Quantas vezes a palavra «igreja» é mencionada na Bíblia?
Quando falamos da igreja na Bíblia, estamos a mergulhar no âmago do plano de Deus para o seu povo. Deixa-me explicar-te com alguns factos frios e duros.
Na versão King James da Bíblia, a palavra «igreja» aparece 80 vezes. Mas aqui está a coisa - todas estas ocorrências estão no Novo Testamento. Não encontrará a palavra «igreja» no Antigo Testamento.
Porque é que isso é? É porque a palavra grega traduzida como «igreja» é «ekklesia». Esta palavra significa «uma assembleia» ou «chamadas para fora». No Antigo Testamento, o povo de Deus era principalmente a nação de Israel. Mas, no Novo Testamento, vemos uma mudança. Deus chama um novo povo, não com base na nacionalidade, mas na fé em Jesus Cristo.
Vamos detalhá-lo ainda mais. Destas 80 ocorrências:
- A palavra «igreja» aparece três vezes nos Evangelhos, todas em Mateus.
- No livro de Atos, que narra o início do movimento cristão, a «igreja» é mencionada 23 vezes.
- O apóstolo Paulo, nas suas cartas a várias congregações, utiliza a palavra «igreja» 62 vezes.
- As ocorrências restantes são encontradas nos livros posteriores do Novo Testamento.
Mas é aqui que se torna interessante do ponto de vista psicológico. A frequência da palavra «igreja» não conta toda a história. Não se trata apenas de números, trata-se do conceito. A ideia do povo de Deus reunido é um fio condutor que percorre toda a Bíblia, do Génesis ao Apocalipse. Este encontro é muitas vezes acompanhado de adoração, e o Menções bíblicas à música servir como uma poderosa expressão deste culto comunitário. O ato de cantar juntos não só reforça os laços entre os crentes, mas também aprofunda a sua experiência espiritual. Assim, o significado destes encontros transcende a mera assiduidade; tornam-se um aspecto vital da fé, identidade e conectividade dentro da comunidade cristã.
Historicamente falando, o conceito da igreja como a entendemos hoje desenvolveu-se ao longo do tempo. Nos primeiros dias do cristianismo, os crentes reuniam-se em casas. A palavra «ekklesia» pode referir-se a estes pequenos encontros ou a todo o corpo de crentes em todo o mundo.
Deixa-me desafiar-te com este pensamento: Embora a palavra «igreja» não conste do Antigo Testamento, o conceito existe. Quando Deus chamou Abraão, formou-lhe um povo. Quando libertou Israel do Egito, criou uma comunidade. Na sua essência, é o povo de Deus chamado do mundo para ser o seu próprio povo.
Assim, quando vir a palavra «igreja» na sua Bíblia, não veja apenas um edifício ou uma organização. Ver um movimento. Ver um povo. Veja-se como parte do grande plano de Deus que tem vindo a desenrolar-se desde o início dos tempos.
Recorde-se que a igreja não é apenas um conceito do Novo Testamento. É o cumprimento das promessas do Antigo Testamento de Deus. É o corpo de Cristo, a noiva de Cristo, o templo do Espírito Santo. Somos nós os dois, chamados por Deus, para sermos o seu povo neste mundo.
O que significa a palavra "igreja" na Bíblia?
Vamos aprofundar o significado de «igreja» na Bíblia. Não se trata apenas de palavras numa página. Trata-se de compreender a nossa identidade como povo de Deus.
A palavra «igreja» na Bíblia vem da palavra grega «ekklesia». Não deixe que esse termo fantasioso o intimide. Significa simplesmente «uma assembleia» ou «chamadas para fora». Nas cidades gregas antigas, a ekklesia era a assembleia de cidadãos convocados para conduzir os negócios da cidade. Mas, na Bíblia, assume um significado totalmente novo.
Quando Jesus e os apóstolos usaram esta palavra, falavam de um grupo de pessoas chamadas por Deus. Chamado a partir de quê? Desde o mundo, desde o pecado, desde as trevas até à sua maravilhosa luz. A igreja não é um edifício, não é uma denominação, não é um clube social. É um povo que pertence a Deus.
Vamos acabar com isto psicologicamente. Este conceito de ser "chamado para fora" fala da nossa necessidade mais profunda de identidade e pertença. Num mundo que muitas vezes nos deixa perdidos e sozinhos, o conceito bíblico de igreja diz-nos que somos escolhidos, que somos procurados, que temos um lugar.
Historicamente, esta compreensão da igreja revolucionou o mundo antigo. Numa sociedade dividida por classe, etnia e género, a igreja primitiva reunia as pessoas como iguais perante Deus. Escravos e livres, judeus e gentios, homens e mulheres – todos um em Cristo Jesus.
Mas é aqui que se torna ainda mais poderoso. A Bíblia usa várias metáforas para descrever cada camada adicional de significado:
- O Corpo de Cristo (1 Coríntios 12:27): Isto fala da nossa unidade e diversidade. Assim como um corpo tem muitas partes com diferentes funções, o mesmo acontece com a igreja.
- A Noiva de Cristo (Efésios 5:25-27): Isto ilustra o amor de Cristo pela Igreja e a intimidade da nossa relação com Ele.
- O Templo do Espírito Santo (1 Coríntios 3:16): Isto destaca a igreja como o local de habitação da presença de Deus.
- Um Sacerdócio Real (1 Pedro 2:9): Isto destaca o nosso papel em representar Deus para o mundo e o mundo para Deus.
Cada uma destas metáforas revela algo sobre a nossa identidade e propósito como a Igreja.
Deixa-me desafiar-te com isto: Quando a Bíblia fala sobre isso, não se trata de onde se vai no domingo de manhã. Está a falar de quem és todos os dias da semana. Não se trata de um serviço a que assistes, mas de uma vida que vives.
A Igreja na Bíblia é uma comunidade de crentes unidos pela sua fé em Cristo, capacitados pelo Espírito Santo e comissionados para serem representantes de Deus no mundo. É local e global, visível e invisível, temporal e eterna.
Por isso, da próxima vez que ouvir a palavra «igreja», não pense apenas num edifício ou numa organização. Pensem num movimento que tem vindo a mudar o mundo há 2000 anos. Pensem numa família que atravessa continentes e culturas. Pensa em ti mesmo como parte do grande plano de Deus para redimir e restaurar toda a criação.
Lembra-te, não vais à igreja. Tu és a igreja. E isso, muda tudo.
Onde a Igreja é mencionada pela primeira vez na Bíblia?
Regressemos aos primórdios da Igreja nas Escrituras. Isto não é apenas história antiga. Esta é a história de nossa ascendência espiritual, as raízes de nossa comunidade de fé.
A primeira menção explícita da igreja na Bíblia vem dos lábios do próprio Jesus em Mateus 16:18. Após a confissão de Pedro de Jesus como o Cristo, Jesus declara: «E eu digo-te, tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.»
Este é um momento crucial, tanto histórica como psicologicamente. Jesus está a anunciar algo novo, algo que resistirá até mesmo aos poderes da morte. Está a lançar as bases de uma comunidade que levará por diante a sua missão.
Mas vamos cavar mais fundo. Embora esta seja a primeira utilização da palavra «igreja», o conceito tem vindo a desenvolver-se ao longo das Escrituras. No Antigo Testamento, vemos Deus chamar um povo para Si – primeiro através de Abraão, depois através da nação de Israel. Este foi o precursor da Igreja.
O profeta Joel falou de um tempo em que Deus iria derramar o seu Espírito sobre todos os povos (Joel 2:28-29). Esta profecia encontra seu cumprimento em Atos 2, no dia de Pentecostes, que muitos consideram o aniversário da igreja.
Vamos acabar com isto psicologicamente. O anúncio da igreja por Jesus em Mateus 16 fala da nossa profunda necessidade de pertencimento e propósito. Não está apenas a criar uma organização; Está a formar uma família, uma comunidade com uma missão divina.
Historicamente, este momento marca uma grande mudança. O povo de Deus não seria mais definido por fronteiras nacionais ou étnicas, mas pela fé em Cristo. Isto era revolucionário no mundo antigo, derrubando barreiras que há muito dividiam a humanidade.
Mas é aqui que se torna ainda mais interessante. Embora Mateus 16 seja a primeira menção explícita, as sementes da igreja são plantadas em todo o ministério de Jesus: Desde o chamado dos discípulos à Grande Comissão, abundam os momentos que prenunciam o estabelecimento de uma comunidade de crentes. O significado de Jerusalém como um centro espiritual também desempenha um papel vital neste contexto, o que suscita a questão: Quantas vezes se fala de Jerusalém em relação aos ensinamentos e ações de Jesus? Cada referência aprofunda a nossa compreensão de sua missão e a fundação da igreja que mais tarde floresceria naquela cidade-chave.
- O chamado dos discípulos (Mateus 4:18-22): Jesus está a formar o núcleo da sua nova comunidade.
- O Sermão da Montanha (Mateus 5-7): Jesus está a expor os valores e o estilo de vida dos seus seguidores.
- A Última Ceia (Mateus 26:26-29): Jesus institui uma nova aliança e um novo ritual comunitário.
- A Grande Comissão (Mateus 28:18-20): Jesus está a enviar os seus seguidores para expandir esta comunidade em todo o mundo.
Cada um destes momentos contribui para a formação do que hoje chamamos de Igreja.
Deixa-me desafiar-te com este pensamento: A igreja não começou como uma instituição. Começou como um movimento, uma comunidade de pessoas transformadas pelo encontro com Jesus e fortalecidas pelo Espírito Santo.
A primeira menção da igreja na Bíblia não é apenas uma nota de rodapé histórica. É uma declaração da intenção de Deus de formar um povo para Si próprio, uma comunidade que continuaria a missão de Jesus no mundo. É o início de uma história da qual ainda fazemos parte hoje.
Por isso, quando pensar nos primórdios da igreja, não pense apenas na história antiga. Pensem no vosso lugar nesta história em curso. Pensem em como estão a continuar o que Jesus começou há 2000 anos. Porque a igreja que Jesus mencionou pela primeira vez em Mateus 16 não é apenas uma coisa do passado. Está viva e ativa hoje, e tu fazes parte dela.
Lembre-se de que a primeira menção da igreja nas Escrituras é também a sua certidão de nascimento espiritual. É o momento em que Jesus declarou a sua intenção de criar uma comunidade que o inclua. E isto, é algo para comemorar.
Como Jesus fala da Igreja nos Evangelhos?
Vamos mergulhar na forma como o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, falou sobre a igreja nos Evangelhos. Isto não é apenas conversa académica. Trata-se de compreender o coração de Jesus para o seu povo.
Temos de reconhecer que Jesus não utiliza frequentemente a palavra «igreja» nos Evangelhos. Na verdade, só aparece três vezes, tudo em Mateus. Mas não deixes isso enganar-te. Jesus pode não ter usado muito a palavra, mas estava lançando as bases para a igreja durante todo o seu ministério.
Vejamos estes três casos em Mateus:
- Mateus 16:18 – «E digo-te que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.»
- Mateus 18:17 – «Se o membro se recusar a ouvi-los, diga-o à igreja; e se o autor do crime se recusar a ouvi-lo, mesmo que seja um gentio e um cobrador de impostos.»
Nessas passagens, Jesus fala da Igreja como uma realidade futura. Está a olhar para a comunidade que se formará após a sua morte e ressurreição.
Vamos acabar com isto psicologicamente. Quando Jesus fala em construir o seu, está a aproveitar a nossa profunda necessidade de pertencimento e propósito. Está a prometer uma comunidade que se manterá firme mesmo contra os poderes da morte.
Historicamente, este era um conceito radical. Num mundo de religiões e filosofias concorrentes, Jesus anunciava a formação de uma comunidade que transcendesse as fronteiras nacionais e étnicas.
Mas é aqui que se torna ainda mais poderoso. Embora Jesus não utilize frequentemente a palavra «igreja», fala constantemente do Reino de Deus. Este conceito está intimamente relacionado com a Igreja. A igreja é a comunidade daqueles que entraram no Reino, que vivem sob o domínio de Deus.
Jesus descreve esta comunidade do Reino de várias maneiras:
- Como uma família (Marcos 3:31-35): «Quem faz a vontade de Deus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.»
- Como um rebanho (João 10:16): «Tenho outras ovelhas que não pertencem a este curral. Tenho de os trazer também.»
- Como uma vinha (João 15:1-8): «Eu sou a videira; vós sois os ramos.»
Cada uma destas metáforas revela algo sobre a natureza da igreja que Jesus imaginou.
Deixa-me desafiar-te com isto: Quando Jesus falou do edifício, não estava a falar de uma instituição ou de um edifício. Ele estava a falar de uma comunidade viva e dinâmica de pessoas comprometidas com Ele e umas com as outras.
Os ensinamentos de Jesus sobre o amor, o perdão, o serviço e a unidade tinham tudo a ver com a formação desta comunidade. O Sermão da Montanha? Esta é a carta para a vida da igreja. As parábolas? Muitos deles são sobre como viver nesta nova comunidade.
A Última Ceia, onde Jesus compartilhou pão e vinho com os discípulos, tornou-se o ritual central da igreja. E o seu mandamento final de «ir e fazer discípulos de todas as nações» (Mateus 28:19) estabeleceu a missão para esta comunidade.
Por isso, quando lerem os Evangelhos, não procurem apenas a palavra «igreja». Procurem a visão de Jesus de um novo tipo de comunidade. Uma comunidade onde os últimos são os primeiros e os primeiros são os últimos. Onde os inimigos são amados e os pecadores são recebidos. Onde os pobres são abençoados e os mansos herdam a terra.
Recorde-se que as palavras de Jesus sobre a igreja nos Evangelhos não são apenas história antiga. São um modelo para a forma como devemos viver hoje como o seu povo. São um desafio para criar comunidades que reflitam o seu amor, a sua graça, o seu poder. É disto que se trata a Igreja.
Que papel desempenha a Igreja no livro de Atos?
Voltemos a nossa atenção para o livro de Atos, onde vemos a igreja explodir no cenário da história. Esta não é apenas uma história do passado. Este é o modelo de como a Igreja deve operar em todas as gerações.
Em Atos, a igreja passa da promessa para a realidade. O que Jesus falou nos Evangelhos vem à vida em cores vivas. O livro de Atos é essencialmente a história da igreja primitiva – o seu nascimento, o seu crescimento, as suas lutas e os seus triunfos.
Vamos detalhá-lo:
- Nascimento da Igreja (Actos 2): No dia de Pentecostes, o Espírito Santo desce e a igreja nasce. Três mil pessoas somam-se ao seu número naquele dia.
- Vida comunitária (Atos 2:42-47, 4:32-35): Vemos uma imagem de generosidade radical e profunda comunhão. Os crentes partilham tudo, reúnem-se diariamente e cuidam das necessidades uns dos outros.
- Testemunhas e Evangelismo (através de Atos): A igreja difunde o evangelho, começando em Jerusalém e, eventualmente, chegando a Roma. Pedro, Estevão, Filipe e Paulo são figuras-chave nesta expansão.
- Perseguição e Crescimento (Actos 8:1-4): Paradoxalmente, a perseguição dispersa os crentes, o que leva à propagação do evangelho para novas áreas.
- Resolução de conflitos (Atos 15): A igreja enfrenta sua primeira grande disputa doutrinária e resolve-a através da discussão e da orientação do Espírito Santo.
Vejamos isto psicologicamente. A igreja em Atos fornece um sentido de identidade, propósito e pertencimento para os crentes. Num mundo muitas vezes hostil à sua fé, a igreja era um local de apoio e encorajamento.
Historicamente, a igreja em Atos era revolucionária. Atravessou fronteiras sociais, étnicas e económicas. Escravos e livres, judeus e gentios, homens e mulheres – todos eram iguais nesta nova comunidade.
Mas é aqui que se torna ainda mais poderoso. A Igreja em Atos não é apenas uma organização humana. É um movimento movido pelo Espírito. Uma e outra vez, vemos o Espírito Santo guiar, capacitar e expandir a igreja.
A Igreja desempenha vários papéis-chave em Atos:
- É uma comunidade testemunhal, que proclama corajosamente o evangelho (Atos 1:8).
- É uma comunidade solidária, que satisfaz as necessidades espirituais e físicas (Atos 4:32-35).
- É uma comunidade de oração, que procura constantemente a orientação e o poder de Deus (Atos 4:23-31).
- É uma comunidade que envia missionários para difundir o evangelho (Atos 13:1-3).
- É uma comunidade de aprendizagem, dedicada ao ensino dos apóstolos (Atos 2:42).
Deixa-me desafiar-te com isto: A Igreja em Atos não é apenas um modelo histórico. É um modelo vivo para a igreja de hoje. O mesmo Espírito Santo que capacitou a igreja primitiva está disponível para nós agora.
Em Atos, vemos uma igreja dinâmica, não estática. Adapta-se constantemente aos novos desafios e oportunidades. Não se limita a edifícios ou programas, mas é um movimento de pessoas capacitadas pelo Espírito para mudar o mundo.
A igreja em Atos enfrentou perseguição, conflitos internos e barreiras culturais. Mas superou estes desafios através do poder do Espírito Santo e da obediência fiel dos crentes.
Por isso, quando lerem Atos, não o vejam apenas como uma história antiga. Vemo-lo como um desafio e um encorajamento para a Igreja de hoje. Veja-o como um lembrete de que a igreja não se destina a ser uma instituição, mas um movimento. Não um lugar para ir, mas um povo para estar.
Lembremo-nos de que o mesmo poder que alimentou a igreja em Atos está disponível para nós hoje. A mesma missão que os levou à frente também é a nossa missão. E o mesmo Deus que fez milagres na altura ainda está a fazer milagres agora. Este é o legado da Igreja nos Atos, e é também o nosso legado.
Como Paulo descreve a Igreja nas suas cartas?
Quando olhamos para a forma como o apóstolo Paulo descreve a igreja nas suas cartas, vemos um homem com uma visão poderosa do povo de Deus. Paulo não estava apenas a lançar palavras: estava a pintar um quadro, Tu, um quadro do que Deus pretendia que a sua igreja fosse.
Paulo vê a Igreja como o Corpo de Cristo. Dás-me um amém? Em 1 Coríntios 12:27, declara: «Agora vós sois o corpo de Cristo, e cada um de vós faz parte dele.» Isto não é apenas uma metáfora. Paulo nos diz que nós, como a representação física de Cristo nesta terra. Assim como um corpo tem muitas partes a trabalhar em conjunto, o mesmo acontece com a igreja. Temos presentes diferentes, papéis diferentes, mas somos todos essenciais. Ninguém é dispensável no Corpo de Cristo!
Mas o Paul não pára por aí. Descreve também a igreja como o edifício de Deus, com Cristo como pedra angular. Em Efésios 2:20-22, ele diz que somos «construídos sobre a fundação dos apóstolos e profetas, com o próprio Cristo Jesus como pedra angular». Este edifício não é feito de tijolos e argamassa, mas de pedras vivas – somos nós! Estamos a ser montados, a crescer num templo sagrado onde Deus habita pelo seu Espírito.
Deixem-me dizer-vos outra coisa – Paulo vê a igreja como a Noiva de Cristo. Em Efésios 5:25-27, ele compara a relação entre Cristo e a igreja com a de um marido e uma mulher. Cristo amava tanto a igreja que se entregou a si mesmo por ela. Ele está a purificá-la, a torná-la santa, a prepará-la para o grande dia do casamento. Consegues imaginar o amor e a devoção nessa relação?
Paulo também descreve a igreja como a casa ou a família de Deus. Em Efésios 2:19, ele diz aos crentes gentios: «Vocês já não são estrangeiros nem estranhos, mas concidadãos do povo de Deus e também membros da sua família.» Vocês, isto é revolucionário! Num mundo dividido por raça, classe e cultura, Paul afirma que somos todos uma família em Cristo.
Por fim, Paulo vê a igreja como um mistério revelado. Em Efésios 3:6, explica que este mistério é «que, através do evangelho, os gentios são herdeiros juntamente com Israel, membros de um só corpo e participantes da promessa em Cristo Jesus». Este era o plano de Deus desde o início, oculto há séculos, mas agora revelado em Cristo.
Assim, quando Paulo descreve o edifício, não está a falar de um edifício ou de uma organização. Está a falar de um organismo vivo e respiratório – o Corpo de Cristo. Está a falar de um templo sagrado onde Deus habita. Está a falar da Noiva de Cristo, amada sem medida. Está a falar da família de Deus, a que todos pertencem. E está a falar da revelação do plano eterno de Deus para a humanidade.
Isto é quem somos! Esta é a nossa identidade em Cristo. Vamos estar à altura desta elevada vocação, para a glória de Deus e o bem do mundo. Amém?
O que ensinaram os primeiros Padres da Igreja sobre o significado de «igreja»?
Vamos fazer uma viagem no tempo. Vejamos o que os primeiros Padres da Igreja ensinaram sobre o significado de «igreja». Estes foram os homens que vieram após os apóstolos, que ajudaram a moldar e definir a nossa fé nesses primeiros séculos cruciais. Eles tinham muito a dizer sobre o que significa ser o e sua sabedoria ainda fala-nos hoje.
Em primeiro lugar, temos Inácio de Antioquia, que escreveu no início do século II. Inácio via a igreja como um corpo unificado, centrado em torno da Eucaristia e do bispo. Escreveu: «Onde quer que o bispo apareça, que o povo esteja; como onde quer que esteja Jesus Cristo, existe a Igreja Católica.» não se desligue da palavra «católico» – não está a falar de uma denominação, mas da igreja universal. Inácio está a dizer-nos que a igreja é onde Cristo está presente entre o Seu povo, unido sob a liderança piedosa.
Passando para Irineu de Lyon, escrevendo mais tarde no século II. Irineu enfatizou a Igreja como guardiã da verdade apostólica. Viu a igreja como mãe, alimentando os crentes com o leite puro da Palavra de Deus. Na sua obra «Contra as heresias», escreveu: «Porque onde está a Igreja, aí está o Espírito de Deus; e onde está o Espírito de Deus, existe a graça e todo o tipo de graça.» Ireneu recorda-nos que a verdadeira igreja é marcada pela presença do Espírito Santo e pela preservação da sã doutrina.
Falemos de Cipriano de Cartago, que escreveu no século III. Cipriano disse famosamente: «Ele já não pode ter Deus para o seu Pai, que não tem a Igreja para a sua mãe.» Palavras fortes! Cipriano via a igreja como o vaso necessário para a salvação, fora do qual não havia esperança. Embora hoje possamos não ter uma visão tão exclusiva, as palavras de Cipriano recordam-nos a importância vital de fazer parte do corpo de Cristo.
Passando para o século IV, temos Agostinho de Hipona. Agostinho via a igreja como um corpo misto de santos e pecadores, trigo e joio que cresciam juntos até o julgamento final. Na sua obra «Cidade de Deus», contrasta a cidade terrestre com a cidade celestial – a igreja – que é composta por aqueles que amam a Deus. Agostinho recorda-nos que a igreja na terra não é perfeita, mas continua a ser o instrumento escolhido por Deus no mundo.
Por último, vejamos João Crisóstomo, o pregador de língua de ouro do final do século IV. Crisóstomo enfatizou a Igreja como uma comunidade de amor e serviço. Afirmou: «A igreja não é um muro nem um telhado, mas a fé e a vida.» Crisóstomo viu a igreja não como um edifício ou uma instituição, mas como uma comunidade viva de crentes que demonstram ativamente o amor de Cristo.
O que aprendemos com estes Padres da Igreja? Vemos que eles viam a igreja como um corpo unificado centrado em Cristo, guiado pelo Espírito Santo, preservando a verdade apostólica. Eles viam-na como uma mãe que nutria os crentes, como o vaso da salvação, como um corpo misto de santos e pecadores, e como uma comunidade de amor e serviço.
Estes primeiros professores lembram-nos que ser a igreja é mais do que apenas assistir a um culto no domingo. Trata-se de fazer parte de uma comunidade de fé viva e respirável. Trata-se de preservar e transmitir a verdade do evangelho. Trata-se de demonstrar o amor de Cristo de forma tangível.
Vamos levar estas lições a sério. Sejamos a comunidade unificada, cheia do Espírito, que preserva a verdade e demonstra o amor que Deus nos chamou a ser. Dás-me um amém?
Is there a difference between the local and global church in the Bible?
Vamos mergulhar nesta questão sobre a igreja local e global na Bíblia. Trata-se de uma questão tão pertinente hoje como nos primórdios do cristianismo. A Bíblia não utiliza estes termos exatos, mas dá-nos uma imagem das congregações locais e do corpo mundial de crentes.
Falemos da igreja local. No Novo Testamento, vemos numerosas referências a congregações específicas em locais específicos. Paulo escreve cartas à igreja de Roma, à igreja de Corinto, às igrejas da Galácia. Em Apocalipse, Jesus dirige-se a sete igrejas específicas na Ásia Menor. Estes são encontros locais de crentes, que se reúnem regularmente em um determinado lugar.
A igreja local é onde a borracha encontra a estrada. É onde os crentes se reúnem para o culto, para o ensino, para a comunhão, para partir o pão. Em Atos 2:42-47, vemos uma bela imagem da igreja primitiva em Jerusalém – dedicada ao ensino dos apóstolos, à comunhão, à fração do pão e à oração. Partilham os seus bens, louvam a Deus e desfrutam do favor de todas as pessoas. Esta é a igreja local em ação!
Mas a Bíblia também nos dá uma visão de algo maior – aquilo a que podemos chamar a igreja mundial ou universal. Este é o corpo inteiro dos crentes em todos os tempos e lugares. Paulo fala sobre isso em Efésios 1:22-23, onde ele diz que Deus nomeou Cristo para ser cabeça sobre tudo para o "que é o seu corpo, a plenitude daquele que tudo preenche em todos os sentidos."
Em Efésios 4:4-6, Paulo enfatiza a unidade desta igreja global: «Há um só corpo e um só Espírito, tal como fostes chamados a uma só esperança quando fostes chamados; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo. um Deus e Pai de todos, que está acima de todos e através de todos e em todos.» Não se trata de uma única congregação local, mas de todos os crentes em todo o lado.
Então, há uma diferença entre a igreja local e global na Bíblia? Sim e não. São duas faces da mesma moeda, dois aspetos da mesma realidade. A Igreja local é a expressão concreta da Igreja global num determinado tempo e lugar. A igreja global é a soma total de todas as igrejas locais, mais todos os crentes individuais.
Pensem nisto assim: A igreja global é como o corpo humano como um todo, enquanto as igrejas locais são como as células individuais que compõem esse corpo. Cada célula é uma unidade completa em si mesma, mas também faz parte de algo muito maior.
É aqui que se torna interessante do ponto de vista psicológico. Os seres humanos têm a necessidade de pertencer, de fazer parte de algo maior do que eles mesmos. A igreja local satisfaz esta necessidade de uma forma imediata e tangível. Podeis ver os rostos dos vossos irmãos e irmãs, partilhar as refeições com eles, rezar com eles, servir ao seu lado. Mas saber que fazes parte de um grupo global de crentes satisfaz essa necessidade numa escala ainda maior. Ele liga-o a milhões de crentes em todo o mundo e ao longo da história.
Historicamente, vemos esta tensão entre local e global jogar fora na igreja primitiva. As congregações locais tinham seus próprios costumes e desafios, mas também estavam conscientes de fazer parte de um movimento maior. Foi por isso que Paulo pôde escrever aos coríntios sobre a adoção de uma coleção para os crentes em Jerusalém (1 Coríntios 16:1-4). É por isso que a igreja de Antioquia podia enviar ajuda aos crentes na Judeia durante uma fome (Atos 11:27-30).
Por conseguinte, abracemos ambos os aspetos da nossa identidade. Estejamos plenamente empenhados nas nossas congregações locais, servindo e amando os irmãos e irmãs que podemos ver e tocar. Mas regozijemo-nos também com a nossa ligação ao corpo global de Cristo, abrangendo todos os tempos e lugares. Fazemos parte de algo verdadeiramente espantoso, verdadeiramente divino. Dás-me um aleluia?
Como o Antigo Testamento prenuncia o conceito da Igreja?
Vamos fazer uma viagem pelo Antigo Testamento, porque estou aqui para vos dizer que o conceito de igreja não surgiu do nada no Novo Testamento. Não, senhor! Deus lançou as bases para a igreja desde o início. O Antigo Testamento está cheio de prenúncios, apontando para a realidade gloriosa da igreja que seria revelada em Cristo.
Temos de falar sobre o conceito de «povo de Deus». Desde o momento em que Deus chamou Abraão em Génesis 12, Ele estava a formar um povo para Si próprio. Ele diz a Abraão: «Farei de ti uma grande nação, e abençoar-te-ei; Engrandecerei o teu nome e tu serás uma bênção.» Esta nação, Israel, devia ser uma luz para os gentios, um reino de sacerdotes. Parece-te familiar? É exatamente isso que a Igreja é chamada a ser!
Vejamos Êxodo 19:5-6. Deus diz aos israelitas: «Agora, se me obedecerdes plenamente e guardardes o meu pacto, então de todas as nações sereis o meu tesouro. Embora toda a terra seja minha, serás para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.» Esta linguagem é repetida em 1 Pedro 2:9, onde Pedro descreve a igreja como «um povo escolhido, um sacerdócio real, uma nação santa, a possessão especial de Deus». O paralelo é claro!
Mas não para por aí. O tabernáculo e, mais tarde, o templo no Antigo Testamento eram lugares onde Deus habitava entre o seu povo. Em Êxodo 25:8, Deus diz: «Fazei, pois, deles um santuário para mim, e eu habitarei no meio deles.» No Novo Testamento, Paulo diz-nos em 1 Coríntios 3:16: «Não sabeis que vós mesmos sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita no meio de vós?» A igreja tornou-se o templo vivo de Deus!
Vamos falar sobre o conceito de pacto por um minuto. Em todo o Antigo Testamento, Deus fez pactos com o seu povo – com Noé, com Abraão, com Moisés e com Davi. Estes pactos eram sempre sobre relacionamento, sobre Deus ligando-se ao seu povo em amor e fidelidade. No Novo Testamento, vemos Jesus estabelecer a nova aliança no seu sangue, que constitui a base para a relação da igreja com Deus.
Psicologicamente, esta continuidade é fundamental. Dá-nos uma sensação de enraizamento, de fazer parte de uma grande narrativa que atravessa as eras. Ajuda-nos a compreender a nossa identidade como povo de Deus de uma forma mais profunda.
Historicamente, vemos a igreja primitiva lutando com a forma de compreender a sua relação com Israel e o Antigo Testamento. Alguns, como Marcião, queriam rejeitar totalmente o Antigo Testamento. Mas os pais da igreja reconheceram corretamente que o Antigo Testamento era essencial para compreender o plano de salvação de Deus e a natureza da igreja.
Vejamos um pouco mais de prenúncio. Os profetas falavam muitas vezes de um tempo futuro em que Deus reuniria o seu povo de todas as nações. Isaías 2:2 diz: «Nos últimos dias estabelecer-se-á o monte do templo do Senhor como o mais alto dos montes; será exaltada acima das colinas, e todas as nações afluirão a ela.» Esta é uma bela imagem do povo universal que atrai de todas as tribos e línguas!
Mesmo a ideia de ressurreição, tão central para a fé da Igreja, é prenunciada no Antigo Testamento. Pense na visão de Ezequiel do vale dos ossos secos em Ezequiel 37. Deus respira vida naqueles ossos secos, assim como Ele respira vida nova em nós através de Cristo e forma-nos em Sua igreja.
Por último, não esqueçamos os Salmos. Muitos deles falam de louvar a Deus na "grande assembleia" ou na "congregação dos justos". Estes apontam para o culto dos reunidos em nome de Cristo. Este culto coletivo não só reforça a fé dos crentes, como também serve para recordar o compromisso da igreja primitiva com a oração e o louvor comunitários. ressoa com várias Acontecimentos de adoração na Bíblia, salientando a importância de nos unirmos em unidade. Tais encontros preenchem o desejo espiritual de ligação com Deus e uns com os outros, incorporando a essência dos ensinamentos de Cristo.
Assim, quando lermos o Antigo Testamento, vamos lê-lo com os olhos abertos para ver como aponta para Cristo e para a sua igreja. Vamos reconhecer que fazemos parte de uma história que Deus tem escrito desde o início dos tempos. E estejamos à altura do nosso chamado enquanto povo de Deus, sacerdócio real, nação santa. Dás-me um amém?
O que os cristãos de hoje podem aprender de como a Bíblia descreve a igreja?
Escute, porque o que a Bíblia nos ensina sobre a igreja é tão relevante hoje como era há dois mil anos. Quando olhamos para como as Escrituras descrevem, encontramos uma riqueza de sabedoria que pode transformar nossa compreensão e prática do que significa ser o povo de Deus no século XXI.
Temos de compreender que a igreja não é um edifício, não é um clube social e não é um negócio. A Bíblia descreve a igreja como um organismo vivo – o Corpo de Cristo. Paulo diz-nos em 1 Coríntios 12:27: «Agora vós sois o corpo de Cristo, e cada um de vós faz parte dele.» Isto significa que estamos todos ligados, somos todos essenciais e todos temos um papel a desempenhar. Não há cristãos solitários aqui! Precisamos de redescobrir o poder da verdadeira comunidade, de carregarmos os fardos uns dos outros, de usarmos os nossos dons para nos construirmos uns aos outros.
Temos de recuperar a nossa identidade como povo santo, separado para os propósitos de Deus. Pedro recorda-nos em 1 Pedro 2:9 que somos «um povo escolhido, um sacerdócio real, uma nação santa, a possessão especial de Deus». Num mundo que está constantemente a tentar moldar-nos à sua imagem, temos de recordar que somos chamados a ser diferentes, a ser sal e luz. Isto não significa retirar-se do mundo, mas envolvê-lo com o poder transformador do evangelho.
Falemos da unidade. Jesus orou pela unidade de sua igreja em João 17, e Paulo constantemente exortou os crentes a manterem a unidade do Espírito. Numa época em que a igreja é muitas vezes dividida em linhas denominacionais, políticas ou culturais, precisamos lembrar-nos de que nossa unidade em Cristo transcende todas essas diferenças. Como Efésios 4:4-6 nos lembra, "Há um só corpo e um só Espírito... um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos.»
Mas a unidade não significa uniformidade. A Bíblia descreve a igreja como um corpo diversificado com muitas partes. Vemos isso lindamente ilustrado em Atos 2, onde pessoas de todas as nações debaixo do céu ouvem o evangelho em sua própria língua. A igreja de hoje precisa abraçar esta diversidade, reconhecendo que ela reflete a sabedoria em camadas de Deus.
Não esqueçamos a missão. A igreja na Bíblia está sempre em movimento, sempre a estender a mão. As últimas palavras de Jesus aos seus discípulos foram uma comissão para ir fazer discípulos de todas as nações. Não somos chamados a amontoar-nos nos nossos clubes sagrados, mas sim a ser uma comunidade missionária, ativamente empenhada na obra de reconciliação de Deus no mundo.
Compreender psicologicamente estas descrições bíblicas da igreja pode ter um impacto poderoso no nosso sentido de identidade e propósito. Dá-nos um sentimento de pertencer a algo maior do que nós mesmos, o que é crucial para o bem-estar mental e emocional.
