Já se perguntou sobre os fariseus de que leu a Bíblia? São frequentemente apresentados como opositores de Jesus, mas a sua história tem muito mais a ver com isso. Quem eram os fariseus, e qual foi o seu papel no tempo de Jesus? O O significado dos fariseus além de serem apenas «maus», eram um grupo de líderes judeus dedicados a seguir a Lei de Deus, mas as suas regras estritas por vezes colidiam com os ensinamentos de Jesus. Por que os fariseus odeiam a Jesus?, O que a história deles pode nos ensinar hoje? Neste artigo, vamos explorar quem eram os fariseus, como diferiam de outros grupos, como os saduceus, e o que os primeiros líderes cristãos disseram sobre eles.
O que é um fariseu na Bíblia?
Na Bíblia, o termo «fariseu» refere-se a um proeminente grupo religioso e político judaico durante o tempo de Jesus. O termo "fariseu" provavelmente deriva do hebraico perushim, uma palavra hebraica que significa «separados», sugerindo o seu compromisso de viver uma vida separada de acordo com a sua interpretação da Lei de Deus. Eles eram conhecidos por sua estrita adesão à Lei escrita de Moisés e suas extensas tradições orais, que acreditavam também terem sido dadas por Deus e passadas através de gerações. Estas tradições visavam aplicar a Lei a todos os âmbitos da vida quotidiana, garantindo a santidade e a pureza.
Historicamente, os fariseus surgiram durante o período do Segundo Templo, depois que o povo judeu voltou do exílio. Eram um movimento leigo, o que significa que não eram primariamente sacerdotes (como os saduceus), mas sim escribas, académicos e pessoas comuns que se dedicavam profundamente a estudar e a viver a Lei. Mantiveram uma influência considerável entre as pessoas comuns devido à sua perceção de piedade e dedicação à Palavra de Deus. Eles eram apaixonados por tornar a fé prática e relevante para todos, não apenas para os sacerdotes do templo.
Para nós, cristãos, compreender os fariseus é crucial porque eles são frequentemente mencionados nos Evangelhos, muitas vezes nas interações e debates com Jesus. Estes encontros realçam as diferenças entre os ensinamentos de Jesus e as interpretações da Lei pelos fariseus. Embora Jesus tenha afirmado a importância da Lei, muitas vezes desafiou a ênfase dos fariseus nas regras e tradições externas sobre a transformação interna do coração e do espírito da Lei, que é o amor a Deus e ao próximo. Vejo isto como uma lição poderosa: A verdadeira fé não é apenas seguir regras sobre uma relação genuína com Deus que nos muda de dentro para fora. Assim, vamos aprender com as Escrituras sobre os fariseus e permitir-lhe aprofundar o nosso apreço pela graça e verdade encontradas em Jesus Cristo.
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Quem eram os fariseus durante o tempo de Jesus?
Durante o tempo de Jesus, os fariseus eram uma das principais facções religiosas e políticas dentro do judaísmo. Eles eram um grupo altamente respeitado, composto principalmente de escribas, professores da Lei e leigos devotos. Ao contrário dos saduceus, que estavam principalmente associados ao templo e à aristocracia sacerdotal, os fariseus estavam mais ligados às sinagogas e à vida cotidiana do povo judeu. A sua influência resultou do seu profundo conhecimento das Escrituras e do seu empenho em aplicar a Lei de Deus a todos os aspetos da vida, tornando a santidade acessível a todos, e não apenas aos sacerdotes do templo.
Historicamente, os fariseus traçaram suas raízes até o período Macabeu, uma época em que os judeus fiéis resistiram à influência helenística (grego). Eles eram apaixonados por preservar a identidade judaica e a pureza religiosa ao observar meticulosamente a Lei e as tradições que se desenvolveram em torno dela. Acreditavam na autoridade de todo o Antigo Testamento, na existência de anjos e espíritos e na ressurreição dos mortos - crenças que os separavam dos saduceus. A dedicação deles à Lei era genuína, e eles sinceramente procuraram viver de uma forma que fosse agradável a Deus.
Para nós, cristãos, compreender os fariseus em seu contexto histórico nos ajuda a apreciar a paisagem religiosa que Jesus navegou. Eram os líderes religiosos e professores que a maioria das pessoas olhava para cima. As interações de Jesus com eles não eram apenas argumentos aleatórios; foram poderosos debates teológicos que revelaram o âmago da Lei de Deus e a natureza da verdadeira justiça. Enquanto Jesus frequentemente criticava seu legalismo e hipocrisia, Ele também reconhecia seu zelo por Deus. Vejo nos fariseus um lembrete de quão facilmente boas intenções podem tornar-se regras rígidas que perdem o espírito de amor e graça. Por conseguinte, vamos aprender com a sua história e lutar por uma fé que esteja profundamente enraizada na Palavra de Deus e transbordante do seu amor e compaixão pelos outros.
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O que os fariseus acreditavam e praticavam?
As crenças e práticas dos fariseus estavam centradas na sua profunda reverência pela Lei de Deus, tal como revelada no Antigo Testamento. Acreditavam que toda a Lei escrita era divinamente inspirada e autoritária. Mas o que verdadeiramente os distinguiu foi o seu compromisso igualmente forte com a «lei oral» ou as tradições dos mais velhos. Eles acreditavam que estas tradições também foram dadas por Deus a Moisés no Monte Sinai e transmitidas oralmente através de gerações. Estas tradições forneceram interpretações detalhadas e aplicações da Lei escrita para cobrir todas as situações concebíveis na vida diária, desde as regras dietéticas até a observância do sábado e a pureza ritual. Suas práticas, como o dízimo e a frequência frequente à sinagoga, visavam estender a santidade sacerdotal à vida cotidiana, mas Jesus criticou seu foco no cumprimento externo sobre a justiça interna (Mateus 23:23-28).
Na prática, os fariseus eram meticulosos em seus esforços para viver de acordo com estas leis e tradições. Eles eram conhecidos por sua estrita observância do sábado, dízimo (dando um décimo de sua renda), e práticas relacionadas à pureza ritual, como lavagem cerimonial. Eles também eram estudantes dedicados das Escrituras e eram ativos no ensino do povo nas sinagogas. Seu objetivo era viver uma vida santa, separada para Deus, e acreditavam que, seguindo a Lei e as tradições precisamente, podiam alcançar esta santidade e ajudar todo o Israel a tornar-se uma nação santa.
Historicamente, a sua ênfase na lei oral e as suas práticas pormenorizadas constituíram uma tentativa de construir uma «cerca em torno da lei», impedindo as pessoas de violarem acidentalmente os mandamentos de Deus. Acreditavam sinceramente que esta era a forma de agradar a Deus e inaugurar o reino do Messias. Mas, como mostram os Evangelhos, Jesus desafiou-os muitas vezes, e não sobre a importância da própria Lei de Deus nas suas interpretações rígidas e na forma como as suas tradições por vezes ofuscavam as questões mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Eu vejo isso como uma lição poderosa sobre a tendência humana de concentrar-se no desempenho externo em vez do estado interno do coração. A nossa fé, enraizada em Cristo, chama-nos a uma justiça que vem de dentro, transformada pela graça de Deus, conduzindo a ações motivadas pelo amor e não pelo desejo de aprovação externa. Que o exemplo dos fariseus nos encoraje a procurar uma devoção genuína e sincera a Deus, que se expresse no amor a Ele e aos outros.
Qual era a relação entre os fariseus e Jesus?
Os Evangelhos retratam conflitos frequentes, uma vez que os fariseus desafiaram a autoridade de Jesus, as práticas do sábado e a associação com os pecadores (Marcos 2:15-17, Lucas 5:29-32). No entanto, alguns fariseus empenharam-se positivamente, como Nicodemos, que procurou os ensinamentos de Jesus (João 3:1-21).
Os fariseus eram, de muitas maneiras, os líderes espirituais de seu tempo. Estavam profundamente empenhados em seguir a lei de Deus, observando meticulosamente todos os pormenores e procurando a santidade na sua vida quotidiana. Eram os estudiosos da Bíblia, os teólogos, aqueles que conheciam as escrituras por dentro e por fora. Neste sentido, Jesus tinha algo em comum com eles. Ele também estava profundamente enraizado na tradição judaica, muitas vezes citando e interpretando as escrituras em seus ensinamentos.
Mas é aqui que as coisas ficam interessantes. Jesus muitas vezes envolveu-se com os fariseus em discussões animadas, até mesmo debates, sobre o significado da lei. Ele desafiou suas interpretações, exortando-os a olhar além da letra da lei para o coração dela. Ele enfatizou o amor, a compaixão e o perdão, às vezes de maneiras que pareciam contradizer sua estrita adesão a regras e regulamentos.
Pensem nisto assim: Os fariseus estavam concentrados na como de seguir a Deus, enquanto Jesus estava focado no porquê. Eles estavam preocupados com as ações exteriores, enquanto Jesus estava preocupado com a transformação interior. E enquanto suas abordagens diferiam, ambos procuravam, em última análise, honrar a Deus e viver uma vida de justiça.
Assim, a relação entre Jesus e os fariseus nem sempre foi fácil, foi sempre proposital. Foi uma relação que desafiou ambas as partes a crescer, a aprender e a ver a verdade de Deus de formas novas e inesperadas. E é uma relação que continua a inspirar-nos hoje, instando-nos a procurar uma ligação mais profunda e significativa com a nossa fé (Wilson, 2022).
Quadro: Aspectos-chave dos fariseus na teologia cristã
| Aspecto | Descrição | Exemplo Bíblico |
|---|---|---|
| Definição | Seita judaica focada na Torá e nas tradições orais | Mateus 23:2-3 |
| Crenças | Ressurreição, lei oral, pureza ritual | Atos 23:8 |
| Relação de Jesus | Misturados; muitas vezes conflitantes, alguns envolvidos positivamente | João 3:1-21 (Nicodemos) |
| Razões de oposição | Diferenças teológicas, ameaças de autoridade, blasfémia percebida | Marcos 2:5-7 |
| Comparação dos saduceus | Lei oral aceita e ressurreição, ao contrário dos saduceus | Atos 23:6-8 |
| Significado moderno | Símbolo da hipocrisia ou do legalismo em contextos cristãos | Lucas 18:9-14 |
Por que os fariseus estavam contra Jesus?
Para compreender por que os fariseus se opuseram a Jesus, precisamos olhar para a paisagem cultural e religiosa de seu tempo. Os fariseus, como mencionei, estavam profundamente empenhados em preservar a pureza da tradição judaica. Consideravam-se guardiões da lei, protetores da fé contra as influências corruptoras do mundo exterior (Bourgel, 2017, pp. 171-200).
Jesus apareceu e começou a agitar as coisas. Contestou a sua autoridade, questionou as suas interpretações das Escrituras e associou-se a pessoas que consideravam «pecadores» – cobradores de impostos, prostitutas, marginalizados e marginalizados da sociedade. Aos olhos deles, Jesus estava a minar os próprios fundamentos da sua fé.
Mas não se tratava apenas de diferenças religiosas. Tratava-se também de poder e controlo. Os fariseus ocupavam uma posição de influência na comunidade e os ensinamentos de Jesus ameaçavam o seu estatuto. As pessoas eram atraídas para a sua mensagem de amor e graça, e a sua popularidade estava a crescer rapidamente. Os fariseus temiam perder a sua autoridade, a sua capacidade de moldar a vida religiosa e social do povo (Taylor, 2000, pp. 299-310).
A afirmação de Jesus de ser o Messias, o Filho de Deus, foi vista como blasfêmia por muitos fariseus. Não podiam aceitar que este humilde carpinteiro de Nazaré pudesse ser o tão esperado salvador de Israel. Suas noções e expectativas preconcebidas cegaram-nos para a verdade de quem Jesus realmente era.
Mas não vamos pintar todos os fariseus com o mesmo pincel. Alguns deles procuravam verdadeiramente a verdade e estavam abertos à mensagem de Jesus. Nicodemos e José de Arimatéia, por exemplo, eram fariseus que secretamente acreditavam em Jesus e desempenharam papéis importantes em seu ministério e enterro.
A oposição dos fariseus a Jesus resultou de uma combinação de convicção religiosa, medo de perder o poder e uma má compreensão da sua verdadeira identidade. É um lembrete de que mesmo aqueles que são profundamente religiosos podem, por vezes, perder o âmago da mensagem de Deus (Hartin, 2010).
Qual é a diferença entre os fariseus e os saduceus?
Os fariseus, como já discutimos, centraram-se na interpretação e aplicação da lei na vida quotidiana. Eles acreditavam na ressurreição dos mortos, na existência de anjos e demónios, e na importância da tradição oral na compreensão das escrituras. Eram populares entre as pessoas comuns e procuravam tornar a santidade acessível a todos (Facchini, 2019).
Os saduceus, por outro lado, estavam preocupados principalmente com a manutenção do Templo e seus rituais. Eles eram muitas vezes ricos e aristocráticos, ocupando posições de poder no sacerdócio e no Sinédrio, o conselho governante judaico. Ao contrário dos fariseus, eles rejeitaram a tradição oral e só aceitaram a lei escrita, a Torá, como autoritária. Eles também negaram a ressurreição dos mortos, a existência de anjos e qualquer vida após a morte (Edsall, n.d.).
Os fariseus eram mais progressistas e adaptáveis, embora os saduceus fossem mais conservadores e tradicionais. Os fariseus procuraram tornar a lei relevante para os tempos em mudança, embora os saduceus procurassem preservar o status quo.
As suas diferenças estenderam-se também aos seus pontos de vista sobre política. Os saduceus estavam geralmente mais dispostos a cooperar com as autoridades romanas para manter seu poder e privilégio, embora os fariseus fossem mais resistentes à influência romana e procurassem defender a autonomia judaica.
Assim, embora ambos os grupos fossem influentes na sociedade judaica, representavam diferentes perspetivas e prioridades. Os fariseus estavam focados na piedade pessoal e em tornar a lei acessível a todos, embora os saduceus estivessem focados em manter o Templo e seu próprio poder. As suas crenças e valores contrastantes conduziram frequentemente a conflitos e desacordos, moldando o panorama religioso e político do tempo de Jesus (Baloyi, 2010, pp. 1-7). Estas divisões não só influenciaram a comunidade judaica, mas também prepararam o terreno para o surgimento de novos movimentos religiosos, incluindo o cristianismo primitivo. Neste contexto, o desenvolvimento do batismo como um ritual significativo refletiu uma mudança no foco espiritual, com muitos Crenças e práticas batistas que enfatizava o arrependimento e a relação do indivíduo com Deus. Consequentemente, a interação entre os fariseus, saduceus e seitas emergentes contribuiu para uma rica e complexa tapeçaria de fé durante esta era crucial.
O que significa ser um fariseu hoje?
Nos tempos bíblicos, os fariseus eram uma seita judaica conhecida por sua estrita adesão à Lei de Moisés e às tradições orais. Procuravam preservar a sua fé em meio a pressões culturais que Jesus frequentemente os criticava por priorizarem as regras sobre a misericórdia, por hipocrisia e por perderem o coração do amor de Deus (Mateus 23:23-24).
Hoje, ser chamado de fariseu é ser acusado de características semelhantes - concentrar-se em aparências externas, regras rígidas ou autojustificação, em vez do poder transformador da graça. É um aviso contra uma fé que parece boa no exterior, mas carece da renovação interior que vem de uma relação com Cristo.
Como cristãos, podemos, sem saber, cair em tendências farisaicas quando julgamos os outros duramente por não cumprir nossos padrões, quando nos vangloriamos de nossas boas obras ou quando priorizamos as tradições da igreja em detrimento do amor ao próximo. Psicologicamente, isto pode resultar de uma necessidade de controlo ou validação, um medo de vulnerabilidade que se esconde atrás de uma máscara de perfeição. Historicamente, vemos isso em momentos em que a Igreja enfatizou o dogma sobre a compaixão, assim como os fariseus fizeram.
Mas aqui estão as boas notícias: Jesus chama-nos para um caminho melhor. Em Mateus 5:20, Ele nos exorta a ultrapassar a justiça dos fariseus, abraçando um coração transformado pelo amor e pela humildade. Examinemo-nos a nós próprios – onde nos agarramos às regras em vez da graça? Para onde apontamos os dedos em vez de estendermos as mãos? Ser fariseu hoje significa perder a alegria do reino de Deus pelo fardo da religião autocriada. Por conseguinte, escolhamos o caminho da misericórdia, caminhando humildemente com o nosso Salvador, assegurando que a nossa fé está viva com amor e não apenas com lei. Que possamos refletir o coração de Cristo em tudo o que fazemos, brilhando a sua luz para um mundo que observa.
O que os Padres da Igreja Primitiva ensinaram sobre os fariseus?
Os fariseus, como descrito nos Evangelhos, muitas vezes estavam em desacordo com Jesus, e os primeiros Padres da Igreja construíram sobre esta narrativa para ensinar lições vitais para a comunidade cristã incipiente.
Os primeiros Padres da Igreja, como Justino Mártir, Irineu e João Crisóstomo, frequentemente referiam os fariseus como exemplos de hipocrisia religiosa e legalismo. Justino Mártir, na sua Diálogo com a Trypho (2o século), retratou os fariseus como emblemáticos daqueles que rejeitam a Cristo, agarrando-se à letra da Lei enquanto faltava seu cumprimento em Jesus (João 5:39-40). Ele exortou os crentes a abraçar o novo pacto da graça sobre os velhos caminhos da tradição rígida. Irineu de Lião, em Contra as heresias, salientou como a concentração dos fariseus em rituais externos os cegava para o Messias, ensinando os cristãos a procurar o espírito da Lei — amor e fé — através da mera observância.
João Crisóstomo, nas suas homilias, foi particularmente vocal, criticando frequentemente os fariseus pelo seu orgulho e hipocrisia, como se vê em Mateus 23:27-28, onde Jesus os chama de «túmulos caiados de branco». Advertiu a igreja contra a adoção de uma mentalidade semelhante, salientando que a verdadeira justiça provém de um coração alinhado com Deus, e não de demonstrações públicas de piedade. Psicologicamente, isso reflete uma tendência humana de procurar aprovação através de atos externos, uma armadilha que os Padres viam como perigosa para o crescimento espiritual. Historicamente, os seus ensinamentos foram moldados pela necessidade de distinguir o cristianismo do judaísmo num momento de tensão, utilizando os fariseus como um pretexto para destacar o poder transformador da mensagem de Cristo.
Para nós, hoje, os ensinamentos dos Padres são um espelho. Estamos nós, como os fariseus, mais preocupados com a forma como aparecemos do que com quem somos diante de Deus? As suas palavras refletem o apelo de Jesus à humildade e à autenticidade. Acautelemos a sua sabedoria, assegurando que a nossa fé não é um espetáculo, mas um reflexo do amor de Cristo. Que cresçamos na graça, aprendendo com a história a viver uma caminhada vibrante e sincera com o nosso Senhor.
Qual é o significado da palavra «fariseu»?
A palavra «fariseu» tem origem no termo hebraico Perushim, que significa «separados» ou «separados». Este nome reflete a sua identidade como seita judaica durante o período do Segundo Templo (cerca do século II a.C. ao século I d.C.), que se distinguiu pela sua estrita adesão à Torá e às tradições orais. Eles procuraram viver vidas de pureza, separando-se do compromisso cultural e religioso sob influências helenísticas e romanas. Historicamente, esta separação era uma postura física e ideológica, uma vez que visava preservar a lei e a identidade judaica em meio à dominação estrangeira.
No Novo Testamento, o termo tem muitas vezes uma conotação negativa devido aos frequentes confrontos de Jesus com eles. Em passagens como Mateus 23:13-15, Jesus critica a sua hipocrisia, legalismo e justiça própria, mostrando como a sua separação se tornou uma barreira ao coração de Deus de misericórdia e amor. Linguisticamente, o termo grego Farisaios, derivado do hebraico, entrou no vocabulário cristão primitivo como um símbolo de orgulho religioso — aqueles que elevam as regras sobre a relação com Deus.
Para nós, hoje, a compreensão de «fariseu» convida à introspecção. Psicologicamente, fala da nossa inclinação humana para nos definirmos pelo que somos contra e não pelo que somos, para construir muros de autojustificação em vez de pontes de graça. Como cristãos, somos chamados a ser separados para Deus (1 Pedro 2:9), mas não de uma forma que gere superioridade ou julgamento. O significado de «fariseu» adverte-nos contra uma fé que é tudo evidente e sem substância, exortando-nos a encarnar a humildade e o amor de Cristo.
Por isso, vamos refletir: Estamos verdadeiramente separados de Deus, ou estamos separando-nos dos outros através do orgulho? Que o significado desta palavra nos inspire a viver autenticamente, enraizados na graça, brilhando como luzes num mundo que precisa do amor de Jesus. Vamos seguir os seus passos, não à sombra do legalismo na liberdade do seu evangelho.
