O que a Bíblia diz sobre sexo dentro do casamento?
As Sagradas Escrituras apresentam uma visão bela e poderosa da sexualidade no casamento. Desde o início, no livro do Génesis, vemos que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, abençoando a sua união e chamando-os a «ser fecundos e a multiplicar-se» (Génesis 1:28). Esta bênção divina sobre a sexualidade conjugal é afirmada em toda a Bíblia.
O Cântico dos Cânticos celebra a alegria e a beleza do amor físico entre marido e mulher numa linguagem poética. Fala do prazer que os cônjuges sentem nos corpos uns dos outros e do desejo apaixonado que partilham. Como lemos em Cântico dos Cânticos 7:6-7: «Como és belo e agradável, meu amor, com as tuas delícias! A tua estatura é como a da palma da mão, e os teus seios como cachos de fruta.» Este texto sagrado recorda-nos que o amor sexual no casamento não só é permitido, como também é celebrado como um presente de Deus.(Keller & Keller, 2011)
No Novo Testamento, São Paulo ensina que a intimidade sexual é uma parte importante do casamento. Escreve aos coríntios: «O marido deve cumprir o seu dever conjugal para com a mulher e, do mesmo modo, a mulher para com o marido» (1 Coríntios 7:3). Paulo reconhece que a intimidade sexual fortalece o vínculo conjugal e ajuda os cônjuges a evitarem a tentação. (Inverno, 2016)
A Bíblia apresenta consistentemente o sexo no casamento como um ato unificador que une marido e mulher como «uma só carne» (Génesis 2:24). Esta união física destina-se a refletir a unidade espiritual e emocional do casal. É um dom sagrado, projetado por Deus para a procriação, a ligação íntima e o prazer mútuo dentro do pacto do casamento.
Ao mesmo tempo, as Escrituras chamam os casais a abordar a sexualidade com reverência, altruísmo e respeito mútuo. São Paulo exorta os maridos e as esposas a "se submeterem uns aos outros por reverência a Cristo" (Efésios 5:21). Este princípio de submissão mútua deve orientar a relação sexual, com cada cônjuge procurando agradar e honrar o outro. (Keller & Keller, 2011)
Embora a Bíblia afirme a bondade da sexualidade conjugal, também ensina que o sexo não é o propósito final do casamento. Pelo contrário, é uma expressão da união espiritual mais profunda entre marido e mulher, que, por sua vez, reflete o amor de Cristo pela Igreja.
Que atos sexuais são proibidos na Bíblia?
Ao abordar a questão dos atos sexuais proibidos na Bíblia, devemos abordar este assunto sensível com clareza e compaixão. As Escrituras fornecem orientação para nos ajudar a viver de uma forma que honra a Deus e respeita a dignidade da sexualidade humana. É importante reconhecer que as perspectivas bíblicas sobre atos sexuais e questões de intimidade destinam-se a proteger os indivíduos de danos e promover relações saudáveis e amorosas. Da mesma forma, também podemos procurar orientação da Bíblia sobre outras questões éticas, tais como: Perspetivas bíblicas sobre o jogo, assegurar que as nossas ações se alinham com a vontade de Deus e contribuem para o bem-estar de nós mesmos e dos outros. Em última análise, ao abordar estes tópicos com oração e humildade, podemos procurar compreender e aplicar a sabedoria intemporal encontrada nas Escrituras à nossa vida moderna. Do mesmo modo, compreender a cultura da pureza Os princípios bíblicos que orientam nossas relações e ética sexual podem nos ajudar a navegar pelas complexidades da sociedade moderna. Ao estudar e refletir sobre as Escrituras, podemos obter informações sobre como honrar a Deus com nossos corpos e cultivar relações saudáveis e que honram a Deus. Isto requer um profundo respeito pela sabedoria da Bíblia e uma compreensão compassiva dos desafios únicos que os indivíduos podem enfrentar na aplicação destes ensinamentos às suas vidas.
A Bíblia proíbe claramente a atividade sexual fora do pacto de casamento entre um homem e uma mulher. Tal inclui a fornicação (relações sexuais entre pessoas solteiras) e o adultério (relações sexuais com outra pessoa que não o cônjuge). O próprio Jesus reforça este ensinamento quando diz: «Mas digo-vos que todo aquele que olhar para uma mulher com luxúria já cometeu adultério com ela no seu coração» (Mateus 5:28).(Morrow, 2016)
O Antigo Testamento contém proibições específicas contra várias práticas sexuais, incluindo o incesto (Levítico 18:6-18), bestialidade (Levítico 18:23) e atos homossexuais (Levítico 18:22). Embora devamos interpretar estas passagens à luz do seu contexto histórico e cultural, a Igreja tem consistentemente defendido o entendimento de que a intimidade sexual é reservada para o pacto matrimonial entre um homem e uma mulher.
Os ensinamentos bíblicos sobre a sexualidade não são apenas uma lista de proibições, mas parte de uma visão mais ampla do florescimento humano e da santidade do casamento. As Escrituras chamam-nos a um padrão mais elevado de amor e respeito pelo nosso próprio corpo e pelos dos outros.
Dentro do casamento, a Bíblia não fornece uma lista exaustiva de actos permitidos ou proibidos. Mas podemos derivar alguns princípios para guiar os casais:
- O consentimento e o respeito mútuos são essenciais. Qualquer ato sexual que seja coagido ou cause danos ao cônjuge é contrário à visão bíblica do amor conjugal.
- A relação sexual deve ser exclusiva do casal. Práticas que envolvem terceiros, como a troca de parceiros ou o uso de pornografia, não estão de acordo com o ideal bíblico de fidelidade conjugal.
- Os atos sexuais devem respeitar o potencial vivificante da sexualidade. A Igreja ensina que a contraceção artificial e a esterilização deliberada não estão em harmonia com o desígnio de Deus para a sexualidade conjugal (Igreja, 2000).
- As práticas que degradam ou objetivam o cônjuge são incompatíveis com o apelo bíblico ao amor e ao respeito mútuos.
Embora a Bíblia não aborde explicitamente todos os atos sexuais possíveis, ela fornece uma estrutura para a compreensão da sexualidade como um dom a ser expresso dentro da relação amorosa e comprometida do casamento. Como escreve São Paulo: «O marido deve cumprir o seu dever conjugal para com a mulher, e também a mulher para com o marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas cede-o ao marido. Do mesmo modo, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas cede-o à sua mulher» (1 Coríntios 7:3-4). (Invernos, 2016)
Em todas as questões de intimidade sexual, os esposos são chamados ao discernimento orante, procurando honrar a Deus e uns aos outros nas suas relações físicas. Devem esforçar-se para que a sua expressão sexual aprofunde o seu vínculo de amor e reflicta o amor altruísta de Cristo pela sua Igreja.
Lembremo-nos de que os ensinamentos de Deus sobre a sexualidade não se destinam a restringir a nossa alegria, mas a proteger e reforçar o belo dom da intimidade conjugal. Seguindo estas orientações, os casais podem experimentar a plenitude do amor e da intimidade que Deus pretende para o casamento.
Como os cristãos devem ver a masturbação dentro de um casamento?
A questão da masturbação dentro do casamento é uma questão sensível e complexa que requer uma consideração cuidadosa. Embora a Bíblia não mencione explicitamente a masturbação, podemos extrair insights de seus ensinamentos sobre sexualidade e casamento para orientar nossa compreensão.
Em primeiro lugar, temos de reconhecer que o desígnio de Deus para a sexualidade é primariamente relacional. A íntima união física entre marido e mulher destina-se a promover uma ligação emocional e espiritual mais profunda. Como lemos no Génesis, «É por isso que um homem deixa o seu pai e a sua mãe e se une à sua mulher, e estes se tornam uma só carne» (Génesis 2:24). Esta união «uma só carne» fala da poderosa intimidade que Deus pretende para os casais. (Inverno, 2016)
À luz disso, a masturbação dentro do casamento deve ser abordada com cautela. Embora não seja explicitamente proibido nas Escrituras, há várias preocupações a serem consideradas:
- Isolamento: A masturbação é inerentemente um acto solitário. Quando praticada regularmente dentro do casamento, pode levar a uma distância emocional e física entre os cônjuges, potencialmente minando a intimidade que Deus pretende para a relação conjugal.
- Tentação: Para algumas pessoas, a masturbação pode estar estreitamente ligada ao uso de pornografia ou fantasias lascivas sobre outras pessoas que não o cônjuge. Jesus adverte-nos sobre os perigos da luxúria, dizendo: «Mas eu vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher com luxúria já cometeu adultério com ela no seu coração» (Mateus 5:28).(Morrow, 2016)
- Egoísmo: A relação sexual conjugal destina-se a ser caracterizada por dar e receber em comum. Como escreve São Paulo, «O marido deve cumprir o seu dever conjugal para com a mulher, e também a mulher para com o marido» (1 Coríntios 7:3). A masturbação pode promover uma abordagem egocêntrica do prazer sexual que negligencia as necessidades e os desejos do cônjuge (Invernos, 2016).
- Possível dependência: Para alguns indivíduos, a masturbação pode se tornar um comportamento compulsivo que interfere na vida diária e na relação conjugal. Tal pode conduzir a sentimentos de vergonha, culpa e distância emocional em relação ao cônjuge.
Mas também devemos abordar esta questão com compaixão e compreensão. Pode haver circunstâncias dentro de um casamento em que a masturbação é vista como uma solução temporária para desafios na relação sexual, como:
- Separação física devido ao trabalho ou outras obrigações
- Condições médicas que impedem temporariamente a relação sexual
- grandes diferenças no desejo sexual entre os cônjuges
Nesses casos, a comunicação aberta e honesta entre os cônjuges é crucial. Os casais devem discernir juntos, em espírito de oração, como enfrentar estes desafios, esforçando-se simultaneamente por honrar o desígnio de Deus para a intimidade conjugal (Jennifer Konzen, 2019).
Alguns autores e conselheiros cristãos sugerem que a masturbação mútua entre os cônjuges, como parte de sua relação sexual, pode ser aceitável se ambos os parceiros estiverem confortáveis com isso e aumentar a sua intimidade. Mas isto deve ser abordado com cautela e sempre no contexto do amor e do respeito mútuos. (Jennifer Konzen, 2019)
O objetivo dos casais cristãos deve ser o de promover uma relação sexual que se caracterize pelo amor mútuo, o respeito e a doação de si. Se a masturbação está a causar preocupação ou a criar distância no casamento, é importante abordar estas questões abertamente e procurar orientação de conselheiros pastorais de confiança ou terapeutas cristãos.
Lembremo-nos de que a graça de Deus é abundante e Ele deseja curar e restaurar todos os aspetos das nossas vidas, incluindo a nossa sexualidade. À medida que procuramos honrá-lo em nossos casamentos, que possamos sempre voltar-nos para Ele em busca de sabedoria, orientação e força para amar nossos cônjuges como Cristo ama a Igreja.
O sexo oral é permitido no casamento cristão?
A questão do sexo oral no casamento cristão exige reflexão e discernimento. Embora a Bíblia não aborde explicitamente este ato específico, podemos olhar para as Escrituras e o ensino da Igreja para orientação sobre como abordar este aspecto da intimidade conjugal.
Primeiro, devemos lembrar que Deus criou a sexualidade como um belo presente para ser desfrutado dentro do pacto do casamento. O Cântico dos Cânticos, um livro poético do Antigo Testamento, celebra a alegria da intimidade física entre marido e mulher, usando uma linguagem rica e por vezes metafórica para descrever o seu amor. Alguns estudiosos interpretam certas passagens deste livro como alusivas à atividade sexual oral, embora esta interpretação não seja universalmente aceita. (Jennifer Konzen, 2019)
Por exemplo, Cântico dos Cânticos 4:16 diz: «Desperta, vento norte, e vem, vento sul! Sopra no meu jardim, para que a sua fragrância se espalhe por toda a parte. Deixe a minha amada entrar no seu jardim e provar os seus frutos.» Embora esta linguagem seja poética e aberta à interpretação, sugere uma celebração de várias formas de intimidade sexual no casamento.
O Novo Testamento não fornece instruções específicas sobre o sexo oral, mas oferece princípios para a sexualidade conjugal. São Paulo escreve em 1 Coríntios 7:3-4: «O marido deve cumprir o seu dever conjugal para com a mulher, e também a mulher para com o marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas cede-o ao marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas cede-o à sua mulher.» (Winters, 2016) Esta passagem enfatiza o dom e o acolhimento mútuos na relação sexual, com cada cônjuge a procurar agradar e satisfazer o outro.
À luz destes princípios bíblicos, muitos teólogos e pastores cristãos consideram que o sexo oral dentro do casamento é permitido, desde que:
- Ambos os cônjuges consentem livremente e sentem-se confortáveis com o ato.
- É realizada como uma expressão de amor e prazer mútuo, não como um meio de degradação ou dominação.
- Não substitui nem diminui a importância da relação sexual, que continua a ser a expressão mais completa da união física no casamento.
- Não implica quaisquer riscos para a saúde nem causa danos físicos a nenhum dos cônjuges.
Mas há diversidade de opiniões dentro dos círculos cristãos sobre este assunto. Alguns líderes e denominações cristãs adotam uma posição mais conservadora, aconselhando contra o sexo oral com base em preocupações sobre o seu potencial para objetivar o cônjuge ou prejudicar o aspeto procriativo da sexualidade.
O Catecismo da Igreja Católica, embora não mencione especificamente o sexo oral, ensina que «os atos matrimoniais pelos quais se realiza a união íntima e casta dos cônjuges são nobres e honrados; a realização verdadeiramente humana destes atos favorece o dom de si que significam e enriquece os esposos na alegria e na gratidão» (CIC 2362). Isto sugere que os atos sexuais que promovem a intimidade e a doação mútua podem ser considerados aceitáveis dentro do casamento. (Igreja, 2000)
Os casais devem discernir juntos, em espírito de oração, quais as práticas sexuais que são adequadas para o seu relacionamento. Devem considerar:
- Será que este acto promove maior intimidade e amor entre nós?
- Estamos ambos confortáveis com esta prática?
- Respeita a dignidade de cada um dos cônjuges?
- Alinha-se com a nossa compreensão da conceção de Deus para a sexualidade?
É fundamental que os casais mantenham uma comunicação aberta e honesta sobre a sua relação sexual, esforçando-se sempre por honrar a Deus e uns aos outros na sua intimidade. Se houver preocupações ou desacordos, pode ser útil procurar orientação de um pastor de confiança ou conselheiro cristão.
Lembremo-nos de que a sexualidade é um dom de Deus, destinado a ser uma fonte de alegria, intimidade e vínculo dentro do casamento. À medida que navegamos nestas questões sensíveis, procuremos sempre amar e respeitar os nossos cônjuges, refletindo o amor altruísta de Cristo pela Igreja nas nossas relações matrimoniais.
O que a Bíblia ensina sobre a luxúria e os pensamentos sexuais em um casamento cristão?
A questão de luxúria e pensamentos sexuais dentro do casamento cristão É uma questão importante que toca a própria natureza da sexualidade humana e o nosso chamado à santidade. Abordemos este tema com sensibilidade e sabedoria, guiados pelos ensinamentos da Escritura e da Igreja.
Em primeiro lugar, temos de reconhecer que o desejo sexual pelo cônjuge não só é admissível como é um dom de Deus. O Cântico dos Cânticos celebra a beleza do amor conjugal e do desejo, usando imagens vívidas para expressar o anseio entre marido e mulher. Por exemplo, a noiva diz da sua amada: «A sua boca é doçura; É totalmente adorável. Esta é a minha amiga, filhas de Jerusalém» (Cântico dos Cânticos 5:16). (Keller & Keller, 2011)
No contexto do casamento, os pensamentos sexuais sobre o cônjuge podem ser uma parte natural e saudável da relação. São Paulo escreve em 1 Coríntios 7:2-3, "Mas uma vez que a imoralidade sexual está ocorrendo, cada homem deve ter relações sexuais com sua própria mulher, e cada mulher com seu próprio marido. O marido deve cumprir o seu dever conjugal para com a mulher, tal como a mulher para com o marido.» Isto sugere que o desejo sexual no casamento não só é aceitável, como também faz parte do dom mútuo de si entre os cônjuges. (Invernos, 2016)
Mas a Bíblia também nos ensina a estar atentos à maneira como pensamos e abordamos a sexualidade, mesmo dentro do casamento. As palavras de Jesus em Mateus 5:27-28 são particularmente relevantes: «Ouvistes que foi dito: «Não cometerás adultério.» Mas digo-vos que quem olha para uma mulher com luxúria já cometeu adultério com ela no coração.» Embora este ensinamento seja frequentemente aplicado a pensamentos sobre alguém que não seja o cônjuge, também nos recorda a importância de manter a pureza de coração em todos os nossos pensamentos e intenções. (Morrow, 2016)
Então, como conciliar a celebração da sexualidade conjugal com o chamado à pureza? Aqui estão alguns princípios-chave a serem considerados:
- Questões relacionadas com a intenção: Há uma diferença entre apreciar e desejar o cônjuge e objetificá-lo ou reduzi-lo a um mero objeto de satisfação sexual. O primeiro é um dom; este último não honra a plena dignidade da pessoa.
- Concentre-se em toda a pessoa: Embora seja natural sentir-se atraído pelos atributos físicos do seu cônjuge, procure apreciá-los e desejá-los como uma pessoa inteira – corpo, mente e espírito.
- Cultive um amor altruísta: Mesmo nos nossos pensamentos sexuais, devemos procurar encarnar o amor altruísta de Cristo. Pergunte a si mesmo: Os meus pensamentos estão focados no meu próprio prazer, ou incluem um desejo de amar e apreciar o meu cônjuge?
- Proteja-se contra a fantasia: Embora alguma imaginação possa melhorar a intimidade conjugal, tenha cuidado com fantasias sexuais elaboradas que podem distanciá-lo da realidade do seu cônjuge e do seu relacionamento real.
- Manter a intimidade emocional e espiritual: Lembre-se de que o desejo físico é apenas um aspeto do amor conjugal. Cultive a proximidade emocional e espiritual com o seu cônjuge, que pode aprofundar e enriquecer a sua intimidade física.
Muitos professores e conselheiros cristãos afirmam que não é apenas permissível, mas benéfico para os casais pensarem um no outro de forma sexual. Isto pode ajudar a manter um nível saudável de desejo e antecipação no casamento. Como diz um autor, «Deus quer que o desejo sexual e o anseio ocorram no nosso casamento. , é bom e piedoso pensar sexualmente no seu cônjuge.» (Jennifer Konzen, 2019)
Mas se os pensamentos sexuais se tornarem obsessivos, interferirem na vida diária ou levarem à negligência de outros aspectos da relação matrimonial, pode ser útil procurar orientação de um pastor ou conselheiro cristão de confiança.
Lembremo-nos de que nossa sexualidade, como todos os aspectos de nossas vidas, deve ser oferecida a Deus como parte de nossa adoração espiritual. Como São Paulo nos exorta em Romanos 12:1, «Exorto-vos, pois, irmãos e irmãs, tendo em conta a misericórdia de Deus, a oferecerdes os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus — este é o vosso culto verdadeiro e próprio».
Como os casais podem ter uma vida sexual que honra a Deus?
A união íntima entre marido e mulher é um grande presente do nosso Criador. Quando vivida com amor, respeito e abertura à vida, a sexualidade conjugal pode ser verdadeiramente sagrada – um reflexo do amor de Deus e uma fonte de alegria e unidade para o casal.
Para honrar a Deus em sua relação sexual, veja seu esposo como um filho amado de Deus, criado à sua imagem. Tratem os corpos e os corações uns dos outros com reverência. Deixe a sua intimidade física fluir e nutrir a sua intimidade emocional e espiritual.
A comunicação é fundamental. Fale abertamente com o seu cônjuge acerca das suas necessidades, desejos e limites. Ouçam-se uns aos outros com compaixão. Sejam pacientes e gentis uns com os outros.
Lembre-se de que o sexo destina-se a ser vivificante e doador de amor. Esteja aberto à possibilidade de uma nova vida. Ao mesmo tempo, a Igreja reconhece que a paternidade responsável pode, às vezes, exigir o espaçamento dos filhos. Os métodos naturais de planeamento familiar podem ser usados com discernimento orante.
Evite tratar o seu cônjuge como um objecto para a sua própria gratificação. Em vez disso, concentre-se em doar-se e receber mutuamente. Deixem que os vossos encontros íntimos sejam uma troca de amor, não apenas de prazer físico.
Rezem juntos como um casal. Peça a Deus que abençoe e oriente a sua relação sexual. Agradecei-Lhe pelo dom do vosso esposo e da vossa união conjugal.
Se tiver dificuldades com feridas passadas ou padrões pouco saudáveis, não tenha medo de procurar ajuda de um conselheiro de confiança ou de um diretor espiritual. Deus deseja a cura e a liberdade para ti.
A contraceção é pecaminosa do ponto de vista bíblico?
Esta é uma questão complexa e sensível que tem sido debatida ao longo da história da Igreja. Embora a Bíblia não aborde explicitamente os métodos contraceptivos modernos, podemos procurar orientação nas Escrituras e no ensino da Igreja.
A Igreja tem consistentemente ensinado que a sexualidade conjugal deve ser unitiva e procriativa. Vemos isto no primeiro mandamento de Deus à humanidade para que «sejam fecundos e se multipliquem» (Génesis 1:28). A história de Onan em Gênesis 38 também tem sido interpretada como uma condenação de atos contraceptivos.
Mas temos de ter o cuidado de não adoptar uma abordagem demasiado rígida ou legalista. Deus deu-nos o dom da razão para tomar decisões prudentes sobre o tamanho da família. A Igreja reconhece que a paternidade responsável pode, às vezes, exigir o espaçamento dos filhos.
O mais importante é a atitude e as motivações do casal. Eles estão abertos à vida em princípio, mesmo que discernam razões válidas para evitar a gravidez em um determinado momento? Ou estão a fechar-se ao dom de Deus de filhos por egoísmo ou materialismo?
Os métodos naturais de planeamento familiar, que funcionam com os ciclos naturais da mulher, são moralmente aceitáveis quando utilizados com as intenções corretas. Estes métodos promovem a comunicação entre os cônjuges e o respeito pelo corpo da mulher.
A contraceção artificial suscita mais preocupações, uma vez que introduz uma barreira – física ou química – no ato conjugal. Mas também devemos considerar que alguns métodos contraceptivos são utilizados por razões médicas legítimas além de impedir a gravidez.
Este é um assunto para o discernimento orante de cada casal, em consulta com a sua consciência e conselheiros espirituais. Devemos ser cautelosos em fazer juízos gerais sobre o estado das almas das pessoas.
O mais importante é que os casais permaneçam abertos à vontade de Deus, pratiquem uma paternidade responsável e deixem que a sua sexualidade seja uma expressão de amor doador. Que possamos acompanhar todas as famílias com compaixão enquanto navegam nestas decisões sensíveis.
A pornografia é pecaminosa para os cristãos?
O uso da pornografia é uma preocupação séria na nossa era digital, que afeta muitas pessoas e famílias. Enquanto o A Bíblia não menciona explicitamente a pornografia., Podemos extrair princípios claros das Escrituras e do ensino da Igreja.
Jesus ensinou que «todo aquele que olha para uma mulher com luxúria já cometeu adultério com ela no seu coração» (Mateus 5:28). A pornografia, por sua própria natureza, desperta e alimenta desejos luxuriosos. Reduz as pessoas humanas, feitas à imagem de Deus, a objetos de satisfação egoísta.
A utilização da pornografia prejudica a capacidade de intimidade e amor autênticos do utilizador. Cria expectativas irrealistas em relação ao sexo. Pode tornar-se viciante, consumindo cada vez mais tempo e atenção. Muitos que lutam contra a pornografia relatam sentir-se intensamente envergonhados e isolados.
A indústria da pornografia está cheia de exploração e abuso. Ao ver pornografia, torna-se cúmplice desta exploração, mesmo que indiretamente. Como cristãos, somos chamados a defender a dignidade de cada pessoa humana.
Para as pessoas casadas, a utilização de pornografia é uma forma de infidelidade para com o cônjuge. Viola a exclusividade do pacto matrimonial. Mesmo para as pessoas solteiras, funciona contra a virtude da castidade e da preparação para o futuro casamento.
Ao mesmo tempo, devemos abordar esta questão com grande compaixão. Muitas pessoas começam a usar pornografia em tenra idade, antes de poderem compreender plenamente os seus efeitos nocivos. Libertar-se da pornografia pode ser muito difícil devido à sua natureza viciante.
A boa notícia é que a cura e a liberdade são possíveis através da graça de Deus. Se luta contra a pornografia, não se desespere nem se esconda envergonhado. Procure a ajuda de um pastor de confiança, conselheiro ou grupo de apoio. Há muitos recursos disponíveis para recuperação.
Para todos os cristãos, devemos estar vigilantes na guarda de nossos corações e mentes. Vamos "tomar cativo todos os pensamentos para torná-lo obediente a Cristo" (2 Coríntios 10:5). Que busquemos a nossa satisfação apenas em Deus, não em falsas imagens que nunca podem verdadeiramente satisfazer-nos.
O que a Igreja Católica ensina sobre o sexo dentro de um casamento cristão?
O ensino da Igreja sobre a sexualidade conjugal decorre da nossa compreensão do belo plano de Deus para o casamento e a vida familiar. No seu cerne, este ensinamento afirma o sexo como um grande dom do nosso Criador – que deve ser apreciado e respeitado no âmbito do pacto matrimonial.
O Catecismo ensina que «a sexualidade está ordenada ao amor conjugal do homem e da mulher» (CIC 2360). Por outras palavras, o sexo encontra o seu próprio contexto no matrimónio, onde serve para unir os esposos e abri-los ao dom de uma vida nova.
A Igreja defende o que chamamos de propósitos unitivos e procriativos da sexualidade conjugal. O ato sexual destina-se a fortalecer o vínculo amoroso entre marido e mulher. Ao mesmo tempo, deve permanecer aberto à possibilidade de conceber crianças.
Isto não significa que todo ato sexual deva resultar em gravidez. A Igreja reconhece que a paternidade responsável pode exigir o espaçamento dos filhos. Mas os casais não devem frustrar ativamente o potencial vital do sexo através de meios contraceptivos.
A sexualidade conjugal deve ser marcada pelo dom e recebimento mútuos de si mesmo. Os cônjuges são chamados a estar atentos às necessidades e desejos uns dos outros, sempre com respeito e ternura. Os atos sexuais forçados dentro do casamento são gravemente errados.
A Igreja encoraja os casais a abordarem a sua relação sexual com reverência, vendo-a como sagrada. Ao mesmo tempo, a sexualidade conjugal deve ser uma fonte de alegria e prazer para o casal. Há espaço para a brincadeira e a paixão dentro dos limites do amor e do respeito mútuos.
Desafios na intimidade sexual são comuns para muitos casais. A Igreja encoraja os esposos a comunicar abertamente sobre estas questões e a procurar ajuda quando necessário. O aconselhamento ou o tratamento médico podem ser adequados em alguns casos.
Acima de tudo, somos chamados a ver a nossa sexualidade como um reflexo do amor de Deus – fiel, frutífero e livre. Que todos os esposos cresçam nesta visão, encontrando na sua íntima união uma fonte de alegria e um caminho de santificação.
O que os pais da igreja ensinam sobre sexo dentro de um casamento cristão?
Os primeiros Padres da Igreja oferecem-nos informações valiosas sobre a sexualidade conjugal, mesmo quando reconhecemos que os seus ensinamentos foram moldados pelo seu contexto histórico e cultural.
Muitos dos Padres enfatizaram que a sexualidade conjugal deve ser orientada para a procriação. Santo Agostinho, por exemplo, ensinava que o bem do casamento incluía a descendência, a fidelidade e o sacramento. Ao mesmo tempo, ele reconheceu que as relações sexuais poderiam fortalecer o vínculo entre os cônjuges.
Vários Padres advertiram contra a excessiva paixão ou prazer nas relações conjugais. São Jerónimo aconselhou os casais a abordarem o sexo com moderação e autocontrole. São João Crisóstomo, ao afirmar a bondade da sexualidade conjugal, advertiu contra permitir que ela se tornasse um ídolo.
De um modo geral, os Padres ensinavam que as relações sexuais deviam cessar durante os períodos de jejum e de oração, bem como durante o período menstrual da mulher. Isto reflecte a sua compreensão da pureza ritual, que hoje interpretamos de forma diferente.
Ao mesmo tempo, muitos Padres afirmaram o aspecto unitivo da sexualidade conjugal. São Gregório de Nissa descreveu lindamente como marido e mulher se tornam «uma só carne» através da sua união física. São João Crisóstomo encorajou os esposos a encontrar alegria e prazer em suas relações íntimas.
Os Padres condenavam consistentemente o adultério, a fornicação e outros atos sexuais fora do casamento. Eles viam a castidade - seja no celibato ou no casamento fiel - como uma grande virtude.
Alguns Padres, como Clemente de Alexandria, ofereceram conselhos práticos aos casais. Encorajou a modéstia e o respeito mútuo no leito conjugal. Ele também aconselhou contra as relações conjugais durante a gravidez, refletindo as crenças médicas da época.
Embora possamos não concordar com todos os detalhes dos ensinamentos dos Padres sobre a sexualidade, podemos apreciar a sua visão global da sexualidade conjugal como sagrada, unitiva e procriativa. Lembram-nos que a nossa vida sexual deve ser orientada para Deus e para o fortalecimento do vínculo conjugal.
À medida que refletimos sobre estes ensinamentos, lembremo-nos de que os Padres não ofereciam uma «teologia do corpo» abrangente como a entendemos hoje. Os seus conhecimentos devem ser lidos à luz do pleno desenvolvimento do ensino da Igreja e da nossa crescente compreensão da sexualidade humana.
