Olá, campeões! É muito bom conectar-me com vocês hoje. Acredito que Deus quer que vocês vivam uma vida cheia de alegria, paz e clareza, não de confusão ou preocupação. E quando temos perguntas, especialmente as profundamente pessoais, Ele quer que encontremos respostas que nos levem ao melhor d'Ele. Vamos analisar um tópico sobre o qual muitas pessoas se perguntam, e faremos isso observando o que a Palavra de Deus diz e como podemos aplicar Sua sabedoria em nossas vidas. Lembre-se, Deus está a seu favor e Ele tem um bom plano para cada área da sua vida! Este artigo trata de trazer entendimento e ajudá-lo a caminhar na plenitude do que Deus tem para você. É importante saber desde o início que a Bíblia não usa a palavra exata “masturbação” e não dá um comando direto de um versículo sobre o autoprazer.¹ Portanto, para entender isso, precisamos olhar para o panorama geral dos ensinamentos e princípios maravilhosos de Deus.

A Bíblia diz diretamente que a masturbação é pecado?
Quando você procura orientação, o primeiro lugar a ir é a Palavra de Deus! É lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho.
A Palavra de Deus e este ato específico
quando você abre sua Bíblia, não encontrará a palavra “masturbação” ou uma frase direta falando sobre autoprazer para excitação sexual. Simplesmente não está lá, nem no Antigo Testamento, nem no Novo Testamento.¹ Isso é algo que muitas pessoas acham interessante, especialmente porque a Bíblia fala muito claramente sobre outros tipos de comportamentos sexuais nos quais ela não quer que nos envolvamos. Por exemplo, lá no capítulo 18 de Levítico, há uma lista inteira de relacionamentos e ações que Deus disse: “Mantenham-se longe disso!” – coisas como incesto, adultério e bestialidade – mas o autoprazer não está nessa lista.¹⁰ Como essa experiência humana comum não é nomeada diretamente, algumas pessoas se perguntam se ela era vista como o mesmo tipo de problema, ou talvez simplesmente não fosse a principal coisa em que os escritores bíblicos estavam focando em seus ensinamentos sobre como viver corretamente.
O que esse silêncio significa para você?
Como a Bíblia não cita a masturbação pelo nome, se você é um cristão que deseja viver corretamente e entender seu lugar, você precisa olhar para os ensinamentos mais amplos e belos que Deus nos deu – Seus princípios e temas.¹ É por isso que você descobrirá que diferentes cristãos e diferentes igrejas às vezes têm pensamentos diferentes sobre isso.²
Quando a Palavra de Deus é silenciosa sobre uma palavra específica, precisamos ser sábios. Por um lado, não queremos começar a inventar regras que Deus não criou. O apóstolo Paulo até nos alertou sobre sermos pegos por “comandos e ensinamentos humanos” que vão além do que Deus escreveu.⁴ Mas, por outro lado, só porque algo não é mencionado não significa automaticamente que é um sinal verde sem pensar em outras coisas importantes que Deus ensina. Algumas vozes sábias nos alertam para não pensarmos apenas: “Bem, se não fere ninguém, deve estar tudo bem”, porque o padrão de Deus para viver uma vida abençoada é muito mais profundo do que isso.⁴
Portanto, o fato de a Bíblia não mencionar diretamente a masturbação realmente molda a forma como abordamos isso. Significa que não podemos simplesmente procurar um versículo que diga “faça isso” ou “não faça aquilo”. Em vez disso, convida-nos a usar nossos corações e mentes, guiados pelo Espírito de Deus, para pensar sobre Suas verdades maiores – verdades sobre coisas como luxúria, o propósito incrível de nossa sexualidade, a força do autocontrole que Ele quer que tenhamos e como podemos honrá-Lo com nossos próprios corpos. Essa jornada de entendimento, baseada nessas verdades bíblicas maravilhosas, é a razão pela qual não existe apenas uma “visão cristã” sobre a masturbação, mas muitas reflexões ponderadas e convicções pessoais. Entender como obtemos orientação de Deus em áreas onde a Bíblia não é super específica é tão importante quanto as conclusões a que chegamos. Deus quer que você viva em sabedoria e paz!

O que a Bíblia ensina sobre a luxúria? E como isso se conecta à masturbação?
Embora a Bíblia não use a palavra “masturbação”, ela tem muito a dizer sobre algo chamado luxúria, e essa é uma parte fundamental para entender este tópico a partir de um lugar de fé.
O que Jesus disse sobre a luxúria – É uma questão de coração!
Em Seu incrível Sermão da Montanha, Jesus falou sobre a luxúria com real seriedade. Ele disse: “Ouvistes que foi dito: ‘Não adulterarás’. Eu, porém, vos digo que qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5:27-28).² Isso é tão importante porque Jesus está nos mostrando que o pecado não é apenas sobre o que fazemos por fora; é também sobre nossos pensamentos internos, nossos desejos e o que está acontecendo em nossos corações.¹ Deus se importa com a pureza do seu coração!
Então, o que exatamente é a luxúria?
Aos olhos de Deus, a luxúria não é apenas notar que alguém é atraente ou sentir um impulso sexual normal. É mais como um desejo forte, fora dos limites ou não saudável, especialmente um desejo sexual que é todo sobre “eu, eu, eu”, ou que transforma outra pessoa em um objeto, ou foca em alguém com quem você não é casado.⁴ A luxúria muitas vezes tem aquela sensação de querer algo que não é seu, ou tratar alguém como menos do que a pessoa preciosa que Deus criou, apenas para sua própria satisfação.⁸
O vínculo entre a masturbação e a luxúria – Isso é fundamental!
Muitos professores e pensadores cristãos apontam que, muito frequentemente, se não quase sempre, a masturbação pode vir acompanhada de pensamentos luxuriosos ou fantasias sexuais.¹ Essas fantasias podem ser sobre situações sexuais com alguém que não é seu cônjuge (se você for casado), ou com outras pessoas, reais ou imaginadas, que então são tratadas como objetos. E, muitas vezes, a masturbação está ligada ao uso de pornografia, que é amplamente vista no ensino cristão como algo que alimenta a luxúria e trata as pessoas como objetos, não como os tesouros que são.¹
Portanto, se a masturbação está acontecendo com esses tipos de imagens luxuriosas em sua mente, ou se está ligada ao uso de coisas como pornografia para se excitar, então torna-se um problema porque está ligada à luxúria – e Jesus foi muito claro sobre a luxúria.⁴ A Bíblia também nos alerta sobre “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (1 João 2:16) 5, e se a masturbação é impulsionada por esses desejos carnais desenfreados, pode ser vista como parte dessa “concupiscência da carne”.⁸
Algumas pessoas se perguntam se a masturbação poderia acontecer sem qualquer fantasia luxuriosa – talvez apenas focando em uma sensação física ou para alívio do estresse, sem quaisquer pensamentos de objetificação. Se isso fosse possível, alguns poderiam ver de forma diferente do ponto de vista moral.⁸ Mas muitos pensadores cristãos são um pouco céticos sobre a frequência com que isso realmente acontece, ou quão fácil é manter essa separação o tempo todo.⁴
A verdade para muitas pessoas é que o ato físico da masturbação e o estado mental da luxúria podem estar muito estreitamente ligados. Embora alguns possam tentar separar o ato dos pensamentos, a experiência comum muitas vezes inclui ambos. Isso significa que a principal preocupação sobre o pecado muda para se a luxúria está presente. Mesmo que o ato físico, por si só, não seja diretamente chamado de pecado na Bíblia, se estiver ligado a pensamentos luxuriosos ou pornografia, então torna-se pecaminoso naqueles momentos. A discussão então muitas vezes se torna sobre se a masturbação pode acontecer consistentemente sem luxúria. Alguns acreditam que é possível 10 outros acham difícil imaginar ou manter.⁸ Esse desafio prático significa que, para muitas pessoas, a pergunta “A masturbação é pecado?” realmente se transforma em “A masturbação, da maneira que eu faço ou sou tentado a fazer, está conectada à luxúria?” Se a resposta for sim, então é vista como um problema do ponto de vista bíblico. Isso realmente mostra o quão importante é ser honesto consigo mesmo sobre sua vida de pensamento quando você está pensando sobre a moralidade da masturbação. Deus quer que seu coração seja puro e focado n'Ele!

Qual é o propósito maravilhoso de Deus para o sexo? E como a masturbação se encaixa (ou não se encaixa) nesse panorama geral?
Para entender qualquer parte de nossas vidas, incluindo algo como a masturbação, é muito importante conhecer o design original e belo de Deus! Qual foi Sua intenção para a sexualidade humana?
Os belos propósitos de Deus para o sexo dentro do casamento
A Bíblia nos mostra que o sexo, especialmente dentro da maravilhosa aliança do casamento, tem vários propósitos incríveis e interconectados:
- Tornar-se um só e conexão profunda: Um grande propósito do sexo é unir marido e mulher de uma maneira única e incrivelmente profunda, ajudando-os a se tornarem “uma só carne” (Gênesis 2:24). Foi projetado para ser uma expressão poderosa de amor, compromisso e conhecimento íntimo um do outro.²
- A bênção dos filhos: Quando Deus nos criou, Ele disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra” (Gênesis 1:28). A possibilidade de ter filhos é um propósito maravilhoso e dado por Deus para a intimidade sexual.⁴
- Alegria compartilhada e dar um ao outro: Dentro do casamento, o sexo é destinado à alegria mútua, prazer e realização de marido e mulher. Trata-se de entregar-se um ao outro, atendendo às necessidades sexuais um do outro (1 Coríntios 7:3-5).³
- Uma imagem de Cristo e Sua Igreja: O Novo Testamento leva o significado do casamento, e a intimidade dentro dele, a um nível ainda mais alto. Mostra-o como uma imagem viva ou símbolo do incrível relacionamento de amor entre Cristo e Sua Igreja (Efésios 5:31-32).²
- Trazendo glória a Deus: como todas as partes de nossas vidas, nossa sexualidade deve trazer glória a Deus (Romanos 11:36; 1 Coríntios 10:31). O sexo dentro do casamento pode glorificar a Deus quando expressa esse amor comprometido, quando uma nova vida é criada e quando agradecemos a Deus por Seus bons dons.³
Como a masturbação se alinha com esses propósitos?
Quando olhamos para a masturbação ao lado desses belos propósitos dados por Deus para o sexo, vemos algumas diferenças:
- É sobre relacionamento: A masturbação é algo feito sozinho. Não tem aquele “dar e receber de um relacionamento interpessoal” ou aquela união de “uma só carne” que é tão central para a ideia de Deus sobre o sexo no casamento.² É naturalmente focada no eu, em vez de em outra pessoa ou na conexão mútua.¹ O design de Deus para a expressão sexual é todo sobre relacionamento, dar seu corpo a outro e “unir-se”. A masturbação é separada de um relacionamento com outra pessoa; envolve manter seu corpo para si mesmo e é feita sozinho.³
- Não é sobre criar vida: A masturbação, por sua própria natureza, não pode criar filhos. Para aqueles que acreditam que ter filhos é um propósito principal ou essencial de toda expressão sexual correta, a masturbação não atende a essa intenção divina.⁴
- Dar a si mesmo vs. dar a outro: O ideal da Bíblia para o sexo no casamento é sobre a entrega mútua e a proximidade compartilhada. A masturbação, por outro lado, é frequentemente vista como sendo principalmente para autogratificação.¹
E quanto à sexualidade para solteiros?
Para aqueles que não são casados, alguns teólogos sábios, como a Dra. Juli Slattery, sugerem que o desejo sexual não é apenas um impulso biológico a ser reprimido ou satisfeito por si mesmo. Em vez disso, pode ser visto como um convite para buscar um compromisso profundo – especificamente, o compromisso do casamento – e entender ainda mais sobre o próprio amor comprometido de Deus por nós.¹³ Desse ponto de vista, gerenciar sua sexualidade como uma pessoa solteira significa direcionar esses desejos e energias para o objetivo da futura intimidade relacional que se encaixa no design de Deus. A questão então se torna se a masturbação ajuda ou atrapalha essa busca por um relacionamento comprometido e uma compreensão da sexualidade que honre a Deus.
Uma grande razão teológica pela qual algumas pessoas argumentam contra a masturbação baseia-se na ideia de que ela não se encaixa exatamente no design e propósito pretendidos por Deus para nossa sexualidade. Esse “argumento do design” diz que Deus criou a sexualidade principalmente para ser relacional, para unir as pessoas, para ser focada nos outros e potencialmente para criar vida, tudo dentro do belo plano do casamento. Como a masturbação é solitária, não cria vida por definição e é frequentemente focada no eu para gratificação, ela não se alinha com esses principais propósitos dados por Deus para a expressão sexual. Ações que são vistas como contrárias ao design de Deus podem ser consideradas “desordenadas”, como no ensino católico tradicional 14, ou pelo menos não honrando totalmente a Deus.³ Essa perspectiva é poderosa porque não depende apenas de encontrar um versículo bíblico direto que diga “não faça isso”. Em vez disso, vem de uma compreensão teológica maior do propósito final da sexualidade, ou telos. Isto desafia-nos a pensar não apenas: “Este ato específico é proibido por um mandamento direto?”, mas sim: “Este ato encaixa-se no desígnio bom e belo de Deus para a minha sexualidade, os meus relacionamentos e toda a minha vida?” Deus tem um plano maravilhoso para si, e Ele quer que experimente a plenitude do Seu desígnio!

As leis do Antigo Testamento, como as regras de pureza ou a história de Onã, nos dizem que a masturbação é errada? Vamos analisar mais de perto!
Às vezes, as pessoas olham para trás, para certas histórias ou regras no Antigo Testamento, e perguntam-se se se aplicam à masturbação. Duas que surgem frequentemente são a história de um homem chamado Onã e as leis de pureza cerimonial. Mas é muito importante compreendê-las no seu contexto correto!
A História de Onã (Pode encontrá-la em Génesis 38:8-10)
A história em Génesis 38 diz-nos que o pai de Onã, Judá, lhe disse para fazer algo muito importante na sua cultura: casar com Tamar, a viúva do seu irmão falecido, e ter um filho que seria considerado herdeiro do seu irmão. Isto chamava-se casamento levirato. Mas a Bíblia diz: “Onã sabia que a descendência não seria sua. Por isso, sempre que se deitava com a mulher do seu irmão, desperdiçava o sémen no chão, para não dar descendência ao seu irmão. E o que ele fez foi mau aos olhos do SENHOR, e Ele também o matou” (Génesis 38:9-10, ESV).³
Durante muito, muito tempo, algumas pessoas pensaram que o ato de Onã de “derramar o seu sémen no chão” era Deus a condenar a masturbação ou um método de controlo de natalidade chamado coito interrompido (retirar antes da ejaculação). É por isso que o termo antigo “onanismo” foi erroneamente associado à masturbação.¹⁵ Mas hoje, os estudiosos da Bíblia estão praticamente todos de acordo: o pecado de Onã não foi o ato físico de derramar sémen em si. O seu verdadeiro pecado foi a sua recusa egoísta e rebelde em cumprir o seu dever familiar e de aliança muito importante para com o seu irmão falecido e para com Tamar.³ Ele estava a pensar em si mesmo (não querendo criar um filho que legalmente não seria seu) e, por isso, desobedeceu a uma grande responsabilidade social e religiosa. O julgamento de Deus recaiu sobre essa rebeldia e egoísmo, não principalmente sobre o método que ele usou para evitar o seu dever.
Levítico 15 – Leis de Pureza e Fluxos Corporais – O que eram?
O capítulo 15 de Levítico tem todo um conjunto de leis sobre ser cerimonialmente impuro devido a diferentes fluxos corporais. Isto incluía quando um homem tinha uma emissão de sémen (Levítico 15:16-18).¹ De acordo com estas leis, se um homem israelita tivesse uma emissão de sémen — quer acontecesse durante o sexo com a sua esposa, como um “sonho molhado” à noite, ou talvez até através da masturbação — ele tornar-se-ia cerimonialmente impuro até à tarde. Teria de banhar todo o seu corpo em água e lavar qualquer roupa ou couro que tivesse sémen nele.¹⁶
é super importante entender a diferença entre ser cerimonialmente (ou ritualmente) impuro e ser moralmente pecaminoso. As coisas em Levítico 15 que tornavam uma pessoa cerimonialmente impura não eram necessariamente pecaminosas ou moralmente erradas em si mesmas.¹ Por exemplo, ter relações sexuais dentro do casamento, algo que Deus abençoou, também tornava tanto o marido como a esposa temporariamente cerimonialmente impuros.¹ Coisas como a menstruação e o parto, que são processos naturais do corpo, também levavam a períodos de impureza cerimonial. Estas leis existiam para ensinar aos israelitas sobre a incrível santidade de Deus, como a imperfeição humana está à nossa volta (mesmo quando não pecámos abertamente), e a necessidade de sermos purificados para nos aproximarmos d'Ele ou do Seu lugar santo, o Tabernáculo.¹⁸ Elas lembravam ao povo que Deus é espírito e eles são carne, e que privilégio era ser separado por Deus.
Como é que isto se aplica a nós, cristãos, hoje?
Como cristãos, geralmente entendemos que não estamos sob a lei cerimonial mosaica do Antigo Testamento da mesma forma que os antigos israelitas estavam (Romanos 6:14).¹⁸ O Novo Testamento ensina-nos que estas leis cerimoniais, com todos os seus rituais de purificação, apontavam para uma limpeza muito mais profunda e definitiva do pecado, que acreditamos vir através de Jesus Cristo. Portanto, pegar nestas leis sobre a impureza cerimonial das emissões seminais e dizer diretamente que a masturbação é um pecado para os cristãos de hoje é geralmente visto como não usar estes textos do Antigo Testamento da maneira correta.¹⁸
A forma como a história de Onã foi mal compreendida durante muito tempo, e como estas leis de pureza poderiam ser mal aplicadas, mostra-nos algo importante no estudo da Bíblia: temos de ter cuidado para não tirar versículos do seu contexto original — o seu contexto literário, histórico e de aliança — apenas para tentar apoiar uma visão que já temos sobre um tópico como a masturbação. Embora as pessoas tenham procurado textos bíblicos que pareçam condenar a masturbação, e passagens como a história de Onã (com o “derramar semente” e o castigo de Deus) ou Levítico 15 (falando sobre “impureza” de emissões seminais) possam parecer à superfície que se encaixam, um olhar mais profundo dos estudiosos mostra que os seus significados principais eram diferentes. O pecado de Onã era realmente sobre desobedecer à lei do levirato e ter um coração egoísta, e a impureza levítica era principalmente cerimonial, não inerentemente moral, e até se aplicava a relações conjugais legítimas. Portanto, usar estes textos específicos como prova direta contra a masturbação como um pecado moral inerente é tirá-los do contexto. Isto lembra-nos como é importante estudar a Bíblia cuidadosamente, com consciência do seu contexto, especialmente em tópicos sensíveis onde não há declarações diretas. Também mostra como interpretações tradicionais de longa data (como chamar à masturbação “onanismo”) podem persistir mesmo quando os estudiosos têm uma compreensão diferente. Deus quer que entendamos a Sua Palavra com sabedoria e clareza!

O que os primeiros Pais da Igreja disseram sobre a masturbação, a emissão seminal ou o sexo que não era para procriar?
Os ensinamentos dos primeiros Padres da Igreja — aqueles pensadores e escritores cristãos influentes dos primeiros séculos após Jesus — e teólogos posteriores da Idade Média dão-nos um contexto histórico muito importante para entender as visões cristãs tradicionais sobre a sexualidade, incluindo atos como a masturbação.
A Sua Visão Geral sobre o Sexo Não Destinado à Procriação
Uma visão muito comum entre muitos dos primeiros escritores cristãos era que o principal, se não o único, propósito correto para a relação sexual dentro do casamento era ter filhos.⁴ Por causa disto, qualquer ato sexual que intencionalmente “derramasse semente” ou não fosse para fazer bebés era geralmente visto com desaprovação ou até condenado. Embora a masturbação em si nem sempre fosse o tópico direto, este grande princípio incluiria-a naturalmente.
Algumas Vozes Importantes e o que Ensinaram
Várias figuras importantes ajudaram a moldar o pensamento cristão primitivo sobre estas coisas:
- Clemente de Alexandria (por volta de 150 – 215 d.C.): Ele argumentou que o propósito do sexo é ter filhos, não apenas a “excreção desordenada de sémen”. Clemente condenou quaisquer atos sexuais que não fossem para a procriação, um princípio que cobriria claramente a masturbação, mesmo que ele não se tenha focado nela pelo nome.⁴
- Jerónimo (por volta de 347 – 420 d.C.): Quando falou sobre Onã, Jerónimo disse que o seu pecado foi “invejar ao seu irmão a sua semente” e argumentou que os cristãos não deveriam aprovar qualquer relação sexual a menos que fosse para ter filhos.¹⁵ Um escritor da mesma época, Epifânio de Salamina, foi mais direto ao ligar o ato de Onã àqueles que “se poluem com as suas próprias mãos”, conectando o coito interrompido com a masturbação como coisas que eram proibidas.¹⁵
- Agostinho de Hipona (354 – 430 d.C.): Numa passagem que foi mais tarde citada numa carta papal chamada Casti Connubii 15, Agostinho condenou Onã por impedir a conceção mesmo com a sua esposa legítima, Tamar (embora historicamente, Tamar fosse a sua cunhada, não a sua esposa como pensamos hoje), chamando a tal ato de “ilegal e perverso”. Isto mostra realmente a forte ênfase na procriação na ética sexual cristã primitiva.
- João Cassiano (cerca de 360 – 435 d.C.): À medida que o monaquismo crescia, com o seu foco no celibato e na disciplina espiritual, as tentações relacionadas com a sexualidade, incluindo a masturbação, receberam mais atenção direta. Nos seus escritos chamados Conferências, João Cassiano identificou a masturbação como um tipo de fornicação (que era uma palavra geral para imoralidade sexual).⁴ Escritos posteriores de monges deram instruções ainda mais detalhadas para superar a masturbação, mostrando quão seriamente eles viam estas tentações.⁴
- Pedro Damião (século XI): Este teólogo escreveu uma obra chamada Liber Gomorrhianus na qual condenou vários pecados sexuais, incluindo a masturbação. Este trabalho foi apoiado pelo Papa Leão IX, o que ajudou a fortalecer o ensino e a disciplina católicos sobre esta questão.⁴
- Tomás de Aquino (cerca de 1225 – 1274): Um teólogo imensamente influente da Idade Média, Aquino considerava a masturbação um pecado “contra a natureza” (contra naturam). O seu pensamento era que ela vai contra o desígnio e propósito pretendido por Deus para o sexo, que ele, como muitos antes dele, via principalmente como sendo para ter filhos. Aquino acreditava que usar algo de uma forma que é contrária ao seu propósito natural dado por Deus é um pecado contra Deus, mesmo que nenhuma outra pessoa seja diretamente prejudicada por isso.⁴
Como o Pensamento se Desenvolveu ao Longo do Tempo
Embora menções diretas à masturbação pelo nome não sejam tão comuns nos primeiros escritos cristãos, os princípios que estes primeiros Padres estabeleceram sobre a ética sexual — como condenar a luxúria, enfatizar a procriação e rejeitar atos “antinaturais” — criaram uma forma de pensar que facilmente levou à sua condenação posterior e mais direta.²⁰ As primeiras regras claras da igreja sobre a masturbação aparecem frequentemente em “penitenciais” (que eram como manuais para padres que ouviam confissões) começando por volta do século VI. Estes manuais listavam penitências para vários pecados.²⁰
João Calvino (1509-1564) – Uma Voz da Reforma
Embora fosse uma figura chave na Reforma Protestante e não um Padre da Igreja primitiva, a interpretação de João Calvino da história de Onã é importante para entender as visões históricas. Calvino viu o pecado de Onã genericamente como “o derramamento voluntário de sémen fora da relação sexual entre um homem e uma mulher”, a que chamou de “coisa monstruosa”. Esta interpretação incluiria logicamente a masturbação como algo condenado.¹⁵
A visão principal entre os Padres da Igreja e teólogos medievais posteriores sobre atos sexuais foi fortemente moldada por uma compreensão da sexualidade centrada na procriação. Isto foi mais tarde organizado e reforçado por argumentos da lei natural. Ambas as formas de pensar tendem a levar a uma condenação da masturbação como um ato não procriativo e, portanto, “antinatural” ou “desordenado”. O pensamento cristão primitivo tentava definir o comportamento sexual ético, muitas vezes em contraste com o que viam como os excessos das culturas pagãs à sua volta. Desenvolveu-se uma forte ênfase, clara nos escritos de figuras como Clemente, Jerónimo e Agostinho, de que o propósito dado por Deus para as capacidades sexuais humanas era principalmente, se não exclusivamente, para a procriação dentro dos limites do casamento.⁴ Como resultado, qualquer emissão de sémen fora deste contexto marital procriativo — seja através da masturbação, coito interrompido ou outros atos não procriativos — era geralmente visto como um “desperdício de semente” ou um uso indevido da faculdade sexual. Teólogos como Tomás de Aquino formalizaram mais tarde esta linha de raciocínio usando a filosofia da “lei natural”, argumentando que atos que são contrários ao fim ou propósito natural de uma determinada faculdade (neste caso, o sexo para procriação) são moralmente errados.⁴ Esta estrutura filosófica e teológica define inerentemente a masturbação como “desordenada” ou “contra a natureza” porque é solitária e não procriativa. Esta perspetiva histórica é crucial para entender as raízes profundas da condenação tradicional da masturbação, especialmente dentro da teologia católica 14 e também dentro de algumas tradições protestantes conservadoras que foram influenciadas por estas linhas de pensamento. Demonstra como estruturas teológicas particulares, como um foco principal na procriação ou a aplicação da ética da lei natural, podem moldar significativamente a interpretação e as conclusões relativas à ética sexual. Deus quer que aprendamos com a sabedoria daqueles que nos precederam, mesmo enquanto procuramos a Sua verdade para nós próprios hoje!

Como diferentes denominações cristãs e teólogos veem a masturbação hoje?
Na família cristã de hoje, não existe apenas uma visão única e acordada sobre a masturbação. Em vez disso, encontrará toda uma gama de posições! Alguns acreditam que é sempre pecaminosa, enquanto outros a veem como moralmente neutra, ou até aceitável em certas situações, especialmente se não estiver ligada à luxúria ou à pornografia.⁶
É bom lembrar que, mesmo dentro da mesma denominação, as crenças individuais podem ser diferentes, e o que uma igreja ensina oficialmente pode não ser exatamente o que cada pastor ou membro acredita.
Vamos ver uma visão geral de como alguns grupos e tradições cristãs diferentes abordam isto. Pense nisto como um guia amigável para entender o panorama:
Um Resumo das Visões Cristãs sobre a Masturbação
Os nossos amigos na Igreja Católica Romana têm um ensino muito claro: veem a masturbação como uma ação que é “intrinsecamente e gravemente desordenada”. Se alguém a pratica com pleno conhecimento e consentimento, é considerada um pecado mortal.¹⁴ O seu raciocínio é que ela vai contra os aspetos de doação de amor e de vida que fazem parte do belo desígnio de Deus para o sexo dentro do casamento. Veem-na como egoísta, autocomplacente, contra a lei natural e não destinada ao propósito da procriação.⁴ Este ensino é consistente e definitivo para eles.
O Igreja Ortodoxa Oriental geralmente vê a masturbação como pecaminosa.⁶ Acreditam que a sexualidade é um dom de Deus que encontra a sua verdadeira realização no casamento. Portanto, usar mal este dom, incluindo através da masturbação, é visto como pecaminoso porque é autodirigido e não expressa amor ou preocupação por outra pessoa. Veem-na como uma distorção do dom da sexualidade, especialmente se se tornar um vício, e acreditam que não honra o propósito de Deus. Podem apontar para versículos como Romanos 8:13 (sobre mortificar os feitos do corpo) ou 1 Tessalonicenses 4:3-5 (sobre o autocontrolo).⁷ A sua visão é geralmente consistente.
Quando olhamos para Luteranismo, as visões podem variar bastante, embora historicamente tenha sido condenada.⁷
- mais Conservadores Luteranos (como os da LCMS ou WELS nos EUA, ou na Igreja da Dinamarca e igrejas luteranas bálticas) tendem a ver a masturbação crónica como algo que fica aquém do plano de Deus para a conexão no casamento, ou como uma corrupção do dom do sexo de Deus.
- mais Liberais Luteranos (como alguns pastores na EKD na Alemanha, ou na Igreja da Suécia ou na ELCAF na Finlândia) podem dizer que não é um pecado, ou que pode ser uma abordagem segura para pessoas solteiras, tornando-se um problema se estiver ligada à fantasia ou pornografia.⁷
para Metodistas, as visões também variam. John Wesley, o fundador, condenou-a.⁷
- Alguns clérigos na Igreja Metodista Livre hoje poderia dizer que a masturbação solitária pode ser “honrosa a Deus” se permanecer dentro dos limites bíblicos (ou seja, sem saídas imorais).
- No lado mais liberal, a Igreja Unida na Austrália tem ensinado de forma controversa que é uma parte importante do desenvolvimento e não deve ser estigmatizada.⁷ A Igreja Metodista Unida não tem uma posição oficial, e os ramos liberais são frequentemente mais afirmativos do que as visões históricas.⁷
Batistas geralmente veem a masturbação como algo contrário ao desígnio de Deus para que o sexo seja relacional.⁷ Eles acreditam que Deus projetou o sexo para conectar as pessoas, e a masturbação é frequentemente ligada à luxúria, podendo ser egocêntrica, isoladora e sem compromisso. Eles frequentemente apontam o casamento como o lugar certo para o desejo sexual, conforme mencionado em 1 Coríntios 7:9.⁷ Suas visões tendem a ser mais conservadoras.
Entre Presbiterianos (Reformados), as visões também diferem, embora João Calvino fosse fortemente contra isso.⁷
- Conservadores Presbiterianos (como a PCA, OPC ou alguns calvinistas tradicionais na França ou Escócia) geralmente a veem como pecaminosa devido à sua conexão com a luxúria, vendo-a como uma perversão do ato sexual e não como o ideal de vida sexual em um casal comprometido.
- mais Liberais Presbiterianos (como na PC(USA) ou alguns calvinistas suíços e franceses) podem afirmar um papel positivo para ela se não for viciante, ligada à pornografia ou uma rebelião contra Deus. Eles podem dizer que o pecado está na fantasia, não no ato em si.⁷
No Pentecostalismo, não há uma posição definitiva única, então as visões variam.⁷
- Alguns podem vê-la como não claramente condenada na Bíblia e menos problemática do que a fornicação ou o adultério, mas ainda assim alertariam contra o vício ou a pornografia.
- Outros a veem como um “problema” ou como pecaminosa se estiver ligada à fantasia ou pornografia.⁷ Você encontrará opiniões diversas até mesmo entre pastores. Por exemplo, as Assembleias de Deus tendem a vê-la como um problema a ser superado, enquanto a Hillsong pode vê-la como um pecado se envolver fantasia.⁷
Anglicanismo/Episcopalismo é altamente diverso, embora historicamente tenha sido condenado.⁷
- Conservadores Anglicanos (como os Anglicanos de Sydney, ACNA, GAFCON ou anglicanos em partes da África) frequentemente a condenam ou expressam fortes preocupações, especialmente se estiver ligada à luxúria, pornografia, egoísmo ou falta de autocontrole, vendo-a como um abuso do dom do sexo.
- Liberais Anglicanos (como alguns ex-Arcebispos, o Bispo Spong ou alguns na Igreja do Canadá) podem não vê-la como um pecado, podem minimizar sua importância ou vê-la principalmente como uma forma de liberar tensão.⁷ A Igreja da Inglaterra não tem uma posição oficial.
A fonte primária para esta visão geral é 77, com insights adicionais de.4
Além dessas visões denominacionais, outras organizações cristãs e teólogos compartilham seus pensamentos:
- Foco na Família, por exemplo, não rotula o ato da masturbação em si como “pecado”. Mas eles enfatizam que Deus projetou o sexo para relacionamentos entre pessoas. Eles destacam que a masturbação frequentemente envolve fantasia sexual, o que Jesus disse ser uma questão séria de pureza mental e espiritual (Mateus 5:28).²
- GotQuestions.org conclui que, embora a masturbação não seja explicitamente proibida na Bíblia, é duvidoso que possa ser uma atividade que honre a Deus. Eles apontam sua ligação comum com pensamentos luxuriosos, sua natureza como autogratificação em vez de doação mútua e o potencial de demonstrar falta de autocontrole.³
- Um artigo em Christianity.com por Heather Riggleman sugere que, embora a Bíblia não chame diretamente o ato da masturbação de pecado, os pensamentos luxuriosos e a falta de autocontrole que frequentemente a acompanham são pecaminosos de acordo com o ensino bíblico.⁸
Você pode frequentemente ver uma diferença entre tradições e teólogos cristãos conservadores e perspectivas mais liberais. As visões conservadoras frequentemente sustentam as condenações históricas da masturbação. Eles se baseiam em princípios bíblicos sobre luxúria, propósitos de Deus para o sexo (frequentemente enfatizando seu contexto relacional e conjugal) e, às vezes, argumentos da lei natural. Essas visões têm raízes profundas em uma longa história de pensamento teológico moldado pelos Padres da Igreja e teólogos posteriores que enfatizaram um propósito procriativo ou unitivo para a sexualidade dentro do casamento.⁴
Por outro lado, por volta de meados do século XX, alguns grupos protestantes começaram a repensar essas visões tradicionais.⁷ Denominações e teólogos liberais hoje são mais propensos a argumentar que, se a Bíblia é silenciosa sobre o ato da masturbação em si, e se for feita sem pensamentos luxuriosos, pornografia ou prejudicar outros, pode não ser inerentemente pecaminosa. Alguns também podem considerar seu papel potencial no desenvolvimento sexual saudável ou como uma forma de aliviar o estresse, especialmente para pessoas solteiras.⁷ Essa diferença frequentemente reflete divergências teológicas mais amplas sobre a autoridade da tradição, como as Escrituras são interpretadas (por exemplo, quão amplamente termos como porneia ou “imoralidade sexual” são aplicados) e quanto os insights psicológicos ou sociológicos modernos devem influenciar o pensamento ético. De onde você vem, sua própria formação denominacional ou inclinações teológicas, provavelmente moldará quais argumentos e perspectivas parecem mais certos para você. Deus quer que você O busque com um coração aberto!

O que a Bíblia diz sobre o autocontrole versus a autogratificação quando se trata de nossos corpos?
A Palavra de Deus nos encoraja consistentemente a viver com autocontrole e nos alerta sobre simplesmente ceder a cada desejo, especialmente quando se trata de nossos corpos. Esses princípios poderosos são frequentemente parte da conversa sobre a masturbação.
O Chamado de Deus para Viver com Autocontrole – Você Consegue!
O autocontrole é tão importante que é listado como um fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22-23)!³ Isso significa que é uma qualidade que o próprio Deus desenvolve em nós enquanto caminhamos com Ele. Somos encorajados a “saber controlar o seu próprio corpo em santidade e honra, não na paixão da luxúria como os gentios que não conhecem a Deus” (1 Tessalonicenses 4:4-5).¹¹ O Apóstolo Paulo até compartilhou sua própria prática, dizendo: “disciplino o meu corpo e o mantenho sob controle, para que, depois de pregar aos outros, eu mesmo não seja desqualificado” (1 Coríntios 9:27).³ E o livro de Provérbios nos diz que “Como cidade derrubada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito” (Provérbios 25:28)⁸ – essa é uma imagem de vulnerabilidade!
Andar pelo Espírito, Não pela Carne – Escolha a Vida!
Um tema enorme no Novo Testamento é a escolha entre viver pelo Espírito de Deus e ceder aos desejos da nossa “carne” (o que frequentemente significa nossa natureza humana pecaminosa). Deus nos diz para “andar pelo Espírito, e vocês não satisfarão os desejos da carne. Pois os desejos da carne são contra o Espírito, e os desejos do Espírito são contra a carne” (Gálatas 5:16-17).³ Que promessa poderosa! Também somos chamados a “mortificar os feitos do corpo” pelo Espírito (Romanos 8:13) e a “mortificar, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência e a avareza” (Colossenses 3:5).⁴ A Bíblia nos exorta a não “cuidar da carne para satisfazer as suas concupiscências” (Romanos 13:14).⁵
Honrando a Deus com Seu Corpo – É um Templo!
Como vemos nossos corpos também é muito importante. O Apóstolo Paulo ensina que, se você é um crente, seu corpo é um templo do Espírito Santo e foi comprado por um preço – o incrível sacrifício de Jesus! Portanto, o encorajamento é para “glorificar a Deus no seu corpo” (1 Coríntios 6:18-20).¹ Isso significa que nossos corpos não são apenas nossa propriedade para fazer o que quisermos, sem pensar na propriedade de Deus, Seus propósitos e Sua glória.⁹
Não Deixe que Hábitos Pecaminosos o Dominem – Viva em Liberdade!
Paulo também disse: “‘Todas as coisas me são lícitas’, mas eu não me deixarei dominar por nada” (1 Coríntios 6:12, ESV).³ Se a masturbação se torna algo que o controla, como um vício ou uma compulsão da qual você não consegue se libertar, ela vai contra esse princípio de liberdade em Cristo e mostra falta de autocontrole.¹ Deus quer que você seja livre!
Autogratificação vs. Pensar nos Outros – Viva Generosamente!
A vida cristã também é sobre pensar nos outros. Filipenses 2:4 nos encoraja a “não olhar cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros”.¹ A masturbação, sendo algo feito sozinho e focado no prazer pessoal, é frequentemente descrita como sendo principalmente egocêntrica e não realmente voltada para o bem-estar de outra pessoa.¹
Uma mensagem consistente da Bíblia nos chama para uma vida onde, com a ajuda do Espírito, praticamos o autocontrole e às vezes dizemos “não” aos desejos carnais. Isso não é sobre ser duro conosco apenas por ser, mas sobre colocar a glória de Deus, Seus propósitos do reino e amar os outros acima da nossa própria gratificação pessoal. A masturbação, quando vista principalmente como um ato de autogratificação para satisfazer um desejo carnal sem um propósito relacional ou de honra a Deus mais elevado, muitas vezes parece entrar em conflito com esse modo de vida bíblico mais amplo. O Novo Testamento enfatiza repetidamente temas de autocontrole, viver pelo Espírito em vez da carne e usar nossos corpos não apenas como ferramentas para prazer pessoal, mas como um templo do Espírito Santo a ser usado para a honra de Deus. Essa estrutura desafia a ideia de que qualquer ato que traga prazer pessoal é automaticamente aceitável. Em vez disso, a história bíblica frequentemente pede aos crentes que coloquem seus desejos pessoais sob a vontade de Deus, o bem dos outros e os grandes valores do Seu reino. Deus chamou você para viver uma vida poderosa e cheia do Espírito!

Se a Bíblia não é super específica, como você pode descobrir pessoalmente se a masturbação é errada para você?
Como a Bíblia não tem um versículo que diga diretamente “a masturbação é proibida” ou “a masturbação é aceitável”, se você é um cristão tentando tomar uma decisão boa e consciente, você precisa se apoiar nesses princípios bíblicos mais amplos e maravilhosos e ouvir a orientação do Espírito Santo. Esta é uma jornada pessoal de discernimento e requer uma auto-reflexão honesta.
Princípios Bíblicos Orientadores para Ajudá-lo a Decidir – Deixe Deus Liderá-lo!
Vários grandes princípios bíblicos podem ajudá-lo a descobrir se a masturbação é certa ou errada para você pessoalmente:
- Isso Glorifica a Deus? Uma pergunta fundamental é se você pode realizar este ato para trazer glória a Deus. Primeira Coríntios 10:31 diz: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus”.³ Se você não pode acreditar honestamente que este ato honra a Deus em sua vida, esse é um sinal para pausar e pensar.
- Você está Agindo com Fé? Romanos 14:23 ensina: “Porque tudo o que não provém da fé é pecado.” Isso significa que, se você tem dúvidas constantes ou sua consciência simplesmente não se sente bem com a masturbação, e você não pode fazê-lo com total confiança de que é aceitável para Deus, então, para você, pode ser pecado.³ Deus quer que você viva com uma consciência limpa!
- Isso está Dominando Você? Esse princípio, “eu não me deixarei dominar por nada” (1 Coríntios 6:12), é muito importante.³ Se a masturbação se torna um hábito que você não consegue controlar, um vício ou algo que domina seus pensamentos e ações, não está de acordo com a liberdade cristã e mostra falta de autocontrole. Deus quer que você esteja no controle, não controlado por um hábito.
- Você está Honrando a Deus com Seu Corpo? Pense em 1 Coríntios 6:19-20: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.” Isso faz você perguntar: na minha experiência pessoal, a masturbação se encaixa com meu corpo sendo um lugar sagrado para o Espírito de Deus? ⁹
- Verifique Seu Coração e Pensamentos – O que está Acontecendo por Dentro? Jesus realmente enfatizou quão importante é a pureza interior, dizendo que pensamentos luxuriosos são como adultério no coração (Mateus 5:28).¹ Portanto, uma parte crucial de descobrir isso é olhar honestamente para os pensamentos, fantasias ou materiais (como pornografia) que acompanham ou levam à masturbação. Se estes são luxuriosos, tratam outros como objetos ou são ímpios, então esse contexto torna o ato pecaminoso.
- Isso está Ajudando o Reino de Deus e os Outros? Como cristãos, somos chamados a buscar o reino de Deus em primeiro lugar (Mateus 6:33) e a olhar pelos interesses dos outros (Filipenses 2:4).¹ Você pode se perguntar se a masturbação ajuda ou atrapalha esses objetivos maiores, ou se é um ato puramente egoísta que tira algo deles.
O Papel da Sua Consciência e do Espírito Santo – Ouça aquela Voz Mansa e Delicada!
O discernimento pessoal significa orar sobre isso e estar aberto ao que o Espírito Santo pode estar dizendo a você.²² Sua consciência, quando informada pelas Escrituras e guiada pelo Espírito, desempenha um papel enorme. É possível que o que uma pessoa possa sentir uma certa liberdade (se estiver verdadeiramente convencida de que é sem luxúria, pornografia ou objetificação para ela), outra pessoa possa achar que é uma pedra de tropeço, uma fonte de tentação ou algo que está sempre ligado ao pecado em sua própria experiência.¹⁰
Evitar regras criadas pelo homem vs. Verdadeira convicção de Deus
é importante ter cuidado para não impor ou adotar regras que não sejam explicitamente da Bíblia (Colossenses 2:20-23).⁴ Mas é igualmente importante evitar uma atitude cultural puramente permissiva que diz: “se não magoa ninguém, está tudo bem”. Esse não é o padrão bíblico completo para viver uma vida justa e santa.⁴ A verdadeira convicção do Espírito Santo, baseada em princípios bíblicos, é algo a que devemos sempre ouvir.
Para questões em que a Bíblia não é explícita, o discernimento cristão não é apenas um exercício intelectual de aplicação de regras. Em vez disso, é um processo dinâmico e relacional. Este processo envolve o seu relacionamento contínuo com Deus, uma autoavaliação honesta dos seus motivos pessoais, pensamentos e os efeitos da ação, e uma sensibilidade orante à orientação do Espírito Santo — tudo realizado dentro da estrutura de verdades bíblicas mais amplas. Como a Bíblia carece de um mandamento direto sobre a masturbação, uma abordagem simples de “procurar o versículo” não é suficiente. Em vez disso, as Escrituras fornecem princípios gerais para uma vida piedosa. Aplicar estes princípios requer olhar para dentro: Quais são Minha pensamentos e desejos? Como este ato afeta Minha relacionamento com Deus e com os outros? Este hábito está a ganhar controlo sobre me? Isto torna o processo de discernimento profundamente pessoal e específico para o seu estado espiritual, maturidade e lutas particulares (por exemplo, com a luxúria ou pornografia).¹⁰ Em tais situações, o papel do Espírito Santo em convencer ou assegurar a sua consciência torna-se tão importante quando as regras bíblicas explícitas estão ausentes.²² Isto capacita-o a assumir a responsabilidade pelas suas escolhas perante Deus, indo além de uma questão minimalista de “O que posso fazer sem ser castigado?” para uma questão mais madura e que honra a Cristo: “Como posso honrar melhor a Deus nesta área da minha vida?” Deus quer conduzi-lo a toda a verdade!

Como você deve lidar com sentimentos de culpa ou vergonha sobre a masturbação?
Sentimentos de culpa e vergonha são algo que muitos cristãos experimentam quando se trata de masturbação.⁸ Lidar com estes sentimentos de uma forma saudável e que se alinhe com a Palavra de Deus é muito importante para o seu bem-estar espiritual e liberdade!
Culpa Verdadeira vs. Culpa Falsa – Saiba a Diferença!
É realmente vital distinguir a diferença entre a culpa verdadeira, que é o Espírito Santo a convencê-lo sobre o pecado real, e a culpa falsa, que pode vir de outros lugares.²²
- Culpa Verdadeira: Isto acontece quando a masturbação está realmente ligada ao pecado. Por exemplo, se está envolvido em pensamentos ou fantasias luxuriosas sobre outros, a usar pornografia, a agir por egoísmo, a deixar o hábito tornar-se como um ídolo (colocando o prazer próprio antes de Deus), ou se se tornou um padrão viciante ou compulsivo.²² A culpa verdadeira é como um sinal de Deus de que algo está errado, e deve levá-lo a arrepender-se, confessar e procurar o perdão de Deus e a Sua ajuda para mudar.
- Culpa Falsa: Este tipo de culpa não vem da convicção do Espírito Santo sobre o pecado real. Pode vir de uma interpretação errada das Escrituras (como aplicar mal a história de Onã ou as leis de pureza do Antigo Testamento), de se agarrar a regras ou tradições criadas pelo homem que não vêm diretamente da Bíblia, ou de ter uma consciência excessivamente rígida ou mal informada. A culpa falsa pode ser espiritualmente prejudicial, levando a sentimentos de não ser bom o suficiente, desespero e uma fé sem alegria, baseada no cumprimento de regras.²² O Pastor David Martin, por exemplo, argumenta que se uma regra de “Não à Masturbação” for tratada como um mandamento absoluto de Deus, pode levar a um ciclo de sentir-se um fracasso e a uma intensa culpa falsa, especialmente se o problema real for a luxúria, que depois é erroneamente misturada com o próprio ato da masturbação.²³
Abrace o Perdão e a Graça Incríveis de Deus – É Para Si!
Para nós, cristãos, as boas novas do evangelho são tudo! Romanos 8:1 declara: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”.⁴ Aleluia! Se o pecado real (como luxúria, uso de pornografia ou uma obsessão prejudicial) ocorreu em conexão com a masturbação, o caminho para a liberdade começa por reconhecê-lo e voltar-se para Deus. Primeira João 1:9 promete: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” A graça de Deus está sempre disponível para o perdoar e para o capacitar a mudar.
Chegue à Raiz do Problema – O que está realmente a acontecer?
Pode ser útil pensar se a masturbação está a ser usada como uma forma de lidar com problemas mais profundos como stress, solidão, tédio, ansiedade, depressão ou dor emocional.² Se for esse o caso, apenas tentar parar o comportamento sem abordar estas necessidades subjacentes pode não funcionar muito bem. Procurar formas mais saudáveis e que honrem a Deus para lidar com estas emoções e situações é muito importante.² Se a masturbação se tornou um hábito compulsivo ou um vício que parece estar fora de controlo, reconhecer que precisa de ajuda mais profunda — o que pode incluir orientação espiritual, parceiros de responsabilidade ou aconselhamento cristão profissional — é um passo corajoso e forte a dar.²⁰
O Poder da Comunidade e da Abertura – Não Está Sozinho!
A vergonha e a culpa adoram esconder-se no segredo e no isolamento. Mas quando traz as lutas para a luz, partilhando-as com crentes de confiança e maduros, um pastor, um mentor ou um conselheiro cristão, pode ser um passo incrivelmente poderoso em direção à cura e à liberdade. A comunidade dá-lhe apoio, oração, responsabilidade e lembra-o de que não está sozinho nas suas lutas.²²
Foque-se no Crescimento Espiritual – É uma Jornada!
Em vez de ficar preso apenas em saber se o ato é “certo ou errado” de uma forma legalista, pode ser muito mais útil ver a questão da masturbação no panorama mais amplo da maturidade espiritual. Isto significa crescer na sua compreensão do design de Deus para a sexualidade, cultivar um relacionamento mais profundo com Cristo e aprender a viver no poder do Espírito Santo.⁹
A culpa verdadeira não resolvida pode criar uma barreira no seu relacionamento com Deus e impedi-lo de crescer espiritualmente. Ao mesmo tempo, carregar o peso pesado da culpa falsa pode levar a uma fé sem alegria, baseada em regras, prendendo-o num ciclo de vergonha e derrota. Esta culpa falsa pode distraí-lo da verdadeira fonte de justiça, que é a incrível graça de Deus, e pode fazê-lo ver Deus como um juiz severo em vez de um Pai amoroso. É por isso que ajudar as pessoas a identificar corretamente de onde vem a sua culpa é um passo tão crítico, tanto pastoral como pessoalmente. Permite-lhe procurar o verdadeiro arrependimento e experimentar a maravilhosa restauração que vem do perdão de Deus pelo pecado real, ou encontrar a libertação da escravidão de regras não bíblicas, da autocondenação e da vergonha desnecessária. Deus quer que viva em liberdade e alegria!

Conclusão: Caminhando em sabedoria e graça!
Portanto, quando se trata da questão de saber se a masturbação é pecado, vemos que a Bíblia não dá uma resposta simples de “sim” ou “não” com essa palavra específica. Não menciona nem condena explicitamente o ato da masturbação pelo nome. E por causa deste silêncio, os cristãos ao longo da história e até hoje têm tido uma variedade de pontos de vista.
Mas a Palavra de Deus está cheia de princípios poderosos que os cristãos usam para pensar sobre esta prática. Estes incluem avisos fortes contra a luxúria e pensamentos luxuriosos (Mateus 5:28), ensinamentos belos sobre os propósitos incríveis de Deus para o sexo (que é principalmente relacional, unitivo e potencialmente para criar vida dentro do casamento), o apelo a viver com autocontrolo como um dom do Espírito em vez de apenas ceder à autogratificação, e o mandamento abrangente de honrar a Deus com os nossos corpos porque são templos do Espírito Santo.
Muitas tradições e professores cristãos acreditam que a masturbação é pecaminosa, muitas vezes porque está tão intimamente ligada a pensamentos luxuriosos ou pornografia, porque a veem como um uso egocêntrico da sexualidade que não corresponde exatamente ao design relacional de Deus para o sexo, ou porque pode tornar-se um hábito compulsivo que mostra falta de autocontrolo. Outros, notando que a Bíblia é silenciosa sobre o ato em si, sugerem que se a masturbação puder ser praticada sem luxúria, pornografia ou objetificação de outros, e se não se tornar uma força de controlo na vida de alguém, pode não ser inerentemente pecaminosa para cada pessoa em cada situação.
Para si, como cristão que procura honrar a Deus nesta área, o discernimento pessoal é muito importante. Isto significa estudar as Escrituras em oração, olhar honestamente para os seus próprios pensamentos e motivos, estar sensível ao que o Espírito Santo pode estar a convencê-lo, e comprometer-se com princípios como glorificar a Deus em tudo, evitar ser dominado por qualquer hábito e agir com fé.
E para qualquer pessoa que lute com culpa, vergonha ou comportamentos compulsivos relacionados com a masturbação, saiba que a fé cristã oferece um caminho de esperança incrível! Isto inclui compreender a diferença entre a culpa verdadeira (que leva ao arrependimento e ao perdão maravilhoso de Deus) e a culpa falsa (que pode ser um fardo pesado e desnecessário). Significa abraçar a graça e o perdão abundantes de Deus que estão sempre disponíveis através de Jesus Cristo, e procurar apoio, responsabilidade e cura dentro da sua comunidade cristã. A jornada de buscar a pureza sexual é uma aventura de discipulado para toda a vida, e Deus fornece todos os recursos e força de que precisa para viver de uma forma que O honre. Ele está a seu favor, Ele ama-o e Ele quer que caminhe em liberdade e vitória todos os dias!
