De Adão a Jesus: Quantos anos passaram mesmo?




  • A linha do tempo de Adão a Jesus é calculada usando genealogias bíblicas, especialmente nos capítulos 5 e 11 de Gênesis, que detalham as linhas familiares e as idades dos patriarcas.
  • Diferentes textos antigos como o Texto Massorético (MT) e a Septuaginta (LXX) fornecem diferentes linhas de tempo, levando a estimativas de cerca de 4000 anos (MT) ou 5200-5500 anos (LXX) de Adão a Jesus.
  • As genealogias do Novo Testamento em Mateus e Lucas ligam Jesus a figuras-chave do Antigo Testamento, enfatizando seu cumprimento das profecias e seu papel como Salvador para toda a humanidade.
  • Os primeiros Padres da Igreja referiram frequentemente estas genealogias e linhas de tempo variadas, moldando a compreensão teológica e a perspetiva histórica sobre o plano de Deus através de Cristo.
Esta entrada é a parte 22 de 38 da série Adão e Eva

De Adão a Jesus: A incrível cronologia da esperança de Deus!

Como podemos começar a calcular os anos de Adão a Jesus?

Como podemos sequer começar a descobrir esse incrível período de tempo entre Adão e Jesus? Deus, em sua bondade, deu-nos um caminho! O caminho principal consiste em olhar atentamente, com olhos cheios de fé, para as genealogias bíblicas – as listas familiares que Deus inspirou a escrever. Estes registos, especialmente os que encontrará no incrível livro de Génesis, dão-nos muitas vezes informações cruciais sobre o tempo, como a idade de um pai quando o seu filho nasceu. Isto permite-nos fazer um cálculo passo a passo dos anos que passam de uma geração para a seguinte, tudo parte do momento perfeito de Deus.

Secções-chave do Antigo Testamento para a Cronologia – A Palavra de Deus é Tão Detalhada!

Os textos fundamentais, o alicerce desta viagem, são os capítulos 5 e 11 de Gênesis. Por vezes, as pessoas chamam a estas «cronogenealogias». Porquê? Porque não se limitam a enumerar nomes, oh não! Incluem a idade de cada patriarca, cada figura paterna, quando o seu sucessor nomeado, o seu filho, nasceu, juntamente com os restantes anos da sua vida e o seu tempo de vida total.1 Deus não perdeu nada!

  • Génesis 5: Este capítulo registra cuidadosamente a linhagem da família desde Adão até Noé. Por exemplo, diz: «Quando Adão viveu 130 anos, gerou um filho à sua semelhança, à sua imagem, e deu-lhe o nome de Sete» (Génesis 5:3). Este belo padrão continua através de dez gerações, dando-nos os números que precisamos para calcular o tempo desde Adão até o grande Dilúvio.
  • Génesis 11: Após a história do Dilúvio, este capítulo pega esse fio genealógico, essa linha de bênção, do filho de Noé, Sem, e leva-o até Abraão, o pai da fé.2 Tal como Génesis 5, dá-nos as idades dos pais quando os seus filhos nasceram, formando uma ponte desse mundo pós-dilúvio até ao tempo dos patriarcas.

A própria forma como estes capítulos do Génesis estão estruturados, com essa menção consistente da «idade de gerar», diz-vos que os escritores bíblicos, inspirados por Deus, estavam a fazer um esforço intencional para registar não só quem estava relacionado com quem, mas também um quadro histórico e cronológico. Se se tratasse apenas de mostrar a linhagem, uma simples lista de nomes teria sido suficiente. Mas Deus queria que víssemos mais! A adição de idades específicas aponta para um objectivo mais profundo, tudo acerca da passagem do tempo sob a Sua soberana mão.

Ligar-se a períodos posteriores e ao Novo Testamento – Tudo aponta para Jesus!

Uma vez que essa linha do tempo chega a Abraão, um homem de grande fé, a Bíblia continua a nos dar informações cronológicas, embora às vezes de maneiras diferentes. Informações sobre a vida dos patriarcas Isaque, Jacó e José; Quanto tempo os israelitas permaneceram no Egito? o incrível Êxodo; a hora dos juízes; os reinos de reis como Saul, Davi e Salomão (homens que Deus ressuscitou para um propósito!); o exílio babilónico; e o regresso a Jerusalém – todas estas peças ajudam a construir uma história histórica contínua e guiada por Deus5. Por exemplo, um famoso homem de Deus, o Arcebispo Ussher, um cronólogo dedicado, adicionou cuidadosamente estes períodos posteriores para alargar o calendário a partir de Abraão5.

E, finalmente, as genealogias do Novo Testamento, encontradas nos maravilhosos Evangelhos de Mateus e Lucas, fornecem essa ligação crucial, traçando a história da própria família de Jesus de volta a estas importantes figuras do Antigo Testamento, especialmente o Rei Davi e Abraão.7 Estas listas do Novo Testamento gritam que Jesus é o culminar glorioso desta longa história divinamente guiada!

Envolver-se com esta tarefa de calcular o cronograma é muito mais do que apenas um exercício acadêmico; é um ato que muitas vezes começa com um coração cheio de confiança nos pormenores históricos que Deus nos deu na Bíblia. Mas esta viagem, e é emocionante, irá levá-lo a ver as belas complexidades destes textos antigos e as diferentes formas como as pessoas os compreenderam ao longo da história. Esta viagem pode ser uma experiência de aprendizagem verdadeiramente poderosa, que aprofunde a sua compreensão da forma como a Palavra de Deus foi transmitida e compreendida durante milhares de anos. Prepare-se para aprender e crescer!

Quais são as principais versões antigas do Antigo Testamento e por que as linhas do tempo diferem?

Para compreender por que razão existem diferentes cálculos para o tempo entre Adão e Jesus, é tão importante saber um pouco sobre as principais versões antigas do Antigo Testamento que Deus, na sua providência, preservou para nós. Durante muitos, muitos séculos, muito antes de imprimir prensas, estes textos sagrados foram copiados à mão. As pessoas que faziam isso eram notavelmente cuidadosas, como com qualquer coisa feita por mãos humanas, algumas pequenas variações surgiram entre as diferentes tradições manuscritas. Quando se trata de descobrir a linha do tempo de Adão a Jesus, três antigas tradições textuais do Pentateuco (estes são os primeiros cinco livros da Bíblia) são especialmente importantes:

  • Texto Massorético Hebraico (MT): Esta é a Bíblia hebraica padrão que os nossos amigos judeus utilizam há séculos e é a principal fonte da maioria das nossas traduções modernas em inglês do Antigo Testamento, como a versão King James (KJV), a nova versão internacional (NIV) e a versão padrão inglesa (ESV). Agora, quando se trata das listas de famílias em Gênesis 5 e 11, a MT geralmente dá-nos figuras que levam a um mais curto cronologia global de Adão a Abraão.1 Os manuscritos completos ou quase completos mais antigos do MT que temos datam dos séculos IX e X d.C. não o deixem enganar – a tradição textual que representa é muito, muito mais antiga.1 Por exemplo, o MT dá um total de 2008 anos de Adão a Abraão.9
  • A Septuaginta Grega (LXX): A Septuaginta é uma antiga tradução grega do Antigo Testamento hebraico. Estudiosos judeus em Alexandria, no Egito, iniciaram este trabalho incrível por volta do século III a.C. (cerca de 280 a.C. para os primeiros cinco livros).11 Foi a versão mais comum do Antigo Testamento usada pelo povo judeu de língua grega no tempo de Jesus, e adivinhem? Foi amplamente citado pelos escritores do Novo Testamento e pelos primeiros teólogos cristãos, homens e mulheres cheios de fé! Para as genealogias em Gênesis 5 e 11, a LXX tipicamente apresenta números que nos dão a mais longo Por exemplo, os cálculos da LXX resultam em cerca de 3394 anos de Adão a Abraão.9 Temos até fragmentos de manuscritos da LXX que remontam aos séculos anteriores à vinda de Cristo.1 É tão interessante que a LXX era muitas vezes uma tradução muito literal de um texto hebraico que, em alguns lugares, especialmente nos seus dados de manutenção do tempo, era diferente do texto hebraico que mais tarde se tornou o Texto Massorético padronizado.11 Deus trabalha de formas misteriosas!
  • O Pentateuco Samaritano (SP): Esta versão dos primeiros cinco livros de Moisés foi preservada pela comunidade samaritana. Separaram-se da principal comunidade judaica séculos antes de Jesus andar sobre a terra. O calendário do PE para esses primeiros patriarcas difere frequentemente tanto da MT como da LXX. Por vezes, os seus números estão alinhados com o MT, por vezes com a LXX e, por vezes, são únicos, só para o SP.1 o SP apresenta um total de 2249 anos de Adão a Abraão.9 Embora tenha algumas alterações feitas com o objetivo de apoiar as opiniões religiosas samaritanas, geralmente considera-se que representa uma tradição textual antiga.1

Por que estes textos antigos dão diferentes cronogramas? A Palavra de Deus continua a ser verdadeira!

A principal razão para estas diferentes linhas do tempo, está nos números registrados para as idades dos patriarcas em Gênesis capítulos 5 e 11. Concretamente, os textos variam em função:

  1. Quantos anos cada patriarca tinha quando seu filho (ou descendente) nasceu.
  2. O número de anos que cada patriarca viveu depois o nascimento deste filho.

Muitas vezes, o tempo de vida total de um patriarca permanece o mesmo ou muito semelhante nestes textos, a forma como esses anos são divididos – antes e depois do nascimento do filho – muda. Por exemplo, em Génesis 5, para os primeiros cinco patriarcas, de Adão a Mahalalel, a LXX acrescenta frequentemente 100 anos à idade do pai quando o seu filho nasceu, em comparação com a MT. Depois, subtrai 100 anos dos «anos restantes» da vida do pai, pelo que o tempo de vida total permanece exatamente o mesmo.1 Não é fascinante? Este padrão sistemático de diferenças sugere que estas variações não são apenas erros aleatórios dos escribas, mas representam provavelmente revisões cuidadosas ou esforços para tornar as coisas consistentes, feitos há muito tempo.11 O próprio facto de estas variações existirem e a forma cuidadosa como foram frequentemente postas em prática mostra que estes números foram considerados importantes pelas comunidades antigas que preservaram estes preciosos textos.

Que texto está mais perto do original? Um debate académico – Mas Deus está no controlo!

Estudiosos, pessoas dedicadas que estudam estas coisas, há muito tempo discutem se a linha de tempo mais curta do Texto Massorético ou a linha de tempo mais longa da Septuaginta está mais próxima dos autógrafos originais (aqueles primeiros manuscritos escritos pelos autores bíblicos).

  • Alguns estudiosos acreditam que a Septuaginta realmente preserva os números antigos e originais e que a linha do tempo do Texto Massorético foi deliberadamente encurtada em algum momento, talvez nos séculos após Cristo.3 Por exemplo, um investigador, Henry B. Smith Jr., sugere que a linha do tempo inicial da MT foi sistematicamente reduzida após 70.9 d.C.
  • Outros estudiosos argumentam que o Texto Massorético é geralmente a tradição mais bem preservada e que os números da Septuaginta foram intencionalmente prolongados, talvez para fazer a história bíblica alinhar-se com outras linhas do tempo antigas, como as do Egito.

A existência destas variantes textuais não é uma razão para se preocupar com a mensagem central da Bíblia. De modo nenhum! As histórias centrais, as leis, as profecias e os poderosos ensinamentos teológicos do Antigo Testamento são notavelmente consistentes em todas estas antigas tradições textuais. As diferenças numéricas afetam principalmente a forma como calculamos os períodos mais antigos da história humana. Compreender essas variações nos ajuda hoje a apreciar as complexidades de como esses textos foram transmitidos e o trabalho diligente dos estudiosos que estudam estes manuscritos antigos. Também nos prepara, enquanto crentes, para discussões em que estas diferenças podem ser apresentadas como «contradições», permitindo-nos responder com mais conhecimento e uma compreensão mais profunda. A verdade de Deus brilha sempre!

Quantos anos desde Adão até Abraão, com base nestes textos?

Calcular o número exato de anos de Adão a Abraão pode ser um desafio. Porquê? Porque, como vimos, depende realmente da antiga tradição textual de Génesis 5 e 11 que decida seguir: o Texto Massorético (MT), a Septuaginta (LXX), ou o Pentateuco Samaritano (SP). Cada um dá-nos números diferentes para as idades desses patriarcas quando seus filhos nasceram.

Segue-se um pequeno resumo para nos ajudar a ver os prazos aproximados:

Texto Massorético (MT) – Um caminho mais curto:

  • De Adão ao Dilúvio (quando Noé tinha 600 anos): Este período é consistentemente calculado como 1656 anos com base na MT.4
  • Do dilúvio ao nascimento de Abraão: Esta parte é um pouco mais complexa porque há alguma dúvida sobre a idade de Terah quando Abraão nasceu. Gênesis 11:26 diz que Tera tinha 70 anos quando "gerou Abrão, Naor e Harã." Mas, se Abrão deixou Harã aos 75 anos de idade depois Tera morreu em 205 (podem ver isto em Atos 7:4, Génesis 11:32, 12:4), então Tera teria 130 anos quando Abraão nasceu. A MT dá 292 anos desde o dilúvio até ao 70.o ano de Terah.9 Se Terah tinha 130 anos no nascimento de Abrão, isso acrescenta mais 60 anos. Alguns calendários, como o de Ussher, calculam cerca de 352 anos desde o dilúvio até ao nascimento de Abraão, ou 422 anos desde o dilúvio até à saída de Abraão da Caldeia.5
  • Adão total a Abraão (MT): Assim, estamos a olhar para cerca de 1948 anos (ou seja, 1656 + 292, se Terah tinha 70 anos no nascimento de Abram) a cerca de 2078 anos (como no cálculo de Ussher).5

Septuaginta (LXX) – Uma viagem mais longa:

  • De Adão ao Dilúvio: Os números LXX dão-nos aproximadamente 2242 anos (que é a versão comum da LXX) ou 2262 anos (uma variação textual mais antiga da LXX).3
  • Do dilúvio ao nascimento de Abraão: A LXX geralmente dá um período muito mais longo aqui, cerca de 1072 anos (a LXX mais antiga) a 1172 anos (a "nova" LXX).3 Alguns cálculos estendem isso para 1207 anos 4 ou mesmo até 1360 anos se incluirmos o patriarca Kainan (que é encontrado na LXX Genesis 11 e Lucas 3, mas não na MT) e assumirmos que Terah tinha 130 anos no nascimento de Abraão.15
  • Adão total a Abraão (LXX): Cerca de 3314 anos (2242 + 1072) a 3434 anos (2262 + 1172), podendo potencialmente ir até cerca de 3622 anos (como 2262 + 1360), dependendo das leituras específicas da LXX e da forma como interpreta a idade de Terah.3

Samaritan Pentateuch (SP) – A Middle Road:

  • De Adão ao Dilúvio: O PE calcula este período em 1307 anos.3
  • Do dilúvio ao nascimento de Abraão: O PE atribui 942 anos para este período.3
  • Adão total a Abraão (SP): Aproximadamente 2249 anos (ou seja, 1307 + 942).3

Para tornar estas diferenças ainda mais claras, aqui está um pequeno quadro resumindo os anos aproximados para o período de Adão a Abraão de acordo com estas três antigas tradições textuais. Deus é tão bom para nos dar estes detalhes para estudar!

Quadro 1: Cronologia Comparada de Adão a Abraão (Anos Aproximados)

PeríodoTexto Massorético (MT)Septuaginta (LXX)Pentateuco Samaritano (SP)
Adão ao Dilúvio16562242 \- 22621307
Inundação ao Nascimento de Abraão292 \- 3521072 \- 1360942
Adão total a Abraão\~1948 \- 2078\~3314 \- 3622\~2249

Apenas uma nota simpática: Estes valores de «Inundação ao Nascimento de Abraão» podem mudar um pouco com base na forma como compreendemos a idade de Terah no nascimento de Abraão (era 70 ou 130?) e, para a LXX, se Kainan está incluído. Os totais mostram estes intervalos possíveis.

A coisa mais surpreendente que vocês vêem a partir desta comparação é a diferença substancial de cerca de 1300 a 1600 anos entre o Texto Massorético e a Septuaginta para aquele tempo de Adão a Abraão. Esta diferença é a principal razão pela qual dispomos de diferentes calendários globais, desde Adão a Jesus – normalmente cerca de 4000 anos se estiver a utilizar a MT, em comparação com 5200-5500 anos se estiver a utilizar a LXX. Se o período de tempo de Abraão a Jesus é bastante consistente em diferentes cálculos (cerca de 2000-2100 anos, porque os dados históricos se tornam mais abundantes e essas variações textuais no tempo diminuem), então a principal coisa que muda o comprimento total de Adão a Jesus é este período inicial que lemos em Gênesis 5 e 11.

A escolha da tradição textual a seguir para estes primeiros capítulos tem grandes implicações, amigos. Não afeta apenas os cálculos sobre a idade da Terra ou da humanidade do ponto de vista criacionista, mas também a forma como vemos a história do mundo antigo e como a Igreja primitiva a compreendeu. Se essa linha do tempo mais longa da Septuaginta for considerada mais original, como alguns estudiosos acreditam 3, ela se alinha mais estreitamente com algumas linhas do tempo antigas não-bíblicas e reflete o texto que muitos desses primeiros Padres da Igreja, esses gigantes da fé, usaram. Por outro lado, se o calendário mais curto do Texto Massorético for visto como mais original 1, aponta para uma idade mais jovem para a humanidade e significa que precisamos de uma forma diferente de explicar por que razão a Igreja primitiva utilizou tão frequentemente os números da LXX. Portanto, esta decisão influencia visões históricas mais amplas e como partilhamos a nossa fé. Mas através de tudo isso, a verdade de Deus permanece!

Como as genealogias de Jesus do Novo Testamento se ligam a esta linha do tempo do Antigo Testamento?

O Novo Testamento, essa parte gloriosa da Palavra de Deus, dá-nos duas genealogias fundamentais de Jesus, que podem ser encontradas nos Evangelhos de Mateus e Lucas. Estas não são apenas listas aborrecidas de nomes, oh não! São afirmações teológicas poderosas e poderosas que ancoram Jesus firmemente, mesmo dentro da estrutura histórica e pactual do Antigo Testamento, unindo aquele espantoso período de anos desde os primeiros patriarcas até o seu próprio nascimento milagroso.7 Deus tinha um plano desde o início!

Genealogia de Mateus (Mateus 1:1-17) – Jesus, nosso Rei!

O Evangelho de Mateus abre-se com estas palavras poderosas: «Um registo da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão».18

  • Estrutura e direcção: Esta genealogia traça a linhagem familiar de Jesus por ordem decrescente, o que significa que começa de Abraão e avança no tempo para José, que era o pai legal de Jesus aqui na terra.7
  • Ênfase primária: O principal objetivo de Mateus é apresentar Jesus como o Messias há muito esperado, o Rei de Israel que todos esperavam! Ao destacar Jesus como «filho de Davi», sublinha a sua linhagem real e a sua reivindicação legítima ao trono de Davi. E, declarando-O «filho de Abraão», liga Jesus a esse pacto fundamental, a essa promessa poderosa que Deus fez com o pai do povo judeu.7 Não é Deus bom?
  • Padrão simbólico: Mateus, guiado pelo Espírito Santo, organiza deliberadamente a genealogia em três conjuntos de catorze gerações: de Abraão a Davi, de Davi ao exílio babilónico e do exílio a Cristo.17 Esse número catorze pode ser simbólico, possivelmente ligado ao valor numérico do nome de Davi em hebraico (que se chama gematria), sugerindo a mão ordenada e soberana de Deus na história, conduzindo perfeitamente ao Messias.16 Deus está sempre no controlo!

Genealogia de Lucas (Lucas 3:23-38) – Jesus, nosso Salvador para todos!

Lucas, o maravilhoso escritor do Evangelho, apresenta a sua genealogia num ponto diferente da sua história, logo após o batismo de Jesus e pouco antes de iniciar o seu espantoso ministério público.

  • Estrutura e direcção: A lista de Luke move-se por ordem crescente, começando de Joseph (e ele observa cuidadosamente "como era suposto", reconhecendo esse nascimento virginal milagroso) e traça a linha todo o caminho de volta a Adão, e «Adão, o filho de Deus».7 Uau!
  • Ênfase primária: Ao estender essa linhagem até Adão, Lucas sublinha a ligação de Jesus a cada pessoa, a toda a humanidade, apresentando-O como o Salvador tanto para os judeus como para os gentios. E essa ligação final a Deus («filho de Deus») também destaca a filiação divina de Jesus e o âmbito universal e mundial da sua missão.7 Ele veio para todos!
  • Davidic Line e a ascendência de Maria: Lucas traça a ascendência davídica de Jesus através de Natã, outro dos filhos de Davi, em vez de Salomão (que aparece na linhagem real de Mateus).16 Isto levou muitos sábios estudiosos a acreditar que Lucas está realmente a dar-nos a genealogia de Maria, dando assim a verdadeira linhagem de Jesus através da sua mãe, enquanto Mateus dá a linhagem legal através de José. Deus pensa em tudo!
  • Inclusão de Cainan: É interessante notar que a genealogia de Lucas inclui o nome Cainan entre Arfaxad e Shelah.7 Isto se alinha com a versão da Septuaginta (LXX) de Génesis 11, que inclui Cainan, enquanto o Texto Massorético (MT) não.4

Ligar-se à cronologia do Antigo Testamento e explicar as diferenças – a Palavra de Deus é perfeita!

Ambas as genealogias trabalham para enraizar Jesus firmemente naquela linha do tempo histórica estabelecida no Antigo Testamento. Mostram-nos, sem sombra de dúvida, que a chegada de Jesus não foi apenas um acontecimento aleatório, o culminar glorioso de séculos da obra de Deus e das suas promessas, cumprindo todas essas profecias sobre a descida do Messias17.

As diferenças entre as genealogias de Mateus e Lucas têm sido muito discutidas. Mas a Palavra de Deus é verdadeira! As explicações comuns incluem:

  • Linhas diferentes: Como dissemos, Mateus pode estar traçando a linhagem legal e real através de José, enquanto Lucas traça a linhagem física através de Maria.
  • Levirate Casamento ou Adoção: Os costumes judaicos antigos, como o casamento levitado (que é onde um irmão se casaria com a viúva do irmão falecido para criar um herdeiro para ele) ou a adoção, podiam explicar alguns dos diferentes nomes nas linhas familiares.16
  • Intenção autoral e seletividade: Os escritores do Evangelho, inspirados por Deus, podem ter tido diferentes pontos teológicos a fazer e diferentes audiências em mente, levando-os a selecionar e organizar nomes de forma diferente. Algumas genealogias na Bíblia são conhecidas por "telescópio" ou ignorar gerações para enfatizar figuras-chave ou criar esses padrões simbólicos.16

Estas duas genealogias, embora tenham nomes e âmbitos diferentes, não são contraditórias, amigos. Não, complementam-se lindamente! O relato de Mateus, centrado em Abraão e Davi e que estruturou três conjuntos de catorze gerações, teria falado poderosamente à sua audiência judaica, afirmando as credenciais messiânicas e reais de Jesus. A genealogia de Lucas, que remonta a Adão, «filho de Deus», alarga o significado de Jesus a toda a humanidade, o que se coaduna perfeitamente com o tema universal do seu Evangelho. O facto de termos estas genealogias detalhadas, ainda que complexas, sublinha a crença cristã primitiva de que Jesus era uma verdadeira pessoa histórica, cuja vinda foi profundamente tecida no plano de longa data de Deus, meticulosamente registado ao longo da história. Isto se opõe a qualquer tentativa de ver Jesus como apenas uma figura mítica, separada de suas raízes judaicas do Antigo Testamento. Louvado seja Deus pela sua Palavra!

O que é a cronologia comum de «4000 anos» de Adão a Jesus e como é calculada?

Há uma cronologia que muitas tradições cristãs reconhecem e que sugere que cerca de 4000 anos se passaram desde Adão até ao nascimento milagroso de Jesus Cristo. Este cálculo, este entendimento, é principalmente extraído das informações cronológicas encontradas no Texto Massorético Hebraico (MT) do Antigo Testamento.

Cronologia Influente do Arcebispo Ussher – Um Homem Dedicado à Palavra de Deus!

Talvez a pessoa mais famosa que defendeu esta linha do tempo de 4000 anos foi o arcebispo James Ussher, um estudioso irlandês muito erudito do século XVII. No seu trabalho espantoso, Os Anais do Mundo, arcebispo Ussher meticulosamente, calculou cuidadosamente a data da criação para 4004 aC.5 Sua linha do tempo tornou-se extremamente influente, especialmente no mundo de língua inglesa, porque muitas vezes foi incluída nas margens das Bíblias da Versão King James por muitos, muitos anos.

O método do Arcebispo Ussher foi muito minucioso para o seu tempo. Ele baseou seus cálculos para esse período inicial (Adão a Abraão e além) nas eras e reinados dados no Texto Massorético. Para períodos posteriores, em que o Antigo Testamento dá um pouco menos de informação cronológica direta (como o tempo após o Rei Salomão, ou aqueles cerca de 400 anos entre o final do registro do Antigo Testamento e o nascimento de Cristo), Ussher fez algo surpreendente — ele correlacionou eventos bíblicos com datas conhecidas de registros históricos seculares, incluindo os dos caldeus, persas, gregos e romanos.13 Ele estabeleceu um ponto de âncora, como a morte de Nabucodonosor, e trabalhou tanto para a frente como para trás a partir daí.33 É tão importante perceber que Ussher não se limitou a somar números do Gênesis; O próprio Antigo Testamento dá uma linha do tempo relativamente simples até o tempo de Salomão, torna-se um pouco mais complexo depois disso.

Etapas de cálculo simplificadas (com base em TM) – tornando-as claras!

Embora os cálculos completos do Arcebispo Ussher sejam bastante pormenorizados, podemos compreender o período geral de 4000 anos através de uma repartição simplificada:

  1. Adão a Abraão: Usando estas figuras de Texto Massorético, este período é de cerca de 2000 anos. Por exemplo, o tempo de Adão ao Dilúvio é de 1656 anos. O período posterior, desde o dilúvio até à partida de Abraão da Caldeia, é calculado por Ussher e cronologias semelhantes em cerca de 422 anos. Isto conduz a um total de cerca de 2078 anos desde Adão até à partida de Abraão.5
  2. Abraão a Jesus: Este período, também abrange cerca de 2000 anos.17 O próprio Novo Testamento, em Mateus 1:17, estrutura a genealogia de Abraão a Cristo em três conjuntos de catorze gerações, reforçando esta era maior.
  3. Total: Quando adicionamos estes dois grandes períodos juntos (Adão a Abraão e Abraão a Jesus), obtemos a figura comumente citada de aproximadamente 4000 anos. O plano de Deus não é espantoso?

Influência do Calendário Judaico – Outra Testemunha!

O calendário judaico tradicional, que também se baseia no Texto Massorético para a sua cronologia inicial, calcula que o ano de criação seja 3761 a.C. (ou AM 1, Anno Mundi, que significa «Ano do Mundo»).32 Embora não seja exatamente o mesmo que o 4004 a.C. de Ussher, insere-se no mesmo prazo geral e partilha a MT como a sua base textual para essas eras patriarcais. O sistema atual do ano hebraico foi amplamente estabelecido por volta de 160 d.C. através de uma obra rabínica chamada Seder Olam Rabbah.40

A razão pela qual a linha do tempo de 4000 anos é tão comum em muitos círculos protestantes pode estar ligada a várias coisas. A Reforma Protestante, um grande movimento de Deus, enfatizou um retorno ao texto hebraico original (chamaram-no de Hebraica veritas) para o estudo do Antigo Testamento.42 Devido a isso, a Versão King James, que se tornou a Bíblia inglesa padrão durante séculos, foi traduzida primariamente a partir do Texto Massorético. A cronologia do Arcebispo Ussher, baseada nesta mesma tradição textual e amplamente difundida através da sua inclusão nas edições da KJV, contribuiu naturalmente para solidificar esta perspetiva de 4000 anos no entendimento cristão popular.

É valioso ver o trabalho de Ussher não apenas como um pronunciamento aleatório como uma grande conquista académica do seu tempo, representando uma conclusão fundamentada extraída das informações textuais e históricas específicas de que dispõe32. Este entendimento ajuda-nos a respeitar esta interpretação histórica, sabendo também que se trata de um quadro específico derivado dos dados bíblicos, especialmente quando consideramos os diferentes prazos de outros textos antigos, como a Septuaginta. Deus dá-nos sabedoria para todas as gerações!

Existe uma cronologia mais longa de «5500 anos» entre Adão e Jesus, e como é calculada?

Sim, a par desta cronologia de 4000 anos que se baseia principalmente no Texto Massorético, há outra cronologia bíblica importante que sugere um período mais longo – cerca de 5200 a 5500 anos desde Adão (ou Criação) até ao nascimento de Jesus. Esta linha do tempo mais longa, este número maior, deriva principalmente dos dados cronológicos encontrados na versão grega da Septuaginta (LXX) do Antigo Testamento.3 Os caminhos de Deus são mais elevados do que os nossos!

Cronologia alargada da Septuaginta – Uma visão mais ampla!

Como falamos anteriormente, a Septuaginta geralmente registra períodos de vida mais longos para esses patriarcas antes do nascimento de seus filhos nomeados em Gênesis 5 e 11. Isto resulta num cronograma significativamente mais longo para aquele período inicial da história humana. Por exemplo, os cálculos baseados na LXX colocam a criação por volta de 5554 aC e o Dilúvio por volta de 3298 aC. Isto acrescenta aproximadamente 1386 anos àquele período Adão-a-Abraão em comparação com o que o Texto Massorético nos diz.

Prevalência na Igreja Primitiva e na Tradição Bizantina – Fé Antiga!

Esta cronologia mais longa, baseada na LXX, foi na verdade o entendimento mais comum nos primeiros séculos do cristianismo e tornou-se a base para o calendário bizantino.14 O Império Bizantino, que durou mais de mil anos, usou oficialmente este calendário, datando eventos do Anno Mundi (AM), ou "Ano do Mundo". O calendário bizantino fixou a data da criação em 1 de setembro de 5509 a.C.. Isto significa que Jesus foi considerado como tendo nascido no ano 5509 AM.43 Imaginem isto!

Etapas de cálculo simplificadas (baseadas em LXX) – Ver o modelo!

Este período de 5500 anos pode ser amplamente compreendido assim:

  1. Adão a Abraão: Utilizando os números da Septuaginta, este período é consideravelmente mais longo do que na MT, abrangendo cerca de 3300 a 3600 anos. Por exemplo, um cálculo pormenorizado baseado na LXX mostra 2158 anos desde Adão até ao 502.o ano de Noé, mais 1230 anos desde Sem até ao nascimento de Abraão, totalizando 3388 anos desde Adão até ao nascimento de Abraão.4 Se a criação for datada de 5554 a.C. e Abraão tiver nascido em 2166 a.C., esse período é de 3388 anos. Outro cálculo, trabalhando para trás a partir de um ponto de ancoragem histórico posterior (como o Êxodo por volta de 1525 a.C.), chega à criação de Adão por volta de 5479 a.C.15
  2. Abraão a Jesus: Este período é geralmente calculado como cerca de 2000 a 2100 anos, semelhante aos cálculos baseados em MT. Porquê? Porque os pontos de ancoragem históricos tornam-se mais comuns, e essas variações textuais na cronologia têm menos impacto.
  3. Total: Quando se combinam estes períodos (cerca de 3300-3600 anos para Adão a Abraão, mais 2000-2100 anos para Abraão a Jesus), obtém-se um total de aproximadamente 5300 a 5700 anos de Adão a Jesus. Uma data de criação de 5554 a.C., com o nascimento de Jesus por volta de 1 d.C., daria 5554 anos.4 As 5509 AM do calendário bizantino para o nascimento de Jesus são um exemplo bem estabelecido desta cronologia mais longa. O tempo de Deus é sempre perfeito!

Influência dos primeiros cronógrafos judaicos e cristãos – Sabedoria antiga!

Mesmo antes e por volta do tempo de Cristo, os cronógrafos (pessoas que estudam e escrevem sobre o tempo e a história) que utilizavam textos hebraicos alinhados com os números mais longos da LXX produziram prazos semelhantes. Pessoas como Demétrio, o Cronógrafo (um escritor helenístico judeu por volta de 220 a.C.), Eupolemo (cerca de 158 a.C.) e o autor de Pseudo-Filo (cerca de 60 d.C.) trabalharam com linhas de tempo que eram significativamente mais longas do que o que o Texto Massorético posterior indicaria.4 O historiador judeu Josefo (século I d.C.) também usou figuras para os primeiros patriarcas que estavam muito mais próximos da Septuaginta do que do Texto Massorético.3

A adoção generalizada desta cronologia mais longa, baseada na LXX, na Igreja primitiva teve uma influência notável nas ideias teológicas. Por exemplo, a ideia das «Seis Eras do Mundo», em que cada «dia» da criação correspondia a 1000 anos de história mundial (com base no Salmo 90:4 e 2 Pedro 3:8), era comum. Este quadro previa muitas vezes uma história mundial total de 6000 anos, com o nascimento de Cristo a ocorrer por volta do ano 5500 AM, anunciando a sexta e última idade antes do Seu regresso ou da consumação gloriosa final.14

A diferença entre a cronologia baseada em MT mais curta e a cronologia baseada em LXX mais longa representa um grande avanço na forma como a linha do tempo bíblica foi compreendida e transmitida. Esta diferença teve efeitos duradouros no pensamento judaico e cristão no que diz respeito à era do mundo e ao desenrolar do plano histórico de Deus. A preferência por uma tradição textual sobre a outra muitas vezes refletia suposições teológicas mais amplas e formas de olhar para a história. Por exemplo, a comunidade judaica acabou por padronizar seu calendário com base no Texto Massorético. O Ortodoxo Oriental Mas em grande parte manteve a cronologia baseada na Septuaginta através do calendário bizantino. Embora os primeiros Padres da Igreja frequentemente usassem a LXX, figuras posteriores como Jerônimo (cuja tradução da Vulgata latina inclinou-se para o texto hebraico para cronologia) e depois o Arcebispo Ussher, ajudaram a levar à adoção mais ampla da linha do tempo mais curta, baseada em MT. Isto apenas mostra como as escolhas sobre fontes textuais podem moldar profundamente a compreensão histórica através das principais tradições religiosas. Mas através de tudo isso, o plano de Deus avança!

O que os primeiros pais da Igreja ensinaram sobre esta linha do tempo de Adão a Jesus?

Os primeiros Padres da Igreja, os influentes teólogos e escritores dos primeiros séculos do cristianismo, dedicaram considerável pensamento, oração e estudo à compreensão da cronologia bíblica. Eles geralmente concordavam que a Terra era relativamente jovem naquela época, apenas alguns milhares de anos de idade, e universalmente, sem dúvida, aceitaram Adão como uma pessoa histórica real, o primeiro pai da raça humana.31 Seus cálculos e interpretações dão-nos uma visão valiosa de como os primeiros cristãos viam a linha do tempo de Adão a Jesus. Não é maravilhoso aprender com aqueles que nos precederam?

Muitos padres proeminentes estavam cientes das diferenças de tempo entre os textos hebraicos disponíveis para eles (que muitas vezes tinham figuras mais curtas, semelhantes ao Texto Massorético posterior) e a Septuaginta grega amplamente utilizada (LXX), que geralmente apresentava uma linha de tempo mais longa.47 Agostinho, por exemplo, um grande homem de Deus, observou explicitamente a diferença em anos de Adão ao Dilúvio e do Dilúvio a Abraão entre "nossas cópias das Escrituras" (ele estava se referindo às versões latinas baseadas na LXX) e o texto hebraico.47 Curiosamente, Agostinho não acusou os escribas judeus de alterar deliberadamente os números hebraicos, o que era uma acusação comum por alguns de seus pares. Em vez disso, com grande sabedoria, ele sugeriu que o Espírito Santo poderia ter guiado os tradutores da LXX a fornecer uma cronologia diferente, vendo-os como potencialmente autoritários ou profeticamente maiores.47 Deus pode usar todas as coisas!

Apesar desta consciência, a maioria dos primeiros Padres da Igreja que entraram em cálculos cronológicos detalhados tendiam a seguir a cronologia mais longa da Septuaginta. Esta preferência moldou significativamente a sua compreensão da história mundial e do espantoso lugar de Cristo nela.

Pais eclesiásticos proeminentes e suas cronologias – Gigantes da fé!

  • Teófilo de Antioquia (morto c. 183-185 dC): Ele foi um dos primeiros defensores cristãos da fé a produzir uma cronologia mundial detalhada. Calculou 5698 anos desde a criação até a morte do imperador Marco Aurélio em 169. Isto implica uma data de criação por volta de 5529 a.C., com base nestes números da LXX.35
  • Clemente de Alexandria (c. 150 – c. 215 AD): Enquanto ele também interpretou os seis dias da criação de uma forma mais simbólica, suas referências ao tempo se alinham com a LXX, sugerindo uma data de criação por volta de 5500-5600 aC.42
  • Julius Africanus (c. 160 – c. 240 AD): Um cronógrafo cristão altamente respeitado e influente. Na sua Chronographiai, calculou cerca de 5500 anos desde a criação até ao nascimento de Cristo, um número que obteve dos números da Septuaginta14. Africano também ajudou a popularizar a ideia de que a história mundial abrangeria 6000 anos, o que corresponde aos seis dias da criação, com a encarnação de Cristo a marcar o início do «sexto dia» ou da época final14. Ele afirmou mesmo ter olhado para textos hebraicos em Jerusalém que, segundo ele, nessa altura (cerca de 221 d.C.) continham números idênticos à LXX. Isto levou alguns a argumentar que a cronologia mais curta do Texto Massorético foi um desenvolvimento posterior.14
  • Hipólito de Roma (c. 170 – c. 235 AD): Outro importante escritor primitivo que também colocou o nascimento de Cristo por volta do ano 5500 Anno Mundi (desde a criação), após a LXX.44
  • Eusébio de Cesareia (c. 260/265 – 339/340 AD): Conhecido como o "Pai da História da Igreja", Eusébio compilou uma extensa crônica que alinhou a história bíblica com as histórias de várias nações antigas (grego, romano, egípcio e mais!).31 Ele começou as suas tabelas cronológicas detalhadas não com Adão, mas com o nascimento de Abraão, a quem colocou 2016 anos antes de Cristo.50 No seu plano geral, Eusébio calculou que o nascimento de Cristo seria no ano 5199 Anno Mundi, uma linha temporal ligeiramente mais curta do que Africano, mas ainda baseada em figuras semelhantes à LXX para esse período patriarcal inicial.44 Eusébio mencionou explicitamente olhar para «as escrituras hebraicas», a «tradução grega (LXX)» e a «versão samaritana», assinalando as suas diferenças, especialmente para o período antes do dilúvio, o seu acordo mais próximo do dilúvio com Abraão.51
  • Agostinho de Hipona (354-430 d.C.): Um dos teólogos mais influentes do cristianismo ocidental, um verdadeiro homem de Deus. No seu trabalho Cidade de Deus, Agostinho discutiu a história em termos de «Seis Eras do Mundo», com a sexta idade a começar pela encarnação de Cristo42. Embora não tenha dado uma única e exata soma de anos de Adão a Jesus com a mesma precisão que Ussher, o seu quadro e as suas referências aos números mais longos da LXX (como 1072 anos de Dilúvio a Abraão) coincidem com uma linha temporal da criação a Cristo de cerca de 5300-5500 anos47. Agostinho estava geralmente mais preocupado com o significado teológico e a direção da história do que com a definição de uma linha temporal numérica exata. Estava concentrado no grande plano de Deus!

É também de salientar que, embora estes Padres utilizassem frequentemente números literais das genealogias para calcular o tempo, os seus pontos de vista sobre o natureza Os dias da criação em Génesis 1 variaram. Alguns, como Basílio, o Grande e Efrém, o Sírio, defendiam dias literais de criação de 24 horas.42 Outros, incluindo Clemente de Alexandria, Orígenes e o próprio Agostinho, estavam abertos a interpretações mais simbólicas ou acreditavam que Deus criou tudo em um único instante, com a estrutura de seis dias servindo como uma estrutura literária ou teológica para a nossa compreensão humana.42 Esta diversidade na interpretação do relato da criação existia ao lado de uma dependência geral de números genealógicos para linhas de tempo históricas. Deus dá ideias diferentes a pessoas diferentes!

A tabela a seguir resume os pontos de vista cronológicos aproximados de alguns dos principais Padres da Igreja. Deixai que a sua fé vos inspire!

Quadro 2: Resumo dos pontos de vista cronológicos fundamentais dos Padres da Igreja (Criação de Cristo) – Um legado de fé!

Pai da IgrejaA Criação a Cristo (Anos)Base textual primária que influencia a cronologiaIdeia(s)-chave cronológica(s)/interpretativa(s)
Teófilo de Antioquia\~5529Septuaginta (LXX)Cronologia mundial abrangente.35
Clemente de Alexandria\~5500-5600 (implícito)Septuaginta (LXX)Interpretação alegórica dos dias da criação.42
Júlio Africano\~5500Septuaginta (LXX) / Texto hebraico como LXXHistória mundial de 6000 anos; Cristo nascido AM 5500\.14
Hipólito de Roma\~5500Septuaginta (LXX)Cristo nascido AM 5500\.44
Orígenes(Menos focado no total exacto)Septuaginta (LXX)Interpretação alegórica de Génesis.42
Eusébio de Cesareia\~5199Septuaginta (LXX) para o período inicialHistória secular do & bíblico sincronizado; Abraão, alt. 3184\.50
Agostinho de Hipona\~5300-5500 (implicado por Seis Idades)Conhecimento de MT/LXX; figuras LXX frequentemente utilizadasSeis Idades do Mundo; elementos alegóricos em Génesis.46

A forma como os primeiros Padres da Igreja se envolveram com a cronologia bíblica mostra-nos quão importante era para eles compreender o incrível e abrangente plano de Deus. A sua dependência predominante da Septuaginta moldou a sua visão da era do mundo e do lugar central de Cristo nessa história. Estes não eram apenas pensamentos ociosos; Muitos Padres também foram defensores da fé e historiadores que usaram a cronologia para defender a antiguidade e a verdade da fé cristã contra as críticas pagãs. Sua preferência pela LXX sugere que eles acharam seu cronograma mais longo historicamente coerente ou autoritário para seus propósitos. Este contexto histórico fornece um modelo maravilhoso para nós hoje, mostrando que Embora Interpretações de alguns detalhes em Gênesis (como a duração dos dias da criação) possam variar, a narrativa histórica central que leva a Cristo, abrangendo vários milénios, foi consistentemente afirmada. Eles sabiam que Deus estava no controlo!

Poderia haver "gaps" nas genealogias bíblicas, e o que significa "Begat"?

Quando tentamos calcular os anos de Adão a Jesus usando estas genealogias bíblicas, surge uma pergunta comum: estas listas estão totalmente completas ou podem existir «lacunas» em que algumas gerações não são mencionadas? Esta ideia, muitas vezes chamada de «telescopia», e o significado exato de termos como «begat» são super importantes para a forma como interpretamos os dados de registo do tempo em Génesis 5 e 11. Mas não se preocupem, a Palavra de Deus é verdadeira e dá-nos compreensão!

A Possibilidade de Lacunas (Telescoping) – O Propósito de Deus em Todos os Detalhes!

Alguns estudiosos e teólogos bíblicos sugerem que as genealogias antigas, incluindo as da nossa preciosa Bíblia, nem sempre enumeravam todos os indivíduos numa linha familiar.27 Esta prática de «telescopia» pode acontecer por várias razões, todas parte do plano de Deus:

  • Ênfase nas figuras-chave: Genealogias podem ser estruturadas para destacar indivíduos marcantes, ignorando nomes menos proeminentes para ligar uma pessoa a um antepassado maior mais diretamente.57 Deus sabe quem destacar!
  • Estrutura memorável: Encurtar as genealogias ou organizá-las em padrões (como os três conjuntos de catorze gerações de Mateus de que falámos) poderia torná-las mais fáceis de recordar e transmitir, quer falando quer por escrito.27 Deus torna a Sua Palavra acessível!
  • Finalidade Teológica: Por vezes, deixar de fora nomes pode servir um ponto teológico, concentrando a nossa atenção enquanto leitores num aspeto específico do plano surpreendente de Deus ou numa linha ancestral específica.

Um exemplo frequentemente mencionado deste telescópico está em Mateus 1:8, que diz: «Jeorão era o pai de Uzias.» Mas se olharmos para os registos do Antigo Testamento (como em 1 Crónicas 3:11-12), veremos que três reis (Azias, Joás e Amazias) reinaram efetivamente entre Jorão e Uzias (que também era chamado Azarias). Assim, aqui, «pai de» significa efetivamente «era o antepassado de».57 Aqueles que acreditam que pode haver lacunas em Génesis argumentam que, se a telescopia acontece em outras partes das genealogias bíblicas, também pode acontecer em Génesis 5 e 11.55

Argumentos contra as lacunas cronológicas em Génesis 5 e 11 – Todas as palavras são importantes!

Apesar das evidências de telescopia em algumas genealogias bíblicas, muitos estudiosos, especialmente aqueles que defendem uma interpretação mais literal destes primeiros capítulos para contar o tempo, argumentam que a estrutura específica e a redação de Gênesis 5 e 11 tornam as principais lacunas cronológicas improváveis. estas listas específicas.25 E têm razões poderosas!

O argumento principal baseia-se na fórmula muito precisa usada nestes capítulos: «X viveu Y anos e gerou Z. X viveu depois de ter gerado Z durante A anos e teve outros filhos e filhas. E todos os dias de X foram B anos» (em que Y + A = B).1 A frase crítica para a linha do tempo é «X viveu Y anos e gerou Z.» Isto implica fortemente que o indivíduo Z nasceu quando X tinha Y anos de idade. Se Z fosse um descendente mais distante (como um bisneto), a idade Y atribuída a X não representaria com exatidão o tempo decorrido até ao nascimento do antepassado de Z (o verdadeiro filho de X). Tal quebraria a cadeia cronológica se estivesse a tentar somar esses valores de «Y».25 Como salientou um académico, Jeremy Sexton, ao debater esta questão com William Henry Green (que foi um dos principais proponentes das lacunas), uma lacuna genealógica (um nome em falta) não é necessariamente o mesmo que uma lacuna cronológica. Enquanto o texto diz, por exemplo, que Adão tinha 130 anos quando Seth (o descendente nomeado) nasceu, depois 130 anos se passaram na linha do tempo. Não importa se Seth era o filho imediato de Adam ou um descendente posterior numa lista telescópica que ainda era considerado «gerado» nessa altura da vida de Adam para efeitos do registo.55 A inclusão consistente da idade do pai no nascimento do filho sucessor nomeado É o que torna estas genealogias de Génesis únicas e argumenta para o seu propósito em contar o tempo.25 Deus é tão preciso!

O significado de «Begat» e «Filho de» – Compreender a linguagem da fé!

Compreender os termos hebraicos originais também é tão importante, amigos:

  • “Begat” (em hebraico: yalad): Nas genealogias de Génesis 5 e 11, este verbo é tipicamente numa forma (chamada haste Hiphil) que quase sempre se refere a uma relação direta, biológica pai-filho. Das muitas, muitas vezes utilizadas no Antigo Testamento, apenas algumas raras exceções podem implicar um antepassado mais distante, e estas são geralmente muito claras do contexto.25 Os termos «begat» ou «fathered» são geralmente entendidos como parentesco direto.61
  • "Filho de" (em hebraico: ben): Este termo pode ser um pouco mais flexível. Embora na maioria das vezes signifique um filho direto, também pode ser usado para se referir a um neto, um descendente mais distante, ou mesmo um sucessor ou alguém que compartilhe uma característica com um antepassado (como "filhos dos profetas" pode significar discípulos).

Mas essa frase específica em Génesis 5 e 11 («X viveu Y anos e gerou Z») liga diretamente a ação geradora à idade do pai. Tal torna a interpretação de «descendentes distantes» um pouco problemática se o seu objetivo for construir um calendário preciso a partir destes textos.

Utilização simbólica de números – Deus fala de muitas formas!

Também é verdade que os números na Bíblia podem ter um peso simbólico. Por exemplo, o número 7 significa frequentemente completude ou perfeição, 10 pode representar plenitude ou ordem divina e 40 é frequentemente associado a períodos de teste ou preparação.21 A genealogia de Mateus, com os seus três conjuntos de 14 gerações, utiliza claramente números de forma simbólica.21 Mas só porque um número pode ter um significado simbólico não anula automaticamente o seu valor literal ou histórico. Um número pode ser factualmente preciso e teologicamente maior.21 Os dados numéricos detalhados em Gênesis 5 e 11 podem servir tanto para fornecer uma linha do tempo histórica quanto para transmitir verdades teológicas mais profundas. Deus é multifacetado!

O debate sobre as lacunas em Génesis 5 e 11 é fundamental, amigos. Se grandes lacunas cronológicas estiverem presentes, a linha do tempo de Adão a Cristo pode ser muito mais longa do que uma simples soma dos anos declarados sugeriria. Mas a formulação única e precisa destes capítulos, especialmente a ligação consistente da idade do pai ao nascimento do filho nomeado, fornece um forte argumento textual para a sua utilização como um registro cronológico contínuo, pelo menos como Deus pretendia através do autor bíblico. Para nós, cristãos, navegar nesta discussão implica prestar uma atenção cuidadosa ao próprio texto bíblico e estar conscientes de como diferentes formas de interpretação podem levar a conclusões diferentes sobre a história primitiva da Terra. Mas, através de tudo isso, confiamos na Palavra de Deus!

Por que diferentes cronogramas (como o de Ussher, o calendário judaico e o calendário bizantino) dão datas de criação diferentes se todos se baseiam na Bíblia?

Pode parecer um pouco intrigante quando vemos diferentes «datas de criação» ou diferentes cronogramas de Adão a Jesus, especialmente quando todos afirmam basear-se na nossa preciosa Bíblia. Mas estas variações não são apenas aleatórias; provêm de escolhas textuais e interpretativas específicas feitas por cronólogos dedicados, pessoas de fé, ao longo da história. Deus dá sabedoria a todas as gerações!

A razão primária: Diferentes Tradições Textuais do Antigo Testamento – Diferentes Caminhos para a Compreensão!

A razão mais importante, o maior fator que leva a diferentes linhas de tempo gerais, é a dependência de diferentes versões antigas do Antigo Testamento para as eras patriarcais em Génesis 5 e 11.4

Cronologias baseadas no texto massorético (MT) – Uma rota comum:

  • Cronologia do Arcebispo Ussher (Criação 4004 a.C.): Como aprendemos, o Arcebispo Ussher utilizou principalmente as figuras do Texto Massorético Hebraico para as genealogias de Génesis 5 e 11. Este texto geralmente dá idades mais curtas para os patriarcas quando seus filhos nasceram em comparação com a Septuaginta.
  • Calendário Judaico Tradicional (Criação 3761 aC): Os nossos judeus, no seu calendário tradicional, também baseiam a sua cronologia inicial no Texto Massorético, tal como interpretado através de obras importantes como a Seder Olam Rabbah.37 Isto resulta numa data de criação aproximadamente no mesmo estádio que a de Ussher, embora difira por alguns séculos.

Cronologias baseadas na Septuaginta (LXX) – Uma perspetiva mais alargada:

  • Calendário Bizantino (Criação 5509 a.C.): Os ortodoxos orientais, através de seu calendário bizantino, tradicionalmente usavam os dados cronológicos da Septuaginta grega. A LXX, como vimos, proporciona períodos significativamente mais longos entre os nascimentos patriarcais, o que leva a uma data muito anterior para a criação.43

Essa diferença de cerca de 1300-1600 anos no período Adão-a-Abraão entre a MT e a LXX é o que explica a maior parte da variação nessas linhas do tempo final da criação-a-Cristo. É uma grande peça do puzzle!

Razões secundárias para pequenas variações – Os pormenores são importantes para Deus!

Mesmo entre os prazos baseados no mesmo texto primário (quer se trate da MT ou da LXX), podem surgir pequenas diferenças devido a vários fatores interpretativos:

  • Interpretação da idade de Terah no nascimento de Abraão – Um ponto-chave: Esta é uma variável chave, amigos. Gênesis 11:26 afirma: "Terá viveu setenta anos e gerou Abrão, Naor e Harã." Isto pode fazer pensar que Abrão nasceu quando Terá tinha 70 anos. Mas Gênesis 11:32 diz que Tera morreu em Harã aos 205 anos. Atos 7:4 diz-nos que Abrão deixou Harã. depois Morreu seu pai Terah. Gênesis 12:4 diz que Abrão tinha 75 anos quando partiu de Harã. Assim, se Abrão (que tinha 75 anos) partiu depois que Terá morreu (em 205), Terá deve ter sido 130 (205−75=130) quando Abraão nasceu. Esta diferença de 60 anos (130-70=60) no cálculo do ano de nascimento de Abraão em relação a Terah afeta diretamente a linha do tempo global.1 Ussher, por exemplo, adotou a opinião de que Terah era 130 no nascimento de Abraão, Embora o calendário judaico tradicional implique frequentemente o número de 70 anos.4
  • Inclusão ou exclusão de Cainan – um nome adicional: A versão Septuaginta de Génesis 11 (e a genealogia de Lucas em Lucas 3, lembras-te?) inclui um patriarca adicional chamado Cainan entre Arfaxade e Selá. Não é encontrado no Texto Massorético de Génesis 11.4 A LXX dá a Cainan uma idade geradora de 130 anos, o que acrescenta este montante aos prazos baseados na LXX quando é incluído.
  • Cálculo de Reinos e Períodos Intermédios - Complexidades na História: Para os períodos depois de Abraão, como o tempo dos juízes ou os reinados dos reis israelitas, os dados bíblicos podem ser complexos. Por vezes, reina sobreposto (co-regiões), ou houve períodos em que as durações exatas não são explicitamente indicadas. Diferentes cronólogos podem resolver estas complexidades de maneiras ligeiramente diferentes, e isso pode levar a pequenas variações no número total de anos para estas eras.32
  • Anno Mundi Starting Point – How We Count the “Year of the World” (Ponto de partida de Anno Mundi – Como contamos o «ano do mundo»): Alguns calendários antigos começam a contar o «Ano do Mundo» (Anno Mundi ou AM) com a semana da criação propriamente dita. Outros, como o calendário judaico, efetivamente começam a sua AM 1 cerca de um ano antes criação, chamando-lhe «Ano do Vazio» ou preparação39, o que pode causar ligeiras alterações na forma como as datas da cadeia de blocos são alinhadas.
  • Arredondamento e Ajustes de Calendário – Sentido dos Sistemas Antigos: Converter datas de antigos sistemas de calendário (que podem ter sido lunares, solares ou uma mistura, com diferentes pontos de partida de Ano Novo) em nosso sistema de calendário Juliano ou Gregoriano (BC/AD) pode envolver pequenos ajustes e arredondamentos.

Por conseguinte, estas «datas de criação diferentes» não são apenas retiradas do ar. São os resultados lógicos de cálculos sistemáticos feitos por estudiosos dedicados e tradições religiosas, com base em fontes textuais específicas e decisões interpretativas fundamentadas. Do mesmo modo, o cálculo bizantino de 5509 a.C. foi um cálculo padronizado enraizado na tradição da LXX 43, e o calendário judaico de 3761 a.C. provém da interpretação rabínica da MT.40 O facto de estes sistemas cronológicos distintos terem persistido dentro das principais tradições religiosas (o judaísmo e muitas denominações protestantes frequentemente se alinham com figuras baseadas na MT, enquanto a ortodoxia oriental seguiu historicamente a LXX) mostra quão profundamente estas histórias textuais e interpretativas estão incorporadas. É mais do que apenas uma curiosidade académica, amigos; reflete um forte desejo humano e espiritual de compreender o nosso lugar na narrativa grandiosa e reveladora de Deus. E isso é uma coisa linda!

Conclusão: O momento perfeito de Deus, o plano perfeito de Deus!

A questão de quantos anos realmente passaram de Adão a Jesus é uma questão que cativou e inspirou os leitores bíblicos durante milénios. A própria Bíblia, através daquelas genealogias detalhadas em Génesis e os elos de ligação em livros históricos posteriores e no glorioso Novo Testamento, fornece um quadro, um roteiro divino, para explorar esta vasta extensão do tempo. As antigas tradições textuais primárias - o Texto Massorético Hebraico e a Septuaginta Grega - oferecem diferentes dados cronológicos para as primeiras eras patriarcais. Isto conduz a dois fluxos principais de cálculo: um resultando em aproximadamente 4000 anos de Adão a Cristo (em grande parte baseado em MT, célebremente calculado pelo dedicado estudioso Arcebispo Ussher), e outro produzindo cerca de 5200-5500 anos (baseado em LXX, refletido no calendário bizantino).

Para nós, cristãos de hoje, a viagem de Adão a Jesus é muito mais do que um enigma histórico. é um testemunho de tirar o fôlego do plano de salvação meticuloso e paciente de Deus. Incentiva-nos a confiar plenamente na história global das Escrituras, que aponta clara e consistentemente para Jesus como o culminar, o grande cumprimento da obra redentora de Deus na história humana. A própria existência e preservação destes registos antigos, apesar das suas complexidades, pode ser vista como uma marca do incrível cuidado de Deus em proporcionar uma âncora histórica para a nossa fé. Encoraje-se, amigo! O plano de Deus é perfeito, o seu tempo é perfeito e o seu amor por ti é eterno!

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