
A Fé de um Vizinho: Compreendendo a Diferença entre “Santo dos Últimos Dias” e “Mórmon”
Talvez tenha visto um dos seus belos templos a erguer-se na sua cidade, com as suas torres reluzentes e o anjo dourado. Talvez tenha aberto a sua porta a dois jovens educados e bem vestidos que queriam partilhar uma mensagem sobre Jesus Cristo. Ou pode ser que simplesmente tenha um vizinho — gentil, generoso e focado na família — que sabe que pertence a A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Nestes encontros, muitos cristãos sentem uma mistura de calor e curiosidade, juntamente com uma série de perguntas.
Os nomes em si podem ser uma fonte de confusão. Ouvimos termos como “Mórmon”, “Santo dos Últimos Dias” e “SUD”, e podemos interrogar-nos sobre o que significam e qual é o correto. Recentemente, houve uma mudança notável, com uma forte ênfase no uso de “Santos dos Últimos Dias” em vez do mais familiar “Mórmon”. Isto levanta questões mais profundas que tocam o coração da nossa fé: Eles são cristãos? No que acreditam verdadeiramente? Como devemos nós, como seguidores do Cristo bíblico, compreender os nossos vizinhos? Este artigo é uma jornada para responder a estas questões, guiada não por um espírito de discussão, mas pelo apelo bíblico de amar o próximo e falar a verdade com amor.
Juntos, exploraremos o significado por trás dos nomes e as razões para a mudança recente. Analisaremos com clareza as suas crenças fundamentais sobre Deus e Jesus Cristo, e examinaremos como outras tradições cristãs, incluindo a Igreja Católica e as principais denominações protestantes, veem esta fé. Finalmente, procuraremos compreender a experiência vivida dos nossos vizinhos Santos dos Últimos Dias, para que possamos construir pontes de amizade genuína e compreensão.

Por que estamos a ouvir “Santos dos Últimos Dias” em vez de “Mórmon” agora?
Nos últimos anos, muitos notaram uma grande mudança na forma como os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias se referem a si mesmos e à sua fé. O termo outrora comum “Mórmon” foi amplamente substituído por “Santo dos Últimos Dias”. Esta mudança não é acidental; deriva de uma instrução direta e solene da mais alta liderança da Igreja.
A Diretriz de 2018 do Profeta
Em agosto de 2018, Russell M. Nelson, Presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, emitiu uma diretriz clara sobre o nome da Igreja. Ele afirmou: “O Senhor incutiu na minha mente a importância do nome que Ele revelou para a Sua Igreja, ou seja, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.¹ Num discurso subsequente, ele esclareceu que isto não era uma “remarcação”, uma mudança “cosmética” ou um “capricho”, mas uma “correção de rumo” para alinhar a Igreja com o que acreditam ser um mandamento divino.³
O fundamento teológico para esta mudança provém de dois dos seus textos sagrados. O primeiro é uma revelação que acreditam ter sido dada ao seu fundador, Joseph Smith, em 1838, que declara: “Pois assim será chamada a minha igreja nos últimos dias, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias” (Doutrina e Convénios 115:4).³ O segundo é um relato no Livro de Mórmon onde Jesus Cristo diz aos Seus seguidores nas antigas Américas que a Sua igreja deve ser chamada pelo Seu nome.⁴
O Presidente Nelson expressou um “profundo pesar” pelo facto de a Igreja ter “inadvertidamente consentido” no uso de alcunhas que ele acredita que “apagam o nome sagrado de Jesus Cristo”.³ Ele prometeu que honrar o nome completo e revelado trará o “poder e as bênçãos de Deus sobre as cabeças dos Santos dos Últimos Dias, como nunca vimos antes”.⁶ Esta ênfase revela que a mudança não é vista como uma questão de preferência, mas de grande importância espiritual. Ao insistir no nome de Jesus Cristo, a Igreja está a fazer uma declaração teológica poderosa sobre a sua identidade, abordando diretamente a questão de longa data de pessoas de fora sobre se são, de facto, cristãs. O movimento é um esforço proativo para se definirem e centrarem a sua identidade pública em Jesus Cristo.³
A História da Alcunha “Mórmon”
O termo “Mórmon” originou-se da escritura única da Igreja, o Livro de Mórmon. Os membros acreditam que este livro é um registo sagrado de povos nas antigas Américas, abreviado por um profeta-historiador chamado Mórmon.³ Na década de 1830, pessoas de fora começaram a chamar ao grupo “Mórmons” como uma alcunha, uma prática que por vezes era usada como um termo de escárnio.³
Ao longo de muitas décadas, a alcunha tornou-se amplamente usada e aceite por membros e não membros, em grande parte pela sua conveniência.⁹ Esta aceitação tornou-se política oficial no século XXI. A Igreja investiu milhões de dólares em grandes campanhas de relações públicas como “Eu sou Mórmon” e produziu um filme chamado “Meet the Mormons”.¹² Esta história cria uma tensão notável com a diretriz atual. A abordagem dos presidentes anteriores da Igreja, particularmente Gordon B. Hinckley (profeta de 1995-2008), foi mais pragmática. Ele reconheceu que a alcunha era provavelmente permanente e até sugeriu que poderia estar associada a fazer “mais bem”.¹² A diretriz de 2018 do Presidente Nelson, que tinha falado sobre este mesmo tópico quase 30 anos antes, marca uma grande mudança, reformulando uma adaptação cultural anteriormente aceite como um erro doutrinário que precisava de correção.⁴
Orientação Oficial sobre Terminologia
A Igreja emitiu um guia de estilo formal para clarificar as suas preferências.¹
- Para a Igreja: O nome completo, “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”, é o termo preferido numa primeira referência. Versões abreviadas aceitáveis para referências subsequentes são “a Igreja” ou “a Igreja de Jesus Cristo”.³
- For Members: O termo correto para os membros é “Santos dos Últimos Dias”.¹
- Para o Sistema de Crenças: O termo “Mormonismo” é considerado impreciso e é desencorajado. A frase preferida é “o evangelho restaurado de Jesus Cristo”.¹

Então, “Santos dos Últimos Dias” e “Mórmons” são as mesmas pessoas?
Para responder diretamente à pergunta mais comum: sim, as pessoas que outrora eram amplamente conhecidas como “Mórmons” são as mesmas pessoas que agora são referidas como “Santos dos Últimos Dias”.⁹ “Mórmon” era uma alcunha, enquanto “Santo dos Últimos Dias” é o termo que consideram correto, derivado do nome completo da sua igreja.¹³ Pode ser útil pensar num amigo chamado William que foi chamado de “Bill” toda a sua vida. Se um dia ele pedir sinceramente às pessoas para começarem a chamá-lo de William, a resposta gentil e respeitosa é honrar o seu pedido.
O termo “Santo dos Últimos Dias” destina-se a distinguir os membros da Igreja hoje dos “santos dos primeiros dias” da era do Novo Testamento, a quem procuram emular.³ A sua crença central é que a sua igreja é uma restauração da igreja original estabelecida por Jesus Cristo, restabelecida nestes “últimos dias”.
Uma razão crucial para a ênfase no nome correto é criar limites claros e evitar a confusão com outros grupos. A alcunha “Mórmon” é frequentemente aplicada incorretamente pelo público e pelos meios de comunicação a grupos fundamentalistas dissidentes que continuam a praticar a poligamia.¹⁴ A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias proibiu oficialmente esta prática em 1890 e trabalhou diligentemente para se distanciar destes grupos, com os quais não tem afiliação.¹ Ao desencorajar o rótulo genérico “Mórmon” e enfatizar o seu nome único e oficial, a Igreja está a trabalhar ativamente para controlar a sua identidade pública e dissociar-se de grupos e práticas que rejeita firmemente.
É também importante notar que o mais amplo “movimento dos Santos dos Últimos Dias” que começou com Joseph Smith inclui várias denominações menores e distintas que se formaram após a sua morte em 1844. A mais proeminente delas é a Comunidade de Cristo, anteriormente conhecida como Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.¹⁴ A corrente principal, com a sua sede em Salt Lake City, Utah, é de longe o maior destes grupos.¹⁴

Qual é a posição oficial da Igreja Católica sobre esta fé?
A Igreja Católica assumiu uma posição muito clara e formal em relação a A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, particularmente no que diz respeito à validade dos seus sacramentos.
A Decisão do Vaticano de 2001
Em junho de 2001, o escritório do Vaticano para assuntos doutrinários, a Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), emitiu uma decisão formal declarando que os batismos realizados em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são inválidos.²⁶ Esta decisão significa que qualquer membro dessa fé que deseje tornar-se católico deve receber o sacramento do batismo. Aos olhos da Igreja Católica, isto não é um “rebatismo”, mas o seu único e verdadeiro batismo, uma vez que o rito anterior não é reconhecido.³⁶
O Raciocínio Teológico
O raciocínio do Vaticano é preciso e baseia-se na diferença fundamental na compreensão de Deus. Embora os Santos dos Últimos Dias usem as mesmas palavras que os cristãos no batismo — “Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” — a Igreja Católica concluiu que o significado atribuído a estas palavras é tão radicalmente diferente que constitui um sistema de crenças diferente.²⁶
A CDF explicou que, na teologia dos Santos dos Últimos Dias, o Pai, o Filho e o Espírito Santo “não são as três pessoas nas quais subsiste a única Divindade, mas três deuses que formam uma divindade”.³⁷ Esta crença é vista como essencialmente politeísta, não trinitária. Um comentário oficial que acompanha a decisão foi ainda mais longe, afirmando que a diferença é tão poderosa que a fé dos Santos dos Últimos Dias não pode ser considerada uma heresia cristã (um desvio da doutrina cristã), mas sim uma religião com uma “matriz completamente diferente”.³⁹
Esta distinção está enraizada num princípio-chave da teologia sacramental católica: intenção. Para que um sacramento seja válido, a pessoa que o realiza deve ter a intenção de fazer o que a Igreja faz.³⁸ A Igreja reconheceu historicamente batismos realizados por muitos não católicos e até por alguns grupos heréticos, porque, apesar dos seus erros doutrinários, a sua compreensão fundamental de Deus era suficientemente trinitária para que se pudesse presumir que tinham a intenção correta. Mas o Vaticano argumenta que, como o conceito de Deus dos Santos dos Últimos Dias (três deuses separados) é tão diferente da Trindade cristã, eles não podem possivelmente ter a intenção de fazer o que a Igreja Católica faz quando batiza — isto é, iniciar uma pessoa na vida do único Deus Trino.²⁶ Esta falha de intenção, decorrente da sua teologia central, é o que torna o rito inválido.
Implicações Pastorais
As autoridades católicas tiveram o cuidado de enquadrar esta decisão não como um julgamento sobre a fé ou a vida espiritual de cada Santo dos Últimos Dias, mas como uma clarificação necessária do ensino e da prática católica.²⁸ A decisão tem consequências práticas, particularmente para o casamento. Um casamento entre um católico e um Santo dos Últimos Dias é considerado um casamento “inter-religioso” entre uma pessoa batizada e uma pessoa não batizada, o que requer uma dispensa especial do bispo para ser válido na Igreja Católica.³⁶ Apesar dos limites teológicos firmes, o Vaticano e os líderes católicos locais encorajaram o diálogo contínuo, a cooperação em projetos de caridade e o crescimento no respeito e compreensão mútuos.³⁶

Como as principais denominações protestantes veem os Santos dos Últimos Dias?
Semelhante à Igreja Católica, as principais denominações protestantes concluem esmagadoramente que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não é uma denominação cristã devido a diferenças teológicas fundamentais. Embora as abordagens variem, a avaliação central é consistente em todo o mundo protestante.
Um Consenso Amplo sobre Teologia
Corpos evangélicos, presbiterianos, metodistas e batistas, entre outros, rejeitam as alegações dos Santos dos Últimos Dias de serem a igreja restaurada e apontam os seus desvios da doutrina cristã essencial.²⁸ Um estudo de 2011 descobriu que 75% dos pastores protestantes na América não consideram pessoalmente os membros da fé dos Santos dos Últimos Dias como cristãos.⁴²
Convenção Batista do Sul (SBC)
A Convenção Batista do Sul assumiu uma posição clara e direta, ensinando que a teologia dos Santos dos Últimos Dias é “incompatível” com o cristianismo bíblico.⁴³ Eles destacam diferenças doutrinárias fundamentais em relação a Deus (que dizem que os Santos dos Últimos Dias acreditam ser o governante de apenas um planeta), Jesus (um irmão espiritual criado que alcançou a divindade) e o Espírito Santo (uma força impessoal em vez de uma pessoa da Trindade).²⁴ Os líderes da SBC descreveram a fé como um “falso evangelho” e um “culto teológico”, esclarecendo que o termo “culto” é usado num sentido doutrinário para significar um grupo que se desvia da ortodoxia, não num sentido sociológico.²⁴ Apesar desta forte oposição teológica, a SBC também produz recursos que encorajam os membros a construir relacionamentos respeitosos com os seus amigos Santos dos Últimos Dias e a partilhar o seu testemunho pessoal do Jesus bíblico com eles.⁴³
Igreja Presbiteriana (EUA) (PCUSA)
A Igreja Presbiteriana (EUA) descreve oficialmente o Mormonismo como uma “tradição religiosa nova e emergente, distinta da tradição apostólica histórica da Igreja Cristã”.⁴⁴ Os seus recursos observam que, embora ambas as fés usem a Bíblia e partilhem um vocabulário comum, elas “usam as mesmas palavras com significados diferentes”.³⁴ Na prática, a PC(USA) não reconhece o batismo dos Santos dos Últimos Dias como válido e exige que uma pessoa desse contexto que deseje juntar-se a uma igreja presbiteriana receba o batismo cristão.⁴⁴
Igreja Metodista Unida (UMC)
A posição oficial da Igreja Metodista Unida afirma que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é uma “tradição de fé fora dos parâmetros do cristianismo histórico e apostólico”.⁴⁷ As suas diretrizes para receber ex-Santos dos Últimos Dias como membros são explícitas: a pessoa deve receber o sacramento do batismo cristão após um período de
catechesis, ou instrução intensiva na fé cristã.⁴⁷ Este requisito significa que os seus ritos e instruções anteriores não são considerados equivalentes aos da tradição cristã.
Embora estes limites teológicos permaneçam firmes, surgiu uma tendência moderna notável, particularmente entre os evangélicos. Houve uma mudança da animosidade histórica que caracterizou as primeiras relações para uma parceria pragmática em preocupações sociais e morais partilhadas.³² Líderes proeminentes falaram de serem “co-beligerantes” nas guerras culturais, especialmente na defesa da liberdade religiosa. Como um líder batista disse famosamente, embora possam não estar “a ir para o céu juntos”, podem “ir para a cadeia juntos” para defender as suas liberdades.⁴⁸ Isto indica uma evolução estratégica onde, apesar de divergências teológicas inabaláveis, alianças em causas comuns são agora possíveis.

Como podemos falar sobre estas diferenças com amor e compreensão?
Como cristãos, as nossas conversas com os vizinhos Santos dos Últimos Dias devem ser guiadas por um espírito de amor, humildade e um desejo genuíno de compreensão. O objetivo não é ganhar um debate, mas construir uma ponte de amizade e dar testemunho da verdade do evangelho de uma forma que honre a Cristo.
Indo Além da Caricatura para a Conexão
É vital superar os estereótipos e ver os nossos vizinhos como indivíduos que Deus ama. O falecido bispo luterano Krister Stendahl propôs três regras simples para um diálogo religioso saudável que são úteis aqui: (1) Quando quiser compreender outra religião, pergunte aos seus adeptos, não aos seus críticos; (2) Não compare as melhores partes da sua fé com as piores partes da deles; e (3) Deixe espaço para a “inveja santa”, a capacidade de admirar e apreciar elementos da fé de outra pessoa.⁴¹ Estes princípios promovem o tipo de relacionamentos respeitosos que podem levar a conversas significativas.
Passos Práticos para o Diálogo
- Ouça com Respeito. Antes de falar, ouça. Permita que os seus amigos Santos dos Últimos Dias expliquem as suas crenças com as suas próprias palavras e mostre-lhes respeito genuíno.⁴³ Este simples ato honra o mandamento bíblico de não dar falso testemunho contra o nosso próximo.⁴⁵
- Be Patient. A fé de uma pessoa está profundamente entrelaçada na sua identidade e comunidade. É irrealista esperar que uma única conversa mude toda a visão de mundo de alguém. Um objetivo mais amoroso e eficaz é simplesmente “colocar uma pedra no sapato deles” — dar-lhes uma boa pergunta ou pensamento para ponderar com gentileza e respeito.⁵⁵
- Partilhe a Sua História. O testemunho mais poderoso é, muitas vezes, a sua própria história pessoal. Em vez de atacar as suas crenças, partilhe o seu testemunho sobre quem é o Jesus bíblico para si. Fale-lhes sobre as boas novas da salvação apenas pela graça, apenas pela fé, apenas em Cristo.⁴³
- Encontre um terreno comum sem comprometer os princípios. É possível reconhecer e apreciar valores partilhados — como o compromisso com a família, a sobriedade e o serviço — sem comprometer verdades teológicas essenciais. Podemos ser parceiros na prática do bem nas nossas comunidades e na defesa de princípios comuns, como a liberdade religiosa, mesmo mantendo-nos firmes nas nossas crenças distintas.⁴¹
O nosso maior chamamento como cristãos é amar o Senhor nosso Deus de todo o nosso coração, alma e mente, e amar o nosso próximo como a nós mesmos. Dedicar tempo para compreender verdadeiramente os nossos vizinhos Santos dos Últimos Dias — a sua identidade, as suas crenças e as suas vidas — é uma expressão poderosa desse amor. Isso capacita-nos a ser vizinhos melhores e mais compassivos, e testemunhas mais fiéis do único e verdadeiro Jesus Cristo, que veio procurar e salvar o que estava perdido e que nos chama a refletir o Seu amor a um mundo necessitado.
Bibliografia:
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- Como missionário, eu estava tão, tão faminto. — Blog Exponent II, acedido a 1 de julho de 2025, https://exponentii.org/blog/as-a-missionary-i-was-so-so-hungry/
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