Estudo Bíblico: Qual é o significado de Elohim na Bíblia?




  • Elohim é uma palavra hebraica que é usada na Bíblia para se referir a Deus. É um substantivo plural que significa a majestade e o poder de Deus.
  • No contexto da Bíblia, Elohim está associado à criação do mundo e de todos os seres vivos. Ele destaca Deus como o criador supremo e governante do universo.
  • O termo Elohim também aparece em referências a juízes divinos ou seres celestiais no Antigo Testamento. Enfatiza a sua autoridade e o seu estatuto divino.
  • Enquanto Elohim é frequentemente usado como uma referência a Deus, também pode ser usado para se referir a deuses pagãos em certos casos. No entanto, é importante compreender o contexto específico em que a palavra é usada para determinar o seu significado.

Já alguma vez se perguntou sobre os nomes de Deus na Bíblia e o que revelam sobre o seu caráter? Um dos nomes mais intrigantes é «Elohim», utilizado mais de 2500 vezes na Bíblia hebraica. Apesar de sua forma plural, refere-se ao único Deus verdadeiro, provocando discussões fascinantes entre estudiosos e crentes. «Elohim» é mais do que apenas um nome — é uma janela para o poder, a majestade e a natureza relacional de Deus. Enquanto exploramos o Significado de Elohim, descobriremos camadas da identidade de Deus que possam aprofundar a nossa fé e compreensão. Quer seja um estudante da Bíblia experiente ou apenas curioso sobre O que Elohim quer dizer Na teologia cristã, este caminho promete ser esclarecedor. Vamos mergulhar no O significado de Elohim na Bíblia, a sua importância em hebraico, e o que nos ensina acerca de Deus.

O que significa a palavra "Elohim" na Bíblia?

Na Bíblia hebraica, «Elohim» é um dos nomes primários utilizados para Deus, aparecendo mais de 2500 vezes, começando logo em Génesis 1:1, onde declara: «No princípio, Elohim criou os céus e a terra.» A raiz de «Elohim» está frequentemente ligada ao termo semítico «El», que significa «deus» ou «poder», sugerindo força e autoridade. Para nós, cristãos, este nome revela Deus como o Criador supremo, Aquele cujo poder e majestade estão além da compreensão. É um lembrete de que o nosso Deus não é apenas uma força distante, mas o Senhor soberano que criou o universo com um poder inigualável (Burnett, 2001; McDade & Yahweh, 2020).

Historicamente, o termo «Elohim» foi utilizado em antigos contextos do Oriente Próximo para designar divindades ou seres sobrenaturais nas Escrituras Hebraicas, apontando unicamente para o único Deus verdadeiro de Israel, distinguindo-o dos ídolos pagãos. Este uso ressalta uma fé monoteísta, afirmando que todo o poder e divindade residem apenas nEle. Vejo isto como uma verdade reconfortante — o nosso Deus, Elohim, é a fonte última de força, uma rocha em que podemos apoiar-nos quando a vida se sente esmagadora.

Para vós, compreender «Elohim» significa abraçar um Deus que é ao mesmo tempo transcendente e pessoal. Este nome destaca a autoridade e o poder criativo de Deus, embora o seu significado exato possa suscitar debate devido à sua forma plural. Ele é o Criador que formou as estrelas, mas conhece todos os pormenores da tua vida.

Por que razão «Elohim» é uma palavra plural e o que isso significa para os cristãos?

Em hebraico, «Elohim» é gramaticalmente plural, terminando frequentemente em «-im», o que normalmente indica pluralidade. No entanto, ao se referir ao Deus de Israel, é consistentemente emparelhado com verbos e adjetivos singulares, sinalizando que denota um Deus, não muitos. Os estudiosos sugerem que esta forma plural pode refletir um «plural de majestade» ou um «plural abstrato concretizado», enfatizando a autoridade suprema de Deus e a plenitude de poder, tal como um rei pode usar «nós» para significar a dignidade real. Historicamente, em textos antigos do Oriente Próximo, formas plurais semelhantes foram usadas para divindades singulares, mostrando que esta era uma maneira cultural de expressar grandeza (Burnett, 2001; McDade & Yahweh, 2020).

Para os cristãos, esta forma plural suscitou uma rica reflexão teológica. Alguns vêem em «Elohim» um indício da Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo — três pessoas numa só essência divina. Embora o Antigo Testamento não ensine explicitamente a Trindade, passagens como Génesis 1:26, em que Elohim diz: «Façamos o homem à nossa imagem», ressoam com a revelação do Novo Testamento da natureza trinitária de Deus. Acho que esta pluralidade fala ao coração relacional de Deus — Ele é comunidade dentro de Si mesmo, convidando-nos a relacionarmo-nos com Ele e uns com os outros.

O que é que isto significa para ti, querido amigo? Significa que o Deus que adorais, Elohim, encarna uma plenitude de amor e poder que transcende a compreensão humana. A forma plural lembra-nos que Deus não é limitado; A sua natureza abrange todos os aspectos da divindade - Criador, Redentor, Sustentador. É um convite a confiar num Deus grande o suficiente para todas as necessidades, mas pessoal o suficiente para conhecer o seu coração. Quer esteja numa cidade movimentada ou numa aldeia tranquila, deixe que o nome Elohim o inspire a ver a vastidão e a intimidade de Deus. Não é apenas uma força singular, mas uma comunidade divina que o chama a viver em unidade e a amar os outros, refletindo a sua própria natureza.

Em que é que o «Elohim» é diferente do «Yahweh»?

«Elohim», como discutimos, é um nome para Deus que enfatiza o seu poder e autoridade enquanto Criador. Aparece em Génesis 1:1 e em todo o Antigo Testamento, destacando frequentemente a soberania universal de Deus sobre toda a criação.

Em contrapartida, «Yahweh» (muitas vezes traduzido como YHWH ou Tetragrammaton) é o nome pessoal e pactual de Deus revelado a Moisés em Êxodo 3:14 como «EU SOU O QUE SOU». Este nome significa a existência eterna de Deus e a sua relação íntima com o seu povo, Israel. Historicamente, «Yahweh» está ligado à história redentora específica dos israelitas, distinguindo-o como seu libertador do Egito, enquanto «Elohim» aparece frequentemente em contextos cósmicos mais amplos ou quando aborda a interação de Deus com toda a humanidade (Anderson, 2017, pp. 261-267; McDade & Yahweh, 2020).

Linguisticamente e teologicamente, «Elohim» é um termo geral para divindade, por vezes utilizado para outros deuses em textos antigos da Bíblia, que aponta para o único Deus verdadeiro. "Yahweh", mas é singularmente pessoal, um nome tão sagrado que os antigos judeus evitavam pronunciá-lo, muitas vezes substituindo-o por “Adonai” (Senhor). Vejo o «Yahweh» como revelador do desejo de proximidade de Deus — Ele não é apenas um poder distante, mas um Deus que entra num pacto, prometendo estar connosco. Para os cristãos, esta distinção enriquece nossa compreensão: «Elohim» mostra-nos o poder de Deus, enquanto «Yahweh» revela o seu coração.

O que é que isto significa para ti? Quando invocas «Elohim», estás a reconhecer o Criador que tem o universo nas suas mãos, uma fonte de força em qualquer tempestade. Quando sussurras «Yahweh», estás a ligar-te ao Deus que conhece o teu nome, que caminhou com Israel e que, através de Jesus, se tornou o teu Salvador pessoal. Estes nomes juntos pintam um quadro de um Deus que é ao mesmo tempo majestoso e próximo.

Quadro: Aspectos-chave de "Elohim" na Teologia Cristã

AspectoDescriçãoExemplo Bíblico
SignificadoSupremo ou poderoso, realçando o poder e a autoridade de DeusGénesis 1:1
Forma PluralGramaticalmente plural, muitas vezes visto como um plural de majestade ou sugestão da Trindade.Génesis 1:26
Comparação com IahwehDestaque poder vs. relação pactuadaÊxodo 3:14
Uso não-divinoPode referir-se a governantes, juízes ou anjosSalmo 82:6
Implicação trinitáriaPode sugerir Pai, Filho, Espírito SantoMateus 3:16-17
Ligação de JesusJesus partilha a natureza divina, possivelmente implícita em alguns usos do Antigo Testamento.Marcos 15:34

Será que "Elohim" significa sempre o único Deus verdadeiro?

«Elohim» é, na verdade, uma forma plural, não deixe que isso o confunda! Em muitos casos, é utilizado como plural gramatical, referindo-se ao singular Deus Supremo (Burnett, 2001). Pensem nisso como um «nós» real — fala da majestade, do poder e da plenitude de Deus. É uma forma de realçar a sua grandeza, a sua natureza abrangente (McDade & Yahweh, 2020). Vemos isto especialmente em Génesis 1:1, «No princípio, Elohim criou os céus e a terra» (Harefa, 2019, pp. 107-117). Aqui, é claro que «Elohim» é o Criador, o único Deus.

Mas e é aqui que se torna interessante, "Elohim" também pode referir-se a outros deuses, mesmo falsos (Burnett, 2001). O contexto é fundamental! Quando os israelitas foram advertidos contra adorar outros elohim, era uma clara proibição contra a idolatria. Estas eram divindades de outras nações, não o único Deus verdadeiro. Mesmo anjos e governantes humanos têm sido referidos como "elohim" em certos contextos, refletindo o seu poder ou autoridade (Burnett, 2001).

Por conseguinte, «Elohim» não sempre significa o único Deus verdadeiro que primariamente refere-se a Ele, especialmente quando o contexto envolve a criação, a aliança ou a relação única entre Deus e Israel (Burnett, 2001). É um lembrete de que as palavras podem ter diferentes matizes de significado, e compreender o contexto ajuda-nos a compreender a verdadeira intenção. Deus é tão em camadas, tão além da nossa plena compreensão, que às vezes a linguagem se estende para captar a sua essência. Mantenha seu coração aberto, estude a Palavra e deixe o Espírito Santo guiá-lo a uma compreensão mais profunda de nosso incrível Elohim!

Será que "Elohim" apoia a ideia da Trindade?

Alguns teólogos sugerem que a forma plural de «Elohim» fornece uma indicação subtil da Trindade (Pasuhuk, 2018, pp. 174-174). Eles argumentam que reflete a pluralidade dentro da Divindade, o conceito de um Deus existente em três pessoas distintas. É como uma família divina, que trabalha em conjunto em perfeita unidade e amor. Esta perspetiva não vê a Trindade como uma invenção posterior como algo presente desde o início da criação (Pasuhuk, 2018, pp. 174-174).

Mas outros estudiosos advertem contra a leitura excessiva na forma plural. Eles enfatizam que o hebraico muitas vezes usa formas plurais para denotar majestade ou intensidade, como falamos anteriormente (Burnett, 2001). Não implica necessariamente várias pessoas na Divindade. Eles diriam que a doutrina explícita da Trindade desenvolveu-se ao longo do tempo através de mais revelação e reflexão teológica, particularmente no Novo Testamento.

O Novo Testamento dá-nos uma imagem mais clara da Trindade, com Jesus Cristo como o Filho de Deus e o Espírito Santo como a presença divina ativa no mundo (McDade & Yahweh, 2020). Estas verdades não foram plenamente reveladas no Antigo Testamento e são coerentes com o caráter e a natureza de Deus enquanto Elohim.

A questão de saber se «Elohim» apoia diretamente a Trindade é uma questão de interpretação e de perspetiva teológica. Mas o que é inegável é que o conceito de «Elohim» revela um Deus complexo, estratificado e que ultrapassa a simples definição humana. Convida-nos a aprofundar o mistério de Deus, a buscar uma compreensão mais completa de Sua natureza revelada tanto no Antigo como no Novo Testamento. Continuai a procurar, a pedir e a confiar que Deus Se revelará a vós em medida cada vez maior!

O que é que os Padres da Igreja ensinaram sobre «Elohim»?

Muitos Padres da Igreja reconheceram «Elohim» como um nome que significa o único Deus verdadeiro, o Criador de todas as coisas (Chistyakova & Chistyakov, 2023). Viram-na como uma continuação da auto-revelação de Deus do Antigo Testamento para o Novo. Salientaram o poder, a majestade e a soberania de Deus, tal como refletidos no termo «Elohim».

O Categoria: Enciclopédia Católica observa que os primeiros escritores eclesiásticos concordaram com os estudiosos em Elohim de El (que significa "o forte" ou "poderoso"), rejeitando interpretações politeístas da sua forma plural (NewAdvent.org). Figuras como Agostinho se concentraram mais nas revelações do Novo Testamento e na doutrina trinitária, mas seus escritos se alinham com a visão. Elohim para realçar a grandeza de Deus. Citações específicas sobre Elohim são escassos, sugerindo que era menos central para as suas discussões do que os termos gregos ou latinos para Deus.

Alguns Padres exploraram a ligação entre «Elohim» e a Trindade. Embora não tenham desenvolvido a doutrina completa da Trindade diretamente a partir da palavra «Elohim», viram nela indícios da pluralidade divina (Katharine Dell, Who Needs the Old Testament? O seu apelo duradouro e a razão pela qual os novos ateus não o obtêm (Eugene, OR: Cascade, 2017), Pp. X + 257, $34.00, n.d.). Eles observaram que Deus falava no plural ("Deixemo-nos nós fazer a humanidade em nossa imagem» – Génesis 1:26), sugerindo um conselho divino ou uma comunicação interna dentro da Divindade. Utilizaram instrumentos filosóficos para explicar os mistérios da Trindade e da Encarnação (Reumann & Wolfson, 1957, p. 193; Wolfson, 1934).

Mas os Padres da Igreja também tiveram o cuidado de distinguir a compreensão cristã de Deus do politeísmo pagão. Afirmaram que, embora "Elohim" possa ser plural na forma, referia-se ao singular Deus, não um panteão de divindades (Chistyakova & Chistyakov, 2023). Enfatizaram a unidade de Deus, mesmo reconhecendo as distintas pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Jesus é chamado de "Elohim" na Bíblia?

Recordemos que «Elohim» é um termo hebraico utilizado no Antigo Testamento, muitas vezes traduzido como «Deus». É uma forma plural, mas refere-se predominantemente ao único Deus verdadeiro num sentido singular, refletindo a sua majestade e poder. No Antigo Testamento, «Elohim» é utilizado mais de 2500 vezes, principalmente para designar o Criador, o Todo-Poderoso, como se vê em Génesis 1:1, «No princípio, Elohim criou os céus e a terra.» Mas este termo aplica-se diretamente a Jesus nas Escrituras?

No Antigo Testamento, «Elohim» não é explicitamente utilizado para nomear Jesus, uma vez que geralmente se refere a Deus, o Pai, ou à essência divina. Mas no Novo Testamento, escrito em grego, o conceito de divindade é aplicado a Jesus através de termos como «Theos», o equivalente grego de «Elohim», que significa «Deus». Por exemplo, em João 1:1, lemos: «No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (Theos).» Isto identifica claramente Jesus, o Verbo, como divino, partilhando a essência de Deus. Em Hebreus 1:8, Deus Pai dirige-se ao Filho, dizendo: «O teu trono, ó Deus (Theos), durará para todo o sempre», afirmando a natureza divina de Jesus.

Em Marcos 15:34, Jesus grita: «Eloi, Eloi, lema sabachthani?» que significa «Meu Deus, meu Deus», utilizando uma forma de Elohim Dirigir-se ao Pai (GotQuestions.org). Alguns cristãos especulam que as aparições do Antigo Testamento de Elohim, como o «Anjo do Senhor», pode ser Cristo pré-encarnado, mas não é definitivo. Esta pergunta convida à exploração da divindade de Jesus na teologia cristã.

Embora o próprio «Elohim» não seja diretamente atribuído a Jesus no texto, a ligação teológica é inegável. Como cristãos, acreditamos na Trindade - Pai, Filho e Espírito Santo - um Deus em três pessoas. Jesus, como segunda pessoa da Trindade, encarna a plenitude de «Elohim», o poder e a autoridade divinas. Os primeiros pais e estudiosos da Igreja, como J. S. Burnett, afirmam que «Elohim» encapsula uma identidade divina mais ampla, que inclui o Filho na revelação do Novo Testamento (Burnett, 2001).

Porque é que Deus se chama «Elohim»?

«Elohim» fala do poder e autoridade supremos de Deus. Nas antigas culturas do Oriente Próximo, o termo "el" significava "deus" ou "divindade", muitas vezes ligado à força. Ao utilizar «Elohim», Deus declara-se como o poder supremo acima de todos os outros deuses, o Criador que ordena o caos, como se vê nos Salmos (Wardlaw, 2015). Ao escolher Elohim, Deus distingue-se dos deuses politeístas das culturas circundantes, afirmando a sua soberania única. Por exemplo, Jeremias 32:17 louva Elohimpotência inigualável: «Nada é demasiado difícil para si.» Para os cristãos, este nome convida ao temor e à confiança na capacidade de Deus para cumprir as suas promessas, salientando a razão pela qual é utilizado em passagens fundamentais. Psicologicamente, este nome conforta-nos, lembrando-nos que o nosso Deus não é limitado — Ele é poderoso para salvar, capaz de lidar com todas as tempestades em nossas vidas.

A forma plural de «Elohim» sugere o mistério da Trindade. Embora não totalmente revelada no Antigo Testamento, prenuncia a verdade do Novo Testamento do Pai, Filho e Espírito Santo - um Deus em três pessoas. Génesis 1:26, onde Deus diz: «Façamos a humanidade à nossa imagem», reflete este aspeto comunitário, uma conversa divina dentro da Divindade, como sugerem teólogos como Juliman Harefa (Harefa, 2019, pp. 107-117). Para nós, isso significa que Deus é relacional, convidando-nos à comunhão com Ele.

Por último, «Elohim» salienta a relação pactual de Deus com o seu povo. Como observa J.S. Burnett, está frequentemente ligada a títulos como «Deus de Israel», demonstrando o seu compromisso pessoal connosco (Burnett, 2001). Deus chama-se «Elohim» para revelar a sua força ilimitada, a sua natureza relacional e a sua promessa de ser o nosso Deus. Que este nome vos inspire a confiar plenamente n'Ele — Ele é o Criador que conhece o vosso nome, o Poderoso que luta por vós e o Deus amoroso que vos chama Seu. Descansem em seu poder hoje!

Quais são alguns mal-entendidos comuns sobre «Elohim»?

Um mal-entendido prevalecente é que "Elohim", sendo uma forma plural em hebraico, implica sempre múltiplos deuses ou politeísmo. Alguns podem pensar que isso contradiz a nossa fé monoteísta. Mas nas Escrituras, quando «Elohim» se refere ao único Deus verdadeiro, está associado a verbos singulares, como em Génesis 1:1, enfatizando a unidade. Historicamente, como explica J.S. Burnett, este uso plural provavelmente originou-se de padrões linguísticos cananeus, usados como um "plural abstrato concretizado" para denotar majestade, não multiplicidade (Burnett, 2001). Para nós, isto afirma a natureza singular e suprema de Deus — Ele é um só, mas a sua grandeza está além da compreensão.

Outro equívoco é que "Elohim" é apenas um termo genérico para qualquer divindade, diminuindo a sua importância. Embora possa referir-se a falsos deuses ou mesmo a juízes humanos em certos contextos (como o Salmo 82), quando aplicado ao Criador, carrega um peso único de autoridade divina e relação de aliança, muitas vezes ligada a frases como "Deus de Israel" (Burnett, 2001). Psicologicamente, compreender isto ajuda-nos a ancorar a nossa identidade no Deus específico e pessoal que nos escolheu, não numa vaga força espiritual.

Um terceiro mal-entendido é que "Elohim" não tem ligação com a Trindade, perdendo a sua profundidade teológica. Embora o Antigo Testamento não ensine explicitamente a Trindade, a forma plural em versículos como Génesis 1:26 («Façamos a humanidade à nossa imagem») sugere uma pluralidade divina dentro da unidade, como observam estudiosos como Juliman Harefa (Harefa, 2019, pp. 107-117). Para os cristãos, isto aponta para o Pai, Filho e Espírito, enriquecendo a nossa adoração a um Deus relacional.

Por último, alguns acreditam que «Elohim» está desatualizado, irrelevante para a fé do Novo Testamento. No entanto, a sua essência transporta para o grego «Theos», aplicado a Jesus, mostrando a continuidade da natureza de Deus (João 1:1). Vamos dissipar estes mal-entendidos e abraçar «Elohim» como o nome do nosso Deus poderoso, pessoal e trino. Que esta verdade renove a vossa confiança no Seu poder e amor - Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre, chamando-vos a caminhar com confiança na Sua presença.

Mais informações sobre Christian Pure

Inscreva-se agora para continuar a ler e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar a ler

Partilhar com...