História Cristã: O Concílio de Trento na íntegra: Sessão II




  • O Sínodo de Trento foi realizado a 7 de janeiro de 1546, para orientar os fiéis nas suas vidas espirituais e responsabilidades.
  • Bispos e sacerdotes foram exortados a priorizar a oração, o jejum e a vida moral, promovendo ao mesmo tempo a unidade e a paz dentro da Igreja.
  • O Concílio enfatizou a necessidade de reforma para dissipar heresias e promover a verdade católica entre os crentes globalmente.
  • Ordem e respeito foram exigidos durante as discussões, garantindo que não ocorressem perturbações ou debates contenciosos entre os participantes.
Esta entrada é a parte 17 de 27 na série O Concílio de Trento na íntegra

Sessão 2: SOBRE AS MATÉRIAS A SEREM OBSERVADAS DURANTE O CONCÍLIO

Celebrada no sétimo dia do mês de janeiro de 1546.

O sagrado e santo Sínodo de Trento – legitimamente reunido no Espírito Santo, presidido pelos mesmos três legados da Sé Apostólica – reconhecendo, com o bem-aventurado apóstolo Tiago, que Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que, àqueles que lhe pedem sabedoria, a todos dá abundantemente e não censura; e sabendo também que O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, ordenou e decretou que todos e cada um dos fiéis de Cristo, reunidos na cidade de Trento, sejam exortados, como por este meio são exortados, a emendar-se dos seus males e pecados anteriormente cometidos, e a caminhar doravante no temor do Senhor; a não satisfazer as concupiscências da carne; a ser constantes na oração; a confessar-se mais frequentemente; a receber o sacramento da Eucaristia; a visitar as igrejas; a cumprir, enfim, na medida em que cada um for capaz, os mandamentos do Senhor; e, além disso, a rezar diariamente em privado pela paz entre os príncipes cristãos e pela unidade da Igreja: e quanto aos bispos, e a todos os outros constituídos na ordem sacerdotal, que celebram juntos um concílio ecuménico nesta cidade, que tenham o cuidado de se aplicar assiduamente aos louvores de Deus; a oferecer vítimas, louvores e orações; a celebrar o sacrifício da missa pelo menos em cada domingo, o dia em que Deus fez a luz, ressuscitou dos mortos e derramou o Espírito Santo sobre os discípulos; fazendo, como o mesmo Espírito Santo ordena pelo apóstolo, súplicas, orações, intercessões, ações de graças, pelo nosso santíssimo senhor o Papa, pelo imperador, pelos reis e outros que estão em altos cargos, e por todos os homens, para que possamos levar uma vida quieta e pacífica, possamos desfrutar da paz e ver um aumento da fé. Além disso, insta-se a que todos os fiéis fomentem diligentemente um espírito de caridade e humildade, reconhecendo que estas virtudes não só fortalecem a alma individual, mas também todo o corpo da Igreja. A este respeito, o concílio de Trento sessão 23 servirá como um lembrete vital do compromisso necessário para defender os princípios da fé e promover a unidade entre todos os crentes. Que todo cristão aspire a viver de acordo com estes decretos, elevando a sua devoção e contribuindo para a santidade da sua comunidade. Além disso, foi decretado que os fiéis devem envolver-se em atos de caridade e promover os ensinamentos de Cristo através das suas vidas, servindo de exemplo uns aos outros em amor e unidade. Reconhecendo a importância destes esforços, o sessão vinte e um do concílio de trento apela a todos os membros da Igreja para que fomentem um espírito de reconciliação e trabalhem diligentemente pela salvação das almas, cumprindo assim a sua missão divina. Que todos estejam atentos às suas responsabilidades uns para com os outros e para com a Igreja, fortalecendo os laços de comunhão enquanto se esforçam pela santidade. Além disso, é decretado que cada membro fiel do corpo de Cristo se esforce pela santidade e unidade, lembrando os ensinamentos transmitidos durante o sessão 24 do concílio de trento. Este encontro solene apela aos fiéis para que renovem o seu compromisso com o Evangelho, garantindo que as suas vidas reflitam a luz de Cristo num mundo frequentemente envolto em trevas. Que todo o clero e leigos se dediquem ao apoio mútuo na fé, encorajando-se uns aos outros a defender a verdade e a espalhar a mensagem de salvação. À luz destas exortações, os fiéis são lembrados das suas responsabilidades não apenas para consigo mesmos, mas também para com a comunidade mais ampla de crentes. O visão geral da sessão xx do concílio de trento serve para reforçar os princípios de fé e prática que unem todos os cristãos na sua jornada espiritual. Em última análise, é através da adesão diligente a estes princípios que a Igreja pode continuar a florescer e a cumprir a sua missão divina. Além disso, o Sínodo resolveu reforçar os ensinamentos da Igreja abordando as disputas e erros prevalecentes da época, garantindo que os fiéis sejam guiados na sua compreensão das sagradas escrituras. À luz do destaques da sessão do concílio de trento, será também dada ênfase à importância de uma consciência bem formada, levando os crentes não apenas a conhecer a sua fé, mas a vivê-la com fervor e dedicação. Esta dedicação é vista como essencial para a renovação tanto das vidas individuais como da Igreja como um todo.

Além disso, exorta que jejuem pelo menos todas as sextas-feiras, em memória da paixão do Senhor, e deem esmolas aos pobres: além disso, todas as quintas-feiras será celebrada, na igreja catedral, a missa do Espírito Santo, com as ladainhas e outras orações designadas para este fim; e no mesmo dia serão ditas, nas outras igrejas, pelo menos as ladainhas e orações; e durante o tempo em que os serviços sagrados estiverem a ser realizados, que não haja conversas ou conversas entre si, mas com a boca e a mente em associação com o celebrante. E visto que Convém que os bispos sejam irrepreensíveis, sóbrios, castos, governando bem a sua própria casa, (o Concílio) exorta também que, acima de tudo, cada um observe a sobriedade à mesa e a moderação na dieta; além disso, que, visto que conversas ociosas costumam surgir aí, a leitura das Sagradas Escrituras seja introduzida, mesmo nas mesas dos bispos; e que cada um ensine e ordene aos seus servos que não sejam briguentos, dados ao vinho, imodestos, cobiçosos, orgulhosos, blasfemos e amantes dos prazeres; enfim, que evitem o vício e sigam a virtude, e no vestir, no comportamento e em todas as suas ações mostrem modéstia, como convém aos servos dos servos de Deus.

Além disso, visto que é o principal cuidado, solicitude e intenção deste sagrado e santo concílio que, dissipadas as trevas das heresias, que durante tantos anos cobriram a terra, a luz, o brilho e a pureza da verdade católica possam, com a assistência de Jesus Cristo, que é a verdadeira luz, brilhar; e que aquelas coisas que precisam de reforma possam ser reformadas; o referido Sínodo exorta todos os católicos aqui reunidos, e a serem reunidos, e especialmente aqueles versados nas letras sagradas, que pela meditação sedulosa ponderem diligentemente dentro de si, por que caminhos e meios a intenção do Sínodo pode ser melhor realizada e obter o efeito desejado; que, da maneira mais pronta e prudente, as coisas a serem condenadas, sejam condenadas; e as que devem ser aprovadas sejam aprovadas; para que, em todo o mundo, todos possam, com uma só boca, e com a mesma confissão de fé, glorificar a Deus, e o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

E ao expressarem os seus sentimentos, quando os sacerdotes do Senhor estão sentados juntos no lugar da bênção, ninguém – de acordo com o estatuto do concílio de Toledo – deve ser barulhento com gritos imoderados, ou causar perturbação por tumulto; ninguém deve ser contencioso com disputas falsas, vãs ou obstinadas; mas que tudo o que for dito seja tão temperado pela expressão mais suave das palavras faladas, que nem os ouvintes sejam ofendidos, nem a retidão de um julgamento correto seja distorcida pela mente estar perturbada.

Além disso, este sagrado Sínodo ordenou e decretou que, se por acaso acontecer que alguns não se sentem nos seus devidos lugares, e (assim) expressem os seus sentimentos, mesmo sob a palavra Placet, (Apraz-nos,) estejam presentes nas Congregações, e participem em qualquer outro ato durante o concílio, ninguém será por isso prejudicado, ninguém adquirirá um novo direito.

INDICAÇÃO DA PRÓXIMA SESSÃO

Depois disto, a Sessão seguinte foi marcada para quinta-feira, quatro de fevereiro seguinte.



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