Que tipos de árvores frutíferas são mencionadas na Bíblia?
Ao explorarmos a vasta teia da criação de Deus descrita nas Sagradas Escrituras, deparamo-nos com numerosas árvores frutíferas que têm um profundo significado espiritual. A Bíblia menciona vários tipos de árvores frutíferas, cada uma oferecendo lições únicas e simbolismo para a nossa viagem de fé.
A primeira delas é a figueira, que aparece frequentemente em todo o Antigo e Novo Testamentos. No Jardim do Éden, Adão e Eva usaram folhas de figo para cobrir-se após a Queda (Gênesis 3:7). Mais tarde, Jesus usou a figueira em parábolas e como um símbolo de julgamento (Mateus 21:18-22, Marcos 11:12-14). (Langgut, 2015, pp. 98–110; Shemesh, 2020, p. 10)
A oliveira também ocupa um lugar de destaque, simbolizando a paz, a prosperidade e a bênção de Deus. Noé recebeu um ramo de oliveira como sinal de que as águas do dilúvio tinham recuado (Génesis 8:11). No Novo Testamento, Paulo usa a oliveira para ilustrar a relação de Deus com judeus e gentios (Romanos 11:17-24).
Não devemos esquecer a videira, que Jesus usa para descrever-se como a verdadeira videira e seus seguidores como os ramos (João 15:1-8). Esta poderosa metáfora enfatiza a nossa necessidade de permanecermos ligados a Cristo para darmos frutos espirituais.
A romã, com a sua abundância de sementes, representa a fertilidade e as bênçãos de Deus. adornava a orla do manto do sumo sacerdote (Êxodo 28:33-34) e fazia parte dos motivos decorativos do templo (1 Reis 7:18-20). (Shafranskaya et al., 2024)
Embora não seja explicitamente mencionada na Bíblia, a palmeira-da-data é frequentemente associada à «palma» referenciada nas Escrituras, simbolizando a vitória, a paz e a vida eterna. Desempenhou um papel importante na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (João 12:13). (MaciudziÅ„ska-Kamczycka, 2014, pp. 105-125)
Outras árvores frutíferas mencionadas incluem a maçã (ou possivelmente o damasco), a amêndoa e a fig. sicómoro. Cada uma destas árvores oferece-nos um vislumbre do rico mundo agrícola dos tempos bíblicos e da sabedoria divina que Deus transmite através da Sua criação.
Ao contemplarmos estas árvores frutíferas, lembremo-nos de que elas não são meros espécimes botânicos de parábolas vivas que Deus usa para nos ensinar sobre fé, obediência e Seu amor infalível por nós. Que nós, como estas árvores, estejamos profundamente enraizados em Cristo e produzamos frutos abundantes para a sua glória.
Como as árvores frutíferas são simbolicamente usadas na Bíblia?
O simbolismo das árvores de fruto na Bíblia é um testemunho poderoso da sabedoria de Deus e da profundidade da sua Palavra. Estas metáforas vivas oferecem-nos ricas percepções espirituais que podem nutrir as nossas almas e aprofundar a nossa fé. A diversidade de árvores frutíferas, de figos a azeitonas, reflete as variadas bênçãos e ensinamentos encontrados nas Escrituras. Uvas no simbolismo bíblico muitas vezes representam a abundância, a alegria e a promessa da aliança de Deus com o seu povo, salientando a importância da comunidade e da ligação na fé. Ao contemplarmos estes símbolos, somos recordados dos frutos do Espírito que devem manifestar-se nas nossas vidas, levando-nos a uma compreensão mais profunda do amor e do propósito de Deus.
As árvores de fruto simbolizam frequentemente a condição espiritual do povo de Deus. Os profetas usavam frequentemente árvores de fruto para ilustrar a relação de Israel com Deus. Uma árvore frutífera representava uma nação em posição justa com o Senhor, enquanto uma árvore estéril ou seca significava decadência ou julgamento espiritual. Como proclamou o profeta Jeremias: «Bem-aventurado o homem que confia no Senhor... será como uma árvore plantada junto à água» (Jeremias 17:7-8). (Shemesh, 2020, p. 10)
No Novo Testamento, Jesus emprega a figueira como um poderoso símbolo de julgamento e a necessidade de fecundidade espiritual. A maldição da figueira estéril (Marcos 11:12-14, 20-21) serve como uma forte advertência contra a hipocrisia religiosa e a importância de produzir frutos espirituais em nossas vidas.
As árvores de fruto também simbolizam a provisão e a bênção de Deus. A abundância de frutos na Terra Prometida foi um sinal do favor e da fidelidade de Deus ao seu pacto. Como Moisés declarou aos israelitas: «Porque o Senhor vosso Deus vos introduz numa boa terra... terra de trigo e cevada, de videiras e figueiras, de romãs, de azeite e de mel» (Deuteronómio 8:7-8). (Langgut, 2015, pp. 98–110)
As árvores frutíferas servem como metáforas para o crescimento espiritual e o desenvolvimento do caráter. O salmista descreve lindamente o justo como «como uma árvore plantada por correntes de água, que dá o seu fruto a tempo» (Salmo 1:3). Estas imagens recordam-nos que, quando estivermos enraizados na Palavra de Deus e alimentados pelo seu Espírito, produziremos naturalmente o fruto da justiça nas nossas vidas.
No Cântico dos Cânticos, as árvores frutíferas são usadas simbolicamente para expressar o amor e a intimidade, tanto nas relações humanas como na nossa relação espiritual com Deus. O amado é comparado a uma macieira, proporcionando sombra e doce fruto (Cântico de Salomão 2:3), ilustrando a proteção e nutrição que encontramos em Cristo.
Por último, a Árvore da Vida, mencionada no Génesis e no Apocalipse, é um símbolo poderoso da vida eterna e da restauração definitiva da criação por Deus. Esta árvore, que produz frutos todos os meses, representa a plenitude da vida que experimentaremos na presença de Deus para a eternidade (Apocalipse 22:2).
Que lições espirituais podemos aprender com as árvores de fruto na Bíblia?
As árvores frutíferas mencionadas nas Escrituras nos oferecem uma colheita abundante de lições espirituais que podem nutrir nossa fé e guiar nossa caminhada com Cristo. Consideremos, em espírito de oração, alguns destes poderosos ensinamentos.
As árvores frutíferas nos ensinam a importância da fecundidade espiritual. Assim como uma árvore saudável produz naturalmente frutos, também a nossa vida deve produzir o fruto do Espírito – amor, alegria, paz, paciência, bondade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5:22-23). Este fruto não é de nossa própria criação, mas o resultado de permanecer em Cristo, a verdadeira videira (João 15:5). À medida que permanecermos ligados a Ele através da oração, das Escrituras e da obediência, inevitavelmente produziremos frutos que glorificam nosso Pai Celestial. (Selinger, 2019)
As árvores frutíferas lembram-nos da necessidade de paciência e perseverança no nosso crescimento espiritual. As árvores não dão frutos durante a noite; requerem tempo, cuidados e as condições adequadas para produzir uma colheita. Da mesma forma, a nossa maturidade espiritual e desenvolvimento de carácter é um processo gradual que requer paciência e esforço consistente. Como Tiago nos exorta: «Sede, pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Veja como o agricultor espera que a terra produza a sua valiosa colheita, esperando pacientemente pelas chuvas de outono e primavera» (Tiago 5:7).
A natureza sazonal das árvores frutíferas ensina-nos sobre as diferentes estações da nossa vida espiritual. Há momentos de abundância e fecundidade, bem como períodos que podem parecer estéreis ou adormecidos. No entanto, mesmo nestas estações aparentemente improdutivas, Deus opera em nós, preparando-nos para a fecundidade futura. Temos de confiar no seu tempo e nos seus propósitos, sabendo que «tornou tudo belo no seu tempo» (Eclesiastes 3:11).
Árvores frutíferas também ilustram a importância de nutrição e cuidados espirituais adequados. Da mesma forma que as árvores necessitam de um bom solo, água e luz solar para prosperar, também nós precisamos de estar enraizados na Palavra de Deus, regados pelo seu Espírito e aproveitar a luz da sua presença para crescer espiritualmente. O envolvimento regular com as Escrituras, a oração e a comunhão com outros crentes são essenciais para a nossa saúde espiritual e fecundidade.
Por último, as árvores de fruto ensinam-nos sobre o juízo de Deus e a urgência de dar frutos espirituais. A parábola de Jesus sobre a figueira estéril (Lucas 13:6-9) recorda-nos que Deus espera fecundidade do seu povo. Enquanto Ele é paciente e misericordioso, dando-nos tempo para nos arrependermos e dar fruto, não devemos presumir sobre a Sua graça. Em vez disso, devemos atender ao apelo de João Batista para «produzir frutos segundo o arrependimento» (Mateus 3:8).
Ao contemplarmos estas lições das árvores frutíferas, inspiremo-nos a cultivar vidas de fecundidade espiritual. Que possamos permanecer profundamente enraizados em Cristo, pacientemente perseverantes durante todas as estações, e dar frutos abundantes que tragam glória a nosso Pai Celestial. Ao fazê-lo, tornamo-nos testemunhos vivos do poder transformador do amor e da graça de Deus no nosso mundo.
Há passagens bíblicas que usam imagens de frutas cítricas?
Embora as frutas cítricas como as conhecemos hoje não sejam explicitamente mencionadas na Bíblia, há passagens que usam imagens de frutas que podem ser aplicáveis à nossa compreensão das frutas cítricas e seu significado espiritual.
As passagens bíblicas mais relevantes referem-se a «árvores belas» e aos seus frutos. Em Levítico 23:40, Deus instrui os israelitas: «E no primeiro dia tomarás o fruto de árvores formosas, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas e salgueiros do ribeiro, e te alegrarás perante o Senhor teu Deus por sete dias.» Alguns estudiosos acreditam que as «boas árvores» podem ter incluído o cítrico, um antigo fruto cítrico.
Encontramos imagens de frutas usadas metaforicamente em toda a Escritura para representar a fecundidade espiritual. No Salmo 1:3, o justo é descrito como «como uma árvore plantada por correntes de água que produz os seus frutos a seu tempo e a sua folha não murcha». Esta bela imagem recorda-nos que, quando estamos enraizados na Palavra de Deus, também nós podemos dar bons frutos nas nossas vidas.
No Novo Testamento, nosso Senhor Jesus Cristo usa imagens de frutos em seus ensinos. Em Mateus 7:17-20, Ele diz: «Todas as árvores boas dão bons frutos e as árvores más dão maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos, e uma árvore má não pode dar bons frutos. Todas as árvores que não dão bons frutos são cortadas e lançadas no fogo. Assim, pelos seus frutos os reconhecereis.»
Embora estas passagens não mencionem especificamente limões ou outras frutas cítricas, elas estabelecem a importância da frutificação em nossa vida espiritual. Tal como uma árvore cítrica saudável produz frutos abundantes e nutritivos, também a nossa vida deve produzir os frutos do Espírito – amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5:22-23).
Como a Bíblia descreve a relação entre os seres humanos e as árvores frutíferas?
A Bíblia apresenta uma vasta teia de imagens que retratam a relação entre os seres humanos e as árvores frutíferas, a partir dos primeiros capítulos do Gênesis. Esta relação é em camadas, abrangendo a mordomia, o sustento e o simbolismo espiritual.
Em Gênesis 1:29, Deus diz a Adão e Eva: "Eis que vos tenho dado toda a planta que dá semente, que está sobre a face de toda a terra, e toda a árvore com semente no seu fruto. Esta passagem estabelece o papel fundamental das árvores de fruto na alimentação da humanidade. Implica também uma responsabilidade de gestão – os seres humanos devem cuidar e cultivar estas árvores como parte do seu domínio sobre a criação.
A história do Jardim do Éden ilustra ainda mais esta relação. Em Génesis 2:15, lemos: «O Senhor Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden para o trabalhar e guardar.» Isto demonstra que, desde o início, os seres humanos foram concebidos para serem guardiões da criação de Deus, incluindo árvores frutíferas. A trágica queda da humanidade está também centrada numa árvore frutífera – a árvore do conhecimento do bem e do mal (Génesis 3).
Durante todo o Antigo Testamento, as árvores frutíferas são frequentemente usadas como símbolos de bênção e prosperidade. No Deuteronómio 8:8, a Terra Prometida é descrita como «uma terra de trigo e cevada, de videiras, figueiras e romãs, uma terra de oliveiras e mel». Estas imagens sugerem que uma terra abundante em árvores frutíferas é um sinal do favor e da provisão de Deus.
Os profetas também usam imagens de árvores de fruto para transmitir verdades espirituais. Em Jeremias 17:7-8, lemos: «Bem-aventurado o homem que confia no Senhor... É como uma árvore plantada pela água, que lança as suas raízes junto ao ribeiro, e não teme quando chega o calor, porque as suas folhas permanecem verdes, e não está ansioso no ano da seca, porque não deixa de dar fruto.» Esta bela metáfora compara uma pessoa de fé a uma árvore frutífera, sublinhando a importância de estar enraizada no amor e na verdade de Deus.
No Novo Testamento, Jesus frequentemente usa imagens de árvores frutíferas em seus ensinamentos, como vimos na pergunta anterior. Ele ressalta que, assim como uma árvore é conhecida pelo seu fruto, assim também somos conhecidos pelo fruto que produzimos em nossas vidas (Mateus 7:16-20, Lucas 6:43-45).
O que Jesus disse sobre os frutos e as árvores de fruto?
Nosso Senhor Jesus frequentemente usava as imagens de frutas e árvores frutíferas em Seus ensinamentos, empregando estes elementos familiares da vida diária para transmitir poderosas verdades espirituais. Vamos explorar alguns dos seus mais importantes ensinamentos sobre este assunto.
Uma das declarações mais conhecidas de Jesus sobre as árvores de fruto encontra-se em Mateus 7:16-20: «Pelos seus frutos os reconhecereis. As pessoas colhem uvas de espinheiros, ou figos de cardos? Da mesma forma, toda árvore boa produz bons frutos, uma árvore má produz maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos, e uma árvore má não pode dar bons frutos. Todas as árvores que não dão bons frutos são cortadas e lançadas no fogo. Assim, pelos seus frutos os reconhecereis.»
Nesta passagem, Jesus utiliza o fruto como metáfora para a manifestação exterior do caráter interior de uma pessoa. Ensina-nos que, tal como uma árvore é conhecida pelo fruto que produz, também nós somos conhecidos pelo «fruto» das nossas ações, palavras e atitudes. Isto serve frutos que refletem o poder transformador do amor de Deus dentro de nós.
Jesus também fala de frutos no contexto da produtividade espiritual. Em João 15:1-8, Ele diz: "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o jardineiro. Corta em mim todos os ramos que não dão fruto, e poda todos os ramos que dão fruto, para que sejam ainda mais frutíferos... Se permaneceres em mim e eu em ti, darás muito fruto; Para além de mim, não podes fazer nada.»
Esta bela metáfora enfatiza a nossa necessidade de permanecermos ligados a Cristo, a fonte da nossa vida espiritual e fecundidade. Lembra-nos que dar fruto não é sobre nossos próprios esforços para permanecer em Cristo e permitir que sua vida flua através de nós.
Na parábola da figueira (Lucas 13:6-9), Jesus fala de uma árvore infrutífera dada uma última oportunidade de dar fruto antes de ser cortada. Esta parábola fala da paciência e da misericórdia de Deus e também da expectativa de que a nossa fé produza resultados tangíveis nas nossas vidas.
Por fim, em Mateus 21:18-22, Jesus amaldiçoa uma figueira infrutífera, fazendo-a murchar. Embora isso possa parecer duro, serve como uma poderosa lição objetiva sobre a importância da fecundidade espiritual e as consequências de não viver nossa fé de maneiras significativas.
Há histórias bíblicas que envolvem árvores de fruto?
A Bíblia é rica de histórias e metáforas que envolvem árvores frutíferas, cada uma oferece poderosas lições espirituais. Talvez a mais conhecida seja a história de Adão e Eva no Jardim do Éden (Gênesis 2-3). Aqui, Deus colocou a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal (Anderson, 2018, pp. 14-16). O fruto desta última árvore tornou-se objeto de tentação, levando à queda da humanidade da graça. Esta história recorda-nos as consequências da desobediência e a importância de confiar na sabedoria de Deus.
Outra grande história é a da figueira amaldiçoada por Jesus (Mateus 21:18-22, Marcos 11:12-14, 20-25). Este relato serve como uma poderosa metáfora para a importância de produzir frutos espirituais nas nossas vidas (Buyi & Lele, 2021). Assim como Jesus esperava que a figueira frutificasse, espera que nós, seus seguidores, produzíssemos os frutos da fé, do amor e das boas obras.
No Antigo Testamento, encontramos a história de Débora, que «mantinha a corte sob a palma de Débora» (Juízes 4:5). Esta palmeira tornou-se um símbolo de sabedoria e julgamento. Os cedros do Líbano são mencionados inúmeras vezes, muitas vezes representando força e majestade (Salmo 92:12, Isaías 2:13).
Os profetas também usavam árvores frutíferas em suas mensagens. Jeremias compara uma pessoa que confia no Senhor a «uma árvore plantada pela água» (Jeremias 17:7-8), enquanto Joel usa a imagem de figueiras e vinhas para descrever a restauração de Deus (Joel 2:22).
Estas histórias e muitas outras demonstram como Deus tem usado consistentemente as imagens familiares de árvores frutíferas para transmitir verdades espirituais através das Escrituras. Recordam-nos a beleza da criação, as consequências do pecado, a importância da fecundidade espiritual e a promessa da provisão e restauração de Deus. À medida que refletimos sobre estas histórias, sejamos inspirados a crescer na nossa fé e a dar frutos para o reino de Deus.
Como as metáforas bíblicas das árvores de fruto se aplicam à nossa vida hoje?
As metáforas das árvores de fruto encontradas nas Escrituras continuam a oferecer insights poderosos para nossas vidas espirituais hoje. Estas imagens intemporais falam do âmago da nossa experiência cristã e desafiam-nos a crescer na fé e no caráter.
Somos chamados a ser como «árvores plantadas por correntes de água, que dão os seus frutos a seu tempo» (Salmo 1:3). Esta metáfora recorda-nos a importância de estarmos enraizados na Palavra de Deus e de nos alimentarmos da sua presença. No nosso mundo acelerado, muitas vezes espiritualmente árido, devemos plantar-nos intencionalmente perto das águas vivificantes da verdade e da graça de Deus (Selinger, 2019).
O conceito de dar frutos é central para os ensinamentos de Jesus. Ele diz-nos: «Eu sou a videira; vós sois os ramos. Se permanecerdes em mim e eu em vós, dareis muito fruto. sem mim nada podeis fazer» (Jo 15, 5). Esta poderosa metáfora aplica-se à nossa vida de hoje ao enfatizar a necessidade de manter uma relação próxima e dependente com Cristo. Só através desta ligação é que podemos produzir o fruto do Espírito: O amor, a alegria, a paz, a paciência, a bondade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio (Gálatas 5:22-23).
A imagem da poda em João 15:2 lembra-nos que o crescimento espiritual muitas vezes envolve o corte doloroso, mas necessário, de aspectos improdutivos em nossas vidas. Isso pode significar abandonar hábitos, relações ou atitudes prejudiciais que impedem a nossa fecundidade espiritual.
A figueira amaldiçoada por Jesus (Mateus 21:18-22) serve como uma advertência contra a complacência espiritual e o perigo de parecer justo sem produzir o fruto da fé genuína. No nosso contexto moderno, isto desafia-nos a garantir que a nossa fé não é apenas um espetáculo exterior, mas está a transformar os nossos corações e ações (Buyi & Lele, 2021).
Por último, a árvore da vida, mencionada no Génesis e no Apocalipse, aponta-nos para a promessa da vida eterna e para a restauração definitiva de Deus. Isto dá-nos esperança e perspectiva, lembrando-nos que as nossas lutas e esforços atuais para dar frutos espirituais têm um significado eterno.
À medida que navegamos pelas complexidades da vida moderna, que essas metáforas bíblicas das árvores de fruto nos inspirem a aprofundar nossas raízes em Cristo, a produzir o fruto do Espírito, a abraçar a poda necessária, a evitar a hipocrisia e a aguardar a vida eterna prometida àqueles que permanecem fiéis.
O que os primeiros Padres da Igreja ensinavam sobre as árvores frutíferas nas Escrituras?
Meus queridos fiéis, os primeiros Padres da Igreja, em sua sabedoria e devoção, muitas vezes recorreram ao rico simbolismo das árvores frutíferas nas Escrituras para expor as verdades espirituais. As suas interpretações fornecem-nos informações valiosas que podem aprofundar a nossa compreensão da Palavra de Deus e da sua aplicação às nossas vidas.
Muitos Padres da Igreja viam a árvore da vida no Jardim do Éden como uma prefiguração de Cristo e da Cruz. Por exemplo, Santo Irineu de Lyon escreveu: «A árvore da vida plantada no paraíso prefigurava a preciosa cruz através da qual a vida chegou até nós» (Bounds, 2012). Esta interpretação liga o Antigo e o Novo Testamentos, mostrando como o plano de salvação de Deus estava presente desde o início. Este tema da prefiguração estende-se além da árvore da vida, como visto em vários símbolos ao longo das escrituras. Por exemplo, o Árvore de zimbro na Bíblia muitas vezes representa a providência e a proteção de Deus, recordando aos crentes a sua graça sustentadora durante os tempos de provação. Este simbolismo reforça a continuidade da narrativa redentora de Deus desde o Jardim do Éden até à vida de Cristo.
Os Padres também freqüentemente usavam a imagem da fecundidade para discutir a vida cristã. São Clemente de Alexandria, baseando-se nos ensinamentos de Jesus, sublinhou que o verdadeiro conhecimento de Deus deve dar frutos na vida de cada um. Escreveu: «A árvore é conhecida pelos seus frutos; Aquele que é puro no seu coração é o verdadeiro cristão» (Attard, 2023). Este ensinamento recorda-nos que a nossa fé deve ser evidente nas nossas ações e caráter.
Ao interpretar a parábola da figueira de Jesus (Lucas 13:6-9), muitos Padres a viram como um chamado ao arrependimento e ao crescimento espiritual. Santo Agostinho comentou: «O jardineiro que intercede pela árvore é todo santo que intercede pelos que, dentro da Igreja, estão a perecer» (Downey, 2015). Esta interpretação destaca a importância da oração de intercessão e do cuidado paciente daqueles que lutam na fé.
Os Padres também viam as árvores frutíferas como símbolos da Igreja e dos crentes individuais. São Hipólito de Roma escreveu: «A Igreja é como uma videira plantada, podada por perseguições e cada vez mais frutífera» (Toews, 2011, p. 36). Esta imagem encoraja-nos a ver os desafios como oportunidades de crescimento e maior fecundidade.
Muitos Padres interpretaram a maldição da figueira (Mateus 21:18-22) como uma advertência contra a esterilidade espiritual. São João Crisóstomo ensinou que este evento era «uma parábola em ação», demonstrando as consequências de não dar frutos espirituais (Sievers, 2006, pp. 748-761).
Estes ensinamentos dos primeiros Padres da Igreja sobre árvores frutíferas nas Escrituras continuam a oferecer-nos poderosas lições espirituais. Eles nos encorajam a ver Cristo prefigurado em toda a Bíblia, a dar frutos em nossa vida, a interceder pelos outros, a crescer através de desafios e a evitar a esterilidade espiritual. Possamos nós, como estes fiéis intérpretes de outrora, encontrar nestas imagens bíblicas uma fonte de inspiração e orientação para o nosso caminho cristão.
Como os cristãos podem aplicar os ensinamentos bíblicos sobre árvores frutíferas à jardinagem moderna e à gestão ambiental?
Ao considerarmos os ensinamentos bíblicos sobre árvores frutíferas, encontramos uma rica fonte de sabedoria que pode guiar nossa abordagem à jardinagem moderna e à gestão ambiental. Estes ensinamentos antigos oferecem informações poderosas sobre a nossa relação com a criação e o nosso papel de cuidadores da terra de Deus.
O relato da criação em Génesis recorda-nos que Deus colocou os seres humanos no jardim para «trabalhar e cuidar dele» (Génesis 2:15). Este mandato divino estende-se ao nosso contexto moderno, chamando-nos a ser administradores responsáveis do meio ambiente. Quando nos envolvemos na jardinagem ou na conservação ambiental, estamos a cumprir este propósito original, associando-nos a Deus para nutrir e preservar a Sua criação (Selinger, 2019).
A ênfase bíblica na fecundidade pode inspirar-nos a cultivar jardins que não são apenas bonitos, mas também produtivos. Ao cultivar árvores de fruto e outras plantas comestíveis, podemos alimentar-nos a nós próprios e aos outros, refletindo a provisão de Deus no Jardim do Éden. Esta prática também pode promover uma apreciação mais profunda do milagre do crescimento e dos intrincados sistemas que Deus desenhou na natureza.
Os ensinamentos de Jesus sobre a poda (João 15:1-2) podem orientar as nossas práticas de jardinagem. Assim como a poda espiritual é necessária para uma maior fecundidade, a poda adequada das árvores frutíferas melhora a sua saúde e produtividade. Isto lembra-nos que o cuidado às vezes envolve fazer cortes difíceis para o bem maior, tanto em nossa vida espiritual quanto em nossa mordomia da natureza.
O conceito bíblico de gleaning (Levítico 19:9-10) encoraja-nos a considerar como nossos jardins podem servir a comunidade. Podemos deixar alguns produtos para os necessitados ou doar excessos aos bancos alimentares locais, incorporando o espírito de generosidade e cuidado com os pobres que Deus ordena.
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