Santa Teresa de Ávila: A vida e o impacto duradouro




  • Santa Teresa de Ávila sublinhou que a oração é uma amizade pessoal com Deus, convidando todos a conectarem-se intimamente com Ele.
  • Ela superou suas lutas com fé e distração para se tornar uma professora espiritual significativa, conhecida por seus escritos e reforma da Ordem Carmelita.
  • O «Castelo Interior» de Teresa utiliza a metáfora de um castelo para ilustrar a viagem da alma rumo a Deus através de diferentes fases de crescimento espiritual.
  • Canonizada como santa e declarada Doutora da Igreja, os ensinamentos de Teresa continuam a inspirar aqueles que procuram hoje relações mais profundas com Deus.
Esta entrada é parte 2 de 2 da série Os santos

Amigo de Deus: A Vida e o Legado Duradouro de Santa Teresa de Ávila

Já sentiu que os santos são figuras distantes, esculpidas em pedra e colocadas em pedestais, demasiado perfeitas para compreender a sua própria vida confusa e complicada? É um sentimento comum, uma sensação de que a sua santidade está tão fora do nosso alcance que eles têm pouco a dizer-nos nas nossas lutas diárias com distração, ansiedade e fé vacilante.1 Mas depois, há Santa Teresa de Ávila. Era uma mulher que, com inteligência desarmante e sabedoria poderosa, derrubou aquela barreira e ensinou-nos que o caminho para Deus não é uma fórmula rígida, mas uma relação. A oração, dizia ela, não é mais do que uma «partilha íntima entre amigos; significa demorar-se frequentemente a estar a sós com Aquele que sabemos que nos ama».2

Esta é a história de uma mulher que era uma companheira espiritual encantadora, forte e profundamente humana. Antes de se tornar uma grande mística e reformadora, era uma freira que lutava durante quase duas décadas com uma fé morna, que achava a oração tão difícil que preferia ter feito penitência pesada, e que se distraía com a vaidade e o desejo de ser amada.2 É precisamente porque conhecia estas lutas tão intimamente que se tornou uma das maiores professoras de oração que a Igreja já conheceu. Ela é uma guia perfeita para nós, não porque fosse perfeita porque nos mostra que o amor paciente e transformador de Deus pode levar os nossos esforços imperfeitos e incoerentes e conduzir-nos ao próprio coração da Sua amizade.

Esta viagem levar-vos-á através da sua infância aventureira e dos seus anos de mediocridade espiritual, até às profundezas dos seus magníficos escritos sobre a oração, e ao seu lado enquanto reformava incansavelmente a sua ordem carmelita contra uma oposição feroz. Exploraremos a sua relação mística com Deus, o reconhecimento final pela Igreja do seu génio e as formas poderosas como a sua história continua a trazer esperança e paz às almas hoje.5 Venha conhecer Santa Teresa, uma amiga de Deus que também quer ser sua.

Quem era Santa Teresa de Ávila antes de se tornar santa?

Muito antes de ser uma santa canonizada e Doutora da Teresa Sánchez de Cepeda y Ahumada era uma pessoa de contrastes vibrantes, uma alma puxada entre o mundo e Deus. Nascida em 1515 na cidade murada de Ávila, Espanha, entrou num mundo de intenso fervor religioso e político, marcado pela recente Inquisição espanhola.2 A sua própria família tinha um segredo: O avô paterno era um converso, um judeu que se converteu ao cristianismo e que uma vez foi publicamente envergonhado pela Inquisição por alegadamente ter regressado à sua fé judaica.7 Esta herança, embora oculta, provavelmente acrescentou uma camada de complexidade e uma necessidade de prudência à vida da sua família numa sociedade obcecada pela pureza religiosa.

Uma Infância Espírita e Imaginativa

Desde os seus primórdios, Teresa possuía uma personalidade apaixonada, tudo-ou-nada. Criada numa família piedosa, ficou fascinada pelas histórias heróicas dos santos e mártires que sua mãe lhe lia.9 Este fascínio não era passivo. Em uma das histórias mais famosas de sua infância, aos sete anos, ela convenceu seu irmão um pouco mais velho, Rodrigo, a fugir de casa com ela. O seu grande plano era viajar para a terra dos mouros, onde esperavam ser decapitados pela sua fé e, assim, conseguir uma rápida entrada no céu.9 A sua aventura foi interrompida quando um tio os viu fora das muralhas da cidade e os devolveu a casa.8 Este episódio encantador, embora nascido de um mal-entendido de uma criança, revela o coração ardente que mais tarde definiria a sua vida: Uma alma que desejava fazer algo extraordinário para Deus.

Lutas de um Adolescente «Típico»

A morte de sua mãe, quando Teresa tinha catorze anos, mergulhou-a em um período de tristeza e mundanidade.8 Como muitos adolescentes da época, ela encontrou-se atraída por coisas mais superficiais. Desenvolveu um amor pelo que eram então considerados "romance novels" - contos excitantes de cavalaria medieval - e tornou-se preocupada com a moda, a sua aparência e as vaidades da vida social.1 Ela era, segundo todos os relatos, bonita, encantadora e sociável, e gostava da atenção que recebia.2

O seu pai piedoso, preocupado com a multidão com que estava e com os seus interesses mundanos, decidiu colocá-la numa escola conventual local dirigida por freiras agostinianas.7 Foi neste ambiente mais estruturado e espiritual que o seu coração começou a afastar-se das vaidades mundanas e a considerar a possibilidade de uma vocação religiosa.

The Lukewarm Nun (em inglês): Duas Décadas de Mediocridade Espiritual

Aos 20 anos, depois de um período de intensa deliberação, Teresa tomou a difícil decisão de entrar no Convento Carmelita da Encarnação em Ávila. Fê-lo contra as objecções extenuantes do seu amado pai.8 A sua motivação não era uma chamada extática de auto-avaliação sóbria. Temendo a sua própria fraqueza e tendência para o pecado, concluiu que o convento era o «único lugar seguro» para a sua alma2.

Mas o convento em que entrou não era a fortaleza espiritual que podia ter imaginado. A Ordem Carmelita na época tinha-se tornado frouxa em suas observâncias. O Convento da Encarnação não estava estritamente fechado. As freiras podiam receber muitos visitantes no salão, às vezes se engajando em flertes suaves e fofocas mundanas.2 Sabe-se que usavam jóias e arranjavam seus véus de forma atraente.2 Teresa, com seu charme natural e desejo de ser apreciada, facilmente escorregou para esta mediocridade confortável. Mais tarde, ela confessou que, por quase vinte anos, viveu em um estado de profundo conflito interior, dividido entre seu desejo de Deus e seu apego ao mundo.

Durante este período, ela sofreu uma doença grave que a deixou em coma por quatro dias, tão perto da morte que uma sepultura foi escavada para ela.2 Depois de sua recuperação, que ela atribuiu à intercessão de São José, ela ficou paralisada por três anos e sofreu de má saúde para o resto de sua vida.2 No entanto, mesmo esta poderosa provação não aprofundou inicialmente sua vida espiritual. Em vez disso, ela admitiu usar sua doença como uma desculpa para desistir da oração mental, achando-a muito difícil e sentindo-se indigno.2 Esta longa e seca estação de fé morna não é uma mera nota de rodapé em sua história; É a base da sua experiência. O seu conhecimento em primeira mão da distracção, da inconsistência e da tentação de desistir da oração fez dela um guia único, compassivo e prático para todos os que lutam pelo mesmo caminho.4

A «Segunda Conversão»: Uma vida transformada

O ponto de viragem finalmente chegou quando Teresa tinha 39 anos. Um dia, em 1554, enquanto caminhava pelo oratório, seus olhos caíram sobre uma estátua de Cristo, amarrada e açoitada à coluna. A estátua foi vividamente renderizada, mostrando suas feridas e sofrimento. De repente, ela foi dominada por uma poderosa compreensão de tudo o que Cristo tinha sofrido por ela, e quão mal ela tinha retribuído o seu amor. Caiu no chão, chorando, completamente abalada pela «raiz do seu ser».1

Esta poderosa experiência foi reforçada pela leitura que fez da obra de Santo Agostinho. Confissões. Em Agostinho, outra alma apaixonada que tinha vivido uma vida mundana antes da sua conversão, Teresa encontrou um espírito de parentesco e a esperança de que um grande pecador pudesse tornar-se um grande santo.8 Este momento, a que chamou «segunda conversão», foi o verdadeiro início do seu caminho para o coração de Deus. É um poderoso testemunho do facto de que nunca é tarde demais para voltar a Deus, que espera pacientemente que aceitemos o poder transformador do Seu amor.17

O que Santa Teresa nos ensinou sobre a oração?

Para as inúmeras almas que consideram a oração um dever seco, difícil ou confuso, Santa Teresa de Ávila oferece uma mensagem de poderosa libertação. Ela varre regras complexas e expectativas intimidadoras, convidando-nos a uma relação simples, radical e que muda a vida. Toda a sua doutrina espiritual flui de uma única e bela verdade central: A oração é a amizade com Deus.

Oração é amizade com Deus

O ensino mais famoso e transformador de Teresa é a sua definição de oração. «Na minha opinião, a oração mental», escreveu, «não é mais do que uma partilha íntima entre amigos; significa dedicar-se com frequência a estar a sós com Aquele que sabemos que nos ama».2 Com estas palavras, ela reformula totalmente a oração. Não é um desempenho, uma técnica a ser dominada ou uma lista de pedidos a serem feitos. É uma relação a ser cultivada. É o simples ato de aparecer e passar tempo com a Pessoa que mais nos ama, partilhando os nossos corações com Ele como faríamos com o nosso amigo mais querido.20 Esta perspetiva é uma tábua de salvação para qualquer pessoa que já tenha sentido um fracasso na oração.

Esta abordagem explica porque é que ela foi tão insistente num ponto acima de todos os outros: perseverança. Se a oração é uma relação, a pior coisa que se pode fazer é parar de aparecer. Instou famosamente as suas irmãs a terem uma «determinada determinação em nunca desistir da oração».3 Ela sabia, pelas suas duas décadas de luta, como é tentador desistir em tempos de secura ou distração. Admitiu uma vez que teria «empreendido alegremente» qualquer penitência pesada em vez de se sentar para orar.2 No entanto, perseverou, ensinando-nos que o mais importante não é o que sentimos quando oramos simplesmente para continuarmos a ter tempo para estar com o nosso Amigo.

As quatro águas: Uma metáfora para crescer na oração

Para tornar a viagem da oração menos abstrata, Teresa usou uma metáfora brilhante em sua autobiografia. A vida, comparando a alma a um jardim e a oração às quatro formas de regar.22 Esta imagem ajuda-nos a compreender como a nossa relação com Deus se aprofunda ao longo do tempo, com o nosso próprio esforço a dar gradualmente lugar à Sua acção divina.

  1. Primeira água (desenhar de um poço): Isto representa o início do caminho de oração, que exige o nosso próprio trabalho árduo. É como tirar balde de água por balde de um poço profundo. Esta etapa inclui oração vocal (que diz orações como o Pai-Nosso) e meditação discursiva, onde usamos nosso intelecto para ponderar verdades espirituais. É trabalhoso, é o início necessário.
  2. Segunda água (Usar uma roda de água e baldes): Aqui, Deus começa a nos ajudar mais. É como usar uma manivela e uma roda de água, o que facilita o trabalho. Isto corresponde ao que Teresa chama de «oração de silêncio». A alma experimenta uma paz profunda e sobrenatural e um sentimento de estar reunida ou «recolhida» na presença de Deus.
  3. Terceira Água (Irrigação de uma Corrente): Deus faz a maior parte do trabalho. O jardim é regado por um rio ou córrego que flui, o que requer pouco esforço do jardineiro. Teresa chama a isto um "sono das faculdades", um estado de união onde a mente e a vontade são cativadas por Deus.
  4. Quarta Água (Chuva do Céu): Esta última etapa é um dom puro, totalmente sobrenatural. O jardim é regado sem esforço por uma chuva suave do céu. Esta é a oração da união perfeita, onde a alma está passiva e amorosamente saturada pela presença de Deus.

Esta analogia ilustra lindamente que a vida espiritual é uma parceria. Começamos com nossos humildes esforços e, à medida que perseveramos, Deus assume cada vez mais a obra, atraindo-nos para uma intimidade cada vez mais profunda.

Os Três Pilares da Oração Teresiana

Na base de toda a sua doutrina estão três virtudes essenciais que formam o fundamento de uma vida de oração.

  • Amor: Para Teresa, o amor é o motor da vida espiritual. Insistiu que «o importante não é pensar muito, mas amar muito».2 Compreendeu que a verdadeira perfeição cristã consiste simplesmente no amor perfeito a Deus e no amor ao próximo.24 Este amor não é um sentimento sentimental. Trata-se de uma decisão firme e resoluta da vontade, uma «determinada determinação de agradar a Deus em tudo».25
  • Humildade: A humildade é o terreno onde o jardim da oração é plantado. Teresa ensinou que a humildade é simplesmente a verdade. É o reconhecimento honesto de quem somos - nossas fraquezas, nossas falhas, nossa total dependência de Deus - e quem Ele é - Sua infinita bondade, majestade e misericórdia.24 Ela acreditava que o autoconhecimento era tão crucial que a alma nunca deve deixar a "sala da humildade" em seu caminho para Deus.27
  • Perseverança: Como alguém que lutou durante tanto tempo, o conselho mais urgente e sincero de Teresa foi nunca, nunca desistir. Ela conhecia a selvageria da mente, chamando o intelecto de "louco frenético que ninguém pode amarrar".2 Mas ela promete que Deus "não se retém de ninguém que persevere".23 A sua própria vida é a maior prova desta verdade.

O poder duradouro do ensino de Teresa reside nesta abordagem relacional. Liberta-nos da pressão do desempenho e da ansiedade de «fazer o que é certo». Ela simplesmente pede-nos para aparecermos, para sermos honestos sobre as nossas lutas e para confiarmos que o Deus que nos ama fará o resto.

Como podemos compreender a sua obra-prima mística, O Castelo Interior?

Em 1577, quando tinha 62 anos e no auge da sua maturidade espiritual, Santa Teresa de Ávila escreveu o que muitos consideram ser a sua obra-prima: O Castelo Interior. Escrito em obediência aos seus superiores, o livro é um mapa poderoso e belo da viagem da alma a Deus.28 Para qualquer pessoa intimidada pela ideia da teologia mística, Teresa fornece uma imagem simples e poderosa que torna toda a vida espiritual acessível: A alma é um magnífico castelo, e o próprio Deus nos espera no seu centro.

A Visão da Alma como um Castelo

Teresa começa por descrever uma visão que recebeu de Deus. Viu a alma como «um castelo feito de um único diamante ou de um cristal muito claro, em que há muitos quartos,» ou mansões.29 Na mansão mais central habita o Rei — o próprio Deus — que ilumina todo o castelo com o seu esplendor. Esta imagem única estabelece a verdade fundamental da sua espiritualidade: cada alma humana possui uma dignidade e uma beleza incríveis, porque é feita à imagem de Deus e destina-se a ser a sua habitação32.

Isto significa que a viagem espiritual não tem a ver com ir a algum lugar "lá fora" para encontrar um Deus distante. É uma viagem interior, uma peregrinação para dentro do centro do nosso próprio ser, onde Ele já está presente e à nossa espera. A porta para este castelo, ela nos diz, é a oração e a meditação, juntamente com a humildade do autoconhecimento.

Uma viagem pelas sete mansões

A viagem através do castelo progride através de sete conjuntos de «mansões» ou «lugares de habitação». Teresa tem o cuidado de notar que estes não são níveis rígidos e sequenciais, como andares de um edifício. Uma alma pode mover-se entre eles, e o caminho é único para cada pessoa.29 As mansões são melhor compreendidas como fases sobrepostas de crescimento espiritual, descrevendo o aprofundamento de nossa amizade com Deus.

  • As três primeiras mansões: O Caminho Purgativo. Este é o início da viagem, caracterizada pelo esforço ativo da alma, ajudada pela graça.
  • Primeiras mansões: A alma entrou no castelo através da oração, mas ainda está muito ligada ao mundo. Está rodeada pelas «criaturas venenosas» do pecado e da distração do pátio exterior.36 A alma nesta fase reza com pouca frequência e com muitas distrações. A chave é perseverar e crescer no autoconhecimento.36
  • Segundas mansões: A alma começa a ouvir mais claramente o chamado de Deus através de sermões, boas conversas e provações. Faz um esforço mais determinado para orar e resistir à tentação, a batalha é feroz. A alma está em um cabo de guerra entre Deus e o mundo.29
  • Terceiras mansões: A alma alcançou um nível de estabilidade e virtude. Tem uma vida bem ordenada, pratica a caridade e evita o pecado mortal. Mas seu amor ainda é governado pela razão, em vez de uma rendição total. Este é um lugar bom e seguro onde a alma pode tornar-se complacente aqui, temendo arriscar-se mais por Deus.27
  • A quarta e a quinta mansões: O Caminho Iluminativo. Isto marca a transição do nosso esforço para a ação sobrenatural de Deus.
  • As quartas mansões: Aqui, Deus começa a dar à alma dons sobrenaturais. Esta mansão contém a «Oração do Silêncio», uma paz profunda e infundida que não é o resultado dos nossos próprios esforços. A alma experimenta "consolações" espirituais que são um sabor da doçura de Deus.36
  • Quintas mansões: Esta é a «Oração da União». Deus pega na alma e torna-a una consigo mesma durante um curto período de tempo. Teresa usa a bela metáfora do bicho-da-seda: A alma, através de seus esforços, girou um casulo. Agora ele deve morrer para si mesmo, para que Deus possa transformá-lo em uma bela borboleta.9 Este é o noivado espiritual entre Deus e a alma.
  • A sexta e a sétima mansões: O Caminho Unitário. Estes são os mais altos estados de oração atingíveis na terra.
  • Sextas mansões: Esta é uma fase de intenso sofrimento e alegria extática. A alma recebe incríveis favores espirituais - visões, locuções, êxtases - mas também suporta provações poderosas, tanto externas (perseguições, doenças) como internas (escuridão espiritual, sentimentos de abandono). Esta é uma purificação final e profunda antes da união definitiva.27
  • Sétimas mansões: Aqui, no centro do castelo, realiza-se o «Casamento Espiritual». A alma e Deus são feitos um. Teresa descreve-o como duas velas cujas chamas se juntam para se tornar uma única chama, ou como chuva caindo em um rio, onde as águas não podem mais ser distinguidas.27 A alma está em um estado de união permanente e pacífica com a Trindade residente.

O objetivo: Não apenas o serviço de ecstasy

Um mal-entendido comum de O Castelo Interior é que o seu objectivo é alcançar estados místicos para o seu próprio bem. Teresa é muito clara de que este não é o caso. O verdadeiro sinal de estar na Sétima Mansão não são visões ou êxtases de um desejo poderoso e inabalável de servir a Deus e ao próximo. A alma neste estado quer viver uma vida longa, não por si mesma para sofrer e trabalhar para o bem de outras almas e para a glória de Deus.40 O fruto final da contemplação mais profunda é a ação mais frutífera. Como a famosa Teresa concluiu, na vida da alma, «Marta e Maria devem trabalhar juntas».22

Mansão Etapa espiritual Experiência de Oração Chave Tarefa/Desafio Primário da Alma Conselhos de Santa Teresa
Primeiro Caminho Purgativo (Iniciante) Oração vocal, meditação inicial Superar o pecado mortal, desprender-se das preocupações mundanas. Perseverai na oração, cultivai a humildade e o autoconhecimento.
Segundo Caminho Purgativo (Iniciante) Prática de Oração, Ouvir o Chamado de Deus Combater as tentações, suportar a secura espiritual. Perseverem, procurem bons amigos espirituais e conversas.
Terceiro Caminho Purgativo (Proficiente) A vida exemplar, o amor ordenado Evitar a complacência, superar o medo do sofrimento. Pratiquem a caridade e a prudência, desejem fazer perfeitamente a vontade de Deus.
Quarta Caminho Iluminativo (Supernatural) Oração de Recolhimento Silencioso e Infundido Aprender a ser receptivo aos dons de Deus, sem forçar a oração. Não abandone a meditação, mas gentilmente permita que Deus aja.
Quinta Caminho Iluminativo (Supernatural) Oração da União (Contrato Espiritual) Rendição total da vontade a Deus. «Morre» como o bicho-da-seda a transformar; Crescer no amor ao próximo.
Sexto Caminho Unitivo (Avançado) Arrebatamentos, Visões, Noites Escuras Durar intensas provações espirituais e físicas. Fixai vossos olhos no Cristo sofredor; Abraçar a cruz com amor.
Sétima Caminho Unitivo (Avançado) União Transformadora (Casamento Espiritual) Viver em união permanente e pacífica com Deus. Servir a Deus e aos outros; «Marta e Maria devem trabalhar em conjunto.»

O que eram as experiências místicas de Santa Teresa e como ela sabia que eram de Deus?

A vida de Santa Teresa de Ávila é famosa pelos seus extraordinários fenómenos místicos - comunicações divinas que iam muito além da oração comum. Estas experiências, incluindo visões, levitação e um penetrar espiritual de seu coração, foram uma fonte de imenso consolo e sofrimento poderoso para ela. Num tempo de intensa suspeita, teve de percorrer um caminho aterrador de discernimento para compreender se estas graças eram de Deus ou do diabo.

A natureza de suas experiências

Após a sua «segunda conversão», a vida de oração de Teresa aprofundou-se dramaticamente e começou a receber dons espirituais notáveis. Ela relatou ter visões, não com os olhos do corpo intelectualmente, compreendendo as coisas sobre Deus com uma clareza divina.1 Ela experimentou locuções, onde ouviu Deus falar palavras de orientação e conforto diretamente à sua alma.42 Em mais de uma ocasião, outras freiras relataram tê-la visto levitar durante a Missa, uma experiência que ela achou profundamente embaraçosa e pediu às irmãs que a impedissem segurando-a para baixo.1

A sua experiência mística mais famosa é a Transverberação, ou perfurar o coração. Em sua autobiografia, ela descreveu uma visão de um belo anjo, um serafim, segurando uma longa lança dourada com um ponto de fogo. Escreveu: «Pareceu-me por vezes enfiá-la no meu coração e perfurar as minhas entranhas; Quando o tirou, pareceu arrancá-los também, e deixar-me a todos em chamas com um grande amor de Deus. A dor era tão grande que fez-me gemer. e, no entanto, a doçura desta dor excessiva era tão grande que não podia querer livrar-me dela».8 Este acontecimento, uma poderosa ferida espiritual do amor, tornou-se uma inspiração central para o resto da sua vida.14

Um Clima de Medo e Suspeita

Estas experiências não ocorreram no vácuo. A Espanha do século XVI foi o auge da Inquisição, e havia um medo generalizado de heresia, particularmente de um movimento conhecido como o alumbrados, ou «iluminados».45 A

alumbrados alegou uma inspiração direta e privada do Espírito Santo que, por vezes, os levou a desrespeitar a autoridade e as leis morais da Igreja. Consequentemente, qualquer pretensão de visões místicas ou experiência direta de Deus foi recebida com suspeita imediata e intensa.

Teresa estava aterrorizada por estar a ser enganada pelo diabo. Este receio não era infundado; muitos dos seus amigos e mesmo os seus confessores disseram-lhe inicialmente que as suas visões eram de origem demoníaca10. Durante anos, viveu num estado de dúvida angustiante, suportando o que chamou de «um grande martírio» à medida que procurava clareza.

O Caminho do Discernimento: Humildade e obediência

Como Teresa navegou neste campo minado espiritual? O seu caminho para a certeza foi pavimentado com duas virtudes fundamentais: Humildade radical e obediência absoluta.

Praticou a honestidade total. Ela não reteve nada de seus diretores espirituais, desnudando a alma e descrevendo suas experiências em detalhes, mesmo quando sabia que elas seriam recebidas com ceticismo ou condenação.14 Esta humildade protegeu-a do orgulho que pode acompanhar tais dons extraordinários.

Era inabalavelmente obediente aos representados por seus superiores. Em um caso famoso, quando os mandamentos de seu confessor contradiziam um mandamento que ela havia recebido em uma visão de Cristo, ela optou por obedecer a seu confessor. Mais tarde, ela foi elogiada por Cristo em outra visão por sua perfeita obediência, que Ele valorizava acima de tudo.18 Isto demonstra um princípio crucial do discernimento católico: Deus nunca pedirá alguma coisa através de revelação privada que contradiga a autoridade legítima de sua Igreja.

O teste definitivo foram os «frutos» destas experiências. Teresa compreendeu que os dons autênticos de Deus produzem sempre efeitos positivos duradouros na alma: Uma profunda humildade, um poderoso sentido de paz, um maior desprendimento das coisas mundanas e um maior amor a Deus e ao próximo que se manifesta no serviço.24 Experiências que a deixaram agitada, orgulhosa ou ansiosa, ela aprendeu a desconfiar. Com o tempo, confessores sábios e santos, como o grande jesuíta São Francisco Bórgia, puderam reconhecer a origem divina de suas graças e tranquilizá-la, levando-a finalmente a um lugar de paz.

A intensa oposição que Teresa enfrentou foi, de certa forma, um presente escondido. Foi precisamente porque as suas experiências eram tão controversas que os seus superiores lhe ordenaram que as escrevesse para exame.1 Esta pressão forçou-a a analisar e articular os movimentos sutis da alma com uma clareza e profundidade nunca antes feitas. As suas provações pessoais foram assim transformadas por Deus numa doutrina intemporal e universal sobre a oração e o discernimento, um dom precioso para toda a Igreja.

Por que Santa Teresa se sentiu chamada a reformar a Ordem dos Carmelitas?

A obra de Santa Teresa de Ávila como reformadora não nasceu de um desejo de poder ou de um espírito de crítica das profundezas de um coração em chamas com amor a Deus. Após a sua poderosa «segunda conversão», já não podia contentar-se com a mediocridade espiritual que se tinha tornado comum na sua Ordem Carmelita. Ela desejava criar um espaço onde ela e as suas irmãs pudessem viver a sua vocação ao máximo, perseguindo uma vida de profunda oração e sacrifício pelo bem do que estava então a ser dilacerado pela Reforma Protestante.15

Um Chamado Nascido do Amor

Teresa olhou para o estado de muitos conventos carmelitas na Espanha do século XVI e viu um afastamento de suas raízes austeras e contemplativas. Os eremitas originais do Monte Carmelo viveram uma vida de pobreza, silêncio e oração. Ao longo dos séculos, muitos conventos adotaram uma «regra mitigada» que permitia confortos e distrações mundanas49. Muitas vezes, as freiras mantiveram o seu estatuto social, receberam numerosos visitantes na sala e não estavam estritamente fechadas, tudo o que Teresa via como grandes obstáculos a uma amizade profunda com Deus2. Tendo vivido esta vida morna durante quase duas décadas, soube em primeira mão como poderia sufocar o desejo de Deus da alma51. O seu apelo à reforma era um apelo ao regresso ao espírito original de devoção radical da ordem.

A reforma "descalcificada"

Em 1562, com a permissão papal, Teresa fundou o seu primeiro convento reformado, o pequeno e empobrecido Mosteiro de São José em Ávila.11 Este foi o início do movimento carmelita "descalço". O termo «descalço» significa literalmente «sem sapatos». Como símbolo poderoso do seu empenho na pobreza e no distanciamento do mundo, Teresa e os seus seguidores usavam sandálias de corda simples em vez dos sapatos de couro comuns na altura.1

A vida em seus conventos reformados foi construída sobre quatro pilares:

  • Invólucro rigoroso: Um regresso à separação do mundo para fomentar um ambiente de silêncio e recolhimento.
  • Pobreza: Os conventos não teriam doações, baseando-se inteiramente nas esmolas públicas para a sua subsistência, forçando uma confiança radical na providência de Deus.49
  • Penitência e Mortificação: Uma vida de simplicidade e austeridade para disciplinar o corpo e libertar a alma para a oração.
  • Oração contemplativa: Toda a vida foi orientada em torno de horas de oração silenciosa, mental, oferecida pelas intenções da Igreja e pela salvação das almas.

Significativamente, Teresa também rompeu com as rígidas estruturas de classe do seu tempo, acolhendo as mulheres nos seus conventos com base na sua piedade, não na sua riqueza ou posição social.

Oposição feroz e coragem inabalável

A reforma de Teresa não foi bem acolhida por todos. Na verdade, deparou-se com uma oposição feroz e sustentada. As autoridades civis e os cidadãos de Ávila sentiram-se indignados, receando que outra casa religiosa fosse um dreno para os recursos da cidade.18 Outras ordens religiosas e muitos dos seus companheiros carmelitas da observância «Calced» (ou «shod») sentiram que o seu novo modo de vida austero era uma crítica implícita do seu próprio modo de vida.7 Foi denunciada em homilias e descrita por um representante papal como uma «mulher inquieta, desobediente e contumaz».15

Apesar da sua saúde frágil e das constantes batalhas, a coragem de Teresa era inabalável. Dizia famosamente: «Teresa e três ducados não são nada. Mas Deus, Teresa e três ducados são tudo.» Com a ajuda do seu grande amigo e colaborador, São João da Cruz, que liderou a reforma para os frades, e o eventual apoio de figuras poderosas como o rei Filipe II de Espanha, perseverou.10 Ao longo dos últimos vinte anos da sua vida, percorreu milhares de quilómetros em estradas acidentadas, fundando um total de dezassete conventos reformados e ajudando a estabelecer o ramo masculino da ordem.7 A sua vida é um testemunho poderoso daquilo que uma alma determinada, totalmente dedicada à vontade de Deus, pode realizar contra todas as probabilidades.

Qual é o significado da famosa escultura de Bernini? O êxtase de Santa Teresa?

No coração de Roma, na Capela Cornaro da igreja de Santa Maria della Vittoria, ergue-se uma das obras-primas mais deslumbrantes da era barroca: Gian Lorenzo Bernini O êxtase de Santa Teresa.53 Criada entre 1647 e 1652, esta deslumbrante escultura de mármore é mais do que apenas uma obra de arte; É uma experiência teatral e profundamente espiritual destinada a atrair o espetador para o coração de uma visão mística.

A arte de captar um momento místico

A escultura capta a mais famosa das experiências místicas de Santa Teresa: a transverberação. Bernini baseou o seu trabalho diretamente na descrição da própria Teresa na sua autobiografia, onde narra uma visão de um belo anjo a perfurar-lhe o coração com uma lança dourada inclinada para o fogo.44 Escreveu sobre uma experiência que era uma mistura paradoxal de dor excruciante e doçura divina avassaladora — uma dor tão doce que nunca quis que acabasse.54

O génio de Bernini reside na sua capacidade de traduzir este inefável acontecimento espiritual numa forma tangível e física. Vemos Santa Teresa, revestida de vestes pesadas e tumultuosas, a colapsar numa nuvem num estado de completa rendição. Atira-se-lhe a cabeça para trás, fecham-se-lhe os olhos e abre-se-lhe ligeiramente a boca, captando um momento de sublime arrebatamento.55 Acima dela, um anjo gracioso e sorridente segura suavemente a flecha, acabando de a retirar do seu coração. Toda a cena é banhada por um brilho celestial de uma janela escondida por cima, com raios dourados de bronze a derramarem-se, representando a luz divina do amor de Deus55.

Simbolismo e teatralidade

A escultura é rica em simbolismo e provocou muita discussão, particularmente em relação à sua intensa sensualidade. A expressão e a postura de Teresa evocam um êxtase físico que alguns consideraram chocante. Mas esta foi uma escolha deliberada de Bernini. Numa era anterior à psicologia moderna, ele usou a linguagem humana universal da paixão física como uma metáfora para ajudar o espectador a compreender a pura intensidade de uma união espiritual que, de outra forma, está além da descrição.55 Ele borra magistralmente a linha entre o físico e o espiritual para transmitir a natureza abrangente e esmagadora do amor de Deus, que afeta toda a pessoa - corpo e alma.

Bernini, que também era dramaturgo e cenógrafo, concebeu toda a capela como um teatro sagrado.56 A escultura é colocada em um nicho que serve como palco. Nas paredes laterais da capela, Bernini esculpiu relevos de mármore de membros da família Cornaro, os patronos da capela, que se sentam no que parecem caixas de teatro, testemunhando o milagre ao nosso lado.54 Este dispositivo brilhante quebra a barreira entre a arte e a vida, tornando o espectador não apenas um observador um participante no drama sagrado que se desenrola diante deles.

Ferramenta da Contra-Reforma

Esta abordagem imersiva e emocional era uma marca da arte barroca e uma ferramenta poderosa da Contra-Reforma Católica. Numa altura em que o protestantismo enfatizava a austeridade e desafiava as elaboradas tradições da arte católica, procurou inspirar admiração, devoção e uma ligação direta e emocional com o divino.53 A obra-prima de Bernini é a personificação perfeita deste objetivo. Usa todo o poder da escultura, da arquitetura e da luz para fazer com que uma visão mística privada se sinta imediata, real e acessível a todas as pessoas que entram na capela. É uma declaração poderosa de que a fé católica é um caminho para um encontro apaixonado, pessoal e transformador com Deus.

Qual é a posição oficial da Igreja Católica sobre Santa Teresa?

A Igreja Católica tem a maior estima possível por Santa Teresa de Ávila, reconhecendo-a não só como uma grande santa, mas também como uma das mais poderosas professoras em toda a sua história de 2000 anos. Sua posição oficial é confirmada por sua canonização e, mais significativamente, pelo título raro e exaltado de Doutor da Igreja.

O Caminho para a Santidade

O processo de ser declarado santo na Igreja Católica é meticuloso. Após a morte de uma pessoa, a sua vida é minuciosamente investigada por indícios de «virtude heróica». Se tal for confirmado, a pessoa é declarada «Venerável». Para o passo seguinte, a beatificação (denominada «Bem-aventurada»), deve provar-se que ocorreu um milagre através da sua intercessão. Para a canonização, ou para ser declarado «santo», é normalmente necessário um segundo milagre57.

A reputação de santidade de Teresa era tão grande que o processo começou relativamente rapidamente após a sua morte, em 1582. Ela foi beatificada pelo Papa Paulo V em 1614 e oficialmente canonizada pelo Papa Gregório XV em 12 de março de 1622, apenas 40 anos depois de sua morte.8 Esta foi parte de uma famosa canonização conjunta que também incluiu Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier, São Filipe Neri e São Isidoro, o Trabalhador.60

Numerosos milagres foram atribuídos à sua intercessão. Uma das mais dramáticas, que foi apresentada durante seu processo de canonização, foi o renascimento de seu jovem sobrinho. O rapaz tinha sido esmagado e aparentemente foi morto quando uma parede de um edifício em construção caiu sobre ele. Teresa tomou a criança em seus braços e orou profundamente, e minutos depois, ele voltou à vida.62 Outro sinal de sua santidade amplamente relatado na época foi o estado de seu corpo após a morte. Quando exumada nove meses depois de seu enterro, descobriu-se que seu corpo estava incorrupto (não sujeito à decadência normal) e dizia-se que emitia uma fragrância doce e celestial.

A Primeira Doutora da Igreja

Embora ser um santo canonizado seja o maior reconhecimento da santidade pessoal, o título de «Doutor da Igreja» é uma honra rara concedida aos santos cujos escritos deram à Igreja uma visão particularmente profunda, intemporal e fiável dos mistérios da fé67. Estes santos são reconhecidos como mestres eminentes para a Igreja universal.

Durante séculos, este título foi reservado exclusivamente para os homens. Mas, em 27 de setembro de 1970, o Papa Paulo VI fez história ao declarar Santa Teresa de Ávila a primeira Doutora da Igreja.8 Na sua homilia, o Papa Paulo VI afirmou o que os fiéis há muito conheciam, chamando-a de "professora da vida espiritual" e de "incomparável contemplativa".73 Ele elogiou-a como uma "mãe cheia de simplicidade encantadora, uma professora cheia de admirável profundidade", cuja "mensagem de oração" é essencial para a Igreja em todas as épocas.73 Esta declaração reconheceu oficialmente que a sua doutrina espiritual, nascida da sua própria experiência poderosa, é um guia seguro e precioso para todas as almas que procuram uma amizade mais profunda com Deus.

Requisitos para um Doutor da Igreja Descrição
Doutrina eminente (Eminens Doctrina) O santo deve ter produzido um conjunto de escritos profundos, ortodoxos e que ofereçam um contributo significativo e duradouro para a compreensão da teologia ou da espiritualidade por parte da Igreja.68
Santidade heróica (Insignis Vitae Sanctitas) A pessoa deve ser, antes de tudo, um santo canonizado, reconhecido oficialmente pela Igreja por uma vida de extraordinárias e heróicas virtudes.68
Proclamação formal (Ecclesiae Declaratio) O título deve ser oficialmente conferido pela autoridade suprema da Igreja, seja um Papa ou um Concílio Ecuménico, depois de um exame cuidadoso da vida e dos escritos do santo.68

Quais são algumas das orações e citações mais inspiradoras de Santa Teresa?

Santa Teresa de Ávila tinha o dom de expressar as verdades mais profundas da vida espiritual com uma simplicidade e um calor que falam diretamente ao coração. As suas palavras não são teologia abstracta. são o conselho amoroso de um amigo que percorreu o caminho e quer nos ajudar no nosso caminho. Aqui estão algumas de suas orações e citações mais amadas, que continuam a trazer paz, coragem e inspiração às almas de hoje.

A Oração do Bookmark: «Não deixes que nada te perturbe»

Esta é talvez a sua oração mais famosa, um pequeno poema que supostamente guardou no seu livro de orações. Tornou-se uma tábua de salvação para inúmeras pessoas que enfrentam a ansiedade, a doença e a incerteza.76

Que nada vos perturbe,

Que nada vos assuste,

Todas as coisas estão a passar:

Deus nunca muda.

A paciência obtém todas as coisas.

A quem tem Deus nada lhe falta,

Só Deus é suficiente.23

Reflexão: Num mundo em constante mudança e muitas vezes assustador, esta oração ancora os nossos corações na única grande constante: o amor imutável e fiel de Deus. Lembra-nos que, se O possuímos, possuímos tudo o que realmente precisamos. É uma meditação poderosa para encontrar a paz no meio das tempestades da vida.

O apelo à ação: «Cristo já não tem corpo senão o seu»

Esta poderosa exortação é um apelo a viver a nossa fé de modo concreto e activo. Não é uma negação da presença real de Cristo na Eucaristia um lembrete poético de que Ele escolhe trabalhar no mundo através de nós.79

Cristo agora não tem corpo senão o teu,

Não há mãos, nem pés na terra, a não ser os teus,

Teus são os olhos com que ele olha a compaixão neste mundo.

Teus são os pés com que ele deve andar a fazer o bem,

Tuas são as mãos com as quais Ele há de abençoar o mundo.23

Reflexão: Estas palavras nos desafiam a ir além de uma fé privada. Perguntam-nos: Como estamos a ser as mãos e os pés de Cristo hoje? Como podemos ser os instrumentos de sua compaixão e amor para com as pessoas que encontramos? É um chamado a tornar visível a nossa fé através de atos de serviço.

Sobre a oração e a amizade

«A oração mental... Não é mais do que uma partilha íntima entre amigos; significa dedicar tempo frequentemente a estar a sós com Aquele que sabemos que nos ama.» 2

Reflexão: Esta citação liberta-nos do fardo de tentar orar «perfeitamente». Convida-nos simplesmente a passar tempo com Jesus, a partilhar as nossas alegrias, tristezas e lutas com quem mais nos ama.

Sobre a Coragem e a Confiança

«Ter coragem para tudo o que acontece na vida – tudo está nisso.» 19

«Confia em Deus que estás exatamente onde deves estar.» 26

Reflexão: Teresa era uma mulher de imensa coragem que enfrentava constante oposição e sofrimento. As suas palavras encorajam-nos a enfrentar as nossas próprias provações com coragem, confiando que a providência amorosa de Deus nos colocou exatamente onde estamos por uma razão, mesmo que não possamos vê-la.

Sobre a Humildade e o Amor

«Nunca aprenderemos a conhecer-nos a nós mesmos, a não ser esforçando-nos por conhecer a Deus; pois, vendo a sua grandeza, apercebemo-nos da nossa própria pequenez.» 26

«Só o amor dá valor a todas as coisas.» 20

Reflexão: Aqui encontramos os pilares gémeos da vida espiritual. O verdadeiro autoconhecimento vem de nos vermos à luz da bondade perfeita de Deus. E é o amor - por Deus e pelo próximo - que dá sentido e valor a tudo o que fazemos.

Como pode a história de Santa Teresa mudar a nossa vida de hoje?

Cinco séculos depois de ter vivido, Santa Teresa de Ávila continua a ser uma das santas mais queridas e relevantes para o nosso tempo. A sua história não é um conto de fadas de santidade sem esforço, uma viagem real, corajosa e profundamente esperançosa que fala directamente ao coração da pessoa moderna. A sua vida e os seus escritos oferecem um roteiro prático para quem procura uma relação mais profunda e autêntica com Deus no meio das distracções e ansiedades do século XXI.

Um amigo para o imperfeito

Talvez o aspeto mais poderoso do legado de Teresa seja a sua forte relatabilidade. Ela dá imensa esperança a todos nós que nos sentimos imperfeitos e inconsistentes na nossa fé. Não nasceu santa de gesso. Nas suas próprias palavras, foi uma pecadora «malvada» que se tornou uma grande santa.62 Durante quase vinte anos, foi uma freira «morna», uma «rasca e rebelde» que lutou contra a vaidade, as fofocas e uma vida de oração que achou angustiantemente difícil.2 A sua história é um testamento de que as nossas falhas passadas não definem a nossa santidade futura. A sua viagem da mediocridade à união mística mostra que Deus pode e fará coisas magníficas com qualquer pessoa que, como ela, tenha a «determinada determinação» de continuar a levantar-se e a voltar-se para Ele.21 Ela é amiga de todos os que se sentem «suficientemente bons» para Deus.

Um guia para os ansiosos e distraídos

Os ensinamentos de Teresa sobre a oração são um antídoto perfeito para a nossa cultura inquieta e obcecada pela produtividade. Num mundo que exige constantemente a nossa atenção e mede o nosso valor por aquilo que realizamos, ela convida-nos para a quietude libertadora da amizade com Deus. Diz-nos que o objetivo da oração é «não pensar muito para amar muito».23 Esta verdade simples liberta-nos da pressão de ter pensamentos poderosos ou de eliminar todas as distrações. Dá-nos permissão para simplesmente estarmos presentes Àquele que está presente para nós, para descansarmos em Seu amor. A sua famosa oração «Não deixes que nada te perturbe» tornou-se um poderoso mantra para as pessoas que navegam no cancro, na ansiedade e nas incertezas da vida, provando que é uma verdadeira mãe espiritual que traz paz aos corações perturbados76.

Um Modelo de Fé Integrada

Por fim, Santa Teresa oferece um belo modelo de uma vida cristã integrada. Ela destrói a falsa parede entre a contemplação e a acção. Ensina-nos que somos todos chamados a ser «Maria e Marta» — a sentar-nos aos pés do Senhor em oração e a servi-Lo no mundo.22 A sua própria vida foi um turbilhão de atividades: Foi escritora, administradora, fundadora e reformadora, que viajou por toda a Espanha. No entanto, toda esta ação fluiu de uma união profunda e mística com Deus. Ensina-nos que Deus se encontra não só no silêncio da capela, mas também «entre as panelas e frigideiras».26

Castelo do Interior não nos afasta do mundo, dá-nos a força, a coragem e o amor para nos envolvermos mais frutuosamente com ela.

Santa Teresa de Ávila é mais do que uma figura histórica. Ela é uma presença viva, uma e uma guia. A sua mensagem é intemporal: Deus habita dentro de ti, no belo castelo da tua alma. Ele ama-te apaixonadamente e deseja a tua amizade. Deixa-a levar-te pela mão. Lê as suas palavras, fala-lhe no teu coração e permite-lhe apresentar-te o Rei que te espera no centro da tua própria alma.

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