O que a Bíblia diz sobre o objetivo do sexo dentro do casamento?
As Sagradas Escrituras revelam-nos que Deus, na sua infinita sabedoria e amor, criou a intimidade sexual como um poderoso dom para os esposos. Este dom serve a múltiplos propósitos sagrados dentro do pacto do casamento.
A sexualidade conjugal destina-se a promover uma profunda unidade e intimidade entre marido e mulher. Como lemos no Génesis: «Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão uma só carne» (Génesis 2:24). Esta união física é um reflexo da unidade espiritual e emocional que Deus pretende para os casais. É uma ligação sagrada que une duas almas no amor.(Wheat & Wheat, 2010)
Em segundo lugar, o dom da sexualidade permite que os casais participem na obra de criação em curso de Deus. O primeiro mandamento dado à humanidade era «ser fecundos e multiplicar-se» (Génesis 1:28). Através do ato conjugal, maridos e mulheres têm o poderoso privilégio de cooperar com Deus para trazer uma nova vida ao mundo. Este aspeto vivificante da sexualidade é um belo reflexo da própria natureza criativa de Deus.
A sexualidade conjugal destina-se a ser uma fonte de prazer mútuo, prazer e conforto para marido e mulher. O Cântico dos Cânticos celebra as alegrias da intimidade física em linguagem poética, descrevendo o prazer dos amantes nos corpos uns dos outros e a natureza intoxicante do seu amor (Cântico dos Cânticos 1:2-4, 4:1-7). Deus pretende que os casais encontrem alegria e satisfação na sua união física.(Jennifer Konzen, 2019)
A relação sexual serve como uma proteção contra a tentação e uma saída adequada para os desejos sexuais. Como escreve São Paulo, «Mas, por causa da tentação da imoralidade sexual, cada homem deve ter a sua própria mulher e cada mulher o seu próprio marido» (1 Coríntios 7:2). O leito conjugal proporciona um contexto seguro e sagrado para a expressão dos desejos sexuais.
Por fim, e talvez mais profundamente, a união sexual entre marido e mulher pretende ser um reflexo terreno da união espiritual entre Cristo e a sua Igreja. São Paulo explica este mistério em Efésios 5, traçando um paralelo entre o amor doador de Cristo pela Igreja e o amor íntimo entre os esposos. Desta forma, a sexualidade conjugal torna-se uma parábola viva do amor pactual de Deus pelo seu povo (Dedon & Trostyanskiy, 2016).
Ao contemplarmos estes propósitos, maravilhemo-nos com a beleza e a santidade do desígnio de Deus para a intimidade conjugal. Longe de ser algo vergonhoso ou meramente tolerado, a sexualidade no casamento é um dom precioso a ser acarinhado, nutrido e expresso com reverência e alegria. Que todos os esposos cresçam na apreciação deste dom divino e o usem para glorificar a Deus e fortalecer a sua união no amor.
Como a Bíblia descreve a intimidade e a unidade do sexo conjugal?
As Sagradas Escrituras pintam um quadro bonito e poderoso da intimidade e da unidade vividas através da sexualidade conjugal. Esta união sagrada é descrita em termos que falam aos anseios mais profundos do coração humano por ligação, amor e unidade.
A Bíblia retrata o sexo conjugal como uma união completa de duas pessoas. No Génesis, lemos que «um homem deixará o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e estes se tornarão uma só carne» (Génesis 2:24). Este conceito de «uma só carne» é muito mais do que uma mera descrição física. Fala de uma poderosa fusão de duas vidas – emocionalmente, espiritualmente e em todos os aspetos do seu ser. Como o nosso Senhor Jesus reafirmou: «Assim, já não são duas, mas uma só carne. O que, portanto, Deus uniu, não separe o homem" (Marcos 10:8-9). (Keller & Keller, 2011)
Esta unidade é tão completa que São Paulo, em sua carta aos Efésios, usa-a como uma analogia para a relação entre Cristo e a Igreja. Escreve: «Este mistério é poderoso, e digo que se refere a Cristo e à Igreja» (Efésios 5:32). A intimidade do sexo conjugal é assim elevada a um símbolo sagrado do amor divino entre Deus e o seu povo.(Dedon & Trostyanskiy, 2016)
O Cântico dos Cânticos, esse belo poema de amor conjugal, descreve o desejo apaixonado e o deleite que marido e mulher encontram um no outro. Fala da ânsia dos amantes de estarem juntos, da sua admiração pelos corpos uns dos outros e da natureza intoxicante do seu amor. «Deixem-no beijar-me com os beijos da sua boca! Porque o teu amor é melhor do que o vinho», exclama a noiva (Cântico dos Cânticos 1:2). Este texto sagrado afirma a bondade e a beleza da atração física e do prazer no casamento. (Jennifer Konzen, 2019)
A Bíblia descreve a intimidade conjugal como uma fonte de conforto, consolo e renovação. Em Provérbios, os maridos são encorajados a «alegrarem-se na mulher da vossa mocidade... que os seus seios vos satisfaçam sempre, que estejais sempre embriagados com o seu amor» (Provérbios 5:18-19). Isto fala da natureza duradoura da intimidade conjugal, uma fonte de alegria e refrigério ao longo dos anos de casamento. (Jennifer Konzen, 2019)
A unidade do sexo conjugal também é retratada como um dom mútuo de si mesmo. São Paulo ensina que «o marido deve dar à mulher os seus direitos conjugais, e também a mulher ao marido. Porque a mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas o marido tem. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas a mulher tem." (1 Coríntios 7:3-4). Esta doação mútua reflecte o amor altruísta de Cristo pela Sua Igreja.(Keller & Keller, 2011)
Finalmente, a Bíblia descreve a intimidade conjugal como um reflexo da alegria e do amor dentro da própria Santíssima Trindade. Tal como o Pai, o Filho e o Espírito Santo vivem em perfeita comunhão, derramando amor e alegria nos corações uns dos outros, também o sexo conjugal aponta para esta realidade divina. É um vislumbre do deleite eterno que experimentaremos no céu, na nossa relação amorosa com Deus e uns com os outros. (Keller & Keller, 2011)
De todas estas maneiras, vemos que a Bíblia retrata a sexualidade conjugal não como algo básico ou meramente físico, mas como um ato santo, unificador e profundamente espiritual. É um dom precioso de Deus, destinado a trazer marido e mulher para a união mais próxima possível deste lado do céu. Que todos os esposos cuidem deste dom, alimentando-o com ternura, respeito e reverência, sempre atentos à sua natureza sagrada e à sua origem divina. Na Bíblia, há diretrizes claras para o comportamento sexual dentro do casamento, e certos atos são considerados tabus. Estes Atos sexuais proibidos em debates bíblicos destinam-se a preservar a santidade da união conjugal e honrar a intenção divina para a sexualidade. Ao respeitarem estas orientações, os casais podem experimentar a plenitude da bênção de Deus e a profunda intimidade que advém de seguir o seu desígnio.
Que práticas sexuais são permitidas ou proibidas para casais de acordo com as Escrituras?
À medida que nos aproximamos deste tema sensível, vamos fazê-lo com o coração aberto à sabedoria e ao amor de Deus. As Escrituras fornecem-nos princípios orientadores em vez de uma lista exaustiva de práticas permitidas ou proibidas. O nosso objetivo deve ser honrar a Deus e uns aos outros na expressão íntima do amor conjugal.
Devemos reconhecer que Deus criou a sexualidade como um belo dom a ser desfrutado dentro do pacto do casamento. O Cântico dos Cânticos celebra os aspetos sensuais e eróticos do amor conjugal sem vergonha, utilizando a linguagem poética para descrever o prazer dos amantes nos corpos uns dos outros. Isto afirma que Deus pretende que os casais experimentem prazer e alegria em sua união física. (Jennifer Konzen, 2019)
Mas o princípio geral que encontramos nas Escrituras é que a intimidade sexual deve promover a unidade, o amor e a satisfação mútua entre marido e mulher. Quaisquer práticas sexuais que violem este princípio por causar dano, degradação ou separação devem ser evitadas. Como ensina São Paulo, «o marido deve cumprir o seu dever conjugal para com a mulher, e também a mulher para com o marido» (1 Coríntios 7:3). Isto fala da importância da consideração mútua e do cuidado na relação sexual.(Keller & Keller, 2011)
A Bíblia proíbe claramente a atividade sexual fora dos limites do casamento, incluindo adultério, fornicação e práticas homossexuais (1 Coríntios 6:9-10, Hebreus 13:4). Mas há uma liberdade considerável para os casais expressarem seu amor fisicamente, guiados pelo consentimento mútuo, respeito e o desejo de agradar uns aos outros.
Alguns questionaram-se sobre práticas específicas, como o sexo oral, o uso de contraceção ou certas posições sexuais. Embora a Bíblia não aborde explicitamente estes assuntos, podemos aplicar os princípios do amor mútuo, respeito e edificação. Desde que ambos os cônjuges estejam confortáveis e de acordo, e os atos não envolvam outros ou causem danos, muitas práticas podem ser consideradas permissíveis dentro da cama conjugal. (Jennifer Konzen, 2019)
É importante notar que as práticas que envolvem pornografia, a inclusão de terceiros (mesmo na fantasia) ou qualquer coisa que objetifique ou degrade o cônjuge devem ser evitadas, uma vez que violam o princípio da união exclusiva e amorosa entre marido e mulher (Jennifer Konzen, 2019).
Ao considerar qualquer prática sexual, os casais devem refletir em oração sobre as seguintes perguntas:
Esta prática honra a Deus e a santidade do nosso pacto matrimonial?
Promove a unidade e a intimidade entre nós, marido e mulher?
É mutuamente consensual e satisfatório para ambos?
Envolve-nos apenas aos dois, excluindo todos os outros fisicamente e em nossos pensamentos?
Isso reflete o amor altruísta de Cristo pela Igreja?
Se a resposta a todas estas perguntas for sim, então a prática pode ser considerada admissível no contexto do seu casamento.
Lembre-se, que a nossa sexualidade é um dom de Deus, destinado a ser uma fonte de alegria, intimidade e unidade no casamento. Não se trata de regras rígidas, mas de expressar o amor de uma forma que honra a Deus e uns aos outros. Como São Paulo nos recorda, «Tudo me é permitido, mas nem tudo é benéfico» (1 Coríntios 6:12).
Aproximemo-nos deste dom sagrado com reverência, respeito mútuo e desejo de glorificar a Deus em nossos corpos. Que a vossa vida íntima seja fonte de bênção, aproximando-vos uns dos outros e do Senhor que vos deu este dom precioso de amor.
Quantas vezes os casais devem ter relações sexuais de acordo com a Bíblia?
Ao considerarmos esta questão, vamos abordá-la com sensibilidade e compreensão, reconhecendo que cada casamento é único e que as circunstâncias podem variar muito de casal para casal. Embora a Bíblia não prescreva uma frequência específica para as relações conjugais, ela nos fornece princípios que podem nos guiar neste aspecto íntimo da vida conjugal.
Devemos lembrar que a intimidade sexual é um dom de Deus, destinado a promover a unidade, o amor e a satisfação mútua entre marido e mulher. O apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios, oferece talvez a orientação mais direta sobre este assunto:
«O marido deve cumprir o seu dever conjugal para com a mulher, tal como a mulher para com o marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas cede-o ao marido. Do mesmo modo, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas cede-o à sua mulher. Não vos priveis uns aos outros, a não ser por mútuo consentimento e por algum tempo, para que vos dediqueis à oração. Então, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente por causa da vossa falta de domínio próprio." (1 Coríntios 7:3-5) (Keller & Keller, 2011)
A partir desta passagem, podemos recolher vários princípios importantes:
Regularidade: O texto implica que a intimidade sexual deve ser uma parte regular da vida conjugal. A frase «não se privem mutuamente» sugere que a abstenção de relações sexuais deve ser a exceção e não a regra.
Mutualidade: Tanto o marido como a mulher têm a responsabilidade de satisfazer as necessidades sexuais um do outro. Isso fala da importância da comunicação, consideração e compromisso na determinação da frequência das relações sexuais.
Propósito Espiritual: A única razão dada para abster-se de sexo é para momentos focados de oração, e mesmo assim, deve ser por mútuo acordo e por um tempo limitado.
Proteção contra a tentação: A intimidade sexual regular é vista como uma salvaguarda contra a tentação, ajudando a manter o casamento forte e fiel.
Embora estes princípios forneçam orientações, não especificam uma frequência exata. Isso porque as necessidades e as circunstâncias de cada casal podem variar muito. Fatores como saúde, horários de trabalho, a presença de crianças pequenas e a libido individual podem afetar a frequência com que um casal se envolve na intimidade sexual.
O Cântico dos Cânticos, que belo poema de amor conjugal, retrata os amantes como ansiosamente antecipando e deleitando-se em seus tempos de intimidade. Isto sugere que as relações sexuais devem ser frequentes o suficiente para manter um senso de paixão e desejo dentro do casamento. (Jennifer Konzen, 2019)
Em Provérbios, os maridos são encorajados a «alegrarem-se na mulher da vossa mocidade... que os seus seios vos satisfaçam sempre, que estejais sempre embriagados com o seu amor» (Provérbios 5:18-19). A palavra «sempre» aqui implica um gozo consistente e contínuo da intimidade conjugal. (Jennifer Konzen, 2019)
Estas escrituras enfatizam a qualidade, bem como a quantidade. O objetivo não é simplesmente a frequência por si só, mas sim uma relação sexual que traz alegria, satisfação e unidade a ambos os cônjuges.
Para alguns casais, isso pode significar encontros sexuais diários. Para outros, pode ser algumas vezes por semana ou mesmo menos frequentemente. A chave é encontrar um ritmo que funcione para ambos os cônjuges, tendo em conta os princípios bíblicos da satisfação mútua, da protecção contra a tentação e da promoção da unidade conjugal.
Se houver uma grande discrepância no desejo entre os cônjuges, é importante abordar esta questão com amor, paciência e comunicação aberta. Lembrem-se das palavras de São Paulo: «O amor é paciente, o amor é bondoso... Não desonra os outros, não é egoísta» (1 Coríntios 13:4-5). Procurem compreender as necessidades uns dos outros e encontrar compromissos amorosos.
Acima de tudo, deixe que a sua relação sexual seja guiada pelo amor – amor a Deus e amor uns pelos outros. Enquanto procurais honrar o Senhor no vosso leito matrimonial, que possais encontrar alegria, intimidade e profunda satisfação neste belo dom que Ele vos deu. E que a vossa união física vos aproxime sempre um do outro e do Deus que vos criou para este vínculo sagrado.
O que a Bíblia ensina sobre a satisfação sexual mútua no casamento?
As Sagradas Escrituras falam com surpreendente franqueza e beleza sobre a importância da satisfação sexual mútua dentro do casamento. Esta sabedoria divina reflete o desejo de Deus de que os casais experimentem uma profunda alegria, intimidade e realização na sua união física.
Devemos reconhecer que a Bíblia retrata o prazer sexual dentro do casamento como um presente de Deus, a ser celebrado e desfrutado. O Cântico dos Cânticos, esse poema apaixonado de amor conjugal, está repleto de descrições vívidas do prazer mútuo dos amantes. A noiva exclamou: «Deixa-o beijar-me com os beijos da sua boca! Porque o teu amor é melhor do que o vinho" (Cântico dos Cânticos 1:2). Este texto sagrado afirma a bondade da atração física e a natureza intoxicante do amor conjugal. (Jennifer Konzen, 2019)
As Escrituras nos ensinam que a satisfação sexual no casamento deve ser recíproca. São Paulo, em sua carta aos Coríntios, fornece uma visão notavelmente igualitária da sexualidade conjugal:
«O marido deve cumprir o seu dever conjugal para com a mulher, tal como a mulher para com o marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas cede-o ao marido. Do mesmo modo, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas cede-o à sua mulher.» (1 Coríntios 7:3-4) (Keller & Keller, 2011)
Esta passagem salienta que tanto o marido como a mulher têm a responsabilidade de satisfazer as necessidades sexuais um do outro. Desafia as normas culturais da época, que muitas vezes priorizavam a satisfação sexual masculina, ao insistir no cuidado mútuo e na consideração no leito conjugal.
A Bíblia também nos ensina que a intimidade sexual deve ser frequente e regular. São Paulo continua: "Não vos priveis uns aos outros, a não ser talvez por mútuo consentimento e por algum tempo, para que vos dediqueis à oração. Então, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente por causa da vossa falta de domínio próprio" (1 Coríntios 7:5). Esta orientação reconhece a importância da satisfação sexual na manutenção de um casamento forte e fiel. (Keller & Keller, 2011)
No livro de Provérbios, os maridos são encorajados a encontrar satisfação duradoura em suas esposas: «Alegra-te na mulher da tua mocidade... que os seus seios te satisfaçam sempre, que te embriagues com o seu amor» (Provérbios 5:18-19). Esta bela imagem fala da natureza duradoura da satisfação sexual conjugal, retratando-a como uma fonte de alegria e refrigério ao longo dos anos de casamento. (Jennifer Konzen, 2019)
A Bíblia nos ensina que a satisfação sexual mútua no casamento vai além do mero prazer físico. É uma expressão poderosa da unidade «uma só carne» que Deus pretende para os casais. Como lemos no Génesis: «Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão uma só carne» (Génesis 2:24). Esta união física destina-se a refletir e reforçar a profunda ligação emocional e espiritual entre marido e mulher. (Keller & Keller, 2011)
O ensino bíblico sobre a satisfação sexual mútua insere-se no contexto do amor altruísta. Como nos recorda São Paulo, «o amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não desonra os outros, não procura a si mesmo" (1 Coríntios 13:4-5). No leito conjugal, isto significa colocar as necessidades e os desejos do nosso cônjuge à frente dos nossos, procurando o seu prazer e satisfação tanto quanto o nosso.
Como os casais devem lidar com as diferenças no desejo sexual?
As diferenças no desejo sexual são um desafio comum que muitos casais enfrentam. Devemos abordar este assunto sensível com compaixão, compreensão e um espírito de amor autodoador.
A comunicação aberta e honesta entre os cônjuges é essencial. Crie um espaço seguro para discutir as suas necessidades, preocupações e sentimentos sem julgar. Ouçam-se uns aos outros com empatia e procurem compreender a perspetiva do seu parceiro (Raposo et al., 2021; Shoikhedbrod et al., 2022).
Lembre-se de que a intimidade abrange mais do que apenas actos físicos. Nutre a proximidade emocional e espiritual através de tempo de qualidade, toque afetuoso e experiências partilhadas. Isto pode ajudar a colmatar as lacunas no desejo e promover a satisfação conjugal global (Willoughby & Vitas, 2011).
Para o cônjuge com maior desejo, pratique a paciência e o autocontrole. Canalizem a vossa energia para outras expressões de amor e afecto. Para o cônjuge com menor desejo, esforce-se por ser aberto e responder às necessidades do seu parceiro, sempre que possível (Junior et al., 2024).
Considere explorar as causas profundas das discrepâncias de desejo. Fatores como estresse, problemas de saúde ou conflitos de relacionamento podem estar contribuindo. Abordar estas questões subjacentes em conjunto, procurando ajuda profissional, se necessário (Knopp et al., 2021; Rivas-Koehl et al., 2022).
Acima de tudo, abordem este desafio como uma equipa, com respeito mútuo e um compromisso com os vossos votos matrimoniais. Com a graça de Deus, as diferenças de desejo podem tornar-se oportunidades de crescimento no altruísmo, na compreensão e na unidade conjugal (Davies et al., 1999).
Como os casais podem superar as dificuldades sexuais a partir de uma perspectiva bíblica?
As dificuldades sexuais no casamento não são incomuns, mas não precisam definir a sua relação. Olhemos para as Escrituras e para o ensino da Igreja como orientação para superar estes desafios.
Primeiro, devemos reconhecer que a sexualidade é um dom de Deus, projetado para a unidade e a procriação dentro do casamento. Abordar a intimidade com reverência, gratidão e um espírito de doação mútua (Hatfield et al., 2008; Roughan & Jenkins, 1990).
A comunicação é fundamental. Crie um espaço seguro para discutir as suas preocupações de forma aberta e honesta. Ouçam uns aos outros com empatia e sem julgamento. Lembre-se das palavras de São Paulo em 1 Coríntios 7:3-4, que falam da obrigação mútua dos cônjuges de satisfazer as necessidades uns dos outros (Gabb, 2019).
Procure compreender as causas profundas de suas dificuldades. Há problemas de saúde física, feridas emocionais ou obstáculos espirituais? Abordar estes de forma holística, envolvendo profissionais médicos ou conselheiros, quando necessário (Kibor, 2015).
Pratique a paciência e a perseverança. Superar os desafios sexuais muitas vezes leva tempo. Sejam gentis convosco e uns com os outros, celebrando pequenos passos de progresso (Luo & Yu, 2022).
Nutre a intimidade em todas as suas formas – emocional, espiritual e física. Priorize o tempo de qualidade juntos, envolva-se em oração compartilhada e expresse afeto de formas não sexuais. Isto pode ajudar a criar uma base para a cura e crescimento na sua relação sexual (Liu & Jackson, 2019).
Lembrem-se de que a verdadeira intimidade flui de uma vida de fé e virtude. Esforce-se para se aproximar de Deus individualmente e como casal. Participar dos sacramentos, sobretudo da Reconciliação e da Eucaristia, que oferecem graça e cura (Schiavi et al., 1992).
Por fim, não hesite em procurar ajuda de fontes fidedignas. Considere o aconselhamento matrimonial baseado na fé ou falar com um sacerdote que possa oferecer orientação enraizada no ensino da Igreja (Abasili, 2021).
Com a oração, a perseverança e a graça de Deus, as dificuldades sexuais podem ser superadas, conduzindo a uma união conjugal mais profunda e mais gratificante.
O que a Bíblia diz sobre a contraceção e o planeamento familiar?
A questão da contracepção e do planeamento familiar exige um discernimento cuidadoso, enraizado na Escritura e no ensino da Igreja. Embora a Bíblia não aborde explicitamente os métodos contraceptivos modernos, fornece princípios para orientar nossa abordagem à procriação e à vida familiar.
Primeiro, devemos reconhecer que as crianças são uma bênção de Deus. O Salmo 127:3 diz-nos: «As crianças são uma herança do Senhor, os filhos uma recompensa dele.» O mandamento de «sede fecundos e multiplicai-vos» em Génesis 1:28 afirma a bondade da procriação (Hellwig et al., 2022).
Mas a Igreja também reconhece que a paternidade responsável envolve a consideração orante das circunstâncias de uma família. Os pais são chamados a ser generosos na sua abertura à vida, ao mesmo tempo que exercem prudência no planeamento familiar (Olakunde & Pharr, 2021).
A Bíblia afirma os aspectos unitivos e procriativos da sexualidade conjugal. Qualquer abordagem do planeamento familiar deve respeitar estas duas dimensões, evitando uma separação entre os aspetos do ato conjugal que dão amor e os que dão vida (Götmark & Andersson, 2020).
Os métodos de Planeamento Familiar Natural (PFN), que envolvem a abstinência periódica durante os períodos férteis, são consistentes com os princípios bíblicos. Estes métodos respeitam os ritmos naturais de fertilidade que Deus concebeu, ao mesmo tempo que permitem que os casais espalhem os nascimentos quando necessário (Parija et al., 2022).
A contraceção artificial, por outro lado, suscita preocupações morais, uma vez que pode potencialmente separar os aspetos unitivos e procriativos da intimidade conjugal. A Igreja encoraja os casais a discernir com oração a sua abordagem ao planeamento familiar, mantendo-se sempre abertos à vida (Amran et al., 2019).
A Bíblia condena certas práticas que eram usadas nos tempos antigos para impedir a concepção ou interromper a gravidez. Isto ressalta a santidade da vida humana desde o momento da concepção (Light et al., 2018).
Os casais são chamados a exercer uma paternidade responsável através do discernimento orante, da comunicação aberta e de um espírito de generosidade. Confie na providência de Deus e procure a sua orientação nas suas decisões de planeamento familiar (Senderowicz & Maloney, 2022).
Lembre-se de que as circunstâncias de cada família são únicas. Aproxime-se deste assunto sensível com humildade, procurando sabedoria das Escrituras, do ensino da Igreja e de conselheiros espirituais de confiança.
Como os casais cristãos devem abordar o sexo depois de ter filhos?
A chegada de filhos traz grande alegria ao casamento, mas também pode colocar desafios à vida íntima de um casal. Pensemos em como nutrir a sexualidade conjugal nesta nova época da vida familiar.
Primeiro, reconheça que as mudanças na sua relação sexual depois que as crianças são normais e esperadas. As demandas dos pais, a recuperação física do parto e as mudanças hormonais podem afetar o desejo e a intimidade. Abordar estas mudanças com paciência, compreensão e comunicação aberta (Notari et al., 2024).
Lembra-te de que o teu vínculo conjugal continua a ser uma prioridade, mesmo quando abraças os teus novos papéis como pais. Faça esforços intencionais para nutrir a sua relação. Isso pode envolver agendar tempo para a intimidade, encontrar formas criativas de conectar-se e apoiar-se mutuamente no autocuidado (Gabb & Fink, 2021).
Sejam gentis consigo mesmos e uns com os outros durante esta transição. Evite exercer pressão indevida sobre o reinício da atividade sexual antes de estar preparado física e emocionalmente. Em vez disso, concentre-se em manter a intimidade emocional através do toque afetuoso, tempo de qualidade e expressões de amor e apreciação (Liu & Jackson, 2019).
A comunicação é fundamental. Discuta as suas necessidades, preocupações e expectativas de forma aberta e honesta. Ouçam-se uns aos outros com empatia e procurem compreender a perspetiva do seu parceiro. Lembre-se que a intimidade abrange mais do que apenas actos físicos (Willoughby & Vitas, 2011).
Para as mães, é importante dar tempo para a cura física e emocional após o parto. Pais, sejam pacientes e solidários durante este período de recuperação. Ambos os parceiros devem priorizar o descanso e o autocuidado, reconhecendo que os pais descansados têm maior probabilidade de ter energia para a intimidade (Muise et al., 2013).
À medida que navega nesta nova fase, seja criativo em encontrar oportunidades de ligação. Isso pode envolver intimidade durante o cochilo, recorrer à ajuda de membros da família para cuidar dos filhos ou explorar novas formas de expressar afeto que se adequem às suas circunstâncias atuais (Minhat et al., 2019).
Lembre-se de que a sexualidade é um dom de Deus, concebido para a unidade e alegria dentro do casamento. Aproxime-se da intimidade com gratidão, reverência e um espírito de doação mútua. Mesmo que a frequência ou a forma de expressão sexual mude depois das crianças, esforce-se para manter um vínculo amoroso e afetuoso (Schiavi et al., 1992).
Por último, não hesite em procurar apoio se tiver dificuldades. Fale com amigos de confiança, um conselheiro espiritual ou um conselheiro profissional que possa oferecer orientação enraizada na fé e nos valores familiares (Abasili, 2021).
Com paciência, comunicação e a graça de Deus, podes nutrir uma vida íntima gratificante, mesmo no meio do belo caos da parentalidade.
Que princípios bíblicos guiam a sexualidade para casais mais velhos?
À medida que caminhamos através das diferentes estações da vida, nossa intimidade conjugal pode evoluir, mas continua a ser um dom precioso de Deus. Vamos refletir sobre como as Escrituras e o ensino da Igreja podem guiar a sexualidade para casais mais velhos.
Em primeiro lugar, devemos reconhecer que a intimidade e o afeto continuam a ser importantes em todas as etapas do casamento. O Cântico dos Cânticos celebra a beleza do amor conjugal, lembrando-nos que a paixão e a ternura têm um lugar nas relações de todas as idades (Kelly et al., 2015).
À medida que os corpos mudam com a idade, os casais podem precisar adaptar suas expressões de intimidade física. Abordar estas mudanças com paciência, criatividade e um espírito de cuidado mútuo. Lembre-se de que a sexualidade abrange mais do que apenas atos físicos – a intimidade emocional e espiritual são igualmente importantes (Erhabor & Ottuh, 2023).
A comunicação torna-se ainda mais crucial nesta fase da vida. Discuta as suas necessidades, preocupações e desejos de forma aberta e honesta. Ouçam-se uns aos outros com empatia e procurem compreender a perspetiva do seu parceiro. Esta abertura pode conduzir a uma ligação e satisfação mais profundas (Minhat et al., 2019).
Os desafios de saúde podem afetar a função sexual à medida que envelhecemos. Abordar estas questões com compaixão e procurar aconselhamento médico quando necessário. Lembre-se de que há muitas formas de expressar amor e afecto, mesmo que a actividade sexual tradicional se torne difícil (Arshad & Bibi, 2024).
O princípio do amor recíproco de doação, enraizado no amor de Cristo pela Igreja (Efésios 5:25-33), continua a ser central. Continuar a dar prioridade às necessidades e ao bem-estar do seu cônjuge, encontrando alegria em proporcionar prazer e conforto um ao outro (Notari et al., 2024).
À medida que as responsabilidades pelas crianças diminuem, os casais mais velhos podem encontrar novas oportunidades de intimidade e conexão. Abrace esta temporada como uma oportunidade de redescobrir uns aos outros e aprofundar o seu vínculo (Kelly et al., 2015).
Lembrem-se de que a verdadeira intimidade flui de uma vida de fé e virtude. Continue a se aproximar de Deus individualmente e como casal. Participai nos sacramentos e na oração comum, que podem reforçar a vossa unidade espiritual e conjugal (Schiavi et al., 1992).
Finalmente, aproxime-se de sua sexualidade com gratidão e alegria, reconhecendo-a como um dom contínuo de Deus. Mesmo que as expressões físicas possam mudar, o profundo amor e afecto que partilham pode continuar a crescer e florescer (Liu & Jackson, 2019).
Que a tua vida íntima nos teus últimos anos seja um testemunho do amor duradouro de Deus e da beleza do compromisso ao longo da vida no casamento.
