O Elopement é bíblico?




  • O casamento bíblico é um pacto sagrado entre um homem e uma mulher, abençoado por Deus e destinado a durar toda a vida (Gênesis 2:24, Marcos 10:9).
  • A Bíblia não menciona ou proíbe explicitamente a fuga, mas enfatiza o casamento como um pacto público que envolve o apoio da comunidade (João 2:1-11).
  • Honrar os pais em relação ao casamento envolve procurar a sua bênção e conselho, mas também reconhecer a lealdade primária ao cônjuge (Êxodo 20:12, Génesis 2:24).
  • O eloopement pode afetar o aspecto comunitário do casamento cristão, potencialmente perdendo o apoio da comunidade; no entanto, os casais podem procurar a reconciliação e integrar-se na sua comunidade de fé após o elopemento.

Qual é a definição bíblica de casamento?

A definição bíblica de casamento é uma aliança sagrada estabelecida por Deus entre um homem e uma mulher. Esta instituição divina encontra as suas raízes no início da criação, como lemos no livro do Génesis: "Portanto, deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão uma só carne" (Gênesis 2:24).

Esta união não é meramente um contrato humano, mas um vínculo sagrado abençoado por nosso Pai Celestial. É um reflexo do amor de Cristo pela sua Igreja, como o apóstolo Paulo expressa lindamente na sua carta aos Efésios: «Este mistério é poderoso, e digo que se refere a Cristo e à Igreja» (Efésios 5:32). (Köstenberger, 2011)

O matrimónio, no sentido bíblico, caracteriza-se por vários elementos-chave: envolve um compromisso público entre os esposos, testemunhado pela sua comunidade e abençoado por Deus. Em segundo lugar, destina-se a ser uma união ao longo da vida, como nosso Senhor Jesus afirma: "O que Deus uniu, não separe o homem" (Marcos 10:9). (Köstenberger, 2011)

O casamento bíblico destina-se à companhia, ao apoio mútuo e à educação dos filhos. É uma parceria em que marido e mulher se complementam, crescendo juntos no amor e na fé. Como lemos em Eclesiastes, "Dois são melhores do que um, porque têm uma boa recompensa pelo seu trabalho" (Eclesiastes 4:9).

É importante notar que, enquanto a Bíblia apresenta este ideal de casamento, também reconhece a fragilidade humana e as complexidades das relações em um mundo caído. As Escrituras fornecem orientação para percorrer os desafios dentro do casamento, sempre enfatizando o perdão, a reconciliação e a graça de Deus.

A definição bíblica de casamento é um pacto de amor, fidelidade e submissão mútua, enraizado no desígnio de Deus para as relações humanas e que serve de testemunho vivo do seu amor pela humanidade. É uma instituição sagrada que merece nosso maior respeito e cuidado, à medida que procuramos honrar a Deus em todos os aspectos de nossas vidas.

A Bíblia menciona ou proíbe explicitamente a fuga?

Quando consideramos a questão da fuga no contexto das Escrituras, devemos abordá-la com sabedoria e compaixão. A Bíblia não utiliza explicitamente o termo «elopement» nem prevê uma proibição direta contra a prática. Mas podemos recolher informações a partir de princípios bíblicos e narrativas que lançam luz sobre este assunto.

Consideremos a natureza do casamento tal como é apresentada nas Escrituras. O casamento é consistentemente retratado como um pacto público, testemunhado pela família e pela comunidade. Vemos isso nas bodas de Caná, onde Jesus realizou seu primeiro milagre (João 2:1-11), e nos muitos relatos do Antigo Testamento das celebrações matrimoniais. Esta natureza pública do casamento sugere que as uniões secretas, como as fugas, podem não estar totalmente alinhadas com o ideal bíblico.

Mas também devemos reconhecer que a Bíblia apresenta uma gama diversificada de práticas matrimoniais em diferentes contextos culturais. Em alguns casos, vemos casamentos arranjados por pais ou líderes de clãs, enquanto em outros, os indivíduos exercem uma escolha mais pessoal na seleção de um cônjuge. Esta diversidade lembra-nos de ser cautelosos sobre a imposição de regras rígidas que podem não ser aplicadas universalmente. (Eck, 2020)

Vale a pena notar que há casos nas Escrituras que podem ser interpretados como semelhantes à fuga, embora não sejam explicitamente descritos como tal. Por exemplo, temos a história de Jacó fugir com Raquel e Lia (Gênesis 31), ou a linguagem romântica no Cântico dos Cânticos de Salomão que fala de amantes que se encontram em segredo. Estas narrativas, embora não apoiem a fuga, lembram-nos as complexas realidades das relações humanas.

Embora a Bíblia não proíba explicitamente a fuga, enfatiza princípios que podem estar em desacordo com a prática. Estes incluem honrar os pais (Êxodo 20:12), procurar conselhos sábios (Provérbios 11:14) e viver de forma transparente perante Deus e os outros (Efésios 5:8-14). Elopement, em sua pressa e sigilo, pode potencialmente entrar em conflito com estes importantes valores bíblicos.

O Novo Testamento apresenta o casamento como um reflexo da relação de Cristo com a Igreja (Efésios 5:31-32). Este poderoso simbolismo sugere que o matrimónio deve ser celebrado com deliberação, preparação e apoio da comunidade de fé.

Embora a Bíblia não proíba explicitamente a fuga, apresenta um ideal de casamento público, comunitário e que reflete o amor pactual de Deus. À medida que navegamos pelas complexidades das relações em nosso mundo moderno, esforcemo-nos para honrar esses princípios bíblicos, buscando sempre glorificar a Deus em nossas escolhas e ações. Aproximemo-nos do casamento com reverência, sabedoria e um profundo compromisso com a aliança sagrada que ele representa.

O que a Bíblia diz sobre honrar os pais em relação ao casamento?

A relação entre honrar os pais e a instituição do casamento é poderosa e multifacetada nas Escrituras. A Bíblia enfatiza consistentemente a importância de respeitar e honrar nossos pais, e este princípio estende-se também ao domínio do casamento.

Devemos recordar o Quinto Mandamento, que nos instrui a "Honrar a teu pai e a tua mãe" (Êxodo 20:12). Este mandamento, não se limita aos nossos anos de infância, mas estende-se por toda a nossa vida, incluindo a decisão maior do casamento. (Bennett, 2011) É um chamado ao longo da vida para mostrar respeito, amor e cuidado por aqueles que nos nutriram e criaram.

No contexto do casamento, honrar os pais muitas vezes envolve a procura de sua bênção e conselho. Vemos isso exemplificado em várias narrativas bíblicas. Por exemplo, no livro do Génesis, observamos como a serva de Abraão procurou a bênção da família de Rebeca antes de ela concordar em casar com Isaque (Génesis 24:50-51). Isto demonstra a importância do envolvimento e aprovação dos pais no processo de casamento. (Eck, 2020)

No entanto, é fundamental compreender que honrar os pais não significa obediência cega ou permitir-lhes ditar a escolha do cônjuge. A Bíblia também ensina que, no casamento, o homem deve «deixar o pai e a mãe e apegar-se à mulher» (Génesis 2:24). Este versículo indica uma mudança na lealdade primária dos pais para o cônjuge, enquanto ainda mantém a honra e o respeito pelos pais. (Köstenberger, 2011)

O apóstolo Paulo desenvolve ainda mais este equilíbrio em Efésios 6:1-3, onde instrui as crianças a obedecerem aos pais «no Senhor». Esta qualificação sugere que a nossa obediência aos pais deve estar sempre alinhada com a nossa obediência primária a Deus. Em matéria de casamento, tal pode significar discordar respeitosamente dos pais se a sua vontade entrar em conflito com a liderança de Deus na vida de cada um.

Também vale a pena notar que o próprio Jesus, enquanto honrava perfeitamente os pais, também demonstrou que há momentos em que o chamado de Deus pode substituir as expectativas familiares. Vemos isto em Lucas 2:49, quando o jovem Jesus diz aos seus pais: «Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?»

Em termos práticos, honrar os pais em relação ao casamento pode envolver:

  1. Procurar o seu conselho e sabedoria na escolha de um esposo
  2. Convidando-os a fazer parte do processo de planeamento do casamento
  3. Demonstrar, sempre que possível, o respeito pelas tradições familiares e pelas expectativas culturais
  4. Manter laços familiares fortes após o casamento

Cuidar dos pais na velhice, como exemplificado em 1 Timóteo 5:4

Ao mesmo tempo, devemos lembrar que a decisão de casar-se é entre o casal e Deus. Embora a bênção dos pais seja ideal, pode haver situações em que os pais retêm sua aprovação por razões que não se alinham com os princípios bíblicos. Nesses casos, os casais devem discernir em espírito de oração a vontade de Deus, esforçando-se sempre por demonstrar honra e respeito pelos pais, mesmo em desacordo.

A Bíblia nos chama a um delicado equilíbrio de honrar nossos pais, ao mesmo tempo em que reconhece a primazia do pacto matrimonial. Abordemos esta questão com sabedoria, amor e procurando sempre a orientação de Deus. Que os nossos casamentos sejam um testemunho do amor de Deus, trazendo alegria não só ao casal, mas também às suas famílias e à comunidade de fé em geral.

Há exemplos de cenários semelhantes a fugas nas Escrituras?

Embora a Bíblia não utilize o termo «elopement» tal como o entendemos hoje, existem narrativas que têm alguma semelhança com o que podemos considerar cenários semelhantes a elopement. Estas histórias, mas devem ser compreendidas dentro de seus contextos históricos e culturais, e devemos ser cautelosos em traçar paralelos diretos com as práticas modernas.

Um dos exemplos mais proeminentes que vem à mente é a história de Jacó e Raquel no livro de Génesis. Depois de trabalhar para Labão por quatorze anos para se casar com Raquel, Jacó fugiu com suas esposas, filhos e bens sem informar Labão (Gênesis 31:20-21). Embora não se trate de uma fuga no sentido de um casamento secreto, trata-se de um casal que deixa a família para trás de forma clandestina (Huntsman, 2020, pp. 59-67).

Outro exemplo que tem alguma semelhança com a fuga é encontrado no Cântico dos Cânticos de Salomão. Este livro poético está cheio de linguagem apaixonada entre dois amantes e, às vezes, fala de reuniões secretas e um desejo de estar juntos longe dos outros. Por exemplo, em Cântico dos Cânticos 2:10-13, lemos: «A minha amada fala-me e diz-me: «Levanta-te, meu amor, meu lindo, e vai-te embora.» Embora não se trate de uma fuga literal, capta o espírito de duas pessoas que desejam estar juntas, mesmo que isso signifique deixar outras para trás. (Huntsman, 2020, pp. 59-67)

A história de Rute e Boaz, embora não seja uma fuga, contém elementos que podem ser vistos como não convencionais. Rute, guiada por sua sogra Naomi, aproxima-se de Boaz à noite na eira (Rute 3:1-18). Enquanto o seu eventual casamento segue os procedimentos legais adequados, este encontro nocturno tem um ar de secretismo e audácia que ressoa com alguns aspectos da fuga.

Também vale a pena considerar o tema mais amplo de o povo de Deus ser chamado a deixar para trás a família e o ambiente familiar. Abraão, por exemplo, foi chamado a deixar a casa de seu pai (Génesis 12:1), e o próprio Jesus falou em deixar a família para trás para segui-lo (Lucas 14:26). Embora estes não sejam desvios no sentido romântico, eles falam sobre o tema de deixar para trás o familiar para um chamado mais elevado.

Mas devemos abordar estas narrativas com cautela e sabedoria. A Bíblia muitas vezes apresenta estas histórias sem comentários morais explícitos, e devemos ter cuidado para não lê-las como endossos de qualquer ação particular. Em vez disso, servem para ilustrar as realidades complexas das relações humanas e as escolhas por vezes difíceis que as pessoas enfrentam para seguir o chamado de Deus.

É crucial notar que, em muitas dessas narrativas bíblicas, mesmo quando os personagens agem de maneiras que parecem contornar as convenções sociais normais, muitas vezes há uma reconciliação posterior ou reconhecimento público. Por exemplo, Jacó finalmente se reconcilia com Labão, e Boaz garante que seu casamento com Rute seja legalmente e publicamente reconhecido.

Ao refletir sobre estas histórias, recordamos a graça e a misericórdia de Deus, que trabalha através das imperfeições humanas e das situações complexas para realizar os seus propósitos. Ao mesmo tempo, não podemos perder de vista o ideal bíblico do casamento enquanto pacto público, abençoado pela família e pela comunidade, e que reflete o amor fiel de Deus pelo seu povo.

Como a fuga se alinha com o conceito bíblico de casamento como um pacto?

Recordemos que a compreensão bíblica do casamento como um pacto está enraizada na própria relação pactual de Deus com o seu povo. Como nos recorda o profeta Malaquias, «o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, à qual foste infiel, embora ela seja tua companheira e tua mulher por aliança» (Malaquias 2:14). (Witte, 2012, pp. 147-165) Este pacto caracteriza-se pelo empenho público, pela fidelidade e pelo envolvimento da comunidade em geral.

Elopement, em sua compreensão moderna, muitas vezes envolve um casal que se casa em segredo, sem o conhecimento ou a bênção da família e da comunidade. À primeira vista, isto pode parecer em desacordo com a natureza pública e comunitária do pacto bíblico. O pacto do casamento, como descrito nas Escrituras, não é apenas um caso privado entre dois indivíduos, mas uma união que é testemunhada e apoiada pela comunidade de fé. (Witte, 2012, pp. 147-165)

Mas também devemos considerar que a essência do pacto matrimonial está no compromisso entre o casal e diante de Deus. Sob esta luz, uma fuga motivada por um desejo genuíno de honrar a Deus e entrar em uma união duradoura e fiel poderia potencialmente alinhar-se com o núcleo do conceito da aliança bíblica. A questão-chave não é necessariamente a forma da cerimónia, mas o coração e as intenções do casal.

No entanto, temos de ser cautelosos. A natureza pública do pacto matrimonial bíblico serve a propósitos importantes. Proporciona responsabilização, apoio e testemunho à comunidade em geral do compromisso do casal. Como nos recorda Eclesiastes 4:12, «não se quebra rapidamente uma tríplice corda.» O envolvimento da família, dos amigos e da comunidade de fé pode dar um apoio crucial ao pacto matrimonial. (Gehring, 2011)

O pacto do casamento nas Escrituras é frequentemente associado à celebração e alegria compartilhada com os outros. Vemos isso nas bodas de Caná, onde Jesus realizou seu primeiro milagre (João 2:1-11). Esta celebração comunitária não é apenas uma tradição cultural, mas um reflexo da alegria que o próprio Deus tem na aliança matrimonial.

Também vale a pena notar que, em muitos exemplos bíblicos, mesmo quando os casamentos começam em circunstâncias incomuns, muitas vezes há um reconhecimento público ou celebração posterior. Isso sugere que, embora o núcleo da aliança possa ser estabelecido entre o casal e Deus, há valor no reconhecimento público e no apoio da comunidade.

Para os casais que consideram a fuga, seria aconselhável refletir profundamente sobre suas motivações e o impacto potencial de sua decisão. Procuram honrar a Deus e entrar numa relação de aliança genuína? Consideraram a importância do apoio e do testemunho da comunidade? Há formas de incorporar elementos de compromisso público e bênção comunitária, mesmo que a cerimónia em si seja privada?

Embora a elopement em sua forma mais pura possa desafiar alguns aspectos da apresentação bíblica do casamento como um pacto, não é necessariamente incompatível com a essência central desse pacto. A chave reside no compromisso do casal para com Deus e para com o outro, na sua compreensão do casamento como um vínculo sagrado ao longo da vida e na sua vontade de procurar a bênção e a orientação de Deus.

Abordemos este assunto com graça e sabedoria, procurando sempre defender a santidade do matrimónio, ao mesmo tempo que demonstramos compaixão pelas diversas circunstâncias que os casais podem enfrentar. Que possamos esforçar-nos por criar comunidades de fé em que os casamentos sejam apoiados, celebrados e reforçados, refletindo o amor pactual de Deus pelo seu povo.

Quais são as possíveis consequências espirituais da fuga?

Quando consideramos as consequências espirituais da fuga, devemos refletir profundamente sobre a natureza do casamento como um sacramento e uma aliança perante Deus e a comunidade. Elopement, embora muitas vezes nascida do amor e do desejo de intimidade, pode levar consigo certos riscos espirituais que devemos considerar em oração.

Elopement pode privar o casal das bênçãos espirituais que vêm de ter a sua união testemunhada e afirmada pela sua comunidade de fé. A Igreja, como corpo de Cristo, desempenha um papel vital em apoiar e nutrir os casamentos. Quando um casal se afasta, pode perder as orações, a sabedoria e o encorajamento de seus irmãos e irmãs na fé.

O amor às vezes pode ser uma decisão tomada à pressa ou em segredo, potencialmente sem o discernimento e a preparação cuidadosos que devem preceder tal compromisso sagrado. Esta abordagem apressada pode levar a uma base mais fraca para o casamento, tanto espiritual como praticamente.

Há também o risco de causar dor ou divisão dentro das famílias e comunidades de fé. Embora esta possa não ser a intenção, tais ações podem sobrecarregar as relações e criar barreiras à reconciliação e à unidade, que são tão centrais para o nosso chamado cristão.

Mas lembremo-nos de que a misericórdia de Deus é ilimitada. Mesmo que um casal tenha fugido, ainda pode procurar a bênção de Deus sobre a sua união e trabalhar para integrar o seu casamento na vida da sua comunidade de fé. As potenciais consequências espirituais da fuga não são punições irreversíveis, mas desafios a serem enfrentados com amor, humildade e compromisso com o crescimento na fé.

O mais importante não é a cerimónia em si, mas o empenho do casal em cumprir os seus votos de uma forma que honra a Deus e serve de testemunho do seu amor. Rezemos por todos os casais, para que encontrem formas de fortalecer os seus laços espirituais e se aproximem de Deus através do seu casamento, independentemente de como começou.

Como a fuga afeta o aspecto comunitário do casamento cristão?

O matrimónio na tradição cristã não é um mero caso privado entre duas pessoas, mas uma aliança sagrada que repercute no exterior, tocando a vida das famílias, das comunidades e da Igreja como um todo. Quando consideramos a fuga, devemos refletir sobre como ela afeta esta dimensão comunitária do casamento, que é tão integrante da nossa fé.

Elopement, por sua própria natureza, muitas vezes exclui a comunidade mais ampla de participar e testemunhar a união. Isto pode ter implicações poderosas para o casal e sua relação com a sua comunidade de fé. No casamento cristão tradicional, a presença e a participação da congregação servem como um poderoso lembrete de que o casamento é apoiado por uma rede de relações e de fé partilhada.

Quando um casal elopes, eles podem inadvertidamente distanciar-se deste sistema de apoio comunitário. As orações, bênçãos e sabedoria da comunidade não são apenas elementos cerimoniais, mas fontes vitais de força e orientação para o casal recém-casado. Ao optar por se casar em privado, os casais podem encontrar-se navegando os desafios da vida conjugal sem o total apoio de sua comunidade de fé.

O eloopement pode, por vezes, ser entendido como uma rejeição das tradições familiares e comunitárias, o que pode sobrecarregar as relações, que são cruciais para o bem-estar espiritual e emocional do casal. Estas relações tensas podem exigir tempo e esforços para se curarem, afetando potencialmente a integração do casal na sua comunidade religiosa enquanto unidade casada.

Mas não julguemos muito duramente. Pode haver circunstâncias em que os casais se sentem compelidos a fugir devido a situações familiares complexas ou outras preocupações prementes. Nesses casos, é importante que a comunidade responda com compaixão e abertura, encontrando formas de abraçar e apoiar o casal após o facto.

O desafio, então, é que tanto o casal como a comunidade encontrem formas de colmatar esta lacuna. Os casais que fugiram podem procurar reintegrar-se na comunidade, talvez através de uma cerimónia de bênção ou renovando os seus votos na presença da sua família de fé. As comunidades, por sua vez, podem estender a graça e o acolhimento, reconhecendo que o sacramento do matrimónio, qualquer que seja o seu início, é digno de celebração e de apoio.

Lembremo-nos de que o aspecto comunitário do casamento cristão não é apenas sobre o dia do casamento, mas sobre o caminho contínuo da vida conjugal. Mesmo que um casal inicie o seu matrimónio através da fuga, pode ainda cultivar laços profundos com a sua comunidade de fé, procurando orientação, oferecendo apoio aos outros e participando plenamente na vida da Igreja.

Em todas as coisas, esforcemo-nos por edificar o corpo de Cristo, apoiando os matrimónios de modo a honrar tanto o vínculo íntimo entre os esposos como a tapeçaria mais ampla das relações que nos sustentam a todos na fé.

Há uma diferença entre a fuga e um casamento pequeno e privado do ponto de vista bíblico?

Do ponto de vista bíblico, a distinção entre elopement e um pequeno casamento privado não é abordada explicitamente. As Escrituras não prescrevem uma forma ou tamanho específico para as cerimónias de casamento. O que encontramos, mas são princípios e exemplos que podem guiar a nossa compreensão do casamento como um pacto perante Deus e dentro de uma comunidade.

Na Bíblia, vemos casos de casamentos que foram celebrados com grandes festas, como as bodas em Caná, onde Jesus realizou seu primeiro milagre (João 2:1-11). Também encontramos exemplos de mais uniões privadas, como o casamento de Boaz e Rute, que foi testemunhado pelos anciãos à porta da cidade (Rute 4:9-12). Estes relatos variados sugerem que o tamanho ou a natureza pública da cerimónia não é a principal preocupação de uma perspectiva bíblica.

O que é consistentemente enfatizado nas Escrituras é a natureza pactual do casamento, o seu reconhecimento pela comunidade e o seu reflexo do amor de Deus pelo seu povo. O casamento é descrito como um mistério que reflete a relação entre Cristo e a Igreja (Efésios 5:31-32). Este simbolismo poderoso existe independentemente do tamanho da celebração do casamento.

A principal diferença entre a fuga e um pequeno casamento privado muitas vezes reside no elemento de sigilo e no grau de envolvimento da comunidade. Elopement normalmente implica um casamento conduzido em segredo, muitas vezes sem o conhecimento ou a bênção da família e da comunidade. Um casamento pequeno e privado, embora íntimo, geralmente envolve pelo menos algum grau de conscientização e apoio familiar e comunitário.

Do ponto de vista bíblico, o que mais importa não é o número de convidados ou a escala da celebração, mas sim o compromisso do casal com o outro perante Deus, a sua vontade de celebrar um pacto ao longo da vida e a sua abertura para receber o apoio e a orientação da sua comunidade de fé.

Vale a pena notar que, em muitas culturas ao longo da história cristã, os casamentos eram muitas vezes casos simples, testemunhados por um pequeno grupo de membros da família e da comunidade. Os casamentos elaborados que vemos hoje em dia não são necessariamente mais «bíblicos» do que cerimónias mais simples.

Mas lembremo-nos de que, embora a Bíblia não exija um formato de casamento específico, ela apresenta consistentemente o casamento como um pacto público. A natureza pública do compromisso, ainda que testemunhada por apenas alguns, serve objetivos importantes: presta contas, convida ao apoio da comunidade e atesta a natureza sagrada da união.

Ao considerar estes assuntos, os casais devem refletir em oração sobre suas motivações. Eles estão à procura de um casamento pequeno e privado por um desejo de intimidade e foco em seu pacto perante Deus? Ou a fuga está a ser considerada como uma forma de evitar enfrentar desafios ou conflitos que possam necessitar de resolução?

Quer um casal opte por um casamento pequeno e privado ou por uma celebração maior, o mais importante é que a sua união seja celebrada com pleno empenho, reconhecida pela sua comunidade (mesmo que pequena) e centrada no amor e na orientação de Deus para a sua vida em conjunto.

Como devem os cristãos abordar a fuga se já o fizeram?

Abordemos esta questão com corações cheios de compaixão e mentes abertas ao poder transformador da graça de Deus. Para aqueles que já fugiram, o caminho a seguir é de reconciliação, crescimento e renovado compromisso com a sua fé e comunidade.

Lembremo-nos de que o amor e a misericórdia de Deus são ilimitados. Nenhuma decisão que tomamos, incluindo a fuga, pode separar-nos do amor de Cristo (Romanos 8:38-39). Com esta certeza, os casais que fugiram podem aproximar-se da sua situação com esperança e espírito de humildade.

O primeiro passo para os cristãos que fugiram deve ser procurar a orientação de Deus através da oração e da reflexão. Este é um momento para o casal examinar seus corações, compreender suas motivações para fugir e discernir como podem avançar de uma forma que honre a Deus e fortaleça seu casamento.

Em seguida, é importante que o casal procure a reconciliação com suas famílias e com a comunidade de fé. Isso pode envolver ter conversas difíceis, pedir perdão quando necessário e estar aberto a ouvir as preocupações e sentimentos daqueles que podem ter sido feridos por sua decisão de fugir. Lembrai-vos das palavras de nosso Senhor Jesus: «Portanto, se ofereceres o teu dom no altar e aí te lembrares de que o teu irmão ou irmã tem algo contra ti, deixa o teu dom ali em frente do altar. Primeiro vão e reconciliem-se com eles; vem, pois, e oferece o teu dom" (Mateus 5:23-24).

Muitos casais que fugiram acham significativo ter seu casamento abençoado pela Igreja. Esta pode ser uma forma bonita de convidar a graça de Deus para a sua união e de afirmar publicamente o seu compromisso perante a sua comunidade de fé. Não tem de ser uma cerimónia elaborada, mas sim um reconhecimento sincero do seu desejo de colocar o seu casamento sob a orientação de Deus e o apoio da sua família eclesiástica.

Também é crucial para o casal integrar-se na vida de sua comunidade de fé. Tal pode implicar juntar-se a um grupo de casais, procurar orientação de casais mais experientes ou encontrar formas de servir juntos na igreja. Ao participarem ativamente na comunidade, podem construir a rede de apoio que é tão vital para um casamento cristão forte.

A educação é outro aspeto importante. Os casais que fugiram podem ter perdido o aconselhamento pré-marital ou outras formas de preparação para o casamento oferecidas por sua igreja. Seria sábio procurar estes recursos, mesmo depois do facto, para fortalecer o fundamento do seu matrimónio e aprofundar a sua compreensão da sua natureza sacramental.

Também é importante que a comunidade cristã em geral responda com amor e aceitação aos casais que fugiram. Enquanto defendemos o ideal do casamento como uma celebração comunitária, devemos também estender a graça e o apoio àqueles que, por qualquer motivo, escolheram um caminho diferente. Recordemos a parábola do Filho Pródigo e estejamos prontos a celebrar e apoiar estes casais que procuram integrar plenamente o seu matrimónio na vida da Igreja.

Finalmente, que o casal se concentre em construir um casamento forte e centrado em Cristo. A forma como iniciaram o casamento não determina o seu curso futuro. Com a graça de Deus e o seu empenho em crescer juntos na fé, podem construir um casamento que seja um belo testemunho do amor e do perdão de Deus.

Em todas as coisas, lembremo-nos das palavras de São Paulo: «Levantem-se uns aos outros e perdoem-se mutuamente se algum de vocês tiver alguma queixa contra alguém. Perdoai como o Senhor vos perdoou. E sobre todas estas virtudes revestir-se de amor, que os une a todos em perfeita unidade" (Colossenses 3:13-14). Que estas palavras nos guiem a todos enquanto procuramos apoiar e fortalecer os matrimónios dentro da nossa comunidade cristã.

Que princípios bíblicos devem guiar a decisão de um cristão sobre a fuga?

Devemos lembrar que o casamento é um pacto sagrado, não só entre um homem e uma mulher, mas também com Deus. Como lemos em Eclesiastes 4:12, «Um cordão de três fios não se quebra rapidamente.» Isto lembra-nos que Deus é parte integrante da relação matrimonial. Qualquer decisão sobre a forma de contrair casamento deve ser tomada com uma consideração orante da forma como se alinha com o desígnio de Deus para esta santa união.

A Bíblia apresenta consistentemente o casamento como um compromisso público. No livro de Rute, vemos Boaz declarar perante os anciãos e o povo da cidade: «Vocês são hoje testemunhas de que comprei tudo o que era de Elimeleque» (Rute 4:9), referindo-se ao seu casamento com Rute. Esta declaração pública serve para honrar o compromisso assumido e convida ao apoio e à responsabilização da comunidade. Embora tal não exclua necessariamente uma pequena cerimónia privada, sugere que o casamento deve ser reconhecido e apoiado pela comunidade.

Outro princípio a ter em conta é o da honra dos pais. O mandamento «Honra teu pai e tua mãe» (Êxodo 20:12) estende-se até à idade adulta e inclui as principais decisões de vida, como o casamento. Embora tal não signifique que os pais tenham a última palavra sobre quem ou como se casa, sugere que os seus sentimentos e perspetivas devem ser tidos em conta e respeitados.

O princípio da unidade dentro do corpo de Cristo também é relevante. Em 1 Coríntios 12, Paulo nos lembra que todos somos parte de um só corpo em Cristo. As decisões que podem causar divisão ou dano dentro da família dos crentes devem ser cuidadosamente ponderadas. Tal não significa evitar todos os potenciais conflitos, mas sim abordar as decisões com sensibilidade à forma como podem afetar a comunidade de fé em geral.

Devemos também considerar o princípio da mordomia. Embora os grandes casamentos não sejam um requisito bíblico, a decisão de fugir não deve ser tomada principalmente por razões financeiras ou para evitar as responsabilidades de planeamento e preparação. O casamento é uma grande transição de vida que merece uma preparação cuidadosa, tanto prática como espiritualmente.

O princípio de procurar um conselho sábio é outra consideração importante. Provérbios 15:22 nos diz: "Os planos falham por falta de conselho, mas com muitos conselheiros conseguem." Antes de tomar uma decisão sobre a fuga, é sábio procurar orientação de mentores espirituais confiáveis, pastores ou conselheiros cristãos que possam oferecer perspectiva e sabedoria.

Por fim, devemos recordar o princípio da liberdade em Cristo, equilibrado com a responsabilidade para com os outros. Embora tenhamos liberdade em muitas das nossas escolhas, Paulo recorda-nos, em 1 Coríntios 10:23-24, que «tenho o direito de fazer qualquer coisa», diz o senhor, mas nem tudo é benéfico. «Tenho o direito de fazer qualquer coisa» — mas nem tudo é construtivo. Ninguém deve procurar o seu próprio bem, mas sim o bem dos outros.» Este princípio incentiva-nos a ponderar de que forma as nossas escolhas, incluindo a decisão de fugir, podem afetar os outros e se servem verdadeiramente o bem mais elevado.

Ao contemplar estes princípios, lembre-se de que não são regras rígidas, mas sim guias para ajudá-lo a navegar nesta importante decisão com sabedoria e amor. Cada situação é única, e o que mais importa é que a vossa decisão seja tomada em oração, com um sincero desejo de honrar a Deus e construir uma base sólida para o vosso casamento.

Rezemos por todos os casais que discernem o caminho do matrimónio, para que sejam guiados pelo Espírito Santo, rodeados do amor e do apoio das suas comunidades, e sempre orientados para o amor poderoso de Cristo, que é o modelo de todos os matrimónios cristãos.

Bibliografia:

Andersen, A. M., Law, J. K., Marvin, A. R., & Lipkin, P. (201

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