Os coiotes são mencionados na Bíblia?
Ao explorarmos os textos sagrados, devemos abordar esta questão com rigor acadêmico e abertura espiritual. A resposta simples é que os coiotes não são explicitamente mencionados na Bíblia pelo nome. Mas isso não significa que não podemos encontrar sabedoria espiritual relacionada a estas criaturas.
É importante compreender que os coiotes são nativos da América do Norte e que a Bíblia foi escrita num contexto geográfico diferente – principalmente no Médio Oriente. Os autores das Escrituras não estariam familiarizados com os coiotes como os conhecemos hoje. Mas a Bíblia fala de vários animais selvagens que partilham características com os coiotes, como chacais, raposas e lobos (Breier, 2018, pp. 657-672; Smith-Christopher, 2007).
Embora os próprios coiotes não sejam nomeados, podemos refletir sobre a forma como a criação de Deus, em toda a sua diversidade, revela a sua glória. Como diz o Salmo 104:24: «Quantas são, Senhor, as tuas obras! Em sabedoria os fizeste a todos, a terra está cheia das vossas criaturas.» O coiote, com a sua adaptabilidade e resiliência, pode ser visto como um testemunho da engenhosidade do desígnio de Deus.
Podemos retirar lições espirituais da natureza do coiote. A sua capacidade de prosperar em vários ambientes lembra-nos da importância da adaptabilidade na nossa jornada de fé. Como São Paulo escreveu: "Aprendi a contentar-me com quaisquer circunstâncias" (Filipenses 4:11). A engenhosidade do coiote pode inspirar-nos a confiar na provisão de Deus, mesmo em tempos difíceis.
Na nossa contemplação dos coiotes e da Bíblia, lembremo-nos de que toda a criação fala da obra de Deus, quer seja explicitamente mencionada nas Escrituras ou não. À medida que nos maravilhamos com a diversidade da vida à nossa volta, incluindo criaturas como o coiote, que possamos ser atraídos para uma adoração mais profunda do nosso Criador.
Que animais na Bíblia podem ser semelhantes aos coiotes?
Amados fiéis, ao mergulharmos nas Escrituras para encontrar animais semelhantes aos coiotes, devemos lembrar que a vasta teia de imagens de animais da Bíblia muitas vezes carrega um profundo significado espiritual. Embora os coiotes não sejam mencionados diretamente, vários animais na Bíblia compartilham características com estes caninos adaptáveis. Por exemplo, a raposa, muitas vezes simbolizando astúcia e desenvoltura, reflete traços semelhantes aos do coiote. Além disso, o lobo, com a sua mentalidade de matilha e adaptabilidade, serve como outro paralelo na paisagem bíblica. À medida que exploramos estas ligações, podemos também procurar temas do mar, voltando a nossa atenção para Versículos bíblicos sobre os golfinhos, que nos recordam a beleza e a maravilha da criação de Deus em todas as suas formas. Além disso, podemos desenhar analogias interessantes com outras criaturas mencionadas nas Escrituras, tais como: Lagartos nos versículos da Bíblia, que destacam a diversidade das criações de Deus e o seu papel único na narrativa bíblica. Cada animal, incluindo o lagarto, serve como um lembrete do equilíbrio intrincado dentro da natureza e das lições que podem ser obtidas a partir de sua existência. Em última análise, quer consideremos mamíferos como o coiote ou répteis como o lagarto, cada um ocupa um lugar na tapeçaria da vida que reflete a sabedoria e a criatividade de Deus.
Encontramos o chacal, que aparece várias vezes nas Escrituras. Como os coiotes, os chacais são predadores oportunistas e necrófagos. Na Bíblia, chacais muitas vezes simbolizam desolação ou julgamento divino. Por exemplo, Isaías 34:13 fala de chacais em locais abandonados: «Os chifres invadirão as suas cidadelas, urtigas e as suas fortalezas. Ela tornar-se-á uma assombração para chacais, um lar para corujas.» Esta imagem recorda-nos as consequências de nos afastarmos de Deus também do Seu poder de restaurar (Breier, 2018, pp. 657-672).
As raposas são outro animal bíblico que compartilha semelhanças com os coiotes. Ambos são conhecidos pela sua astúcia e adaptabilidade. O próprio Jesus se refere às raposas em Lucas 9:58: «As raposas têm covis e as aves têm ninhos. O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» Esta declaração pungente recorda-nos a humildade e o sacrifício de Cristo, desafiando-nos a refletir sobre os nossos próprios apegos e a vontade de O seguir.
Os lobos, também, têm semelhança com os coiotes e aparecem proeminentemente nas Escrituras. Muitas vezes usado como uma metáfora para falsos profetas ou influências perigosas, os lobos lembram-nos de sermos discernentes em nossas vidas espirituais. Como Jesus adverte em Mateus 7:15, "Cuidado com os falsos profetas. Vêm ter convosco vestidos de ovelha interiormente e são lobos ferozes.»
Em nossa contemplação destes animais, somos convidados a ver além de meras semelhanças biológicas e considerar as lições espirituais que oferecem. A adaptabilidade destas criaturas pode inspirar-nos a permanecer firmes na fé em meio a circunstâncias mutáveis. A sua natureza predatória serve como um lembrete para guardar os nossos corações e mentes contra os perigos espirituais.
Como os caninos selvagens eram vistos nos tempos bíblicos?
À medida que exploramos a percepção dos caninos selvagens nos tempos bíblicos, devemos abordar este tópico com compreensão histórica e discernimento espiritual. A Bíblia, como um produto de seu tempo e cultura, reflete a complexa relação entre os seres humanos e os animais selvagens, incluindo caninos como lobos, chacais e raposas.
Nos tempos bíblicos, os caninos selvagens eram frequentemente vistos com uma mistura de medo, respeito e significado simbólico. Eles eram vistos como ameaças ao gado e assentamentos humanos, o que se reflete em várias passagens. Por exemplo, Jeremias 5:6 adverte: «Portanto, um leão da floresta os atacará, um lobo do deserto os devastará, um leopardo estará à espreita perto das suas cidades para despedaçar qualquer um que se aventure, pois a sua rebelião é grande e os seus retrocessos são muitos» (Breier, 2018, pp. 657-672; Cozzarelli, 2018).
Este retrato negativo dos caninos selvagens muitas vezes simbolizava o perigo, a destruição ou o julgamento divino. Mas é crucial compreender que estas representações não eram meramente literais, mas tinham significados espirituais mais profundos. Serviram de poderosas metáforas para as consequências de nos desviarmos do caminho de Deus e para a importância de permanecermos vigilantes na nossa fé.
Curiosamente, a Bíblia também reconhece os comportamentos naturais destes animais sem julgamento moral. O Salmo 104:20-21 diz: «Tu trazes trevas, faz-se noite, e todos os animais do bosque vagueiam. Os leões rugem pelas suas presas e procuram o seu alimento junto de Deus.» Esta passagem recorda-nos que todas as criaturas, mesmo as que podemos temer, têm o seu lugar na criação de Deus. Além disso, a Escritura reflete sobre o equilíbrio intrincado da natureza, onde cada animal desempenha um papel no ecossistema ordenado pelo Criador. Neste contexto, Os Leões Brancos nas Escrituras simbolizam não só a força e a majestade, mas também a ordem divina que existe no deserto. O seu papel como predadores e parte do mundo natural destaca a beleza e a complexidade da vida que Deus desenhou.
A capacidade de adaptação e sobrevivência dos caninos selvagens às vezes ganhava admiração. Provérbios 30:24-28 elogia pequenas criaturas por sua sabedoria, incluindo o texugo-da-rocha, que, embora não seja um canino, compartilha algumas características com cães selvagens adaptáveis.
No nosso contexto moderno, podemos tirar lições valiosas destas perspectivas bíblicas. A desconfiança em relação aos caninos selvagens nos lembra de estarmos espiritualmente alertas, como Pedro aconselha: «Estar alerta e com a mente sóbria. O teu inimigo, o diabo, vagueia como um leão que ruge à procura de alguém para devorar» (1 Pedro 5:8).
Ao mesmo tempo, reconhecer estes animais como parte da criação de Deus incentiva-nos a abordar toda a natureza com reverência e cuidado. Enquanto guardiães da criação, somos chamados a equilibrar as nossas necessidades com a preservação da vida selvagem, refletindo o amor de Deus por todas as suas criaturas.
Aproximemo-nos, portanto, do mundo natural, incluindo criaturas como os caninos selvagens, com um espírito de admiração, respeito e administração responsável, procurando sempre compreender as lições espirituais mais profundas que nos podem oferecer no nosso caminho de fé.
Que significados simbólicos podem ter os coiotes num contexto bíblico?
Embora os coiotes não sejam explicitamente mencionados na Bíblia, uma vez que são nativos da América do Norte e não eram conhecidos em terras bíblicas, podemos considerar o seu significado simbólico através das lentes de criaturas caninas semelhantes mencionadas nas Escrituras e refletindo sobre as características dos coiotes à luz dos temas bíblicos (Schokhenmayer, 2024; Yuxia & Stanislavovna, 2019). Esses temas bíblicos muitas vezes incluem astúcia, sobrevivência e adaptabilidade, características que também podem ser associadas aos coiotes. Tal como as Escrituras ilustram frequentemente a sabedoria e a perspicácia através de outros animais, como as raposas, podemos traçar paralelos com a natureza inteligente do coiote. Além disso, nas discussões sobre criaturas selvagens, pode-se também explorar Referências Bíblicas a Bobcats, permitindo uma compreensão mais ampla de como os diferentes animais incorporam várias lições espirituais ou morais dentro do contexto bíblico.
Num contexto bíblico, os coiotes podiam simbolizar vários conceitos espirituais:
- Adaptabilidade e resiliência: Os coiotes são conhecidos por sua capacidade de prosperar em diversos ambientes, desde desertos a áreas urbanas. Esta adaptabilidade pode simbolizar o apelo do cristão para estar no mundo, mas não dele (João 17:14-15), adaptando-se a várias circunstâncias da vida, mantendo simultaneamente a fé.
- Astúcia e Sabedoria: Como as raposas mencionadas na Bíblia (Lucas 13:32), os coiotes são conhecidos por sua inteligência. Isto poderia representar a sabedoria que os crentes são chamados a procurar (Provérbios 4:7) e a astúcia semelhante à serpente que Jesus encorajou (Mateus 10:16).
- Comunidade e família: Os coiotes vivem frequentemente em grupos familiares, o que pode simbolizar a importância da comunidade cristã e dos laços familiares (Salmo 133:1).
- Selvagem e ensaios: Como criaturas frequentemente associadas a locais selvagens, os coiotes podem representar períodos de deserto espiritual ou testes, lembrando o tempo de Jesus no deserto (Mateus 4:1-11).
- A mordomia da criação: A presença de coiotes nos ecossistemas recorda-nos o nosso papel de mordomos da criação de Deus (Génesis 1:28, Salmo 24:1-2) (Nawrot, 2023).
- Vigilância e vigilância: Os sentidos apurados do coiote poderiam simbolizar o apelo do cristão para estar espiritualmente alerta (1 Pedro 5:8).
Ao interpretar tal simbolismo, devemos ter cuidado para não impor significados que contradizem as Escrituras. Em vez disso, devemos utilizar estas reflexões para aprofundar a nossa compreensão dos princípios bíblicos e a nossa relação com a criação de Deus.
Há alguma história bíblica que possa relacionar-se com coiotes?
Embora os coiotes não sejam diretamente mencionados na Bíblia, várias histórias que envolvem animais ou temas semelhantes podem estar relacionadas com os coiotes de forma significativa para a reflexão cristã (Schokhenmayer, 2024; Yuxia & Stanislavovna, 2019):
- Daniel na cova dos leões (Daniel 6): Esta história de fé e proteção divina em meio a predadores perigosos pode relacionar-se com encontros com coiotes, simbolizando enfrentar os desafios da vida com confiança em Deus.
- Sansão e as raposas (Juízes 15:4-5): A utilização de raposas por Sansão, que estão relacionadas com coiotes, poderia suscitar uma reflexão sobre as consequências da utilização da criação de Deus para fins destrutivos.
- Burro de Balaão (números 22:21-39): Esta história de um animal que percebe realidades espirituais invisíveis para os seres humanos pode relacionar-se com os sentidos aguçados dos coiotes, lembrando-nos de estar atentos às mensagens de Deus de formas inesperadas.
- O Bom Pastor (João 10:1-18): A parábola de Jesus sobre a proteção das ovelhas contra os lobos poderia ser aplicada aos coiotes, salientando a proteção divina e a importância de permanecer perto do Pastor.
- História da Criação (Génesis 1-2): Embora não mencione especificamente os coiotes, este relato estabelece o cuidado de Deus por todas as criaturas e o papel da humanidade como mordomo da criação (Kodom & Yeboah, 2020, pp. 1-20).
- Elias alimentado por corvos (1 Reis 17:2-6): A utilização de criaturas selvagens por Deus para cuidar do Seu profeta pode estar relacionada com a adaptabilidade dos coiotes, recordando-nos que Deus pode utilizar vários meios para prover ao Seu povo.
- O Reino Pacífico (Isaías 11:6-9): Esta visão profética de harmonia entre todas as criaturas pode incluir coiotes, inspirando-nos a trabalhar em prol da paz e da gestão ambiental.
Estas histórias, embora não diretamente sobre coiotes, podem fornecer uma estrutura para refletir sobre a nossa relação com estas criaturas e o mundo natural. Recordam-nos a soberania de Deus sobre toda a criação, a importância de respeitar e cuidar dos animais e as lições espirituais que podemos aprender com a observação da natureza.
Como os coiotes se encaixam na criação de Deus de acordo com a Bíblia?
Embora os coiotes não sejam especificamente mencionados na Bíblia, uma vez que são originários da América do Norte, podemos compreender o seu lugar na criação de Deus através dos princípios bíblicos e do contexto mais amplo dos ensinamentos das Escrituras sobre os animais e a natureza (Chrostowski, 2023; Nawrot, 2023).
- Parte da boa criação de Deus: Génesis 1:25 afirma: «Deus fez os animais selvagens de acordo com a sua espécie... E Deus viu que era bom.» Isto inclui todas as criaturas, mesmo as que não são explicitamente mencionadas na Bíblia. Os coiotes, como parte da família canina, seriam incluídos nesta afirmação divina da bondade da criação.
- Sob a gestão humana: Em Génesis 1:28 e 2:15, Deus dá aos seres humanos a responsabilidade de cuidar e cuidar da sua criação. Este mandato estende-se a todas as criaturas, incluindo os coiotes. Somos chamados a gerir a vida selvagem de forma sensata, equilibrando as necessidades humanas com a preservação das espécies e dos ecossistemas.
- Mostrar a Sabedoria de Deus: Provérbios 30:24-28 fala de pequenas criaturas que demonstram a sabedoria de Deus em seu comportamento. Os coiotes, conhecidos pela sua adaptabilidade e inteligência, podem ser vistos como exemplos da sabedoria criativa de Deus na conceção.
- Louvado seja o Criador: O Salmo 148 descreve toda a criação, incluindo os «animais selvagens», louvando a Deus. Os coiotes, através da sua própria existência e do papel que desempenham nos ecossistemas, trazem glória ao seu Criador.
- Parte da Providência de Deus: Jesus fala do cuidado de Deus pelas criaturas selvagens em Mateus 6:26. Isto lembra-nos que Deus providencia toda a Sua criação, incluindo os coiotes, e que podemos confiar no Seu cuidado por nós também.
- Ilustração das Verdades Espirituais: Embora não faça referência direta aos coiotes, a Bíblia utiliza frequentemente animais para ilustrar verdades espirituais (por exemplo, «sábios como serpentes, inocentes como pombas» em Mateus 10:16). As características dos coiotes poderiam igualmente ser utilizadas para refletir sobre as lições espirituais.
- Harmonia escatológica: A visão de Isaías do reino pacífico (Isaías 11:6-9) sugere uma futura harmonia entre todas as criaturas. Tal pode incluir espécies como os coiotes, que apontam para o derradeiro plano de Deus para a criação.
Ao considerar o lugar dos coiotes na criação de Deus, somos recordados do nosso apelo para sermos mordomos responsáveis, aprendermos com a diversidade da criação e louvarmos a Deus pela sua sabedoria demonstrada na natureza. Esta perspetiva encoraja-nos a abordar a conservação da vida selvagem e as interações homem-animal com reverência, sabedoria e cuidado.
O que podem os cristãos aprender com o comportamento dos coiotes?
Como cristãos, somos chamados a ser observadores atentos da criação de Deus, pois nela podemos encontrar lições poderosas que aprofundam a nossa fé e compreensão do divino. Embora os coiotes não sejam explicitamente mencionados na Bíblia, seu comportamento oferece informações valiosas que se alinham com os ensinamentos cristãos.
Os coiotes demonstram uma notável adaptabilidade e resiliência. Diante da mudança dos ambientes e da invasão humana, eles demonstraram uma extraordinária capacidade de sobreviver e até mesmo prosperar. Esta resiliência recorda-nos a importância da perseverança no nosso caminho de fé. Como São Paulo escreve em Romanos 5:3-4: «Também nos gloriamos dos nossos sofrimentos, porque sabemos que o sofrimento produz perseverança; perseverança, carácter; e caráter, esperança.» A adaptabilidade do coiote ensina-nos a permanecer firmes na nossa fé, mesmo quando confrontados com desafios ou mudanças de circunstâncias.
Os coiotes são conhecidos pelas suas capacidades de inteligência e resolução de problemas. Isto recorda-nos o valor da sabedoria e do discernimento na nossa caminhada cristã. Provérbios 4:7 nos diz: "O princípio da sabedoria é este: Obtenha sabedoria. Embora lhe custe tudo o que tem, compreenda.» Tal como o coiote, devemos cultivar a nossa inteligência dada por Deus para enfrentar os desafios da vida e crescer na nossa fé.
Os coiotes são animais sociais com fortes laços familiares. Eles vivem em matilhas e trabalham juntos para criar seus filhotes e caçar por comida. Este comportamento reflete a ênfase cristã na comunidade e na família. Eclesiastes 4:9-10 diz: "Dois são melhores do que um, porque têm bom retorno para o seu trabalho: Se um deles cair, um pode ajudar o outro a subir.» A natureza social do coiote recorda-nos a importância da comunhão e do apoio mútuo no seio da comunidade cristã.
Por último, os coiotes desempenham um papel crucial na manutenção do equilíbrio ecológico. Como predadores, ajudam a controlar as populações de animais mais pequenos, contribuindo para a saúde geral dos ecossistemas. Isto recorda-nos a nossa responsabilidade enquanto mordomos da criação de Deus. Gênesis 1:28 nos chama a "governar" a terra, que devemos interpretar como um mandato para o cuidado responsável e a gestão do mundo natural.
Ao observar os coiotes, os cristãos podem aprender lições valiosas sobre a resiliência, a sabedoria, a comunidade e a mordomia, que são fundamentais para a nossa fé e o nosso papel na criação de Deus.
Como os princípios bíblicos podem se aplicar às interações humanas com os coiotes?
Enquanto cristãos, as nossas interações com os coiotes e todas as criaturas de Deus devem ser guiadas pelos princípios bíblicos da mordomia, da compaixão e do respeito pela ordem criada. Embora a Bíblia não aborde especificamente os coiotes, fornece uma estrutura para como devemos abordar nossa relação com a vida selvagem.
Devemos lembrar que Deus é o criador de todos os seres vivos, incluindo os coiotes. Génesis 1:25 diz-nos: «Deus fez os animais selvagens segundo as suas espécies, o gado segundo as suas espécies, e todas as criaturas que se movem pela terra segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom.» Esta afirmação da bondade da criação deve inspirar-nos a abordar os coiotes com respeito e admiração, reconhecendo-os como parte do plano divino de Deus.
O princípio da mordomia, derivado de Génesis 1:28 e 2:15, chama-nos a ser cuidadores responsáveis da terra e dos seus habitantes. Em nossas interações com os coiotes, isso significa esforçar-se pela coexistência em vez de conflito. Devemos procurar compreender o seu papel ecológico e adaptar os nossos comportamentos para minimizar os impactos negativos nas suas populações. Tal pode implicar uma gestão adequada dos resíduos, a fim de evitar atrair coiotes para as zonas urbanas ou apoiar os esforços de conservação que mantêm os seus habitats naturais.
O apelo bíblico à compaixão, exemplificado em Provérbios 12:10 – «O cuidado justo das necessidades dos seus animais» – deve estender-se ao nosso tratamento dos animais selvagens como coiotes. Embora possamos ter de tomar medidas para proteger o gado ou os animais de estimação, devemos procurar soluções humanas que evitem sofrimento desnecessário. Isto se alinha com a ética cristã mais ampla de valorizar toda a vida.
O conceito de interligação encontrado em escrituras como Jó 12:7-10 – «Mas perguntai aos animais, e eles vos ensinarão, ou às aves do céu, e eles vos dirão; ou fala à terra, e ela te ensinará, ou os peixes do mar te informarão. Qual de todos estes não sabe que a mão do Senhor fez isso? Na sua mão está a vida de todas as criaturas e o sopro de toda a humanidade.» – recorda-nos que o nosso bem-estar está ligado à saúde dos ecossistemas, incluindo predadores como os coiotes.
Em termos práticos, a aplicação destes princípios bíblicos pode significar apoiar um planeamento urbano favorável à vida selvagem, educar-nos a nós próprios e aos outros sobre o comportamento dos coiotes para reduzir o medo e o conflito e defender políticas que protejam tanto os interesses humanos como a vida selvagem. Envolve também cultivar uma atitude de humildade, reconhecer que somos parte, não separados, do mundo natural que Deus criou.
Ao abordar nossas interações com os coiotes através da lente da mordomia bíblica, da compaixão e do respeito pela criação, podemos promover uma relação mais harmoniosa com estas criaturas e cumprir nosso mandato divino de cuidar da Terra.
O que os primeiros Padres da Igreja ensinavam sobre animais como os coiotes?
Embora os primeiros Padres da Igreja não abordassem especificamente os coiotes, uma vez que estes animais não eram nativos das regiões onde viviam e escreviam, eles ofereceram grandes ensinamentos sobre os animais em geral que podem informar nossa compreensão de criaturas como os coiotes a partir de uma perspectiva cristã.
Muitos dos Padres da Igreja, influenciados tanto pelos ensinamentos bíblicos como pela filosofia grega, viam os animais como parte da boa criação de Deus e dignos de consideração moral. São Basílio, o Grande (330-379 dC), em seu Hexaemeron (homilias nos seis dias da criação), falou eloquentemente sobre a maravilha e a diversidade da vida animal. Encorajou os cristãos a observarem e aprenderem com os animais, vendo em seus comportamentos reflexos da sabedoria divina. Esta perspetiva poderia aplicar-se ao estudo dos coiotes e à sua notável adaptabilidade.
São João Crisóstomo (347-407 AD) enfatizou a interligação de toda a criação, ensinando que os animais foram criados não apenas para uso humano como parte da tapeçaria mais ampla do mundo de Deus. Escreveu: «A criação não é apenas para nós... mas é para todos os animais.» Este ponto de vista encoraja-nos a considerar o valor intrínseco de animais como os coiotes, para além da sua utilidade ou do seu impacto nos interesses humanos.
Santo Agostinho de Hipona (354-430 d.C.), embora mantendo a visão cristã da singularidade humana, também reconheceu a bondade inerente dos animais como parte da criação de Deus. Sugeriu que os animais possuem uma forma de sabedoria, escrevendo nas suas Confissões: «As bestas do campo e as aves do ar são sábias à sua maneira.» Esta perspetiva convida-nos a abordar os animais como coiotes com humildade e abertura para aprender com os seus instintos e comportamentos dados por Deus.
Os Padres do Deserto, eremitas e monges cristãos primitivos, muitas vezes tinham relações estreitas com animais selvagens. Abundam as histórias destes ascetas que vivem pacificamente ao lado de predadores, refletindo a crença no potencial de harmonia entre os seres humanos e as criaturas selvagens quando ambos estão alinhados com a vontade de Deus. Embora estes relatos possam ser parcialmente alegóricos, eles ressaltam um ideal de coexistência pacífica que poderia informar a nossa abordagem à vida selvagem como os coiotes.
São Francisco de Assis (1181-1226 d.C.), embora mais tarde do que os primeiros Padres da Igreja, estendeu o famoso amor cristão e a fraternidade aos animais, referindo-se a eles como nossos «irmãos e irmãs». A sua atitude de reverência e cuidado com todas as criaturas teve um impacto duradouro no pensamento cristão em relação aos animais.
Ao sintetizar estes ensinamentos, podemos concluir que os primeiros Padres da Igreja geralmente viam os animais como partes valiosas da criação de Deus, possuindo as suas próprias formas de sabedoria e dignas de consideração moral. Encorajavam os cristãos a observar e aprender com os animais, a reconhecer a interligação de toda a criação e a lutar pela convivência harmoniosa com o mundo natural.
Aplicando estes princípios aos coiotes, somos chamados a abordar estas criaturas com respeito, a aprender com os seus comportamentos, a considerar o seu lugar no ecossistema mais vasto e a procurar formas de coexistência que honrem tanto as necessidades humanas como a integridade da criação de Deus.
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