Que princípios a Bíblia fornece para as relações românticas antes do casamento?
Enquanto o A Bíblia não fornece instruções explícitas para o romantismo. Como as compreendemos hoje, oferece sabedoria intemporal para nos guiar na busca de parcerias piedosas. No coração do ensino bíblico sobre as relações está o chamado a amar a Deus acima de tudo e a amar o próximo como a nós mesmos (Mateus 22:36-40). Este princípio fundamental deve moldar a forma como abordamos as relações românticas.
Devemos reconhecer que a nossa principal relação é com Deus. Como nos recorda São Paulo: «Não sabeis que os vossos corpos são templos do Espírito Santo, que está em vós, que recebestes de Deus? Não sois de vós mesmos; Foi comprado por um preço. Honrai, pois, a Deus com os vossos corpos" (1 Coríntios 6:19-20). Isto significa que em todas as nossas relações, incluindo as românticas, devemos procurar honrar a Deus e refletir seu amor.
A Bíblia também enfatiza a importância da pureza e do autocontrole. Em 1 Tessalonicenses 4:3-5, somos instruídos: «É da vontade de Deus que sejas santificado: que deves evitar a imoralidade sexual; que cada um de vós aprenda a controlar o seu próprio corpo de uma forma que seja santa e honrosa, não numa luxúria apaixonada como os pagãos, que não conhecem a Deus.» Isto chama-nos a abordar as relações românticas com reverência e respeito, guardando os nossos corações e corpos. O conceito de imoralidade sexual na Bíblia Estende-se além das ações físicas e abrange os pensamentos e intenções do coração. Jesus também aborda esta questão em Mateus 5:27-28, afirmando: «Ouvistes que foi dito: «Não cometerás adultério. «Mas digo-vos que quem olha para uma mulher com luxúria já cometeu adultério com ela no seu coração.» Isto desafia-nos não só a abster-nos de atos físicos de imoralidade sexual, mas também a proteger as nossas mentes e corações de pensamentos e desejos impuros.
As Escrituras nos encorajam a procurar sabedoria e conselho em nossas relações. Provérbios 15:22 diz-nos: «Os planos falham por falta de aconselhamento, mas, com muitos conselheiros, são bem-sucedidos.» Isto sugere a importância de envolver mentores de confiança, membros da família e líderes espirituais nas nossas atividades românticas.
Também encontramos na Bíblia o princípio da igualdade e do respeito mútuo nas relações. Efésios 5:21 nos exorta a "submeter-nos uns aos outros por reverência a Cristo". Isso nos ensina que as relações saudáveis são construídas sobre amor mútuo, respeito e serviço, em vez de domínio ou egoísmo.
Finalmente, lembremo-nos da bela descrição do amor em 1 Coríntios 13:4-7: «O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não desonra os outros, não procura a si mesmo, não se irrita facilmente, não guarda registro de erros. O amor não se deleita com o mal, mas regozija-se com a verdade. Protege sempre, confia sempre, espera sempre, persevera.» Esta passagem fornece um modelo de como devemos tratar-nos mutuamente em todas as relações, especialmente as românticas.
Ao aplicar estes princípios, cultivamos relações que honram a Deus e refletem seu amor ao mundo. Esforcemo-nos para incorporar esses ensinamentos em nossa busca do amor romântico, mantendo sempre nossos olhos fixos em Cristo, o autor e aperfeiçoador de nossa fé.
Como o namoro bíblico difere das práticas modernas de namoro?
O conceito de namoro bíblico, embora não seja explicitamente definido nas Escrituras, baseia-se em princípios bíblicos para criar um modelo de relacionamento romântico que difere significativamente de muitas práticas modernas de namoro. Vamos explorar estas diferenças com o coração e a mente abertos, procurando compreender como podemos honrar a Deus na nossa procura do casamento.
No seu âmago, o namoro bíblico é intencional e intencional, com o casamento como seu objetivo claro desde o início. Isto contrasta com muitas práticas modernas de namoro, que muitas vezes começam casualmente e podem ou não ter um propósito definido. Em Provérbios 19:21, somos lembrados de que «muitos são os planos no coração de uma pessoa, mas é o propósito do Senhor que prevalece». O namoro bíblico procura alinhar as nossas intenções com o propósito de Deus para o casamento.
Outra diferença fundamental reside no envolvimento da família e da comunidade. No namoro bíblico, pais e mentores espirituais desempenham um papel importante na orientação e apoio ao casal. Vemos exemplos disso no Antigo Testamento, como na história de Isaac e Rebeca (Génesis 24). O namoro moderno, por outro lado, muitas vezes ocorre isoladamente da contribuição da família e da comunidade. A sabedoria de Provérbios 15:22 nos lembra: "Os planos falham por falta de conselho, mas com muitos conselheiros conseguem."
O namoro bíblico também coloca uma forte ênfase na pureza emocional e física. Enquanto o namoro moderno muitas vezes envolve diferentes graus de intimidade física, o namoro bíblico incentiva os casais a guardarem seus corações e corpos. Como Paulo exorta em 1 Tessalonicenses 4:3-4, «É da vontade de Deus que sejais santificados: que deves evitar a imoralidade sexual; que cada um de vós aprenda a controlar o seu próprio corpo de uma forma santa e honrosa.»
O namoro bíblico se concentra em conhecer o caráter e a fé uns dos outros, em vez de simplesmente procurarem atração emocional ou física. Encoraja os casais a avaliarem a sua compatibilidade à luz da sua fé e valores partilhados. Isto está alinhado com a instrução de Paulo em 2 Coríntios 6:14, "Não vos junteis aos incrédulos. Pois o que a justiça e a maldade têm em comum? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas?»
No namoro bíblico, há também uma maior ênfase na responsabilidade. Os casais são encorajados a serem abertos sobre a sua relação com as suas famílias, a comunidade da igreja e os mentores. Esta transparência ajuda a garantir que a relação continua a honrar a Deus e fornece um sistema de apoio para o casal. Em contraste, o namoro moderno muitas vezes valoriza a privacidade e a independência.
Por fim, o namoro bíblico reconhece a soberania de Deus no processo de encontrar um cônjuge. Incentiva as pessoas a confiarem no calendário e na orientação de Deus, em vez de tomarem as coisas nas suas próprias mãos. Como nos ensina Provérbios 3:5-6: "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento; Sujeitai-vos a ele em todos os vossos caminhos, e ele endireitará as vossas veredas.
Embora estas diferenças possam parecer desafiadoras em nosso contexto moderno, elas oferecem um caminho para construir relações fortes e centradas em Deus. Lembremo-nos de que nosso objetivo final não é apenas encontrar um cônjuge, mas glorificar a Deus em todas as nossas relações. À medida que navegamos pelas complexidades das relações românticas, podemos sempre procurar alinhar as nossas práticas com os princípios bíblicos, confiando na sabedoria e orientação de Deus.
Que papel devem os pais e a comunidade desempenhar no namoro/namoro cristão?
O papel dos pais e A comunidade no namoro e namoro cristão é uma questão de grande importância, refletindo o princípio bíblico de que não estamos destinados a percorrer a vida sozinhos, mas em comunhão uns com os outros e com Deus. Pensemos em como podemos abraçar a sabedoria e o apoio de nossas famílias e comunidades de fé neste caminho sagrado para o casamento.
Devemos reconhecer que Deus confia aos pais a responsabilidade de guiar e nutrir os filhos. Provérbios 22:6 recorda-nos: «Iniciar as crianças no caminho que devem seguir e, mesmo quando forem velhas, não se afastarão dele.» Esta orientação estende-se às questões do coração, incluindo as relações românticas. Os pais, com a sua experiência de vida e profundo amor pelos filhos, podem oferecer informações e conselhos valiosos.
No contexto do namoro ou namoro cristão, os pais podem desempenhar vários papéis cruciais:
- Mentoria: Os pais podem partilhar as suas próprias experiências, tanto sucessos como fracassos, para ajudar os seus filhos a navegar pelas complexidades das relações.
- Proteção: Os pais podem ajudar a salvaguardar o coração e a reputação dos seus filhos, estabelecendo limites e expectativas adequados.
- Discernimento: Com sua perspectiva de vida mais ampla, os pais muitas vezes podem ver potenciais problemas ou compatibilidades que os jovens, apanhados nas emoções do novo amor, podem ignorar.
- Apoio à oração: Os pais são chamados a interceder por seus filhos, e isso inclui orar por sabedoria e orientação em suas relações românticas.
Mas é importante encontrar um equilíbrio. Embora o envolvimento dos pais seja valioso, não deve tornar-se dominante ou controlador. À medida que os jovens adultos amadurecem, eles também devem aprender a tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.
A comunidade de fé mais ampla também tem um papel importante a desempenhar no namoro e namoro cristão. Em Hebreus 10:24-25, somos exortados: «E consideremos como podemos estimular-nos uns aos outros em direção ao amor e às boas ações, não desistindo de nos reunirmos, como alguns têm o hábito de fazer, mas encorajando-nos uns aos outros — e ainda mais à medida que o dia se aproxima.» Este princípio de incentivo e responsabilidade mútuos aplica-se a todos os aspetos das nossas vidas, incluindo as nossas relações românticas.
A comunidade de fé pode contribuir de várias formas:
- Forneça exemplos piedosos: Os casais na igreja podem modelar relações saudáveis e centradas em Cristo para os jovens.
- Oferecer a sabedoria e o conselho: Os líderes espirituais e os crentes maduros podem fornecer orientação com base nos princípios bíblicos e na experiência de vida.
- Criar um ambiente de apoio: A comunidade eclesial pode oferecer um espaço seguro para os jovens casais crescerem juntos na fé e no amor.
- Responsabilização: Os companheiros crentes podem ajudar os casais a manterem-se fiéis aos seus compromissos e a manterem a pureza nas suas relações.
- Apoio prático: A comunidade pode ajudar com o acompanhamento, a organização de atividades de grupo e o fornecimento de locais para a interação apropriada.
É crucial, mas que este envolvimento da comunidade se caracterize pelo amor, pela graça e pelo respeito pela crescente independência do casal. O objetivo não é controlar, mas apoiar e orientar.
Lembremo-nos de que, embora os pais e a comunidade desempenhem papéis importantes, cada indivíduo é responsável diante de Deus por suas escolhas nas relações. Como diz em Gálatas 6:5, «cada um deve carregar a sua própria carga.» O papel dos pais e da comunidade consiste em equipar, apoiar e orientar, mas não em tomar decisões para o casal.
Como os cristãos podem buscar a pureza e manter os limites sexuais enquanto namoram?
A busca da pureza e a manutenção dos limites sexuais nas relações de namoro é um esforço nobre e desafiador, que requer compromisso firme, força espiritual e a graça de Deus. Vamos refletir sobre como podemos honrar a Deus com nossos corpos e nossas relações, mesmo enquanto navegamos pelas emoções e desejos complexos que vêm com o amor romântico.
Devemos enraizar-nos firmemente na Palavra de Deus. Como pergunta o Salmo 119:9: «Como pode um jovem permanecer no caminho da pureza? Vivendo de acordo com a tua palavra.» As Escrituras fornecem-nos uma orientação clara sobre a pureza sexual. Em 1 Tessalonicenses 4:3-5, somos instruídos: «É da vontade de Deus que sejas santificado: que deves evitar a imoralidade sexual; que cada um de vós aprenda a controlar o seu próprio corpo de uma forma que seja santa e honrosa, não numa luxúria apaixonada como os pagãos, que não conhecem a Deus.»
Para buscar a pureza, devemos primeiro cultivar uma relação profunda e permanente com Deus. Quando estamos cheios do amor de Cristo, estamos melhor equipados para resistir à tentação e honrar a Deus com nossas escolhas. Como Jesus nos ensinou, «Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus» (Mateus 5:8). Esta pureza de coração estende-se aos nossos pensamentos, ações e intenções nas relações românticas.
Passos práticos para manter os limites sexuais durante o namoro incluem:
- Definir limites claros: Os casais devem ter discussões abertas e honestas sobre seus limites físicos no início da relação. Estes limites devem basear-se em princípios bíblicos e no respeito mútuo.
- Responsabilização: Envolva amigos de confiança, familiares ou mentores que possam fornecer apoio e responsabilizá-lo pelos seus compromissos.
- Evitar a tentação: Sejam sábios sobre as situações em que se colocam. Como Paulo aconselha em 1 Coríntios 6:18, "Fugi da imoralidade sexual."
- A guardar a tua mente: Tenha cuidado com os meios de comunicação social que consome e com as conversas em que se envolve. Como Philippians 4:8 instrui, "Finalmente, irmãos e irmãs, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é certo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é admirável - se alguma coisa é excelente ou louvável - pensem em tais coisas."
- Praticar o autocontrolo: Reconhecer que o domínio próprio é fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23) e procurar a ajuda de Deus para desenvolver esta virtude.
- Concentrar-se na intimidade emocional e espiritual: Construir uma base sólida de amizade, fé partilhada e respeito mútuo.
- Buscar o perdão e a renovação: Se tropeçar, lembre-se de que a graça de Deus é suficiente. Confesse, peça perdão e recompense-se com a pureza.
É importante recordar que a pureza não consiste apenas em seguir um conjunto de regras, mas em honrar a Deus e respeitar a dignidade de nós mesmos e dos outros. Como Paulo nos recorda em 1 Coríntios 6:19-20, «Não sabeis que os vossos corpos são templos do Espírito Santo, que está em vós, o qual recebestes de Deus? Não sois de vós mesmos; Foi comprado por um preço. Honrai, pois, a Deus com os vossos corpos.»
Devemos reconhecer que a busca da pureza não é uma viagem solitária. Precisamos do apoio e do encorajamento da nossa comunidade cristã. Hebreus 10:24-25 nos exorta: "E consideremos como podemos estimular-nos uns aos outros em direção ao amor e às boas ações, não desistindo de reunir-nos, como alguns têm o hábito de fazer, mas encorajando-nos uns aos outros - e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima."
Por fim, lembremo-nos de que a pureza e os limites sexuais não se destinam a restringir nossa alegria, mas a protegê-la e melhorá-la. O desígnio de Deus para a sexualidade no pacto matrimonial é belo e sagrado. Ao honrar estes limites em nossas relações de namoro, nos preparamos para a plena expressão de amor e intimidade que Deus pretende para o casamento.
O caminho da pureza nem sempre é fácil, mas sempre vale a pena. À medida que navega nas suas relações românticas, procure sempre honrar a Deus, respeitar-se mutuamente e cultivar um amor que reflita a pureza e a abnegação do amor de Cristo pela sua igreja.
Que qualidades devem os cristãos procurar em um potencial cônjuge de acordo com as Escrituras?
A fé compartilhada em Cristo deve ser o fundamento de qualquer casamento cristão. Como Paulo exorta em 2 Coríntios 6:14, "Não vos junteis aos incrédulos. Pois o que a justiça e a maldade têm em comum? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas?» Esta fé partilhada garante que ambos os parceiros estão empenhados em construir uma vida e uma família centradas no amor e nos ensinamentos de Deus.
Além deste requisito fundamental, as Escrituras destacam várias qualidades-chave a serem procuradas em um cônjuge em potencial:
- Carácter piedoso: Provérbios 31:30 nos lembra: "O encanto é enganoso e a beleza é passageira; mas uma mulher que teme ao Senhor deve ser louvada.» Este princípio aplica-se igualmente aos homens. Procure alguém que demonstre um amor genuíno por Deus e se esforce para viver de acordo com a sua vontade.
- Sabedoria e discernimento: Provérbios 4:7 afirma: "O princípio da sabedoria é este: Obtenha sabedoria. Embora custe tudo o que tem, compreenda.» Um cônjuge que procura sabedoria e compreensão está mais bem equipado para enfrentar os desafios da vida e tomar decisões piedosas.
- Bondade e Compaixão: Efésios 4:32 nos instrui a "Sede bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-vos uns aos outros, assim como Deus vos perdoou em Cristo." Estas qualidades são essenciais para a construção de uma relação amorosa e duradoura.
- Integridade e Honestidade: Provérbios 10:9 diz: "Quem anda em integridade anda em segurança, mas quem toma caminhos tortuosos será descoberto." Um cônjuge de integridade fornece um fundamento de confiança e segurança no casamento.
- Humildade: Filipenses 2:3-4 exorta: "Não façais nada por ambição egoísta ou vaidade. Pelo contrário, na humildade valorizamos os outros acima de nós mesmos, não olhando para os nossos próprios interesses, mas cada um de nós para os interesses dos outros.» A humildade é crucial para resolver conflitos e crescer juntos no casamento.
- Diligência e responsabilidade: 2 Tessalonicenses 3:10-12 fala da importância do trabalho e da responsabilidade. Um potencial cônjuge deve demonstrar uma forte ética de trabalho e um sentido de responsabilidade na sua vida pessoal e profissional.
- Autocontrolo: Gálatas 5:22-23 lista o domínio próprio como um fruto do Espírito. Esta qualidade é vital para manter a pureza antes do casamento e a fidelidade dentro dele.
- Generosidade: 2 Coríntios 9:7 recorda-nos: «Cada um de vós deve dar o que decidiu dar no seu coração, não com relutância ou compulsão, porque Deus ama um doador alegre.» Um espírito generoso reflete um coração alinhado com o amor de Deus.
- Paciência e Perdão: Colossenses 3:13 instrui: "Levai-vos uns aos outros e perdoai-vos uns aos outros, se algum de vós tiver alguma queixa contra alguém. Perdoai como o Senhor vos perdoou.» Estas qualidades são essenciais para enfrentar os desafios da vida conjugal.
Como os casais podem crescer espiritualmente juntos e manter Deus no centro de sua relação?
A viagem do amor romântico é um belo dom de Deus, mas deve ser nutrida com grande cuidado e intenção. Para casais que procuram crescer espiritualmente juntos, ofereço este conselho: Faz de Cristo o fundamento da tua relação. Como nosso Senhor Jesus disse: "Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6:33).
Comece a orar juntos regularmente. Abri vossos corações a Deus como casal, partilhando vossas alegrias, lutas e esperanças. Que a oração seja a alma da vossa relação. Estude as Escrituras em conjunto, refletindo sobre a Palavra de Deus e a forma como se aplica às suas vidas e relações. À medida que lerem, discutirem e meditarem na Bíblia, vocês se aproximarão um do outro e do Senhor.
Assistam aos cultos da igreja juntos, imergindo-se na adoração e na comunhão com outros crentes. Envolver-se em atos de serviço como um casal, alcançando os necessitados em sua comunidade. Ao servir os outros, fortalecerá o seu vínculo e crescerá num amor semelhante ao de Cristo.
Procure a orientação espiritual de casais ou líderes cristãos maduros em sua igreja. A sabedoria e o exemplo deles podem guiá-lo enquanto navega pelas alegrias e desafios de uma relação piedosa. Responsabilizai-vos uns aos outros e aos amigos de confiança, encorajando-vos uns aos outros nas vossas caminhadas individuais com Cristo.
Lembrai-vos de que a vossa relação vos deve aproximar de Deus, não vos distrair d'Ele. Encorajem o crescimento espiritual pessoal uns dos outros, respeitando que cada um de vocês tem uma viagem única com o Senhor. Celebre a forma como Deus está a trabalhar nas suas vidas individualmente e como casal.
Por último, pratiquem o perdão e a graça, pois estes estão no cerne do amor de Cristo por nós. Quando surgirem conflitos, voltem-se para Deus juntos, à procura de Sua sabedoria e cura. Que o vosso amor uns pelos outros seja um reflexo do amor de Deus, paciente e bondoso, não egoísta, mas sempre protetor, confiante, esperante e perseverante (1 Coríntios 13:4-7).
Ao centrar a sua relação em Cristo, constrói uma base que o sustentará através de todas as alegrias e provações da vida. Que o vosso amor uns pelos outros vos conduza sempre a um amor mais profundo por Deus (Irhas et al., 2023; Zeligman et al., 2019).
O que a Bíblia diz sobre a intimidade física e demonstrações apropriadas de afeto antes do casamento?
A questão da intimidade física antes do matrimónio é uma questão que muitos jovens enfrentam no seu caminho de fé e de amor. A Bíblia fala-nos com sabedoria e compaixão sobre este assunto, guiando-nos para um caminho de pureza e respeito pelo dom sagrado do nosso corpo. Muitas pessoas perguntam-se:Beijar-se antes do casamento é errado? Esta é uma pergunta válida e que cada pessoa deve considerar em oração por si mesma. No entanto, é importante lembrar que a decisão sobre a intimidade física deve ser feita cuidadosamente e com a compreensão de que nossos corpos são templos do Espírito Santo. É uma escolha que deve ser feita com reverência pelo dom do sexo e pelo compromisso do matrimónio. O Perspetiva bíblica sobre a intimidade pré-marital Lembra-nos que nossos corpos são templos do Espírito Santo e devem ser honrados e preservados para o pacto do casamento. Isto ensina-nos a valorizar a nós mesmos e ao nosso futuro cônjuge, e a abordar a intimidade física com reverência e intencionalidade. Seguindo as orientações estabelecidas nas escrituras, podemos cultivar um sentimento mais profundo de intimidade e confiança nas nossas relações, honrando simultaneamente o desígnio de Deus para o amor e a sexualidade.
Devemos lembrar-nos de que nossos corpos são templos do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19-20). Esta bela verdade chama-nos a honrar a Deus com os nossos corpos, tratando-os e aos corpos dos outros com reverência e respeito. O A Bíblia sustenta consistentemente a santidade da intimidade sexual dentro do pacto do casamento. Como lemos em Hebreus 13:4, "Que o casamento seja celebrado em honra de todos, e que o leito matrimonial seja imaculado."
Mas isto não significa que toda a afeição física é proibida antes do casamento. O Cântico de Salomão, uma celebração poética do amor romântico, fala de abraços, beijos e da alegria da proximidade física. No entanto, também aconselha sabiamente: "Não desperte ou Despertar o amor até que assim o deseje"(Canção de Salomão 8:4). Isto ensina-nos a importância da paciência e do autocontrole nas nossas expressões de afecto.
Enquanto navega nas águas das relações românticas, exorto-o a considerar o princípio da pureza em todas as suas ações. Perguntem-se: Esta ação honra a Deus e respeita a dignidade do meu parceiro? Leva-nos a uma maior santidade ou tenta-nos ao pecado? Lembrem-se das palavras de São Paulo: "Fugi da imoralidade sexual" (1 Coríntios 6:18).
Demonstrações apropriadas de afeto antes do casamento podem incluir dar as mãos, abraçar e beijos modestos. Estas podem ser belas expressões de cuidado e compromisso quando feitas com intenções puras. Mas esteja vigilante contra ações que despertem o desejo sexual fora do contexto do casamento. Proteja-se contra beijos apaixonados, carícias de áreas íntimas ou qualquer comportamento que possa levar à excitação ou atividade sexual.
Também é fundamental considerar o impacto de suas ações sobre os outros. São Paulo aconselha-nos a não colocar uma pedra de tropeço no caminho de outro (Romanos 14:13). As vossas demonstrações de afecto não devem causar desconforto ou tentação aos que vos rodeiam.
Eu sei que manter a pureza em um mundo que muitas vezes a desvaloriza pode ser desafiador. Mas acalma-te! A graça de Deus é suficiente para vós (2 Coríntios 12:9). Buscai Sua força, cercai-vos de comunidade cristã solidária e prestai contas uns aos outros.
Lembre-se, a intimidade física é um dom precioso de Deus, concebido para ser plenamente expresso dentro da segurança e compromisso do casamento. Ao honrarem este projeto, preparam-se para uma união mais profunda e gratificante no futuro. Que o vosso amor uns pelos outros reflicta sempre o amor puro e altruísta de Cristo (Lim, 2018; Ooga, 2022).
Como os cristãos devem navegar no processo de conhecer alguém romanticamente enquanto guardam seus corações?
A viagem de conhecer alguém romanticamente é emocionante e delicada. É um tempo de descoberta, esperança e vulnerabilidade. Ao embarcar neste caminho, lembre-se da sabedoria de Provérbios 4:23, "Acima de tudo, guarde o seu coração, porque tudo o que faz flui dele."
Ancorai-vos em oração. Procure a orientação e a sabedoria de Deus quando começar a explorar uma potencial relação. Peça-Lhe que revele a Sua vontade e guarde o seu coração contra apegos imprudentes. Lembrem-se, a vossa principal relação é com o Senhor. Nenhuma relação terrena deve ofuscar ou substituir a vossa devoção a Ele.
À medida que conhecer alguém, prossiga com intencionalidade e clareza. Sejam honestos com as vossas intenções e expectativas. Está à procura de uma relação que possa levar ao casamento? Ou estás simplesmente a gostar de companhia? Uma comunicação clara pode evitar mal-entendidos e proteger ambos os corações envolvidos.
Aproveite o tempo para conhecer verdadeiramente o caráter da outra pessoa. Observe como tratam os outros, como lidam com o estresse e como vivem a sua fé. As suas acções alinham-se com as suas crenças professadas? Como Jesus disse: "Pelos seus frutos os reconhecereis" (Mateus 7:16). Procure provas dos frutos do Espírito em sua vida: O amor, a alegria, a paz, a paciência, a bondade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio (Gálatas 5:22-23).
Proteja-se contra a intimidade emocional prematura. Embora seja natural partilhar os seus pensamentos e sentimentos, tenha cuidado ao revelar as suas vulnerabilidades mais profundas demasiado rapidamente. A intimidade emocional deve desenvolver-se gradualmente, em sintonia com o compromisso. A confiança é conquistada ao longo do tempo.
Buscai a sabedoria dos cristãos maduros que vos conhecem bem. Eles podem oferecer informações valiosas e ajudá-lo a manter a perspetiva. Como nos diz Provérbios 15:22: "Os planos falham por falta de conselho, mas com muitos conselheiros conseguem."
Cuidado com os limites físicos. Como discutido anteriormente, mantenha a pureza em suas interações. A intimidade física pode criar fortes laços emocionais, mesmo quando um compromisso profundo ainda não está presente. Guarda o teu coração, guardando o teu corpo.
Manter uma vida plena fora da relação nascente. Continue a investir em suas amizades, relações familiares, trabalho ou estudos e interesses pessoais. Isso ajuda a manter uma perspectiva saudável e impede que a relação se torne totalmente consumidora.
Acima de tudo, mantenha a sua identidade enraizada em Cristo. Vosso valor e plenitude vêm Dele, não de qualquer relação romântica. Como nos recorda São Paulo, «em Cristo Jesus sois todos filhos de Deus pela fé» (Gálatas 3:26). Esta verdade irá ajudá-lo a abordar as relações a partir de um lugar de segurança, em vez de necessidade.
Se a relação não progredir como esperado, lembre-se de que a desilusão não é derrota. Confia no plano de Deus para a tua vida, sabendo que Ele tudo faz para o bem dos que O amam (Romanos 8:28).
Navegar por relacionamentos românticos enquanto guarda o coração é um equilíbrio delicado. Exige sabedoria, discernimento e uma entrega contínua à vontade de Deus. Que possais encontrar alegria no caminho, mantendo sempre os olhos fixos em Cristo, autor e aperfeiçoador da nossa fé (Andrews, 2011; Eaton, 1999).
Que exemplos ou modelos bíblicos existem para as relações piedosas que levam ao casamento?
As Sagradas Escrituras fornecem-nos belos exemplos de relações piedosas que podem inspirar-nos e guiar-nos nas nossas próprias jornadas rumo ao matrimónio. Estas histórias, embora ambientadas em diferentes tempos e culturas, revelam verdades intemporais sobre o amor, a fé e o compromisso que continuam a ser relevantes para nós hoje.
Vamos primeiro considerar a história de Isaac e Rebeca (Génesis 24). Este relato demonstra a importância de procurar a orientação de Deus para encontrar um cônjuge. Abraão, pai de Isaque, enviou o seu servo para encontrar uma mulher para o seu filho, instruindo-o a confiar na providência de Deus. O servo orou por um sinal, que Deus graciosamente providenciou em Rebeca. Esta história ensina-nos o valor de confiarmos o nosso futuro romântico às mãos de Deus e de estarmos atentos à Sua liderança.
O livro de Rute oferece outro exemplo poderoso na relação entre Rute e Boaz. A história deles é de respeito mútuo, bondade e honra. Boaz tratou Rute, uma viúva estrangeira, com grande compaixão e dignidade. Rute, por sua vez, demonstrou lealdade e virtude. A sua relação foi construída com base numa fé e num compromisso partilhados com as leis de Deus. De sua união veio a linhagem do Rei Davi e nosso Senhor Jesus Cristo. Isso nos lembra que as relações piedosas podem ter impactos de longo alcance além do que podemos imaginar.
O Cântico dos Cânticos proporciona uma celebração poética do amor romântico no contexto do casamento. Representa a beleza da intimidade emocional e física quando expressa no momento certo e da forma certa. O refrão repetido, "Não desperte nem desperte o amor até que assim o deseje" (Cântico de Salomão 2:7, 3:5, 8:4), enfatiza a importância da paciência e do tempo adequado nas relações românticas.
No Novo Testamento, encontramos orientação no exemplo de Maria e José. O seu noivado enfrentou um desafio inesperado com a gravidez milagrosa de Maria, mas a justiça e a obediência de José à mensagem de Deus através do anjo demonstram a importância da fé, da confiança e do amor sacrificial numa relação (Mateus 1:18-25).
Embora não seja um casal, a amizade entre Ruth e Naomi oferece uma bela imagem de lealdade, compromisso e amor sacrificial que são essenciais em qualquer relação piedosa. As famosas palavras de Ruth: «Onde vais, eu vou, e onde ficas, eu fico. O teu povo será o meu povo e o teu Deus, o meu Deus» (Rute 1:16), exprimem um profundo empenho que deve estar presente nos casamentos.
A relação entre Priscila e Áquila no livro de Atos fornece um exemplo de um casal unido em sua fé e ministério. Trabalhavam, viajavam e ensinavam juntos, demonstrando como um casal pode unir-se para servir a Deus (Atos 18:2-3, 18, 26).
Por último, embora não seja uma relação humana, a Bíblia utiliza frequentemente a metáfora do casamento para descrever a relação de Deus com o seu povo. Este último exemplo ensina-nos sobre o amor incondicional, o perdão, a fidelidade e a profundidade de compromisso que Deus deseja no casamento.
Estes exemplos bíblicos nos mostram que as relações piedosas que levam ao casamento são caracterizadas pela fé em Deus, respeito mútuo, compromisso, pureza e uma devoção comum ao serviço do Senhor. Lembram-nos que nossas relações terrenas devem refletir o amor de Cristo por Sua igreja (Efésios 5:25-33).
À medida que vocês procuram construir relações piedosas, olhem para estes exemplos como inspiração. Lembrem-se, mas nenhuma relação humana é perfeita. Cada um destes casais bíblicos enfrentou desafios e cometeu erros. O que os separava era o seu compromisso com Deus e uns com os outros. Que as vossas próprias relações estejam radicadas neste mesmo fundamento, procurando sempre honrar a Deus no vosso amor uns pelos outros (Leung, 2015; Wirenius, 2014).
Como podem os cristãos discernir a vontade e o momento de Deus quando se trata de prosseguir uma relação ou um casamento?
Discernir a vontade e o momento de Deus em questões do coração é um caminho que exige paciência, sabedoria e uma confiança profunda na orientação do Senhor. Enquanto procurais compreender o Seu plano para as vossas relações e potencial casamento, lembrai-vos das palavras de Provérbios 3:5-6: Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento; Sujeitai-vos a ele em todos os vossos caminhos, e ele endireitará as vossas veredas.
Cultive uma relação íntima com Deus através da oração e meditação da sua Palavra. É nos momentos tranquilos de comunhão com o Senhor que, muitas vezes, ouvimos mais claramente a sua voz. Crie o hábito de apresentar-Lhe os seus desejos, dúvidas e decisões em oração. Peça sabedoria, pois, como Tiago 1:5 promete: "Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus, que generosamente dá a todos sem encontrar culpa, e isso lhe será dado."
Preste atenção à paz no seu coração. São Paulo fala da «paz de Deus, que transcende todo o entendimento» (Filipenses 4:7). Quando estamos alinhados com a vontade de Deus, há muitas vezes uma sensação de paz profunda, mesmo no meio da incerteza. Isto não significa que não tenha dúvidas ou receios, mas haverá uma garantia subjacente da presença e orientação de Deus.
Procure conselhos de cristãos maduros que o conheçam bem e possam oferecer-lhe conselhos piedosos. Provérbios 15:22 recorda-nos que «os planos falham por falta de aconselhamento, mas, com muitos conselheiros, são bem-sucedidos». O seu pastor, mentores espirituais ou membros sábios da família podem muitas vezes ver as coisas de uma perspetiva que pode perder e podem ajudá-lo a discernir se está pronto para um relacionamento ou casamento.
Considere o fruto da relação. Está a aproximá-lo de Deus ou a distraí-lo da sua fé? Encoraja-vos a crescer na virtude e na santidade? Uma relação que esteja na vontade de Deus deve dar bons frutos na sua vida e na vida do seu parceiro.
Estejam atentos às circunstâncias que Deus coloca no vosso caminho. Embora não devamos confiar apenas nas circunstâncias para discernir a vontade de Deus, Ele muitas vezes usa situações e oportunidades para nos guiar. As portas abrem-se ou fecham-se de formas que parecem indicar a direção de Deus?
Examina os teus motivos. Está à procura de uma relação ou casamento por um desejo de honrar a Deus e servi-Lo melhor juntos? Ou és movido pelo medo, pela solidão ou pela pressão social? A vontade de Deus para nós está sempre alinhada com o seu desejo de santidade e glória.
Considere a sua prontidão para o compromisso de uma relação ou casamento. Está espiritualmente, emocionalmente e praticamente preparado para este passo? O calendário de Deus está muitas vezes alinhado com a nossa maturidade e preparação.
Sejam pacientes e confiem no tempo perfeito de Deus. Lembrai-vos da história de Abraão e Sara, que tiveram de esperar muitos anos pelo cumprimento da promessa de Deus. Isaías 40:31 nos encoraja: "Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças. Voarão sobre asas como águias, correrão e não se cansarão, andarão e não se desfalecerão.»
Nem sempre é fácil ou claro discernir a vontade e o calendário de Deus. Exige uma combinação de procura orante, conselho sábio, autorreflexão e confiança na fidelidade de Deus. Lembrai-vos de que Deus vos ama e deseja o vosso bem. O seu plano para vós é de esperança e de futuro (Jeremias 29:11).
Se sentirem que Deus os está a conduzir para um relacionamento ou casamento, avancem na fé, continuando a procurar a Sua orientação a cada passo. Se sentir que não é o momento certo, confie na sua sabedoria e continue a crescer na sua fé e no seu desenvolvimento pessoal.
Acima de tudo, mantém o teu coração aberto à direção de Deus, sabendo que os Seus caminhos são mais elevados do que os nossos, e os Seus pensamentos mais elevados do que os nossos pensamentos (Isaías 55:9). Que possais encontrar alegria e paz no caminho do discernimento, confiando que o próprio Deus que criou o amor vos guiará na busca de uma relação piedosa e, se for a sua vontade, de um casamento centrado em Cristo (Powers et al., 2006; Williams, 2021).
