trindade», um sentimento que ressoa em todas as tradições cristãs e evidencia um desejo universal de conhecer mais profundamente este Amigo divino43.
Qual é a sensação de experimentar o Espírito Santo?
A teologia pode dizer-nos o que O Espírito Santo faz com que as histórias dos crentes nos digam o que sente Gosto de encontrá-lo. A relação com o Espírito não é apenas teórica. É uma experiência profundamente sentida e pessoal. Embora a viagem de cada pessoa seja única, os testemunhos daqueles que tiveram um encontro poderoso com o Espírito Santo revelam temas comuns de amor esmagador, transformação poderosa e presença divina inegável.
Para muitos, a experiência é de emoção intensa e avassaladora. Um homem descreveu-o como estando «cheio do seu incrível amor e vida avassaladores», um sentimento «milhões de vezes mais poderoso» do que até mesmo o amor pelo seu próprio filho.44 Outro, depois de clamar a Jesus no seu quintal, sentiu uma «Presença que era tão poderosa e bela que eu não conseguia lidar com ela», seguida de «Alegria e Amor incontroláveis» que encheram o seu próprio espírito.45 Este encontro é frequentemente acompanhado por sensações físicas, como um tremor incontrolável, uma sensação de calor, ou, como uma pessoa o descreveu, «uma sensação como um relâmpago a bater no meu peito».44
Estes encontros poderosos são muitas vezes precedidos por um momento de profunda convicção e entrega. O Espírito revela ternamente uma área de pecado ou uma necessidade de Deus, conduzindo a um ponto de crise em que uma pessoa se desfaz e dá controlo da sua vida a Jesus.45 Esta entrega é seguida por uma incrível sensação de libertação. Uma mulher, depois de um sonho em que sentia «três rebocadores vigorosos no meu corpo», acordou e descobriu que tinha sido completamente libertada de três vícios44. Outra sentiu um «enorme fardo levantado» depois de confessar um pecado secreto, uma libertação tangível da vergonha e da culpa46.
A presença do Espírito também traz orientações sobrenaturais. Uma mãe adotiva sentiu um persistente, aparentemente estranho pedido do Espírito Santo para verificar seu recém-nascido menino. Obedecendo a este empurrão, ela descobriu que ele tinha um defeito de nascença com risco de vida que os médicos tinham perdido, salvando-lhe a vida. Mais tarde, ela soube que o leite materno que ela também sentira-se motivada a garantir para ele era fundamental para a sua sobrevivência após a cirurgia.47 Estas não são apenas coincidências felizes; São momentos de intervenção divina direta que alteram a vida.
Para alguns, um encontro poderoso com o Espírito inclui o dom espontâneo de falar em línguas, uma língua celestial que nunca aprenderam.44 Para outros, a experiência é mais silenciosa, mas não menos poderosa — uma presença suave e orientadora que existe desde a infância, como um «interruptor de luz» que desliga desejos errados e proporciona proteção.48
O que é mais marcante nestas diversas histórias não é a manifestação específica do resultado universal: transformação. Quer a experiência seja um sussurro silencioso ou uma visão dramática, uma sensação de calor ou uma explosão de línguas, o resultado é sempre uma vida mudada. Os interesses mundanos desaparecem, os vícios são quebrados, o medo é substituído pela ousadia e nasce um novo amor apaixonado por Jesus.44 A maneira como o Espírito escolhe revelar-se pode diferir para cada um de nós. aproximar-nos de Si mesmo e refazer-nos de dentro para fora. Esta verdade deve libertar-nos de comparar nossa experiência com os outros e, em vez disso, encorajar-nos a procurar a evidência de Seu trabalho transformador em nossa própria história única.
Parte V: Aproximar-se mais do Espírito
Como posso cultivar uma relação pessoal mais profunda com o Espírito Santo?
Conhecer o Espírito Santo é uma coisa. Andar na amizade diária com Ele é outra coisa. Passar do conhecimento teológico para a intimidade relacional é a grande aventura da vida cristã. Esta viagem não é uma fórmula a ser dominada, uma relação a ser cultivada. Aqui estão os passos práticos e bíblicos que podes dar para abrir mais plenamente o teu coração à presença e ao poder do Espírito Santo.
Basta perguntar-lhe e convidá-lo
A viagem começa com um convite simples e sincero. Jesus fez uma promessa espantosa: «Se vós, pois, embora sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem!» (Lucas 11:13).30 Orai especificamente: «Espírito Santo, quero conhecer-vos mais. Vem encher-me. Sê o meu guia, o meu consolador e o meu amigo.» Convide-o para o teu dia, para as tuas decisões e para as tuas lutas. Este simples acto de pedir abre a porta do vosso coração a uma comunhão mais profunda.37
Aceitar a Obediência Diária
A amizade com Deus é construída sobre a confiança, e a confiança é provada através da obediência. A intimidade com o Espírito não cresce apenas aprendendo mais sobre Ele, obedecendo às coisas que Ele vos pede.49 Muitas vezes, isso envolve pequenos e silenciosos sussurros - perdoar alguém que vos magoou, ser generosos com o vosso tempo ou dinheiro, abandonar um hábito pecaminoso ou falar uma palavra de encorajamento. Cada ato de obediência, por mais pequeno que seja, aprofunda a tua confiança e torna o teu coração mais sensível à Sua direção.
Mergulhe-se na sua Palavra
O Espírito Santo é o autor da Bíblia. Ele inspirou todas as palavras (2 Pedro 1:21).3 Portanto, uma das principais maneiras que Ele nos fala hoje é através das Escrituras. Quando lemos a Bíblia, não estamos apenas a ler um texto antigo. vós estais envolvidos com a Palavra viva que o próprio Espírito soprou. Peça-Lhe para iluminar as páginas, para ensiná-lo e transformá-lo à medida que lê. A Palavra e o Espírito trabalham em perfeita harmonia. Não se pode conhecer um sem o outro.48
Pratique a Rendição Contínua (Fique Preenchido)
Como aprendemos, estar "cheio do Espírito" é um processo contínuo de ceder o controlo da sua vida a Ele. Esta é uma escolha prática, diária. Significa acordar de manhã e dizer: «Espírito Santo, este dia é vosso. Leva-me.» Significa fazer uma pausa antes de uma conversa difícil e rezar: «Espírito Santo, dá-me as tuas palavras.» É a entrega consciente dos teus planos, das tuas ambições, das tuas relações e dos teus pensamentos ao Seu amoroso senhorio.27
Fazer muito de Jesus
A principal missão do Espírito Santo é glorificar Jesus Cristo (João 16:14). Quando as nossas vidas estão centradas em adorar, honrar e amar Jesus, estamos a alinhar-nos perfeitamente com a obra do Espírito.49 À medida que concentras o teu coração em Cristo, verás que a presença do Espírito se torna mais poderosa. Deleita-se num coração que valoriza o Filho.
Encontre um local para servir
O Espírito dá dons para a edificação da Igreja. Quando vocês saem com fé para servir aos outros em seu local, estão criando uma oportunidade para o Espírito trabalhar através de vocês. Servir desenvolve humildade, maturidade e um caráter altruísta, o que torna o vosso coração terreno fértil para que o Espírito produza o Seu fruto e manifeste o Seu poder.
Cultivar uma relação com o Espírito Santo não é uma lista de verificação linear, mas um ciclo bonito e dinâmico — uma dança do convite divino e da resposta humana. Ele instrui-nos, e nós respondemos em obediência. Essa obediência leva a uma maior intimidade, o que, por sua vez, torna-nos mais sintonizados com seu próximo empurrão suave. É uma parceria ao longo da vida que começa com um simples convite e conduz a uma amizade cada vez mais profunda.
Conclusão: O seu ajudante sempre presente
O Espírito Santo não é uma força distante, incognoscível, a realidade mais íntima e presente de Deus em nossas vidas hoje. É o cumprimento da promessa mais preciosa de Jesus: para que não fôssemos deixados como órfãos, a fim de que tivéssemos um Advogado, um Consolador e um Ajudador para estar conosco para sempre (João 14:16).3
Desde o alvorecer da criação até o fogo capacitador de Pentecostes, desde os sussurros silenciosos nos corações dos profetas do Antigo Testamento até a permanência permanente em cada crente hoje, sua obra é tecida através de todas as páginas das Escrituras e de todos os momentos de nossas vidas. Ele é a Pessoa que nos convence do pecado, atrai-nos ao Salvador e sela-nos para a eternidade. É Ele quem transforma o nosso carácter, capacita o nosso serviço e traduz os gemidos mais profundos dos nossos corações em orações perfeitas.
A viagem para conhecê-Lo mais profundamente é a maior aventura que alguma vez embarcareis. É um caminho de entrega diária, obediência alegre e crescente intimidade. Ele não espera que vos torneis perfeitos antes de poderdes aproximar-vos d'Ele. Ele está aqui, à espera do teu simples convite.
Que este seja o dia em que der um pequeno passo. Talvez seja para fazer uma oração simples: «Espírito Santo, mostra-me mais de ti.» Talvez seja para obedecer a um empurrão suave que tens ignorado. Seja o que for, saibam que, à medida que caminham em direção a Ele, Ele já está correndo para encontrá-los. Pois Ele é o vosso sempre presente Ajudador, o vosso mais querido e a própria vida de Deus dentro de vós.
