Quando é a altura certa para começar a planear o seu casamento?




  • Os casamentos nos tempos bíblicos eram muitas vezes arranjados e os noivos legalmente vinculativos enfatizavam o compromisso ponderado, enquanto a Bíblia ressalta a santidade e a natureza vitalícia do casamento.
  • A Bíblia não prescreve um período de namoro específico antes do casamento, mas encoraja uma abordagem cuidadosa e paciente, enfatizando o desenvolvimento de um amor profundo, centrado em Cristo.
  • Tradicionalmente, o planeamento formal do casamento começa após o compromisso para simbolizar o compromisso, embora as discussões preliminares sobre o futuro possam ser saudáveis se forem feitas humildemente e sem pressões indevidas.
  • A oração deve ser fundamental no planeamento do casamento, orientar as decisões e manter o foco na natureza sagrada da união, enquanto equilibrar os preparativos práticos com o crescimento espiritual é essencial para um futuro forte juntos.

O que a Bíblia diz sobre o noivado e o planeamento do casamento?

Embora a Bíblia não forneça instruções explícitas sobre os períodos de noivado ou o planejamento do casamento como os conhecemos hoje, ela oferece sabedoria que pode guiar-nos nesses assuntos.

Nos tempos bíblicos, os casamentos eram muitas vezes arranjados pelas famílias, com os noivos (semelhantes aos noivos) sendo juridicamente vinculativos. Vemos isso, por exemplo, na história de Maria e José. Quando Maria foi encontrada grávida, José inicialmente planejou divorciar-se dela em silêncio, mesmo que eles só estivessem noivos (Mateus 1:18-19). Isto mostra a seriedade com que os noivos foram vistos.

Mas a Bíblia também enfatiza a importância de uma consideração cuidadosa antes de assumir grandes compromissos de vida. Provérbios 19:2 diz-nos: «O desejo sem conhecimento não é bom — quanto mais os pés apressados perderão o caminho!» Esta sabedoria pode aplicar-se às decisões e ao planeamento do casamento.

As Escrituras também enfatizam a santidade e a permanência do casamento. O próprio Jesus ensinou: "Portanto, o que Deus uniu, ninguém separe" (Marcos 10:9). Isso ressalta a gravidade do compromisso matrimonial e a necessidade de uma preparação completa.

Encontramos belos exemplos de festas de casamento na Bíblia, como as bodas em Caná, onde Jesus realizou seu primeiro milagre (João 2:1-11). Isto sugere que, enquanto o foco deve estar no próprio casamento, a celebração alegre desta união sagrada também é apropriada.

A Bíblia encoraja-nos a procurar a orientação de Deus em todas as coisas, incluindo os nossos planos para o casamento. Provérbios 3:5-6 nos lembra: "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento; Sujeitai-vos a ele em todos os vossos caminhos, e ele endireitará as vossas veredas.

Portanto, enquanto planeiam o vosso noivado e casamento, que os vossos corações se concentrem na preparação para um compromisso de amor e fidelidade ao longo da vida. Procure a sabedoria de Deus, envolva a sua comunidade de fé e lembre-se de que o dia do casamento, embora alegre, é apenas o início da sua viagem juntos em Cristo.

Quanto tempo um casal cristão deve namorar antes de considerar o casamento?

A questão de quanto tempo um casal deve namorar antes de considerar o casamento é uma que requer discernimento e sabedoria. A Bíblia não prescreve um período específico de tempo para namoro ou namoro. Em vez disso, encoraja-nos a abordar os relacionamentos e o casamento com atenção, oração e conselho piedoso.

O mais importante não é o período de tempo, mas a qualidade da relação e a disponibilidade do casal para o compromisso matrimonial ao longo da vida. Como São Paulo escreve em 1 Coríntios 13:4-7, «O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não desonra os outros, não procura a si mesmo, não se irrita facilmente, não guarda registro de erros. O amor não se deleita com o mal, mas regozija-se com a verdade. Protege sempre, confia sempre, espera sempre, persevera sempre.»

Esta passagem lembra-nos que o amor verdadeiro leva tempo para se desenvolver e amadurecer. Exige paciência, bondade e altruísmo – qualidades que são cultivadas ao longo do tempo à medida que duas pessoas crescem juntas em Cristo.

Embora não haja um prazo definido, geralmente é aconselhável que os casais namorem o tempo suficiente para:

  1. Conhecer-se verdadeiramente, além da excitação inicial do novo amor
  2. Observem-se mutuamente em várias situações e vejam como lidam com o stress, os conflitos e os desafios
  3. Discutir temas importantes como a fé, os valores, os objetivos, as finanças e o planeamento familiar
  4. Envolver as suas famílias e comunidades de fé para conhecerem o seu potencial cônjuge
  5. Orar em conjunto e procurar a orientação de Deus para a sua relação

Alguns casais podem sentir-se prontos para o casamento depois de um ano ou dois de namoro, enquanto outros podem precisar de mais tempo. O que é crucial é que ambas as pessoas sintam paz ao avançar, sem se sentirem apressadas ou pressionadas.

O casamento é um pacto sagrado diante de Deus. Não deve entrar-se de ânimo leve ou precipitado. Como nos adverte Eclesiastes 5:4-5: «Quando fizeres um voto a Deus, não te demores em cumpri-lo. Não tem prazer nos tolos, Cumprir o seu voto. É melhor não fazer um voto do que fazê-lo e não cumpri-lo.»

Portanto, tome o tempo necessário para construir uma base sólida para o seu casamento. Procure o conselho de mentores confiáveis, pastores ou conselheiros cristãos. Mais importante ainda, levai continuamente a vossa relação perante o Senhor em oração, pedindo-Lhe orientação e sabedoria.

No final, o momento certo para considerar o casamento é quando ambos se sentem confiantes na liderança de Deus, quando desenvolveram um amor profundo e centrado em Cristo um pelo outro e quando estão preparados para assumir um compromisso ao longo da vida perante Deus e a sua comunidade. Que o Espírito Santo vos guie neste belo caminho de amor e de fé.

É apropriado começar a planear um casamento antes de ficar noivo?

Esta pergunta toca o delicado equilíbrio entre a esperança e a prudência, entre a antecipação jubilosa e a sábia preparação. Reflictamos sobre este assunto com os corações abertos ao amor e as mentes guiadas pela sabedoria.

No sentido mais estrito, o planeamento formal do casamento tradicionalmente começa depois que um casal se torna noivo. Este período de noivado simboliza um compromisso mútuo e a intenção de se casar, e é durante este tempo que os aspectos práticos de unir duas vidas são tipicamente abordados.

Mas também devemos reconhecer que, em nosso mundo moderno, muitos casais encontram-se em um período de discernimento sobre o casamento antes de um noivado formal. Durante este tempo, não é incomum para eles discutirem suas esperanças e sonhos para o futuro, incluindo pensamentos sobre um potencial casamento.

A chave aqui, é o espírito em que tais discussões ou planeamento preliminar tem lugar. Se resultar de um lugar de presunção ou exercer uma pressão indevida sobre a relação, pode não ser sensato. Como lemos em Tiago 4:13-15, «Ouçam, vocês que dizem: «Hoje ou amanhã vamos a esta ou aquela cidade, passamos um ano lá, fazemos negócios e ganhamos dinheiro.» Ora, vocês nem sequer sabem o que acontecerá amanhã. Qual é a tua vida? És uma névoa que aparece durante algum tempo e depois desaparece. Em vez disso, deve dizer: «Se for da vontade do Senhor, viveremos e faremos isto ou aquilo.»

Esta passagem recorda-nos a importância da humildade e da abertura à vontade de Deus em todos os nossos planos, incluindo os planos para o casamento.

Por outro lado, se tais discussões surgirem naturalmente como parte do discernimento da vontade de Deus para a relação, podem ser saudáveis e construtivas. Provérbios 21:5 nos diz: "Os planos do diligente conduzem ao lucro tão seguramente quanto a pressa conduz à pobreza." Pode haver sabedoria na consideração e preparação ponderadas.

Alguns casais podem considerar útil discutir preferências ou valores gerais relativos ao casamento e à vida familiar. Isso pode incluir conversas sobre o papel da fé no seu futuro potencial juntos, o tipo de cerimónia que eles podem imaginar, ou como eles se vêem a construir uma vida juntos. Estas discussões podem ajudar os casais a discernir a sua compatibilidade e visão partilhada para o futuro.

Mas é fundamental manter a perspetiva. O foco deve estar sempre na construção de uma relação forte e centrada em Cristo, não nos pormenores de um potencial dia de casamento. Como Jesus nos ensinou em Mateus 6:33, «Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas.»

Embora seja geralmente mais adequado iniciar um planeamento concreto do casamento depois de se tornarem noivos, debates gentis e abertos sobre um futuro partilhado podem fazer parte do processo de discernimento de um casal. Mantenham sempre os vossos corações abertos à orientação de Deus, procurem a sabedoria de mentores de confiança na vossa comunidade de fé e lembrem-se de que a preparação mais importante não é para um dia de casamento, mas para uma vida de amor e serviço juntos em Cristo.

Como os casais podem garantir que estão espiritualmente prontos para o casamento antes de planear um casamento?

Preparar-se espiritualmente para o casamento é uma jornada poderosa e bonita. É um tempo de crescimento, tanto individualmente como em casal, enquanto procurais construir um fundamento enraizado na fé e no amor. Pensemos em como os casais podem garantir que estão espiritualmente prontos para este compromisso sagrado.

Cultive uma relação profunda e pessoal com Deus. Como nosso Senhor Jesus nos ensinou: «Permanecei em mim, como também eu permaneço em vós. Nenhum ramo pode produzir frutos por si só; deve permanecer na videira. Nem vós podeis dar fruto se não permanecerdes em mim" (João 15:4). Um casamento forte flui de dois indivíduos que estão firmemente enraizados em Cristo. Passe tempo em oração, meditação nas Escrituras e adoração, individualmente e em conjunto.

Procure compreender o desígnio de Deus para o casamento. Estude as Escrituras em conjunto, particularmente passagens que falam sobre o casamento, como Efésios 5:21-33, que ilustra lindamente o amor sacrificial e a submissão mútua que devem caracterizar um casamento cristão. Discutam como imaginam viver estes princípios juntos na vossa vida.

Pratique a comunicação aberta e honesta. Partilhe as suas esperanças, medos e expectativas acerca do casamento. Discutam as vossas viagens espirituais individuais e como podem apoiar-se mutuamente no crescimento da fé. Como São Paulo aconselha em Efésios 4:15, «Em vez disso, falando a verdade com amor, cresceremos para tornar-nos em todos os aspectos o corpo maduro daquele que é a cabeça, isto é, Cristo».

Procure aconselhamento pré-marital de um pastor ou conselheiro cristão. Isto pode fornecer informações valiosas e ferramentas para a construção de um casamento forte. É uma oportunidade para abordar temas importantes, como a comunicação, a resolução de conflitos, as finanças e a intimidade, numa perspetiva centrada em Cristo.

Envolva a sua comunidade de fé. Procure a sabedoria e o apoio de casais cristãos maduros que possam orientá-lo. Como nos recorda Provérbios 15:22, «os planos falham por falta de conselho, mas, com muitos conselheiros, são bem-sucedidos».

Pratiquem o serviço em conjunto. Encontre maneiras de ministrar aos outros como um casal, seja através de sua igreja local ou divulgação comunitária. Isto pode ajudá-lo a aprender a trabalhar em equipa e a alinhar os seus corações com os propósitos de Deus.

Examina as tuas motivações para o casamento. Procurais glorificar a Deus por meio da vossa união? Estás preparado para amar e servir o teu esposo sacrificialmente, como Cristo amou a igreja? Refleti em 1 Coríntios 13 e considerai como podeis encarnar este tipo de amor na vossa relação.

Rezem juntos regularmente. Esta prática simples, mas poderosa, pode aprofundar a sua intimidade espiritual e ajudá-lo a aprender a confiar em Deus juntos. Como Jesus prometeu: "Porque onde dois ou três se ajuntarem em meu nome, ali estou eu com eles" (Mateus 18:20).

Por último, seja paciente e confie no calendário de Deus. Não se apresse a casar-se simplesmente porque se sente pressionado por fatores externos. Tire o tempo necessário para crescer na maturidade espiritual e na sua relação uns com os outros.

Lembrem-se de que a prontidão espiritual para o casamento não tem a ver com a perfeição, mas com um compromisso sincero de crescer juntos na fé e no amor. Trata-se de criar uma parceria em que Cristo esteja no centro, orientando-o e apoiando-o ao longo de todas as alegrias e desafios da vida.

Ao preparar-se espiritualmente para o casamento, experimente a verdade de Eclesiastes 4:12: «Embora um possa ser dominado, dois podem defender-se. Não se quebra rapidamente um cordão de três cordões.» Com Cristo como terceiro cordão, que o vosso vínculo seja forte, o vosso amor profundo e os vossos corações estejam sempre abertos à graça transformadora de Deus.

Que papel a oração deve desempenhar no processo de planeamento do casamento?

A oração não é apenas uma parte do processo de planeamento do casamento – deve ser a base sobre a qual todos os seus preparativos são construídos. Como nosso Senhor Jesus nos ensinou, «Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas» (Mateus 6:33). Esta sabedoria aplica-se lindamente à jornada de planejar seu casamento e preparar-se para o casamento.

A oração deve permear todos os aspectos do vosso planejamento nupcial, servindo como um lembrete constante de que a vossa união não é apenas uma celebração do vosso amor um pelo outro, mas uma aliança sagrada feita diante de Deus. É através da oração que convidamos o Espírito Santo a guiar-nos, a moldar nossas decisões e a manter nossos corações focados no que realmente importa.

Comece o seu processo de planeamento com a oração. Antes de tomar qualquer decisão ou definir quaisquer datas, juntem-se como um casal e dediquem seu noivado e futuro casamento a Deus. Peça-lhe sabedoria, orientação e bênção. Como nos lembra Provérbios 3:6: "Sujeitai-vos a ele em todos os vossos caminhos, e ele endireitará as vossas veredas."

À medida que avançam com planos específicos, continuem a levar cada decisão perante o Senhor. Ao escolher uma data, um local ou tomar decisões sobre a cerimônia, faça uma pausa para orar. Peça a Deus para ajudá-lo a fazer escolhas que O honrem e reflitam a natureza sagrada do seu compromisso. Lembrem-se das palavras de Tiago 1:5: "Se algum de vós carece de sabedoria, peçam a Deus, que generosamente dá a todos sem encontrar culpa, e ela vos será dada."

A oração também pode ser uma ferramenta poderosa para manter a perspectiva durante o que às vezes pode ser um processo estressante. Quando se sentirem sobrecarregados por detalhes ou pressionados por expectativas, voltem-se para a oração. Permita-lhe centrar-se em si, para o recordar do que é verdadeiramente importante. Como nos ensina Filipenses 4:6-7: «Não andeis ansiosos por coisa alguma, mas em todas as situações, pela oração e pela súplica, com ação de graças, apresentai os vossos pedidos a Deus. E a paz de Deus, que transcende todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus.»

Use este tempo de planeamento como uma oportunidade para aprofundar a sua vida de oração como casal. Rezem juntos regularmente sobre o vosso próximo casamento, não apenas sobre o dia do casamento. Rezem juntos pelo vosso futuro, pelos desafios que possam enfrentar, pelas alegrias que esperam partilhar. Esta prática de oração conjunta irá servi-lo bem durante toda a sua vida conjugal.

Convide os outros a orar com e por si. Partilhe os seus pedidos de oração com a família, amigos e a sua comunidade de fé. Ao fazê-lo, vocês não só recebem o apoio de suas orações, mas também os convidam a fazer parte de seu caminho de forma significativa.

Nas suas orações, não se esqueça de expressar gratidão. Agradeço a Deus por vos unir, pelo amor que partilhais e pela oportunidade de comprometerem as vossas vidas um com o outro no casamento. Cultive um espírito de gratidão, mesmo no meio dos desafios do planeamento. Como 1 Tessalonicenses 5:16-18 nos exorta: "Alegrai-vos sempre, orai continuamente, dai graças em todas as circunstâncias; pois esta é a vontade de Deus para vós em Cristo Jesus.»

Finalmente, lembre-se de que a oração não é apenas pedir coisas ou procurar orientação. Trata-se de desenvolver uma relação mais profunda com Deus. Ao planearem o vosso casamento, que as vossas orações sejam um meio de se aproximarem Dele e uns dos outros. Sejam um lembrete de que o vosso casamento não é apenas sobre os dois, mas sobre a vossa jornada compartilhada com Deus.

Que a oração seja o fio que tece todos os aspetos do planeamento do vosso casamento. Deixem que ela guie as vossas decisões, acalme os vossos corações, aprofunde o vosso amor e, o mais importante, mantenham o vosso foco na aliança sagrada que estão a preparar-se para fazer. Que o planeamento do vosso casamento não seja apenas uma série de tarefas logísticas, mas uma viagem espiritual que vos prepare para uma vida inteira de amor e fé juntos.

Como os casais podem honrar a Deus e sua fé enquanto planejam seu casamento?

Ao embarcarem na alegre viagem de planeamento do vosso casamento, lembrem-se de que esta celebração não se refere apenas aos dois, mas ao amor de Deus manifestado na vossa união. Para verdadeiramente honrar o Senhor neste processo, comecem por ancorar-se na oração e nas Escrituras. Buscai a orientação de Deus em cada passo, pedindo-Lhe que forme os vossos corações e as vossas mentes de acordo com a Sua vontade.

Considera como o teu casamento pode ser um testemunho da tua fé. Em vez de se concentrar apenas em pormenores externos, reflita sobre a forma como cada elemento pode apontar para o amor de Cristo pela Igreja. Escolha leituras, música e rituais que falem do pacto de amor de Deus. Envolva a sua comunidade de fé de forma significativa, talvez fazendo-os oferecer bênçãos ou orações durante a cerimónia.

Ao planear, pratique a generosidade e a compaixão. Pondere formas de servir os outros através da sua celebração – talvez através da doação de flores a uma casa de repouso ou de alimentos em excesso a um abrigo. Lembrem-se daqueles que podem estar a debater-se financeira ou emocionalmente, e sejam sensíveis nas vossas escolhas e convites.

Mais importante ainda, use este tempo de preparação para se aproximar de Deus e uns dos outros. Rezem juntos todos os dias. Estudar os ensinamentos da Igreja sobre o casamento. Voluntariar-se em ministérios que se alinham com seus valores compartilhados. Que o vosso compromisso seja um tempo de formação espiritual, estabelecendo um fundamento de fé para a vossa vida em conjunto.

Ao manter Cristo no centro do seu planeamento, transforma o que poderia ser um acontecimento mundano numa celebração sagrada do amor de Deus. O vosso casamento torna-se, então, não só uma festa, mas um poderoso testemunho da beleza do matrimónio cristão (Panne, 2021; Williams, 2021, p. 225-238).

Os casais devem consultar seu pastor ou líderes da igreja antes de começar a planear?

O caminho para o casamento não é um caminho a ser percorrido sozinho. É sábio e benéfico procurar a orientação de seu pastor ou líderes da igreja quando começar a planejar seu casamento. Estes pastores espirituais podem oferecer inestimáveis insights e apoio durante este importante período de preparação.

Consultar o seu pastor no início do processo permite-lhe alinhar os seus planos com os ensinamentos e práticas da sua comunidade de fé. Os líderes de sua igreja podem ajudá-lo a compreender o significado espiritual mais profundo do pacto matrimonial e como se preparar melhor para esse compromisso ao longo da vida.

Muitas igrejas têm requisitos específicos ou diretrizes para casamentos, como sessões de aconselhamento pré-marital ou elementos litúrgicos específicos. Ao envolverdes o vosso pastor desde o início, podeis assegurar que os vossos planos se harmonizam com estas expectativas. Esta consulta antecipada também lhe dá a oportunidade de reservar a data desejada e discutir quaisquer circunstâncias especiais ou pedidos que possa ter.

O vosso pastor pode ser uma fonte de sabedoria e discernimento enquanto navegais pelas muitas decisões envolvidas no planeamento do casamento. Eles podem ajudá-lo a priorizar o que realmente importa à luz da sua fé, afastando-o do materialismo excessivo ou das pressões mundanas que podem distrair-se da natureza sacramental do casamento.

Lembre-se de que o papel do seu pastor vai além de apenas oficiar a cerimónia. Eles estão lá para apoiar o seu crescimento espiritual como um casal e para ajudá-lo a construir uma base sólida para o seu casamento. Envolvendo-os desde cedo, abris a porta a um cuidado pastoral e a uma orientação mais profundos durante todo o vosso compromisso e para além dele.

Aproximar-se de seu pastor demonstra humildade e reconhecimento de que o casamento não é apenas um assunto privado, mas um compromisso feito diante de Deus e da comunidade de fé. Mostra o vosso desejo de honrar o papel da Igreja no apoio e na bênção da vossa união.

Consultar-se com seu pastor ou líderes da igreja é um ato de fé e sabedoria. Ajuda a garantir que o planeamento do vosso casamento se baseie em valores espirituais e que recebam o pleno apoio da vossa comunidade de fé enquanto se preparam para este compromisso sagrado (Neubert et al., 2014, pp. 129-146; Ziselman & Ustyuzhyn, 2022).

Como os casais podem equilibrar o planejamento do casamento com o aconselhamento pré-marital e a preparação espiritual?

Enquanto vos preparais para o sacramento do matrimónio, lembrai-vos de que o dia das núpcias, embora alegre e importante, é apenas o início do vosso caminho de vida juntos. É crucial equilibrar os aspetos práticos do planeamento do casamento com a preparação espiritual e relacional mais profunda que sustentará o seu casamento.

Aconselhamento pré-marital e preparação espiritual deve ser dada prioridade no seu período de noivado. Estas não são meras formalidades, mas fundamentos essenciais para um casamento forte e centrado em Cristo. Reserve tempo regular para estas atividades, tratando-as com a mesma importância que a seleção do local ou os acessórios de vestimenta.

Considere criar um cronograma que dedique dias ou horários específicos da semana ao planeamento do casamento, e outros ao aconselhamento pré-marital e ao crescimento espiritual. Isso pode incluir assistir a sessões de aconselhamento, estudar as Escrituras juntos ou participar de programas de preparação para o casamento oferecidos pela sua igreja.

Usem o planeamento do vosso casamento como uma oportunidade para reflexão espiritual. Ao tomar decisões sobre a sua cerimónia e celebração, discuta como estas escolhas refletem os seus valores e fé. Que cada tarefa de planeamento seja uma oportunidade para nos aproximarmos uns dos outros e de Deus.

Integre as práticas espirituais no seu processo de planeamento. Comece cada sessão de planeamento com a oração, pedindo a orientação e a sabedoria de Deus. Use devocionais ou estudos bíblicos especificamente concebidos para casais noivos para manter o foco nos aspetos espirituais do casamento.

Lembre-se de que o aconselhamento pré-marital não é apenas sobre a abordagem de potenciais problemas, mas sobre a construção de uma base sólida para a sua vida em conjunto. Oferece ferramentas valiosas para a comunicação, a resolução de conflitos e a compreensão das expectativas uns dos outros – competências que o servirão bem tanto no planeamento do seu casamento como ao longo de todo o casamento.

Seja intencional sobre nutrir suas relações individuais com Deus durante este tempo agitado. Mantenham suas disciplinas espirituais regulares de oração, leitura das Escrituras e adoração. Uma fé pessoal forte contribuirá para uma base conjugal forte.

Por último, não hesite em procurar o apoio da sua comunidade religiosa. Envolva mentores ou casais que possam oferecer orientação e partilhar as suas experiências. A sua sabedoria pode ajudá-lo a navegar no equilíbrio entre o planeamento prático e a preparação espiritual.

Ao dar prioridade ao seu crescimento espiritual e relacional, juntamente com a logística do planeamento do casamento, prepara-se não só para um belo dia, mas para uma vida inteira de amor e fé em conjunto (Hardiansyah et al., 2022; Kwang-Park, 2016, pp. 135-135; LeFebvre, 2015, pp. 185-203).

Há tradições ou costumes cristãos a serem considerados ao cronometrar o planeamento do casamento?

Tendo em conta o calendário do seu casamento e o seu planeamento, é importante refletir sobre as ricas tradições e costumes da nossa fé. Estas práticas, desenvolvidas ao longo dos séculos, podem acrescentar profundidade e significado à vossa celebração, alinhando-a com os ritmos do calendário da Igreja.

Tradicionalmente, as épocas litúrgicas influenciaram o momento do casamento em muitas comunidades cristãs. O Advento e a Quaresma, enquanto períodos de preparação e penitência, são muitas vezes considerados menos adequados para os casamentos. Estas estações nos chamam à reflexão e à simplicidade, que podem entrar em conflito com a alegre celebração de um casamento. No entanto, as práticas variam entre as diferentes tradições cristãs, pelo que é aconselhável consultar o seu pastor sobre as orientações específicas da sua igreja.

A época da Páscoa, particularmente as semanas seguintes ao Domingo de Páscoa, tem sido um tempo preferido para casamentos em muitas tradições cristãs. Este período simboliza a nova vida e ressurreição, espelhando lindamente a nova vida iniciada no casamento. Do mesmo modo, a época de Pentecostes, que celebra o derramamento do Espírito Santo, pode ser um momento significativo para iniciar um casamento, salientando o papel do Espírito na vossa união.

Alguns casais optam por alinhar a sua data de casamento com os grandes dias de festa ou os dias de santos que têm um significado especial para eles. Esta pode ser uma bela forma de ligar o seu casamento à história maior da fé e à comunhão dos santos.

Ao planear o seu casamento, considere incorporar símbolos e rituais cristãos tradicionais. A iluminação de uma vela de unidade, a troca de anéis ou o uso de uma cruz de casamento são todos costumes significativos que podem enriquecer a sua cerimónia. Alguns casais optam por incluir o lava-pés, ecoando o exemplo de Cristo de liderança servidora, como um símbolo poderoso do seu compromisso de servir uns aos outros.

Lembre-se também da tradição da proibição do casamento – o anúncio público de um casamento previsto. Embora não seja praticado universalmente hoje, este costume recorda-nos que o matrimónio é um compromisso público, apoiado pela comunidade de fé.

Ao planejar, lembrem-se de dar-se o tempo adequado para a preparação espiritual. Muitas igrejas recomendam um período de vários meses entre o noivado e o casamento para permitir o aconselhamento pré-marital e a reflexão espiritual.

O momento e os costumes que escolherem devem refletir a vossa jornada de fé como casal e o vosso desejo de honrar a Deus na vossa união. Deixai que o vosso planeamento seja guiado pela oração e pelo discernimento, procurando criar uma celebração não só alegre, mas profundamente enraizada na vossa fé comum (Matty, 2014; Piatt, 2015, p. 683; Theisen, 2020, p. 30).

Como os casais podem evitar ficar presos ao materialismo e aos aspectos mundanos dos casamentos?

Enquanto vos preparais para o dia do vosso casamento, é essencial guardar os vossos corações contra a tentação do materialismo e do excesso mundano que muitas vezes rodeia os casamentos modernos. Lembrem-se, a verdadeira beleza da vossa união não reside em decorações extravagantes ou trajes caros, mas no amor que compartilham e na aliança que fazem perante Deus.

Comece por enraizar o seu planeamento na oração e nas Escrituras. Lembrem-se regularmente do significado espiritual do casamento. Medite em passagens como 1 Coríntios 13, que fala da verdadeira natureza do amor, ou Efésios 5, que compara o casamento à relação de Cristo com a Igreja. Deixem que estas verdades orientem as vossas decisões e prioridades.

Defina um orçamento que reflita os seus valores e cumpra-o. Resista à pressão para competir com os outros ou para impressionar os hóspedes com exibições luxuosas. Em vez disso, concentre-se em criar uma celebração significativa que honre a Deus e reflita a sua viagem única como casal. Considera como podes usar os teus recursos para abençoar os outros ou apoiar causas alinhadas com a tua fé.

Simplificar sempre que possível. Perguntem-se: «Este elemento contribui verdadeiramente para a sacralidade da nossa união?» Caso contrário, talvez possa ser omitido ou reduzido. Lembre-se, alguns dos casamentos mais bonitos e memoráveis são muitas vezes os mais simples, em que o foco continua a ser o compromisso do casal com o outro e com Deus.

Envolva a sua comunidade de forma significativa. Em vez de favores dispendiosos, considere a possibilidade de fazer donativos a uma instituição de beneficência em nome dos convidados. Envolver amigos talentosos e membros da família para contribuir com os seus dons, seja na música, decorações ou outros aspetos da celebração. Isto não só reduz os custos, mas também cria um sentimento de alegria e participação partilhadas.

Seja intencional sobre os símbolos e rituais que inclui. Escolha elementos que falem com a sua fé e valores em vez de seguir tendências. Por exemplo, pode incorporar uma cerimónia de lavagem dos pés como um símbolo de serviço mútuo, ou usar heranças familiares que o ligam à sua herança de fé.

Durante todo o processo de planejamento, verifique regularmente uns com os outros e com Deus. Estais cada vez mais próximos uns dos outros e dEle? As suas escolhas refletem o amor e a humildade de Cristo? Estas perguntas podem ajudá-lo a manter-se firme no que realmente importa.

Lembra-te, o teu casamento não passa de um dia. O casamento é uma vida. Investir mais de sua energia e recursos na preparação para a sua vida em conjunto do que nos detalhes de uma única celebração. Assista a aconselhamento pré-marital, estude a Palavra de Deus em conjunto e sirva na sua comunidade como casal.

Ao escolher conscientemente concentrar-se nos aspectos espirituais da sua união e resistir à atração do materialismo, pode criar uma celebração de casamento que verdadeiramente glorifica a Deus e estabelece uma base sólida para o seu casamento (Arima & Baloyi, 2022; Bates, 2014; Brockway, 2010; Roth, 2018).

Bibliografia:

Andrzej, & Grzybkowski (em inglês). (2020

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