Muito bem, vamos explorar as formas incríveis como Deus usa Sua criação para falar conosco! A Bíblia está repleta de histórias e lições maravilhosas, e às vezes Deus usa animais para nos ensinar algo realmente especial. Você pode ter ouvido que as corujas são super sábias, e em muitas partes do mundo, é isso que as pessoas pensam. Mas Deus, em Sua infinita sabedoria, muitas vezes tem uma mensagem única para nós, uma maneira diferente de ver as coisas. Então, quando abrimos a Bíblia para ver o que ela diz sobre as corujas, estamos prestes a ter uma descoberta que fortalecerá nossa fé! É emocionante deixar de lado o que pensar nós sabemos e ver como o próprio Deus usa este pássaro fascinante para compartilhar Seu coração conosco. Você verá que a maneira como a Bíblia fala sobre as corujas é tão específica, tão intencional, tudo projetado para nos aproximar d'Ele e de Suas verdades maravilhosas.

Qual é a principal forma como as corujas aparecem na Bíblia?
Aqui é onde Deus nos mostra algo único. Enquanto muitas pessoas veem aquela coruja e pensam em “sabedoria”, a Bíblia frequentemente usa a coruja para pintar um quadro de algo diferente. Ela fala sobre corujas em lugares que são um pouco solitários, um pouco silenciosos, talvez até um pouco tristes – lugares que já viram dias melhores, ou onde Deus está mostrando as consequências de se desviar do Seu melhor caminho.¹ Quando uma coruja aparece em uma história bíblica, é frequentemente um sinal poderoso de Deus, uma maneira d'Ele dizer: “Ei, Eu quero que você viva em bênção, não em desolação!”
Lugares Vazios e Recomeços
Uma das principais maneiras pelas quais Deus usa a coruja é para nos mostrar o que acontece quando as coisas saem um pouco do caminho. Os profetas da Bíblia, falando o coração de Deus, às vezes falavam sobre grandes e movimentadas cidades que, por esquecerem de Deus, se tornariam silenciosas e vazias, lugares onde apenas animais selvagens, como corujas, se sentiriam em casa.¹ Imagine, Isaías, um homem de Deus, falando sobre a poderosa Babilônia ou a nação de Edom. Ele disse que um dia, suas ruas movimentadas e grandes palácios estariam tão vazios que as corujas simplesmente se mudariam para lá (Isaías 13:21; Isaías 34:11, 15).¹ Outro profeta, Sofonias, disse o mesmo sobre Nínive, uma cidade poderosa – que as corujas estariam piando de seus edifícios em ruínas (Sofonias 2:13-14).¹ É como se Deus estivesse dizendo: “Quando você constrói sua vida sobre qualquer coisa que não seja Eu, não vai durar.” Mas aqui está a boa notícia: mesmo quando as coisas parecem desoladas, Deus é um Deus de novos começos!
Você vê, Deus quer que vivamos em comunidades vibrantes e alegres, abençoadas pela Sua presença. Quando as pessoas escolhiam seguir seu próprio caminho, a Bíblia mostra que as coisas podiam ficar difíceis, e a própria terra podia sentir esse vazio. As corujas, ao viverem nesses lugares silenciosos e esquecidos, tornam-se uma imagem do que acontece quando não estamos andando no melhor de Deus. Mas não é para nos fazer sentir mal! É um lembrete amoroso de um bom Deus que quer que escolhamos Seu caminho de vida e abundância. Ele está nos mostrando Sua santidade e Sua justiça amorosa, e quão importante é permanecer perto d'Ele.
Tempos de Solidão e o Conforto de Deus
Às vezes, aquela coruja, com seus hábitos silenciosos e noturnos e seu chamado suave, quase triste, também pode nos lembrar daqueles momentos em que nos sentimos um pouco solitários, um pouco para baixo, ou quando nossos corações estão pesados.¹ Há um salmo, uma bela canção a Deus, onde o escritor está passando por um momento muito difícil, e ele diz: “Sou como uma coruja no deserto, como uma coruja em um lugar vazio e arruinado” (Salmo 102:6).¹ Você consegue sentir o coração dele ali? E Jó, um homem que enfrentou tantos desafios, disse que se sentia como “um amigo das corujas” (Jó 30:29), significando que ele se sentia totalmente sozinho em suas lutas.⁴ O profeta Miqueias, quando seu coração estava partido pelo povo de Israel porque eles estavam fazendo escolhas que levariam a tempos difíceis, disse que “uivaria como um chacal e lamentaria como uma coruja” (Miqueias 1:8, NTLH).¹ Nesses momentos, a coruja nos ajuda a ver que Deus entende nossos sentimentos mais profundos de tristeza e solidão. E a verdade maravilhosa é que, mesmo quando você se sente como aquela coruja solitária, Deus está bem ali com você, pronto para confortá-lo e elevar seu espírito!
A Orientação Amorosa de Deus
Como as corujas frequentemente aparecem nesses lugares que enfrentaram tempos difíceis como resultado de se desviarem de Deus, elas também se tornam uma imagem da orientação amorosa de Deus e Seu desejo de que vivamos em Sua bênção.¹ Quando os profetas falavam sobre corujas vivendo em uma terra, era frequentemente uma terra onde as pessoas tinham feito escolhas que as levaram para longe do melhor de Deus. Então, a coruja não é apenas um pássaro; é como uma pequena placa sinalizadora mostrando os resultados dessas escolhas. Mas lembre-se, nosso Deus é um Deus de misericórdia! Ele nos mostra essas coisas não para condenar, mas para nos chamar amorosamente de volta ao Seu caminho, onde há alegria, paz e plenitude de vida.

Por que a Bíblia diz que as corujas são “impuras”?
Você pode ler no Antigo Testamento que as corujas estavam em uma lista de animais “impuros”. Isso soa um pouco estranho para nós hoje, mas Deus tinha uma razão muito especial para isso! Nos livros de Levítico (11:13-18) e Deuteronômio (14:11-17), Deus deu ao Seu povo, os israelitas, uma lista de pássaros que eles não deveriam comer, e diferentes tipos de corujas estavam nessa lista.¹ Isso não era porque as corujas eram pássaros “maus”, mas porque Deus estava ensinando ao Seu povo algumas lições espirituais muito importantes.
Aqui estão algumas razões pelas quais Deus pode tê-los guiado desta maneira:
- Elas São Caçadoras: As corujas são caçadoras incríveis, aves de rapina. Nas instruções especiais de Deus, animais que caçavam outros animais eram frequentemente vistos como “impuros”.¹ Isso poderia ter sido uma maneira de ensinar sobre paz e um tipo diferente de força encontrada n'Ele.
- O Que Elas Comem: As corujas comem carne, e às vezes essa carne ainda tinha sangue nela.¹ No plano de Deus para os israelitas, o sangue era um símbolo muito sagrado da vida, e havia regras especiais sobre isso (Levítico 17:10-14). Além disso, algumas corujas podiam comer animais que já estavam mortos, e isso era uma fonte do que Deus chamava de “impureza” naquele tempo especial de ensino.⁸
- Onde Elas Vivem: Como vimos, as corujas frequentemente gostam de lugares silenciosos e isolados, como ruínas antigas, desertos ou até mesmo perto de túmulos – lugares que podem parecer um pouco vazios ou lembrar as pessoas de tempos tristes ou do fim da vida.¹ Esses lugares eram frequentemente vistos como o oposto de lugares cheios da vida vibrante e da bênção de Deus.
- Habitantes da Noite: As corujas são criaturas da noite. Embora isso seja apenas como Deus as fez, às vezes, nos tempos antigos, as pessoas se sentiam um pouco inquietas com a escuridão. A luz, por outro lado, era frequentemente uma bela imagem da bondade e da verdade de Deus. Mas as razões principais eram provavelmente sua natureza caçadora e o que elas comiam.
É muito importante lembrar que essas regras não eram apenas sobre o que comer no jantar! Elas eram uma parte especial do acordo de Deus, Sua aliança, com o povo de Israel. Essas diretrizes estavam ensinando-os sobre serem separados para Deus, sobre Sua incrível santidade e sobre fazer escolhas que O honrassem em todas as partes de suas vidas.² Então, quando uma coruja era chamada de “impura”, era uma maneira de dizer que ela não se encaixava exatamente na imagem da vida especial e santa que Deus estava chamando Seu povo a viver naquele tempo. Não era sobre a coruja em si ser má, mas sobre a lição poderosa que Deus estava ensinando.
Um sábio professor dos primeiros dias da igreja, chamado Novaciano, teve um pensamento maravilhoso sobre isso. Ele disse que quando Deus apontava certas características em animais, Ele estava realmente tentando ensinar a nós, humanos, a evitar tipos semelhantes de atitudes ou comportamentos negativos em nossos próprios corações.⁶ O animal não tem culpa de como Deus o fez; sua natureza pode ser uma imagem para nos ajudar a crescer! Então, ao dizer “não” a um animal “impuro” como uma coruja, era como se Deus estivesse dizendo: “Eu quero que você diga ‘não’ à escuridão espiritual, e ‘sim’ a viver na Minha luz e na Minha bênção!” Essas leis eram como lições amorosas de um Pai ensinando Seus filhos a viverem suas melhores vidas.

Onde lemos sobre corujas na Bíblia e o que está acontecendo?
As corujas aparecem em alguns lugares realmente interessantes no Antigo Testamento, e cada vez que aparecem, ajudam a pintar um quadro do que Deus está dizendo. Seja nas diretrizes de Deus para Seu povo, em mensagens poderosas de Seus profetas, ou em orações e canções sinceras, a coruja carrega consistentemente esses temas dos avisos amorosos de Deus e Seu chamado para viver em Sua bênção.
Nas Diretrizes de Deus (Vivendo uma Vida Separada):
- Levítico 11:16-17 e Deuteronômio 14:15-16: Estes são lugares-chave onde Deus lista diferentes tipos de corujas entre os pássaros que Seu povo, os israelitas, deveria considerar “impuros” – significando, não para comer.¹ Isso fazia parte de Deus dando Sua lei, Suas instruções amorosas, para ajudá-los a viver vidas puras e serem um exemplo brilhante de Sua bondade para as nações ao redor deles.
Em Mensagens da Correção Amorosa de Deus e Novos Começos (Orientação Divina):
- Isaías 13:21: O profeta Isaías, falando o coração de Deus sobre a grande cidade da Babilônia, disse que chegaria um dia em que ela estaria tão vazia que “criaturas do deserto ali se deitarão... Ali as corujas habitarão...”.¹ Isso era Deus mostrando que mesmo os impérios mais poderosos não duram se não O honrarem; é também um chamado para se voltar para Aquele que é eterno!
- Isaías 34:11, 13-15: Falando sobre Edom, uma nação que frequentemente se opunha ao povo de Deus, Isaías pintou um quadro de ela se tornando um lugar silencioso e selvagem: “A coruja do deserto e a coruja-pequena a possuirão... Ela se tornará um refúgio para chacais, um lar para corujas”.¹ Isso mostrou toda a extensão do desejo amoroso de Deus de que as pessoas escolham Seus caminhos, que levam à vida.
- Jeremias 50:39: Assim como Isaías, o profeta Jeremias também falou sobre a quietude futura da Babilônia: “Portanto, criaturas do deserto e hienas viverão ali, e ali a coruja habitará”.¹
- Sofonias 2:13-14: Este profeta previu o mesmo para Nínive, a capital da Assíria, dizendo: “A coruja do deserto e a coruja-pequena pousarão em suas colunas”.¹ É uma imagem de quão passageiro o poder terreno pode ser comparado ao reino eterno de Deus.
Em Tempos de Sentimentos Profundos e Aproximação de Deus (Emoção Humana):
- Salmo 102:6: Quando alguém estava derramando seu coração a Deus em profunda tristeza, escreveu: “Sou como uma coruja do deserto, como uma coruja entre as ruínas”.¹ Esta é uma maneira tão comovente de dizer: “Deus, sinto-me tão sozinho e com o coração partido”, e nos mostra que Deus acolhe nossas orações sinceras.
- Jó 30:29: Jó, passando por imensos desafios, disse: “Tornei-me irmão de chacais, companheiro de corujas”.⁴ Ele sentia que estava em um lugar desolado; mesmo ali, Deus estava ouvindo.
Em Clamores Sinceros pelo Povo de Deus (Lamento por Escolhas Erradas):
- Miqueias 1:8: O profeta Miqueias, com o coração doendo por Israel por causa de seus desvios, declarou: “Por causa disso, chorarei e lamentarei... Uivarei como um chacal e lamentarei como uma coruja”.¹ O grito da coruja aqui se torna uma imagem de profunda tristeza, mas também de um amor profundo que deseja o melhor de Deus para Seu povo.
Uma Bela Imagem do Cuidado Incrível de Deus:
- Isaías 43:20: Aqui está um versículo verdadeiramente maravilhoso! Deus diz: “Os animais selvagens me honram, os chacais e as corujas, porque forneço água no deserto e riachos na terra seca, para dar de beber ao meu povo, aos meus escolhidos”.⁵ Não é incrível? Em um momento em que Deus está prometendo fazer algo novo e refrescante para Seu povo, até as corujas, criaturas daqueles lugares silenciosos, são mostradas como beneficiárias de Sua bondade e, à sua própria maneira, dando-Lhe glória! (Falaremos mais sobre essa bela promessa na Pergunta 9).
O facto de Deus usar a imagem da coruja nas Suas leis, nas Suas mensagens proféticas, nos Seus cânticos e até em livros de sabedoria como o de Job, mostra que esta era uma imagem que o Seu povo compreendia bem. Era uma forma versátil de Deus comunicar o Seu coração – quer estivesse a ensinar sobre viver uma vida separada para Ele, a mostrar os resultados das escolhas ou a dar palavras aos nossos sentimentos mais profundos. Tudo fazia parte da Sua forma amorosa de os guiar.

A Bíblia fala sobre diferentes tipos de corujas?
Sim, parece que a Bíblia reconhece que não existe apenas um tipo de coruja! Tal como a criação de Deus está cheia de uma variedade incrível, a antiga língua hebraica, a língua do Antigo Testamento, tinha várias palavras diferentes que são traduzidas como “coruja” ou aves noturnas semelhantes.⁴ Isto diz-nos que as pessoas daquela época eram observadoras atentas do mundo que as rodeava, notando as diferenças entre estas criaturas fascinantes. Descobrir exatamente qual a coruja moderna que corresponde a cada palavra hebraica antiga pode ser um pouco um puzzle para os estudiosos de hoje; afinal, após todos estes anos, é maravilhoso ver esta atenção aos detalhes.⁴
É possível que estes diferentes nomes hebraicos para corujas carregassem nuances de significado ligeiramente diferentes, ou talvez estivessem ligados a tipos específicos de lugares tranquilos ou aos sons únicos que cada coruja fazia. Esses detalhes minuciosos podem ter-se perdido um pouco com o tempo, mas o que vemos claramente na Bíblia é que estas corujas, nas suas várias formas, eram frequentemente agrupadas sob os temas principais de que falámos: estar na lista de “impuras” para o povo de Deus, serem encontradas naqueles lugares solitários e desolados, ou serem uma imagem de tristeza.
Aqui está uma pequena tabela que mostra algumas destas palavras hebraicas, como são frequentemente traduzidas, que tipo de coruja poderiam ter sido e um versículo bíblico chave onde as pode encontrar. É um vislumbre da riqueza da Palavra de Deus e do Seu mundo!
| Termo Hebraico (Transliteração e Escrita Hebraica) | Traduções Comuns em Inglês | Possível Identificação de Espécie / Significado | Versículo(s) Bíblico(s) Chave |
|---|---|---|---|
| Kos (כּוֹס) | Mocho-galego, Coruja | Athene noctua (“mãe das ruínas”); associada a ruínas 4 | Lev. 11:17; Deut. 14:16; Sal. 102:6 |
| Yanshuph (יַנְשׁוּף) | Bufo-real, Corujão, Íbis | Bufo-do-deserto (Bubo ascalaphus); conhecido pelo seu pio potente 1 | Lev. 11:17; Deut. 14:16; Isa. 34:11 |
| Tinshemeth (תִּנְשֶׁמֶת) | Coruja-das-torres, Coruja-do-nabal, Cisne | Coruja-das-torres (Tyto alba); também um réptil (camaleão) 14 | Lev. 11:18 (ave); Deut. 14:16 (ave) |
| Qippoz (קִפּוֹז) | Corujão, Cobra-flecha, Ouriço | Mocho-pequeno (sugerido por Tristram com base no grito) 11 | Isa. 34:15 |
| lilith (לִילִית) | Coruja-do-mato, Monstro noturno, Bruxa noturna | Coruja-do-mato (Strix aluco); também um demónio noturno folclórico 2 | Isa. 34:14 |
| Bat Ya’anah (בַּת יַעֲנָה) | Avestruz (frequentemente), Coruja (KJV) | Defendido por alguns como sendo uma espécie de coruja (ex: Bufo-do-deserto) devido ao grito lúgubre e habitat 11 | Lev. 11:16; Deut. 14:15; Job 30:29; Isa. 13:21; Miq. 1:8 |
| Ka’at (קָאַת) | Pelicano (frequentemente), Coruja | Uma espécie de coruja do deserto, Athene noctua saharae 14 | Lev. 11:18; Deut. 14:17; Sal. 102:6 (NIV “coruja do deserto”); Isa. 34:11 |
| Shalakh (שָׁלָךְ) | Corvo-marinho (frequentemente), Coruja | Coruja-pescadora (Ketupazeylonensis) 14 | Lev. 11:17; Deut. 14:17 |
| O’ah (אֹחַ) | Criatura que uiva, Coruja (algumas traduções antigas) | Bufo-real-palestiniano (Bubo b. aharonii) 14 | Isa. 13:21 |
(Lembre-se, a forma como estas palavras são traduzidas e a que coruja se referem exatamente pode, por vezes, variar um pouco entre as diferentes versões da Bíblia e o que os estudiosos pensam 4).
Mesmo que não possamos ter 100% de certeza sobre qual coruja moderna corresponde a qual coruja antiga, o facto de existirem palavras diferentes para elas mostra que o povo de Deus estava familiarizado com estas aves noturnas, mesmo que o seu papel principal na história da Bíblia fosse ajudar a ensinar aquelas lições importantes sobre a orientação amorosa de Deus.

As corujas aparecem no Novo Testamento?
Essa é uma ótima pergunta, amigo! Quando exploramos a Palavra de Deus, é sempre interessante ver como os temas e símbolos se mantêm. Quando se trata de corujas, aqui está a resposta simples: as corujas não são mencionadas no Novo Testamento.¹ Todas as formas poderosas como Deus usa a coruja para nos ensinar encontram-se no Antigo Testamento – nas Suas leis para o Seu povo, nas mensagens dos Seus profetas e naqueles cânticos e orações sinceros.
Por que será? Bem, o Novo Testamento tem um foco maravilhoso e central: a pessoa incrível de Jesus Cristo e a nova vida maravilhosa que Ele oferece a todos! O Antigo Testamento usava frequentemente coisas tangíveis da terra – como certos animais serem “impuros”, ou profecias sobre terras específicas que se tornariam desoladas, ou as leis detalhadas que Deus deu a Moisés – para ensinar sobre a Sua santidade, a Sua correção amorosa e o Seu relacionamento especial com o Seu povo. Mas o Novo Testamento coloca o foco em Jesus, o Filho de Deus, que veio para cumprir todas essas imagens do Antigo Testamento de uma forma nova e viva. Fala sobre a Igreja que Ele estabeleceu e as boas novas da salvação que são para cada pessoa na terra.
Pense nisto: aquelas regras do Antigo Testamento sobre animais “puros” e “impuros”, que incluíam as corujas, eram ferramentas de ensino poderosas para aquela época. Mas, no Novo Testamento, Deus mostrou através de Jesus e dos Seus apóstolos, como Pedro no capítulo 10 de Atos, que aquelas regras específicas sobre comida estavam a mudar porque Jesus tinha vindo para fazer novas todas as coisas (ver também Marcos 7:19). Com Jesus a cumprir essas partes cerimoniais da lei do Antigo Testamento, a necessidade específica de falar sobre corujas como “impuras” já não existia.
Portanto, a coruja, que era um símbolo tão significativo na história da aliança de Deus no Antigo Testamento, na Sua terra e nas Suas leis especiais, não tem o mesmo tipo de função simbólica no Novo Testamento. A sua ausência ajuda-nos, na verdade, a ver como o plano maravilhoso de Deus se desenrolou, com novas formas de comunicar as Suas verdades intemporais através do Seu Filho, Jesus! Faz tudo parte do Seu design perfeito!

Qual é a história por trás de “Lilith” em Isaías 34:14 e sua ligação com as corujas?
Esta é interessante, amigo! No capítulo 34 de Isaías, versículo 14, quando o profeta pinta um quadro de quão desolada a terra de Edom se tornará após a correção amorosa de Deus, existe uma palavra hebraica, lilith (לִילִית), que aparece. Algumas versões da Bíblia, como a King James, traduzem-na como “coruja-das-torres”. Mas se olhar para outras versões, poderá ver “monstro noturno”, “bruxa noturna”, ou podem simplesmente usar a palavra “Lilith” propriamente dita.² Esta pequena diferença diz-nos que há uma história fascinante aqui!
Veja bem, lilith é um nome que remonta a histórias muito antigas da Mesopotâmia e, mais tarde, a algum folclore judaico. Nestes contos antigos, Lilith era frequentemente imaginada como uma espécie de espírito noturno feminino, talvez um pouco assustador, ligado a lugares solitários e selvagens, tempestades, e por vezes dizia-se até que causava problemas às crianças pequenas ou tentava desviar as pessoas do caminho certo.² Algumas lendas antigas, não bíblicas, contavam até uma história sobre ela ser a primeira esposa de Adão que deixou o Éden e se tornou este espírito da noite.⁴
Portanto, quando Isaías, inspirado por Deus, inclui lilith na lista de coisas que serão encontradas nas ruínas vazias de Edom, o que é que Deus está a dizer através dele?
- Poderá ser que lilith fosse o nome de um tipo específico de coruja, conhecida pelos seus chamamentos noturnos misteriosos, e talvez o seu nome soasse apenas como esta figura do folclore, ou tenha ficado associado a ela.¹¹ A palavra lilith está ligada à palavra hebraica para noite, que é laylah.¹¹
- Mas é mais provável que Isaías estivesse a usar uma palavra e uma ideia que as pessoas do seu tempo reconheceriam instantaneamente. Ele estava a usar um nome que trazia à mente sentimentos de vazio total, silêncio profundo e talvez até um pouco de medo, para enfatizar realmente quão totalmente abandonada e desolada Edom se tornaria.¹⁵ O objetivo do profeta era pintar um quadro tão vívido de uma terra tão vazia e sob a correção de Deus que se tornaria o tipo de lugar onde até estas temidas criaturas noturnas, quer as pessoas pensassem que eram reais ou apenas histórias, seriam as únicas por perto.
É importante compreender que a Bíblia não está necessariamente a dizer: “Sim, este demónio do folclore, Lilith, é real exatamente como as histórias dizem”. Em vez disso, parece que Isaías, guiado por Deus, estava a usar uma imagem poderosa da cultura que o rodeava – algo que faria as pessoas sentir realmente a seriedade e a totalidade da mensagem de Deus sobre Edom. Ao dizer que lilith “ali pousará e encontrará para si um lugar de descanso” (Isaías 34:14, ESV), o profeta estava a mostrar que Edom seria tão incrivelmente desolado que até uma criatura como essa, conhecida de contos noturnos assustadores, encontraria ali um lar perfeitamente tranquilo. Isto mostra como Deus pode usar ideias familiares para tornar a Sua mensagem divina ainda mais clara e impactante, sem necessariamente concordar com cada parte de um mito antigo.¹⁵ O ponto principal é sempre sobre a verdade de Deus – neste caso, a desolação completa de Edom, um lugar que seria adequado apenas para criaturas que simbolizavam o vazio total e a ausência da bênção vibrante de Deus. É uma forma poderosa de dizer: “Escolhe a vida e a bênção Comigo!”

O que os primeiros líderes e pensadores cristãos disseram sobre as corujas na Bíblia?
É maravilhoso ver como as pessoas que amavam a Deus nos primeiros dias do Cristianismo pensavam sobre as Escrituras! Estes primeiros Padres da Igreja, sábios professores e escritores dos primeiros séculos após Jesus, procuravam frequentemente significados espirituais profundos na Bíblia, vendo por vezes símbolos e lições para a vida que iam além da leitura superficial. Os seus pensamentos sobre os animais na Bíblia, incluindo a nossa amiga coruja, mostram este belo desejo de encontrar a sabedoria de Deus em toda a parte.
Santo Agostinho de Hipona (que viveu de 354-430 d.C.) teve um pensamento muito edificante sobre a coruja no Salmo 102:6, onde o salmista diz: “Sou como uma coruja do deserto, como uma coruja entre as ruínas”. Embora o salmista se sentisse solitário, Agostinho viu aquela “coruja nas ruínas” como uma imagem do próprio Jesus Cristo!¹⁸ Não é algo incrível? Ele pensou que as “ruínas” poderiam representar pessoas cujas vidas tinham desmoronado um pouco, ou que viviam na escuridão de escolhas erradas. E Jesus, como aquela coruja, entra diretamente nessa escuridão, naqueles “muros arruinados”, para as encontrar e trazer-lhes a Sua luz e esperança. Agostinho escreveu: “Ele é uma coruja nos muros arruinados; pois Ele não abandona nem mesmo a escuridão daqueles que habitam na noite, Ele deseja ganhar até estes”.¹⁸ Ele também sabia que na cultura grega, a coruja era por vezes vista como sábia (como a ave de Atena/Minerva), e embora a Bíblia mostre geralmente as corujas de forma diferente, Agostinho sentiu que esta poderia ser uma forma surpreendente, mas maravilhosa, de pensar sobre Jesus, que é a Sabedoria suprema de Deus.¹⁸ Que mensagem de esperança!
Depois, havia um livro cristão muito antigo chamado Physiologus (por volta do século II ao IV d.C.). Era como um guia de animais que dava significados cristãos a diferentes criaturas, e influenciou muito a forma como as pessoas pensavam sobre os animais durante muito tempo. Tinha algumas ideias diferentes sobre a coruja:
- Uma ideia era que a coruja ama mais a escuridão do que a luz. Isto era por vezes usado para falar sobre pessoas que, infelizmente, se afastaram de Jesus, que é a Luz do Mundo. De algumas formas infelizes e erradas, isto foi até aplicado ao povo judeu por vezes.¹⁹ Alguns desenhos antigos faziam até o bico da coruja parecer imagens injustas de narizes judeus, o que não vinha do coração de Deus.¹⁹
- Mas, louvado seja Deus, havia outra ideia, muito mais bela, no Physiologus! Via a coruja como um símbolo do próprio Jesus! Dizia que Jesus “amava aqueles que estavam na escuridão e sob a sombra da morte” e que Ele veio para os resgatar.¹⁹ E lembra-se de como as corujas estavam na lista de “impuros” em Levítico? Esta interpretação ligou isso lindamente a como Jesus, que nunca pecou, foi “feito pecado por nós” (isso está em II Coríntios 5:21) para que Ele nos pudesse salvar.¹⁹ Essa é a graça incrível de Deus!
São Basílio, o Grande (por volta de 330-379 d.C.), nos seus escritos sobre a criação incrível de Deus, encorajava sempre as pessoas a compreenderem primeiro o que a Bíblia estava a dizer literalmente antes de procurarem significados simbólicos mais profundos.²¹ O Physiologus mencionou que a coruja (ou nyktikorax) ama a escuridão e lugares tranquilos.²²
São Jerónimo (por volta de 347-420 d.C.), que fez o trabalho incrível de traduzir a Bíblia para latim (essa versão chama-se Vulgata), é frequentemente mostrado em pinturas e estátuas cristãs posteriores com uma coruja. Isto servia mais para mostrar que ele era um homem de Deus muito sábio e culto, um grande estudioso, do que para ele escrever um ensinamento específico sobre corujas na Bíblia.²³
Novaciano (por volta de 200-258 d.C.), quando escreveu sobre aquelas leis dietéticas judaicas, disse algo muito perspicaz. Ele acreditava que, quando Deus chamou animais como as corujas de “impuros”, Ele não estava a dizer que os animais em si eram maus. Em vez disso, as suas características pretendiam ser imagens de atitudes ou comportamentos humanos que Deus queria que o Seu povo evitasse.⁹ Alguém que comentou o trabalho de Novaciano sugeriu que, quando a lei dizia “não” à coruja, era como dizer “não” a amar a escuridão espiritual ou a escolher viver em lugares de vazio espiritual.⁶
Mais tarde, nos Bestiários Medievais (que eram como livros ilustrados sobre animais com lições morais), estas ideias continuaram. A coruja tinha frequentemente algumas associações negativas, representando por vezes a preguiça ou, infelizmente, aquela ideia errada sobre o povo judeu que não reconheceu Jesus como a Luz, e eram então mostrados como sendo “atacados” por outras aves que representavam os cristãos.²⁰ Isto era uma distorção, porque o coração de Deus é sempre de amor e redenção para todos.
Estes diferentes pensamentos dos primeiros dias do Cristianismo mostram-nos como as pessoas tentavam sempre compreender a Palavra de Deus mais profundamente. Pegaram na imagem da coruja da Bíblia e tentaram aplicá-la às suas vidas e às lições espirituais que estavam a aprender. Por vezes, encontraram perceções incríveis sobre o amor e a graça de Deus, e outras vezes, ideias humanas misturaram-se. Lembra-nos de voltar sempre à própria Bíblia, para ver o que Deus está claramente a dizer, e para nos concentrarmos no Seu amor e verdade imutáveis. Também mostra como a nossa compreensão pode crescer, passando do significado original para como nos pode encorajar e guiar hoje.

Por que as corujas não significam sabedoria na Bíblia, como em outras culturas?
É verdade que, quando muitas pessoas hoje, e até na Grécia antiga, veem uma coruja, pensam em “sabedoria!” Os gregos antigos tinham uma deusa chamada Atena (os romanos chamavam-lhe Minerva), e ela era a deusa da sabedoria, e adivinhe? Ela era frequentemente mostrada com uma coruja! Portanto, essa ave tornou-se um grande símbolo de ser inteligente e conhecedor.⁴ Mas aqui está a coisa fascinante: não encontrará essa ideia na Bíblia.² Deus, na Sua Palavra, tem a Sua própria forma especial de usar símbolos, e a coruja tem um papel diferente, muito importante, a desempenhar nas lições que Ele nos quer ensinar.
Os escritores da Bíblia, inspirados pelo Espírito Santo de Deus, observaram outras coisas sobre a coruja que combinavam perfeitamente com as mensagens de esperança, aviso e encorajamento que Deus queria partilhar:
- Eles notaram que as corujas são ativas à noite, gostam frequentemente de estar sozinhas, e tendem a viver em lugares tranquilos e vazios como ruínas antigas ou desertos. Estas coisas tornaram-nas uma imagem perfeita para falar sobre tempos de tristeza, solidão, ou quando Deus estava a mostrar as consequências de escolhas que levaram ao vazio em lugares que antes estavam cheios de vida.¹
- o seu chamamentos únicos, por vezes com um som triste também se encaixam bem com sentimentos de luto ou quando alguém estava a lamentar.¹
- E, como falámos, porque são caçadoras e a sua dieta incluía carne com sangue, estavam naquela lista de “impuros” nas instruções especiais de Deus a Moisés.¹
Na Bíblia, a verdadeira sabedoria não está realmente ligada a um animal da mesma forma que a coruja de Atena. Em vez disso, a Bíblia diz-nos que a sabedoria vem do próprio Deus! É um presente d’Ele, e crescemos em sabedoria quando O honramos, quando temos “o temor do Senhor” (isso é um respeito reverente, de Provérbios 9:10), quando escolhemos viver pelos Seus mandamentos amorosos e quando procuramos a Sua orientação nas nossas vidas.
Pense nisto: a Bíblia escolher não usar a coruja como símbolo de sabedoria, especialmente quando essa ideia era tão popular noutras grandes culturas como a Grécia (particularmente por volta da altura em que as partes posteriores do Antigo Testamento estavam a ser escritas), foi provavelmente uma escolha muito deliberada e inspirada por Deus. Não foi apenas um acidente! Mostra que Deus queria usar as características da coruja para ensinar coisas que eram centrais para o Seu relacionamento com o Seu povo – como a Sua santidade, a Sua justiça amorosa e a importância de viver uma vida separada para Ele. Ele não queria trazer um símbolo que estivesse tão estreitamente ligado às ideias religiosas de outras nações. Isto foi provavelmente parte da forma de Deus ajudar o Seu povo a manter-se focado n’Ele e na Sua verdade única, e não se misturar com outras crenças. Da perspetiva de Deus, a sabedoria começa n’Ele e na Sua Palavra incrível, não com um animal que lembrava às pessoas outros deuses. Cada símbolo que Deus usa nas Escrituras é escolhido com um propósito tão perfeito, tudo para revelar o Seu caráter incrível e o Seu plano amoroso para nós!

Existem momentos em que as corujas são vistas sob uma luz mais positiva na Bíblia?
Sim, existe absolutamente! Embora na maior parte do tempo a Bíblia use a coruja para nos ensinar sobre aqueles temas sérios da correção amorosa de Deus, o Seu apelo à pureza e a tristeza da solidão, existe uma passagem verdadeiramente bela que lança uma luz diferente e mais esperançosa sobre estas criaturas. Está no capítulo 43 de Isaías, versículo 20.
Ouça o que Deus diz: “Os animais selvagens honram-me, os chacais e as corujas, porque forneço água no deserto e riachos na terra desolada, para dar de beber ao meu povo, aos meus escolhidos”.⁵
Uau! Para sentir realmente o poder deste versículo, precisamos de ver o que está a acontecer à sua volta. Deus está a fazer uma promessa incrível aqui! Ele está a falar sobre um novo começo, uma nova estação de bênção e restauração para o Seu povo, quase como um novo Êxodo. Ele vai trazê-los de volta de terras distantes e, ao fazê-lo, vai realizar milagres incríveis – como fazer a água fluir no deserto seco e vazio! E o deserto, como sabemos, é geralmente um lugar difícil, o tipo de lugar onde animais como chacais e corujas viveriam naturalmente.
Portanto, nesta imagem incrível da bondade de Deus, as corujas, juntamente com outras criaturas selvagens do deserto, são na verdade mostradas como sendo abençoadas pelo que Deus está a fazer! Quando diz que elas “honram” a Deus, não é como se estivessem a cantar canções de louvor como nós fazemos; à sua própria maneira, ao receberem a Sua água vivificante, elas mostram que a bondade e o poder de Deus chegam até elas, ali mesmo, nos lugares mais secos e desolados.¹² A principal razão de Deus para trazer esta água é “dar de beber ao Meu povo, aos Meus escolhidos”, os Seus filhos amados. Mas não é bem do nosso Deus generoso que as Suas bênçãos transbordem para toda a criação que Ele está a renovar?
Esta passagem não transforma subitamente a coruja num símbolo de, digamos, sabedoria ou grande virtude. Ela continua a ser uma criatura daqueles lugares tranquilos e selvagens. Mas o que este versículo faz, de forma tão poderosa, é mostrar-nos que Deus está no controlo de tudo, e o Seu cuidado amoroso estende-se a cada parte da Sua criação. Mesmo as criaturas que normalmente nos lembram de lugares vazios ou julgados ainda fazem parte do Seu mundo e podem receber as Suas bênçãos quando Ele está a realizar os Seus maravilhosos planos de redenção. A grande mensagem aqui é sobre o incrível poder de Deus para mudar as coisas, a Sua capacidade de trazer vida e renovação às situações que parecem mais desesperadoras, e não propriamente sobre dar à coruja um novo significado simbólico.¹²
Isaías 43:20 é uma declaração de fé tão poderosa! Diz-nos que nenhuma parte do mundo de Deus, nem mesmo as coisas que podem parecer ligadas à tristeza ou ao vazio, está fora do Seu alcance amoroso ou da Sua capacidade de usar para a Sua glória. Nesta bela imagem de restauração, as corujas tornam-se como pequenas testemunhas do poder de Deus para fazer novas todas as coisas e para prover a todos, mostrando-nos o Seu governo universal e a Sua graça maravilhosa. É um lembrete gentil e tão importante de que, mesmo quando as coisas parecem desoladas, o nosso Deus é um Deus de esperança e abundância, e as Suas bênçãos podem chegar a qualquer lugar e a qualquer pessoa!

Conclusão: A mensagem de esperança e restauração da coruja!
Quando olhamos para a coruja através dos olhos das Escrituras, vemos uma imagem que é bastante diferente da velha coruja sábia dos livros de histórias. No Antigo Testamento, Deus usou frequentemente a coruja como um símbolo poderoso de lugares tranquilos e vazios, um lembrete do Seu apelo amoroso para vivermos em pureza, e uma voz que ecoava sentimentos de solidão ou tristeza.¹ Estas não eram apenas imagens aleatórias; eram a forma criativa de Deus ensinar ao Seu povo amado sobre a Sua incrível santidade, a Sua justiça perfeita que visa sempre trazer-nos de volta a Ele, e a importância de escolher o Seu caminho de bênção. Aquele som solitário de uma coruja numa cidade outrora movimentada era uma mensagem clara sobre o que acontece quando nos afastamos de Deus; era sempre um convite para regressar ao Seu abraço amoroso.
Mas aqui está a parte bonita, a parte que nos enche de esperança: mesmo nesta imagem maioritariamente séria, há momentos brilhantes que apontam para o plano maior e incrível de Deus! Quando lemos em Isaías 43:20 que até as corujas, à sua própria maneira, honrarão a Deus porque Ele está a derramar as Suas bênçãos e a trazer água ao deserto mais seco, é uma declaração poderosa!¹² Diz-nos que o amor e o cuidado do nosso Deus chegam a todos os cantos da Sua criação, mesmo às partes que parecem esquecidas ou sob uma sombra. Clama por um Deus cujo poder de trazer nova vida e restauração completa é absoluto!
Portanto, para si e para mim hoje, a mensagem da Bíblia sobre a coruja está cheia de encorajamento. Convida-nos gentilmente a pensar na importância de viver uma vida que honre a Deus, uma vida cheia da Sua luz e verdade. Lembra-nos que Deus compreende os nossos corações quando nos sentimos sozinhos ou tristes, e Ele está sempre lá para nos confortar. E, o mais maravilhoso de tudo, enche-nos com uma esperança inabalável num Deus que pode trazer rios de bênção a qualquer estação de deserto das nossas vidas. Ele pode restaurar o que foi quebrado e fazer novas todas as coisas!
A história da coruja na Bíblia encoraja-nos a abrir a Palavra de Deus com corações expectantes, prontos para deixar que a Sua voz única e poderosa nos desafie, nos conforte e nos conduza a uma compreensão mais profunda e alegre do incrível Deus que nos ama tanto e revela o Seu coração maravilhoso em cada página. Espere pela Sua bondade hoje!
