Mistérios da Bíblia: Por que Jesus é chamado de Filho do Homem?




  • O termo “filho do homem” é usado em vários contextos e tem diferentes significados. Em geral, refere-se à humanidade ou ao género humano como um todo.
  • Na Bíblia, a expressão “filho do homem” aparece tanto no Antigo como no Novo Testamento. É frequentemente usada como um título para profetas e está associada à humildade e à identificação com a humanidade.
  • Jesus Cristo referia-se frequentemente a si mesmo como o Filho do Homem. Este título enfatizava a sua humanidade e o seu propósito de se identificar com a humanidade e salvá-la. Também o ligava às profecias messiânicas do Antigo Testamento.
  • Chamar Jesus de Filho do Homem destacava o seu papel como o profeta supremo e líder servo. Enfatizava a sua humildade, compaixão e sacrifício, levando, em última análise, à sua morte e ressurreição para a salvação da humanidade.

O que significa o termo “Filho do Homem” na Bíblia?

O termo “Filho do Homem” é um título profundo e multifacetado usado extensivamente na Bíblia, aparecendo tanto no Antigo como no Novo Testamento. Carrega um rico significado teológico e é fundamental para compreender a identidade e a missão de Jesus Cristo.

No Antigo Testamento, “Filho do Homem” aparece frequentemente no livro de Ezequiel, onde Deus se dirige ao profeta Ezequiel como “filho do homem” mais de 90 vezes (por exemplo, Ezequiel 2:1). Neste contexto, enfatiza a humanidade de Ezequiel e o seu papel como representante do povo. Significa a fragilidade humana e a distinção entre o profeta e o divino.

Uma referência fundamental do Antigo Testamento encontra-se em Daniel 7:13-14. Aqui, o termo assume um significado mais exaltado: “Na minha visão noturna, olhei e vi alguém semelhante a um filho do homem, vindo com as nuvens do céu. Ele aproximou-se do Ancião de Dias e foi conduzido à sua presença. Foi-lhe dada autoridade, glória e poder soberano; todas as nações e povos de todas as línguas o adoraram. O seu domínio é um domínio eterno que não passará, e o seu reino é um reino que nunca será destruído.” Esta passagem descreve o “Filho do Homem” como uma figura celestial dotada de autoridade divina e um reino eterno, apontando para um papel messiânico.

No Novo Testamento, Jesus refere-se frequentemente a Si mesmo como o “Filho do Homem”, usando o título mais de 80 vezes nos Evangelhos. Esta autodesignação destaca vários aspetos fundamentais da Sua identidade e missão. Em primeiro lugar, sublinha a Sua verdadeira humanidade, enfatizando que Ele partilha a condição humana. Em segundo lugar, alude ao Seu papel como representante da humanidade, personificando a vida humana ideal.

Além disso, o uso de “Filho do Homem” por Jesus conecta-se ao Seu sofrimento e morte sacrificial. Em Marcos 10:45, Ele diz: “Pois nem mesmo o Filho do Homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Isto destaca o Seu papel como servo sofredor, cumprindo as profecias do Antigo Testamento de um Messias que sofreria em nome dos outros.

Finalmente, o título “Filho do Homem” também significa a autoridade divina e o papel escatológico de Jesus. Em Mateus 24:30, Jesus fala sobre o fim dos tempos, dizendo: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. E então todos os povos da terra lamentar-se-ão quando virem o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.” Isto ecoa as imagens de Daniel, afirmando Jesus como o juiz divino e governante no julgamento final.

Por que Jesus se referia a si mesmo como o “Filho do Homem”?

A escolha de Jesus de se referir a Si mesmo como o “Filho do Homem” é deliberada e carregada de significado. Serve vários propósitos teológicos e práticos no Seu ministério.

Em primeiro lugar, o título “Filho do Homem” enfatiza a identificação de Jesus com a humanidade. Ao usar este termo, Jesus sublinha a Sua encarnação — Deus tornando-se totalmente humano. Isto é central para a compreensão cristã da Encarnação, onde Jesus, embora totalmente divino, experimentou todos os aspetos da vida humana, incluindo o sofrimento e a morte. Hebreus 4:15 reflete isto, afirmando: “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas temos um que foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.”

Em segundo lugar, “Filho do Homem” serve como uma autodesignação humilde. Ao contrário de títulos como “Messias” ou “Filho de Deus”, que implicam diretamente divindade e realeza e poderiam ter implicações políticas que poderiam levar a mal-entendidos entre os Seus contemporâneos, “Filho do Homem” é menos carregado politicamente. Permitiu a Jesus revelar a Sua identidade progressivamente e evitar confrontos prematuros com as autoridades.

Em terceiro lugar, ao usar “Filho do Homem”, Jesus alude à profecia messiânica em Daniel 7:13-14, conectando a Sua missão a esta poderosa visão de uma figura divina que tem autoridade sobre todas as nações. Isto ressoaria com aqueles familiarizados com as Escrituras judaicas e ajudá-los-ia a compreender a Sua autoridade divina e papel escatológico.

Adicionalmente, o título “Filho do Homem” enfatiza o papel de Jesus no sofrimento e na redenção. Em passagens como Marcos 8:31, Jesus prediz o Seu sofrimento e morte usando este título, dizendo: “O Filho do Homem deve sofrer muitas coisas e ser rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos mestres da lei, e que ele deve ser morto e, após três dias, ressuscitar.” Isto reflete o motivo do servo sofredor encontrado em Isaías e conecta a identidade de Jesus àquele que carregaria os pecados de muitos.

Finalmente, o título “Filho do Homem” destaca o futuro retorno de Jesus e o Seu papel no julgamento final. Jesus usa este termo para descrever a Sua segunda vinda e o estabelecimento final do reino de Deus. Em Mateus 25:31-32, Ele diz: “Quando o Filho do Homem vier na sua glória, e todos os anjos com ele, ele se assentará no seu trono glorioso. Todas as nações serão reunidas diante dele.”

Qual é a conexão entre o “Filho do Homem” e a profecia em Daniel 7:13-14?

A conexão entre o “Filho do Homem” e a profecia em Daniel 7:13-14 é fundamental para compreender o significado completo deste título. Na visão de Daniel, o “Filho do Homem” é uma figura celestial que se aproxima do Ancião de Dias (Deus) e recebe domínio eterno, glória e um reino.

Esta passagem é crítica por várias razões:

Expectativa Messiânica: Daniel 7:13-14 moldou as expectativas messiânicas judaicas, retratando o Messias como uma figura divina com um reino eterno. Esta visão teria sido familiar aos contemporâneos de Jesus e forneceu uma estrutura para compreender a autoridade divina e o reinado universal do Messias.

autoridade divina e Realeza: Nesta profecia, o “Filho do Homem” recebe autoridade, glória e poder soberano. Todos os povos e nações O adoram, indicando o Seu estatuto divino. Ao referir-se a Si mesmo como o “Filho do Homem”, Jesus identifica-se com esta profecia, afirmando a Sua autoridade divina e o Seu papel como o Rei eterno.

Papel Escatológico: O “Filho do Homem” em Daniel é central para os eventos escatológicos (fim dos tempos). O uso do título por Jesus conecta-O a estas expectativas escatológicas, destacando o Seu papel no julgamento final e no estabelecimento do reino eterno de Deus. Isto é evidente em passagens como Mateus 24:30 e Mateus 25:31, onde Jesus fala do Seu retorno em glória.

Conexão ao Sofrimento e Redenção: Embora a visão do “Filho do Homem” de Daniel enfatize a glória e o domínio, Jesus expande esta compreensão ao incorporar o tema do sofrimento. Ele liga o título “Filho do Homem” ao Seu sofrimento e morte iminentes, que são necessários para a redenção da humanidade. Esta fusão de glória e sofrimento remodela as expectativas messiânicas dos Seus seguidores.

Como os primeiros Pais da Igreja interpretaram o título “Filho do Homem”?

Os primeiros Pais da Igreja forneceram ricos insights teológicos sobre o título “Filho do Homem”, enfatizando a sua importância na Cristologia e na Soteriologia (o estudo da salvação).

Ireneu: Ireneu destacou o título “Filho do Homem” para enfatizar a verdadeira humanidade e divindade de Jesus. Em “Contra as Heresias”, ele argumentou que Jesus, como o “Filho do Homem”, recapitula (resume) toda a humanidade em Si mesmo, restaurando o que foi perdido em Adão. Isto sublinha a ideia de Jesus como o segundo Adão, que reverte os efeitos da queda.

Orígenes: Orígenes via o “Filho do Homem” como uma ponte entre a humanidade e a divindade. Ele acreditava que este título afirmava o papel de Jesus em personificar a natureza humana enquanto possuía simultaneamente autoridade divina. Orígenes também ligou o “Filho do Homem” ao papel de Jesus no julgamento, baseando-se nos aspetos escatológicos da visão de Daniel.

Atanásio: Atanásio, na sua defesa contra o Arianismo, usou o “Filho do Homem” para afirmar a plena humanidade de Jesus, essencial para a doutrina da Encarnação. Ele argumentou que Jesus tinha de ser verdadeiramente humano para redimir a humanidade. O título “Filho do Homem”, portanto, era crucial para compreender como Jesus podia representar a humanidade na Sua vida, morte e ressurreição.

Agostinho: Agostinho interpretou o “Filho do Homem” como enfatizando tanto a humildade de Jesus quanto o Seu papel exaltado na redenção e no julgamento. Ele via o título como destacando a capacidade de Jesus de se compadecer da fraqueza humana, enquanto também possuía a autoridade para julgar o mundo, como visto nos seus escritos sobre os Salmos e os Evangelhos.

Como as diferentes denominações cristãs entendem o título “Filho do Homem”?

Diferentes denominações cristãs, embora unidas na sua reverência por Jesus como o “Filho do Homem”, trazem perspetivas e ênfases variadas a este título com base nas suas tradições teológicas.

Catolicismo Romano: A Igreja Católica vê o “Filho do Homem” como central para a compreensão da natureza dupla de Jesus como totalmente Deus e totalmente homem. A teologia católica enfatiza o aspeto sacrificial da missão de Jesus, destacando como o “Filho do Homem” veio para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) integra este título nos seus ensinamentos sobre a Encarnação, o Mistério Pascal e o Juízo Final.

Ortodoxia Oriental: A teologia Ortodoxa Oriental também afirma Jesus como o “Filho do Homem”, enfatizando o Seu papel na theosis (divinização). A Igreja Ortodoxa vê Jesus como o “Filho do Homem” que preenche a lacuna entre Deus e a humanidade, permitindo que os humanos participem da natureza divina. Este título é integral à vida litúrgica e sacramental da tradição Ortodoxa, sublinhando a humanidade e a divindade de Jesus.

Protestantismo: As denominações protestantes

, incluindo as tradições Luterana, Reformada e Evangélica, destacam o “Filho do Homem” no contexto da obra redentora de Jesus e do Seu papel como o mediador perfeito entre Deus e a humanidade. Este título é frequentemente discutido em relação à justificação, santificação e escatologia, com um forte foco na exegese bíblica e no cumprimento profético em Daniel.

Pentecostalismo e Movimentos Carismáticos: As tradições Pentecostais e Carismáticas enfatizam o “Filho do Homem” em relação ao poder e autoridade de Jesus, particularmente no Seu ministério de cura, libertação e profecia. Estes movimentos focam-se frequentemente nos aspetos milagrosos da vida de Jesus, vendo o “Filho do Homem” como a personificação do poder divino acessível aos crentes através do Espírito Santo.

Resumo:

  • O termo “Filho do Homem” enfatiza a humanidade e a divindade de Jesus, baseando-se em referências do Antigo e do Novo Testamento.
  • Jesus usou o título para se conectar à humanidade, destacar o Seu papel no sofrimento e na redenção, e enfatizar a Sua autoridade divina.
  • A profecia em Daniel 7:13-14 conecta o “Filho do Homem” às expectativas messiânicas e ao significado escatológico.
  • Os primeiros Pais da Igreja, como Ireneu, Orígenes, Atanásio e Agostinho, forneceram insights teológicos sobre este título.
  • Diferentes denominações cristãs entendem o “Filho do Homem” de formas que se alinham com as suas tradições teológicas, enfatizando vários aspetos da missão e identidade de Jesus.

Qual é o papel do “Filho do Homem” na teologia escatológica (fim dos tempos)?

O título “Filho do Homem” desempenha um papel significativo na teologia escatológica (fim dos tempos), refletindo a autoridade divina de Jesus e o Seu papel no julgamento final e no estabelecimento do reino eterno de Deus. Este título, particularmente no contexto de Daniel 7:13-14 e do Novo Testamento, sublinha as funções messiânicas e apocalípticas de Jesus.

Juiz Escatológico: Nos Evangelhos, Jesus usa frequentemente o título “Filho do Homem” ao falar sobre o Seu papel futuro no julgamento. Mateus 25:31-32 diz: “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os anjos com ele, ele se assentará no seu trono glorioso. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará as pessoas umas das outras como um pastor separa as ovelhas dos cabritos.” Esta passagem destaca a autoridade de Jesus para julgar os vivos e os mortos, um tema central nas expectativas escatológicas.

Retorno em Glória: O “Filho do Homem” também está associado à Segunda Vinda de Cristo. Em Mateus 24:30, Jesus descreve o Seu retorno: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. E então todos os povos da terra se lamentarão quando virem o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.” Esta imagem ecoa a visão de Daniel e enfatiza a glória divina de Jesus e o cumprimento das profecias messiânicas no fim dos tempos.

Estabelecimento do Reino de Deus: O papel escatológico do “Filho do Homem” inclui o estabelecimento do reino eterno de Deus. Apocalipse 14:14 apresenta uma visão do “Filho do Homem” com uma coroa e uma foice, simbolizando a colheita da terra, uma imagem do julgamento divino e a culminação do plano redentor de Deus.

Resumo:

  • O “Filho do Homem” é o juiz escatológico, separando os justos dos ímpios (Mateus 25:31-32).
  • O “Filho do Homem” retornará em glória, cumprindo as profecias do fim dos tempos (Mateus 24:30).
  • O “Filho do Homem” estabelece o reino eterno de Deus, conforme retratado no Apocalipse.

O que os contemporâneos de Jesus entendiam pelo termo “Filho do Homem”?

A compreensão do termo “Filho do Homem” entre os contemporâneos de Jesus variava, influenciada pela literatura apocalíptica judaica, expectativas messiânicas e o uso linguístico comum.

Literatura Apocalíptica Judaica: Muitos dos contemporâneos de Jesus estavam familiarizados com as visões apocalípticas de Daniel, onde o “Filho do Homem” é retratado como uma figura celestial a quem Deus dá autoridade e domínio (Daniel 7:13-14). Esta associação com a autoridade divina e a esperança escatológica moldou as suas expectativas de um libertador messiânico que estabeleceria o reino de Deus.

Expectativas Messiânicas: Embora alguns esperassem que o “Filho do Homem” fosse uma figura messiânica poderosa e vitoriosa que libertaria Israel da opressão, outros tinham uma visão mais matizada, influenciada por várias interpretações das Escrituras Hebraicas. A diversidade das expectativas messiânicas significava que o termo podia evocar diferentes respostas, variando desde a antecipação de um salvador político até um redentor espiritual.

Uso Linguístico Comum: Na linguagem quotidiana, “filho do homem” poderia simplesmente significar “ser humano”. Enfatizava a humanidade e a mortalidade de uma pessoa. Quando Jesus usou este título, pode ter sido percebido como uma ênfase na Sua solidariedade com a humanidade e no Seu papel como um humano representativo.

Uso Único de Jesus: A aplicação de Jesus do termo “Filho do Homem” foi distinta. Ao combinar temas de humanidade, sofrimento e autoridade divina, Ele cumpriu e redefiniu as expectativas contemporâneas. O Seu uso do título frequentemente perplexava a Sua audiência, levando-a a uma reflexão mais profunda sobre a Sua identidade e missão.

Resumo:

  • A familiaridade com a visão de Daniel influenciou a compreensão do “Filho do Homem” como uma figura celestial e autoritária.
  • As expectativas messiânicas variavam, com alguns a antecipar um libertador político e outros um redentor espiritual.
  • O uso comum de “filho do homem” destacava a mortalidade humana e a solidariedade com a humanidade.
  • Jesus combinou de forma única a humanidade, o sofrimento e a autoridade divina no Seu uso do título.

Quais são alguns equívocos comuns sobre o título “Filho do Homem”?

Equívoco: Enfatiza Apenas a Humanidade de Jesus: Um equívoco comum é que o título “Filho do Homem” enfatiza apenas a humanidade de Jesus, distinguindo-O de títulos divinos como “Filho de Deus”. Embora destaque a Sua humanidade, também abrange a Sua autoridade divina e papel escatológico, como visto em Daniel 7:13-14 e nos próprios ensinamentos de Jesus.

Equívoco: É Inferior a Outros Títulos: Alguns acreditam que “Filho do Homem” é um título inferior ou menos significativo em comparação com “Messias” ou “Filho de Deus”. No entanto, o uso de “Filho do Homem” por Jesus é deliberado e rico em significado, abrangendo tanto a Sua experiência humana quanto a Sua missão divina. É um título abrangente que integra o Seu papel como profeta, sacerdote e rei.

Equívoco: Não Era um Título Messiânico: Outro equívoco é que “Filho do Homem” não era um título messiânico reconhecido na tradição judaica. Embora não fosse tão comumente associado às expectativas messiânicas como “Messias”, a literatura apocalíptica, particularmente Daniel, forneceu uma estrutura onde o “Filho do Homem” tinha claras conotações messiânicas e divinas.

Resumo:

  • “Filho do Homem” enfatiza tanto a humanidade quanto a autoridade divina de Jesus.
  • O título não é inferior, mas abrange a missão abrangente de Jesus.
  • “Filho do Homem” tem conotações messiânicas enraizadas na literatura apocalíptica judaica.

Qual é a posição da Igreja Católica sobre o título “Filho do Homem”?

A Igreja Católica considera o título “Filho do Homem” crucial para a compreensão da identidade e missão de Jesus Cristo. Os ensinamentos da Igreja integram este título na sua Cristologia, enfatizando tanto a humanidade quanto a divindade de Jesus.

Humanidade e Divindade: O Catecismo da Igreja Católica (CIC) explica que o título “Filho do Homem” destaca a verdadeira humanidade de Jesus, essencial para o Seu papel como mediador entre Deus e a humanidade (CIC 480). Sublinha que Jesus, embora plenamente divino, participou plenamente na vida e experiência humana.

Servo Sofredor: A Igreja também conecta o “Filho do Homem” ao motivo do servo sofredor em Isaías. Este título reflete a missão de Jesus de sofrer e morrer pela salvação da humanidade, cumprindo as profecias do Antigo Testamento e demonstrando a profundidade do amor de Deus (CIC 601).

Papel Escatológico: Na escatologia católica, o “Filho do Homem” é visto como o juiz dos vivos e dos mortos. A Igreja ensina que Jesus retornará em glória para julgar todas as pessoas e estabelecer o Seu reino eterno, conforme destacado no Credo Niceno e em várias doutrinas da Igreja (CIC 668-677).

Resumo:

  • A Igreja Católica vê o “Filho do Homem” como uma ênfase na humanidade e divindade de Jesus (CIC 480).
  • Conecta o título ao papel de Jesus como o servo sofredor e redentor (CIC 601).
  • A Igreja ensina que o “Filho do Homem” retornará como o juiz escatológico (CIC 668-677).

Qual é a interpretação psicológica do título “Filho do Homem”?

Psicologicamente, o título “Filho do Homem” pode ser interpretado de várias maneiras, refletindo o seu impacto na identidade humana, empatia e compreensão espiritual.

Identificação com a Humanidade: O título “Filho do Homem” enfatiza a solidariedade de Jesus com a humanidade, promovendo um sentido de identificação e conexão. Os crentes podem relacionar-se com Jesus como alguém que compreende plenamente as experiências, emoções e lutas humanas. Esta identificação pode proporcionar conforto e segurança, sabendo que Jesus partilha do sofrimento e da alegria humana.

Empatia e compaixão: Ao destacar a humanidade de Jesus, o título encoraja os crentes a cultivar empatia e compaixão. Compreender Jesus como o “Filho do Homem” que experimentou profundamente a vida humana pode inspirar os cristãos a empatizar com os outros, seguindo o Seu exemplo de amor e serviço.

Modelo para a Humanidade: O “Filho do Homem” serve como um modelo para o comportamento humano ideal e crescimento espiritual. A vida de Jesus como o “Filho do Homem” exemplifica virtudes como humildade, obediência e amor sacrificial. Psicologicamente, isto pode motivar os crentes a aspirar a estas virtudes nas suas próprias vidas.

Integração do Humano e Divino: O título também apoia a integração dos aspetos humanos e divinos da espiritualidade. Reconhecer Jesus como plenamente humano e plenamente divino encoraja uma abordagem holística à fé, onde as experiências humanas são valorizadas e vistas como integrantes do crescimento espiritual.

Resumo:

  • O título “Filho do Homem” promove a identificação com a humanidade de Jesus, proporcionando conforto e segurança.
  • Encoraja a empatia e a compaixão, inspirando os crentes a seguir o exemplo de Jesus.
  • Jesus como o “Filho do Homem” serve como um modelo para o comportamento humano ideal e crescimento espiritual.
  • O título apoia a integração dos aspetos humanos e divinos da espiritualidade.

‘Filho do Homem’ vs. ‘Filho de Deus’: Qual é a diferença?

‘Filho do Homem’ e ‘Filho de Deus’ são dois títulos que Jesus usa frequentemente para se referir a si mesmo no Novo Testamento. Embora possam parecer semelhantes, têm conotações diferentes e enfatizam aspetos diferentes da identidade de Jesus.

‘Filho do Homem’ enfatiza a natureza humana de Jesus. O título identifica-o com a humanidade e sublinha o seu papel como o Servo Sofredor. ‘Filho do Homem’ também ecoa o uso no Livro de Daniel, que se refere a uma figura celestial a quem Deus dá autoridade e domínio. O título: “Filho do Homem” era uma referência a uma profecia encontrada em Daniel 7:13-14: Eu vi nas visões noturnas, e eis que, com as nuvens do céu, vinha um como filho do homem, e ele veio até ao Ancião de Dias e foi apresentado diante dele.

‘Filho de Deus’, por outro lado, enfatiza a divindade de Jesus. É um título que o identifica como o divino Filho de Deus, igual a Deus em natureza e autoridade. ‘Filho de Deus’ também sublinha o papel de Jesus como o Salvador do mundo, que veio para redimir a humanidade do pecado e da morte.

o termo ‘Filho do Homem’ é um título rico e sofisticado que Jesus usa para se referir a si mesmo no Novo Testamento. Sublinha a sua humanidade, divindade, autoridade e papel como o Servo Sofredor. É um termo que nos convida a ponderar o mistério de Jesus, aquele que é plenamente humano e plenamente divino.

Factos e Estatísticas

  • Ocorrências na Bíblia: O termo “Filho do Homem” aparece 107 vezes no Antigo Testamento e mais de 80 vezes no Novo Testamento.
  • Uso por Jesus: Jesus usa o título “Filho do Homem” mais do que qualquer outra autodesignação, enfatizando a sua importância na compreensão da Sua identidade e missão.
  • Referências do Antigo Testamento: O termo “Filho do Homem” é usado frequentemente em Ezequiel (mais de 90 vezes) e notavelmente em Daniel 7:13-14.
  • Significado Escatológico: O “Filho do Homem” é central para a escatologia do Novo Testamento, particularmente nos Evangelhos e no Apocalipse, destacando o papel de Jesus no julgamento final e no estabelecimento do reino de Deus.
  • Influência Histórica: A interpretação de “Filho do Homem” influenciou significativamente a teologia cristã, a cristologia e a escatologia ao longo da história da igreja, desde os primeiros Padres da Igreja até aos debates teológicos contemporâneos.
  • Arte e Iconografia: O “Filho do Homem” é um tema comum na arte cristã, frequentemente retratado em cenas de julgamento e da Segunda Vinda, refletindo o seu significado escatológico.

Referências

Mateus 26:64

Mateus 12:8

João 5:27

Marcos 8:31

Marcos 2:10

Marcos 10:45

João 1:14

Lucas 9:58

Daniel 7:13–14

Lucas 7:34

Marcos 2:24

Mateus 22:30

Mateus 8:20

Marcos 13:26

João 12:34

Marcos 8:38

Lucas 17:24

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