Raca: O que significa este termo na Bíblia?




  • Jesus ensina sobre a palavra «Raca», um insulto aramaico que significa «vazio», para ilustrar o poder das nossas palavras e as atitudes por detrás delas.
  • Em Mateus 5:22, Jesus liga pensamentos irados e linguagem desdenhosa a graves consequências, enfatizando a importância do nosso coração em falar aos outros.
  • Chamar alguém de «Raca» demonstra desprezo e pode prejudicar as relações, ao mesmo tempo que se diz «Tu és tolo!» gera uma condenação ainda maior ao julgar o caráter moral e a relação de uma pessoa com Deus.
  • Os primeiros líderes da Igreja debateram as implicações da raiva e dos insultos, destacando a necessidade de transformação do coração e a busca do amor e do respeito em nosso discurso.

Falar a vida: Compreender a poderosa mensagem de Jesus sobre as tuas palavras

Deus tem um plano incrível para a tua vida, e parte desse plano envolve a compreensão do incrível poder das tuas palavras! No famoso Sermão da Montanha, Jesus compartilhou alguma sabedoria que mudou a vida, e nele, Ele falou sobre uma palavra que pode soar-nos um pouco estranho hoje: «Raca.» Pode estar a perguntar-se: «O que no mundo é «Raca»?» Porque é que Jesus achou que era tão importante falar? E o que podemos aprender com isso para viver uma vida mais abençoada e vitoriosa hoje? Prepare-se, porque Deus quer mostrar-lhe algo poderoso que irá ajudá-lo a construir relacionamentos mais fortes e andar em maior favor!

O que significa realmente «Raca» e de onde veio – Desbloquear a sabedoria antiga!

Muito bem, vamos mergulhar nesta palavra «Raca». Vemos que, quando Jesus ensinava, a língua corrente que as pessoas falavam em lugares como a Judeia e a Galileia era o aramaico. E «Raca» (por vezes escrito rhaka) era uma palavra aramaica que as pessoas teriam reconhecido instantaneamente.1 Não era um código misterioso; era um insulto da vida real que as pessoas usavam.4

Então, o que é que isto significou? Bem, «Raca» significava literalmente algo como «vazio» ou apenas «vazio».1 Pensem nisso — se chamarem a alguém «cabeça vazia», «louco», «estúpido» ou «sem valor», esse é o tipo de soco que «Raca» embalou.1 Era uma forma de derrubar alguém, dizendo que não tinha muito lá em cima ou não era bom para nada. Alguns até pensam que pode ter vindo de uma palavra que significa «cosper», o que apenas mostra o quanto desgosto e desrespeito pode acarretar!

As pessoas que estudam estas coisas têm ideias diferentes sobre o quão dura era a «Raca». Alguns dizem que foi uma coisa muito terrível chamar alguém, enquanto outros pensam que poderia ter sido um dia-a-dia mais comum, mas ainda assim mau.1 Mas aqui está a chave: O próprio Jesus escolheu esta palavra específica e avisou que usá-la tinha graves consequências. Isso diz-lhe que Ele viu isso como um grande negócio!

E não é como Jesus usar algo da vida quotidiana para ensinar uma verdade espiritual poderosa? Não estava a falar de um pecado raro e inaudito. Ele estava a abordar as formas comuns como as pessoas se magoavam umas às outras com as suas palavras. Isto significa que o seu ensinamento não consiste apenas em evitar a própria palavra «Raca» para nos livrarmos dessa atitude de desprezo do coração que nos faz querer utilizar. qualquer uma espécie de linguagem insultante, em qualquer cultura, mesmo hoje. Deus está interessado no coração por trás das nossas palavras!

Onde falava Jesus de «Raca» e qual era a sua grande mensagem? – Chegar ao coração!

Jesus criou «Raca» numa parte muito importante da Bíblia – Mateus 5:22, mesmo no meio do seu incrível Sermão da Montanha.1 Este sermão, encontrado nos capítulos 5, 6 e 7 de Mateus, é como a constituição para viver uma vida que agrada a Deus, uma vida no seu Reino! O grande tema a que Jesus sempre voltava era o verdade significado das leis de Deus. Queria que as pessoas vissem além das regras superficiais e compreendessem o coração do que Deus estava a dizer.2 Ele até disse que não veio livrar-se da Lei do Antigo Testamento para cumpri-la, para mostrar o seu propósito completo (Mateus 5:17).11

Então, do que estava Ele a falar antes de mencionar «Raca»? Estava a falar do sexto mandamento: "Não matarás" (Êxodo 20:13; Mateus 5:21).8 E aqui está o ponto poderoso de Jesus: O padrão de Deus é muito mais elevado do que simplesmente não prejudicar fisicamente alguém. Isso se resume às atitudes em nossos corações e às palavras que falamos! Se deixarmos que a raiva e o desprezo cresçam nos nossos corações, essas são as sementes que podem eventualmente levar a ações terríveis.4 Ele ensinou que mesmo estar injustamente zangado com um «irmão» (o que significa qualquer outro ser humano, especialmente os da comunidade de fé) é um pecado que o coloca numa má situação com Deus.

Jesus dizia muitas vezes: «Ouvistes que foi dito... Mas eu digo-vos...» (Mateus 5:21-22).4 Quando disse isso, mostrou a sua incrível autoridade – não era apenas mais um professor; Falava como o próprio Deus, explicava o significado mais profundo da Lei.

Isto é tão importante, amigo! Jesus não estava apenas a amontoar-se em mais regras. Estava a fazer algo revolucionário! Ele estava a desviar o foco daquilo que nós faça no exterior (que algumas pessoas religiosas na altura estavam demasiado concentradas em 9) para o que se está a passar dentro os nossos corações. Dizer «Raca» não era apenas uma regra aleatória; fazia parte de um apelo maior para ter um coração puro, respeitar os outros e viver uma vida que refletisse verdadeiramente a bondade de Deus. Ao ligar as palavras médias à raiva e, em seguida, ligar ambos ao espírito do mandamento contra o assassinato, Jesus mostrou-nos que os grandes pecados muitas vezes começam com pequenos pensamentos e palavras negativas. A mensagem principal? A verdadeira justiça, a bondade que Deus procura, tem que começar com um coração mudado!

Por que Jesus disse que chamar alguém de "Raca" era um grande negócio? – Proteger o teu coração e os outros!

Pode estar a pensar: «Ok, «Raca» é uma palavra má porque é que Jesus a tratou com tanta seriedade?». Bem, existem algumas razões poderosas, e todas mostram o quanto Deus se preocupa com as nossas palavras, com os nossos corações e com a forma como nos tratamos uns aos outros.

Estes tipos de insultos não surgem do nada. Jesus disse: "Da abundância do coração fala a boca" (Mateus 12:34). Quando alguém chama a outra pessoa «Raca», não se trata apenas de um erro; é um sinal do que está a borbulhar no interior – raiva, orgulho e desprezo por outra pessoa.8 E Deus, que vê tudo, mesmo os pensamentos secretos do nosso coração (1 Samuel 16:7), leva muito a sério esse pecado interior.4

Usar palavras como «Raca» é como pisar na dignidade dada por Deus a alguém. Chamar alguém de "cabeça vazia" ou "sem valor" é tentar fazê-lo sentir-se pequeno, despojar-se do valor que o próprio Deus lhe deu.2 A Bíblia nos diz que cada pessoa é criada à imagem de Deus (Gênesis 1:27). Assim, quando insultas alguém, não estás apenas a desrespeitá-lo; está a desrespeitar a criação de Deus e isso desonra o próprio Deus15. O desprezo tenta tornar os outros menos do que humanos, o que constitui um problema grave.

Jesus ligou este tipo de abuso verbal ao mandamento contra o assassínio porque sabe que a raiva e o desprezo descontrolados são as mesmas coisas que podem explodir em violência ou outros tipos de dano.1 As palavras têm um poder incrível! Podem ferir alguém profundamente, emocionalmente e espiritualmente. Podem «matar» o espírito de alguém, arruinar a sua reputação ou destruir relações.14 Esse sentimento de ódio que faz alguém atacar com insultos é, no fundo, o mesmo tipo de ódio que pode levar outra pessoa a cometer efetivamente homicídio.8

Pensem nisso: chamar alguém de «Raca» é como tentar «assassinar» o seu valor com palavras.8 É um ataque a alguém feito à imagem de Deus!15 O assassinato é o ato final de dizer que uma vida não tem valor. Bem, palavras desprezíveis como «Raca» são tentativas verbais de fazer a mesma coisa – tratar alguém como se não importasse, como se fosse menos do que humano.2 Essa atitude interior de desprezo é a semente da qual podem crescer ações terríveis.8 Portanto, usar «Raca» é grave porque partilha o mesmo espírito que o homicídio ao negar o valor dado por Deus a outra pessoa.

Finalmente, este tipo de insultos são terríveis para qualquer comunidade. Quebram relações, causam argumentos e destroem a paz, o amor e a unidade que Deus quer para o seu povo (frequentemente chamados «irmãos» neste ensino).2 Quando as pessoas nutrem animosidade e recorrem a insultos, minam o próprio fundamento da confiança e do apoio em que uma comunidade prospera. Compreender a importância da bondade e do respeito alinha-se com os princípios fundamentais da fé, como visto em vários ensinamentos, incluindo aqueles onde Crenças da Igreja Batista explicadas Enfatizar o amor e a reconciliação. Em última análise, promover um ambiente de compaixão é essencial para alimentar relações fortes e harmoniosas entre todos os membros.

Jesus está a torná-lo cristalino: As nossas palavras são importantes! Têm peso espiritual porque mostram o que está verdadeiramente nos nossos corações e têm um enorme impacto nos outros. Tratar as pessoas com desrespeito, rebaixá-las com linguagem desdenhosa – é uma ofensa grave contra Deus e contra as pessoas. Mas a boa notícia é que Deus quer ajudá-lo a encher seu coração de amor para que só as coisas boas saiam de sua boca!

De que falam o «acórdão», o «Conselho» e o «Fogo do Inferno» de Jesus? – Compreender os padrões de Deus!

Em Mateus 5:22, Jesus fala de diferentes níveis de problemas e consequências, mostrando como as coisas se tornam mais graves à medida que passamos de pensamentos zangados a palavras de desprezo e, em seguida, a insultos ainda mais prejudiciais.2 Vamos resumir:

  • «Responsável por julgamento» (se estiver injustamente zangado): A palavra para «julgamento» aqui em grego é krisis. A maioria das pessoas acredita que isto significa o julgamento de Deus, porque Ele vê essa raiva escondida no seu coração.4 Alguns também pensam que isso pode significar enfrentar consequências na sua comunidade local ou mesmo num tribunal local, mostrando que mesmo a raiva não dita (se de alguma forma vazar) pode causar problemas aos outros.2
  • «Responsável perante o Conselho» (se disser «Raca»): O «conselho» (em grego, sinedrion) é praticamente concordado pelos especialistas para significar o Sinédrio em Jerusalém. Este era o principal tribunal religioso e civil judaico – tal como o seu supremo tribunal.1 Se respondesse perante o Sinédrio, isso significava que estava em sérios problemas; a sua ofensa foi importante aos olhos de toda a comunidade.4 Isto mostra que chamar alguém de «Raca» não era apenas uma oopsie privada; era visto como um problema público que podia levar a acusações formais.
  • «Responde ao fogo do inferno» (se disseres «Tolo!»): esta expressão «fogo do inferno» vem do grego Gehenna tou pyros, que significa literalmente «Geena de fogo».1 A Geena era um verdadeiro lugar – o vale de Hinnom, a sul de Jerusalém. Na época do Antigo Testamento, era um lugar terrível onde algumas pessoas até sacrificavam crianças a falsos deuses (pode ler-se sobre isso em 2 Reis 23:10 e Jeremias 7:31).4 Na época de Jesus, dizia-se que era como o depósito de lixo da cidade, sempre a arder. Assim, a Geena tornou-se esta imagem muito poderosa e clara do lugar do castigo final e eterno e do julgamento de Deus para aqueles que O rejeitam.1

A forma como Jesus descreve estas consequências cada vez mais graves – de um «julgamento» geral ao «conselho» elevado e, por último, ao «fogo do inferno» – sublinha verdadeiramente a seriedade com que Deus encara este deslizamento de pensamentos furiosos para palavras de desprezo e, em seguida, para palavras que basicamente descartam espiritualmente alguém. Não se trata de pequenas coisas; Têm uma importância enorme, até eterna. Esta progressão ilustra a gravidade das nossas palavras e pensamentos, mostrando que podem conduzir a consequências espirituais significativas. Da mesma forma, da mesma forma que se pode ponderar os significados mais profundos por trás de coisas aparentemente triviais, como Sonhar com Feijão Significado, Devemos também refletir sobre o peso que as nossas expressões têm no grande esquema da nossa fé. Reconhecer isso pode nos inspirar a nos comunicar com intenção e amor, conscientes de como nossas palavras moldam nossos relacionamentos e posição espiritual. Além disso, tal como o Simbolismo da serpente no cristianismo serve como um poderoso lembrete dos perigos do pecado e do engano, as nossas palavras descuidadas podem causar estragos semelhantes nas nossas vidas e nas vidas dos outros. Compreender o impacto da nossa linguagem nos encoraja a buscar sabedoria e discernimento antes de falarmos. Em última análise, ao escolhermos nossas palavras cuidadosamente, cultivamos uma comunidade mais amorosa e solidária que espelha os ensinamentos de Cristo.

É interessante a forma como estes diferentes níveis de responsabilização funcionam. O «julgamento» da raiva é como se Deus olhasse para o teu coração. O «conselho» de dizer «Raca» mostra que a sociedade e a sua comunidade reconhecem o mal que as suas palavras podem causar – é um pecado que afeta os outros. E o «fogo do inferno» por chamar alguém de «louco» (de uma forma que condena a sua alma) aponta para o julgamento final e eterno de Deus, se tentarmos tomar o seu lugar como juiz. Isto diz-nos que o pecado tem diferentes tipos de consequências. Afeta nossa relação com Deus, nossas relações com as pessoas e onde passamos a eternidade.

Eis uma forma simples de o ver:

O que faz de erradoPalavra média específica (se existir)A Consequência que Jesus MencionouO que esta consequência provavelmente significa
Estar zangado com alguém(Apenas irado no teu coração)Responsáveis pelo julgamentoO juízo de Deus sobre as atitudes erradas do coração; Talvez até a sua comunidade local esteja chateada consigo.
Dizer a alguém“Raca”Responsáveis perante o ConselhoTer que responder a um tribunal superior (como o Sinédrio) por desrespeitar seriamente alguém com suas palavras
Dizer a alguém«Vocês são parvos!» (mōre)Responsáveis ao fogo do infernoEm perigo de castigo eterno (Gehenna) por tentar condenar a alma de alguém, que é o trabalho de Deus

Esta mesa ajuda-nos a ver claramente os diferentes níveis de que Jesus falava e a seriedade de cada um. Deus quer que vivamos livres de tudo isso!

Como é que dizer «Raca» é diferente de chamar «louco» a alguém aos olhos de Deus? – Um olhar mais profundo!

Jesus fez questão de mostrar que dizer «Raca» era diferente de chamar alguém de «tu, tolo!» em Mateus 5:22, e disse que o segundo tinha consequências ainda mais graves. Compreender esta diferença ajuda-nos realmente a conseguir o que Ele estava a ensinar.

Já vimos que "Raca" era uma palavra aramaica para mostrar desprezo, que significa basicamente "cabeça vazia", "estúpido" ou "sem valor". Foi um insulto que atacou o quão inteligente alguém era ou o quão valioso parecia para a sociedade.2 Era uma forma de simplesmente descartá-los como não importantes.

A palavra grega que Jesus usou para "tolo" nesta passagem é mōros (pode ouvir a nossa palavra inglesa «moron» na mesma).1 Enquanto mōros pode, por vezes, significar apenas tolo ou não muito brilhante, na forma séria como Jesus estava a usá-lo, e como a Bíblia muitas vezes usa a palavra "tolo", significa algo muito, muito mais pesado. Na Bíblia, um «louco» é muitas vezes alguém que está moral e espiritualmente perdido, e não apenas alguém que não é inteligente.1 Pense no Salmo 14:1: «O tolo diz no seu coração: «Não há Deus.» Esse tipo de «tolo» é alguém que vira as costas a Deus, rejeita a Sua sabedoria e opta por viver uma vida perversa.1 Portanto, quando Jesus falou em chamar alguém de «tolo» desta forma, poderia ser como rotulá-lo como ímpio, mau ou espiritualmente condenado – e isso é um julgamento muito mais sério do que simplesmente chamá-lo de não inteligente. Um perito sugeriu mesmo que a palavra «tolo» em hebraico poderia soar como uma palavra que significa «apto para queimar», o que a liga diretamente à punição de Gehenna (o fogo do inferno)!

A diferença em quão graves estas são é mostrada pelas consequências mencionadas por Jesus. Dizer «Raca» tornou-o «responsável perante o conselho» (o Sinédrio) chamando alguém de «tu és tolo!» tornou-o «em perigo do fogo do inferno» (Geena).1 Isto mostra que Jesus viu a segunda ofensa como muito maior. Uma forma de compreender isto é que o «Raca» prejudica as capacidades de alguém ou as coisas que pode ver (embora ainda seja errado usá-lo com desprezo). Mas chamar alguém de «louco» nesse sentido profundo e espiritual – julgar o seu caráter e coração como maus ou ímpios – é como tentar fazer um julgamento sobre a sua própria alma e onde passarão a eternidade. E este tipo de julgamento só pertence a Deus!7

Este é o cerne da questão: não se trata apenas das próprias palavras sobre o tipo de condenação que carregam. Chamar alguém de "louco" nesse sentido bíblico profundo (que significa "sem Deus", "mau" ou "espiritualmente sem esperança") é julgar o seu caráter moral básico e a sua relação com Deus. E a Bíblia diz-nos repetidamente que só Deus conhece verdadeiramente o coração (1 Samuel 16:7; 4) e Ele é o Juiz final de onde alguém está espiritualmente e eternamente (Romanos 14:10-12; Tiago 4:12). Assim, quando chamamos a alguém «louco» dessa forma condenatória, estamos a colocar-nos no lugar de Deus, tentando fazer o seu trabalho de julgar uma alma. É por isso que é tão incrivelmente grave e coloca a pessoa que o diz em perigo do julgamento final de Deus («inferno fogo»). Não é só a palavra; é o julgamento arrogante e condenável que faz sobre o núcleo espiritual de outra pessoa. Embora todo o desprezo seja pecaminoso, Jesus ensina que tentar pronunciar um julgamento final e condenatório sobre o caráter e o estado espiritual de alguém é um pecado especialmente perigoso. Deus quer que sejamos cheios de graça e misericórdia, não de julgamento!

O que disseram os primeiros líderes da Igreja sobre a Raca e a Raiva? – Sabedoria do passado!

Aqueles sábios líderes e escritores cristãos primitivos, os que chamamos de Padres da Igreja, que viveram nos primeiros séculos depois de Jesus, compreenderam realmente quão incrivelmente importantes eram as palavras de Jesus em Mateus 5:22 sobre raiva e conversas maldosas.1 Passaram muito tempo a pensar e a escrever sobre como aplicar estes ensinamentos desafiadores nas suas igrejas.

No que diz respeito ao significado exato de «Raca», tinham algumas ideias diferentes:

  • Alguém conhecido como Pseudocrisóstomo (um antigo escritor cuja obra foi por vezes pensada pelo famoso João Crisóstomo) disse que «Racha» era «uma palavra que significa desprezo e inutilidade». Ele pensou que era como falar com um servo ou uma criança. Ele também disse que era uma coisa terrível chamar alguém de "vazio" se essa pessoa realmente tivesse o Espírito Santo vivendo neles.
  • Jerome, que era um brilhante estudioso da Bíblia e traduzia a Bíblia para o latim (a Vulgata), acreditava que «Racha» era uma palavra aramaica que significa «vazio», «vão»; como poderíamos dizer... «vazio-pate».1 Também salientou que, quando Jesus disse «irmão», estava a lembrar-nos que todos temos Deus como nosso Pai.1
  • Agostinho de Hipona, um dos pensadores cristãos mais influentes de sempre, ouviu alguém que sabia hebraico que «Raca» pode não ter um significado exato, mas era mais como um som que se faz quando se está zangado e chateado.16 Num outro lugar, pensou que se tratava de uma palavra siro-caldaica para «homem leve e tolo», mas não tão mau como chamar alguém de «tolo» (mōros).16 Agostinho também falou famosamente acerca de três passos do pecado nesta passagem: cólera que escondes no teu coração; fazer um som ou dizer algo que mostre a sua raiva (que pode incluir «Raca»); e dizer uma palavra que insulta diretamente alguém, como «tu és tolo».1
  • João Crisóstomo (o verdadeiro desta vez!) sugeriu que em siríaco (uma língua relacionada com o aramaico), "Racha" era como chamar desrespeitosamente alguém de "você" (ou su em grego) em vez de usar o seu nome próprio, demonstrando uma profunda falta de respeito.1
  • Pedro Crisólogo Tinha uma forma muito vívida de o dizer. Disse que «Raca» não é «apenas uma expressão, mas a reação visceral de um ridicularizador, bem como um insulto», e muitas vezes aparece na forma como olhamos para alguém, queimamos as narinas ou até fazemos um som escarnecedor na garganta!16

Um grande tópico para estes Padres da Igreja foi a própria raiva, especialmente porque algumas cópias antigas de Mateus 5:22 tinham as palavras "sem causa" (Mateus 5:22).eikē) Quando Jesus falou em estar zangado.

  • Pseudocrisóstomo Argumentou que, se tiver a Boas razões Estar zangado não é pecado. Na verdade, ele pensou que poderia ser necessário para ensinar as pessoas, certificar-se de que a justiça é feita e parar o crime. Advertiu que «uma paciência irracional semeia vícios, gera descuido e convida tanto os bons como os maus a fazerem o mal». Para ele, a raiva por uma boa razão era mais uma «sentença de julgamento» do que uma explosão emocional descontrolada.1
  • Jerome Era muito mais rigoroso. Acreditava firmemente que as palavras «sem uma causa» foram acrescentadas mais tarde por pessoas que copiavam a Bíblia e não deviam lá estar. Ele pensava que Jesus tinha a intenção de proibir todos cólera contra um irmão, dizendo: «Porque, quando nos dizem para orar pelos que nos perseguem, todas as ocasiões de cólera são tiradas. As palavras sem causa deve então ser apagada, porque a ira do homem não opera a justiça de Deus.
  • Agostinho Tentei encontrar um equilíbrio. Disse que é errado estar zangado Com um irmão se não houver uma boa razão ou se for pelas razões erradas. Mas ele pensou que não havia problema em estar zangado no seu pecado, especialmente se o seu objetivo for ajudá-los a voltar ao caminho certo. Ensinou que «para ficar zangado com um irmão até ao fim, para que possa ser corrigido, não há ninguém de mente sã que o proíba. Tais movimentos, como os que vêm do amor ao bem e da santa caridade, não devem ser chamados de vícios quando seguem a recta razão.

Estas intuições dos Padres da Igreja são tão valiosas! Mostram-nos que os primeiros cristãos realmente lutaram com a forma de viver os elevados padrões de Jesus. As suas discussões mostram-nos algumas das partes complicadas (como o debate «sem causa») e o desafio contínuo de dizer a diferença entre a ira justa (como estar chateado com o pecado) e a raiva ou o desprezo pecaminosos. Quase todos concordaram que "Raca" era uma palavra humilhante e desdenhosa e que usá-la era uma ofensa grave ao amor cristão e à dignidade humana básica.

Esta conversa entre os líderes da igreja primitiva mostra como tentaram ligar os ideais perfeitos de Jesus às realidades confusas das emoções humanas e da vida quotidiana, incluindo a necessidade de disciplina e justiça. Alguns, como Jerome, concentraram-se realmente no comando radical e quase absoluto contra a raiva, que se alinha com a ideia de que «sem uma causa» poderia ter sido acrescentada mais tarde. Isto põe verdadeiramente em evidência o apelo de Deus para que sejamos transformados e santos. Outros, como Agostinho e Pseudo-Crisóstomo, embora concordassem que a raiva odiosa é errada, tentaram abrir espaço para uma raiva justa contra o pecado ou a raiva usada para corrigir alguém, mostrando seus corações pastorais. Não se trata necessariamente de discordar, o que demonstra o quão profundo e desafiador é o ensino de Jesus. Prova que a Igreja primitiva não via estas regras simples como princípios poderosos que exigem que pensemos cuidadosamente na nossa natureza humana, nos padrões de Deus, nas nossas emoções e na forma de viver uma vida virtuosa. Deus quer que cresçamos também nesta sabedoria!

Será que importa se Jesus disse: "Irritado Sem uma causa“? O que dizem as diferentes Bíblias? – Fazê-lo bem!

A pequena frase grega eikē, que significa «sem causa», «sem motivo» ou «sem fundamento», é um ponto realmente interessante em que as cópias antigas da Bíblia diferem em Mateus 5:22. Alguns manuscritos gregos antigos do Novo Testamento incluem esta frase quando Jesus fala sobre estar zangado com um irmão. Mas muitos outros – incluindo alguns dos mais antigos e respeitados, como o Codex Sinaiticus e o Codex Vaticanus – não o têm 1,1.

Se existe ou não uma «causa» faz uma grande diferença na forma como compreendemos o ensinamento de Jesus:

  • Se for incluída a menção «sem causa»: Isso significa que estar zangado se tiver Uma boa razão pode não ser pecaminosa, ou pelo menos não ser tão má. Esta leitura faz com que o comando de Jesus pareça um pouco menos rigoroso, talvez um pouco mais fácil para nós, seres humanos, de lidar.7 Muitas Bíblias inglesas mais antigas, como a King James Version (KJV) e a New King James Version (NKJV), seguiam manuscritos que tinham esta frase.7
  • Se a expressão «sem causa» for omitida: Em seguida, o ensino torna-se muito mais forte: «todo aquele que estiver zangado com o seu irmão estará sujeito a julgamento.» Isto sugere que qualquer Muitas Bíblias modernas em que os estudiosos trabalham, como a Nova Versão Internacional (NIV), a Versão Padrão Inglesa (ESV) e a Bíblia Padrão Cristã (CSB), geralmente deixam a frase fora do texto principal e muitas vezes colocam uma pequena nota a dizer que alguns outros manuscritos a incluem.7

A maioria dos especialistas bíblicos modernos que estudam estes textos antigos acreditam que a frase «sem uma causa» provavelmente não estava no que Mateus escreveu originalmente em grego. Acham que foi provavelmente acrescentado mais tarde por escribas ou pessoas que copiam a Bíblia, talvez porque estivessem a tentar fazer com que o ensino muito exigente de Jesus parecesse um pouco mais prático, ou para o adaptar a outras ideias sobre quando não há problema em estar zangado.1 Bruce Metzger, um estudioso muito famoso do Novo Testamento, concordou com isto e pensou que o aditamento aconteceu muito cedo, talvez mesmo antes do ano 200 d.C.!19 E, como vimos, Padres como Jerome também argumentaram que «sem uma causa» não deveria estar lá, com base nas cópias «verdadeiras» ou «autênticas» que tinha.1

Podem ver esta diferença em várias traduções da Bíblia:

  • Versão King James (KJV) / Nova Versão King James (NKJV): «... todo aquele que está zangado com o seu irmão sem uma causa correrão o risco de ser julgados...».7
  • Nova versão internacional (NIV): «Mas eu digo-vos que qualquer pessoa que esteja zangada com um irmão ou irmã será sujeita a julgamento.» (E então uma nota de rodapé normalmente diz: «Alguns manuscritos Irmão ou irmã sem justa causa“).7
  • Versão normalizada em inglês (ESV): «Eu, porém, vos digo que todo aquele que se irar contra seu irmão será réu;» (Com uma nota semelhante: «Alguns manuscritos inserem sem causa“).9
  • A Mensagem (que é uma paráfrase): «Estou a dizer-vos que qualquer pessoa que esteja tão zangada com um irmão ou irmã é culpada de homicídio.» (Esta versão segue claramente a leitura mais rigorosa).14

Se essa pequena frase «sem causa» existe ou não, muda realmente a forma como vemos o padrão de Deus para controlar a nossa raiva. Se Jesus originalmente deu uma ordem inqualificável contra estarmos zangados com um irmão, isso estabelece uma fasquia incrivelmente alta para nós! E sabes que mais? Este tipo de ensino radical pode ser uma coisa boa. Mostra-nos que não podemos alcançar esse nível de retidão perfeita apenas esforçando-nos mais por conta própria. Um padrão que nos aponta para o quanto precisamos do Espírito Santo para nos mudar de dentro para fora, e faz-nos apreciar a incrível graça de Deus que nos cobre quando ficamos aquém. Talvez os copistas posteriores que acrescentaram «sem uma causa» estivessem a tentar fazer com que o comando parecesse mais fácil de alcançar através do esforço humano. Mas a leitura original mais rigorosa mostra-nos poderosamente o quanto precisamos da graça de Deus! E este é um lugar maravilhoso para estar – dependente Dele!

Conclusão: O Chamado Perpétuo de Deus a uma Justiça do Coração – Viva na Vitória!

O ensinamento de Jesus sobre a palavra «Raca» em Mateus 5:22 pode ter vindo de um momento e de uma língua específicos, a sua mensagem é para todos, em toda a parte, para todos os tempos, especialmente para aqueles de nós que amamos o Senhor! É muito mais do que apenas um aviso contra um antigo insulto aramaico. Faz parte do seu incrível apelo para que vivamos uma vida de justiça que começa verdadeiramente nos nossos corações e depois aparece em palavras e ações que honram a Deus e a todas as pessoas à nossa volta.

A palavra «Raca», que significa «cabeça vazia» ou «sem valor», era uma forma comum de as pessoas mostrarem desprezo. Ao dizer-nos para não usá-lo, Jesus estava a iluminar o pecado de nos agarrarmos à raiva e olharmos para os outros – atitudes que, segundo Ele, estavam ligadas ao próprio espírito do assassinato. Ensinou que desvalorizar outra pessoa, alguém maravilhosamente feito à imagem de Deus, é uma ofensa grave com consequências graves, desde enfrentar problemas na sociedade até ao perigo da separação eterna de Deus. E a diferença que demonstrou entre dizer «Raca» e o insulto ainda mais condenável «You fool!» (que é como julgar a alma eterna de alguém) é um poderoso aviso sobre o perigo de tentar ocupar o lugar de Deus como juiz.

Os primeiros líderes da Igreja, aqueles homens de grande fé, lutaram com estes ensinamentos profundos. Falaram sobre quando a raiva pode estar bem e quando não está, e sempre tentaram aplicar fielmente as palavras de Jesus. Esta pequena frase «sem uma causa» acrescenta outra camada para pensar na maioria dos estudiosos de hoje que acreditam que o apelo original de Jesus foi ainda mais radical – um apelo para superar toda a raiva injusta.

Então, qual é o resultado para ti e para mim hoje? É o seguinte: Deus não se preocupa profundamente apenas com o que fazemos em relação ao que está no nosso coração e às palavras que vêm do nosso coração. Está a chamar-te para cultivares um coração transbordante de amor, respeito e humildade. Ele quer que sejas uma pessoa que guarda o teu discurso, que se recusa a derrubar os outros ou a fazê-los sentirem-se pequenos. É um grande desafio e não podemos fazê-lo com as nossas próprias forças. Mas a notícia fantástica é que não temos de o fazer! Requer uma transformação que só o Espírito Santo pode realizar em nós.

O forte aviso de Jesus sobre «Raca» é um poderoso lembrete de quão preciosas são as nossas relações, quão destrutivo pode ser o desprezo e o incrível padrão de amor e justiça a que Deus nos chama no seu Reino. É um desafio para todos os crentes continuar a verificar os nossos corações e as nossas palavras, procurar sempre a paz e a reconciliação. Quando fazemos isso, honramos verdadeiramente o Deus que nos fez a todos. Esta é a tua oportunidade de deixar Deus encher o teu coração e a tua boca com a Sua bondade, para que possas ser uma bênção onde quer que vás! Vocês são chamados a falar a vida!



Mais informações sobre Christian Pure

Inscreva-se agora para continuar a ler e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar a ler

Partilhar com...