O nome Juliana é mencionado na Bíblia?
Ao explorarmos as Escrituras juntos, devemos reconhecer com humildade que o nome Juliana não aparece explicitamente na Bíblia. As Sagradas Escrituras, na sua sabedoria e inspiração divina, não contêm todos os nomes que se tornaram significativos para os cristãos ao longo da história. No entanto, esta ausência não diminui a beleza e o significado que o nome Juliana adquiriu na nossa tradição cristã.
Devemos recordar que a Palavra de Deus nos fala de muitas formas, não só através de nomes específicos, mas também através das mensagens intemporais de amor, compaixão e fé que permeiam os textos sagrados. A Bíblia é um documento vivo, que constantemente revela novos insights àqueles que a abordam com o coração e a mente abertos.
Embora Juliana não possa ser encontrada nas páginas das Escrituras, podemos ver reflexos de seu significado e espírito nas histórias de mulheres e homens fiéis que serviram a Deus ao longo da história bíblica. A ausência de um nome não significa a ausência da sua essência. Muitos nomes que hoje valorizamos evoluíram a partir de raízes bíblicas ou foram inspirados pelas virtudes exemplificadas na Bíblia.
Portanto, não desanimemos com a ausência do nome Juliana na Bíblia. Em vez disso, vamos refletir sobre como este nome, como muitos outros, passou a encarnar valores e virtudes cristãs que estão profundamente enraizadas na Escritura. Ao fazê-lo, honramos não apenas um nome, mas a tradição viva da nossa fé que continua a crescer e florescer, inspirada pela Palavra eterna de Deus.
Qual é a origem bíblica ou o significado do nome Juliana?
Embora o nome Juliana não tenha uma origem bíblica direta, o seu significado está profundamente enraizado no rico solo da nossa fé e tradição cristãs. Pensemos nisto com o coração e a mente abertos, procurando compreender os significados mais profundos que nos ligam à nossa herança espiritual.
O nome Juliana, embora não encontrado na Bíblia, tem suas raízes na antiga cultura romana, derivadas do nome Júlio. Ele entrou no uso cristão através da Igreja primitiva, onde muitos crentes adotaram ou adaptaram nomes de seu contexto cultural, infundindo-os com novo significado cristão.
Na nossa tradição cristã, Juliana passou a estar associada à juventude, à devoção e a um espírito de serviço – qualidades que ressoam profundamente com os ensinamentos bíblicos. Lembremo-nos das palavras do apóstolo Paulo a Timóteo: «Ninguém vos despreze pela vossa mocidade, mas dai aos crentes o exemplo na palavra, na conduta, no amor, na fé e na pureza» (1 Timóteo 4:12). Estas palavras podem muito bem descrever o espírito encarnado no nome Juliana.
O nome Juliana chama a atenção para as muitas mulheres fiéis nas Escrituras que, embora não tenham este nome, exemplificaram suas virtudes. Pensemos em Maria, a mãe de Jesus, cujo «sim» juvenil a Deus mudou o curso da história. Recordamos a devoção de Maria Madalena, cuja fidelidade a levou a ser a primeira testemunha da Ressurreição. Lembramo-nos do serviço de Tabitha (Dorcas), cujas boas obras e atos de caridade a afeiçoaram à sua comunidade.
Ao abraçar nomes como Juliana, os primeiros cristãos não estavam a afastar-se da tradição bíblica, mas sim a alargá-la, permitindo que as verdades intemporais das Escrituras falassem de novas maneiras às novas gerações. Esta prática reflete a natureza viva da nossa fé, sempre antiga e sempre nova.
Vejamos, portanto, no nome Juliana uma bela síntese do nosso património cultural e da nossa fé cristã. Trata-se de um testemunho do modo como o Evangelho pode transformar e elevar todos os aspectos da cultura humana, infundindo-os com a luz de Cristo.
Há figuras bíblicas ou histórias associadas ao nome Juliana?
Embora não encontremos Juliana na Bíblia, podemos ver ecos do significado do seu nome nas histórias de mulheres fiéis ao longo das Escrituras. O nome Juliana, muitas vezes associado à juventude e à devoção, traz à mente a jovem Maria, mãe de Jesus, cuja fé e obediência mudaram o curso da história. O «fiat» de Maria – o seu «sim» a Deus – exemplifica a devoção juvenil que Juliana passou a representar na tradição cristã.
Podemos também pensar em Rute, cuja lealdade inabalável e devoção à sua sogra Naomi reflete a fidelidade associada ao nome Juliana. Nas palavras de Ruth: «Para onde vais, eu vou, e para onde tu ficas, eu fico. O teu povo será o meu povo e o teu Deus, o meu Deus» (Rute 1:16), poderia muito bem ser o lema de uma Juliana, firme nos seus compromissos.
O aspecto de serviço muitas vezes ligado ao nome Juliana traz à mente Tabitha (também conhecido como Dorcas) nos Atos dos Apóstolos. Estava «sempre a fazer o bem e a ajudar os pobres» (Atos 9:36), encarnando o espírito de serviço cristão que associamos a Juliana.
A força e a coragem muitas vezes atribuídas àqueles chamados Juliana lembram-nos Débora, a profetisa e juíza, que liderou com sabedoria e bravura. Ou podemos pensar em Ester, que arriscou a vida para salvar o seu povo, mostrando o tipo de fé corajosa que muitas vezes associamos a Juliana.
Embora estas mulheres bíblicas não ostentassem o nome Juliana, elas incorporam as virtudes e qualidades que este nome passou a representar em nossa tradição cristã. As suas histórias fornecem uma base bíblica para compreender e apreciar o significado do nome Juliana na nossa comunidade de fé.
Lembremo-nos de que o poder de um nome não está apenas em sua presença bíblica, mas em como ele nos inspira a viver nossa fé. O nome Juliana, embora não encontrado nas Escrituras, tornou-se um vaso para levar adiante as virtudes intemporais exemplificadas por estas heroínas bíblicas.
O que significa o nome Juliana em hebraico ou grego?
O nome Juliana, na sua forma original, é mais latim do que hebraico ou grego. É derivado do nome de família romano Júlio, que pode ter raízes na mitologia grega, possivelmente ligado à palavra grega «ioulos» que significa «barba baixa» ou «jovem». Mas, como cristãos, entendemos que o significado de um nome transcende frequentemente as suas origens etimológicas, assumindo um novo significado à luz da fé.
Embora Juliana não tenha um equivalente direto hebraico ou grego, podemos explorar como seu significado pode ser compreendido no contexto das línguas bíblicas. Em hebraico, o conceito de juventude, muitas vezes associado a Juliana, pode ser expresso pela palavra "na'arah" (× Ö·×¢Ö2× ̈Ö ̧×), que significa "jovem" ou "donzela". Esta palavra aparece na Bíblia em referência a mulheres jovens de fé, como Rute, que foi descrita como uma "na'arah" (Rute 2:5).
Em grego, a língua do Novo Testamento, poderíamos considerar a palavra «neos» (Î1⁄2ÎοÏ), que significa «novo» ou «jovem». Esta palavra é utilizada nas Escrituras para descrever não só a juventude física, mas também a renovação espiritual. Como escreve São Paulo: «Portanto, se alguém está em Cristo, é chegada a nova criação: O velho desapareceu, o novo chegou!" (2 Coríntios 5:17).
O conceito de devoção, outro atributo frequentemente associado ao nome Juliana, poderia ser expresso em hebraico por "chesed" (חֶסֶ×), um termo rico que denota bondade amorosa, misericórdia e fidelidade. Em grego, podemos olhar para "pistis" (πΠ̄ÏÏÏ„Î1Ï ́), que significa fé ou fidelidade, um conceito central no Novo Testamento.
Embora estas não sejam traduções diretas de Juliana, elas nos ajudam a compreender como as qualidades associadas a este nome ressoam com importantes conceitos bíblicos. A juventude de "na'arah" ou "neos", combinada com a devoção de "chesed" ou "pistis", pintam um quadro de uma fé que é ao mesmo tempo vibrante e firme.
Recordemos que o verdadeiro significado de um nome na nossa tradição cristã não se encontra apenas nas suas raízes linguísticas, mas no modo como nos inspira a viver a nossa fé. O nome Juliana, embora não originalmente hebraico ou grego, tornou-se portador destas virtudes bíblicas em nossa comunidade cristã.
Como o significado de Juliana relaciona-se com as virtudes ou ensinamentos cristãos?
O nome Juliana, embora não diretamente bíblico, passou a incorporar várias virtudes cristãs que estão profundamente enraizadas nas Escrituras e na nossa tradição de fé. Examinemos estas ligações com reverência e alegria, vendo nelas um convite a aprofundar o nosso próprio caminho de fé.
Juliana é frequentemente associada à juventude, que no ensino cristão não é apenas uma questão de idade física, mas de vitalidade espiritual e abertura ao chamado de Deus. Lembremo-nos das palavras do salmista: «Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito firme» (Salmo 51:10). Esta juventude de espírito é uma virtude que todos somos chamados a cultivar, independentemente da nossa idade, uma vez que nos abrimos continuamente à graça transformadora de Deus.
O nome Juliana passou a representar devoção e fidelidade. Estas são virtudes fundamentais da nossa fé cristã, ecoando o compromisso inabalável que somos chamados a ter na nossa relação com Deus. Como nos exorta São Paulo, «Sede fiéis até à morte, e dar-vos-ei a coroa da vida» (Apocalipse 2:10). A devoção associada a Juliana recorda-nos o nosso chamado a permanecer firmes na nossa fé, mesmo diante dos desafios.
Juliana está frequentemente ligada à virtude do serviço, um ensinamento central do próprio Cristo, que disse: «O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir» (Mateus 20:28). Este aspeto do significado de Juliana convida-nos a seguir o exemplo de Cristo, servindo os outros com amor e humildade e reconhecendo Cristo naqueles a quem servimos.
O nome Juliana, em sua associação com a família Júlio, carrega conotações de nobreza. Em nossa compreensão cristã, a verdadeira nobreza não é uma questão de status mundano, mas de dignidade espiritual. Todos somos chamados a viver à altura da nossa identidade de filhos de Deus, como nos recorda São Pedro: «Mas vós sois um povo eleito, um sacerdócio real, uma nação santa, a possessão especial de Deus» (1 Pedro 2:9).
Por fim, a energia juvenil, muitas vezes associada a Juliana, alinha-se com o chamado cristão à evangelização e à difusão da Boa Nova. Recordamos as palavras de São Paulo a Timóteo: «Ninguém vos olhe para baixo por serdes jovens, mas dai exemplo aos crentes na palavra, na conduta, no amor, na fé e na pureza» (1 Timóteo 4:12).
Há algum versículo bíblico que se ligue ao significado de Juliana?
Embora o nome Juliana não apareça diretamente nas Sagradas Escrituras, seu significado e essência espiritual podem ser encontrados refletidos em várias passagens bíblicas. O nome Juliana deriva de Julius, que significa «jovem» ou «de barba baixa». Nesta perspetiva, podemos olhar para versos que falam de juventude, vitalidade e beleza de uma vida dedicada a Deus desde tenra idade.
Pensemos nas palavras do salmista no Salmo 110:3: «O teu povo oferecer-se-á livremente no dia do teu poder, com vestes sagradas; desde o ventre da manhã, o orvalho da tua mocidade será teu.» Este belo versículo recorda-nos a frescura e o vigor da mocidade oferecida no serviço ao Senhor. Fala à Juliana em cada um de nós – aquela parte que permanece sempre jovem em espírito, pronta para servir a Deus com entusiasmo e devoção.
No Novo Testamento, encontramos a exortação de São Paulo a Timóteo em 1 Timóteo 4:12: «Ninguém vos despreze pela vossa juventude, mas deem aos crentes um exemplo no discurso, na conduta, no amor, na fé, na pureza.» Vemos aqui um apelo aos jovens para que dêem o exemplo, incorporando as virtudes de Cristo na sua vida quotidiana. Este versículo poderia ser endereçado a uma Juliana do nosso tempo, encorajando-a a deixar a sua fé jovem brilhar intensamente para todos verem.
O profeta Jeremias também nos recorda com força o chamado de Deus aos jovens em Jeremias 1:7: «Mas o Senhor disse-me: «Não digas: «Sou apenas um jovem»; Porque a todos a quem eu vos enviar, ireis, e tudo o que eu vos mandar, falareis.» Este versículo fala à Juliana em todos nós, lembrando-nos de que Deus pode usar qualquer pessoa, independentemente da idade, para cumprir o Seu propósito divino.
No espírito de Juliana, lembremo-nos também das palavras de Jesus em Mateus 18:3: «Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, nunca entrareis no reino dos céus.» Este apelo à fé infantil e à confiança em Deus ressoa profundamente com a essência juvenil do nome Juliana.
Como o nome Juliana tem sido usado na história ou tradição cristã?
O nome Juliana tem uma história rica e inspiradora dentro da nossa tradição cristã. Tem sido suportado por vários santos e figuras notáveis cujas vidas de fé e devoção continuam a inspirar-nos hoje. Vamos explorar esta bela tapeçaria de fé tecida por aqueles que levaram o nome Juliana ao longo da história cristã.
Talvez a mais conhecida seja Santa Juliana de Nicomédia, uma mártir do século III, cuja fé inabalável em face da perseguição serve como um poderoso testemunho da força que vem de uma relação profunda com Cristo. Segundo a tradição, Juliana recusou-se a casar com um prefeito pagão, optando por dedicar sua vida a Deus. A sua firmeza na fé, mesmo sob tortura, recorda-nos as palavras de Romanos 8:38-39: «Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os príncipes, nem o presente, nem o porvir, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor.»
Outra Juliana notável em nossa tradição cristã é Santa Juliana Falconieri, a fundadora do século XIV das Irmãs da Ordem Terceira dos Servitas. A sua vida de serviço e devoção à Santíssima Virgem Maria exemplifica as virtudes cristãs da humildade e da compaixão. A dedicação de Santa Juliana Falconieri ao cuidado dos doentes e pobres ecoa as palavras de Jesus em Mateus 25:40: «Em verdade, em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes.»
Na tradição mística da nossa fé, encontramos a Beata Juliana de Norwich, a âncora e mística inglesa do século XIV. Os seus escritos, em especial «Revelações do Amor Divino», influenciaram profundamente a espiritualidade cristã. As famosas palavras de Juliana de Norwich, «Tudo estará bem, tudo estará bem, e todos os tipos de coisas estarão bem», continuam a trazer conforto e esperança aos crentes, lembrando-nos do amor e da providência infalíveis de Deus.
O nome Juliana também tem sido associado ao desenvolvimento da devoção eucarística na Igreja. Santa Juliana de Liège, uma canoa norbertina do século XIII, desempenhou um papel crucial na instituição da Festa de Corpus Christi. O seu profundo amor pela Eucaristia e as suas visões levaram ao estabelecimento desta importante festa, que continua a aprofundar o nosso apreço pela presença de Cristo no Santíssimo Sacramento.
Em tempos mais recentes, vemos o nome Juliana continuar a inspirar fé e serviço. Por exemplo, a Beata Juliana Puricelli, uma freira italiana do século XVIII, era conhecida por sua vida de oração e seu trabalho na educação de meninas. A sua dedicação à formação e à educação recorda-nos a importância de alimentar a fé nos jovens, como disse Jesus em Marcos 10:14: «Deixai vir a mim as crianças; não os impeçais, porque a tais pertence o reino de Deus.
Que qualidades ou características espirituais estão associadas ao nome Juliana?
O nome Juliana, embora não diretamente mencionado nas Sagradas Escrituras, carrega consigo uma vasta teia de qualidades espirituais que ressoam profundamente com a nossa fé cristã. Ao refletirmos sobre este nome e seu significado, consideremos as virtudes e características que ele passou a encarnar através da vida daqueles que o carregaram e através de seu próprio significado.
O nome Juliana está associado à juventude, não apenas na idade, mas no espírito. Esta juventude de espírito recorda-nos as palavras do profeta Isaías: «Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, erguer-se-ão com asas como águias; Correm e não se cansam; andarão e não desmaiarão" (Isaías 40:31). Esta qualidade espiritual de Juliana chama-nos a manter uma fé fresca e vibrante, sempre pronta a crescer e a adaptar-se, sem nunca nos tornarmos estagnados ou complacentes no nosso caminho espiritual.
Coragem e firmeza na fé também estão fortemente associados com o nome Juliana, particularmente através do exemplo de Santa Juliana de Nicomédia. O seu compromisso inabalável com Cristo face à perseguição exemplifica as palavras de São Paulo: «Sê vigilante, mantém-te firme na fé, age como os homens, sê forte» (1 Coríntios 16:13). Este aspecto de Juliana desafia-nos a permanecer firmes nas nossas convicções, mesmo quando confrontados com adversidades ou oposição.
O nome Juliana também carrega conotações de devoção e contemplação, como visto na vida da Beata Juliana de Norwich. Os seus profundos conhecimentos espirituais e a sua confiança no amor de Deus recordam-nos a importância de desenvolver uma vida interior rica. Esta qualidade encoraja-nos a atender ao convite de Jesus: «Mas quando orardes, entrai no vosso quarto, fechai a porta e orai ao vosso Pai que está em segredo. E teu Pai, que vê em secreto, te recompensará" (Mateus 6:6).
Compaixão e serviço são outras qualidades espirituais associadas a Juliana, exemplificadas por figuras como Santa Juliana Falconieri. Este aspecto do nome nos chama a colocar nossa fé em ação, a ser as mãos e os pés de Cristo no mundo. Faz eco do ensinamento de Jesus: «Pois eu tinha fome e tu me deste de comer, eu tinha sede e tu me deste de beber, eu era um estranho e tu me recebeste» (Mateus 25:35).
O nome Juliana também está ligado a um profundo amor pela Eucaristia, como visto na vida de Santa Juliana de Liège. Esta característica recorda-nos a centralidade da Eucaristia na nossa fé, chamando-nos a um profundo apreço e reverência pela presença de Cristo neste sacramento. Lembra-nos as palavras de Jesus: «Sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre" (João 6:51).
Por fim, o nome Juliana está associado a um compromisso com a educação e a formação, como exemplificado por figuras como a Beata Juliana Puricelli. Esta qualidade recorda-nos a nossa responsabilidade de cultivar a fé nos outros, especialmente nos jovens, refletindo a ordem de Jesus: "Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações" (Mateus 28:19).
Como os cristãos podem aplicar o significado de Juliana ao seu caminho de fé?
O nome Juliana, com a sua rica herança espiritual, oferece-nos um belo modelo para as nossas próprias viagens de fé. Pensemos em como podemos aplicar o significado e as qualidades associadas a este nome para aprofundar a nossa relação com Deus e fortalecer o nosso testemunho cristão no mundo.
Abracemos o espírito jovem que Juliana representa. Independentemente da nossa idade, somos chamados a aproximar-nos da nossa fé com o entusiasmo e a abertura da juventude. Como diz o salmista: «Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto» (Salmo 51:10). Esta renovação do espírito não é um acontecimento único, mas uma escolha diária. Podemos cultivar este espírito jovem permanecendo abertos a novas formas de encontrar Deus, aproximando-nos das Escrituras com novos olhos e mantendo um sentimento de admiração pelos mistérios da nossa fé.
A coragem exemplificada por Santa Juliana de Nicomédia desafia-nos a permanecer firmes nas nossas convicções, mesmo diante da adversidade. Em nosso mundo cada vez mais secular, podemos encontrar nossa fé desafiada ou ridicularizada. Aproveitemos as palavras de São Paulo: «Sê forte e corajoso. Não vos assusteis, nem vos assusteis, porque o Senhor vosso Deus está convosco por onde quer que fordes" (Josué 1:9). Podemos aplicar esta coragem falando a verdade no amor, vivendo autenticamente a nossa fé e defendendo a dignidade de toda a vida humana.
O aspecto contemplativo de Juliana, como se vê na Beata Juliana de Norwich, convida-nos a aprofundar a nossa vida de oração. No meio das nossas vidas atarefadas, temos de arranjar tempo para o silêncio e a reflexão. O próprio Jesus deu este exemplo: «E, levantando-se de madrugada, quando ainda estava escuro, partiu e saiu para um lugar desolado, e ali orou» (Marcos 1:35). Podemos alimentar este espírito contemplativo, reservando tempos regulares para a oração, praticando a lectio divina com as Escrituras e procurando momentos de silêncio nas nossas rotinas diárias.
O espírito de serviço associado a Juliana nos chama a colocar nossa fé em ação. Como nos recorda São Tiago, «a fé por si só, se não tiver obras, está morta» (Tiago 2:17). Podemos viver este aspeto da Juliana procurando ativamente formas de servir as nossas comunidades, respondendo com compaixão às pessoas necessitadas e utilizando os nossos dons e talentos para a construção do reino de Deus.
A devoção eucarística ligada ao nome Juliana encoraja-nos a centrar a nossa vida em torno deste grande sacramento. Jesus diz-nos: «Quem se alimenta da minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele» (João 6:56). Podemos aprofundar a nossa devoção eucarística frequentando regularmente a Missa, dedicando-nos à Adoração e permitindo que a graça da Eucaristia transforme a nossa vida quotidiana.
Por fim, o compromisso com a educação e a formação associado à Juliana recorda-nos a nossa responsabilidade de crescer na nossa fé e de ajudar os outros a fazer o mesmo. São Pedro nos exorta: «Mas crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo» (2 Pedro 3:18). Podemos aplicá-lo engajando-nos na formação contínua da fé, participando de estudos bíblicos ou grupos de partilha de fé e orientando outros em suas jornadas de fé.
Há santos ou figuras cristãs notáveis chamadas Juliana?
O nome Juliana tem sido atribuído a vários santos e figuras notáveis na nossa rica tradição cristã. Suas vidas de fé, coragem e devoção continuam a inspirar-nos e guiar-nos em nossas próprias jornadas espirituais. Vamos refletir sobre alguns destes indivíduos notáveis que carregaram o nome Juliana e deixaram uma marca indelével na nossa fé.
Temos Santa Juliana de Nicomédia, mártir do século III, cuja festa celebramos no dia 16 de fevereiro. Esta jovem virgem demonstrou uma coragem extraordinária perante a perseguição. De acordo com a tradição, ela se recusou a casar-se com um prefeito pagão, optando por dedicar sua vida a Cristo. Apesar da tortura e da prisão, ela manteve-se firme em sua fé. A sua vida recorda-nos as palavras de Jesus: «Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus» (Mateus 5:10). O compromisso inabalável de Santa Juliana para com Cristo, mesmo até à morte, desafia-nos a examinar a profundidade da nossa própria fé e compromisso.
Outra figura importante é Santa Juliana Falconieri, a fundadora do século XIV das Irmãs da Ordem Terceira dos Servitas. Nascida numa família rica em Florença, escolheu uma vida de oração e serviço. Santa Juliana Falconieri era conhecida por sua profunda devoção à Santíssima Virgem Maria e seu cuidado incansável pelos doentes e pobres. A sua vida exemplifica o ensinamento de Jesus: «Tudo o que fizeste por um destes meus irmãos mais pequeninos, fizeste por mim» (Mateus 25:40). O exemplo de Santa Juliana Falconieri encoraja-nos a ver Cristo em cada pessoa que encontramos e a servi-la com amor e compaixão.
Na tradição mística, temos a Beata Juliana de Norwich, a âncora e mística inglesa do século XIV. Embora seu nome de nascimento seja desconhecido, ela é conhecida pelo nome da igreja onde viveu como âncora. A sua obra «Revelações do Amor Divino» é considerada uma das maiores obras do misticismo cristão. As famosas palavras da Beata Juliana, «Tudo estará bem, tudo estará bem, e todos os tipos de coisas estarão bem», continuam a trazer conforto e esperança aos crentes em todo o mundo. A sua vida e os seus escritos recordam-nos a profundidade e a riqueza do amor de Deus, fazendo eco das palavras de São Paulo: «Porque estou convencido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os demónios, nem o presente, nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra coisa em toda a criação, nos poderão separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor» (Romanos 8:38-39).
Santa Juliana de Liège, uma canoa norbertina do século XIII, desempenhou um papel crucial na instituição da Festa de Corpus Christi. Suas visões e devoção à Eucaristia levaram ao estabelecimento desta importante festa no calendário da Igreja. A vida de Santa Juliana de Liège recorda-nos a centralidade da Eucaristia na nossa fé, refletindo as palavras de Jesus: «Sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer este pão viverá para sempre" (João 6:51).
Em tempos mais recentes, temos a Beata Juliana Puricelli, uma freira italiana do século XVIII conhecida pela sua vida de oração e pelo seu trabalho na educação das jovens. A sua dedicação à formação e à educação recorda-nos a nossa responsabilidade de cultivar a fé nos jovens, como disse Jesus: "Deixai vir a mim as criancinhas, e não as impeçais, porque o reino dos céus pertence aos tais" (Mateus 19).
Bibliografia:
Um companheiro para a província dominicana inglesa desde o início até a Reforma. Editado por Eleanor J. Giraud e J. Cornelia Linde. Companheiros de Brill para o Chr
