
Uma Reflexão Pastoral sobre a Intimidade e a Palavra de Deus
As questões que traz sobre as partes mais íntimas da sua vida não são triviais; são sagradas. Vêm de um coração que deseja amar bem e viver à luz da verdade de Deus. Quando perguntamos: “O que diz a Bíblia sobre este ou aquele ato?”, estamos na verdade a fazer uma pergunta mais profunda: “Como nos amamos de uma forma que honre a Deus e honre o dom poderoso dos nossos corpos e do nosso matrimónio?” Esta não é uma jornada para regras simples, mas para uma compreensão profunda e orante.

A Bíblia diz algo diretamente sobre o sexo anal?
Para começar com a verdade mais simples, devemos ser honestos: as palavras específicas “sexo anal” não aparecem em parte alguma das Sagradas Escrituras.⁸ Este silêncio é importante. Diz-nos que não podemos simplesmente recorrer a um único versículo para uma resposta rápida e fácil. Deus, na Sua sabedoria, não nos deu uma lista detalhada do que é permitido ou proibido sexualmente entre marido e mulher.⁹ A Bíblia não é um manual técnico para o quarto; é a história do amor de Deus pela humanidade.
Esta ausência de um comando ou proibição direta não é um vazio, mas um convite. É um convite de Deus para ir além de uma fé simples e legalista que apenas pergunta: “Qual é a regra?”, e em direção a uma fé mais madura que pergunta: “Qual é a coisa amorosa e que honra a Deus a fazer?”.¹⁰ Este silêncio chama-nos a tornarmo-nos detetives do coração, examinando em oração os princípios mais amplos das Escrituras para compreender o plano belo e desafiante de Deus para o amor humano. Devemos olhar para as histórias, as leis e a sabedoria dos apóstolos para montar um quadro do que significa amar de uma forma que seja santa, pura e verdadeira.¹¹
Portanto, a nossa tarefa é de discernimento. Devemos ter cuidado para não declarar algo como pecado se a Bíblia não o faz explicitamente, nem devemos declarar que algo não é pecado se os princípios abrangentes da Bíblia nos levam claramente a essa conclusão.¹⁰ Este caminho exige humildade, oração e um desejo profundo de compreender o coração de Deus, que é o próprio Amor.

O que podemos aprender com a história de Sodoma e Gomorra?
Frequentemente, quando esta questão é colocada, a história de Sodoma e Gomorra de Génesis 19 é a primeira que nos vem à mente.⁸ A própria palavra “sodomia” vem desta história e, durante séculos, tem sido associada a certos atos sexuais, particularmente aqueles entre homens.¹⁰ Na história, uma multidão de homens da cidade rodeia a casa de Ló e faz uma exigência aterrorizante. Eles gritam para Ló: “Onde estão os homens que entraram em tua casa esta noite? Traze-os cá fora, para que os conheçamos” (Génesis 19:5).
Neste contexto, a palavra hebraica para “conhecer” (yada) significa claramente um ato sexual.⁹ Mas este não é um ato de amor ou afeição mútua. A intenção dos homens é violenta e coerciva; é uma tentativa de violação coletiva.¹⁶ Este é um ato brutal de dominação e humilhação dirigido a estranhos, uma violação poderosa do dever sagrado da hospitalidade. O horror desta violência pretendida é o drama central da história, revelando as profundezas da maldade da cidade.
Mas a própria Bíblia dá-nos outras formas de entender o pecado de Sodoma. Devemos ouvir a totalidade das Escrituras. O profeta Ezequiel, falando pelo Senhor, diz algo que nos deve fazer parar e refletir: “Ora, esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas não fortaleceu a mão do pobre e do necessitado. E foram soberbas e fizeram abominações diante de mim; pelo que as tirei dali, como viste” (Ezequiel 16:49–50). Aqui, o pecado não é identificado como um ato sexual específico, mas como uma doença da alma: orgulho, arrogância e uma indiferença fria ao sofrimento dos pobres e vulneráveis.¹³ As “abominações” que cometeram fluíam deste núcleo espiritual podre.
Mais tarde, no Novo Testamento, a Carta de Judas fala de Sodoma e Gomorra “entregando-se à fornicação e indo após outra carne” (Judas 1:7, KJV).¹³ Isto aponta para uma dimensão sexual do seu pecado. No entanto, existe um debate entre sábios estudiosos sobre o que significa “outra carne”. Refere-se a homens que procuram homens, ou refere-se a seres humanos que tentam ter relações com anjos, que eram os seus convidados?.²⁰
Então, o que podemos tirar desta história poderosa e perturbadora? O pecado de Sodoma foi uma teia complexa de maldade. Incluía desejos violentos e luxuriosos, mas estava enraizado numa doença espiritual mais profunda. Era uma cultura de exclusão, orgulho, crueldade e uma completa falta de amor pelo estranho, pelo pobre e pelo vulnerável.¹³ A história é um aviso poderoso contra qualquer pessoa ou sociedade que fecha o seu coração ao estrangeiro e cujas paixões não estão ordenadas para o amor, mas para a violência e a autogratificação. Adverte-nos contra uma cultura de uso e desumanização. Para um casal casado, a lição de Sodoma não é uma proibição sexual estreita, mas um apelo poderoso para garantir que o seu relacionamento seja um refúgio de hospitalidade, ternura e acolhimento, em contraste gritante com a cultura de exclusão violenta da cidade. A história não oferece uma regra clara sobre um ato específico e consensual entre marido e mulher que estão comprometidos em amar e honrar um ao outro.

O que as leis em Levítico significam para nós hoje?
No coração do Antigo Testamento, no livro de Levítico, encontramos leis que foram dadas ao povo de Israel para os ajudar a viver como um povo santo, separado para Deus. Dois versículos são frequentemente mencionados nesta discussão: “Não te deitarás com varão, como se fosse mulher; é abominação” (Levítico 18:22) e uma proibição semelhante em Levítico 20:13, que acarreta a pena de morte.²³
Durante muitos séculos, estes versículos foram entendidos como uma proibição clara e universal de todos os atos homossexuais.¹⁴ A palavra “abominação” (
toevah em hebraico) sugere algo que é profundamente ofensivo a Deus e contrário à Sua ordem criada. Frequentemente, este termo era usado para práticas associadas ao culto idólatra das nações pagãs que rodeavam Israel.
Mas estudiosos bons e fiéis, no seu amor pela palavra de Deus, estudaram estes textos muito de perto na sua língua original e contexto histórico. O seu trabalho convida-nos a uma compreensão mais profunda e matizada. Alguns sugerem que estas leis podem ter sido dirigidas a situações muito específicas que eram um perigo para Israel naquela época.²³ Por exemplo, alguns estudiosos acreditam que a proibição visava a prostituição nos templos pagãos, que era comum no mundo antigo, onde os atos sexuais faziam parte de rituais idólatras. Isto significaria que o pecado principal não era o ato sexual em si, mas a idolatria a que estava ligado.
Outros, olhando para os versículos circundantes em Levítico 18, que tratam quase inteiramente de incesto, acreditam que esta lei também diz respeito à proibição de relações incestuosas, especificamente entre parentes do sexo masculino.²³ Ainda outros apontam para detalhes gramaticais complexos no texto hebraico e sugerem que pode ser uma proibição contra uma forma de adultério — um homem ter uma relação sexual com outro homem que é casado, violando assim o vínculo sagrado do matrimónio desse homem.²⁷
Devemos ser humildes ao abordar estes textos antigos. Nem sempre temos a certeza da situação cultural exata que estavam a abordar. O que é claro é que estas leis faziam parte do que os estudiosos chamam de “Código de Santidade” (Levítico 17-26).²⁴ Este código foi concebido para criar distinção — para proteger o povo de Israel de adotar práticas que desonrariam a Deus e quebrariam a sua aliança especial com Ele. A preocupação era com a santidade da aliança, não apenas com a mecânica sexual. Para nós, como cristãos, estas leis chamam-nos a refletir sobre o que significa honrar a Deus com os nossos corpos e viver de uma forma que esteja separada de práticas que são egoístas, exploradoras ou idólatras. Desafiam-nos a perguntar se as nossas ações fortalecem os nossos laços de aliança com Deus e uns com os outros. Não abordam diretamente a questão do sexo anal dentro de um matrimónio heterossexual amoroso.

Como devemos entender as palavras de Paulo sobre as “relações antinaturais” em Romanos?
O Apóstolo Paulo, na sua poderosa carta aos Romanos, pinta um quadro sóbrio de um mundo que se afastou de Deus. Ele explica que, quando as pessoas se recusam a honrar a Deus como Criador, “os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos ficaram obscurecidos” (Romanos 1:21). Como consequência deste erro espiritual fundamental, Paulo escreve: “Deus entregou-os a paixões vergonhosas. Até as suas mulheres trocaram as relações sexuais naturais por outras antinaturais. Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e inflamaram-se de luxúria uns pelos outros” (Romanos 1:26-27).
Estas são palavras fortes e têm sido a fonte de muita dor e mal-entendido. A chave para as entender é perguntar o que Paulo queria dizer com “natural” (physis em grego) e “antinatural” (Para physin). Para muitos, “natural” significa simplesmente “biológico” ou “procriativo”.¹² Deste ponto de vista, qualquer ato sexual que não seja inerentemente aberto à procriação poderia ser visto como “antinatural”. Isto levou alguns a concluir que o sexo anal, mesmo dentro do matrimónio, cai nesta categoria.¹⁰
Mas os estudiosos que estudaram o mundo greco-romano antigo em que Paulo viveu dizem-nos que a ideia de “natureza” era frequentemente sobre cultura e ordem social, não apenas biologia.³¹ Nessa sociedade, que era profundamente patriarcal, existiam ideias rígidas sobre honra e vergonha. Era considerado “natural” que um homem livre fosse o parceiro dominante, ativo e penetrante em qualquer encontro sexual. Para um homem assumir o papel “passivo” ou “penetrado” era visto como “antinatural” porque ele se estava a comportar como uma mulher, o que era considerado vergonhoso e uma perda humilhante de honra e estatuto social.³¹ Paulo pode estar a recorrer a este entendimento cultural partilhado para expor o seu ponto de vista ao seu público romano.
O contexto do argumento de Paulo é crucial. Ele não está principalmente a escrever um manual sobre ética sexual. Ele está a fazer um ponto teológico maior sobre as consequências da idolatria. O pecado raiz, a fonte do problema, é afastar-se do Criador para adorar a criação (Romanos 1:25). As paixões desordenadas e os atos vergonhosos que ele descreve são o resultado deste erro espiritual primário.³² O problema não é o desejo em si, que é um dom de Deus, mas o desejo que se tornou “inflamado de luxúria” — uma paixão egoísta, excessiva e desordenada que desonra o corpo, que deve ser um templo do Espírito Santo.³²
Portanto, ao lermos esta passagem, devemos perguntar se Paulo está a condenar toda uma categoria de pessoas, ou se está a condenar um tipo específico de ação: abandonar o contexto relacional do desígnio de Deus para perseguir uma luxúria excessiva e idólatra que era comum no mundo pagão ao seu redor. A principal questão de diagnóstico para um casal cristão não é “Este ato é anatomicamente ‘natural’?”, mas “Qual é o estado dos nossos corações? Este ato flui de um lugar de amor mútuo e de entrega que adora a Deus, ou de um lugar de luxúria egoísta e excessiva que idolatra o prazer e usa a outra pessoa como um objeto para gratificação?”. Este é o verdadeiro teste para saber se um ato é “natural” no sentido de estar em conformidade com o desígnio amoroso de Deus.

Quais são os princípios orientadores para a intimidade no matrimónio cristão?
Depois de explorar o que as Escrituras dizem sobre atos proibidos, é muito mais frutífero e esperançoso voltar-se para a bela visão que elas apresentam para o amor dentro do matrimónio. A Bíblia dá-nos luzes orientadoras para nos ajudar a navegar no espaço sagrado da intimidade conjugal. Embora não forneça um mapa detalhado de cada caminho, dá-nos uma bússola que aponta sempre para o amor. A Carta aos Hebreus diz-nos: “O matrimónio seja honrado por todos e o leito sem mácula” (Hebreus 13:4). O que torna o leito conjugal “sem mácula”? Não é uma lista de regras, mas uma postura do coração, guiada pelos seguintes princípios.
Um Dom Sincero de Si Mesmo
O nosso amado São João Paulo II, na sua poderosa “Teologia do Corpo”, ensinou-nos que os nossos corpos têm um “significado esponsal”. Isto significa que são feitos para o amor, para um dom sincero de nós mesmos ao outro.³⁵ No ato conjugal, marido e mulher falam uma linguagem com os seus corpos. Esta linguagem deve sempre dizer a verdade. A verdade que deve dizer é: “Eu dou-me a ti completamente, sem reservas, e recebo-te como um dom precioso”.³⁵ Qualquer ato que transforme a outra pessoa num objeto para o meu próprio prazer, em vez de uma pessoa a ser amada e acarinhada, diz uma mentira com o corpo. Vai contra o próprio significado do corpo como um sinal da pessoa.
Amor Mútuo e Consentimento
O verdadeiro amor, o amor que São Paulo descreve tão belamente em 1 Coríntios 13, “é paciente, o amor é bondoso... Não procura os seus próprios interesses”. Esta é a regra de ouro do leito conjugal. Nenhum cônjuge deve ser pressionado, manipulado ou coagido a um ato que o faça sentir-se desconfortável, usado ou desonrado.⁹ O acordo mútuo, nascido de uma conversa amorosa e de uma sensibilidade terna, é essencial.¹¹ A consciência, os medos ou o desconforto de um cônjuge devem ser sempre respeitados pelo outro como um limite sagrado.¹⁰ O amor nunca pode ser forçado; só pode ser dado livremente.
Unidade e Exclusividade
O ato sexual é concebido por Deus para ser um poderoso agente de ligação, solidificando a união de “uma só carne” entre marido e mulher, da qual se fala em Génesis (Génesis 2:24) e que é afirmada por São Paulo (1 Coríntios 7:5). É um selo sagrado de uma aliança exclusiva. É por isso que nunca deve incluir outras pessoas, seja pessoalmente através de atos como “swinging”, ou através do mundo frio e desumanizador da pornografia, que introduz uma terceira parte na intimidade do leito conjugal e reduz as pessoas a objetos de luxúria.¹¹
Abertura à Vida (Fecundidade)
A Igreja, na sua grande sabedoria, sempre ensinou que o ato conjugal tem dois propósitos belos que não podem ser separados: o unitivo (unir o casal em amor) e o procriativo (estar aberto ao dom de uma nova vida).⁴⁴ É por isso que a Igreja ensina que frustrar deliberadamente o poder natural do ato de criar vida, por exemplo através da contraceção, é contrário ao desígnio de Deus.⁴⁹ Este ensinamento não significa que cada ato deva resultar num filho. Significa que o amor do casal, na sua essência, deve ser um amor fecundo, um amor que é generoso e que dá vida, espelhando o próprio amor criativo de Deus pelo mundo.⁶ Um ato que é, pela sua própria natureza, não procriativo, como o sexo anal, existe assim em tensão com este princípio, um ponto que um casal deve considerar em oração.
Honrar a Deus com os Nossos Corpos
Finalmente, devemos lembrar-nos sempre das palavras poderosas de São Paulo: “Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que habita em vós, o qual recebestes de Deus? Não sois de vós mesmos, pois fostes comprados por um preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6:19-20). Este apelo para glorificar a Deus aplica-se a todas as partes das nossas vidas, incluindo a nossa sexualidade. Um ato dentro do matrimónio honra a Deus quando é um ato de amor verdadeiro, mútuo, respeitoso e que dá vida.

O que a Igreja ensinou ao longo da história?
A Igreja é uma família que viaja através do tempo, e a nossa compreensão dos mistérios de Deus aprofunda-se a cada geração, guiada pelo Espírito Santo. Para entender onde estamos nesta questão, ajuda saber onde estivemos. Os primeiros mestres da nossa fé, os Padres da Igreja, pensaram profundamente sobre o matrimónio e a sexualidade, e a sua sabedoria continua a guiar-nos.
Homens como Santo Agostinho de Hipona e São João Crisóstomo viveram num mundo muito diferente do nosso. O seu pensamento foi moldado pelas correntes filosóficas do seu tempo, como o Estoicismo, e pela necessidade urgente de defender a fé contra heresias. Eles viam frequentemente o desejo sexual, a que chamavam concupiscência, como uma força poderosa e perigosa, uma consequência da Queda de Adão e Eva que precisava de ser canalizada com muito cuidado.⁵³ Para eles, o bem principal e a justificação para o ato sexual dentro do matrimónio era a procriação — a geração de filhos para povoar a terra e a Igreja.⁵⁰ Outros propósitos, como o prazer ou mesmo a unidade do casal, eram frequentemente vistos como secundários, ou como uma concessão à fraqueza humana para evitar o pecado maior da fornicação fora do matrimónio.⁶¹
Devido a este forte foco na procriação, os Padres ensinaram que qualquer ato sexual que fosse deliberadamente não procriativo por sua natureza era pecaminoso.⁵⁰ O mundo deles não tinha a mesma compreensão de psicologia, biologia ou a natureza relacional da pessoa humana com a qual fomos abençoados hoje. As suas visões também foram moldadas pela necessidade de defender a bondade do matrimónio contra heresias como o maniqueísmo, que ensinava que o corpo e toda a procriação física eram maus.⁵⁵ Neste contexto, afirmar a procriação era uma forma de afirmar a bondade da criação de Deus.
Em tempos mais recentes, a Igreja foi abençoada com uma apreciação mais profunda pelo significado unitivo do amor conjugal. O Concílio Vaticano II e, especialmente, São João Paulo II, com a sua revolucionária Teologia do Corpo, ajudaram-nos a ver o ato conjugal não apenas como uma função biológica, mas como uma poderosa comunhão pessoal, uma “linguagem do corpo” que expressa o dom total de si mesmo.³⁵ Isto não mudou o ensinamento da Igreja, aprofundou-o, mudando a ênfase de uma visão “centrada na procriação” para uma “centrada na pessoa”. Embora o ensinamento da Igreja de que as dimensões unitiva e procriativa do matrimónio são inseparáveis permaneça constante 44, existe hoje uma maior ênfase pastoral na beleza da união amorosa do casal como um caminho para a santidade em si mesma.⁴⁷ Este desenvolvimento ajuda-nos a compreender por que razão um documento pastoral moderno pode soar diferente de uma homilia antiga, mesmo fazendo parte da mesma Tradição viva.

Um resumo das interpretações bíblicas
É importante ser honesto e reconhecer que cristãos fiéis, lendo as mesmas Escrituras com corações orantes, podem chegar a entendimentos diferentes. Esta tabela resume algumas das principais interpretações das passagens-chave que discutimos. Ela mostra que a conversa é complexa e requer humildade.
| Passage | Interpretação Tradicional | Visões Académicas Alternativas | Fatores Contextuais Chave |
|---|---|---|---|
| Genesis 19 (Sodom) | Condenação de atos homossexuais (sodomia).9 | Condenação de inospitalidade violenta, tentativa de violação coletiva e orgulho social.15 | Códigos de hospitalidade do Antigo Oriente Próximo; outras referências bíblicas ao pecado de Sodoma (Ezequiel 16:49-50); o significado de “carne estranha” em Judas 1:7.13 |
| Levítico 18:22 & 20:13 | Proibição universal de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo como uma “abominação”.14 | Proibição relacionada a contextos específicos como rituais de culto pagão, incesto ou adultério.23 | O foco do Código de Santidade em separar Israel das práticas pagãs; nuances linguísticas das palavras hebraicas para “deitar-se com” e “deitados”.23 |
| Romanos 1:26-27 (“Antinatural”) | Condenação de atos homossexuais como contrários à ordem biológica criada por Deus.12 | Condenação de luxúria excessiva e idólatra; “antinatural” refere-se a violar papéis culturais de género (honra/vergonha) em vez de biologia.31 | Visões greco-romanas sobre honra/vergonha e passividade masculina; o argumento abrangente de Paulo sobre a idolatria que leva ao desejo desordenado.31 |

Como lidamos com divergências e com a consciência pessoal?
Não somos apenas mentes à procura de informação; somos corações que vivem em relacionamentos reais, com todas as suas alegrias e lutas. As discussões online dos crentes mostram a dor e a confusão do mundo real que este tópico pode causar. Ouvimos as vozes de esposas que se sentem pressionadas, violadas ou degradadas pelo pedido de um cônjuge.³⁹ Ouvimos a confusão de maridos que têm um desejo que não compreendem, por vezes influenciados pelas imagens distorcidas da pornografia.³⁹ É aqui que a teologia deve tornar-se um terno cuidado pastoral.
O princípio mais importante aqui é a sacralidade da consciência. São Paulo ensina-nos que “tudo o que não provém da fé é pecado” (Romanos 14:23). Esta é uma verdade poderosa. Se um marido ou uma esposa sente no seu coração, após oração e reflexão, que um determinado ato é errado, degradante ou desonroso para Deus ou para o seu próprio corpo, então, para eles, é é errado. Pressioná-los a violar a sua consciência é uma grave falha de amor; é um pecado contra eles e contra a unidade do matrimónio.¹⁰
O amor não procura os seus próprios interesses (1 Coríntios 13:5). O amor de um marido pela sua esposa, modelado no amor sacrificial de Cristo pela Igreja, é um amor de dom total de si mesmo (Efésios 5:25). É um amor que acarinha e protege, não um que usa ou exige. Como ensinou São João Crisóstomo, um marido deveria estar disposto a ser “cortado em pedaços dez mil vezes” pela sua esposa, não acorrentá-la com medo e ameaças.⁷⁰ Se a sua esposa sente que um determinado ato prejudicaria o seu espírito ou o seu corpo, um marido amoroso não insistirá. Ele deixará de lado a sua preferência por amor a ela.
Isto exige uma comunicação aberta, honesta e vulnerável. Os casais devem criar um espaço seguro onde possam falar sobre os seus desejos, os seus medos e as suas convicções sem julgamento ou vergonha.⁴³ Esta jornada de descoberta, de aprender a amar-se mais profunda e sensivelmente, faz parte da grande aventura do matrimónio. Em situações de ambiguidade, a lei orientadora é sempre a lei do amor e o dever sagrado de respeitar a consciência do outro.

Existem outras considerações importantes para um casal?
A nossa fé não é desencarnada; é encarnada. Somos corpo e alma, uma bela unidade criada por Deus. Portanto, as nossas decisões sobre a intimidade devem também considerar a realidade dos nossos corpos físicos. Devemos ser bons administradores dos corpos que Deus nos deu e ao nosso cônjuge.
Devemos ser honestos quanto ao facto de que os nossos corpos são concebidos de uma forma particular. O ato conjugal é naturalmente adequado para a união do homem e da mulher de uma forma que é tanto unitiva como procriativa. Alguns atos, de um ponto de vista puramente médico e fisiológico, acarretam maiores riscos.⁹ Os tecidos envolvidos no sexo anal são mais delicados e vulneráveis a danos e infeções do que aqueles concebidos para o coito vaginal.¹⁰ Esta é uma realidade simples dos nossos corpos.
Este facto médico não é, em si mesmo, uma proibição teológica. Mas é uma consideração séria para um casal comprometido com o amor. Amar o seu cônjuge é acarinhar o seu corpo, protegê-lo de danos e desejar o seu bem-estar total — físico, emocional e espiritual. São Paulo lembra aos maridos que amem as suas esposas “como aos seus próprios corpos”, para as nutrir e acarinhar (Efésios 5:28-29). Um casal deve discutir amorosa e honestamente estas realidades como parte do seu discernimento. Ver o cuidado com o corpo um do outro como uma responsabilidade sagrada é uma parte vital de honrar a Deus com o corpo. Um ato pode não ser intrinsecamente pecaminoso, mas pode ser imprudente ou pouco amoroso se representar um risco maior e desnecessário para a saúde do cônjuge. Esta é uma questão de prudência e caridade.

Conclusão: Um caminho de amor, discernimento e misericórdia
percorremos um longo caminho através das Escrituras e da tradição. Vimos que não há um simples “sim” ou “não” escrito na Bíblia. Em vez disso, há um apelo belo e desafiador a um amor que é um dom total de si mesmo, um amor que é unificador, um amor que é fecundo e um amor que honra a sacralidade do corpo.
Para um casal casado, a questão de qualquer ato íntimo deve ser filtrada através dos grandes princípios do amor. É este ato um dom verdadeiro e sincero de mim mesmo ao meu amado? Constrói a nossa unidade e expressa a nossa aliança exclusiva? Nasce do desejo mútuo e do respeito pela consciência um do outro? Honra e acarinha o corpo do meu cônjuge como um templo do Espírito Santo? É o nosso amor, na sua totalidade, um amor generoso e vivificante?
O discernimento final pertence ao casal, no santuário da sua própria consciência orante perante Deus. A Igreja pode oferecer princípios e orientação, mas não pode substituir a consciência dos fiéis.⁷⁶ Que a vossa jornada seja de comunicação aberta, respeito poderoso e paciência infinita. Que seja guiada sempre pela misericórdia, pois todos somos pessoas imperfeitas a caminhar para o Senhor, necessitados da Sua graça e perdão.⁴ Que a Sagrada Família abençoe o vosso matrimónio, e que encontreis no vosso amor um pelo outro um ícone verdadeiro e vivo do amor de Cristo pela Sua Igreja.
Bibliografia:
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